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    Bruce Willis: Conheça o ator e seus melhores trabalhos

    Bruce Willis é um ator americano conhecido por seus papéis em filmes de ação como Duro de Matar (1988) e O Quinto Elemento (1997), bem como papéis nos filmes Armageddon (1998) e O Sexto Sentido (1999). 

    Nascido na Alemanha, Walter Bruce Willis, filho de David Willis, soldado americano que foi enviado em missão para a Segunda Guerra, e de Marlene, uma garçonete alemã, mudou-se para os EUA ainda jovem, onde trabalhou como segurança em uma Usina Nuclear antes de se matricular em um programa de teatro. Seu talento e carisma o levaram ao topo do show business, sendo premiado com uma estrela na Calçada da Fama em 2006.

    Início de carreira

    Bruce Willis iniciou a carreira de ator participando de peças de teatro e algumas pontas no cinema e na televisão, entre elas a série Miami Vice, nos anos 80.

    Sua primeira grande oportunidade foi na série de TV A Gata e o Rato (1985-1989), ao lado de Cybill Shepherd. Nos bastidores, Bruce e Cybill não se entendiam, mas o contrato de cinco anos mudou sua vida. Em 1988, durante a gravidez de Cybill, em uma pausa nas gravações, Willis protagonizou o policial John McClane em Duro de Matar, era o início de uma série que viria a renovar o cinema de ação.

    Prêmios

    Willis também atuou em séries de televisão, incluindo Moonlighting (1985–1989), ganhando vários prêmios por seu trabalho ao longo de sua carreira. Ele ganhou dois prêmios Emmy, um deles como ator convidado em Friends e o outro por sua participação na minissérie de televisão de 1989, Nothing But the Truth. Ele também foi indicado ao Globo de Ouro em 1993 na categoria Melhor Ator em Comédia ou Musical pelo filme Os Doze Macacos (1995). 

    Ele também foi indicado três vezes ao Saturn Awards, ganhando duas vezes, e foi indicado ao BAFTA por Os Doze Macacos. Além disso, ele recebeu um MTV Movie Award por sua performance em Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994). 

    Além disso, ele também lançou uma carreira musical com seus álbuns The Return of Bruno (1987), If It Don’t Kill You, It Just Makes You Stronger (1989) e Classic Bruce Willis: The Universal Masters Collection (2001). 

    Bruce Willis tem sido uma força dominante na indústria do entretenimento durante quase três décadas. 

     Afastamento das telas

    Depois de ter sido diagnosticado com afasia, doença que leva à parcial ou total perda da capacidade de expressar ou compreender a linguagem, em março de 2022, a estrela da franquia Duro de Matar recebeu, em fevereiro de 2023, um diagnóstico mais completo: demência frontotemporal.

    O Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, publicado em 2013, classifica a demência como “uma perturbação neurocognitiva”, que se manifesta na “deterioração de domínios cognitivos, de sintomas psicológicos e comportamentais”, com “impacto directo na funcionalidade”.

    Os melhores trabalhos de Bruce Willis

    Duro de Matar (1988)

    O policial John McClane viaja para Los Angeles para passar as férias de Natal com sua ex-esposa e seus filhos. Quando terroristas invadem a sede da Nakatomi Corporation, ele se encontra preso dentro do prédio e precisa lutar para salvar os reféns e derrotar os terroristas.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | TBT #52 | Duro de Matar (1988, John McTiernan)

    Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

    O filme gira em torno de três personagens principais: um policial, um advogado e um traficante de drogas, cujo destino se entrelaça quando um policial fora da lei decide vingar a morte de um amigo. O filme examina as consequências dessa vingança violenta e como ela afeta todos os envolvidos.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | TBT #21 | Pulp Fiction: Tempo de Violência (1995, Quentin Tarantino)

    Os Doze Macacos (1995)

    A história se passa no ano de 2035, onde uma terrível praga matou 99% da população global. Para evitar a extinção da humanidade, James Cole, um prisioneiro condenado à morte, é enviado para o passado para encontrar e destruir a fonte da praga. Ao longo de sua jornada, ele descobre que a fonte da pandemia é um cientista louco chamado Jeffrey Goines, filho de um respeitável cientista. Com a ajuda de uma bela viúva e de um grupo de simpáticos doentes mentais, Cole tenta parar Goines e salvar o planeta antes que seja tarde demais.

