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    CRÍTICA – Halloween Kills (2021, David Gordon Green)

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    Halloween Kills é a sequência direta de Halloween, filme de 2018, dirigido por David Gordon Green, que retorna em 2021 juntamente com Jamie Lee Curtis e Judy Greer.

    SINOPSE

    Após enfrentarem Michael Myers, Laure Strode, sua filha Karen (Judy Greer) e sua neta Allysson (Andi Matichak) acreditam que dessa vez acabaram com o mal em pessoa.

    Entretanto, o assassino está mais vivo do que nunca e agora a comunidade se junta para caçá-lo. Será que o caçador virou a presa?

    ANÁLISE

    Halloween

    Halloween foi uma franquia que teve ao longo de sua história uma penca de filmes que foram mudando a trama dos personagens diversas vezes. Em 2018, David Gordon Green jogou tudo que foi feito no lixo e usou apenas ótimo Halloween: A Noite do Terror, de 1978, como base, ignorando os demais. 

    Todavia, eis que chegamos em 2021 e Halloween Kills traz de volta vários conceitos apresentados em outros longas, apresentando uma ambiguidade nas escolhas. 

    A proposta agora é mostrar que o mal de Michael é contagioso, que ele é uma entidade, superando a barreira do físico. O fato da população se basear no ódio e nos desejos de um homem, na persona de Tommy (Anthony Michael Hall) é uma das licenças poéticas da trama, uma vez que a crítica direta a rede de ódio da sociedade atual é bem forte. 

    Contudo, os coadjuvantes não são tão interessantes quanto Laure, que fica escanteada e com o cargo de ser a narradora dos fatos. A protagonista de Halloween fica de fora da festa, um erro bastante crasso da produção. Os personagens escolhidos para contar a história de Halloween Kills não conseguem segurá-la, e a informação de que uma nova obra está em andamento dá mais veemência a isso. Halloween Kills é um longa incompleto.

    Como uma obra de slasher, o filme funciona muito bem, pois tem bastante violência gráfica e o gore é garantido. A cena inicial de Michael enfrentando os bombeiros é bastante divertida e elogiável, além da criatividade da equipe de direção nas mortes. Tem muito sangue jorrando na tela. Por fim, o assassino está mais brutal do que nunca, sendo o principal ponto a ser elogiado aqui.

    VEREDITO

    Halloween Kills é uma farofa sem muito o que dizer, mas que diverte bastante. Por mais que as escolhas de roteiro prejudiquem bastante o longa, para quem gosta do gênero, o filme tem bastante a apresentar. Se quiser ver muito sangue e miolos, a obra é certa para você!

    3,0/5,0

    Confira o trailer de Halloween Kills:

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    CRÍTICA – Humankind (2021, Amplitude Studios)

    Começo esta crítica de Humankind informando que a demora em produzi-la se deveu muito ao fato de eu sempre achar que faltava algo a mais para experimentar no jogo para poder dar meu veredito. Apesar de eu conhecer outros jogos semelhantes, como os jogos das séries Civilization e Total War, nunca tinha me aprofundado o suficiente em um 4X de estratégia baseado em turnos.

    A propósito, caso você não seja familiarizado, 4X é um gênero de jogos que tem seu nome por focar em 4 elementos: eXploração, eXpansão, eXtração e eXtermínio. Jogos deste gênero se diferenciam de jogos de estratégia em tempo real (RTS) justamente por ter um apelo muito mais à gestão do império como um todo.

    Este jogo foi desenvolvido pela AMPLITUDE Studios, em parceria com a SEGA. Teve seu lançamento em 17 de agosto de 2021 para PC, Mac e Google Stadia.

    SINOPSE

    HUMANKIND™ é um jogo histórico de estratégia baseado em turnos no qual você estará reescrevendo inteiramente a narrativa da humanidade – uma convergência de cultura, história e valores que permite a você criar uma civilização tão única como você. Quão longe você conseguir conduzir a humanidade?

