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    O legado de John Lennon em 10 filmes sobre Os Beatles

    Um dos maiores artistas da história completaria 80 anos nesta sexta-feira, 9 de Outubro. John Lennon era considerado um rebelde, mas também um ativista da paz. De personalidade enigmática, foi líder d’Os Beatles; a banda mais popular da história construindo uma carreira de sucesso ao encantar o mundo com suas músicas. 

    Se estivesse vivo, Lennon falaria sobre um mundo livre com paz e amor. Talvez comentasse sobre a atual política e acharia graça das dezenas de obras cinematográficas sobre sua banda. Infelizmente, é algo que apenas podemos imaginar. Porém, celebrar o legado e a genialidade de John Lennon é essencial neste dia. 

    Confira dez produções cinematográficas sobre John Lennon e Os Beatles:

    Let It Be (1970)

    O documentário mostra o grupo ensaiando e gravando canções para seu décimo segundo álbum de estúdio Let It Be, em Janeiro de 1969.

    No longa, é detalhado como aconteceu o concerto no telhado, sendo a última apresentação pública d’Os Beatles

    Embora o filme não se detenha nas discussões dentro do grupo na época, ele fornece alguns vislumbres da dinâmica que levaria ao rompimento.

    Após o lançamento do filme, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr ganharam coletivamente o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original.

    Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1978)

    Um dos álbuns mais icônicos d’Os Beatles virou um musical protagonizado pela banda Bee Gees.

    Com recriações de quase todas as músicas do disco, além de faixas do Abbey Road. O filme conta a história da banda lidando com forças malignas da indústria musical.

    Ainda, o filme conta com participações de músicos do Aerosmith, Earth, Wind & Fire e de Alice Cooper.

    Os Estados Unidos contra Lennon (2006)

    “Lennon representa a vida e Nixon representa a morte”. Este documentário conta como o governo americano ficou em alerta após os protestos de John Lennon pela Guerra do Vietnã.

    Lennon teve tamanha relevância ao ponto de ameaçar os Estados Unidos em sua hegemonia e bateu de frente com Nixon, presidente dos EUA na época.

    Across The Universe (2007)

    Esse musical foi indicado ao Globo de Ouro de 2008 como Melhor Filme Musical ou Comédia.

    Across The Universe reúne mais de 30 canções de sucesso d’Os Beatles para traçar um painel da década de 60. Na história, está Jude (Jim Sturgess), rapaz que deixa a mãe e o emprego nas docas de Liverpool em busca do pai e de aventuras nos Estados Unidos.

    Na América, Jude fica amigo de Max (Joe Anderson) e se apaixona pela irmã do novo parceiro, Lucy (Evan Rachel Wood).

    Além disso, o filme aborda as mudanças comportamentais e as agitações políticas e sociais da época.

    O Garoto de Liverpool (2009)

    O Garoto de Liverpool é uma obra comovente e impactante que narra a adolescência de John Lennon; além de ser uma cinebiografia, o filme carrega um forte drama familiar.

    Ambientando na Liverpool dos anos 50, John está em busca de seu sonho quando descobre que sua mãe, Julia, está mais perto do que ele imaginava.

    O filme ainda mostra o primeiro encontro de John com o tímido Paul McCartney e trilha o início do que seria Os Beatles

    Viver é Fácil com os Olhos Fechados (2013) 

    O longa conta a história de Antonio, um professor de gramática que usa música d’Os Beatles para ensinar inglês na Espanha de 1966.

    Ao descobrir que John Lennon vai visitar a província de Almería durante as gravações de um filme. Determinado a conhecê-lo, ele dirige pela estrada em sua jornada. No caminho, dá carona a um garoto de 16 anos que fugiu de casa e uma garota de 21 que está grávida.

    Ambos se juntam a Antonio em seu sonho de conhecer John Lennon.

    The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years  (2016)

    O documentário é sobre a explosão da beatlemania em 62. Ano em que o quarteto lançou Love Me Do até 29 de Agosto de 1966, dia da última apresentação pública do quarteto, em São Francisco.

    Com direção de Ron Howard, o cineasta fã d’Os Beatles teve acesso a muitas imagens inéditas para costurar no longa-metragem, combinando trechos e bastidores de shows, a rotina dos rapazes em hotéis e coletivas de imprensa.

    The Lennon Report (2016)

    Este filme é centrado na trágica morte de John Lennon. O longa conta o que aconteceu no dia 8 de Dezembro de 1980 quando Lennon deu entrada no hospital após ser baleado em frente ao prédio onde vivia, em Nova Iorque, por um perturbado fã, Mark Chapman.

