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    Shuma-Gorath: O Lorde do Caos da Marvel Comics

    Um Senhor do Caos e Mestre dos Deuses Extradimensionais conhecidos como os Antigos, Shuma-Gorath governa centenas de dimensões. Além de ser um dos adversários mais poderosos e aterrorizantes do Doutor Estranho.

    O personagem da Marvel Comics criado por Steve Englehart e Frank Brunner é classificado como um demônio e Senhor do Caos, a primeira aparição de Shuma-Gorath foi na HQ Marvel Premiere #10, em setembro de 1973.

    ORIGEM

    Durante a pré-história do planeta Terra, Shuma-Gorath governava o mundo e exigia de seus “seguidores” sacrifício humano até ser banido pelo feiticeiro e viajante do tempo Sise-Neg. Após ser banido, a entidade retorna na Era Hiboriana mas dessa vez é aprisionada pelo deus celta Crom em uma montanha e mais tarde retorna a sua dimensão natal forçado por Crom que o via como uma ameaça para a Terra.

    Na tentativa de retornar a Terra, Shuma-Gorath invade a mente do Ancião e como forma de prevenir seu retorno, Doutor Estranho é forçado a matar seu mestre para que a criatura não retornasse. Mais tarde, Stephen Strange luta contra o Senhor do Caos em sua dimensão natal e mesmo vencendo a luta, Strange acaba se tornando uma versão do vilão e comete suicídio para proteger a humanidade; posteriormente o Mago Supremo é ressuscitado por aliados.

    PODERES E HABILIDADES

    Shuma-Gorath é uma antiga força do caos, o governante imortal, quase invencível e é classificado como um Deus em quase uma centena de universos alternativos. Ele é capaz de fazer projeção de energia, mudar de forma, se teletransportar, levitar, alterar a realidade, entre muitas outras habilidades.

    O vilão é descrito como sendo muito mais poderoso do que outros poderosos inimigos demoníacos, como Satannish e Mefisto; e é capaz de destruir automaticamente várias galáxias apenas através da pressão de sua aura.

    Aparentemente é impossível destruir permanentemente este deus maligno.

    EQUIPES

    O feiticeiro Nicholas Scratch, filho da feiticeira Agatha Harkness, convoca a entidade para a Terra, mas o Senhor do Caos é repelido pelos esforços combinados do Doutor Estranho, do Quarteto Fantástico, dos Sete de Salém e do vilão Diablo. Em certo momento nas páginas dos quadrinhos da Marvel Comics é revelado que Shuma-Gorath faz parte de um grupo formado por quatro divindades imortais conhecidos como Os Muitos Ângulos, seres extradimensionais que guiam uma invasão metafísica de uma dimensão chamada “cancerverso”.

    CURIOSIDADES

    Durante uma invasão em Manhattan, Shuma-Gorath possui uma horda de civis, fazendo com que tentáculos saiam de suas bocas, mas é derrotado pelos Vingadores. Em outro momento o vilão também conseguiu possuir até mesmo heróis.

    Shuma-Gorath é um personagem muito parecido com Starro, da DC Comics, e assim como a estrela-do-mar-alienígena, quanto maior os seus poderes, maior fisicamente ele se torna.

    OUTRAS MÍDIAS

    É notável a presença de Shuma-Gorath nos games da Marvel; o personagem aparece em títulos como:

    • Marvel Super Heroes;
    • Marvel vs Capcom 2;
    • Marvel vs Capcom 3;
    • Marvel vs Street Fighter;
    • X-Men vs Street Fighter.

    No cinema o personagem será apresentado ao Universo Cinematográfico Marvel em Doutor Estranhos no Multiverso da Loucura, porém veremos uma adaptação do Mestre dos Deuses Extradimensionais e será rebatizado como Gargantos.

    Gargantos, que apareceu pela primeira vez na HQ Sub-Mariner #13, é um monstro marinho bem inferior a Shuma-Gorath e até um pouco diferente visualmente e por conta dos direitos autorais, infelizmente, o vilão bem conhecido dos fãs não poderá ter seu nome original no UCM.

    A nova produção da Marvel Studios tem data de lançamento para o dia 05 de maio.


