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    CRÍTICA – Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda (2022, Alison Klayman)

    Lançado em 19 de abril de 2022, Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda (White Hot: The Rise & Fall of Abercrombie & Fitch, no idioma original) é um documentário original da Netflix que aborda como a famosa marca de roupas se consolidou ao vender um estilo de vida excludente baseado em racismo e polêmicas.

    A produção documental é dirigida pela premiada diretora Alison Klayman (Ai Weiwei: Never Sorry).

    SINOPSE DE ABERCROMBIE & FITCH: ASCENSÃO E QUEDA

    Este documentário explora o reinado da A&F na cultura pop na virada do milênio e mostra como a marca prosperou através da exclusão.

    ANÁLISE

    Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda é mais um documentário da Netflix que explora como uma empresa se consolidou no mercado e viu seu império ruir diante de uma série de problemas internos.

    Uma recente produção nessa linha é a ótima Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing, mas diferente das polêmicas ocorridas com a gigante da aviação, a Abercrombie & Fitch não fez questão de esconder sua má conduta. Ao contrário, por muito tempo considerou motivo de orgulho.

    Justamente pela marca da moda não tentar esconder que sempre priorizou contratar pessoas que atendiam ao padrão que seu então CEO, Mike Jeffries, acreditava ser a verdadeira beleza humana é que o documentário se vale muito mais de depoimentos e elementos gráficos em tela do que documentos judiciais e grampos telefônicos.

    A produção dirigida por Alison Klayman é concisa e eficiente com sua 1 hora e 28 minutos de duração. De início, os entrevistados do documentário relatam como a Abercrombie & Fitch iniciou sua atuação no ramo da moda, mudou seu foco com o passar dos anos e, a partir dos anos 1990, se fortaleceu principalmente entre o público jovem de elite. Imagens de arquivo e pós-produção gráfica ajudam a ilustrar tudo o que é contado pelas fontes.

    O primeiro ato de Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda consegue explicar bem como a marca vendia uma fonte de inspiração que ajudou a moldar a percepção da sociedade dos Estados Unidos do que deveria ser considerado beleza e do ser “verdadeiramente americano”. Na visão do CEO da marca e dos profissionais de alto escalão, significava homens e mulheres brancos e com corpos sarados, aos quais deveria estar reservado um estilo de vida excludente que apenas a A&F seria capaz de oferecer.

    A segunda parte aparenta ser mais longa que a primeira, pois é quando novas fontes se somam aos entrevistados, e a narrativa passa a abordar as práticas excludentes, racistas e degradantes praticadas do topo à base – da diretoria às lojas da Abercrombie & Fitch.

    É também a oportunidade para ouvir dois profissionais negros que exerceram o cargo de Vice-Presidente de Diversidade e Inclusão. Apesar do ex-CEO Mike Jeffries e outros membros do alto escalão não terem topado participar do documentário, é importante a participação dessas duas pessoas que tentaram fazer parte da mudança imposta por um termo de ajuste de conduta durante a era Jeffries.

    Nessa parte há ainda espaço para relatar um pouco das investidas sexuais praticadas pelo fotógrafo Bruce Weber, considerado o criador da estética vendedora da A&F. Não há descrições gráficas nem excessivamente perturbadoras a respeito dos abusos, pois também não há uma fonte que tenha vivido as piores situações atribuídas a Weber, que foi processado por algumas vítimas.

    No geral, as fontes ouvidas, as imagens exibidas em tela e os complementos gráficos efetivos realizados pela pós-produção são efetivos, contribuindo para que a 1h28min de duração seja fluida e informe o que precisa ser informado. No entanto, a parte final, de mais ou menos cinco minutos, deixa a desejar.

    É na etapa final que são exibidos brevemente os dias atuais, pós-Mike Jeffries. Há uma rápida fala da atual CEO, Fran Horowitz, recuperada de uma entrevista concedida por ela em 2017, ano em que assumiu o cargo. O documentário também deixa no ar um sentimento de que esses breves minutos poderiam se tratar de uma rápida inserção para gerenciar a crise que a própria produção poderia ressuscitar aos olhos do público.

    De qualquer forma, essas breves passagens são capazes de pautar debates que podem ajudar a sociedade, e o próprio ramo da moda, a avançarem tendo em mente pautas progressistas e inclusivas.

