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    Netflix: 5 produções nacionais que chegam em 2022

    A Netflix entrou em 2022 com produções brasileiras em diferentes formatos e gêneros e segue a todo vapor até o fim do ano, anunciando série, filme e documentário inéditos. Brasileiros vão se divertir e se emocionar com novas histórias e personagens de todo o país: tem comédia no sertão nordestino, série com música sertaneja do Centro-Oeste, documentário sobre o rap paulista, filme de ação no Paraná e muito mais.

    Vamos a lista com algumas produções já confirmadas pela Netflix!

    RICOS DE AMOR 2

    A primeira novidade é a sequência de Ricos de Amor, com direção de Bruno Garotti, que assina o roteiro ao lado de Sylvio Gonçalves. A trama, desta vez, se passa no Norte do país, e Giovanna Lancellotti e Danilo Mesquita voltam a viver Paula e Teto.

    Sinopse: Quando Paula (Giovanna Lancellotti) retoma seu trabalho como médica voluntária no Norte do Brasil, Teto (Danilo Mesquita) convence seus parceiros a estabelecer sua cooperativa de tomates num vilarejo da região. Só que para salvar a empresa da falência e reconquistar o coração de Paula, Teto precisa superar definitivamente seus hábitos de garoto mimado e enfrentar os interesses de um poderoso fazendeiro.

    DOCUMENTÁRIO DOS RACIONAIS MC’S 

    Mano a Mano é um podcast original do Spotify Brasil comandado pelo rapper Mano Brown, que recebe convidados especiais semanalmente

    Em documentários, a novidade vem das ruas da periferia de São Paulo, de onde os Racionais MC’s iniciaram o mais importante movimento rap do país. Dirigido por Juliana Vicente, o filme trará entrevistas e cenas exclusivas, gravadas ao longo dos mais de 30 anos de carreira, além de mostrar o impacto e o legado dos músicos desde os primeiros shows pela cidade.

    Sinopse: O documentário dos Racionais MC’s, o grupo mais influente do rap nacional, mostra a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. Dirigido por Juliana Vicente, traz cenas inéditas gravadas ao longo dos mais de 30 anos de carreira, além de entrevistas exclusivas, e reforça o impacto e o legado dos músicos, desde os primeiros shows nas ruas de São Paulo.

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    MALDIVAS (1ª TEMPORADA)

    Outro próximo lançamento da Netflix é a série Maldivas, estrelada por Bruna Marquezine, Carol Castro, Natalia Klein, Sheron Menezzes e Manu Gavassi; Nesta dramédia, um clima tropical esconde mistérios e intrigas, ao mesmo tempo em que escancara muito deboche e sarcasmo.

    Sinopse: Até onde as pessoas são capazes de ir para proteger seus segredos? Quantas histórias escondem vizinhos que vivem na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro? A nova série de dramédia da Netflix acompanha a vida dos moradores do Condomínio Maldivas, que dá nome à obra, e é rodeada de mistério e intrigas, mas também de muito deboche e humor ácido. Em meio a um clima tropical com piscina, flamingos infláveis e bons drinques, os vizinhos do Maldivas vão fazer de tudo para manter as aparências e esconder seus segredos, enquanto Liz tenta desvendar o assassinato de sua mãe.

    CIDADE INVISÍVEL (2ª TEMPORADA)

    E, por falar em série, a segunda temporada de Cidade Invisível está a caminho, a produção que se tornou queridinha dos assinantes da Netflix já está com as equipes de direção e produção presentes em Belém, no Pará, para contar a continuação desta história tão brasileira; sob o comando do diretor-geral Luis Carone e da diretora-assistente Graciela Guarani.

    Sinopse: Após dois anos ausente, Eric aparece em um santuário natural, protegido por indígenas e procurado por garimpeiros ilegais, perto de Belém do Pará. Ele descobre que Luna e a Cuca estavam morando nas proximidades com o objetivo de trazê-lo de volta à vida. Embora queira retornar imediatamente para o Rio de Janeiro com Luna, suas habilidades sobrenaturais recém-adquiridas o tornam necessário para proteger Luna e o santuário, que descobre serem intimamente ligados. “É importante poder reconhecer, valorizar e respeitar o que a gente tem aqui no país. E não só por meio da técnica, da produção, mas de uma narrativa coerente, que faça sentido. O que toca o público? O que nos faz refletir? Este diálogo é extremamente necessário”, diz Graciela Guarani, diretora-assistente.

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    O CANGACEIRO DO FUTURO (1ª TEMPORADA)

    Na vibe das comédias, outra novidade da Netflix é a série Cangaceiro do Futuro que igualmente como todas as outras histórias emocionantes listadas anteriormente será contada por grandes talentos nacionais, que darão vida e serão emolduradas pela nossa tão diversa cultura nacional no catálogo da gigante do streaming.

    Sinopse: Na nova série de comédia, Virguley (Edmilson Filho) é um cabra frouxo, enrolado e sem moral, que vive em absoluto perrengue em São Paulo e sonha em voltar rico para o Nordeste. Entre seus bicos, aproveita-se da sua semelhança com Lampião para fazer shows em praças públicas na capital paulista. Certo dia, após entrar em mais uma confusão, acaba levando um tabefe no pé do ouvido e vai parar em 1927, no meio do cangaço, onde é confundido pela população local como o verdadeiro Lampião. Tirando vantagem da farsa, Virguley reúne um bando pra lá de inusitado, se apaixona por Mariá (Chandelly Braz) e fica poderoso na cidade. Mas, como nada na vida desse cabra é fácil, essa história ainda terá muitas reviravoltas, incluindo o verdadeiro Rei do Cangaço querendo tirar essa história a limpo.


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    CRÍTICA – LEGO Star Wars: The Skywalker Saga (2022, WB Games)

    LEGO Star Wars: The Skywalker Saga é o novo jogo da franquia LEGO criado pela WB Games e TT Games. Lançado no dia 5 de abril, ele está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X | S, e Nintendo Switch.

