CRÍTICA – Morbius (2022, Daniel Espinosa)

    Desde sua primeira aparição nas páginas dos quadrinhos da Marvel Comics, em 1971, Morbius, o vampiro vivo passou de vilão a anti-herói e se tornou um dos personagens mais enigmáticos do Universo Marvel.

    O filme estrelado por Jared Leto conta também com nomes como Matt SmithAdria ArjonaJared HarrisAl Madrigal e Tyrese Gibson.

    A mais nova produção da Sony Pictures no Aranhaverso chega aos cinemas nesta quinta-feira, 31.

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    SINOPSE

    Gravemente enfermo por conta de um estranho distúrbio sanguíneo e determinado a salvar outras pessoas que padecem do seu mesmo destino, o Dr. Morbius (Jared Leto) arrisca a própria vida em uma aposta desesperada. Embora, a princípio, pareça ser um enorme sucesso, algo tenebroso é desencadeado dentro dele. O bem prevalecerá sobre o mal ou Michael sucumbirá às suas novas compulsões misteriosas?

    ANÁLISE

    Que Jared Leto é um artista versátil, não há dúvidas. De músico premiado do Thirty Seconds to Mars à vencedor do Oscar por O Clube de Compras Dallas (2013), Leto não tem emplacado grandes sucessos na sétima arte nos últimos anos; e com o seu polêmico Coringa de Esquadrão Suicida (2016), o longa Morbius sofreu com uma grande preocupação por parte dos fãs sobre como seria essa nova atuação no gênero de filmes de super-heróis.

    Para acalmar esses mesmos fãs preocupados, a produção apostou em um cast conhecido do grande público com nomes que estiveram presentes em produções de sucesso, como por exemplo: Matt Smith de Doctor Who, The Crown e a aguardadíssima série House of the Dragon, o veterano Jared Harris que ganhou ainda mais holofotes depois de Chernobyl e também com Tyrese Gibson, sempre presente nas franquias Transformers e Velozes & Furiosos.

    Infelizmente, aqui o elenco é mal aproveitado e todos parecem estar flutuando ao redor de Morbius (Jared Leto) e Milo (Matt Smith), incapazes de intercederem em algo quase sobrenatural; e apesar de contarem com o habilidoso Matthew E. Butler da Digital Domain que criou os efeitos visuais para Vingadores: Ultimato (2019), a experiência em dar vida a personagens digitais da Marvel, o CGI não é suficiente para fazer de Morbius um filme inesquecível.

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    VEREDITO

    Não há forma melhor de dizer do que sendo direto e reto: é ruim.

    Se tratando de roteiro, com uma trama e diálogos criativos, o mais recente filme do Aranhaverso da Sony Pictures está mais para os filmes do Venom que para os filmes do Homem-Aranha de Sam Raimi. E, além da direção fazer com o elenco seja algo superficial para o desenvolvimento da trama, o uso do CGI apesar de trazer inovação com as cenas em que Morbius “sente/identifica” as correntes de ar, não nos apresenta uma sensação de novidade.

    Com um CGI extremamente borrado em cenas de ação mais rápidas, as cenas de luta lembram os combates em CGI visto em Blade 2 (2002) e os saltos dos vampiros remetem muito aos efeitos vistos em Noturno (Alan Cumming) no longa X-Men 2 (2003); agora note que estou falando de filmes de duas décadas atrás.

    Após a sessão de imprensa de Morbius, concluí que:

    Se uma andorinha não faz verão, dois vampiros não fazem um bom filme de vampiros; quem dirá de super-heróis“.

    Importante: Morbius conta com 2 cenas pós-créditos. Relevantes? Até são, mas não salvam o filme. E se pensar muito, pode até irritar mais (meu caso) que alegrar os fãs.

    Nossa nota

    1,5 / 5,0

    Assista ao trailer:

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