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    CRÍTICA – La Casa de Papel (Parte 4, 2020, Netflix)

    Com oito episódios, a parte 4 de La Casa de Papel enfim chegou nesta última sexta-feira, na Netflix. E se você está aqui para ler a crítica desta parte recém lançada vá em frente, mas se você ainda não é um fã da série, recomendo que leia a publicação abaixo – e assista a série, claro:

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – La Casa de Papel (1ª temporada, 2017, Netflix)

    O elenco de La Casa de Papel conta com Álvaro Morte (Professor), Úrsula Corberó (Tóquio), Itziar Ituño (Lisboa), Alba Flores (Nairóbi), Miguel Herrán (Rio), Jaime Lorente (Denver), Esther Acebo (Estocolmo) Darko Peric (Helsinque), Hovik Keuchkerian (Bogotá), Luka Peros (Marselha), Rodrigo de la Serna (Palermo), Pedro Alonso (Berlim), Paco Tous (Moscou) e Roberto García Ruiz (Oslo).

    Caso você seja fã da série, mas ainda não assistiu a parte 4, tenho três avisos:

    1. Leia La Casa de Papel: Resumão da parte 3;
    2. Este texto não será focado na parte técnica da série, é basicamente um texto de despedida de um ex-fã (isso que dá escrever logo após maratonar);
    3. Esta crítica contém spoilers.

    Na parte 3, a série havia deixado um pouco de lado as mirabolantes partes que compõem o assalto da Casa da Moeda da Espanha, para focar nas intrigas e em um novo elemento que ainda não tínhamos visto: uma “vilã” externa, na pele da – demoníaca – gestante Alicia Sierra (Najwa Nimri).

    Os planos imprevisíveis de Sergio Marquina, a.k.a. Professor, continuam sendo um dos grandes atrativos da produção, mas o carisma de todos os personagens envolvidos no golpe e, principalmente, a interação entre o Professor e sua equipe de “STAFF” (os outros envolvidos no assalto mas que estão do lado de fora do Casa da Moeda) marcam o ponto positivo dessa mais recente parte.

    Por outro lado, é a coragem da Netflix em lidar com os destinos de alguns personagens que é o pontos forte da nova temporada de La Casa de Papel.

    Entre o “golpe de Estado” de Tóquio, o egocentrismo de Palermo, a exposição do coronel Pietro (Juan Frenández), da inspetora Alicia e da polícia, temos agora um vilão interno: Gandía (José Manuel Poga), o chefe de segurança da Casa da Moeda da Espanha que é praticamente um Rambo.

    April 3rd, 2020 at 15:00 "Gandia" Twitter Buzz - Pelog

    Sabemos que a série é de assalto e o produtor Álex Pina teve sucesso ao tornar assaltantes em personagens carismáticos e queridos pelo público. É quase como torcer para os vilões.

    A personagem Nairóbi, vivida por Alba Flores, por exemplo, teve um crescimento exponencial e conquistou uma base de fãs enorme. Na temporada anterior (partes 1 e 2) ela era de longe a mais importante do grupo e seu final na parte 3 deixou todos os fãs com o coração nas mãos ao ser baleada gravemente pela polícia.

    La Casa de Papel – Parte 4 não era mais sobre um golpe na Casa da Moeda da Espanha; para os fãs, seria se Nairóbi iria viver ou não.

    Pina e a Netflix parecem ter seguido orientações de George R.R. Martin ou se inspirado em Game of Thrones! Selecione o texto abaixo para ler o spoiler:

    Após ser alvejada pela polícia, Nairóbi é operada pelos companheiros de forma extremante arriscada – toda a sequência da cena é dramática -, mas a matriarca dessa família disfuncional sobrevive e segue em recuperação… até ser asfixiada por um Gandía recém liberto.

    Depois de – mais uma vez – quase ser morta, a personagem é feita refém pelo chefe de segurança da Casa da Moeda, que encontra-se encurralado. Debilitada, a personagem é presa contra a porta do banheiro para servir de escudo humano contra seus companheiros e tem a mão esquerda baleda como forma de aviso.