    O filme é dirigido por Terry Gilliam e estrelado por Bruce Willis, Madeleine Stowe e Brad Pitt. 

    O Quinto Elemento (1997)

    Essa aventura de ficção científica épica, se passa no século 23, quando o destino da humanidade é ameaçado por uma força maligna alienígena conhecida como a Grande Força Negra. O único meio de salvar a humanidade é recuperar e unir os cinco elementos: madeira, fogo, terra, ar e éter – o quinto elemento. Para isso, um taxista chamado Korben Dallas é designado para encontrar a última defensora do quinto elemento, uma mulher chamada Leeloo, que pode derrotar a força maligna. Embarcando em uma aventura cheia de ação e emoção, o casal se une para salvar o mundo. 

    Armageddon (1998)

    Dirigido por Michael Bay, o filme segue uma equipe de especialistas de mineração recrutada pela NASA para evitar que um imenso asteroide colida com a Terra. Para isso, eles precisam fazer uma viagem às profundezas do espaço sideral e colocar o artefato em rota de colisão com o asteroide. A equipe enfrenta desafios e perigos que põem em risco suas vidas, mas eles conseguem realizar a missão.

    O Sexto Sentido (1999)

    O um filme de suspense sobrenatural segue o pequeno Cole Sear, um garoto de 8 anos que possui a habilidade de ver espíritos mortos. Ele tenta entender e lidar com essa habilidade, enquanto seu psicólogo, Dr. Malcolm Crowe, tenta ajudá-lo a superar as visões assustadoras que ele enfrenta. À medida que a trama se desenvolve, eles descobrem que esses seres não estão simplesmente perambulando pela Terra; eles querem algo de Cole.

    Corpo Fechado (2000)

    Um espantoso desastre de trem deixa os Estados Unidos em choque. Todos os passageiros das locomotivas acabam mortos, exceto David Dunne, que sai completamente ileso do acidente, deixando todos, inclusive os médicos e ele próprio, em choque. Enquanto busca explicações sobre o que poderia ter salvado sua vida, David encontra Elijah Price, um desconhecido que apresenta uma explicação no mínimo bizarra para o fato.

    Lágrimas do Sol (2003)

    O governo nigeriano está falido e o país à beira de uma guerra civil. Na selva, o tenente A.K. Waters é responsável por liderar uma equipe de soldados na tentativa de resgate da doutora Lena Kendricks. Quando Waters e sua equipe localizam Kendricks, ela diz que não abandonará seus pacientes. A equipe provoca a ira das forças de Estados Unidos e Nigéria quando tenta proteger os refugiados.

    Sin City: A Cidade do Pecado (2005)

    Um misterioso vendedor narra uma trágica história de co-dependência enquanto um vigilante mergulha no submundo à procura de seu amor perdido. Em outra parte da cidade, um policial persegue um assassino de crianças e uma ex-prostituta escapa de seu cafetão com a ajuda do novo namorado.

    Xeque-Mate (2006)

    Um caso de identidade trocada coloca um homem chamado Slevin no meio de uma guerra entre dois rivais de Nova York: Rabino e Chefe, os senhores do crime. Embora esteja sob o olhar atento do detetive Brikowski e do assassino Goodkat, Slevin precisa elaborar um plano para salvar a sua pele antes que sua sorte se esgote.