    VEREDITO

    Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda é mais um documentário original da Netflix que merece ser assistido, pois aborda não apenas a história de altos e baixos da famosa marca de roupas, como também é didático ao contextualizar a forma como empresas podem ditar regras e estabelecer padrões sem que a maior parte das pessoas se dê conta do que está acontecendo.

    3,7 / 5,0

    Quer conhecer mais produções documentais? Então confira nossa lista de melhores documentários do primeiro trimestre de 2022.

    Assista ao trailer de Abercrombie & Fitch: Ascensão e Queda:

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    4 adaptações pop que provam que o KISS é mais que uma banda

    A banda americana de hard rock KISS, fundada em janeiro de 1973 por Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss é inconfundível principalmente por suas pinturas faciais, mas engana-se quem acredita que os quatro novaiorquinos se limitam a isso.

    Com mais de quatro décadas, a banda que saiu em sua última (infelizmente) turnê mundial com End of the Road Tour conta com quatro show no Brasil, sendo:

    • 26/04 – Porto Alegre;
    • 28/04 – Curitiba;
    • 30/04 – São Paulo e
    • 01/05 – Ribeirão Preto.

    Com seus quase cinquenta anos de estrada e uma extensa discografia – são 24 álbuns e 35 turnês -, o KISS se tornou parte integral da cultura pop com as maquiagens icônicas, sonoridade efervescente e um playlist invejável de hits que vão de “Kiss Rock and Roll All Nite” do álbum Dresses to Kill até “Forever” do álbum Hot in the Shade.

    Com suas maquiagens e roupas espalhafatosas o grupo assume os alter egos de Starchild (Paul Stanley), Demon (Gene Simmons), Spaceman (Ace Frehley) e Catman (Peter Criss); devido a diferenças criativas, Peter Criss deixou a banda em 1980 e Ace Frehley em 1982.

    Em 10 de abril de 2014, o KISS foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame e embora os roqueiros não tenham se apresentado, os quatro membros originais apareceram na 29ª cerimônia anual de posse, no Brooklyn, para aceitar a honra.

    Sem delongas, vamos à lista!

    QUADRINHOS

    Não é segredo que o KISS foi projetado para ser uma espécie de grupo de super-heróis do rock. Dessa forma, era quase obrigatório que eles tivessem suas próprias histórias em quadrinhos.

    Ao longo dos anos, o grupo teve diversas HQs entre obras licenciadas e não-licenciadas. Os músicos trabalharam com algumas das maiores editoras do segmento, como a Dark Horse Comics, Image Comics, Archie Comics e até a Marvel Comics, essa última sendo a primeira a publicar uma HQ do KISS, com direito a crossovers com os heróis da editora.

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    A estreia nas páginas das HQs aconteceu em 1977, mas como participação em Howard, o Pato #12 e #13; e no mesmo ano a Marvel lançaria A Marvel Comics Super Special: KISS. Era a primeira vez desde os Beatles que um grupo musical se tornava protagonista de uma edição desta linha.

    Eu acompanhei as HQs lançadas pela Image Comics, com traços de Todd MacFarlane (criador do Spawn); a série em quadrinhos Kiss: Psycho Circus foi muito incrível.

    FUNKO

    Por mais que o KISS tenha uma vibe “meio pesada”, a banda faz sucesso com o público infantil é muito comum os pais fãs da banda passarem seu amor para seus filhos e até vermos crianças em seus shows mundo à fora.

    E não é surpresa termos os marcantes bonequinhos cabeçudos com seu design único e exclusivo da Funko Pop!; a banda é uma das poucas que tem suas versões na linha Pop! Rocks.

    ESTATUETAS

    Estatuetas são os brinquedos dos adultos, afinal cada peça costuma ter valores muito altos e são muito frágeis. Empresas como Hot Toys, Sideshow, Kotobukiya e muitas outras criam verdadeiras obras de artes que beiram a perfeição.

    E para os fãs que querem ter seus ídolos dentro de casa em tempo integral, nada melhor que estatuetas super realistas como as da Kotobukiya, por exemplo.

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    MERCHANDISING

    O KISS é uma verdadeira máquina de fazer dinheiro! A banda não se prende aos seus álbuns com suas músicas. A marca está em todo tipo de merchandising que vai de paleta de guitarra à vestuário. Na loja oficial é possível comprar camisas, bonés, casacos e até, em período de pandemia de Covid-19, máscaras faciais!