    Com as negociações e orientação do Professor, os assaltantes deixam Gandía sair com Nairóbi em troca de liberdade, mas antes da fuga, a assaltante, agora refém, é friamente executada com um tiro na testa.

    A cena é triste e é como um soco no estômago dos fãs. Provavelmente partiu o coração de muitos e pra mim foi como a decaptação de Ned Stark em Game of Thrones ou a morte de Ragnar em Vikings.

    Os dois últimos episódios são focados na Operação Paris, que gira em torno do resgate da ex-inspetora de polícia Raquel Murillo, agora conhecida como Lisboa e companheira do Professor.

    A série continua a prender a atenção e a surpreender com as habilidades de planejamento dos assaltantes, mas depois dos últimos eventos arrisco em dizer que La Casa de Papel nunca mais será a mesma.

    Assista ao trailer:

    Agora teremos que esperar a Netflix confirmar a parte 5 para saber se teremos nela a conclusão da segunda temporada (partes 3, 4 e 5 – até o momento).

    E você, já maratonou? O que achou da parte 4 de La Casa de Papel? Deixe seus comentários e sua avaliação!



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    Conheça Greer Grant Nelson, a Tigresa da Marvel Comics

    Nos anos 70, a Marvel Comics decidiu deixar que as criadoras escrevessem e desenhassem quadrinhos sobre as mulheres. The Cat (Novembro de 1972) foi um desses quadrinhos, escrito por Linda Fite e ilustrado por Marie Severin, ao lado do co-criador Roy Thomas.

    A série The Cat durou apenas quatro edições, antes de ser cancelada devido a más vendas. Então, dois anos depois, um homem chamado Tony Isabella assumiu a personagem A Gata (The Cat) e a transformou em uma nova heroína em Tigresa (Tigra, no original).

    Gil Kane projetou o visual de Tigresa: uma tigresa humanoide, aparecendo pela primeira vez em Giant-Size Creatures (Julho de 1974). Durante a década de 1970, Tigresa continuou a realizar pequenas tiragens em vários títulos relacionados a horror/monstros da Marvel, antes de passar para participações especiais nos títulos dos Vingadores e papel mais proeminente em Vingadores da Costa Oeste.

    Iniciando o século XXI, Tigresa retornou em uma minissérie em quatro partes, e a personagem apareceu em vários outros títulos. Ela assumiu um papel mais importante durante a história Reinado Sombrio em Vingadores: A Iniciativa e, posteriormente, passou a desempenhar um papel principal na Academia dos Vingadores.

    ORIGEM

    Greer Grant Nelson como A Gata.

    Greer Grant estava no segundo ano da Universidade de Chicago quando conheceu o policial novato Bill Nelson, por quem se apaixonou e depois se casou.

    Greer abandonou a faculdade por insistência de Bill. Quando ele foi morto em um tiroteio fora de serviço, Greer ficou sozinha.

    Quando ela tentou encontrar um emprego, as únicas posições que lhe foram oferecidas foram como datilógrafa ou balconista, mas ela sabia que poderia ser algo mais. Um dia, ela encontrou sua antiga professora de física, Dra. Joanne Tumolo, que lembrou-se da antiga aluna e contratou Greer Grant como assistente de laboratório. Animada, Greer Grant também voltou para a faculdade. Depois de vários meses, a Dra. Tumolo revelou que estava trabalhando em um projeto privado para permitir que as mulheres atingissem todo o seu potencial mental e físico, apesar das desvantagens que a sociedade lhes impunha. Ela queria que Greer fosse a primeira cobaia.

    Devido à falta de fundos, a Dra. Joanne Tumolo fez um acordo com um milionário excêntrico chamado Malcolm Donalbain. Donalbain era um fanático por condicionamento físico. Ele concordou em patrocinar a pesquisa. No entanto, ele anulou a escolha de Dra. Tumolo e insistiu em sua protegida, Shirlee Bryan, seja sua “primeira adorável cobaia”. A médica queria cancelar o experimento, mas Greer a convenceu a testá-la secretamente, assim como Shirlee.

    Ambas as mulheres emergiram dos tratamentos com habilidades físicas e mentais sobre-humanas. Donalbain planejava usar esses poderes para seus próprios propósitos. Ele disse a Shirlee que ela seria a primeira de centenas de mulheres aprimoradas que trabalhariam em seus clubes.