    EXPLORAR

    O princípio básico de todo o 4X, especialmente no início do jogo, é a exploração. No sentido mais geográfico do termo. Explorar o território em Humankind é não só uma necessidade como um prazer.

    Os gráficos do jogo foram muito bem pensados e executados, fazendo com que cada novo hexágono descoberto seja uma experiência agradável ao jogador. Falei hexágono porque o mapa do jogo é um grande tabuleiro dividido em campos hexagonais que proporcionam uma melhor organização do jogo em turnos.

    Tanto na qualidade alta quanto na mais baixa de imagens, o jogo entrega ótimos visuais, permitindo tanto uma bela visão geral do território com um zoom out, quanto uma visão específica de distritos, cidades e tropas, com animações específicas e muito bonita com um zoom in.

    A exploração é ainda recompensada de outras formas, já que existem elementos espalhados pelo mapa, chamados Descobertas (ou Curiosidades, a depender da Era). Estes podem trazer benefícios específicos, como alimento ou pontos de ciência. Além deles, existem as Maravilhas da Natureza. Estas são, como o nome já indica, maravilhas naturais distribuídas pelos mapas, as quais concedem bônus quando encontradas pela primeira vez e também quando um posto avançado ou cidade é construído na sua região.

    EXPANDIR

    Humankind

    Como já comentado, o mapa do jogo é dividido em hexágonos. Outra divisão também é por regiões. O jogo vai permitindo que o seu império expanda à medida que você constrói postos avançados em novas regiões (adjacentes ou não à sua). Desta forma, é possível não apenas ter domínio territorial como também exercer influência sobre o que ali se encontra.

    Influência, inclusive, é um dos principais pontos do jogo. Ela como moeda, pode ser um dos principais fatores para se dominar uma nova região ou conquistar uma civilização independente que esteja em declínio. Como medidor, a influência é também o fator que determina o ranking de poder do jogo.

    Com os pontos de influência, é possível construir postos avançados, adquirir novos distritos ou unidades, anexar postos à cidades e até mesmo combinar cidades, barganhar em relações políticas com outros povos (o que pode ser feito com dinheiro também). Enfim, a principal métrica e moeda do jogo é a Influência.

    Além dela, outras métricas fundamentais para o desenvolvimento são ciência, dinheiro e alimento. As formas como estes são empregados e adquiridos são várias. Assim também, forma de gestão política e econômica escolhidas influenciam na geração e gasto destes recursos, bem como na criação e efetivação de unidades e construções.

    Além da política e da possibilidade de barganhar através de ouro, outro fator muito importante no jogo é a religião. Sua religião pode se tornar um fator político forte também, além de, caso muito contrária, gerar inimizades naturais contra outras civilizações.

    EXTRAIR

    Como recém mencionado, Humankind possui três recursos básicos além da influência: alimento, ciência e dinheiro. Nos primeiros turnos de jogo, a principal fonte de obtenção destes recursos é através da exploração do território através das Descobertas. No entanto, a medida que avançamos com nossa cidade principal, percebemos que a construção de distritos como fazenda e indústria podem nos trazer benefícios.

    Desta forma, é importante identificar a melhor região para erguer uma cidade, para que cada tipo de território que a cerque favoreça o cultivo e o desenvolvimento. A complexidade com que cada hexágono pode influenciar no progresso da sua civilização é um dos pontos mais interessantes e que podem fazer a diferença no seu jogo. Mas devido à dificuldade na compreensão, talvez quando o jogador entender, já pode ser tarde demais.

    Além da extração de alimentos, existem também recursos de luxo e especiarias distribuídas pelo mapa que podem te dar uma vantagem tanto comercial quanto de poder. Campos com cavalos podem ser úteis tanto na produção agrícola quanto no desenvolvimento bélico. Especiarias podem ser fundamentais para estabelecer rotas comerciais e, dependendo, uma certa dependência de outras civilizações, caso o jogador seja o único detentor. A forma como cada recurso influencia no jogo em níveis mais macro é incrível.