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    House of the Dragon: Conheça Sor Criston Cole

    Sor Criston Cole era um cavaleiro da Casa Cole que se tornou Senhor Comandante da Guarda Real do Rei Viserys I Targaryen. Seu relacionamento com a filha de Viserys I, a princesa e herdeira Rhaenyra Targaryen, foi primeiro amigável e depois contraditório. Pois foi Cole quem convenceu o filho de Viserys I, Príncipe Aegon, a reivindicar o domínio dos Sete Reinos após a morte de seu pai.

    Esta ação de Criston levou à Dança dos Dragões, uma guerra civil entre Aegon II e sua meia-irmã mais velha, Rhaenyra. Que havia sido preparada para ser a sucessora de seu pai, como o falecido rei desejava.

    O cavaleiro ficou conhecido como Criston, o Fazedor de Reis.

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    RELACIONAMENTOS

    Criston Cole não teve relacionamentos dignos de nota. Mas rumores dentro de Porto Real diziam que o jovem cavaleiro e a ainda criança, princesa Rhaenyra tinham um caso.

    FEITOS

    Filho de um mordomo de Lorde Dondarrion, Cole teve uma ascensão meteórica de plebeu à cavaleiro juramentado da Guarda Real. Tendo ainda na juventude atingindo o segundo mais alto posto na corte, Mão do Rei.

    Em 104 d.C. (Depois da Conquista), Criston ganhou um combate corpo a corpo no torneio em Lagoa da Donzela para celebrar a ascensão do Rei Viserys I Targaryen ao Trono de Ferro. Chamando a atenção da corte real ao derrubar a espada valiriana Irmã Negra das mãos do Príncipe Daemon Targaryen com sua espada Estrela da Manhã.

    Ele deu o louro do vencedor para a Princesa Rhaenyra, de sete anos. Cujo favor ele usou enquanto desmontava Daemon nas justas, bem como os gêmeos Sor Arryk e Sor Erryk Cargyll, ambos da Guarda Real. Porém, Cole não foi páreo para Lorde Lymond Mallister.

    Ao final do torneio, o Rei Viserys I cedeu a Rhaenyra nomeando Criston Cole seu cavaleiro pessoal juramentado.

    Em 105 d.C., Criston, de 23 anos, tornou-se membro da Guarda Real, tomando o lugar do lendário Sor Ryam Redwyne.

    A DANÇA DOS DRAGÕES

    Em 129 d.C., o Rei Viserys I Targaryen morreu e Cole junto da Rainha Alicent Hightower reuniram o pequeno conselho para discutir a sucessão. Mantendo a morte do rei em segredo do público. Criston Cole se opôs a Rhaenyra Targaryen, Princesa de Pedra do Dragão, ou seu marido, o Príncipe Daemon Targaryen. Ele também repetiu o boato de que os filhos do primeiro casamento de Rhaenyra com Sor Laenor Velaryon eram bastardos.

    Com isso, o pequeno grupo em Porto Real queriam coroar o meio-irmão mais novo de Rhaenyra. O jovem Príncipe Aegon, indo contra os desejos do recém finado Rei Viserys I.

    Todos na corte que se opuseram e declararam apoio para Rhaenyra foram levados sob custódia. Quando Criston foi até Aegon para o convencer de que o príncipe a subir ao Trono de Ferro, ele usou como principal argumento era de que ele e seus irmãos seriam mortos por Rhaenyra se ele não reivindicasse o Trono de Ferro.

    Durante a coroação de Aegon no Fosso dos Dragões, Cole colocou a antiga coroa de Aegon, o Conquistador, na cabeça do jovem rei. Criston Cole nomeou Aegon com Aegon II e ficou conhecido como o Fazedor de Reis após o golpe da coroação.

    Rhaenyra Targaryen, que estava em Pedra do Dragão na época da coroação de Aegon II Targaryen, ao descobrir o golpe recusou-se a apoiar seu meio-irmão. Iniciando assim, o grande conflito armado que engoliu os Sete Reinos e ficou conhecido como a Dança dos Dragões. Muitos lordes dos Sete Reinos estavam cientes do desejo do Rei Viserys I de que sua filha o sucedesse como a primeira rainha governante. E assim, deram seu apoio à princesa.