    Usando os clubes como fachada, a força de Malcolm Donalbain tomaria o controle do país. Ele lhe deu um uniforme para vestir – um macacão amarelo com garras azuis, luvas e faixa. Shirlee se recusou a vestir um capuz com orelhas de gato, mas Donalbain disse a ela que isso melhorava mecanicamente sua audição e visão noturna.

    Tranquilizada, ela vestiu a roupa com um colarinho azul cravejado. O anulador da vontade a forçou a obedecer a Donalbain. Ele ordenou que Shirlee demonstrasse suas novas habilidades atléticas, mas ela morreu. Donalbain teve seu laboratório explodido pela Dra. Tumolo para eliminar qualquer evidência incriminadora. O médico ficou gravemente ferido na explosão. Greer Grant vestiu um dos uniformes para pôr um fim aos planos de Malcom Donalbain.

    Greer continuou suas aventuras como A Gata, derrotando a Coruja, Comandante Kraken, Homem-Touro; e Feminista, que ela derrotou com a ajuda do Homem-Aranha. Um dia, ela chegou em casa para interromper uma tentativa de sequestro da convalescente Dra. Joanne Tumolo por agentes da Hidra.

    Greer Grant foi baleada com uma pistola de “radiação alfa” enquanto afugentava os agentes da Hidra. A Dra. Tumolo se ofereceu para salvar sua vida, mas isso significava transformar Greer em um dos felinos. Ela respondeu:

    “A vida é preciosa para mim, sob qualquer forma.”

    Eles usaram um ritual místico que ligava a alma de um dos felinos a Greer. A agora renascida Tigresa abandonou suas identidades anteriores como Greer Grant e A Gata.



    PODERES E HABILIDADES

    Greer tem velocidade, agilidade, destreza, força sobre-humana e também possui um fator de cura acelerado. Quando sua forma felina é liberada, se torna meio-humana, meio tigre e possui garras retráteis e uma cauda, além de ficar muito mais forte, rápida e poderosa (chegando próxima ao nível de Wolverine e Dentes de Sabre). Todavia nessa forma sua personalidade humana praticamente deixa de existir, apesar de ainda continuar muito inteligente, mas seguindo apenas seus instintos animais de caça. Por isso ela é muito controlada e meticulosa, para poder usar seus poderes sem libertar o animal dentro de si.

    Tigresa possui aparência e habilidades semelhantes aos tigres: Ela tem garras retráteis e afiadas nas mãos e nos pés, possui sentidos intensos e visão noturna.

    Com seu olfato apurado é capaz de detectar as mudanças de humor de alguém apenas pelo cheiro e pode ver mais do que um humano normal com binóculos de alta potência poderia.

    Sua agilidade e reflexos incríveis como permite que seja capaz de pular pelo menos 12m com um salto.

    Possui também super velocidade, sendo capaz de correr em até 112 Km/h.

    Como já esperado, Tigresa é capaz de se comunicar com felinos e de deslocar suas articulações para escapar do aprisionamento.

    Durante sua participação junto dos Vingadores, a personagem foi intensamente treinada em combate corpo a corpo pelo próprio Capitão América, e também possui treinamento policial completo. Além de ser uma piloto experiente e pode pilotar naves espaciais, assim como o Quinjet dos Vingadores.



    EQUIPES E AFILIAÇÕES

    Apesar de seu visual bestial, a personagem não é uma vilã e já teve participação em grandes equipes de super-heróis como:

    • Academia de Vingadores;
    • Força-V;
    • Novos Guerreiros;
    • Quarteto Fantástico;
    • S.H.I.E.L.D.;
    • Senhoras Libertadores;
    • Vingadores;
    • Vingadores da Costa Oeste;
    • Vingadores Secretos (Guerra Civil).



    CURIOSIDADES

    O traje de alta tecnologia dado por Malcolm Donalbain permitia que A Gata (Shirlee Bryan e depois Greer) aumentasse ainda mais sua agilidade e velocidade para níveis sobre-humanos. Além de ser equipado com garras que podiam ser disparadas como ganchos e usadas como armas, somado ao capuz que melhorava sua audição e permitia que ela visse o espectro infravermelho.