    Nós disponibilizamos, aqui no site, as nossas primeiras impressões sem spoilers antes do lançamento. Você pode conferir o texto completo clicando aqui.

    Confira abaixo a nossa crítica do novo game de Star Wars e LEGO para o Nintendo Switch.

    SINOPSE

    Vivencie os nove filmes da saga Star Wars em um novo jogo LEGO diferente de tudo o que você já viu! Divirta-se em aventuras épicas com humor fantástico e a liberdade de mergulhar totalmente na galáxia de LEGO Star Wars.

    Quer jogar como um Jedi? Um Sith? Rebelde, caçador de recompensas ou droide? LEGO Star Wars: A Saga Skywalker contém centenas de personagens jogáveis de toda a galáxia. Seja na terra ou no espaço, diversos veículos estão disponíveis para serem controlados. Avance na velocidade da luz com a Millennium Falcon, voe com o airspeeder T-47 e lute contra os Caças Tie nos X-wings da Resistência… essa é a experiência MÁXIMA de LEGO Star Wars.

    Além do jogo de base, a Edição Deluxe inclui sete pacotes DLC em um pacote de Coleção de Personagens:

    • O Mandaloriano 1ª Temporada
    • O Mandaloriano 2ª Temporada
    • Rogue One: Uma História Star Wars
    • Personagens Clássicos
    • Han Solo: Uma História Star Wars
    • Star Wars: Os Mal Feitos
    • Pacote Soldados

    ANÁLISE DE LEGO STAR WARS: THE SKYWALKER SAGA

    Com mais horas de jogo e todos os planetas liberados, posso dizer que LEGO Star Wars: The Skywalker Saga é uma das aventuras mais divertidas que já joguei no Nintendo Switch. Com mecânicas diferenciadas para cada arco dos filmes, e o humor característico da franquia LEGO, o game da WB Games e TT Games é um deleite para todos os públicos.

    Você definitivamente não precisa ser fã de Star Wars para curtir esse jogo, mesmo que ele passeie pela temática dos nove filmes. Jogar com diversos personagens diferentes – inclusive alguns secundários que o público nem lembra o nome – é uma experiência deliciosa e que garante horas de diversão.

    Apesar de não incluir mundos específicos para os spin-offs, você também recebe a oportunidade de jogar com outros personagens da franquia. Isso se torna ainda maior se você jogar a Edição Deluxe, em que estão disponíveis protagonistas como os da série The Mandalorian.

    Mais do que apenas o personagem principal, você também pode curtir as missões desafiadoras com Kuiil, Cara Dune, IG-11 e muitos outros. Alguns deles você só poderá ativar durante o jogo livre de cada mundo, impedindo que você dê uma de Flash e bagunce as linhas temporais da saga.

    Jogo Livre

    Essa é a modalidade mais legal de LEGO Star Wars: The Skywalker Saga. Apesar de curtir as dinâmicas do modo história, é no jogo livre que você encontra centenas de quebra-cabeças escondidos por diversos planetas diferentes.

    Mesmo quando você termina uma grande fase, por mais desafiadora que ela seja, é no jogo livre que se escondem as aventuras mais divertidas e empolgantes, quase superando a experiência do modo história em si. Quebre tudo em Tatooine, destrua todos os soldados da Primeira Ordem, voe enquanto briga com o mini Anakin: o jogo é seu para fazer o que der na telha.

    Uma das partes mais divertidas do jogo livre está nos puzzles. Diversos jogos possuem esse tipo de prática, mas em LEGO Star Wars: The Skywalker Saga há um grande apelo para finalizar as missões paralelas, pois colecionar as pequenas peças e minikits rende upgrades para o seu personagem e, também, a possibilidade de utilizar na liberação de naves do jogo.

    Poderes dos personagens

    Apesar de alguns personagens possuírem poderes muito superiores ao de outros – afinal, se eu sou um Jedi ou Sith, eu viro basicamente um Deus -, LEGO Star Wars: The Skywalker Saga consegue balancear bem a importância de todos eles dentro do universo do jogo.

    Há fases em que você precisa utilizar um robô ou um personagem que possua armas / planador (por exemplo). Você terá que retornar em diversos mundos para liberar áreas que são inacessíveis em um primeiro momento, pois esses personagens que não possuem grandes poderes têm habilidades cruciais para que você ganhe aquele minikit escondido.

    É verdade que, durante o jogo livre, é possível jogar com qualquer personagem (inclusive dos spin-offs). Entretanto, você ainda encontrará restrições em algumas áreas se não tiver liberado personagens que possuam habilidades específicas para as missões. Ou seja: não há caminho fácil!

    Storytelling

    Quando você coloca todos os filmes lado a lado na dinâmica de jogo, é possível perceber – ainda mais – como o storytelling e as missões da saga clássica são superiores aos da saga nova.

    Mesmo com o humor afiado de LEGO Star Wars: The Skywalker Saga melhorando diversos arcos dos esquecíveis episódios 7, 8 e 9, suas aventuras não são páreo para as ótimas horas e risadas que a saga clássica rende neste jogo.

    Entretanto, o game consegue criar puzzles e mini jogos complexos, interessantes e muito bem construídos, o que tornará o fã da saga nova ainda mais fã (e, quem não gosta, talvez crie um pouco de carinho por ela). O fato da franquia LEGO conseguir rir de si mesma torna tudo mais fluido e empolgante.

    Modo co-op

    Apesar de funcionar muito bem, o modo co-op local talvez seja a parte menos empolgante de LEGO Star Wars: The Skywalker. Por não conseguirmos enxergar de uma forma ampla o jogo enquanto a tela está dividida, existem fases que se tornam pouco fluidas, trazendo mais irritação do que felicidade.

