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    CRÍTICA – Fire Emblem Warriors: Three Hopes (2022, Nintendo)

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um spin-off da franquia Fire Emblem desenvolvido pela Koei Tecmo Games lançado exclusivamente para Nintendo Switch em 24 de junho de 2022.

    Esse é o segundo spin-off da saga Fire Emblem Warriors, sendo o primeiro homônimo lançado em 2017 para Nintendo 3DS e Nintendo Switch, também fruto de uma parceria entre a Koei Tecmo e a Intelligent Systems.

    A Nintendo enviou a chave para analisarmos este novo jogo de JRPG e hack ‘n’ slash. Você pode conferir a live de primeiras impressões que fizemos na Twitch clicando aqui. Leia a seguir o nosso review sem spoilers de Fire Emblem Warriors: Three Hopes.

    SINOPSE

    Assuma o papel de Shez, enquanto conhece Edelgard, Dimitri, Claude e outros personagens de Fire Emblem: Three Houses (2019) e luta pelo futuro de Fóblan. Tenha um líder como aliado para construir e comandar um exército em batalhas estratégicas de 1 contra 1.000.

    A casa que escolher levará você a uma das três histórias emocionantes, cada uma com um final diferente. Cada personagem de Fire Emblem: Three Houses que você recrutar nessas jornadas tem um conjunto distinto de combos impressionantes e poderosos capazes de atravessar hordas de inimigos.

    Use a estratégia de Fire Emblem para obter a vantagem tática no estilo de jogo Warriors.

    Mergulhe em batalhas em tempo real enquanto você e seu exército de personagens de Fire Emblem: Three Houses enfrentam centenas de oponentes e usam elementos de Fire Emblem para maximizar sua estratégia.

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo de JRPG e hack'n'slash lançado em 24 de junho de 2022 para Nintendo Switch. Leia nosso review

    Dê comandos ao seu exército nas batalhas caóticas para completar missões e alcançar objetivos. Organize-se com antecedência e prepare-se para a batalha equipando armas, habilidades e classes para explorar as fraquezas dos inimigos. Atribua elementos de Fire Emblem: Three Houses, como brasões ou batalhões, a personagens para aprimorar ainda mais como você planeja a sua abordagem.

    Construa e desenvolva relacionamentos em batalha com outros personagens de Fire Emblem: Three Houses enquanto luta pelo futuro de Fóblan. Fortaleça os relacionamentos entre os personagens para obter uma vantagem tática no campo de batalha e ouvir os seus diálogos de apoio.

    Aproxime os personagens juntando-os na batalha ou passando tempo juntos no acampamento base. Desenvolva seu acampamento base e treine, equipe e prepare cada um dos membros de sua equipe antes de se jogar na batalha.

    ANÁLISE DE FIRE EMBLEM WARRIORS: THREE HOPES

    A sinopse acima é a oficial que consta no Nintendo eShop. Longa né? Pois é. Isso mostra que Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo cheio de possibilidades.

    Mesmo extensa, ela deixa de fora um recurso que eu considero muito importante: os modos de jogo. O novo game de Fire Emblem oferece o modo clássico e o modo casual.

    No modo clássico, se algum personagem da sua equipe morrer em combate a partir do capítulo 4, ele não poderá mais ser usado. Por sua vez, no modo casual não há esse elemento desafiador, de modo que os companheiros perdidos em batalha retornam ao final de cada capítulo.

    Acrescente isso às três dificuldades disponíveis (fácil, normal e difícil) e às três histórias que variam conforme a escola que você decidir se juntar e você tem um ótimo fator replay. Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo que facilmente oferece 30 horas de combates frenéticos, estratégicos e divertidos alternando entre todas as possibilidades e modos de jogo.

    Se você desejar realmente conhecer a história e usufruir todos os recursos estratégicos e de relacionamento que o jogo oferece, é seguro afirmar que o tempo de jogo dobra.

    História nada restritiva

    Por falar na história, deixa eu te contar uma coisa: eu nunca tinha jogado nada de Fire Emblem. E bem, para minha surpresa, a experiência em Fire Emblem Warriors: Three Hopes não é restritiva pelo fato de não conhecer a história das três casas de estudantes (Black Eagles, Blue Lions e Golden Deer) e outros elementos tradicionais da franquia.