    Após se tornar a Tigresa, o corpo de Greer Grant passou a ser revestido naturalmente por pelos, fazendo com que tivesse pouca necessidade de roupas, incluindo o uniforme dado por Donalbain.

    Tigresa passou a sentir incomodo em usar roupas comuns por achar desconfortável e restritivo. Para o bem da modéstia, ela usa apenas um biquíni preto (às vezes azul escuro), decorado com garras de animais na tradição do Povo Gato. No fecho frontal da parte superior do biquíni, está um amuleto místico em forma de cabeça de gato, dado a ela pelo Povo Gato, que lhe permite transformar sua aparência de felino em humano com um toque.

    Atualmente, Tigresa prefere muito mais sua forma animal e só muda para a forma Greer Grant quando absolutamente necessário.

    O traje usado por Greer como A Gata agora encontra-se na posse de Patsy Walker, a Felina.



    ADAPTAÇÕES

    Televisão

    • The Avengers: United They Stand.

    Games

    • Marvel: Avengers Alliance;
    • Ultimate Marvel vs Capcom 3;
    • Marvel Super Hero Squad Online;
    • Marvel: War Of Heroes;
    • Marvel Avengers Academy;
    • LEGO Marvel’s Avengers.

    E você, já conhecia a personagem? Deixe seus comentários e lembre-se de compartilhar com seus amigos!



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    Série de TV de comédia sobre o Covid-19 está em desenvolvimento

    Já tem uma série de comédia sobre o Covid-19 sendo desenvolvida. A pandemia derrubou quase todas as produções de Hollywood, fazendo que seus lançamentos sofram atrasos indefinidos, assim como forçou mudanças nas datas de lançamento.

    Nas séries de TV, inúmeras redes de televisão tem optado por fazer temporadas mais curtas.  

    Celebridades como Tom Hanks, Rita Wilson, e Idris Elba, contraíram o Novo Coronavírus. Isso sem falar nos que pereceram por complicações relacionadas à doença, como Adam Schlesinger e Andrew Jack.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Coronavírus: Timeline dos principais eventos

    Ainda assim, a indústria do entretenimento não está distante de criar obras de ficção de eventos atuais. Recentemente, quando Harvey Weinstein foi ao tribunal por seus julgamentos por abusos sexuais, The Assistant mostrou um dia do produtor aspirante que precisava mudar sua figura e seu papel na equipe de produção, que ficou tão marcado pelos atos horríveis de Weinstein.

    The Morning Show, é uma série que aborda um tema parecido, da AppleTV+, homenageando os relatos feitos durante o início do movimento #MeToo.

    A vitória presidencial de Donald Trump ajudou o enredo de uma temporada inteira de American Horror Story, que usou a eleição de 2016 como um ponto de início para contar uma história sobre divisão e isolamento.

    Dado que o Coronavírus está atualmente no topo das notícias dos jornais por todo o globo, mudando diariamente a vida de virtualmente quase todo mundo ao redor do mundo, não é surpreendente que uma situação como essa não inspirasse projetos.

    Mas talvez isso tenha acontecido antes do esperado. A TVLive anuncia que uma comédia sobre o Covid-19 está em desenvolvimento. Paul Lieberstein e Ben Silverman, que já trabalharam como produtores de The Office, estão desenvolvendo uma série de comédia sobre um chefe que se considera um gênio e tenta garantir que sua equipe se mantenha conectada e produtiva.

    Em um comunicado, Silverman revelou que muitos estão trabalhando de casa, diariamente, para garantir que nada pare completamente, fazendo reuniões e se ajustando ao considerado “novo normal”.

    Parte desse novo normal, ele explicou, foi descobrir formas de como se manter conectado e produtivo. Ben Silverman também expressou sua confiança em Lieberstein, que roteirizou 16 episódios de The Office entre 2005 e 2013. Ele ganhou créditos de roteiristas por episódios como Goodbye, Toby, Sex EdThe Farm.