    É uma pena pensar que esse game não possui um modo multiplayer online. Não há uma explicação para essa modalidade não existir, visto que cada jogador poderia ter as suas tarefas devidamente divididas e trabalhar em conjunto para chegar ao final da fase. É torcer que um próximo game traga essa possibilidade, pois uma corrida de naves em multiplayer online seria tudo de mais maravilhoso no mundo.

    VEREDITO

    LEGO Star Wars: The Skywalker Saga é um daqueles jogos que você pensa que não irá te conquistar, mas, quando você menos percebe, passa horas se divertindo e curtindo os seus personagens favoritos.

    Com um grande apelo nostálgico, ótimas dinâmicas de jogo, minigames inteligentes e o humor afiado de sempre, o game é uma excelente opção para os jogadores de Nintendo Switch e das demais plataformas para as quais está disponível.

    4,5/5,0

    Confira o trailer:

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    Fantaspoa 2022: 10 filmes para assistir no Festival de Cinema Fantástico 

    O Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre está de volta. Após dois anos com programação online, o Fantaspoa retorna aos cinemas com sua 18ª edição, que ocorre de 15 de abril a 1º de maio. Além do formato online e presencial, este ano o evento também conta com mais salas de exibição. 

    Em Porto Alegre, o Fantaspoa ocorre na Cinema Paulo Amorim, Cine Farol Santander, Cine Grand Café, Instituto Ling e Cinemateca Capitólio. Já no online, é possível assistir metade da programação na plataforma Darkflix, basta se inscrever e acessar de graça.

    Serão exibidos 188 filmes, entre curtas e longas-metragens, a grande maioria inédita no Brasil. O pôster da edição apresenta a influência de dois centenários: a Semana de Arte Moderna de 1922 e o clássico Nosferatu: Uma Sinfonia de Horror (1922), de Friedrich Wilhelm Murnau.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – TBT #170 | Nosferatu (1922, F.W. Murnau)

    Com tanta opção fica difícil escolher o que conferir, por isso, montamos uma lista especial com filmes que terão sua première mundial, internacional ou latino-americana no Fantaspoa 2022: 

    The Smoke Master (2022)

    Ação/comédia, Brasil de André Sigwalt e Augusto Soares.

    Sinopse: Dois irmãos e um punhado de amigos devem enfrentar a fúria da máfia chinesa. Contando com a ajuda do Smoke Master e seu estilo único de luta cannabica, eles têm uma chance. Um filme de Kung-Fu brisado.

    Assista ao trailer clicando aqui.

    Propriedade Privada (2022)

    Drama/suspense, EUA de Chadd Harbold

    Sinopse: Kathryn, uma atriz fracassada e insatisfeita com a vida doméstica, começa a se envolver com Ben, seu novo jardineiro. À medida que ele dá a atenção que ela deseja, eles começam a se apaixonar. Mas Ben não é quem aparenta ser.

    Cosa y Mandinga (2022) 

    Terror, Argentina de Fabián Forte.

    Sinopse: Antonio é um feiticeiro de uma poderosa linhagem, preso em um asilo contra sua vontade. Após um presságio, ele percebe um grande perigo iminente: sua filha Helena, herdeira de seu sangue, será sacrificada por uma entidade maligna. Helena perdeu a fé e não acredita no pai. Antonio deve escapar usando feitiçaria para resgatar sua filha e fazê-la acreditar em seu próprio poder.

    Assista ao trailer clicando aqui

    Protegido, Irmão (2022)

    Suspense, México de Jorge Iván Sanders-Ortega

    Sinopse: Os irmãos Leo e Argel encaram juntos a pobreza e o autismo do segundo. Quando um maníaco começa a assustar a pequena cidade em que vivem, os problemas com drogas de Argel se intensificam e a realidade de Leo se modifica, construindo um estilizado e atormentado conto de vingança, luto e irmandade.

    Sujeito Oculto (2022)

    Thriller/drama, Brasil de Léo Falcão

    Sinopse: Para escapar de um bloqueio criativo, Max, um famoso romancista, muda-se para uma casa perto de uma isolada e estranha vila. Logo, muitas ideias começam a surgir, mas não da maneira que o escritor esperava. À medida que aumenta a sensação de estar em contato com histórias (e não com pessoas), ele percebe o misterioso aparecimento de páginas em sua escrivaninha, aparentemente escritas pelo antigo morador da casa. Isso é o suficiente para fazer Max levantar dúvidas sobre sua criatividade, sua sanidade e até mesmo sua existência.

    Os Olhos Debaixo (2022)

    Terror, França de Alexis Bruchon

    Sinopse: Eugène vai para a cama. Tudo está calmo e silencioso na casa. Quando ele está prestes a adormecer, algo sobe por suas pernas, sua barriga e, depois, por seu peito. Eugène abre os olhos meio adormecido e descobre que a noite não será tão tranquila quanto pensava.

    Upurga (2022) 

    Suspense/mistério, Letônia de Ugis Olte

    Sinopse: Um agitado instrutor de rafting perde seus clientes nas florestas escuras de um vale tomado pelo sobrenatural. Encontrá-los será um desafio. Presos pelas raízes de seu passado pagão e submersos em paixões inconscientes, surge a questão: será que eles querem ser salvos?

    Assista ao trailer clicando aqui

    A Aldeia do Dragão Amarelo (2022)

    Horror/comédia, Japão de Yugo Sakamoto 

    Sinopse: Estudantes universitários sofrem um problema com seu carro perto de uma pequena vila a caminho de seu acampamento. Eles são persuadidos por um amigável aldeão a permanecer, mas assassinatos brutais começam a ocorrer na manhã seguinte.

    Assista ao trailer clicando aqui.

    Sigam os Mortos (2022)

    Comédia/drama/terror/sci-fi, Irlanda de Adam William Cahill

    Sinopse: Enquanto os vídeos virais parecem mostrar que Dublin está nas mãos dos mortos- vivos, quatro millennials da Irlanda rural não conseguem distinguir notícias falsas de reais. Será que um estilo de vida dependente os deixou ingênuos demais para enfrentar seu destino?