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    MORTE

    Após muitas batalhas sangrentas entre os Negros e Verdes, Sor Criston Cole marchou para o sul com seu exército de Verdes, apoiadores do Rei Aegon II, encontrando apenas morte e o fogo diante de si. Seus batedores encontraram cadáveres pendurados em árvores e espalhados por todo o caminho, além de contaminando poços com água potável.

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    Quem são os Verdes?

    Os Negros finalmente se reuniram sob a liderança de Lorde Roderick Dustin e enfrentaram Criston, que desafiou os líderes do exército Negro a enfrentá-lo em combate singular, mas isso lhe foi negado.

    Numa das batalhas mais decisivas da Dança dos Dragões, após a morte de Cole, os homens do exército Verde começaram a fugir e consequentemente foram assassinados aos montes.

    O massacre se tornou conhecido como Baile dos Carniceiros.

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    A Casa do Dragãospin-off de Game of Thrones, chegará ao HBO Max no dia 21 de agosto de 2022 e Sor Criston Cole será vivido pelo ator Fabien Frankel.

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    CRÍTICA – Metal Lords (2022, Peter Sollett)

    Metal Lords é a mais nova produção adolescente da Netflix. Dirigido por Peter Sollett e roteirizado por D.B Weiss, o longa traz no elenco principal os atores Jaeden Martell, Adrian Greensmith e Isis Hainsworth.

    O filme conta com produção executiva musical de Tom Morello, lenda do rock e integrante dos grupos Rage Against the Machine e Prophets of Rage.

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    SINOPSE DE METAL LORDS

    Dois amigos tentam formar uma banda de heavy metal com um violoncelista para uma Batalha de Bandas.

    ANÁLISE

    Metal Lords é um projeto que possui uma equipe de peso. Na produção temos os premiados D.B Weiss (Game of Thrones), Greg Shapiro (A Hora mais Escura), e Tom Morello. No elenco, os conhecidos Jaeden Martell (Em Defesa de Jacob), Brett Gelman (Stranger Things) e Joe Manganiello (Liga da Justiça).

    O filme conta a história de dois amigos de infância que sofrem bullying na escola. Hunter (Adrian Greensmith) entende que o metal é a única salvação para ambos, sendo o caminho para eles se tornarem populares e respeitados. Kevin (Jaeden Martell), por outro lado, só quer ser um garoto comum e conseguir uma namorada.

    Em meio ao turbilhão de dúvidas e sofrimentos providos pela adolescência, os dois precisam superar seus problemas para tornarem a SkullFucker uma banda conhecida. Em sua busca por um baixista, eles conhecem Emily (Isis Hainsworth), uma menina muito talentosa e que arrasa tocando violoncelo.

    Metal Lords tem apenas uma hora e 38 minutos, mas parece durar muito mais do que o tempo previsto. A sensação se deve ao fato do roteiro de Weiss se perder no segundo ato da história, tornando a trama arrastada e pouco criativa. Entretanto, o longa retoma o gás em seu último arco, entregando um final interessante.

    O ponto central da trama é a amizade entre Kevin e Hunter, mas é difícil comprar o laço que teoricamente deveria existir entre os dois. Os debates em torno dessa relação estranha, entretanto, são o que movimenta a trama. Os assuntos abordados perpassam não só os problemas da juventude como, também, as causas que levam bandas de rock a terminarem prematuramente. O roteiro de Weiss busca navegar por esses tópicos, ao mesmo tempo em que tenta construir um background interessante para os personagens principais.

    O grande destaque de Metal Lords são as atuações. Jaeden, mesmo que extremamente jovem, é um ator com grande currículo em Hollywood. Seu talento é notável e ele é a grande estrela “guia” desse filme. Adrian Greensmith, mesmo sendo um iniciante, rouba a cena e entrega os momentos mais divertidos e inspirados da produção.

    A trilha sonora é um elemento vivo e pulsante em Metal Lords. Músicas de grandes nomes do cenário do rock e do metal embalam cada acontecimento da história, tornando a produção extremamente viva e um pouco nostálgica. Iron Maiden, Megadeth, Judas Priest, Metallica, Black Sabbath e até Avenged Sevenfold: a trilha de Metal Lords é uma série extraordinária de hits.