    E pela internet você pode encontrar uma infinidade de produtos oficiais, licenciados e não-licenciados; o céu – ou o inferno – é o limite!

    BÔNUS: GAMES

    Eu já ia me esquecendo; e jamais me perdoaria se faltasse um dos pilares da cultura pop: os vídeogames! E obviamente o quarteto não está de fora.

    A banda teve esteve presente com suas músicas na franquia Guitar Hero e teve inclusive um game próprio chamado Kiss Psycho Circus The Nightmare Child lançado em 2000 para o Dreamcast e PCs.


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    Boneca Russa: As 5 piores mortes de Nadia na 1ª temporada

    Boneca Russa da Netflix é uma série que funciona como um mix de gêneros, variando sempre a comédia e questões existencialistas, a série mostra Nadia (Natasha Lyonne) morrendo repetidamente e acordando novamente na noite de seu aniversário enquanto tenta sobreviver mais uma vez. Primeiramente, foi engraçado e trágico ver Nadia entender sua condição que acabou por se mostrar ainda mais obscura quando ela encontrou Alan (Charlie Barnett) e percebeu que ele também estava preso em um looping temporal.

    Enquanto suas vidas e seus destinos pareciam se cruzar, eles começaram a entender mais sobre a história que a série contava, assim como a moral de suas mortes. Quando eles passaram a entender melhor o que acontecia, suas histórias começaram a ficar cada vez mais horríveis ao longo da primeira temporada.

    5. A escada assassina

    Boneca Russa

    Enquanto tentava deixar suas festa de aniversário por diversas vezes, estando bêbada, Nadia sempre era derrubada por alguém na escada e devido ao simples fato da personagem ser desastrada, ela caía da escada. Isso levou a personagem a usar a saída de incêndio ou capacete de hockey e proteção, pois sabia que algo a derrubaria sem pena. Esses tombos ainda que simples, mostravam a personagem morta e quase sempre com pescoço quebrado ou toda quebrada aos pés da escada.

    4. A primeira morte a gente nunca esquece

    A primeira morte de Nadia se deu quando a personagem corria trás de seu gato na rua, apenas para logo depois ser atropelada quando atravessou a rua sem olhar. O carro a lançou para o ar e a acertou. Ironicamente, Alan acabou por salvá-la mais pra frente, a fazendo acreditar que sua maldição poderia ser revertida.

    3. Morte gelada

    Boneca Russa

    Uma das mortes mais tristes de Nadia vieram quando ela tentou quebrar o looping ao ajudar o morador de rua chamado de Horse. Ela se tornou amiga dele, deu a ele dinheiro e outras coisas para que ele pudesse se manter aquecido ao longo da noite. Entretanto, em uma das vezes, Horse não foi dormir em um abrigo. Nadia tentou encontrá-lo, mas ela o encontrou morto no frio, fazendo com que Nadia entendesse que as ações dela poderiam afetar várias realidades.

    2. Vazamento de gás

    Quando ainda era criança, Nadia foi morar com Ruth, quando sua mãe que tinha demência foi considerada incapaz de cuidar dela. Assim, ela voltou até Ruth algumas vezes para conversar sobre sua culpa e para ver se ela perdoasse sua mãe a si mesma, ela conseguiria quebrar o looping. Entretanto, Ruth tinha um vazamento de gás que ela nunca consertou e quando ela tentou fazer chá, a casa explodiu. Isso fez com que Nadia ficasse bastante balançada, pois ela percebeu que era inevitável perder duas mães em várias realidades.

    1. Encontro sangrento

    Quando Nadia finalmente entende o quão tóxica ela era, ela resolveu encontrar a filha de seu ex-namorado e dar a ela um presente. Ela tratou mal tanto seu ex quanto sua filha por bastante tempo, apenas para a garota se mostrar como uma versão mais jovem de si mesma. Essa interação serviu para mostrar como uma infância repleta de luto e pesar a fez ser o que ela era, fazendo com que Nadia cuspisse pedaços de vidro. Ela engasgou com diversos pedaços em uma cena pra não dizer o mínimo sangrenta, fazendo-a morrer no restaurante, mostrando o quão sangrenta e apavorante a série pode ser.

    A primeira e a segunda temporadas de Boneca Russa está disponível na Netflix. Confira a série.