    Assista ao trailer clicando aqui

    Escalando (2020)

    Drama/suspense, Coreia do Sul de Hye-Mi Kim

    Sinopse: Uma escaladora profissional, que acaba de se recuperar de um acidente de carro, descobre que está grávida há poucos dias de um Campeonato Mundial. Enquanto lida com seus traumas, recebe uma ligação de uma versão dela mesma, que parece ter seguido um caminho diferente após o acidente.

    Assista ao trailer clicando aqui


    O Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre (Fantaspoa) conta com programação online e presencial e ocorre de 15 de abril a 1º de maio.

    E você, está animado para todos os filmes que estarão disponíveis no Fantaspoa?

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    CRÍTICA – Attack on Titan (4ª temporada – Parte 2, 2022, Mappa)

    A segunda parte da quarta e última temporada de Attack on Titan chegou ao fim, mas ainda sem um final concreto. O anime produzido pela Mappa Studios ganhará uma terceira parte que deve chegar em 2023. 

    No ar desde 2013, o anime é uma adaptação do mangá de mesmo nome criado pelo mangaka Hajime Isayama e publicada pela primeira vez em setembro de 2009. No Brasil, é possível assistir ao anime nas plataformas Crunchyroll e Funimation

    SINOPSE

    Antigos inimigos se juntam na luta contra Eren Yeager e seu exército de titãs, decidido a destruir o mundo exterior para salvar Paradis. Segredos obscuros sobre as origens dos titãs são revelados e Mikasa precisará fazer uma escolha que definirá o futuro da humanidade. 

    ANÁLISE

    Talvez a maior surpresa dessa segunda parte da quarta temporada de Attack on Titan seja a continuação da saga por mais um ano. Ao longo dessa segunda metade, ficou mais do que evidente para os fãs do mangá que seria impossível terminar o anime em doze episódios. Dito e feito, no último episódio que foi ao ar com o título de “O Alvorecer da Humanidade“, o estúdio Mappa anunciou que em 2023 o anime voltará com uma terceira parte de encerramento (agora vai).

    O ano de 2023 também é simbólico para o anime, serão 10 anos no ar. Desde 2013, muita coisa mudou no anime, personagens importantes morreram; foi revelado os segredos sobre os titãs; o Esquadrão de Reconhecimento conseguiu finalmente ver o que existia além das muralhas. Mas, uma coisa não mudou e é sobre isso que Mikasa fala no último episódio da segunda parte. 

    Em uma espécie de recontextualização, ou simplesmente flashbacks, Mikasa relembra quando o Esquadrão chegou disfarçado em Marley (provavelmente entre o final da terceira temporada e o começa da quarta). As cenas são nostálgicas, não só pela presença de Sasha, mas por simplesmente passar a sensação de conforto e acolhimento com todos juntos mais uma vez. 

    Porém, a narração em voice off de Mikasa revela o que a mesma vem sentindo em relação a Eren. Mikasa fala algo que sempre esteve exposto no anime, mas que talvez, os fãs não quisessem ver: Eren sempre foi assim, um jovem teimoso, impetuoso e idealista ao extremo. Se na primeira temporada sua raiva estava direcionada aos titãs e todo mal que eles causam na Ilha Paradis, na quarta temporada descobrimos que seu alvo apenas muda para aniquilar toda a humanidade fora da ilha. 

    Logo, Attack on Titan faz uma das melhores reviravoltas da ficção mostrando como Eren se tornou o vilão de sua própria história, no maior estilo Walter White (Breaking Bad). Outro grande feito desta temporada foi contar a história através de outros personagens, durante a maior parte do tempo nem vemos Eren, mas sua sombra sobre essa trama é tão potente que constantemente sentimos sua presença. 

    Portanto, por mais que a maioria do público não aprove os atos de Eren em querer destruir a humanidade, compreendemos seus motivos porque seguimos esse personagem há mais de dez anos. Basta lançar um olhar para a vida que Eren passou para sentir empatia pelo personagem, mas suas ações só desencadearam mais sofrimento de forma a perpetuar o ciclo de violência que ele mesmo quer terminar.

    Personagens em destaque 

    Attack on Titan

    O afastamento de Eren das cenas de Attack on Titan possibilitou que outros personagens ganhassem mais destaques. Como Jean, que percebe que seu sonho de ter uma vida tranquila não irá acontecer e que ele precisa ser um líder para o grupo. Já Connie tem uma temporada mais tensa, sentindo a falta de Sasha, ele passa por algumas provações. 

    Da mesma forma que Eren se afasta da trama principal, Levi passa a temporada se recuperando de seu confronto com Zeke. A falta do personagem é sentida no momento em que o grupo precisa de uma mão firme, mas também compactua para dar mais ênfase ao caos da Ilha Paradis. Por outro lado, Mikasa e Armin ainda têm esperança em Eren, o que mostra o quanto esses personagens são na maioria das vezes passivos ao protagonista. 

    Ao Grupo de Reconhecimento se juntam alguns marleyanos, como Gabi, Falco, Pieck e Reiner que também desejam parar Eren. A volta de Annie também é um grande ponto dessa temporada, visto que, a Titã Fêmea passou duas temporadas fora das telas.

    Por último, o Mappa Studios vem fazendo um incrível trabalho de produção em Attack on Titan. A junção entre os 3D dos titãs e o 2D do cenário é essencial para criar a sensação de movimento e peso nas emoções dos personagens. A direção também se mostra um show à parte, com enquadramentos e movimentos de câmera de tirar o fôlego.

    VEREDITO

    Nas outras análises comentamos o quanto Attack on Titan têm se tornado um anime relevante e seus 10 anos apenas comprovam que essa história é uma das maiores da ficção de todos os tempos. Essa segunda parte da quarta temporada traz um tom mais sombrio ao anime que advém das grandes revelações que mudam para sempre nossas perspectivas sobre a franquia.