    O roteiro é inspirado em depoimentos de médicos, enfermeiros, policiais e outros pacientes do Roosevelt Hospital, onde Lennon foi declarado morto. 

    How the Beatles Changed the World (2017)

    Esse documentário retrata o que foi a beatlemania e como Os Beatles ainda são representados na cultura pop.

    Ao viajar por vários países, o longa narra a contracultura que Os Beatles representam e como a banda influenciou o mundo inteiro.

    O sucesso estrondoso dos quatro rapazes construiu opiniões políticas, assim como ditou a moda e toda uma geração.

    Yesterday (2019)

    O filme mais recente sobre Os Beatles, Yesterday é um ficcional com uma pergunta muito curiosa: E se Os Beatles não existissem?

    Após sofrer um acidente, um cantor-compositor (Himesh Patel) acorda numa estranha realidade, onde ele é a única pessoa que lembra d’Os Beatles.

    Com as músicas de seus ídolos, o protagonista se torna um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço.

    É um filme totalmente diferente que nos faz agradecer aos céus pela existência da banda.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Yesterday (2019, Danny Boyle)



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    Homem-Aranha 3: Benedict Cumberbatch retorná como Doutor Estranho

    De acordo com o The Hollywood ReporterHomem-Aranha 3 coloca Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho no papel de mentor que antes era ocupado por Tony Stark (Robert Downey Jr) em Homem Aranha: De Volta ao Lar (2017) e Nick Fury (Samuel L. Jackson) em Homem Aranha: Longe de Casa (2019).

    Com Cumberbatch no elenco, Tom Holland mais uma vez entra em cena com um ator experiente. Ao mesmo que, dá a Peter Parker uma figura paterna e liga os filmes do Aranha ao Universo Cinematográfico Marvel.  

    O novo longa do Homem-Aranha já tem alguns laços inesperados, pois está trazendo de volta Jamie Foxx como Electro, a combinação ator-personagem foi vista pela última vez em O Espetacular Homem Aranha de 2014, que apresentou Andrew Garfield como o Amigão da Vizinhança.

    Logo, ter Strange como parte do Homem-Aranha pode ajudar a explicar o retorno do Electro. Cumberbatch está prestes a começar a filmar a sequência intitulada Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, que irá explorar realidades alternativas e alguns especulam que é aí que reside a brecha para os outros filmes.

    Homem Aranha 3 deve começar a ser filmado em Atlanta no final de Outubro, enquanto Multiverso da Loucura também deve começar a ser filmado neste mês, embora em Londres. Não está claro quando e onde Benedict Cumberbatch gravará suas cenas.

    A Marvel e a Sony não fizeram comentários.

    Jon Watts, o cineasta por trás de De Volta ao Lar e Longe de Casa, está na cadeira do diretor para o terceiro filme. A previsão da Sony para o filme chegar aos cinemas era 17 de Dezembro de 2021, porém os fãs agora esperam que as datas de lançamento mudem graças à pandemia.

    A maior parte do elenco de apoio dos filmes anteriores – Zendaya, Marisa Tomei, Tony Revolori e Jacob Batalon – deve estar na lista de convocação quando as câmeras rodarem em Atlanta.



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    CRÍTICA | Lazarus – Vol. 1 e 2 (2018, Devir)

    Em Lazarus, somo apresentados a um futuro distópico, com um mundo destruído e que não possui mais fronteiras como conhecemos hoje, mas sim, fronteiras econômicas. A riqueza é poder e esse poder se concentra nas mãos de algumas famílias.

    As famílias lembram imensamente grupos paramilitares que farão de tudo para manter seus status e suas áreas.

    Lazarus

    O quadrinho conta a história da família Carlyle e sua maior protetora, Forever. Forever é uma Lazarus, uma guerreira imortal da família Carlyle que é “considerada” um membro da família, para que possa agir em seu nome sem maiores problemas.

    Com roteiro de Greg Rucka (The Old Guard), o quadrinho mostra o quão brilhante o roteirista é. Com um mundo não muito diferente do nosso, algo parece ter dado errado para que em 2066, o mundo – até mesmo os locais mais verdes que conhecemos hoje – tenha se tornado uma enorme cratera árida.

    Lazarus

    Com uma nova divisão territorial baseada na força que o dinheiro pode pagar, a concentração de riquezas se mostra cada vez mais características, quando é mostrado que são essas famílias que definem o rumo que determinada região tomará.

    Seja na “Ascensão“, evento em que jovens são entrevistados e testados para que possam ser aproveitados nas mais diversas áreas, indo desde soldados até mesmo médicos, de acordo com seus talentos individuais, ou pelo ordenamento dessas pessoas que se faz por meio de castas.