    Tudo é bem contextualizado com o avançar dos capítulos. Então, é tranquilo entender o contexto das três casas e da região de Fóblan.

    Se o seu caso é que nem o meu, não se preocupe. Fire Emblem Warriors: Three Hopes pode ser um ótimo ponto de partida para conhecer tanto a franquia, quanto os gêneros JRPG e hack’n’slash.

    Acredito que o jogo tenha uma divisão entre 60% cutscenes e 40% ação, combate, vivências no acampamento, etc. Apesar do principal ponto forte ser as batalhas, não considero um problema que haja esse leve desequilíbrio no geral, pois a história é interessante.

    Gameplay agradável e viciante

    O jogo é repleto de tutoriais e avisos constantes na tela. Todos são necessários, especialmente para jogadores de primeira viagem que nem eu. No geral, eu diria que a maioria deles faz diferença para um avanço seguro mesclando estratégia e combate, pontos fortes do jogo.

    A progressão de todos os recursos oferecidos por Fire Emblem Warriors: Three Hopes, especialmente combate e estratégia, é muito agradável. Isso porque ela ocorre ao longo dos quatro primeiros capítulos, sendo que os três primeiros são prólogos iguais para todo mundo, pois ainda não é o momento de escolher qual casa Shez vai fazer parte.

    Dessa forma, mesmo havendo muitas informações para aprender ao longo da gameplay, os tutoriais acontecem de modo diluído ao longo dos capítulos, e a complexidade das batalhas acompanha o ritmo.

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um jogo de JRPG e hack'n'slash lançado em 24 de junho de 2022 para Nintendo Switch. Leia nosso review

    Os combates possuem ótimas mecânicas desde o primeiro capítulo, oferecendo uma experiência agradável. Entretanto, quando você realmente começa a ser testado – a partir do capítulo 4 – e os elementos estratégicos se tornam mais presentes, aí sim que Fire Emblem Warriors: Three Hopes se torna viciante.

    A possibilidade de alternar entre combatentes também é outro ponto positivo da gameplay.

    Vale destacar que tanto na base (dock), como no modo portátil o jogo se comporta bem, sem queda de FPS nem travadas durante os combates frenéticos.

    Gráficos de Fire Emblem Warriors: Three Hopes

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes tem méritos também na qualidade gráfica. Mesmo que esteja longe de ser um dos jogos mais lindos do Nintendo Switch, o novo jogo da Koei Tecmo encanta pelo design dos personagens tanto na gameplay, como nas legendas e cutscenes.

    Ora modelagem 3D, ora mais parecido com um desenho à mão, essa mescla de estilos gráficos em cada contexto é um ponto positivo. É legal notar a mudança de expressões dos personagens nas legendas. Às vezes é algo sutil, mas que mostra o cuidado que os desenvolvedores tiveram ao trabalhar o design de Shez e companhia.

    O único ponto negativo

    Como falei antes, o jogo é cheio de telas pipocando instruções e avisos ao longo da gameplay. Acredito que praticamente todas essas informações são úteis para o progresso no game.

    No entanto, o único ponto que deixa a desejar são os avisos de subida de nível durante os combates, pois trunca a experiência. Seria melhor deixar para apresentar todos os personagens que aumentaram de nível na tela pós-combate, ou então algum aviso discreto na tela.

    VEREDITO

    Fire Emblem Warriors: Three Hopes é um ótimo JRPG hack’n’slash capaz de trazer novos fãs para o gênero e também para a franquia. O jogo oferece uma experiência agradável e nada restritiva mesmo que você não conheça nada de Fire Emblem até aqui.

    Com certeza o novo game da Koei Tecmo, Intelligent Systems e Nintendo é uma das melhores surpresas de 2022!

    Você pode conferir gratuitamente a demo de Fire Emblem Warriors: Three Hopes, disponível no Nintendo eShop.

