A 1ª temporada de Paciente 63 ainda estrela na lista de podcasts mais ouvidos do Brasil quase um ano após seu lançamento. Ao descobrir do anúncio da 2ª temporada, minha animação foi imensa. Enquanto a primeira temporada da série funciona como uma forma de nos apresentar um mundo fantástico, mas dolorosamente parecido com o nosso, a segunda vai além.
O trabalho de Julio Rojas que foi visto na primeira temporada, nos apresentar os mais assombrosos aspectos da realidade em que somos lançados e enquanto avançamos para a segunda temporada, a história dos protagonistas muda.
SINOPSE
Ano 2012. A doutora Elisa Amaral (Mel Lisboa) acorda dez anos antes dos acontecimentos mais marcantes da sua vida. Pedro Roiter (Seu Jorge) está encalhado em um futuro perdido e neste passado os papéis trocam: ela é a paciente enigmática de um terapeuta. Por que o ano de 2012? Por que ela? O amor é capaz de viajar no tempo? Maria Cristina Borges é uma ameaça letal? O vírus Pégaso é um destino do qual não se pode fugir? É o dever de Elisa salvar o futuro da humanidade novamente?
ANÁLISE
O que grande parte das ficções-científicas fazem, é nos lançar em meio à um mundo ligeiramente ou imensamente parecido com o nosso. Ao fazer isso, a produção tende a causar no espectador uma identificação. Ainda que faça uso de alegorias, se aquele mundo retrata conflitos, ou contemporaneidades de quem o assiste, tudo se torna muito mais fácil se feito da forma correta.
Frank Herbert fez isso com Duna em 1965, Star Trek faz isso desde 1966 e nos causa um dos mais brilhantes e atormentadores sentimentos.
Ainda que sejam localizados em um futuro distante, conseguimos nos ver e nos identificar com a história que está sendo contada.
Enquanto essas franquias citadas anteriormente se passam em 8 mil anos no futuro, ou até mesmo 300 anos no futuro, Paciente 63 retrata os dias de hoje, ou na segunda temporada, um passado não tão distante, o longíquo ano de 2012.
Enquanto tenta mudar o futuro, Elisa é enviada ao passado a fim de evitar as repercussões que vem se tornar o que em 2062 passará a ser conhecido como a Egrégora – “um regulador coletivo do comportamento e do pensamento, formado por milhões de opinantes” -, como Pedro Roiter explica na primeira temporada, e o vírus Pégaso.
Ao aprofundar as relações imensamente durante sua 2ª temporada, Paciente 63 dá espaço para que Mel Lisboa e Seu Jorge brilhem, trazendo à tona Gaspar Marin, personagem que só ouvimos falar ao longo da primeira temporada – mas que tem um papel fundamental ao longo da segunda.
VEREDITO
Enquanto a primeira temporada da áudio-série, ou podcast com storytelling abordou o vindouro futuro que acabaria com a Terra como a conhecemos, a segunda mostrou as mais profundas relações humanas.
Em meio à um mundo novo, Elisa não é mais uma médica, mas sim a Paciente 63, que precisa tocar a canção a fim de ser lembrada por seu médico. Mas não se engane, ao longo dessa temporada, o tabuleiro para evitar o futuro desolador mudará várias vezes. Você pode ser você mesmo ao retornar para a 2ª temporada, ou alguém completamente diferente.
De uma coisa podemos ter certeza, o destino de Elisa e de Pedro está intimamente ligado com o futuro do universo.
5,0 / 5,0
Confira o trailer:
A segunda temporada de Paciente 63 estreou no dia 08 de fevereiro de 2022 no Spotify.
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O Oscar 2022 anunciou todos os indicados no dia de hoje (08/02) e os filmes estão divididos entre cinema e diversas plataformas. Confira abaixo onde assistir aos indicados a categoria de melhor filme:
CINEMAS
Belfast
Abrindo a lista, temos o drama Belfast, dirigido por Kenneth Branagh. O longa mostra a história de um menino que vivia na Irlanda do Norte nos anos 60 em meio ao caos da guerra que assolava o país.
Belfast concorre nas seguintes categorias do Oscar 2022:
Melhor Filme, Melhor Direção (Kenneth Branagh), Melhor Atriz Coadjuvante (Judi Dench), Melhor Ator Coadjuvante (Ciarán Hinds), Melhor Roteiro Original, Melhor Som e Melhor Canção Original (Down To Joy).