    EXTERMINAR

    HumankindApesar de tantos outros fatores importantes, o combate – apesar de não ser o principal – tem grande impacto no desenvolvimento do jogo. Caso soframos ataques de civilizações que não estejam em guerra conosco, podemos cobrar uma indenização pelos danos sofridos, ou até mesmo punir com o corte de alguma rota comercial.

    A dominação pode se dar tanto de maneira bélica quanto através de influência e política. A dependência de uma civilização pode também ser sua ruína. As formas de conquistar e dominar em Humankind são várias.

    O combate tem um design interessante. Ele é rodado apenas na região onde houve o encontro de tropas, e pode ter até 3 rodadas dentro de um mesmo turno. Caso o mesmo não finde nestas 3 rodadas, prosseguirá apenas no próximo turno. As animações e a influência do ambiente nos combates também é bastante interessante e agrega muito ao jogo, já que a estratégia pode virar o jogo a favor de uma tropa vulnerável que se posiciona em terreno elevado ou se defende dentro de uma floresta.

    Algumas decisões políticas quando em conflito com outras civilizações me deixaram um pouco frustrado por causa da limitação de possibilidades. Mas isto pode se dever à minha pouca experiência no jogo e ao pouco tempo de jogo também. Em breve comento mais sobre isto.

    VEREDITO

    Pode parecer contraditório eu dizer que pude explorar tão pouco de um jogo, ao mesmo tempo que escrevo um texto já extenso sobre o mesmo. Mas a verdade é que Humankind é sobre isto. Uma experiência vasta e complexa, com muitas possibilidades e que garante novas descobertas até para jogadores mais experimentados.

    Enorme é a relevância também da tradução quase que completa do jogo para o português, tanto nos menus quanto nas legendas. Isto permite que apesar da quantidade de elementos, jogadores brasileiros tenham acesso completo às informações, sem penalidades, podendo aproveitar mais do game.

    De maneira muito rasa, mas não mentirosa, podemos dizer que o jogo se apoia sobre seus 3 principais modos de interação, através dos painéis de Tecnologia, Sociedade e Religião. Mas quando nos permitimos aprofundar em cada um deles, por vezes, sentimos como se houvessem vários jogos diferentes acontecendo paralelamente em Humankind.

    A dificuldade de Humankind não se deve à uma rebuscada Inteligência Artificial, mas especificamente à sua complexidade (e esta é a última vez que usarei este termo no texto. Prometo!). A vasta quantidade de recursos, possibilidades de expansão de sua civilização (podendo escolher qual cultura dominará em seu império a cada nova era) e as formas de interação com o ambiente e demais players são fundamentais para que eu insista neste termo.

    Um dos pontos mais baixos que identifiquei foi, durante uma guerra, quando estava prestes à subjugar o adversário, o jogo me impôs a ideia de estar forçando uma rendição do inimigo, mas por faltar pontos de conflito, não me permitia a anexação da sua capital, nem o domínio de sua civilização. Ou seja, mesmo sem ser de minha vontade, não pude prolongar o conflito para poder assim ter total domínio daquele rival. Foi um dos pontos mais frustrantes, certamente.

    Ainda que existam algumas travas ou que o jogo exija bastante do computador (às vezes se tornam bem chatos, exigindo reiniciar o jogo e podendo perder algum progresso), Humankind brilha. E brilha não só por sua beleza, mas pelo que nos possibilita. A amplitude que a desenvolvedora consegue dar no peso de cada uma das ações em um jogo por turnos é algo que destaca Humankind como um dos jogos mais interessantes que tive a oportunidade de jogar neste ano.

    Confira o trailer do game:

    E você, já jogou Humankind? O que achou? Deixa sua nota e comenta sobre suas impressões.

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    CRÍTICA – A Batalha Esquecida (2020, Matthijs van Heijningen Jr.)

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    A Batalha Esquecida (The Forgotten Battle) é ambientado em torno da Batalha do Rio Escalda, onde o piloto dos Aliados, William Sinclair (Jamie Flatters), o soldado nazista Marinus van Staveren (Gijs Blom) e a civil Teuntje Visser terão suas histórias cruzadas.