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer de Fire Emblem Warriors: Three Hopes

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    CRÍTICA – Sonic Origins (2022, Sega)

    Sonic Origins é a coletânea que conta com os games Sonic The Hedgehog, Sonic the Hedgehog 2, Sonic The Hedgehog 3 + Sonic & Knuckles lançados para o Mega Drive e Sonic CD lançado para o Sega CD. Lançada no dia 23 de Junho de 2022 o game tirou o ar desse que vos escreve por inúmeros motivos, mas um dos mais específicos, foi o fator nostalgia.

    Entender a importância da franquia Sonic para o mercado de games, no passado mas também no presente é algo imensamente importante, não apenas Origins embarca na onda de Sonic Mania, que foi feito por fãs no passado, enquanto prepara o terreno para o lançamento de Sonic Frontiers.

    SINOPSE

    Tenha uma nova experiência das aventuras clássicas de Sonic The Hedgehog, Sonic The Hedgehog 2, Sonic 3 & Knuckles e Sonic CD no Sonic Origins remasterizado! Da emblemática Zona Green Hill ao traiçoeiro Robô Death Egg, você vai percorrer uma infinidade de momentos memoráveis na sua missão para frustrar os planos do Dr. Robotnik em alta definição! Esta versão atualizada contém áreas inéditas, animações adicionais e um novo Modo Aniversário!

    ANÁLISE

    Sonic The Hedgehog foi um dos primeiros, se não o primeiro game que joguei na infância. Quando recebemos Origins para jogar, fui lançado de volta no tempo após um dia nada agradável. Seus primeiros minutos pareceram me transportar para a Green Hill Zone.

    Sonic Origins conta com diversos novos elementos quando comparamos o remaster com os games antigos. Além das diferentes proporções – além da original 4:3 – o game nos apresenta os adorados jogos clássicos com diferentes opções de jogabilidade. O modo Clássico, nos permite jogar os games com a proporção 4:3, a versão Aniversário nos permite jogar com a proporção 16:9.

    Todos os 4 games dentro da coletânea podem ser jogados tanto no modo Clássico – em que vidas limitam sua progressão -, como no Modo Aniversário – um modo de vidas infinitas. Outro elemento extremamente interessantes dos games, é o “Desafio de Chefões”, que te coloca apenas contra os vilões dos respectivos game ao final de cada uma das três fases de cada reino.

    Ainda que Sonic possa parecer limitado ou não tão divertido para os padrões de hoje, seus desafios envelheceram imensamente bem. Se mostrando tão ou mais desafiadores que no passado, a história do game nos apresenta as ameaças que o vilão Robotnik apresenta ao mundo de Sonic.

    Um dos mais brilhantes elementos de Origins, é a possibilidade de jogar não apenas com Sonic, mas também com Tails e Knuckles – isso mesmo, agora, é possível jogar com o Echidna não apenas no terceiro game da franquia. É possível viajar por Green Hill voando com Knuckles.

    Com dificuldades que se estendem não apenas à gameplay, mas também à nossa forma de perceber aquele mundo, Sonic Origins se mostra um desafio a altura dos dias atuais e nos instiga a não desistir.

    MODOS DE JOGO E MUSEU

    Sonic Origins

    Os modos de jogo não envolvem apenas o Modo Clássico, Modo Aniversário e Desafio de Chefão. Sonic Origins nos apresenta os games e modos de jogo disponíveis na coletânea por meio de um arquipélago. Com 6 ilhas distintas, o game conta também com uma ilha para Missão e outra para o Museu.

    A Ilha de Missão conta com dois modos de jogo: o modo história e o modo missão.

    O modo história nos apresenta a história de todos os jogos Sonic disponíveis na coletânea como uma só história.

    O modo missão conta com desafios de diversos níveis de dificuldade. Variando de uma a cinco estrelas, esses desafios contam com rankings que vão do S o C – que levam em conta o objeto das missões e o tempo que você pode levar para completá-las. De acordo com sua colocação, você será recompensado com moedas que podem ser usadas para desbloquear elementos no museu. Mas o modo desafio não é a única forma de obtê-las.