O filme estreia no dia 10 de março de 2022 nos cinemas brasileiros.
Licorice Pizza
Licorice Pizza é uma dramédia que mostra a vida do casal Alana (Alana Haim) e Gary (Cooper Hoffman), dois jovens que se apaixonam e vivem os dramas e alegrias do primeiro amor.
O longa está disputando com outras obras nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção (Paul Thomas Anderson) e Melhor Roteiro Original.
A comédia estreia no dia 17 de fevereiro de 2022 nos cinemas tupiniquins.
Na trama, Stanton Carlislie (Bradley Cooper) é um golpista que usa de truques de um vidente e sua esposa para ludibriar os ricaços dos Estados Unidos nos anos 40. Ele acaba se encantando por uma misteriosa psicóloga com o objetivo de enganar um magnata Nova Iorque.
Categorias do Oscar 2022 em que O Beco do Pesadelo foi indicado: Melhor Filme, Melhor Figurino, Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção.
Amor, Sublime Amor é uma releitura do longa de 1961 com a direção do maior de todos, Steven Spielberg, trazendo o romance de Tony (Ansel Elgort) e Maria (Rachel Zegler), e desperta a rivalidade entre as gangues Jets e Sharks nos anos 50 em Nova Iorque.
O longa concorre as seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Direção (Steven Spielberg), Melhor Atriz Coadjuvante (Ariana DeBose), Melhor Figurino, Melhor Som, Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção.
Outra grande surpresa na categoria de Melhor Filme no Oscar 2022 foi a entrada de Drive My Car, obra japonesa, dirigida por Ryusuke Hamaguchi.
Drive My Car conta a história do ator Yusuke Kafuku (Hidetoshi Nishijima), um homem que teve uma perda dolorosa em sua vida e agora tenta seguir em frente com um novo trabalho desafiador em uma jornada de descobertas impressionantes.
O longa concorre nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção (Ryusuke Hamaguchi), Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Adaptado.
Drive My Car não tem estreia prevista no Brasil informada até o momento.
NETFLIX
Não Olhe Para Cima
Na plataforma vermelha mais popular do mundo, Não Olhe Para Cima é o filme farofa da lista de indicações do Oscar 2022.
Kate Dibiasky (Jennifer Lawrence) descobre um cometa que irá colidir com a Terra em três meses. Ela e o Dr. RandallMindy (Leonardo DiCaprio) tentam, sem sucesso, um auxílio de um governo negacionista que não quer enfrentar o problema.
Não Olhe Para Cima disputa os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.
Ataque dos Cães
O grande favorito da premiação, Ataque dos Cães, é dirigido por Jane Campion e está dando o que falar.
Phil (Benedict Cumberbatch) é um caubói brucutu que possui diversos segredos. Depois do casamento de seu irmão, ele agora entra em pé de guerra com sua cunhada e o filho dela, criando uma relação pautada em uma masculinidade tóxica.
Ataque dos Cães concorre nas seguintes categorias do Oscar 2022: Melhor Filme, Melhor Direção (Jane Campion), Melhor Ator (Benedict Cumberbatch), Melhor Atriz Coadjuvante (Kirsten Dunst), Melhor Ator Coadjuvante (Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora (Jonny Greenwood), Melhor Som, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Design de Produção.
AMAZON PRIME VIDEO
No Ritmo do Coração
Na Prime Video temos No Ritmo do Coração, filme dirigido por Siân Heder e que conta a história de Ruby (Emilia Jones), a única membro não surda de sua família. Quando os negócios da família vão mal, a garota deve assumir tudo, todavia, ela deve abrir mão de seus sonhos por conta de suas responsabilidades?
No Ritmo do Coração concorre nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Troy Kotsur) e Melhor Roteiro Adaptado.
HBO MAX
Duna
O épico de Denis Villeneuve vem com tudo como um dos favoritos nas categorias técnicas, pois realmente enche os olhos de quem assiste.
Na trama, Paul Atreides (Timotée Chalamet) é um jovem de uma família poderosa que assume um compromisso político importante. Ao chegar em um novo planeta, eles se deparam com a hostilidade local, além de traições inesperadas.
Duna está disputando com diversas obras nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora (Hans Zimmer), Melhor Som, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Design de Produção.