    Com um elenco não tão conhecido pelo grande público, os rostos mais famosos são os dos atores Tom Felton, o Draco Malfoy da franquia Harry Potter e de Jan Bijvoet, Duque Leon Petrovna em Peaky Blinders.

    O longa do diretor holandês acaba de chegar ao catálogo da Netflix.

    SINOPSE

    Durante a Segunda Guerra Mundial algumas histórias podem se entrelaçarem como a de um piloto britânico, um jovem holandês que luta ao lado dos nazistas e um membro da resistência holandesa. Suas escolhas diferem, mas o objetivo é o mesmo: a liberdade.

    ANÁLISE

    Apesar de adicionar alguns elementos fictícios, o contexto geral da trama é baseado em acontecimentos históricos, como a Batalha do Rio Escalda e a Batalha da Normandia, essa última também conhecida como Dia D.

    Tal evento aconteceu no dia 6 de junho de 1944, e foi de grande importância para as Forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial, marcando o início da vitória sobre os nazistas. Chamada pelo codinome Operação Overlord.

    O desembarque dos Aliados nas praias da região da Normandia, na França, é um importante fato histórico, tornando-se base para diversos filmes de guerra ao longo dos anos.

    VEREDITO

    Com poucos rostos conhecidos e sem foco na crueldade durante o período mais terrível de nossa história, A Batalha Esquecida conta com uma boa montagem e fotografia.

    A paleta de tons escuros traduz bem o período sombrio durante a ocupação do Eixo em grande parte da Europa.

    Atualmente a gigante do streaming vem apostando em produções sul-coreanas como Alice in BorderlandRound 6 My Name, mas apesar do longa se parecer com Dunkirk por apresentar pontos de vistas diferentes de uma mesma batalha, o longa de Matthijs van Heijningen Jr. é uma boa opção para os que se interessam por filmes da Segunda Guerra Mundial.

    3,5 / 5,0

    Assista ao trailer dublado:

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    A Importância da Milestone e do DC Next Generation

    O DC Fandome trouxe muitas novidades e uma delas foi bem impactante: a retomada forte do selo Milestone e a criação do DC Next Generation, um incentivo a projetos voltados e criados por pessoas não brancas na gigante do entretenimento DC Comics.

    QUAL É A IMPORTÂNCIA DISSO?

    Na Era de Ouro dos quadrinhos, era muito comum termos muitos personagens brancos que marcaram diversas gerações. Após a criação do movimento chamado Blaxploitation, o selo Milestone foi criado para que pessoas negras tivessem mais representatividade, pois eram escassos os heróis para uma população tão massiva e importante para a cultura pop.

    Com o selo Milestone foram criados personagens como ícone, Hardware, Duo, Dharma, e o mais famoso no Brasil, Super-Choque, super-heróis marcantes e que formaram uma nova geração.

    Contudo, o selo Milestone foi colocado em segundo plano, mesmo que personagens não brancos tenham ganhado bastante relevância na DC Comics. Entretanto, parece que as coisas vão mudar na empresa e desde de 2020 já temos uma retomada dos projetos.

    Alguns longas foram confirmados, dentre eles um filme do Super-Choque, produzido por Michael B. Jordan, e mais algumas outras obras. A máquina voltará a girar e teremos um melhor aproveitamento desses personagens, algo que precisamos cada vez mais em um mundo polarizado e que precisa de mais cor.

    Além disso, a criação do Next Generation promete chacoalhar as coisas, pois vai dar oportunidade para muitas pessoas talentosas mostrarem seu trabalho e saciar uma comunidade que precisa de ícones para se orgulhar e representar na cultura pop.

    O QUE ESPERAR DA MILESTONE E DC NEXT GENERATION?

    A representatividade importa e cada vez mais vemos isso em todas as plataformas. Recentemente a revelação de Joe Kent, o novo Superman, ser bissexual causou alvoroço, mas, infelizmente, não é uma novidade.