    Assim como Fita Cassete e Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta, Metal Lords é mais uma produção que tenta mostrar a importância do rock para movimentos sociais e revolucionários, aproximando as músicas de uma geração que há muito não se conecta com esse estilo. Mesmo sendo muito mais nostálgico para os adultos, o filme é uma comédia leve e divertida para o público adolescente.

    VEREDITO

    Com uma excelente trilha sonora e ótimas atuações, Metal Lords é mais uma interessante adição ao catálogo da Netflix.

    3,0/5,0

    Assista ao trailer

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    CRÍTICA – Secrets of Great British Castles (1ª temporada, 2015, Channel 5)

    A série documental Secrets of Great British Castles, produzida pela Sideline Productions, mergulha fundo na história britânica, onde em seus 12 episódios (6 por temporada) o historiador Dan Jones explora cada história por trás dos castelos mais famosos da Grã-Bretanha.

    Transmitida originalmente pelo Channel 5, em 2015; a série chegou recentemente ao catálogo da Netflix.

    SINOPSE

    Viaje no tempo com o historiador Dan Jones e explore o apogeu das mais famosas construções britânicas e o dia a dia de seus ilustres moradores. 

    ANÁLISE

    Castelo de Warwick com sua beleza singular.

    Do Castelo de Dover, porta de entrada da Inglaterra ao Castelo de Carrickfergus na Irlanda do Norte, a série Secrets of Great British Castles não poderia ter um título mais apropriado; onde Dan Jones esmiúça diversas histórias surpreendentes de algumas das construções mais famosas do Reino Unido. 

    Essas icônicas construções que contaram com uma engenharia a frente de seu tempo, foram palco de desgraças familiares, ruínas financeiras, artimanhas, escândalos e assassinatos; e ao vencerem os séculos, os castelos britânicos enfrentaram batalhas entre os povos britânicos (ingleses, galeses, irlandeses e escoceses), além de franceses, holandeses, alemães e até americanos.

    Um conjunto de ilhas tão antigas com tantas histórias que datam do Império Romano (sim, ainda há vestígios da presença das legiões de Júlio César), não é surpresa que seus castelos foram peças-chave em grandes batalhas internas nos séculos passados e até nas guerras mais recentes; aqui viajamos no passado e descobrimos muito dos conflitos internos em uma das monarquias mais complexas da história até partes importantes no desenrolar de conflitos nas Guerras Napoleônicas, na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria.

    Com 6 episódios com duração de 44min, a primeira temporada apresenta as seguintes construções:

    • Castelo de Dover;
    • Torre de Londres;
    • Castelo de Warwick;
    • Castelo de Caernarfon;
    • Castelo de Stirling;
    • Castelo de Carrickfergus.

    VEREDITO

    Para os fãs de história e principalmente Idade Média, Secrets of Great British Castles é uma obra-prima de conhecimento! Além de todas as informações relevantes sobre as técnicas de construção utilizada em cada castelo, Dan Jones nos guia de forma clara e objetiva nos eventos mais importantes na histórica britânica onde cada castelo esteve inserido, fazendo um recorte magistral de uma complexa linha do tempo, bem como nos presenteia com ângulos dificilmente vistos por turistas, mesmo que através de uma visita com um guia turístico local.

    Dan Jones mostra o funcionamento do Lobo da Guerra, a maior catapulta já construída, exibe uma demonstração de um canhão à pólvora e até entra e nos mostra como é a possivelmente mais cruel das masmorras.

    É difícil dizer qual a melhor parte de Secrets of Great British Castles; seria a engenharia? Os fatos históricos? As imagens que visitantes comuns jamais veriam? As demonstrações de situações da Idade Média? Definitivamente, não tenho essa resposta.

    As duas temporadas estão disponíveis na Netflix com dublagem e legenda em português.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer original (sem legenda):

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    CRÍTICA – Ainda Estou Aqui (2022, Netflix)

    Ainda Estou Aqui é o mais novo drama romântico da Netflix. O filme é estrelado por Joey King (A Barraca do Beijo) e Kyle Allen (O Mapa das Pequenas Coisas). O filme comovente e dramático nos leva por lugares obscuros enquanto aborda assuntos como luto e o pesar diante de uma grande perda.