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    CRÍTICA – Re/Member (2022, Eiichiro Hasumi)

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    Re/Member é um longa japonês que nos apresenta um estilo de trama adorado por esse que vos escreve: histórias com time loop. Assim como em horrores como A Morte te Dá Parabéns, Triângulo do Medo, O Culto e até mesmo Feitiço do Tempo, o longa japonês tem uma trama que precisa ser solucionada a fim de quebrar esse loop temporal. Mas diferente destas tramas, nossa protagonista não está sozinha, e existe uma clara regra para quebrar essa maldição: os seis alunos presos neste looping, precisam encontrar o corpo da última vítima do fantasma que os prendeu.

    No longa, acompanhamos a jovem estudante Asuka Morisaki (Kanna Hashimoto), uma jovem excluída que após se ver envolvida em um loop temporal é transportada à noite para a escola, e assim, passa a se relacionar com outros 6 estudantes com quem não tinha contato a fim de dar fim ao looping temporal.

    SINOPSE

    Uma estudante do Ensino Médio e seus amigos ficam presos em um looping temporal por um fantasma e a única forma de escapar, é encontrando o corpo da vítima anterior deste fantasma.

    ANÁLISE

    Re/Member

    Quando ambientados ao longa, vemos que muito diferente do que sua família pensa, Asuka é uma jovem que não possui amigos e evita ser notada a fim de chegar ao fim do dia sem mais problemas. Quando ao fim de um dia aparentemente comum, ela se vê transportada para a escola em um jogo de “polícia e ladrão” mortal, ela e seus amigos são mortos um à um por um fantasma sádico.

    Como uma trama de terror, o longa nos lança por uma história cujo enredo é quase que inteiramente baseado no tradicional distanciamento japonês, em que os “párias” da sala de aula, são obrigados a se juntar aos descolados, reunindo alguns de seus melhores atributos para descobrir detalhes da história e onde cada um dos membros da última vítima está.

    Um elemento que se distancia do que vimos antes, é como um recém-formado vínculo é capaz de nascer entre pessoas que só querem se manter vivas. Com o looping temporal tendo início toda vez em que um dos nossos personagens morrem, vê-los bolar diferentes táticas e planos a fim de obter êxito e evitar que o fantasma tenha sucesso é um dos maiores destaques do filme.

    Outro destaque também, é a parte de exploração, em que nossos personagens, cientes do que acontece ao longo de seus dias, decidem partir para descobrir segredos que giram em torno da morte da vítima a qual eles precisam encontrar as partes do corpo.

    Com muito sangue e gore, Re/Member me lembrou muito algumas sequências da série sul-coreana All of Us Are Dead.

    VEREDITO

    Com sequências de tirar o fôlego e planos que vão além do que conseguimos imaginar, Re/Member se mostra como um longa de terror divertido, mas por vezes frustrante. Quando nossos personagens parecem obter êxito, são obrigados a dar alguns passos atrás e reavaliar o cenário a fim de prosseguir.

    Mas não apenas isso. Por se tratar de um longa com uma história honesta e curiosa, a Netflix parece ter comprado os direitos de exibição da produção a fim de garantir uma sequência, visto que ela deixa espaço para tal.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do longa:

    Re/Member está disponível na Netflix.

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    Noites Sombrias #104 | It – A Coisa: 7 grandes mudanças do livro para o filme

    It – A Coisa (2017) tornou-se oficialmente o filme de terror com maior bilheteria, com US$ 228 milhões. O longa foi inspirado no livro A Coisa de Stephen King, publicado em 1986; e já tinha sido adaptado como uma minissérie de dois capítulos, A Coisa – Uma Obra Prima do Medo (1990). Trazendo monstros clássicos que brincam com a nossa imaginação – e com o nosso medo -, e uma atmosfera nostálgica dos anos 80, It – A Coisa, arrancou gritos e risos de todos que foram assistir a aventura do Clube dos Perdedores. 

    É comum que, ao se adaptar uma obra, alguns detalhes fiquem de fora, seja pelo bem do roteiro ou pensando no que o público quer ver. Pensando nisso, organizamos 7 fatos importantes que não foram incluídos ou sofreram modificações nesta adaptação do diretor argentino Andy Muschietti.