    Todavia, precisamos de mais exemplos e o DC Next Generation veio para isso. Desta, forma, acredito que mais personagens vão ser apresentados e teremos muito mais diversidade, agradando todos os públicos.

    Dar essa chance para pessoas com novas ideias é um grande acerto da DC, pois traz uma renovação, criando mais opções de entretenimento. Quadrinhos com histórias mais amplas, novas roupagens e personagens inovadores podem dar um boom em vendas e trazer mais opções de crossovers, além de decisões mais ousadas. Quem sabe não podemos ter um novo Injustice ou até mesmo arcos interessantes como Flashpoint, Crise nas Infinitas Terras ou tantos outros? O DC Next Generation e a Milestone são fundamentais nesse processo. 

    O que nos resta agora é celebrar e torcer para que todos abracem essa ideia! Vejo um futuro promissor pela frente.

    Confira nossa live sobre tudo que rolou no DC Fandome:

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    CRÍTICA – Semente de Sangue (2021, Gabriel Yared)

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    Semente de Sangue é o primeiro romance de Gabriel Yared, além de primeiro romance publicado pela Corvus; é uma história sombria, repleta de folclore e cultura nortista.

    O autor macapaense, nasceu em maio de 2000 é amante do terror e da fantasia, escreve desde os nove anos e aos 18, sob influência de autores como Edgar Allan Poe, Machado de Assis e Rachel de Queiroz, escreveu seu primeiro conto de terror, Olho de Gato. A partir de então, encontrou o gênero de escrita preferido.

    Yared teve contos selecionados para antologias de ficção científica, terror, horror e romance, gêneros nos quais sempre busca expressar sua origem nortista e suas vivências como LGBTQIA+.

    SINOPSE

    Depois da morte do pai, de quem não tem boas lembranças, Carlos e Adriana estão de volta à sua cidade natal para o velório. O que deveria ser a última despedida do passado infeliz em Mazagão Velho, torna-se uma perigosa aproximação de fantasmas há muito esquecidos.

    Enquanto Carlos confronta decisões que impactarão diretamente o futuro da fazenda e das famílias que dependem dela, sente o passado e a culpa o consumirem por um crime que não cometeu. Thiago, seu filho, está determinado a descobrir a origem sombria das tragédias que acompanham a família. E, à medida que se aproxima a tradicional festividade de São Tiago, Madeleine, filha de Adriana, se vê cada vez mais consumida por forças plantadas com uma injustiça de séculos sob aquelas terras.

    As sombras sussurram ao redor dos Guimarães, chamando-os para perto do antigo poço.

    ANÁLISE

    Encantado pela tradição religiosa e história de Mazagão Velho, Gabriel Yared viu potencial para ambientar uma ficção fantástica e sombria com elementos folclóricos da Amazônia, abordando também os reflexos do colonialismo para a formação de uma sociedade que, ainda hoje, é homofóbica e racista. A narrativa surgiu a partir do desejo do autor de se ver representado em histórias de fantasia e terror em sua própria terra e com protagonismo LGBTQIA+.

    Semente de Sangue tem como cenário o distrito de Mazagão Velho, interior do Amapá, e narra a história de uma família descobrindo sombras em seu passado, cujas cicatrizes ainda abertas se originaram do tempo em que havia senhores e escravos.

    A obra é produzida pela Editora Corvus e editado por Alec Silva, autor e editor baiano de ficção e finalista do III Prêmio da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror (ABERST), além de contar com as ilustrações de Giann Carlos Monteiro, desenhista, musicista e acadêmico de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).

    VEREDITO

    Não é de hoje que autores de horror trazem o gótico (um gênero de origem europeia) para seus próprios territórios e momentos históricos locais.

    O período colonial com sua violência entre colonos europeus e escravos do continente africano é o centro do conflito, a origem do horror e a busca por vingança.