    O filme que flerta em diversos momentos entre fortes cargas emocionais e o pesar, nos leva por lugares otimistas a seu fim, mas até chegar lá, se preparem para uma longa jornada.

    SINOPSE

    Uma adolescente perde o amor de sua vida em um trágico acidente. Após acordar sem memória do acontecido e arrasada, a jovem começa a achar que ele está tentando se comunicar com ela do além.

    ANÁLISE

    Ainda Estou Aqui

    Ainda Estou Aqui é um filme teen que nos lança em uma leve viagem sobrenatural dramática que não parece brilhar em nenhum de seus aspectos, enquanto nos lança por entre os mais diversos passos do luto de uma jovem com um brilhante futuro.

    Com viagens entre o passado e o presente, o esquema de cores e saturação do filme nos lança e esclarece em seus primeiros momentos onde estamos localizados. Seja entre os dias que antecedem o acidente ou os dias após o acidente e a forma como Tessa (Joey King) lida com a morte de Skylar (Kyle Allen), o filme se aprofunda e enriquece o mundo no qual estamos ambientados.

    Ao contar uma história tão emocionante e contundente, como cuidadosa, a Netflix nos apresenta uma história sobrenatural, enquanto questionamos o que está diante dos nossos olhos.

    Joey King, que com apenas 22 anos conta com um currículo invejável é capaz de explorar suas habilidades e nos apresenta uma faceta não tão presente em romances estrelados pela atriz da locadora vermelha. Mas que já despontaram no passado – se você assistiu The Act e Mentira Incondicional, verá que as habilidades da atriz não se limitam apenas à comédias românticas.

    O que pode ser visto em Ainda Estou Aqui é uma história de amor que transcende a vida. A capacidade do roteiro ainda que pudesse nos levar por caminhos ainda mais dramáticos, escolhe por não dar à Kyle Allen o papel e a profundidade que seu personagem pedia na ocasião – se você já se deparou com O Mapa das Pequenas Coisas, entenderá onde eu quero chegar, se ainda não, não perca tempo e assista o filme na Amazon.

    VEREDITO

    Ainda Estou Aqui

    Por mais que Ainda Estou Aqui nos apresente uma relação improvável, o fato do filme se ambientar quase que inteiramente no passado, faz com que o mesmo perca um pouco do que daria um maior brilho à história e a relação de Tessa e Skylar – fazendo-nos entender que a relação dos dois é mais do que algumas interações pós-morte.

    Após ter bebido claramente da fonte de filmes como Ghost e E Se Fosse Verdade, Ainda Estou Aqui perde uma oportunidade de se distanciar do que já foi feito e ser mais um filme de destaque da carreira de Joey King.

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

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    Noites Sombrias #61 | Conheça Takashi Miike, o “Maestro da Violência”

    Se você gosta bastante de Quentin Tarantino, provavelmente ouviu falar em Takashi Miike; tudo porquê o cineasta norte-americano confessou sua admiração e fonte de inspiração pelo diretor japonês. Inclusive Tarantino convidou Miike a participar de um filme, o qual não apenas aceitou como retribui a gentileza.

    Mas, quem é Takashi Miike?

    Nascido na província de Osaka, Japão, em 24 de agosto de 1960, Miike é um diretor que demonstra estar em constante processo criativo, pois, se você pesquisar vai se deparar com dezenas de produções em que o mesmo criou ou contribuiu.

    Seu nome sempre é citado pela quantidade de violência que contém em suas obras, o diretor não tem medo de ousar e colocar cenas carregadas de gore, bizarrices totalmente incomuns e em alguns casos também utiliza de artifícios cômicos.

    Bateu a curiosidade?

    Veja as principais obras para você iniciar no mundo mais violento orquestrado por Takashi Miike.

    O Teste Decisivo (1999)

    Quando o assuntos são obras de horror esse O Teste Decisivo (Ôdishon, no original) sempre entra em questão, apesar de não ser muito conhecido no mundo ocidental, o longa alavancou a carreira do diretor japonês, e se tornou um dos clássicos do gênero.