    Derry

    A cidade é retratada no livro como uma parte da Coisa, ela prospera ao mesmo tempo que o palhaço mantém seus cidadãos reféns. Todos os adultos lá são facilmente manipuláveis e tem uma grande facilidade de “olhar para o outro lado” quando algo estranho ou mal acontece. 

    No filme, quem descobre que Derry é assolada por tragédias e desaparecimentos a cada 27 anos é Ben (Jeremy Ray Taylor), que faz uma pesquisa na biblioteca. No entanto, no livro, quem faz a ligação dos fatos é Mike, ao ver o livro sobre Derry que seu pai, Will, produziu. O pai de Will tem uma estranha habilidade de perceber o mal na cidade, e no livro ele chega a ver o pássaro gigante que também é visto por seu filho anos mais tarde.

    Os monstros

    A Coisa pode aparecer de diversas maneiras. Quando há mais de uma criança por perto, ela assume uma forma igual para todos que estão presentes. Mas quando apenas uma criança a enxerga, Pennywise assume a forma que representa o pior medo da pessoa. Ao adaptar o livro, a forma como os personagens veem o palhaço sofre algumas alterações.

    No livro, Richie e Bill veem A Coisa como um lobisomem; e depois quando todas as crianças vão juntas, o veem assim quando entram na casa assombrada. Quando elas decidem ir sozinhas, Ben vê uma múmia, Mike é atacado por um pássaro gigante e Stan é perseguido por crianças com os corpos em decomposição. No filme, os monstros desses personagens foram alterados e somente a visão de Eddie, que vê um leproso, e Beverly, que vê o sangue saindo do ralo da pia do seu banheiro, foram mantidos.

    O embate com Henry

    Henry é um dos personagens que mais sofreu modificações do livro para o filme. Ele é definido como um garoto extremamente maldoso, algo que é consequência direta de seu pai, no livro, um ex-militar; no filme, um policial, que maltrata física e psicologicamente da mãe de Henry.

    Ele persegue constantemente Mike e, no passado, até mesmo matou seu cachorro, apenas para ver o garoto sofrer. O seu ódio por Mike vai além de racismo, ele também o inveja por ter uma família estável e feliz. No livro, Mike ainda tem ambos os pais. 

    A visita à casa assombrada

    Esse é o primeiro embate em que todas as crianças enfrentam Pennywise no livro. Eles decidem ir até a casa na rua Neilbolt que está caindo aos pedaços, com uma atiradeira – uma espécie de estilingue -, e balas de prata. A escolha das balas de prata foi porque Bill e Richie viram um lobisomem quando foram à casa e descobrem que balas de prata teoricamente matariam lobisomens. 

    A casa é, assim como Derry, uma parte da Coisa, apenas mais uma de suas formas. Ao entrarem lá, a casa fica constantemente tentando separá-los, ao fazer os corredores ficarem mais compridos e distraindo as crianças. É então que eles percebem que juntos são mais fortes e Beverly acerta uma bala de prata e machuca Pennywise. O que nos leva ao nosso próximo tópico.

    Como atingir Pennywise

    Como as crianças machucam Pennywise foi uma outra grande mudança do livro para o filme. Antes de saberem do Ritual de Chüd, eles descobrem que as coisas que traziam felicidade e que eles realmente acreditam são capazes de atingir a Coisa. É assim que Beverly consegue efetivamente machucar a Coisa com a bala de prata, Stan consegue fugir das crianças em decomposição ao recitar os nomes dos pássaros que ele amava estudar e a bombinha para asma de Eddie exala ácido quando atinge a Coisa. 

    A Tartaruga

    No livro, as crianças enfrentam Pennywise com a ajuda de uma importante entidade cósmica chamada Maturin, uma tartaruga que representa o Bem e a Criação, enquanto o palhaço é o Mal e a Destruição. A Tartaruga ensina Bill a utilizar o Ritual de Chüd, uma batalha psíquica que acaba sendo fatal para Maturin, mas permite que as crianças vençam Pennywise – pelo menos até os próximos 27 anos -. 