    Inteligentemente, considerando a seriedade da pandemia, nada menciona diretamente o Covid-19. Ao invés disso, a série parece focar nos aspectos das vidas normais que mudaram por causa da crise da saúde. Enquanto é provável que a série tenha que comentar a razão dos protagonistas estarem trabalhando de casa, o assunto provavelmente deve ser revelado durante os primeiros episódios.

    Será interessante ver se a série ganhará uma luz verde.



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    CRÍTICA – A Caçada (2020, Craig Zobel)

    A Caçada (The Hunt), filme polêmico que recebeu duras críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já está disponível sob demanda. Confira nossa crítica completa!

    HISTÓRIA

    Um grupo de ultraconservadores acorda em um local desconhecido e começa a ser caçado um a um por um grupo de ricos democratas liberais que quer exterminá-los com algo que mais ama: armas de todos os tipos.

    ANÁLISE

    O longa de Craig Zobel é um filme de comédia macabro. A sátira envolve dois grupos nos quais temos visto bastante em evidência por diversos locais do mundo: de um lado temos pessoas ultraconservadoras, que querem que os costumes, a família e a sua religião sejam a régua e ética moral do mundo que vivem, os chamados “cidadãos de bem”. Do outro, temos ricos liberais, um grupo que zela pelo politicamente correto exacerbado que, todavia, de um lado quer que as pessoas progridam e, de outro, que os “cidadãos de bem” sejam exterminados de formas violentas e sádicas.

    O tom adotado pelo roteiro é certeiro. O exagero dos personagens, escancarando que o mundo está cada vez mais bélico foi muito bem adotado em A Caçada.

    O fato de termos personagens tão caricatos ajuda muito a não escolhermos um time na trama.

    A violência gráfica em alguns momentos é necessária para embasar o exagero de uma forma visual, uma vez que mostra que as pessoas estão extremamente acostumadas com mortes e vísceras sendo expostas.

    O ritmo frenético é uma virtude, mas também um problema do longa. Entretanto, o fato do filme descartar muito rapidamente diversos personagens faz com que não tenhamos tempo de nos afeiçoar por ninguém. A quantidade de boas histórias que poderia ser contada se resume a poucos minutos de mortes brutais. Os que sobram são alguns lunáticos unidimensionais, com exceção apenas da protagonista Crystal/Bola de Neve (Betty Gilpin) e a principal antagonista Athena (Hillary Swank).

    DESTAQUE DE ATUAÇÃO

    Aliás, Hillary Swank e Betty Gilpin dão um show à parte.

    Swank é uma atriz completa, pois consegue transitar muito bem em diversos papéis. Aqui, ela é uma CEO durona que mete medo em todos os outros vilões. Perversa, sádica e ameaçadora, contudo, possui um charme vilanesco muito divertido, algo que poderia ter sido mais bem aproveitado pela direção e roteiristas.

    Gilpin é uma protagonista badass, com uma presença de cena incrível e extremamente fria. Suas habilidade de guerra são interessantes de ver, pois ela caça os caçadores de forma exemplar.

    Betty Gilpin conseguiu nos entregar uma boa protagonista ao estilo dos brucutus dos anos 80, contudo, sem parecer brega e encarar bem as dificuldades da situação.

    VEREDITO

    Com um roteiro original e boas sacadas sobre os efeitos das fake news e clima tóxico no qual vivemos nos tempos contemporâneos, A Caçada é um filme mais que necessário para um bom entretenimento. Caso esteja procurando algo para se divertir e sentir um guilty pleasure, com certeza o filme é uma boa pedida.

    4,0 / 5,0

    Assista nossa crítica em vídeo:

    Devido ao fechamento dos cinemas por conta da pandemia do Novo Coronavírus, o filme A Caçada está disponível digitalmente on demand.

    Já assistiram? Gostaram ou odiaram o filme? Deixem suas opiniões nos comentários, além de dar uma nota!



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    Card game Cartas Contra a Humanidade Family Edition é lançado gratuitamente

    Cartas Contra a Humanidade é um jogo politicamente incorreto em que os jogadores montam histórias e frases bizarras com sadismo. O jogo é indicado para maiores de 18 anos.