    Sendo os Carlyle a família responsável por uma determinada região, eles tem entre seus “servos”, as pessoas que tecnicamente os são leais. E estão assim, protegidos pela família.

    Os que ficam fora dessa organização e dessa hierarquia quase que militar, são os chamados “refugo“. Os refugo nem sempre aceitam as escolhas feitas por aqueles no topo da cadeia alimentar e por vezes, causam insurreições como protesto, sendo quase sempre de forma violenta e agressiva.

    É incrível a forma como Greg Rucka possui a habilidade de nos apresentar esse mundo com tanto cuidado e como cada curva que a história faz nos surpreende. Nos deixando sem ação, forçando-nos a reler o que acabamos de testemunhar devido a incredulidade. 

    Lazarus

    As artes de Michael Lark tornam toda a história extremamente gráfica e tem muito sucesso ao nos transportar para aquele mundo pós-apocalíptico; nos fazendo sentir o incômodo e a agonia que todos aqueles personagens sentem diante aos perigos e problemas que os menos afortunados têm.

    Enquanto adentramos as histórias de Forever, o mundo se abre. Fazendo seu passado se tornar palpável e mostra que mesmo a personagem imortal por vezes é a mais humana entre aqueles que estrelam a trama.

    Lazarus foi lançado originalmente pela Image Comics e foi lançado no Brasil pela Devir.

    Editora: Devir

    Autor: Greg Rucka

    Páginas: 104 e 128

    4,0 / 5,0



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    CRÍTICA | East of West: A Batalha do Apocalipse – Vol. 2 (2020, Devir)

    East of West: A Batalha do Apocalipse é uma minissérie escrita por Jonathan Hickman e ilustrada pelo artista Nick Dragotta. Esse segundo volume, publicado pela Editora Devir reúne as edições #06 à #10.

    ANÁLISE

    Em East of West – Vol. 2 temos o surgimento de novos personagens que não apresentam suas reais motivações ao longo dessa edição. Além, das diversas subtramas que vão se desenvolvendo com esses novos personagens.

    A trama de East of West aborda diversos temas: apocalipse, politica, profecias e religião.

    Nesse meio-tempo, Morte e seus companheiros procuram pistas sobre o paradeiro da criança. E novas revelações são feitas a respeito desse mundo dividido que rapidamente se aproxima do seu fim.

    O roteiro de Hickman continua excelente, contundo, a quantidade de novos personagens e perguntas sem respostas que ele apresenta possivelmente deixará os leitores confusos. Contundo, acredito que ao longo da trama essas perguntas serão respondidas.

    Além disso, a HQ apresenta sequências de ação memoráveis e digna de serem adaptadas para o cinema.

    E por fim, o traço de Dragotta continua fenomenal; seja com a ambientação – que continua fantástica – ou junto ao design dos personagens que são cheios de estilo e elegância.

    Ao utilizar-se do gênero faroeste/ficção cientifica, isso dá oportunidade para Nick Dragotta adicionar outros elementos do sci-fi, deixando o mundo de East of West ainda mais legal.

    LEIA TAMBÉM: 

    CRÍTICA | East of West: A Batalha do Apocalipse – Vol.1 (2020, Devir)

    VEREDITO

    East of West: A Batalha do Apocalipse – Vol. 2 serve para a apresentação de novos personagens e novas subtramas e mais perguntas que não apresentam respostas – pelo menos até o momento -, mas que serve para evolução da trama.

    Particularmente, espero que a obra de Jonathan Hickman não caia no mesmo estilo narrativo seriado Lost, que chegou ao seu fim com mais perguntas que respostas, para lamento dos fãs.

    Contundo, a narrativa que Hickman vem construindo é bem elaborada e com universo rico, East of West tem muito potencial para ser uma das HQs do gênero ficção cientifica favorita de muitos leitores.

    4,5 / 5,0

    Editora: Devir

    Autor: Jonathan Hickman

    Páginas: 144

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    CRÍTICA – Mentira Incondicional / The Lie (2018, Veena Sud)

    Mentira Incondicional (The Lie) foi lançado originalmente no Festival de Toronto em 2018. O filme é um remake do longa alemão We Monsters de 2015, e conta com Joey King, Peter Sarsgaard e Mireille Enos como seus protagonistas.

    O filme lançado em Outubro na Amazon Prime Video tem uma premissa um tanto quanto curiosa, mas que se você olhar mais de perto, verá todas as cordas que tecem a trama serem cuidadosamente movidas.