    Na adaptação, a Tartaruga foi referenciada duas vezes: quando as crianças estão nadando no rio e elas dizem ter visto uma tartaruga e quando Bill vai até o quarto de Georgie e pega uma tartaruga feita de peças de Lego.

    Perdidos no esgoto

    No livro, a ligação das crianças é constantemente lembrada. Eles só são fortes quando estão todos juntos e assim conseguem sentir esse poder. Ao vencer Pennywise no esgoto, eles ficam perdidos tentando encontrar a saída e, após muito tempo andando, Beverly sugere que eles achem um modo de reconquistar a conexão que tinham quando a Coisa estava atacando. 

    Por isso, eles decidem que todos devem fazer sexo com Beverly – um de cada vez -, e assim se manterem unidos para sempre. Após o ato, a conexão reaparece e eles conseguem achar o caminho para fora do esgoto. 


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    PRIMEIRA IMPRESSÕES – Raid on Taihoku (2023, Loftstar Entertainment Inc.)

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    Tivemos acesso antecipado à uma build básica do jogo 台北大空襲 Raid on Taihoku, baseado no jogo de tabuleiro homônimo lançado em 2017. O jogo, desenvolvido pelos estúdios Fun2Studio e Mizoriot Creative Company LTD, em parceria com a Loftstar Entertainment Inc. é uma obra histórica e um ensaio sobre a guerra.

    Este é um jogo de aventura narrativa 2.5D. Na cidade de Taihoku sob as regras coloniais japonesas, os jogadores devem escapar do ataque do B-24 Liberator da Força Aérea Americana e encarar as batalhas da humanidade através dos olhos dos personagens.

    SINOPSE

    Nas zonas seguras, você pode explorar o jogo livremente à sua vontade e seguir dicas para coletar itens misteriosos escondidos na cidade; em zonas de perigo, a ênfase é colocada na cooperação de vida ou morte entre os personagens, que precisam escapar de todos os tipos de perigos, incluindo ataques aéreos.

    ANÁLISE

    Raid on Taihoku

    A quase uma hora de conteúdo que a build de teste ofereceu, evidentemente, não dá o tom completo do jogo. Ainda assim, serve muito bem para ressaltar pontos que provavelmente serão desenvolvidos e bastante explorados ao desenrolar da experiência completa.

    Como dito anteriormente, Raid on Taihoku, ou Ataque em Taihoku em sua tradução direta, foi um jogo baseado em um board game de mesmo nome.

    O pano de fundo é a atual cidade de Taipei (Taiwan), na época, parte do Japão colonial. O jogo nos lança já no dia 31 de maio de 1945, durante o maior ataque aéreo dos Aliados à colônia japonesa, durante a Segunda Guerra Mundial.

    Na pele de Sayako, uma menina taiwanesa que perdeu sua memória, e com a ajuda do simpático cão Blacky, nossa missão é sobreviver aos horrores da guerra na pele daqueles que nada tem a ver com ela.

    A intenção do jogo é retratar a história por um ponto de vista não tão conhecido, e isto é algo que claramente os desenvolvedores se debruçaram. Existem várias inserções no jogo de notícias reais e fatos históricos para melhor desenhar o cenário de horror vivido por aquelas pessoas.

    IMPRESSÕES

    “Todas as guerras são travadas duas vezes, a primeira vez no campo de batalha, a segunda na memória.” – Viet Thanh Nguyen, romancista vietnamita.

    O jogo por vezes é muito duro, com trechos violentos e psicologicamente pesados, mas é fiel à memória daqueles que enfrentaram a guerra. Os jogadores devem experimentar a crueldade e a dureza da guerra, enquanto coletam informações para restaurar a memória da protagonista e manter viva a daqueles que se foram.

    A trilha sonora ainda dá um toque de melancolia e reflexão, intercalando com momentos de compaixão que emana da pureza da relação de mútuo cuidado entre protagonista e animal.O jogo teve seu lançamento no dia 15 de fevereiro de 2023 para PC e pode ser adquirido via Steam.