    Porém, os criadores do jogo resolveram lançar agora uma versão família do jogo gratuitamente em formato de imprima e jogue (PnP – Print and Play) chamada de Cards Against Humanity Family Edition. Dessa forma além de poder ter o jogo em casa sem custo, sua família pode jogar junto! Crianças de 8 anos ou mais também podem participar.

    O Cartas Contra a Humanidade foi criado por um grupo de oito ex-alunos da Highland Park High School, incluindo Ben Hantoot e Max Temkin.

    Fortemente influenciado pelo popular jogo de cartas Apples to Apples, foi inicialmente chamado de Cardenfreude (um trocadilho com Schadenfreude) e envolveu um grupo de jogadores escrevendo a resposta mais abstrata e, com frequência, bem-humorada à pergunta do tópico. Mais tarde, o nome foi alterado para Cartas Contra a Humanidade, com as respostas pré-escritas nos cartões brancos conhecidos hoje. O co-criador Ben Hantoot citou experiências com vários jogos como Magic: The Gathering, Balderdash e Charades como inspiração, também observando que Mad Libs era “a influência mais direta” para o jogo.

    O jogo ainda não tem versão nacional. Aproveite a oportunidade e estude inglês jogando card game.

    Baixe o seu clicando aqui.



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    The Last of Us Part 2 | Game é atrasado indefinidamente

    A Sony foi até a sua conta oficial da PlayStation no Twitter para anunciar hoje que The Last of Us Part 2 será atrasado indefinidamente, uma decisão que parece também ter sido aplicada ao desenvolvimento de Marvel’s Iron Man VR.

    O anúncio vem como uma surpresa dado que The Last of Us Part 2 já foi atrasado uma vez, durante o seu ciclo de desenvolvimento, fazendo muitos acreditarem que esse atraso seria para dar os toques finais.

    No entanto, circunstâncias atenuantes têm sido o diferencial para muitas empresas do setor de videogames, após a continuada pandemia de Coronavírus, que mudou as datas de lançamento, desenvolvimento, dimensionamento de equipes e súbitas questões logísticas para todos. E também tem causado problemas no que tange as vendas, fazendo ser quase impossível encontrar um Nintendo Switch nos estoques.

    Além disso, mesmo downloads digitais foram afetados – apesar de não terem tanto impacto quando o recebimento das cópias físicas, com a Square decidindo lançar Final Fantasy 7 Remake mais cedo em algumas regiões, como uma tentativa de evitar que os compradores não fiquem sem os seus jogos no dia do lançamento.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | The Last of Us (2013, Naughty Dog)

    Com isso em mente, faz sentido que The Last of Us Part 2 seja atrasado indefinidamente, junto de outro game muito esperado tal como Marvel’s Iron Man VR. A Sony anunciou em seu Twitter oficial que ambos os títulos foram atrasados até a segunda ordem, citando que todas as empresas de logística estão em crise, e esse é um dos maiores fatores a serem levados em conta.

    O atraso de The Last of Us Part 2 está sendo feito em parte para assegurar que durante o lançamento, a experiência não seja nada que não a excelência, o que indica que o game talvez esteja no próximo do fim de seu desenvolvimento.

    O atraso também foi citado pela Naughty Dog, que foi postado em sua conta oficial no Twitter, em meio a alegações de “consertando os bugs finais de The Last of Us Part 2“, mas pareceu que o lançamento do game não pôde acontecer por causa do atual estado da indústria.

    O game está sendo atrasado indefinidamente até quando a empresa puder “resolver esses problemas de logística.”

    Com mais e mais fãs se voltando aos videogames como uma fuga – e a OMS recomendando que o hobby seja considerado saudável, do ponto de vista do isolamento social – é incrivelmente desapontador saber que o game está atrasado indefinidamente.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Final Fantasy VII Remake (2020, Square Enix)

    Dito isso, no entanto, é importante para que os desenvolvedores e publishers possam colocar seus interesses, não só os dos clientes a frente – e parece que essa decisão foi feita lentamente, pesando nas opções, e esse atraso foi escolhido como a melhor saída.

    Sem sombra de dúvidas, The Last of Us Part 2 e Marvel’s Iron Man VR serão os dois maiores lançamentos da Sony quando eles estiverem disponíveis – os fãs terão que esperar para ver como eles serão.



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