    Mentira Incondicional

    ANÁLISE

    Antes de The Act, Joey King mostrou o quão intensa pode ser em seus personagens, mesmo não indo tão a fundo quanto iria no ano seguinte, na série que rendeu um Emmy à Patricia Arquette, e diversas indicações à King.

    Joey King dá vida a Kayla, uma adolescente de 15 anos mimada, fruto de um casamento falido. A garota parece ter suas necessidades emocionais supridas com bens materiais e a famosa “vista grossa” feita por seus pais, que só querem ser amados de volta sem colocar um pingo de esforço na relação entre eles e a filha.

    Enquanto levava sua filha Kayla para um acampamento de dança, Jay (Peter Sarsgaard) encontra Brittany (Devery Jacobs), amiga de sua filha em um ponto de ônibus no meio do nada, e após uma rápida carona, uma aparente discussão, Kayla empurra sua amiga de cima de uma ponte em direção ao rio.

    Toda a trama do filme se desenvolve nos dias a seguir, e acontecem tantas coisas, que enquanto assistia, perdi por algumas vezes a noção de tempo, não por problemas de direção, ou da trama e sim pelos fatos que se sucedem após todo o acontecimento que desencadeia a trama.

    E é na direção que o filme brilha. Ao causar o desconforto nos espectadores, Veena Sud impressiona com sua direção, colocando todos os nossos instintos contra o que mais acreditamos. O longa nos coloca na pele dos pais que fazem de tudo para evitar que as ações de sua filha sejam descobertas.

    Mentira Incondicional

    Sarsgaard, como o monstro do cinema que é, se faz tão imponente quanto sua carreira já o provou ser. Como Jay, ele interpreta um pai que faz de tudo para ser aceito por sua filha, mesmo que isso signifique ajudar a apagar todas as provas de um assassinato.

    Einos, outra força destrutiva, faz aquele mundo ser tão palpável quanto possível e vai além, nos matando aos poucos enquanto sua personagem parece morrer por dentro, engendrada pelas ações de sua filha.

    VEREDITO

    Mentira Incondicional me fez sentir tão incomodado quanto incrédulo desde seu primeiro arco, até o último. Enquanto o assistia, tentei pensar numa categoria em que ele se encaixava. Não era o terror, tampouco um thriller investigativo, pois todos os elementos dos filmes dos gêneros supracitados ficavam ocultos desde seus primeiros momentos, muito diferente deste.

    Joey King entrega uma das personagens mais palpáveis de sua carreira, por mais que sua incoerente Kayla seja odiável, ela o faz com propriedade.

    Veena Sud te colocará na beirada do sofá, te fazendo passar nervoso com todas as tramas e subtramas que o filme apresenta.

    A direção de arte e a fotografia se mostram eficazes, ao isolar seus personagens diversas vezes em um cômodo repleto de pessoas. Mostrando que, ainda que rodeado de pessoas, eles estão sozinhos, presos nas tramas que se deixaram enredar.

    Mentira Incondicional está disponível na Amazon Prime Video e é um dos primeiros filmes lançados na plataforma que fazem parte da parceria entre o serviço de streaming da Amazon e a Blumhouse.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    https://www.youtube.com/watch?v=u8aKMRoQasM&ab_channel=AmoCinema

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    CRÍTICA | We Are Who We Are: Episódio 4 – Right Here, Right Now IV

    O quarto episódio de We Are Who We Are se chama como já esperado, Right Here, Right Now IV e foi ao ar na última segunda-feira (05/10), na HBO. Neste episódio o grupo de amigos faz uma despedida para Craig (Corey Knight) que está indo para o Afeganistão.

    SINOPSE

    Após uma partida de paintball, Craig pede Valentina (Beatrice Barichella) em casamento já que ele irá para o Afeganistão. Com uma rápida cerimônia, o grupo invade uma casa para a festa de celebração e despedida. Logo, a dinâmica dos amigos é explorada, enquanto Caitlin (Jordan Kristine Seamón) se sente cada vez mais distante.

    ANÁLISE

    CRÍTICA | We Are Who We Are: Episódio 4 - Right Here, Right Now IVAos poucos a sequência dos títulos de We Are Who We Are começa a fazer sentido, Luca Guadagnino quer que o espectador preste atenção no aqui e agora. Logo, o quarto episódio usou mais uma vez o pulo temporal já que não foi mostrado as consequências do que aconteceu no festival. É como se Guadagnino falasse “o que está acontecendo neste momento é o mais importante”.

    Sendo assim, Right Here, Right Now IV é praticamente um suspiro de alívio na trama, daqueles que antecede um enorme problema. Após, o grupo jogar uma partida de paintball emulando totalmente o sentimento de guerra e rigidez da base militar, temos uma das cenas mais bonitas do episódio.