    Confira o trailer de Raid on Taihoku:

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    CRÍTICA – Você (4ª temporada – Parte 1, 2023, Netflix)

    O assassino em série residente do streaming Netflix retorna para mais uma desventura recheada de mistério, romance, obsessão, loucura, livros e surpresas agora em um novo continente. Você teve sua primeira temporada em setembro de 2018, lança a sua mais recente temporada dividida em duas partes sendo seus primeiros cinco episódios disponibilizados em 9 de fevereiro e seus episódios finais em 09 de março.

    A história uma adaptação da série de livros escrita por Caroline Kepnes e seus livros Você, Corpos Ocultos, Você me Ama e o com previsão de lançamento para este ano For You and You Only que ainda não tem um título nacional. Penn Badgley retorna como o Joe Goldberg e Tati Gabrielle como Mariene. As novas caras do elenco ficam por conta de Ed Speelers, Lucas Gage, Eve Austin, Charlotte Ritchie e Tilly Keeper.

    SINOPSE

    Depois dos eventos da terceira temporada, Joe precisa superar sua paixão por Marianne e seguir em frente com sua nova vida em Londres assumindo a nova identidade como o professor Jonathan Moore. Mas mesmo tentando recomeçar sua vida, ele não consegue deixar pra trás seus impulsos assassinos.

    ANÁLISE

    Você

    A série consegue manter a sua qualidade de forma linear, algo elogiado desde o lançamento de sua primeira temporada, porém não apresenta neste novo ano novos elementos narrativos porém consegue os replicar com muita competência em um novo ambiente e contexto.

    Joe agora John frustrado por uma rejeição amorosa que surpreendentemente não tem um desfecho mórbido procura nova vida em Londres, cidade assim como em outras mudanças não é o que ele deseja mas é um novo recomeço.

    Badgley continua excelente em sua atuação como o assassino em série que sempre se considera uma grande vítima das circunstâncias, indo para uma cidade que não gosta e se envolvendo com pessoas que despreza o que claramente é o seu modus operandi. A grande novidade fica neste novo circulo social que o assassino entra sendo um grupo de pessoas muito mais elitizadas e tóxicas do que em sua temporada anterior, além de um passado muito mais obscuro que o protagonista.

    John chega a este grupo através de Malcom (Stephen Halgan), assim conhecendo a esposa Kate (Charlotte Ritchie) aonde se inicia o seu conhecido ritual de obsessão e voyeurismo com o subterfugio de apenas desejar o seu bem.

    Entre as amizades de Malcom e Kate os personagens mais interessantes são o casal Adam (Lucas Gage) e Phoebe (Tilly Keeper) além de Roald (Ben Wiggins) ganhando maior destaque nestes primeiros cinco episódios em um mistério que envolve um assassinato após uma noite regrada à álcool, drogas e John sendo o principal suspeito. Nesta temporada a existência de um admirador é o grande incomodo do assassino que, como sempre, reforça que apenas deseja uma vida tranquila, desta vez sem nenhuma confusão amorosa e sempre retornando aos seus velhos hábitos violentos.

    Você

    As reflexões do protagonista a respeito do seu ambiente, tanto o espacial quanto social, sempre são um excelente momento da série e vemos o retorno do uso das redes sociais como uma ferramenta para conhecer quem esta a sua volta e manipular de acordo com o que deseja.

    A respeito destas pessoas a superficialidade em torno de cada um não é algo novo, inclusive uma excelente crítica social a respeito da dualidade do que se vive virtualmente e a realidade. Mas os segredos obscuros, a arrogância e principalmente o desprezo e humilhação que cometem a pessoas de classe inferior mediante ao sentimento de impunidade de seus atos é uma melhora em uma fórmula conhecida da série.