    Sonic Origins

    Para obter as moedas e desbloquear não apenas elementos do museu, mas também novas tentativas nas fases bônus, você tem duas opções: jogar os games no modo Aniversário, ou jogar o modo Desafio.

    A Ilha Museu conta com Trilhas, Artes Conceituais, e Filmes. Todas esses elementos tem a opção “Coleção Normal” e “Coleção Premium”. Elementos da coleção normal como trilhas, imagens e vídeos podem ser obtidos por meio de progressão, o modo coleção premium te permite desbloquear com moedas coletadas nos mais diversos modos de jogo.

    VEREDITO

    Sonic Origins

    Sonic Origins é uma surpresa em época de jogos de mundo aberto megalomaníacos e que parecem se levar cada vez mais a sério. A coletânea brilhante em quase tudo que se propõe, deixa a desejar apenas em suas versões vendidas nas lojas.

    Ser lançado no mundo do ouriço azul nos dias de hoje é tão satisfatório quanto nos anos 90. A diversão e o cuidado da franquia – ainda que a Sega pareça tentar se aproveitar de seus fãs – é algo que deve ser abordado neste texto. O divertimento e as lembranças que voltam à mente e nos causam um sincero sorriso, é um dos mais belos elementos da gameplay de Sonic Origins. E preciso confessar que esse feito se dá não apenas aos jogadores mais tradicionais.

    Sonic Origins se faz tão importante para o atual cenário de games como um relançamento/remake respeitoso, e prepara os jogadores para o vindouro jogo de mundo aberto do ouriço azul, Sonic Frontiers que será lançado em breve.

    4,7 / 5,0

    Confira o trailer de Sonic Origins:

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    CRÍTICA – Mickey e o Oceano Perdido (2021, Panini)

    Mickey e o Oceano Perdido é um quadrinho francês publicado originalmente em 2018 pela editora Glénat, na Coleção Disney Glénat. E conta com roteiro de Denis-Pierre Filippi e arte de Silvio Camboni. Essa fantástica obra foi publicada no Brasil em 2021 pela editora Panini Comics.

    SINOPSE

    O mundo finalmente encontra a paz depois dos anos terríveis do “Grande Conflito”. Mickey, Minnie e Pateta trabalham no resgate de fontes tecnológicas remanescentes da guerra. E, como se a vida não fosse dura o bastante, eles ainda enfrentam a concorrência desleal de João Bafo-de-Onça. Um dia, ao responder a um anúncio, nossos heróis localizam um estranho cubo nas profundezas marinhas – um objeto aparentemente inofensivo que se revelará cheio de poderes inconfessáveis!

    ANÁLISE

    Mickey e o Oceano Perdido é um quadrinho fascinante repleto de aventura, humor e com a fantástica arte de Denis-Pierre Filippi. A trama segue temática steampunk que é repleta de referências a quem é fã do subgênero da ficção científica.

    O roteiro de Filippi apresenta uma ameaça a Mickey e sua turma, mas que é resolvida de maneira rápida e simples. Além disso, o enredo entrega uma aventura épica, divertida e com a magia dos personagens da Disney.

    Apesar de o enredo ser simples e direto, o destaque da obra vai para arte de Silvio Camboni que é simplesmente espetacular. O artista entrega um trabalho rico de detalhes e com splash page maravilhosa. A arte fica ainda mais excepcional com a junção da fauna à tecnologia steampunk.

    Outro destaque vai para a colorização da dupla Gaspard Yan e Jessica Bodart. O trabalho de cores dessa dupla é realmente deslumbrante. Assim como, a parte de sombra e luz que também são excelentes.

    VEREDITO

    A HQ Mickey e o Oceano Perdido é uma excelente obra que vale a pena ser conferida, seja pelo público adulto ou infantil. Visto que ela se propõe a ser um trabalho bem feito, com uma aventura épica e imensamente divertida que com certeza sua aventura vai remeter a série de jogos do Super Nintendo, Disney’s Magical Quest.