King Richard: Criando Campeãs
Fechando a lista, temos um dos queridinhos dos brasileiros e uma das zebras do Oscar 2022. King Richard: Criando Campeãs, conta a história de Richard Williams (Will Smith), pai das irmãs Williams, lendas do tênis, apresentando a figura que as criou com métodos nada ortodoxos.
O longa concorre nas seguintes categorias: Melhor Ator (Will Smith), Melhor Atriz Coadjuvante (Aunjanue Ellis), Melhor Roteiro Original, Melhor Canção Original (Be Alive) e Melhor Edição.
Gostou da lista? O Feededigno vai fazer uma cobertura para lá de especial! Confira tudo sobre o Oscar 2022 conosco!.
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A segunda temporada de Euphoria é transmitida semanalmente na HBO e HBO Max. O quinto episódio chamado de Stand Still Like the Hummingbird é dirigido e escrito pelo criador da série Sam Levinson.
SINOPSE
O destino tem uma maneira de alcançar aqueles que tentam fugir dele. Leslie (Nika King) e Gia (Storm Reid) tentam fazer uma intervenção com Rue (Zendaya), mas ela acaba fugindo da família.
ANÁLISE
Quinze minutos. É o tempo que dura a agoniante cena em que a mãe de Rue, Leslie, enfrenta filha ao descobrir que ela ainda está usando drogas. Gia, está encolhida em seu quarto e tenta em vão não prestar atenção na discussão da mãe e da irmã; mas com raiva, Rue chega até ela. É interessante perceber que sempre que a protagonista está sendo confrontada em relação às drogas é Gia quem a encontra. Aconteceu na primeira temporada, se repete nesse episódio e temos a impressão que já passamos por isso com elas.
Não que agora seja diferente, mas Euphoria é certeira em mostrar o quanto é difícil e doloroso lidar com um viciado, reabilitações nem sempre funcionam e intervenções quebram famílias. Durante esses quinze minutos, vemos Rue em seu extremo e fora de si, sendo completamente irracional.
É algo feio de assistir e cada momento pesa em nossa consciência. Enquanto Rue implora para a mãe lhe dar a mala com as drogas – aquela que ela pegou com a traficante Laurie (Martha Kelly) – a discussão se torna agressão. Rue é violenta com a mãe, quebra objetos de casa e culpa Gia. As coisas ficam piores quando ouvimos a voz de Jules (Hunter Schafer), que estava na sala, dizendo que as drogas foram descarga a baixo.
Rue é cruel com Jules de forma aterrorizante motivada por pura raiva.
“Você é uma porra de um vampiro. Andar por aí sugando a porra do espírito de todo mundo.”
Sabemos que as palavras de Rue não são verdade, mas mesmo assim é arrepiante. Rue sabe que está irreconhecível e por algumas vezes cai ao chão pedindo desculpas a mãe, ela aceita ser levada ao hospital, mas muda de ideia e foge. O grito de Gia quando a irmã sai no carro em meio a rua movimentada encerra uma das sequências de cenas mais aterradoras de Euphoria.
Não é fácil ficar ao lado da personagem de Zendaya, na crítica do episódio anterior, comentei sobre como tememos por ela e por sua família. Isso porque Rue é perigosa, já vimos ela ameaçar a mãe, mas também nos importamos com ela. Sua fuga é prova disso; e a personagem passa o episódio correndo pelas ruas da cidade criando uma trilha de confusões. Ela revela o segredo mais crítico da segunda temporada, dizendo a Maddy (Alexa Demie) e ao resto de suas amigas que Cassie (Sydney Sweeney) está dormindo com Nate (Jacob Elordi). O foco muda completamente com Maddy começa a ameaçar a ex-amiga e Cassie mal consegue verbalizar uma frase com olhos marejados.
Rue aproveita para fugir mais uma vez. Em seguida, ela visita Fez (Angus Cloud) e precisa ser removida à força quando vai procurar pílulas na casa do amigo. Em outro momento, ela inicia uma perseguição policial e também é quanto Levison faz meu melhor trabalho como diretor. Sua câmera passa a localizar Rue na cena enquanto ela corre por entre casas, o movimento é sempre para enquadrá-la na sua próxima manobra. É um momento criativo para a direção da série e mostra que Euphoria tem mais a oferecer do que uma fotografia bonita.