    Ainda temos alguns momentos característicos de John como se misturar entre as pessoas para realizar os seus planos, invadir casas e até mesmo eliminar quem se torna um obstáculo em seus objetivos ainda permanece com cenas muito bem dirigidas. A temporada encerra com uma surpresa relacionada ao admirador de John, criando expectativa para algumas prováveis alianças que possam surgir no futuro e o desfecho da tensão entre Kate e o assassino mais conhecido da cultura pop atual.

    VEREDITO

    A quarta temporada de Você consegue manter a sua qualidade que a tornou um sucesso e um dos produtos mais elogiados do serviço de streaming Netflix, com uma narrativa conhecida porém melhorada, gerando uma alta expectativa para o que esperar de seu encerramento.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    TBT #216 | Tron: Uma Odisseia Eletrônica (1982, Steven Lisberger)

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    Tron: Uma Odisseia Eletrônica foi um dos primeiros filmes a utilizar computação gráfica. Lançado em 1982, o filme conta com Jeff Bridges e Bruce Boxleitner nos papéis principais, respectivamente Kevin Flynn e Alan Bradley, também conhecido como Tron. O filme é ambientado quase que inteiramente em uma imaginação de um mundo virtual, em que uma inteligência artificial consciente tem feito uso de técnicas obscuras para dominar outros sistemas.

    Ainda que não tenha sido um sucesso de crítica e de arrecadação, o longa cresceu como um clássico cult e ganhou uma continuação na forma de filme com Tron – O Legado (2010) e animação Tron – A Resistência (2012).

    SINOPSE

    Quando o talentoso engenheiro de computação Kevin Flynn descobre que Ed Dillinger, um executivo da sua empresa, está roubando seu projeto, tenta invadir o sistema. No entanto, Flynn é transportado para o mundo digital em um programa antagônico.

    ANÁLISE

    Tron

    Como um exercício de imaginação, o longa nos lança por uma viagem sobre o que viria a ser o mundo dos games, mas não apenas isso. Quando encaramos a história do filme, vemos aquele mundo como algo para além do que compreendemos hoje como um “universo eletrônico”. Com noções que temos hoje de inteligências que se rebelam, o filme nos apresenta os perigos que as integrações entre sistemas podem ser, mas não apenas isso.

    Tron nos apresenta uma trama concisa, e que parece saber onde quer chegar. Ele se distancia e muito dos visuais dos longas da época, talvez isso tenha causado o estranhamento por parte de seus espectadores.

    Com suas cores neons – pintadas à mão em cada um dos frames – dentro daquele mundo, vemos o brilhantismo da produção, que em algumas sequências usa cerca de 15 minutos de imagens contínuas geradas por computação gráfica.

    Tron

    Enquanto faz uma homenagem ao mundo dos games na época, o filme aborda temas como espionagem industrial, e mostra que para que Jogador Número Um pudesse correr, Tron precisou caminhar, galgando uma trilha e claramente inspirado Ernest Cline na composição de seu mundo.

    Tron pode nos causar um incômodo em alguns elementos, mas serve como objeto de estudo para mostrar tanto a progressão da história da computação gráfica no cinema, como também “adaptar” o mundo dos games para o grande público.

    VEREDITO

    Tron voltou à minha lista de filmes após uma nova continuação ser anunciada. Com Jared Leto no elenco, o filme continuará a trama que o filme de 2010 contou. Tron surpreende por suas linhas narrativas e seus paralelos com a nossa realidade, mostrando de maneira imaginativa um medo que a humanidade tem desde que começou a estudar inteligências artificiais: elas tomarem consciência.

    Com um Jeff Bridges muito mais novo, o longa nos mostra alguns aspectos inerentes à existência humana e antropomorfiza elementos como componentes eletrônicos e programas criados para funções específicas. Como quando um programa de contabilidade criado para prever o comportamento de compra de seus usuários, é tirado de sua principal função para ser lançado para dentro de uma competição de lightcycles.

    Tron: Uma Odisseia Eletrônica, Tron: O Legado e Tron: A Resistência estão disponíveis no Disney+.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

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