    Aqui, Gabriel Yared não apenas traduz para a realidade colonial, como mergulha no território a qual história se passa. Ficção e história nos mostra o passado e presente através de costumes, comidas típicas, fauna, flora e claro, crendices do território amapaense.

    Para os fãs de ficção histórica e do gênero do horror, Semente de Sangue pode ser uma boa pedida, porém com uma escrita um pouco mais rebuscada, a leitura pode não ser tão fluida para alguns.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Livros de ficção histórica obrigatórios na sua biblioteca

    3,0 / 5,0

    Editora: Corvus

    Autor: Gabriel Yared

    Páginas: 342

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    Only Murders in the Building: quem matou Tim Kono?

    Only Murders in the Building está se encaminhando para o seu último episódio, que será exibido na próxima terça-feira, 19 de outubro. Se você está acompanhando a série até aqui, já sabe que o nosso artigo anterior sobre um dos possíveis assassinos estava correto.

    Entretanto, quando os culpados pela morte de Zoe (Olivia Reis) foram revelados no episódio 6, nós já sabíamos que haveria uma grande reviravolta no caso de Tim Kono (Julian Cihi). Isso porque ainda faltavam quatro episódios para o final da série, sendo esse um momento incomum para revelar o culpado.

     

    O assassinato de Tim Kono continua sem solução, porém diversos pontos que levantamos no nosso último artigo se confirmaram. O principal era o envenenamento de Tim pelo assassino – descartando um possível homicídio por arma de fogo.

    O exame toxicológico da gatinha Evelyn e o exame solicitado pela detetive Williams (Da’Vine Joy Randolph) no episódio 8 confirmaram que tanto a gata, quanto Tim foram envenenados por uma substância chamada secobarbital. Secobarbital é utilizado em medicamentos anestésicos.

    Only Murders in the Building: quem matou Tim Kono?

    Além disso, o exame toxicológico traz outros elementos presentes no sangue de Tim. O que mais chama atenção é o álcool, substância encontrada em grande quantidade no Gut Milk vendido por Ursula (Vanessa Aspillaga). O álcool no sangue de Tim pode ter a ver com os copos, em perfeitas condições, encontrados nos sacos de lixo do apartamento 9A.

    Outro ponto importante que tivemos conhecimento no episódio 9 é que Tim tinha em seu apartamento um apetrecho de limpar fagote (bassoon), instrumento utilizado por Jan (Amy Ryan). A vizinha Ndidi Idoko (Zainab Jah), do 9B, também afirma que Tim tinha uma namorada.

    Para mim, a teoria de que Teddy (Nathan Lane) e Theo (James Caverly) foram os responsáveis pela morte de Tim é sólida. Afinal, ele encontrou o anel, descobriu o esquema de joias e uniu diversas informações que comprovaram que eles foram os responsáveis pela morte de Zoe. Entretanto, eles possuem um álibi (câmera de segurança) e precisamos trabalhar a partir disso.

    Com todas essas novas informações, vamos às pistas em aberto e possibilidades de assassinos de Only Murders in the Building.

    Suspeita número 1: Jan

    Only Murders in the Building: quem é o terceiro culpado?

    Jan mora no apartamento 6A. O andar é o mesmo em que mora Teddy Dimas, 6B, e o psicólogo Stanley (Russell G. Jones), 6C. Tim saiu do 6º andar na noite em que foi assassinado, e nossa teoria original é que ele teria sido envenenado no apartamento dos Dimas.

    Como já dito, os Dimas não teriam sido os responsáveis pelo assassinato, pois há uma câmera externa do Arconia que captura uma imagem de ambos na data e (possível) hora do homicídio.

    Essa foto poderia ser forjada pelo terceiro elemento envolvido no esquema, mas vamos deixar esse ponto de lado por enquanto.

    Jan é uma suspeita porque:

    1) Tim tinha um instrumento de limpar fagote em sua “caixa de sexo”, e Ndidi testemunhou que ele tinha uma namorada;

    2) Ela passou boa parte da investigação tentando minar a ideia de que Teddy e Theo seriam os culpados pela morte de Tim.