O destino final de Rue é o apartamento de Laurie, após saber que a jovem viciada não tem dinheiro, a ex professora não está irritada. Ela até comenta que não houve uma situação em sua vida que a deixou com raiva. Mas, a calmaria de Laurie é alarmante o suficiente para sabermos que Rue não está segura. Laurie finge bondade e compreensão enquanto prepara uma armadilha para a adolescente. Mesmo a jovem não usando drogas intravenosas, ela convence a jovem a injetar morfina enquanto comenta que existem outras formas de uma mulher conseguir dinheiro – ou seja, usando o corpo.
Rue consegue fugir mais uma vez, mas adia um confronto com Laurie que mais cedo ou mais tarde será inevitável.
Stand Still Like the Hummingbird (Fique Parado Como Um Beija-flor) expressa toda essa jornada de Rue, sua corrida desenfreada que não leva a lugar nenhum. Ela está pior que na primeira temporada; ela não saiu do lugar, ou melhor, ela se afundou mais. Porém, ainda temos empatia por essa personagem, sofremos por ela apesar de não ser uma boa pessoa nesse momento.
Sua relação com a sua família, com Jules e com suas amigas está quebrada; e ela sabe disso. Mesmo depois de tanto estrago, a jovem não consegue ficar limpa. Euphoria pode ser vários aspectos irreais para uma série de adolescentes, mas Rue é extremamente verdadeira. Seu caso é o de vários adolescentes no mundo, entender como uma família lida (e também não lida) com um viciado é necessário para gerar empatia por essas pessoas. Nesse quesito, Euphoria cumpre seu papel.
VEREDITO
O quinto episódio de Euphoria é o melhor da temporada até o momento. Com destaque para a direção de Sam Levinson e atuação magistral de Zendaya (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa). É um episódio alucinante que transborda criatividade. Por outro lado, começo a me preocupar com o rumo da trama, os conflitos até agora são semelhantes ou até mesmo inferiores a primeira temporada e isso com certeza é um alerta amarelo para produção da HBO.
5,0 / 5,0
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Lov3 é a nova série brasileira da Amazon Prime Video que chega a plataforma de streaming no dia 18 de fevereiro. Felipe Braga é responsável pela criação da série, ele também assina como produtor ao lado de Rita Moraes e diretor com Mariana Youssef e Gustavo Bonafé.
O time de roteiristas tem nomes como Duda de Almeida e Natália Sellani. Já no elenco, a produção traz Bella Camero (Mariguella), Elen Clarice e João Oliveira nos papéis principais. Com seis episódios de meia hora cada, a série aborda as relações amorosas e fora dos padrões de três irmãos, enquanto também buscam encontrar a si próprios e entender seus desejos pessoais.
Em uma coletiva de imprensa promovida pela Amazon Prime Video, o elenco, os diretores e Malu Miranda (Head de Conteúdo Original para o Brasil do Amazon Studios), falaram sobre o intuito da série em representar as relações amorosas não convencionais através desses três jovens protagonistas.
SINOPSE DE LOV3
Na trama, os gêmeos Sofia (Bella Camero) e Beto (João Oliveira), Ana (Elen Clarice) têm pouca coisa em comum: são irmãos, moram em São Paulo e se recusam a experimentar amor e sexo da mesma maneira que seus pais.
Isso se torna ainda mais forte quando a mãe deles, Baby (Chris Couto), resolve abandonar o marido, Fausto (Donizeti Mazonas), e um casamento de 30 anos. Ana tem 33 anos e reata com o ex-marido, Artur (Drayson Menezzes), sem, contudo, abrir mão de ficar com quem quiser.
Sofia tem 24 anos, acabou de ser demitida do milésimo emprego e precisa dividir o teto com um trisal que não a reconhece como parte da relação. E Beto é um jovem gay que só sente atração por homens héteros que o dispensam, e agora precisa conquistar sua autoestima.
Nesse meio tempo, enquanto tentam conciliar suas vidas amorosas, o trio de irmãos busca o autoconhecimento para alcançar suas melhores versões.
Série trabalha relações amorosas
Lov3 é uma série que explora as relações amorosas além daquilo que a sociedade reconhece como padrão. Com uma visão contemporânea e focada no público jovem, a série também trata das dificuldades nas relações familiares.
Para o criador da produção, Felipe Braga, a série desconstrói o conceito de relações rápidas entre os jovens para falar sobre comprometimento e a busca pelo amor. “No final do dia, precisamos olhar nos olhos uns dos outros”, enfatiza Braga acerca do foco da série em tratar diferentes tipos de relações amorosas sobre os olhares dos três irmãos.