    Utilizando da câmera lenta, Guadagnino mostra o grupo atirando água e tinta uns nos outros. A sensação de irresponsabilidade e infantilidade domina a cena enquanto vemos jovens que se desprendem da constante sensação de vigilância e severidade da base. Logo, esta brincadeira se torna mais divertida que o próprio paintball.

    Contudo, Caitlin não participa. Ao longo do episódio, ela se mostra cada vez mais distante do grupo o que é claramente uma consequência por estar mais próxima de Fraser (Jack Dylan Grazer). Ainda assim, ambos não se sentem excluídos ou pressionados pelo grupo, Fraser em especial se sente livre de uma forma individualista.

    Sendo assim, o episódio segue com Craig e Valentina se casando já que o rapaz irá para uma missão no Afeganistão. Logo, o grupo invade uma casa de veraneio, onde os donos parecem estarem longe. Na festa, as cenas são totalmente de descontração e curtição com aquele sentimento de despedida.

    Luca Guadagnino opta pela espontaneidade e improviso do grupo rendendo cenas contagiantes como o momento da dança desengonçada dos personagens. Algumas relações são mais uma vez exploradas, Danny (Spence Moore II) e Craig são muito próximos o que leva a momentos de tensão sexual entre os jovens.

    No entanto, em We Are Who We Are algumas coisas nem sempre são o que parecem. Portanto, Danny também tem em Craig um afeto paterno já que o soldado é um exemplo ao jovem. Nesse sentido, fica incerta a relação entre ambos.

    Já no lado de Caitlin e Fraser, os rumores que os dois são um casal crescem cada vez mais. Britney (Francesca Scorsese) interroga Caitlin sobre ela ter mudado depois que passou a sair com Fraser e a resposta é que realmente algo mudou. A mudança está em Caitlin assumir seu verdadeiro eu com Fraser.

    Logo, também há uma cena bastante significativa quando Fraser ajuda Sam (Ben Taylor) que está mal. Sam sente que foi trocado por Fraser e sabendo que ele entende de poesia diz também saber. Então, Sam faz uma rima e diz que Fraser não sabe o que é o amor. É um momento emblemático que mostra o quanto Sam gostava (ou ainda gosta) de Caitlin.

    Outro ponto interessante é que durante a festa uma menina beija Fraser e ele retribui de uma forma desajeitada. Logo, ele conta para Caitlin que diz para ele nunca mais fazer isso, em uma espécie de ciúmes e aviso de que o amigo não precisa fingir interesse em meninas.

    Caitlin tem um momento conflitante com Craig, ela o confronta por ele não ter atirado nela quando teve a chance durante o paintball. Ele desvia do assunto e ela responde que foi por ela ser uma garota. Aos poucos Caitlin percebe algumas imposições ao seu gênero que antes (talvez antes de sua menstruação) eram invisíveis para ela.

    O essencial do quarto episódio está na liberdade efêmera que os jovens sentem quando são eles mesmos. Já que tudo irá passar tão rápido e a responsabilidade a cada dia é maior, eles precisam de um momento para serem únicos.

    Ao final, Craig vai embora enquanto todos estão dormindo de ressaca. Ao que tudo indica, o jovem soldado provavelmente morrerá em missão e sendo a pessoa mais madura que unia o grupo, as relações ficarão mais estremecidas. O episódio termina com Sarah (Chloë Sevigny) dizendo aos soldados para deixarem a América orgulhosa.

    É uma cena irônica, visto que os Estados Unidos não se importa com esses jovens que dão a vida a nação. Isso é muito bem presentado no episódio anterior quando Danny pergunta a Craig se ele sabe o lugar dele no mundo e o rapaz responde que é um soldado. Ao mesmo tempo que esses jovens lutam pela sua nação, eles não sabem mais onde é seu lugar no mundo.

    VEREDITO

    Right Here, Right Now IV é um episódio de transição, sem grandes acontecimentos para a trama entre Caitlin e Fraser; Como se a série ainda não soubesse abordar as questões de gênero e sexualidade que permeiam os jovens.

    Se demorar muito a construir essa abordagem, talvez possa vir a ser superficial demais. Contudo, é um momento de descontração para esse grupo com lindas cenas.

    3,0 / 5,0

    Evocê, está assistindo We Are Who We Are, da HBO? O que achou do episódio? Deixe seus comentários e sua avaliação.

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    Episódio 3 – Right Here, Right Now III

    Episódio 2 – Right Here, Right Now II

    Episódio 1 – Right Here, Right Now



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