    Com uma segunda parte mais sóbria e intensa, o anime põe suas cartas na mesa e mostra as verdadeiras intenções de Eren. Agora, o tempo é crucial para os súditos de Ymir. A segunda parte também é tecnicamente melhor que a primeira e com a história finalmente se encaminhando para o fim, Attack on Titan denota ser uma obra atemporal.

    5,0 / 5,0

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA – Attack on Titan (4ª temporada – Parte 1, 2021, Mappa)

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    CRÍTICA – B.I.O.T.A. (2022, Retrovibe Games)

    Aqui no site, não é segredo que temos uma admiração por bons jogos indie e B.I.O.T.A é mais um destes títulos. Produzido pelo Small Bros, um estúdio italiano de um homem só (Ivan Porrini), teve a parceria da Retrovibe Games, uma publisher polonesa dedicada a desbloquear novos níveis de diversão distribuindo jogos com alma retrô.

    B.I.O.T.A. teve seu lançamento em versão completa no dia 12 de abril de 2022 para PC.

    SINOPSE

    Um metroidvania de plataforma 2D repleto de ação ambientado em uma colônia de mineração infectada por uma praga alienígena. Em B.I.O.T.A. você estará inserido em um selvagem e perigoso ambiente sci-fi desenvolvido em uma bela pixel-art. Você pode escolher seu herói entre 8 opções desbloqueáveis, lutar contra monstros horrorosos e customizar sua experiência em 8 bits com quatro paletas de cores diferentes.

    ANÁLISE DE B.I.O.T.A.

    B.I.O.T.A. é um metroidvania de ação em 2D na sua mais pura essência. Com seus gráficos em 8 bits, sinta-se jogando os primeiros títulos que deram nome ao gênero. Ao contrário de Metroid, onde explorávamos o planeta Zebes, em B.I.O.T.A. somos enviados ao asteroide Fronteira do Horizonte no ano de 2177.

    Você controla uma equipe de mercenários, o Gemini Squad II, contratada pela V-Corp – uma empresa que controla uma colônia de mineração neste asteroide.

    Arte

    Um dos primeiros pontos que salta aos olhos em B.I.O.T.A. é o seu gráfico totalmente em 8 bits. Num primeiro momento, torci o nariz porque só parecia um jogo simples com gráficos que remetiam ao retro para tentar fisgar pela nostalgia.

    Imagens estáticas não nos permitem apreciar toda a maestria que 8 bits e paletas de 4 cores escondem. A dinâmica que temos jogando B.I.O.T.A. é linda, com animações agradáveis e gráficos muito bonitos, ainda que pouco detalhados.

    Um dos diferenciais em suas cores são justamente as opções. São 54 opções de paleta de cores (a maioria desbloqueáveis) que você pode escolher qual mais lhe agrada ou se parece adequada ao momento do game.

    Confira o que achamos de B.I.O.T.A., um metroidvania de ação em 2D na sua mais pura essência com lindos gráficos em 8 bits.

    Não bastassem os gráficos, as trilhas sonoras (por Maxim Tolstov) e efeitos são um primor, reproduzindo estilos chiptune e synthwave ricos em qualidade e detalhes. Os efeitos sonoros ajudam a dar peso às ações do personagem, tornando mais “palpável” a experiência.

    Jogabilidade

    Por se tratar de um metroidvania muito baseado nos clássicos da Nintendo, esperava uma dificuldade bastante elevada (lembrando dos perrengues que passei em Super Metroid). No entanto, o que experimentei foi muito diferente – ainda que cheio de semelhanças.

    Chegando no asteroide, podemos interagir com alguns dos sobreviventes do caos que lá se instaurou após a praga alienígena ter se espalhado pela colônia. Mas sem mais delongas, somos “convidados” a penetrar no recôndito do asteroide em busca de ajuda e respostas.

    Com acesso a um mapa ainda sem informações, começamos a exploração de maneira orgânica, conhecendo já de cara alguns monstros nada simpáticos. Apesar dos monstros, os maiores obstáculos são os desafios de plataforma. Morri algumas vezes nas primeiras partes do mapa.

    Sentindo o jogo

    Mas metroidvanias consistem exatamente nisto: exploração constante, tentativa/erro e revisitação de pontos. E após algumas mortes, entendi as mecânicas que aquele trajeto queria me ensinar. E o jogo vai evoluindo em meio a essa dinâmica de novidade, tentativa e aprendizado.

    Parece simples, mas eu me assustei quando comecei a testar “só por uma hora” e me vi preso em quase quatro horas de gameplay sem pausa. O level design e a fluidez do jogo são muito envolventes e te prendem de maneira quase imperceptível.

    Cada forma nova de combater os inimigos ou de suplantar desafios de plataforma instigam a querer tentar “só mais uma vez”. E assim vamos entrando cada vez mais fundo no asteroide e na trama que se constrói.

    Mas não era um metroidvania?

    O jogo não contente em te permitir desafios de plataforma muito instigantes, ainda oferece trechos e fases onde podemos pilotar um submarino, um mecha e uma nave espacial.

    Além destas fases que chamam a atenção por se distanciarem totalmente das mecânicas que foram construídas ao longo da gameplay, existem também trechos em que o jogo muda levemente seu mote para proporcionar novidade em meio ao já experimentado.

    Personagens de B.I.O.T.A.

    Além do mecha e do submarino, precisamos destacar os personagens jogáveis de B.I.O.T.A. e suas características. Cada personagem possui armas únicas, tanto básicas quanto especiais, além de 3 atributos: velocidade do ataque, precisão e força.

    Dos 8 personagens jogáveis, 4 são desbloqueáveis. Os 4 iniciais, ou seja, os membros do esquadrão de mercenários são:

    • Ace, o veterano, um capitão do exército americano, empunhando uma submetralhadora e jogando granadas;
    • Zeed, o perseguidor, um soldado marciano, com sua escopeta, é mais propício para o combate de curta distância, oferece uma gameplay mais tática munido de seu escudo;
    • Kirill, o mutante, um tenente da CCCP, tem um estilo mais agressivo com sua thermo-gun e seu arsenal de C4s, e;
    • Flynt, o saqueador, um soldado brasileiro, munido de seu rifle de precisão, proporciona uma gameplay estratégica, graças a seus tiros de longa distância.