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    CRÍTICA – ITORAH (2022, Grimbart Tales)

    Seguindo a cobertura de jogos indies de 2022, trazemos hoje para vocês o game ITORAH, desenvolvido pelo estúdio alemão Grimbart Tales e distribuído pela também alemã Assemble Entertainment.

    Lançado no dia 21 de março, ITORAH se classifica como um jogo de plataforma e ação em 2.5D com elementos de metroidvania e com gráficos desenhados à mão. Sua temática aborda a cultura mesoamericana, a qual é bem retratada no cenário e personagens.

    SINOPSE

    Descubra o mundo de Nahucan neste jogo de plataforma e ação 2.5D. Você é Itorah, a única humana neste lugar estranho. Explore, lute e sobreviva para revelar seu passado e salvar Nahucan da maior ameaça: uma praga misteriosa!

    ANÁLISE DE ITORAH

    Desde seu anúncio, ITORAH me conquistou e me deixou extremamente ansioso pelo seu potencial. Consumindo conteúdos sobre sua produção e sua demo, minha expectativa crescia. A temática e os belos gráficos, com a promessa de ser um metroidvania, me levavam a crer que seria um dos melhores indies do ano.

    Temática de ITORAH

    Como um dos primeiros e principais pontos, preciso destacar as inspirações para a temática do jogo. Muito se vê jogos que tomam por base culturas antigas, mas ainda são raras as referências à cultura e às deidades de povos latino-americanos.

    A cultura asteca é tão rica e muito bem retratada neste jogo, sob um recorte náuatle, trazendo referências a deidades, como o responsável pelo submundo, Xibalba, e também a localidades, como Tlalocan, um dos paraísos.

    Jogabilidade

    Se formos classificar Itorah em termos de jogabilidade, ele seria um jogo de plataforma com pouco foco no combate. Apesar do destaque que a história dá à Koda, o martelo místico que Itorah encontra no início do jogo, o combate é bastante relativizado.

    Ao menos durante as primeiras duas horas de jogo, temos pouco apelo explícito ao combate, tendo confrontos simples e sem grandes dificuldades. O desincentivo ao combate também se dá por ele ser pouco responsivo.

    Além do personagem atingido piscar em branco, não se percebe, em quase nenhum momento, um indicativo de que o ataque foi cancelado ou se o inimigo foi atingido. As animações durante o combate para além do básico são bem escassas, não colaborando para este fator.

    Metroidvania? Litevania? Metroidlite?

    Apesar de identificarmos visualmente semelhanças com Ori and The Blind Forest, os elementos de metroidvania presentes são bem poucos. A necessidade de retorno a lugares se dá em um nível bem baixo, seguindo até uma linearidade, não premiando muito a exploração.

    ITORAH é um jogo de plataforma e ação de um estúdio indie alemão, com elementos de metroidvania e temática mesoamericana.

    Fugir da linha óbvia de jogo, ao invés de premiar com habilidades distintas ou upgrades interessantes, no máximo te permite o acesso a um baú com alguns cristais que servem como moeda no jogo.

    A presença de um indicador no mapa mostrando exatamente aonde devemos ir também é um fator de facilitação que foge bastante ao padrão do gênero. Além disto, um componente que incomoda é que, por vezes, alguns pontos de entrada não seguem o mesmo vetor de direção, atrapalhando a compreensão e localização no mapa.

    Arte

    Se existiram pontos que vão contra ITORAH, a arte é um dos pontos que salva o jogo. Seus gráficos desenhados à mão são belíssimos e apresentam ambientes vivos, com cores vibrantes e detalhes riquíssimos.

    As representações da cultura asteca são um ponto alto, recheando cenários, cidades e personagens com símbolos e características. As cidades apresentam estruturas tanto da nobreza quanto da plebe, detalhando arquitetura, agricultura e costumes.

    O jogo de sombras e luzes merece um parágrafo exclusivo, pois proporcionam momentos muito lindos, principalmente na região em que o pôr do sol ganha destaque, mostrando apenas a silhueta dos personagens e oferecendo um show de cores e sombras.

    ITORAH é um jogo de plataforma e ação de um estúdio indie alemão, com elementos de metroidvania e temática mesoamericana.