Com temas considerados tabus, Lov3 traz conceitos como trisal e relacionamento aberto de uma forma natural que busca debater as novas formas de amor. A atriz Bella Camero conta que estudou sobre relacionamentos não monogâmicos e a descolonização do afeto para viver a sua personagem Sofia que se interessa por um trisal.
Já Elen Clarice, que interpreta Ana, comenta que sempre acreditou em várias formas de se relacionar e inclusive têm amigos que viveram essas experiências. Enquanto João Oliveira, na trama vive Beto, relata acreditar que essas novas relações estarão mais presentes pós-pandemia.
Lov3 parte de uma comunidade que quase nunca foi representada nas produções cinematográficas. Segundo o diretor Gustavo Bonafé, a série é importante, pois é preciso legitimar que esses tipos de amor existem. Sendo também, o tipo de história que chama a atenção do público, de acordo com Malu Miranda. Head de Conteúdo Original da Amazon Studios: “A Amazon procura por essas histórias diferentes, mas que também são universais”.
Lov3 aborda comédia e romance
Para o Feededigno, os diretores responderam sobre o processo de abordar diferentes gêneros cinematográficos em uma série sobre relações, visto que, Lov3 mistura romance e drama com um sutil e pontual tom cômico.
Segundo a diretora Mariana Youssef, a série foi pensada para permear gêneros e construir camadas com as partes de humor. “É um grande acerto e que dá muita profundidade a esses personagens. É na verdade o que me fez amar esse projeto”, comenta a diretora.
O criador e também diretor da produção, Felipe Braga, relembra que a comédia ajuda a dar vulnerabilidade a esses personagens e os torna mais identificáveis. Malu Miranda, Head de Conteúdo, acrescenta que a série consegue mostrar diversas facetas do que a vida tem de real, seja comédia, drama ou romance.
Lov3 estreia no próximo dia 18 de fevereiro no streaming da Amazon Prime Video simultaneamente para 240 países. Assista ao trailer:
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Rainbow Six é uma das franquias mais lucrativas da Ubisoft. Os games que nasceram com uma premissa base, de impedir a todo custo ameaças terroristas, se tornou muito mais nos anos seguintes. O nome Rainbow, vem pelo fato da equipe ser formada por indivíduos de diversas nacionalidades. Agora, Rainbow Six Extraction nos apresenta um mundo mais diverso e muito mais desafiador.
Intitulado previamente como Rainbow Six Quarantine quando foi anunciado em 2019, o game ganhou um novo nome após um atraso em seu desenvolvimento em meio à pandemia.
Tendo sido lançado no dia 20 de Janeiro, mergulhamos de cabeça no novo capítulo da franquia Rainbow Six com Extraction.
SINOPSE
O parasita Chimera que causou uma Epidemia no Novo México apareceu novamente nos EUA, mais mortal que nunca e se espalhando rápido. Para se preparar para qualquer futura ameaça, foi criada a REACT (Equipe Rainbow de Análise e Contenção Exógena), uma organização altamente especializada e preparada. Como Agente essencial da REACT, é sua missão confrontar as criaturas misteriosas conhecidas como Archæans.
ANÁLISE
Após se tornar uma franquia de imensa importância para o cenário competitivo e os E-Sports, Rainbow Six Siege evoluiu e se tornou muito mais. Extraction é a continuação da franquia que nos apresenta os mesmos operadores do passado e suas mais diversas facetas e habilidades para derrotar os Archeans de maneira que apenas a equipe REACT é capaz de fazê-lo.
Por meio de uma equipe de três pessoas, o desenvolvimento do game nos leva por diferentes lugares dos Estados Unidos em 14 mapas diferentes.
O Parasita Chimera é uma das mais potentes ameaças que precisamos evitar a fim de obter êxito nas missões. Ainda que a história do game revele que o Parasita seja algo tão antigo quanto a formação do Universo – tendo surgido há cerca de 16 bilhões de anos, ele viajou pelo espaço e se depositou por diversos planetas, incluindo a Terra.
Com uma jogabilidade um tanto parecida games como Back 4 Blood e World War Z, Extraction se inspira em games de survival horror e nos oferece uma bela experiência multiplayer.
É ONLINE, MAS DÁ PRA JOGAR SOZINHO
Grande parte do brilho de Rainbow Six Extraction se dá ao seu fator gameplay. Primeiro precisamos levar em conta que grande parte da gameplay é baseada em cooperação.