    4,0 / 5,0

    Autores: Denis-Pierre Filippi e Silvio Camboni

    Páginas: 72

    Editora: Panini

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    TBT #183 | Platoon (1986, Oliver Stone)

    Definir Platoon como um filme que mostra as atrocidades cometidas pelas tropas americanas no Vietnã é básico e clichê. Muito mais do que ser taxativo, a obra mais conhecida de Oliver Stone, mesmo que não seja seu melhor filme, é competente o suficiente para martelar nossas cabeças e nos fazer refletir sobre o que aqueles soldados, jogados em um país completamente desconhecido à mercê da sorte (e ego dos governantes), fazem para sobreviver. Muito mais do que sobre atrocidades, é um filme sobre fazer o extremo para sobreviver.

    O elenco conta com grandes nomes como Charlie Sheen, Willem Dafoe, Tom Berenger, Johnny Depp, Forest Whitaker, Keith David e Tony Todd.

    SINOPSE

    Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.

    ANÁLISE

    Diferentemente de Apocalypse Now, que é muito mais grandioso e romantizado, com um roteiro bem definido e cheio de marcações, Platoon nos coloca no meio de uma situação, sem nos apresentar um objetivo, trama ou qualquer outra coisa concreta. Somos jogados ali, no meio do conflito, e o filme simplesmente não nos apresenta nem mesmo o porquê daquela guerra estar acontecendo. Ponto para a coragem de Stone, já que isso representa bem a maioria dos soldados que estão lá: não fazem nem ideia do que estão participando.

    O filme foi rodado em locações nas Filipinas e traz imagens de grande autenticidade. Uns dos segredos de Oliver Stone para obter tamanho realismo foi submeter seu elenco a um extenuante treinamento militar de um mês, conduzido pelo ator e também ex-combatente Dale Dye. Isso deu aos atores a exata noção do que é ser um soldado submetido a pressões psicológicas, provações físicas e privações de sono. Outro truque do diretor foi rodar seu filme em sequência, seguindo a ordem cronológica das cenas. Algumas das técnicas usadas em Platoon foram adotadas em outros filmes posteriores, como O Resgate do Soldado RyanFalcão Negro em Perigo e Fomos Heróis.

    O aspecto mais marcante é ver como parte dos soldados da linha de frente vão mudando suas visões ideológicas ao longo de suas participações nos combates. Começam a se questionar sobre toda aquela insanidade e ao mesmo tempo como alguns passam a ser afetados, naturalizando e até incorporando toda a barbárie em que estão metidos, como se fossem sendo “contaminados”.

    Não é um filme típico de ação focado em tiro e bombas, se preocupa mais em mostrar o lado psicológico do conflito e suas repercussões nas atitudes de quem estava envolvido naquilo, sem glamourizar nada. Apesar disso as cenas de batalha são bem convincentes contando com uma produção bem competente.

    Afinal, qual o grande destaque de Platoon?

    O filme foi um ponto de virada nos dramas de guerra. Realizado em 1986 pelo cineasta Oliver Stone, a trama impôs um novo padrão para o gênero, que passou a incorporar elementos de realismo e permitir que a câmera opere infiltrada entre os personagens, para inserir o espectador no meio do fogo cruzado. E diferente dos grandes filmes que o antecederam – como O Franco Atirador, por exemplo – esse não veio com uma abordagem política: trazia tão somente o ponto de vista do guerreiro que revida os tiros do inimigo, cuja ideologia não tem importância diante da letalidade da sua munição.

    VEREDITO

    Mesmo trinta anos depois do lançamento, Platoon segue como uma obra intocável dentro do gênero, merecedor do Oscar de Melhor Filme que recebeu em 1987 e do apreço dos que gostam de filmes de guerra. A trama se torna marcante por retratar com realismo toda brutalidade da guerra e ao mesmo tempo questiona seus propósitos e ideologia.

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

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    CRÍTICA – Amor & Gelato (2022, Brandon Camp)

    Amor & Gelato é a nova aposta de filme de romance da Netflix. Baseado no livro homônimo de Jenna Evans, o longa conta com a direção de Brandon Camp. No elenco estão Susanna Skaggs, Anjelika Washington, Tobia De Angelis e Owen McDonnell.