    Cada personagem é mais adequado para determinadas partes do jogo, fazendo com que analisemos as circunstâncias do ambiente pensando em qual a melhor estratégia para suplantar inimigos ou desafios.

    O jogo também conta com uma boa variedade de monstros e chefes, sem muita complexidade, mas oferecendo um bom adicional à diversão, principalmente em suas animações de ataque e dinâmicas de movimentação.

    VEREDITO

    Durante as quase 8 horas de gameplay do modo história, me senti sempre instigado em querer saber o que viria após. B.I.O.T.A. certamente foi um dos metroidvanias que mais captou minha atenção nos últimos tempos.

    Não digo que ele é perfeito. Possui pequenos pontos como alguns níveis que podem ser “pulados” por algum glitch (raras vezes). A música, às vezes, por compor níveis mais extensos ou mais difíceis que exijam muitas mortes para sua conclusão acaba saturando, mas são bem poucos os momentos em que isto ocorreu.

    Algumas das paletas de cores também não são das mais confortáveis e parecem ter sido adicionadas mais por preciosismo (ou para aproveitar todos os testes do desenvolvedor), pois não têm tanta funcionalidade. Entretanto, existem outras paletas de cores que se destacam e fazem a alternância valer a pena.

    Ainda assim, B.I.O.T.A. brilha e conquista. Por seus diálogos, suas divertidas animações, seus desafios, chefes e monstros caricatos e por ter uma história bem desenvolvida. Talvez não inesperada, mas ela envolve e conquista, fazendo com que queiramos viver o que já sabemos que está por vir.

    B.I.O.T.A. é um jogo bastante recomendado por mim, não só por ser um ótimo jogo, mas também porque possui menus e legendas em português, dando fácil acesso para que o público nacional possa também disfrutar deste game.

    4,7 / 5,0

    B.I.O.T.A. está disponível para PC via Steam e GOG.

    Confira o trailer de B.I.O.T.A.:

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    Deuses Egípcios: Do Egito Antigo à cultura pop

    Muito provavelmente já deve ter ouvido falar de alguns deuses egípcios seja , Osíris e Anúbis; e nas últimas semanas com o lançamento da série Cavaleiro da Lua, do Disney+, já no primeiro episódio somos apresentados a enéade, Ammit e Khonshu, mas quem são esses deuses, suas origens e suas adaptações mais famosas na cultura popular?

    A ENÉADE DE HELIÓPOLIS

    Uma enéade era na mitologia egípcia um agrupamento de nove divindades, geralmente ligadas entre si por laços familiares. A palavra “enéade” é de origem grega; em egípcio usa-se a palavra “pesedjete“.

    Conhecem-se várias enéades, sendo a mais importante a da cidade de Heliópolis (Iunet Mehet, em egípcio antigo), que foi uma cidade do Baixo Egito, entre 13 mil e 10 mil anos a.C., e era localizada na região do delta do Rio Nilo, que estende-se da área entre o sul da atual Cairo ao Mar Mediterrâneo.

    De acordo com o mito elaborado pelos sacerdotes da cidade, no princípio existia apenas as águas de Nun, das quais emergiu a colina primordial e nesta colina o deus estava criando a si próprio tornando-se Atum-Rá. Através do sémen produzido pelo ato de masturbação do deus, nasceram outras divindades, Shu Téfnis. Deste casal surgem Geb Nut. Estes últimos geram quatro filhos: OsírisÍsisSet Néftis.

    Completando, assim, os nove principais deuses da mitologia egípcia.

    Entretanto, embora pareça estranho, nem todas as enéades egípcias eram constituídas por nove deuses. Diferente da Enéade de Heliópolis, a Enéade de Abidos era composta por sete deuses e a Enéade de Tebas por quinze. Isso acorreu devido a perda do sentido etimológico inicial da palavra “enéade” como um grupo de nove deuses; passando a ser um mero agrupamento de divindades.

    OS NOVE IMORTAIS

    Representados muitas vezes com cabeças de animal sobre corpos humanos, os antigos deuses egípcios faziam parte de todos os aspectos da vida no Egito, tanto da realeza quanto das pessoas comuns.

    ATUM-RÁ, O DEUS SOL

    No início havia apenas Nun (também conhecido como Nu ou Ny) – ou Neunet, sua contraparte feminina -, o deus que representa o líquido cósmico, ou Água Primordial, que deu origem ao universo. É o ser subjetivo, quando se transforma no ser objetivo, tornando-se Atum (também conhecido como Atom, Tem, Temu, Tum e Atem) e significa Abismo.

    Então Atum cria Nut (a Terra), Geb (o Céu) e (o Sol); e quando novamente “torna-se a si mesmo”, une-se a , e se transforma em único ser, que seria chamado de Atum-Rá.

    O Deus Sol é uma das mais importantes divindades egípcias e foi associado à construção de pirâmides e à ressurreição dos faraós, que o adoravam. Era reconhecido como um deus criador, responsável pela criação de todas as coisas, incluindo os seres vivos.

    Esse deus simbolicamente nascia todas as manhãs com o nascer do sol, e morria com cada pôr-do-sol, iniciando sua jornada para o submundo.

    Atum-Rá era muitas vezes associado a Hórus e, assim como ele, era geralmente retratado como um homem com cabeça de falcão. No entanto, em vez de uma coroa branca e vermelha, o Deus Sol possuía um disco solar em sua cabeça.

    SHU, O DEUS AR

    Shu (também conhecido como Chu) é o deus egípcio do ar, calor, luz e perfeição. Juntos, Shu e Téfnis geraram Geb e Nut. Os frutos gerados originados da relação dos irmãos não agradou seu pai, Atum-Rá que ordenou a Shu que ele separasse seus filhos.