Conforme avançamos, nossa equipe precisa cumprir três distintos objetivos ao longo das fases. Cada um deles com diferentes dificuldades. Como o confronto com Proteans de diferentes níveis de dificuldade esperados, esses conflitos e as ameaças presentes nas missões podem levar nossos personagens à derrota.
Ao perder um dos nossos parceiros de equipe, seu corpo é envolvida em uma espuma de estase a fim de proteger sua integridade física. Ao longo dessa missão, é possível salvar seu parceiro caído, levando para extração. Mas caso você esteja no modo singleplayer, tenha em mente que você pode salvar seus personagens caídos da mesma forma, mas rejogando os mapas onde você os perdeu para o Chimera.
A forma da Ubisoft nos lançar no mundo em constante destruição, apresenta diversas dificuldades, desde esporos escondidos pelo mapa que podem te cegar diante de um inimigo, até mesmo minas, que também te cegam.
É bom sempre estar em uma equipe quando mergulhar no mundo de Rainbow Six Extraction, pois conforme a progressão não só sua, mas também de seus personagens, você pode ter em seu arsenal e seua galeria de personagens as habilidades necessárias para fazer frente à ameaça que o Chimera impõe sobre o mundo.
Ao começar sua aventura com apenas 9 operadores. Caso você não tenha cuidado, os perderá. Mas jogando em equipe, reforçando paredes a fim de cumprir os objetivos sem muitos problemas, você não terá que fazer nenhum Resgate de MIA.
Tenha em mente, que se passarmos grande parte das missões com pouca vida, ao final das rodadas, seu personagem permanecerá “Inativo” até que a próxima missão chegue ao fim.
Ou seja, existe uma diferença: MIA, você precisa resgatá-lo; Inativo, você só precisa chegar ao fim da próxima missão.
VARIEDADE DE MISSÕES
Enquanto a resistência tem intenção de descobrir mais sobre o Chimera, sua missão é cumprir uma variedade de missões que proporcionarão a você EXP necessária pra progredir tanto com seus personagens, como seu nível de jogador – a progressão do nível de jogador, garantirá recompensas interessantes e a possibilidade de fabricar itens para que seu arsenal seja de fato nocivo e cause um relativo dano à empreitada do Parasita Chimera.
Com cerca de 15 missões diferentes, sua gameplay será sempre diversa. E o fato delas serem rotativas, é quase garantido que você não pegará a mesma missão 2 vezes seguidas.
Indo de Caçadas, até mesmo à Sabotagens, Biópsias e Resgates, Rainbow Six Extraction te garante a diversão necessária em 4 diferentes níveis de dificuldade para os jogadores mais experientes que querem um desafio.
VARIEDADE DE MONSTROS E AMEAÇAS
Como citado anteriormente, as ameaças do game não estão presentes apenas nos inimigos que você vai enfrentar. Mas estão também estão por vezes próximos às colméias escondidas, por meio de minas ou esporos cegantes, espalhados pelos cenários, ou no último lugar que você procurar.
Até o momento em que esse texto foi escrito, o game conta com 11 organismos parasitários:
Grunt
Rooter
Breacher
Bloater
Spiker
Smasher
Lurker
Sower
Tormentor
Apex
Proteans
A forma de derrotá-los são as mais diversas. Inclusive se levarmos em conta os 5 personagens mais poderosos do game, os Grunt, Breachers, Rooters, Smashers e Apex.
Um dos elementos mais importantes do game, é levarmos as missões em conta, mas caso elas não estejam diretamente ligada à captura ou biópsia de um dito tipo de infectado, o melhor a fase sempre é destruir as colméias para evitar que você não fique cercado de inimigos.
VEREDITO
Por meio de uma gameplay em equipe em conjunto com uma história poderosa, Rainbow Six Extraction é tão divertido quando importante para a indústria. Se atualizado da forma certa, o game poderá ter uma vida longa como seu antecessor Rainbow Six Siege teve, tendo sido lançado em 2015, o game ainda ocupa um papel importante em meio ao cenário competitivo de E-sports.
Ver melhor e entende como o game funciona fez esse que vos escreve se dedicar imensamente a fim de trazer esse texto para você, leitor. A história criada pela Ubisoft, assim como tudo que a equipe de desenvolvimento da Ubisoft Montreal – o maior estúdio da Ubisoft – foi capaz de fazer, alçam a gameplay à um novo nível, nos fazendo questionar por vezes, o que mais a Ubisoft pode fazer a fim de impressionar assim?