    SINOPSE

    Lina (Susanna Skaggs) está indo para a Itália, mas não porque quer, mas sim porque o último desejo de sua mãe antes de morrer era que ela conhecesse seu pai. Com o diário de sua mãe, ela descobre que talvez seu pai não seja realmente seu pai biológico. Sua mãe estava apaixonada por dois homens enquanto passava o verão na Itália, se aventurando, visitando lugares e, é claro, comendo muitos gelatos. Mas Lina não está desacompanhada.

    ANÁLISE

    Mais um filme de romance da gigante do streaming que deixa a desejar. Se por um lado o excesso de filmes de romance no catálogo do serviço é uma ode ao sentimentalismo; por outro, estraga os principais conceitos das histórias de romance. Ou seja, falta em Amor & Gelato a essência, sendo um filme morno que não surpreende, mas no final de contas agrada. 

    Como mais uma adaptação de livros de romance, faz sentido que o longa tenha uma fórmula pronta. Lina é vista como uma adolescente diferente das demais, não usa redes sociais e prefere os estudos – um clichê tão final dos anos 2000 que é impossível não revirar os olhos. 

    Antes de morrer, a mãe de Lina pede que a filha viaje para Roma, a mesma cidade que fez sua mãe se apaixonar, viver grandes aventuras e também onde está o pai de Lina. O filme parte da protagonista chegando em Roma e vivendo diversas experiências acompanhada do diário de sua mãe. 

    Enquanto o filme tenta criar um drama em torno do pai de Lina, também o lento desenvolvimento de um triângulo amoroso que nunca chega de fato. Alessandro (Saul Nanni), é um jovem italiano rico por qual Lina se interessa de imediato, mas também há Lorenzo (Tobia De Angelis), um estudante gastronômico que desenvolve um sentimento por Lina. Ainda que o filme busque criar uma rivalidade entre ambos pelo coração da jovem, tudo parece muito às pressas e sem tanto peso. 

    Já a história do pai de Lina é um pouco mais interessante, na medida que a jovem vai descobrindo a verdade ao lado do homem que também era apaixonado por sua mãe e da melhor amiga dela. Não é um enredo que surpreende ou instiga, mas é bem orquestrado. 

    VEREDITO

    A mais nova produção da Netflix ganha apenas por suas lindas paisagens no coração da Itália; Roma é uma cidade que encanta e mesmo em um filme tão caído ainda é linda. Sendo assim, mesmo com um roteiro e direção fraca, o filme ainda vale pela ambientação e alguns bons momentos de Lina. 

    Amor & Gelato é um livro de grande sucesso, mas a adaptação deixa a desejar em um mar de filmes de romance que apresentam mais do mesmo.

    2,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Amor & Gelato já está disponível na Netflix.

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    Thor: Amor e Trovão | Conheça o elenco do filme

    Dirigido por Taika Waititi, Thor: Amor e Trovão chega exclusivamente aos cinemas no dia 7 de julho. O filme apresenta Thor (Chris Hemsworth) em uma jornada diferente de tudo que ele já enfrentou: a busca pelo autoconhecimento. Mas sua aposentadoria é interrompida por um assassino galáctico conhecido como Gorr, o Carniceiro dos Deuses (Christian Bale), que busca a extinção dos deuses.

    Para combater a ameaça, Thor pede a ajuda de Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e da ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman), que, para a surpresa dele, inexplicavelmente empunha seu martelo mágico, Mjolnir, sendo a Poderosa Thor.

    Confira abaixo informações sobre os personagens que estarão presentes na produção:

    THOR (Chris Hemsworth)

    Thor já foi um príncipe arrogante e impulsivo banido de Asgard por seu pai Odin (Anthony Hopkins). Desde então, ele experimentou um tremendo crescimento e perda – assombrado pela crença de que qualquer pessoa que ele ama encontrará a morte certa. Após a Batalha da Terra, ele abandona o trono de Nova Asgard e embarca em uma jornada de autodescoberta. Mas quando um novo inimigo surge com a intenção de eliminar todos os deuses, o Deus do Trovão deve descobrir o mistério da vingança do Açougueiro de Deus e detê-lo.