    O Deus Ar empurrou Nut para cima e pressionou Geb para baixo; enquanto Nut se tornava o céu que cobre o mundo, Geb virou a terra em que vivemos e Shu permaneceu entre os filhos, representando o ar que as pessoas respiram.

    Shu é normalmente representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça.

    TÉFNIS, A DEUSA NUVEM

    Téfnis (também conhecida como Tefenete ou Tefenute) é a deusa que personificava a umidade e as nuvens na mitologia egípcia. A Deusa Nuvem simbolizava generosidade e também as dádivas e enquanto seu irmão Shu afasta a fome dos mortos, ela afasta a sede.

    Irmã e esposa de Shu, formava com ele o primeiro casal de divindades da Enéade de Heliópolis.

    Sua forma mais comum era retratada como uma mulher, às vezes com cabeça de leoa que indicava poder, usando na cabeça o disco solar e a Serpente Ureu, o adorno em forma de serpente usado nas coroas de deuses e faraós do Egito Antigo como símbolo de soberania.

    GEB, DEUS DA TERRA

    Geb (também conhecido como Gebe) é o Deus Terra e foi pai de Osiris, Ísis, Set e Néftis e marido de Nut.

    É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas e estimula lhes assegura enterro no solo após a morte, umedecendo o corpo humano na terra e o selando para a eternidade no túmulo.

    Em pinturas e hieróglifos o Deus Terra é representado com um ganso sobre a cabeça.

    NUT, A DEUSA CÉU

    Nut (também conhecida como Neuth ou Nuit) é a deusa do céu na mitologia egípcia e simboliza toda a era tida como a mãe dos corpos celestes. Ela representava o céu; por isso seu corpo simbolizava a abóbada celeste, seu riso era o trovão e seu choro a chuva.

    Segundo a concepção mitológica, o corpo de Nut se estendia sobre a Terra para protegê-la; seus membros, que tocavam o solo, simbolizavam os quatro pontos cardeais.

    Uma das representações mais recorrentes mostra a deusa de perfil e nua, como se arqueasse seu corpo sobre o deus da terra, Gebe; às vezes ela aparece apoiada em seu pai, o deus do ar, Shu.

    Em pinturas e hieróglifos a Deusa Céu é representada usando o pote de água na cabeça.

    OSÍRIS, DEUS DOS MORTOS

    Osíris é o filho mais velho do casal Geb e Nut. Ele reinou sobre a Terra como o primeiro faraó do Egito. Isso até ser assassinado por seu irmão Set. A partir daí, Osíris virou o deus supremo e o juiz do mundo dos mortos.

    De acordo com historiadores, primitivamente Osíris representava a da força do solo, que faz a vegetação crescer; o que o exaltam como o inventor da agricultura e consequentemente o propiciador da civilização, do qual tornou-se uma espécie de patrono. Mais tarde, seus mitos passaram a representá-lo como um mítico faraó que teria governado o Egito em tempos imemoriais, sendo traído por seu próprio irmão, Set, que o mata para obter o trono. Osíris, vencendo a morte, renasce no no submundo, tornando-se o Senhor da vida pós morte e juiz dos espíritos que lá chegam.

    Embora a trajetória de deus da vegetação para deus da vida após morte pareça desconexa e incoerente, o que há de comum nessas atribuições é o conceito de ciclos de vida e renascimento que tanto a vegetação quanto a passagem para o além carregam. Assim, pode-se dizer que, Osíris é o deus do renascimento.

    Osíris foi um dos deuses mais populares do Egito Antigo, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até a Era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política.

    Sua representação mais comum é de um homem mumificado com uma barba postiça, com braços cruzados sob o peito segurando o cajado hekat e o açoite nekhakha. Na cabeça Osíris apresenta normalmente a coroa atef, uma coroa branca com duas plumas de avestruz.

    ÍSIS, DEUSA DA MAGIA

    Uma das principais divindades na religião do Egito Antigo cuja veneração espalhou-se também para a Era Greco-Romana, Ísis foi mencionada pela primeira vez no Império Antigo como uma das personagens principais do mito de Osíris, em que ressuscita seu marido, o rei Osíris e com ele gera e protege seu herdeiro, Hórus.

    A irmã-esposa de Osíris era tão popular que foi a última divindade egípcia a ser adorada na Europa antes da chegada do Cristianismo. De acordo com deus mitos, o rio Nilo nasceu das lágrimas que ela derramou quando Osíris morreu.

    Ísis era retratada artisticamente como uma mulher humana usando um hieróglifo no formato de trono em sua cabeça. Durante o Império Novo a deusa passou a ser retratada usando a touca da deusa Hator: um disco solar entre os chifres de uma vaca.

    A deusa continua a aparecer em crenças esotéricas modernas e neopagãs. O conceito de uma única divindade que encarna todos os poderes femininos, tornou-se um tema amplamente explorado na literatura do século XIX e início do XX. Grupos e figuras esotéricas influentes, como a Ordem Hermética da Aurora Dourada do final do século XIX e Dion Fortune na década de 1930, adotaram a deusa em seus sistemas de crenças.

    Esta concepção de Ísis influenciou a Grande Deusa encontrada em muitas formas de bruxaria contemporânea. Atualmente, a Irmandade de Ísis, uma organização religiosa eclética focada em divindades femininas, tem esse nome pois, segundo sua sacerdotisa M. Isidora Forrest, Ísis pode ser uma “deusa universal para todas as pessoas”.

    SET, DEUS DO CAOS

    Set (também conhecido como Seth) é o Deus do Caos, mas também da guerra, da seca e do deserto. Matou o irmão, Osíris, mas perdeu a supremacia do Egito para o sobrinho Hórus. Resumidamente Set é um deus complexo; em mitos, ele é o deus da confusão, da desordem e da perturbação, que é enfatizada pela escrita hieroglífica como determinante para conceitos negativos como autoritarismo, fúria, crueldade, crise, tumulto, desastre, sofrimento, doença, tempestade, entre outros.