    A trilha sonora é incrível, recheada de elementos regionais que auxiliam na imersão e compreensão da temática. Os efeitos sonoros, ao contrário de alguns elementos da mecânica, auxiliam na responsividade, facilitando um pouco a identificação do impacto de uma hitbox.

    VEREDITO

    No fim das contas, eu queria ter gostado mais de ITORAH. Este indie poderia ter sido muito melhor, se não fossem pequenos detalhes. O que me deixa feliz é que, no dia em que estava finalizando esta crítica, os desenvolvedores lançaram um patch de atualização.

    Testei algumas das funcionalidades que foram atualizadas no patch (podem ler quais foram neste link) e percebi que os desenvolvedores acompanharam as críticas e feedbacks e buscaram melhorar.

    Isto é um excelente indicativo, pois ITORAH pode receber mais reparos e se brilhar nos pontos que peca. E eu admiro muito a indústria indie por aproveitar essa facilidade de proximidade com o público, não se colocando em um pedestal e atendendo aos pedidos.

    Ainda não conseguiram reparar tudo o que torna o jogo por vezes até cansativo, mas o último esforço já deu passos nesta direção e conseguiu até melhorar minha impressão sobre o game.

    3,1 / 5,0

    Itorah está disponível para PC.

    Confira o trailer de ITORAH:

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    6 filmes para celebrar o Carnaval

    Depois de 2 anos de pandemia, enfim o Carnaval está na área! Mas, quando chegar a quarta-feira de cinzas certamente ficará o clima de saudade. E se você quer continuar no tema carnavalesco, separamos 6 filmes que, de uma forma ou de outra, tem a folia como tema.

    Confira a lista e partiu bloquinho do sofá e pipoca! 

    Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976)

    O filme, baseado no romance do escritor baiano Jorge Amado, teve uma primeira versão em 1976. Vadinho (José Wilker), um mulherengo boêmio, morre repentinamente durante o Carnaval em 1943, na Bahia, e sua mulher, Dona Flor (Sônia Braga), fica inconsolável, pois apesar dos muitos defeitos, ela era apaixonada por ele. Após algum tempo, ela se casa com Teodoro Madureira (Mauro Mendonça), um farmacêutico que é o oposto de Vadinho. Entediada, Dona Flor passa a “invocar” o falecido, que aparece nu na sua cama. Apesar de ser apenas uma representação do espírito de Vadinho, ele tem a mesma atuação de quando era vivo. Dona Flor vive, então, o dilema entre se manter fiel ao novo marido ou ceder ao espírito do primeiro.

    A história de Jorge Amado foi gravada posteriormente como minissérie em 1998 e como longa em 2017, com direção de Pedro Vasconcellos.

    Orfeu (1999)

    A nova versão do clássico Orfeu Negro (1959), lançada 40 anos depois do original francês, é ambientada nos morros cariocas. Orfeu (Toni Garrido) é um compositor popular de uma escola de samba da cidade, que se apaixona perdidamente por Eurídice (Patrícia França), uma mulher que acaba de se mudar para a favela. Lucinho (Murilo Benício), chefe do tráfico local, também faz parte da história e irá modificar drasticamente a vida dos protagonistas.

    O filme foi escolhido para representar o Brasil no Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro em 2000, mas acabou ficando de fora das indicações.

    Ó Pai Ó (2007)

    Em um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador, tudo é compartilhado pelos seus moradores, especialmente a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana (Luciana Souza). Todos tentam encontrar um lugar nos últimos dias do Carnaval, seja trabalhando ou brincando. Incomodada com a farra dos condôminos, Dona Joana decide puni-los, cortando o fornecimento de água do prédio. A falta d’água faz com que o aspirante a cantor Roque (Lázaro Ramos); o motorista de táxi Reginaldo (Érico Brás) e sua esposa Maria (Valdinéia Soriano); o travesti Yolanda (Lyu Arisson), amante de Reginaldo; a jogadora de búzios Raimunda (Cássia Vale); o homossexual dono de bar Neuzão (Tânia Tôko) e sua sensual sobrinha Rosa (Emanuelle Araújo); Carmen (Auristela Sá), que realiza abortos clandestinos e ao mesmo tempo mantém um pequeno orfanato em seu apartamento; Psilene (Dira Paes), irmã de Carmen que está fazendo uma visita após um período na Europa; e a Baiana (Rejane Maia), de quem todos são fregueses; se confrontem e se solidarizem perante o problema.