    O veterano do MCU, Chris Hemsworth, mais uma vez interpreta Thor. “Em Vingadores: Ultimato, vemos uma versão bem confusa e perdida de Thor”, diz Hemsworth. “Ele certamente está melhor no final do filme do que no começo, mas ainda não sabe quem ele é ou qual é o seu lugar no universo. Ele decide que precisa procurar e tirar algum tempo para si mesmo.”

    JANE FOSTER/PODEROSA THOR (Natalie Portman)

    Jane Foster é uma astrofísica de renome mundial que descobriu Thor quando ele caiu na Terra após seu banimento de Asgard. Através da conexão inegável do casal, Thor ganhou humildade, respeito pela humanidade e dignidade necessária para empunhar seu martelo mágico, Mjolnir, mais uma vez – sem mencionar um profundo amor por Jane. O relacionamento do casal acaba por terminar e Jane se perde no “blip”, reaparecendo anos depois com um segredo profundamente perturbador e novos poderes como a Poderosa Thor.

    Natalie Portman é quem interpreta duplo papel de Jane Foster e Poderosa Thor. “Nos filmes anteriores, Jane era uma cientista que precisa de ajuda para ser salva por Thor, mas neste filme, ela está buscando suas próprias soluções e fazendo sua própria jornada”, diz Portman. “Ela está lutando ao lado de Thor e eles são uma equipe, mas Jane está abrindo seu próprio caminho, o que tem sido muito emocionante”.

    GORR, O CARNICEIRO DOS DEUSES (Christian Bale)

    Gorr, o Carniceiro de Deus, era um homem piedoso que orava obedientemente às divindades. Mas depois de testemunhar muita morte e destruição sem a intervenção dos deuses, Gorr é consumido pela raiva e parte em uma busca para livrar o Universo de todos os últimos imortais. Christian Bale se junta ao MCU como o antagonista aterrorizante.

    VALQUÍRIA/REI DE NOVA ASGARD (Tessa Thompson)

    Valquíria é a última do grupo de mulheres guerreiras Asgardianas, escapando de seu passado doloroso e tornando-se uma catadora no caótico planeta deserto de Sakaar. Ela relutantemente se juntou a Thor para lutar contra sua irmã, Hela (Cate Blanchett), que impiedosamente reivindicou Asgard e, finalmente, evacuou seus companheiros asgardianos para uma vila à beira-mar apelidada de Nova Asgard. Coroada Rei de Nova Asgard por Thor, Valquíria levou uma vida tranquila e monótona até que Gorr, o Carniceiro de Deuses, ameaça a segurança de seu povo. Tessa Thompson retorna ao MCU interpretando a personagem.

    “Quando vimos Valquíria em ‘Thor: Ragnarok’, ela estava lutando com muita culpa e dor. Ela realmente não tinha muito pelo que queria viver, além do que estava no fundo de uma garrafa. Acho que, desta vez, você a verá redescobrindo seu senso de propósito”, comenta a atriz.

    ZEUS (Russell Crowe)

    Interpretado por Russel Crowe, Zeus, o lendário rei dos deuses, preenche seus dias com excessos, desfrutando da fácil admiração dos deuses menores no Grande Panteão da Cidade da Onipotência. Ele está muito preocupado para notar o crescente número de assentos vazios no Panteão – os das vítimas de Gorr – e parece não ter motivação para rastrear o carniceiro dos deuses.

    KORG (Taika Waititi)

    Korg é um guerreiro Kronan carismático que foi forçado a participar do concurso de campeões do Grão-Mestre no planeta sucata Sakaar. Ele liderou a rebelião contra o Grão-Mestre, escapou de Sakaar e ajudou Thor a salvar o povo Asgardiano. Korg permaneceu o companheiro leal de Thor em todos os momentos, e agora ele está ao seu lado mais uma vez para ajudar Thor a enfrentar sua maior ameaça até agora.

    O diretor Taika Waititi dublou e executou captura de movimento para Korg e comenta: “Acho que o bom de Korg, em relação a todos esses outros personagens que estão evoluindo e mudando e conquistando trabalhos diferentes, é que Korg não mudou nada. Ele é uma força muito aterradora”.

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