    Jan vive no 6º andar. Como nós sabemos, os túneis de ventilação permitem que os vizinhos ouçam o que acontece em outros apartamentos. É o caso de Mabel (Selena Gomez), que mora no 12E e escuta as conversas de Bunny (Jayne Houdyshell), que mora no 12A. Portanto, seria fácil para Teddy, Theo, Jan e Stanley escutarem as conversas uns dos outros.

    Jan foi esfaqueada no episódio 8. Ela parecia estar chegando em casa com compras, quando foi surpreendida pelo agressor (provavelmente estava de costas). A porta não possuía sinais de arrombamento. Nesse momento Teddy e Theo já estavam presos.

    Ela realmente foi esfaqueada ou produziu essa agressão contra si mesma?

    Em um dos vários teasers da série é possível ver que a faca utilizada no crime está em um tubo de ventilação (em um apartamento que parece ser o de Jan). Teria o agressor escondido a arma do crime logo depois de cometê-lo?

    Como citado por Sazz (Jane Lynch), dublê de Charles (Steve Martin) no antigo seriado Brazzos, o crime contra Tim foi cometido por motivação passional. A pessoa precisava ter proximidade com Tim, pois estava no apartamento e bebeu com ele, além de saber onde estava escondida a arma.

    Outro ponto que pode colocar Jan como a terceira integrante do esquema é a assinatura no cheque da empresa de Teddy. A assinatura aparenta ser “J. Boswell”, e nós não sabemos o sobrenome de Jan até então… Ela pode fazer parte do esquema de joias com os Dimas.

    Poderia Jan ter sido descoberta por Tim e ele ter usado ela para se aproximar dos Dimas? Num ato de fúria, por se sentir traída e estar em perigo, Jan poderia ter se vingado de Tim.

    Vamos ao exercício proposto por Only Murders in the Building:

    Quem: Jan
    Como: Envenenamento seguido de tiro
    Por quê: Trabalha com os Dimas
    E por que agora: Tim descobriu seu envolvimento no esquema.

    Suspeito número 2: Howard

    Only Murders in the Building: quem é o terceiro culpado?

    Howard (Michael Cyril Creighton) já era um suspeito desde o início do seriado. Entretanto, sua fraqueza por sangue havia o colocado de lado no possível assassinato. Seu nome retorna para a mesa após as descobertas sobre o envenenamento.

    É importante ressaltar que, nos primeiros episódios da série, Howard é mencionado como morador do 8C. Há diversas cenas em que isso é mencionado, inclusive no quadro de pistas de Charles. Entretanto, com o passar dos episódios, surge a informação de que Howard mora, na verdade, no 3D.

    Esse tópico faz com que vários detalhes da história de Howard sejam confrontados. Afinal, como a gata Evelyn poderia entrar pela janela do apartamento de Tim, se não há escadas do lado de fora do Arconia, e Howard vive 6 andares abaixo de Tim?

    Como ele sabia que Tim havia perdido dinheiro de um cliente, se nem ao menos morava no apartamento ao lado (para ouvir essa informação)?

    Outro detalhe importante é que Charles diz que Howard está atuando quando desmaia ao ver sangue. Poderia ser isso mesmo?

    Entretanto, ainda não há uma motivação explícita para o crime, além da ameaça de Tim contra Evelyn. Howard não tem ligação com o anel esmeralda, Evelyn morreu após Tim ser assassinado (as marcas de patas no sangue do apartamento) e não parece ser amigo dos Dimas.

    Entretanto, não sabemos se eles tinham algum relacionamento próximo, o que explicaria Howard saber tantos detalhes sobre a vida de Tim. Mesmo inconsistente, vale ser citado neste documento.

    Quem: Howard
    Como: Envenenamento
    Por quê: Tim ameaçou atirar em Evelyn
    E por que agora: Morte de Evelyn

    Suspeita 3: Bunny Folger

    Only Murders in the Building: Quem é o assassino? Veja nossa aposta!