    Rio (2011)

    A animação conta a história de Blu (Gustavo Pereira), uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi para Minnesota, nos Estados Unidos, onde é criada por Linda (Sylvia Salustti). Avisada pelo ornitólogo Túlio (Rodrigo Santoro) de que ele é o último macho da espécie, ela retorna com Blu ao Brasil para que a ave possa acasalar com a única fêmea viva, Jade (Adriana Torres). O casal de araras é capturado e, em meio ao Carnaval carioca, com direito a desfile de escola de samba na Sapucaí, tenta fugir e voltar para casa.

    Pai em Dobro (2021) 

    CRÍTICA - Pai em Dobro (2021, Cris D'Amato)

    Fruto de um Carnaval, Vicenza (Maísa Silva) foi criada em uma comunidade hippie pela mãe, ao completar seus 18 anos, a jovem aproveita a maioridade para tentar realizar um de seus grandes sonhos: conhecer o pai. Ela, então, abandona a comunidade e parte em uma jornada para tentar encontrá-lo.

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    Carnaval (2021)

    CRÍTICA - Carnaval (2021, Leandro Neri)

    O longa que também é uma produção original da Netflix conta a história da influenciadora digital Nina (Giovana Cordeiro), que descobre um vídeo de traição do namorado sendo viralizado e, no intuito de superar o término, usa seus contatos para viajar para Salvador no Carnaval junto com as três melhores amigas, com tudo pago. Além de trazer muitos seguidores para a influenciadora, a viagem vai fazer com que as amigas redescubram o valor da amizade.

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    Noites Sombrias #63 | Titanic 666 (2022, Nick Lyon)

    Titanic 666 é um filme original da plataforma Tubi, um novo serviço de streaming voltado principalmente para o lado B do terror. A crítica do longa é a escolha do Noites Sombrias de número 63.

    SINOPSE DE TITANIC 666

    Um grupo de passageiros se reúne para fazer um passeio turístico no Titanic III, uma atualização da embarcação que tragicamente teve um acidente em 1912 com dezenas de mortos. Uma misteriosa mulher acaba invadindo o barco e conjura os fantasmas dos que tiveram suas vidas perdidas, trazendo um rastro de mortes aos convidados.

    ANÁLISE

    Em 1997, James Cameron nos brindou com uma obra-prima do cinema que trouxe Leonardo DiCaprio e Kate Winslet para o estrelato, sendo um dos filmes mais premiados e memoráveis da história da sétima arte.

    Desde então, o longa se tornou um marco para quem viu e teve até uma tentativa de nova roupagem em 2010 com uma continuação pavorosa chamada Titanic II, sendo um negócio completamente diferente do que Cameron realizou, já sendo um grande escárnio.

    Entretanto, eis que chegamos em 2022 e temos em mãos a bizarrice Titanic 666 que, além de ser um completo desrespeito com toda a tragédia, ainda naufraga como sátira e crítica social, uma vez que falha miseravelmente em tudo que tenta fazer. A proposta é mostrar como as pessoas tentam lucrar com tragédias com uma mensagem entregue quase como a frase de fechamento dos episódios do He-Man, mas, todavia, a única coisa que Titanic 666 faz é justamente o que luta contra: usar o fato ocorrido nos anos 10 para ganhar dinheiro com um filme caça níquel de baixíssimo orçamento.

    Titanic 666 é como se fosse mais uma sequência que não deveria existir do longa de 1997, com péssimos atores, um diretor que desconhece a profissão e um roteiro que não tem pé nem cabeça, se dirigindo para um iceberg de nonsense e cenas risíveis de tão patéticas que parecem oriundas de uma paródia pornô.

    Os efeitos digitais parecem ter sido gerados em celulares com filtros de Instagram de tão toscas. Nem o recurso do jump scare consegue se safar da proposta completamente mequetrefe da trama. Contudo, para quem ama porcarias trash como eu, é um prato cheio para se dar boas risadas e ainda ficam muito constrangido com tudo que está acontecendo.

    VEREDITO

    Tentando ser uma crítica social, Titanic 666 é um trash raiz que é uma bagunça do início ao fim. Com péssimo elenco, escolhas duvidosas e uma direção desastrosa, o longa entra para a lista de constrangimentos obrigatórios para quem busca uma porcaria nonsense de baixo orçamento para dar boas risadas.

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