Tenham em mente, que Back 4 Blood e World War Z foram citados anteriormente apenas para efeitos comparativos. Rainbow Six Extraction inova onde os games do gênero survival apenas sonharam em chegar.
Rainbow Six Extraction foi lançado no dia 20 de Janeiro para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5, Xbox Series X e PC.
4,5 / 5,0
Confira o trailer do game:
Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.
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O Roll7 é um estúdio independente com base em Londres que se uniu à Private Division em 2021 para tirar do papel o ambicioso projeto que é OlliOlli World. O game, lançado no dia 08/02/2022, está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X.
A série OlliOlli é marcada por sua principal característica: jogos de skate no estilo plataforma com rolagem lateral. Seu primeiro jogo, que deu nome à série, foi lançado em 2014 originalmente para PlayStation Vita, sendo lançado posteriormente nas demais plataformas. A sequência veio com o game OlliOlli2: Welcome to Olliwood, em 2015, também originalmente para consoles da Sony.
SINOPSE
OlliOlli World é um novo jogo de skate estilo plataforma, cheio de personalidade. Faça um flip e mande ver no mundo vibrante de Radlandia, encontre personagens interessantes enquanto manda um grind, um trick ou air, numa jornada para descobrir os deuses místicos do skate na sua missão por Gnarvana.
Desbrave um mundo cativante enquanto encara suas missões e desafios e faz novos amigos no caminho. Personalize a aparência, as manobras e o estilo do seu personagem enquanto vivencia fases exploráveis, com diversos caminhos que oferecem oportunidades para expressar os estilos únicos de cada jogador. Desafie o mundo nas ligas ou instigue um amigo a bater suas melhores manobras numa das milhões de fases compartilháveis.
ANÁLISE DE OLLIOLLI WORLD
OlliOlli World é, como já dito, um jogo de skate no estilo plataforma em perspectiva 2.5D, com gráficos cartunescos bastante coloridos e uma trilha sonora suave que contrasta com a mecânica frenética do game.
A personalização é um dos primeiros pontos a chamar atenção quando experienciamos OlliOlli World. E ela se dá em vários âmbitos. Num primeiro momento, a personalização do personagem, permitindo customizar o estilo, algumas características físicas e o seu skate. Um detalhe interessante aqui é que em nenhum momento definimos o gênero do personagem, e por podermos editá-lo a qualquer momento, é possível editar o personagem da forma que bem entendermos, quando e como quisermos.
Créditos: Roll7 / Private Division
Gráficos
A enxurrada de informações visuais que OlliOlli World proporciona é tamanha que custei a definir quais as características que me eram familiares. Mas não demorou muito para eu definir que os belos gráficos, desenhados à mão, me remetiam a um misto de A Hora da Aventura e Rocket Power.
O estilo cartunesco, bastante colorido e com cenários fantásticos que extravasam surrealismo, como pistas de sorvete ou árvores com rostos, me lembram muito A Hora da Aventura. Já Rocket Power é lembrado principalmente pelas roupas eaparência dos personagens, aliados é claro ao mundo do skate e todos os seus maneirismos.
Jogabilidade
É necessário dar destaque para a ousadia e criatividade das mecânicas de OlliOlli World. Pessoas acostumadas a jogos do gênero de skate têm como referência para movimentação o uso do analógico esquerdo ou direcional, e para saltos e manobras os botões da direita. Detalhe importante aqui: o jogo precisa ser jogado com um controle. Não existe a possibilidade do uso de teclado.
A série OlliOlli subverte esta ideia, e em OlliOlli World não podia ser diferente. Por ser um jogo com rolagem lateral, não há necessidade de botões para movimentação, nem sequer para orientação direcional. Quem dá o tom é o jogo. A sua preocupação deve ser remar, ou seja, impulsionar com um pé o shape para ganhar velocidade e, principalmente, acertar o caminho.
As mecânicas se resumem ao uso do analógico esquerdo para execução da maioria das manobras, como flips, grinds e aéreos, o uso do botão X (PS) ou A (Xbox) para ganhar velocidade (remar). Os bumpers (R1 e L1 ou RB e LB) servem para girar o skate para a direita ou esquerda e o analógico direito serve para fazer manobras segurando o skate.