    Bunny é uma personagem que eu desconfio há algum tempo. A sonoridade da junção Teddy & Bunny é irresistível, pois lembra o nome do serial killer Ted Bundy. Impossível não pensar que ela trabalha junto com Teddy.

    Alguns pontos que fariam sentido em considerar Bunny parte do esquema:

    1) Não sabemos se esse realmente é o nome dela. Talvez Bunny seja apelido, o que poderia maquiar sua participação no esquema;

    2) Ela odiava Tim Kono, não só por ele ser insuportável, mas porque ele não pagava as contas.

    Bunny recebia as encomendas de Tim “por engano” em seu apartamento. De acordo com Tim, isso sempre acontecia. Mabel e Charles, inclusive, encontraram um dos anéis no apartamento de Bunny.

    Essa confusão não poderia ser acidente, pois era algo corriqueiro. Será que Bunny estava tentando encontrar o anel esmeralda antes que fosse recebido por Tim?

    O fato da polícia ter recebido uma imagem da câmera de segurança do Arconia, criando um álibi para Teddy e Theo, também coloca Bunny no centro das atenções. Afinal, ela é a presidente do condomínio e teria acesso a esse tipo de informação.

    Bunny está sempre usando joias e, na reunião de condomínio, preferiu mandar embora os investigadores do podcast do que se livrar do assassino.

    A junção de todos esses pontos poderia tornar Bunny a terceira integrante da equipe. Ela poderia ser quem envenenou, e Theo o responsável pelo tiro.

    Quem: Bunny
    Como: Envenenamento
    Por quê: Trabalha com os Dimas
    E por que agora: Contas atrasadas / anel esmeralda

    Suspeito 4: Oscar

    Only Murders in the Building: quem é o terceiro culpado?

    Eu sei o que você deve estar pensando: ele é bonzinho. Porém, vamos fazer um exercício para descartá-lo de vez das nossas apostas (ou não).

    Tudo em torno do Oscar é repleto de segredos. Ele disse que saiu da cadeia e gostaria de deixar toda essa história para trás, porém, a cada momento que passa ele parece mais “inserido” na situação.

    Oscar saiu da cadeia na noite em que Tim foi assassinado. Ele disse que foi até o 9º andar para conversar com Tim, porém, ao chegar lá, ouviu o tiro. Desde o homicídio, ele desapareceu, tendo se encontrado com Mabel alguns dias depois.

    Desde então, Oscar tem levado a investigação por conta própria em alguns pontos que ficaram vazios. É o caso de Cutter, figura mencionada ao longo dos episódios e que seria o responsável por entregar o anel esmeralda para Tim.

    Oscar menciona que encontrou com Cutter, mas nós não só não vemos esse encontro, como não sabemos quem é o Cutter… De acordo com Oscar, o informante teria vendido o anel esmeralda para Tim um dia ANTES do homicídio. Entretanto, não sabemos quem ele é, e Oscar nunca se dá ao trabalho de explicar.

    A motivação de Oscar poderia ser facilmente os 10 anos que ele ficou preso por culpa de Tim. Ele poderia ser o responsável pelo envenenamento (o que não explicaria o tiro).

    No flashback do início de temporada vemos uma pessoa de tie-dye ensanguentada e deitada no chão ao lado de Mabel. A princípio, a teoria é de que essa pessoa seria Oscar.

    Entretanto, os fãs do podcast de Only Murders in the Building também utilizam moletom tie-dye, além da própria equipe vender um merch similar por US$ 49,90. Portanto, pode ser que ele não seja a vítima…

    Se for o Oscar, eu acredito que essa seja uma escolha preguiçosa. Torço que não seja ele o culpado, pois tiraria muito o peso da história até aqui.

    Quem: Oscar
    Como: Envenenamento
    Por quê: Vingança
    E por que agora: Saiu da cadeia no dia da morte

    Quem você acha que é o terceiro culpado? Compartilhe sua teoria com a gente via mensagem na nossa DM do Instagram 😀

    Only Murders in the Building: quem matou Tim Kono?

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