    Seu poder desordenado, no entanto, contribui para o equilíbrio cósmico e de acordo com a visão egípcia, as forças destrutivas estão em constante luta contra as forças positivas. Nesse sentido, Set se opõe a seu irmão Osiris, símbolo de terra fértil, nutritiva e ordem. Consequentemente, após o assassinato de Osíris, seu sobrinho Hórus tornou-se seu rival eterno.

    Normalmente é retratado com a forma do porco-formigueiro, animal raro da África, mas às vezes é retratado como outros animais que incluem o javali, o antílope, o crocodilo, o burro e até com animais venenosos, como cobras e escorpiões.

    NÉFTIS, GUARDIÃ DOS MORTOS

    Néftis (também conhecida como Nebthet e Nephthys) que significa “senhora da casa”, entendida no sentido físico. Porém é muito difícil diferenciar Néftis de sua irmã Ísis, pois ambas são chamadas de Deusa Mãe e Deusa dos Céus, e ambas usam como símbolo a cabeça de abutre e o disco solar; e ambas distribuem vida plena e felicidade.

    Diferente de outras deusas, Néftis nunca teve fama de má ou infiel e após o assassinato cometido por seu marido, Set, o Deus do Caos, ela lamentou o assassinato de Osíris e junto com Ísis ela zelou pelo corpo do deus morto. Assim, quando é denominada guardiã dos mortos, é com o significado positivo. Ela preside aos momentos finais da vida e é associada ao luto, à noite, ao serviço aos templos, ao parto, aos mortos, à proteção, à saúde e ao embalsamamento.

    Existem confusões a respeito dos maridos: Néftis às vezes é citada como esposa de Osíris, enquanto Ísis é mencionada como esposa de Set; sendo o par Osíris-Néftis citado como os pais de Anúbis.

    Sua representação mais comum é de uma mulher com asas de falcão, geralmente estendidas como um gesto de proteção.

    OUTROS DEUSES EGÍPCIOS

    Anúbis, Bastet, Hator e Hórus.

    De acordo com historiadores, esta mitologia conta com mais de 2000 deuses egípcios que, segundo a crença eles explicavam a criação do mundo, representavam as formas da natureza e exerciam influência decisiva no dia a dia das pessoas.

    Entre eles podemos citar Amnut, Anúbis, Bastet, Hator, Hórus, Khonshu e Taweret, por exemplo.

    SIMBOLOGIA

    Como toda mitologia, a egípcia também conta com diversos símbolos que perduraram ao tempo e são conhecidos até hoje, mesmo que seus significados tenham mudado ao longo dos anos.

    Entre os muitos símbolos que fazem referência aos deuses egípcios, talvez o mais comum em tatuagens, pinturas e outras formas artísticas seja o Olho de Hórus.

    O Olho de Hórus, também conhecido como udyat, é um símbolo que significa poder e proteção; e foi um dos amuletos mais importantes no Egito Antigo, sendo usado como representação de força, vigor, segurança e saúde.

    Atualmente, o símbolo também é utilizado contra a inveja e o mau-olhado, além de proteção, e por isso é bastante usado sua imagem para fazer tatuagens, em diversas partes do corpo.

    Existe uma lenda que conta que durante uma luta, Set arrancou o olho esquerdo de Hórus; que acabou sendo substituído por um amuleto, dando então origem ao que hoje é conhecido como o Olho de Hórus.

    GAMES

    A mitologia egípcia antiga pode ser vista em todos os tipos de mídia, mas sem dúvidas os games são onde podemos visualizar o maior potencial para nos aprofundarmos na complexa temática do Egito Antigo e seus deuses.

    Muitas mitologias foram inspirações para games, mas a egípcia é uma fonte rica e atraente da qual muitos jogos se inspiram; e títulos como Smite, Lara Croft and the Temple of Osíris, Age of Mythology e Civilization 5 são obrigatórios para os fãs.

    Um título específico merece uma atenção especial: Assassin’s Creed Origins.

    No game da Ubisoft controlamos o protagonista Bayek pelas movimentadas vilas e mercados do Cairo, navegando pelo Nilo e descobrindo os mistérios das pirâmides e mitos esquecidos numa aventura de mundo aberto que transforma a gameplay em uma experiência extraordinária para jogadores e fãs de egiptologia.

    Assassin’s Creed Origins deu aos jogadores uma visão tão realista do Egito Antigo, que os egiptólogos até o usaram para ensinar história egípcia.

    QUADRINHOS

    DC COMICS

    Em 1945, surgia nas páginas da HQ The Marvel Family #1, o personagem Teth-Adam, o Adão Negro. O famoso vilão da DC Comics como o seu rival, Shazam, precisa dizer a mesma palavra para utilizar o poder dos deuses, porém diferente do herói que invoca os poderes de deuses gregos, Adão Negro invoca os poderes dos deuses egípcios, que são:

    • Resistência de Shu;
    • Velocidade de Hórus;
    • Força de Amon;
    • Sabedoria de Zehuti;
    • Poder de Aton;
    • Coragem de Mehen.

    MARVEL COMICS

    Já nas páginas da Marvel Comics, os deuses egípcios possuem mais espaço do que na editora rival. Apesar dos deuses nórdicos terem maior fama entre os fãs.

    Em 1966 quando surgiu o Pantera Negra temos a deusa Bast (uma versão de Bastet) que dá a força e agilidade a T’Challa; e em 1975 vimos Khenshu em Cavaleiro da Lua, utilizando Marc Spector como seu avatar na Terra.

    CINEMA

    O Egito Antigo teve diversas adaptações no cinema, desde Cleópatra (1963) até o esquecível Deuses do Egito (2016), que foi estrelado por Brenton Thwaites, Gerard Buttler, Nikolaj Coster-Waldau, Chadwick Boseman, Elodie Yung e Geoffrey Rush.


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