Apesar de parecerem bastante básicos, os controles são bastante complexos (principalmente para quem não está acostumado a essa configuração), o que torna a execução de coisas simples bastante difícil em alguns momentos. Inclusive, dificuldade é um outro fator importantíssimo em OlliOlli World.
Créditos: Roll7 / Private Division
Dificuldade
Não só pela atipicidade dos controles, mas também pela velocidade com que os movimentos precisam ser executados, a dificuldade se faz presente a cada novo mapa em OlliOlli World. Os desafios extras de cada fase, mesmo não sendo obrigatórios, instigam o jogador a tentar cada vez mais, e é esse o seu maior erro (foi o meu pelo menos).
Para passar de fase, basta completar a pista. Isso deveria bastar para um jogador casual querer avançar para o próximo nível. Mas não para mim. Consegui passar vários minutos trancado em uma mesma fase só porque queria completar todos os desafios propostos pelo game, fossem eles de maior pontuação ou de completar uma manobra específica ou passar por um ponto da fase. E falando nisso.
O que prende não é só o desafio, mas a ótima construção das fases. O level design de OlliOlli World é instigante e convidativo. Toda a aversão que a dificuldade causa é compensada pela criatividade das pistas e a certeza de que aquele obstáculo não é impossível de ser traspassado; o erro deve estar na forma como se chega nele. E pra ser honesto, os checkpoints ajudam bastante, também.
A beleza dos cenários também proporciona a empolgação em querer conhecer novos caminhos para explorar uma mesma fase ou então simplesmente tentar aumentar a sua maior pontuação só para poder curtir mais uma vez aquela pista que você aprendeu cada macete. Além disto, a complexidade é diluída ao longo do jogo, o que torna tudo mais atrativo.
Curva de aprendizagem
A curva de aprendizagem de OlliOlli World é tão orgânica que acaba sendo percebida apenas pelo aumento frequente e exponencial da dificuldade. O primeiro mapa a que temos acesso é praticamente um grande tutorial. Mas na sequência vemos que nem começamos a aprender tudo o que o game oferece. E por proporcionar um aprendizado gradual, OlliOlli World ainda que punitivo, permite que o jogador aprenda com o erro.
Os já mencionados checkpoints também favorecem o aprendizado por permitirem repetir e testar novas estratégias para abordar cada pista, sem precisar reiniciar toda ela. A falha se torna parte da gameplay, e o aprendizado constante deixa o gosto por querer conhecer qual nova manobra ou técnica iremos aprender para compor nosso repertório.
Créditos: Roll7 / Private Division
VEREDITO
Ainda que tenha muitos acertos, OlliOlli World também peca em alguns aspectos. Mesmo que seja um jogo produzido no Reino Unido, ele é completamente traduzido para o português, facilitando o acesso ao público nacional. Existem algumas pequenas falhas na tradução e alguns problemas justamente pelo conflito de idiomas, pois o game frequentemente preza pela não determinação do gênero dos personagens. Desta forma, a neutralidade de gêneros da língua inglesa se torna uma barreira para a tradução no português.
Não mencionei durante a análise, mas não posso deixar de citar o excelente modo fotografia que o game oferece. Valorizando ainda mais o excelente trabalho gráfico, o modo fotografia permite que você escolha algum momento específico, uma manobra incrível ou apenas um cenário que você se apaixonou e edite-o da forma que quiser, com algumas boas opções de customização. É um detalhe pequeno frente aos demais atrativos, mas muito gostoso de explorar.
Um detalhe não tão pequeno assim são algumas eventuais quedas de FPS e travamentos. Seja em momentos em que desbloqueamos uma conquista ou quando são carregadas muitas animações em tela, algumas “engasgadas” são percebidas. Por não serem tão frequentes, não chegariam a significar um grande problema. No entanto, em um jogo tão rápido e punitivo, travar por um instante pode significar a perda de um combo grande ou até mesmo a falha de algum objetivo.
Por fim
Ainda assim, OlliOlli World não cai em descrédito. Toda sua genialidade, dificuldade e diversão são muito honestas e merecem o devido destaque. Existem alguns pontos que podem ser aprimorados, mas acredito que com pequenos pacotes de ajustes isso já possa ser consertado. A competitividade a nível global e a promessa de constante renovação dos rankings torna o jogo ainda mais interessante e só aumenta meus elogios ao Roll7 e à Private Division.
Certamente, um grande acerto neste início de 2022.
4,5 / 5,0
Confira o trailer de OlliOlli World:
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