    Nesse filme, começamos a acompanhar um homem viúvo, relativamente bem sucedido que decide seguir a ideia do seu amigo de trabalho em procurar uma namorada de um jeito bem peculiar, forjando uma audição para escalar atrizes para um filme, mas nem tudo sai como planejado.

    SINOPSE

    Sete anos após a morte de sua esposa, o executivo Aoyama (Ryo Ishibashi) é convidado a participar do teste para a escolha de uma atriz. Ao analisar os currículos, sua atenção é capturada por Asami Yamazaki (Eihi Shiina), uma bela mulher com formação em balé. No dia da audição, ela é a última a ser entrevistada; Aoyama anota seu telefone e a convida para jantar. Quando Aoyama liga para Asami, aparentemente a garota está sozinha, mas na verdade ao seu lado encontra-se um saco com o corpo de alguém que acabara de matar.

    Ichi – O Assassino (2001)

    Ichi – O Assassino (Ichi the Killer) é uma adaptação do mangá homônimo de Hideo Yamamoto, onde Kakihara (Tadanobu Asano) que descobre o assassinato cruel do seu chefe da Yakuza, logo decide iniciar uma investigação por conta própria para descobrir quem é o autor. Em meio a cenas muito violentas, Kakihara entra no caminho de Ichi (Nao Ohmori), um home sádico que não poupa crueldade em suas torturas.

    Assim como na maioria dos seus trabalhos, Takashi Miike utiliza a Yakuza como plano de fundo e novamente, mostra cenas bastante difíceis até de serem vistas, em alguns momentos nosso instinto fala mais alto e tudo que queremos é olhar para qualquer outro lugar.

    Perfeito, né?

    SINOPSE

    Um executor Yakuza sadomasoquista encontra um assassino reprimido e psicótico que pode ser capaz de infligir níveis de dor com os quais o executor só pode sonhar.

    Três… Extremos (2004)

    Para quem ama terror, principalmente nipônicos, essa parceria é daquelas que agradecemos todos os dias por existir.

    Em Três… Extremos (Sam Gang 2) 3 histórias criadas por 3 autores, o nosso citado em questão Tadashi Miike, que desta vez opta por algo menos gráfico, o diretor chinês Fruit Chan (Kill Time) e o diretor sul-coreano Chan-wook Park, este último é o criador da incrível e inesquecível obra, chamada Oldboy (2003).

    SINOPSE

    Em “Box” uma bela romancista é assombrada pela memória de sua irmã gêmea, morta num acidente suspeito. Em “Dumplings” os bolinhos de Mei (Ling Bai) podem realizar o desejo secreto de toda mulher – a juventude eterna – mas a altíssimo preço. Para a ex-estrela de televisão Qing (Miriam Yeung Chin Wah), entretanto, não existe custo alto demais. Em “CutRyu Ji-Ho (Lee Byung-Hun) é um homem perfeito, que tem tudo na vida. Até o dia em que um estranho sequestra sua esposa pianista e o obriga a matar uma criança inocente, para que sua mulher não perca os dedos.

    Lição do Mal (2012)

    Em Lição do Mal (Aku no Kyoten) temos retratado a violência nas escolas japonesas, porém, por ótica diferente do que estamos habituados a ver. A trama gira em torno de um jovem professor, muito popular e queridos por seus alunos por saber lidar com adversidades de forma mais tranquila, mas, ele esconde suas particulares bastantes incomuns.

    Novamente, Miike nos coloca a pulga atrás da orelha nos deixando extremamente aprensivos.

    SINOPSE

    Sr. Hasumi (Hideaki Itō) é um professor popular, jovem e bonito em uma escola de elite. Ele esconde seu passado sombrio e desejos homicidas até testemunhar o mau comportamento e o bullying entre o corpo estudantil.


    Com tantos trabalhos realizados por Takashi Miike fica até difícil escolher alguns para iniciar quem ainda não conhece o cineasta japonês, mas não transformarei esse artigo um testamento.

    Apenas finalizarei com essa introdução desse diretor tão aclamado e claro, ainda deixei uma pulguinha atrás da orelha de curiosidade para outros diretores não tão conhecidos e que merecem sua atenção.