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    CRÍTICA – O Grande Ivan (2021, Thea Sharrock)

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    O Grande Ivan é o novo longa da Disney que chegou ao Brasil ontem (22) através do serviço de streaming Disney+.

    O filme é dirigido por Thea Sharrock (Como Eu Era Antes de Você) e o roteiro é escrito por Mike White. No elenco estão Bryan Cranston, Angelina Jolie, Sam Rockwell e Danny DeVito.

    SINOPSE

    Em O Grande Ivan, um gorila muito especial chamado Ivan sofre por não saber sobre o seu próprio passado. Com a ajuda de sua amiga Ruby, uma bebê elefante, eles vão atrás de pistas para desvendar os mistérios relacionados à vida passada de Ivan e planejam uma fuga do cativeiro em que vivem.

    ANÁLISE

    Após um estranhíssimo O Rei Leão (2019), o qual mostrou que uma história familiar não salva um filme com técnicas duvidosas, O Grande Ivan surge como um alívio. O uso de CGI é exato e com um elenco de dubladores extremamente cativantes passa verdadeiras emoções. Dessa forma, o longa poderia até ser interessante se não fosse seu fraco roteiro.

    O filme dirigido por Thea Sharrock e produzido por Angelina Jolie é adaptado de um livro infantil escrito por K. A. Applegate. Ambos foram inspirados na história real do gorila Ivan, o animal foi capturado ainda bebê no Congo e mais tarde resgatado de caçadores ilegais. Ivan viveu seus primeiros três anos com uma família, mas acabou indo para um circo instalado em um shopping center, onde passou 27 anos.

    Hoje em dia, deixar um gorila na vitrine de um shopping causaria horror a qualquer um. Mas, nos anos 60, capturar animais para exposição sem nenhum problema era comum. Em O Grande Ivan, acompanhamos a história do gorila de costas prateadas desde a grande estrela do circo até seus passos para de volta a natureza.

    Tanto no filme, como na vida real, Ivan desenvolveu um gosto para pinturas. O gorila literalmente pintou seu desejo por liberdade, o que o tornou famoso e chamou a atenção do público. Contudo, o roteiro mal desenvolvido e apressado desqualifica o peso emocional da vida de Ivan.

    Nesse sentido, o filme caminha bem em sua direção e atuações. Bryan Cranston no papel de Mac, o dono do circo carrega aquele estereótipo do pequeno empresário que não quer ver seu negócio falido (É você, Walter White?). Ainda nas atuações em carne e osso, Ariana Greenblatt como adorável Julia é expressiva e cativante.

    Já no time de dubladores, há um elenco de estrelas. Para a voz calma e paciente de Ivan, Sam Rockwell foi a escolha certa. O grande gorila ainda tem o melhor amigo, o cachorro Bob dublado por Danny DeVito é o alívio cômico com piadas muito bem colocadas e sutis. A velha e sábia elefanta Stella é dublada por Angelina Jolie que ao carregar um certo tom de tristeza na voz contrasta com alegre bebe elefante Ruby, dublada pela jovem e talentosa Brooklynn Prince.

    Até os animais figurantes como a galinha (Chaka Khan) que usa um apetrecho que a permite rebater bolas de beisebol; um coelho (Ron Funches) que anda num pequeno caminhão de bombeiro; uma arara tagarela (Phillipa Soo); uma foca (Mike White) que equilibra uma bola e a poodle Snickers (Helen Mirren) fazem um ótimo trabalho de atuação. 

    Entretanto, O Grande Ivan prova que até para filmes de animais não basta somente ótimos atores se o roteiro desperdiça cada cena. Logo, o filme apresenta arcos muito desconexos um do outro e nunca se aprofunda de fato a um tema. Seja o fato de Ivan não ser mais a estrela do show com a chegada de Ruby ou o seu dom para pintar.

    Portanto, ao não acertar o ritmo da narrativa, O Grande Ivan passa batido no que poderia ser uma forte mensagem de liberdade e empatia pelos animais. Mesmo com ótimos efeitos especiais que demonstram as emoções dos animais sem chegar ao limite da estranheza, o filme não se garante. Mas, aos olhos infantis, O Grande Ivan é um prato cheio de diversão e momentos tocantes. Afinal, quem não gosta de animais falantes?

    VEREDITO

    O Grande Ivan é um filme que se esforça para passar uma mensagem importante de amor aos animais, mas falha em seu roteiro mal desenvolvido. A falta de aprofundamento nos personagens só é esquecida pelas ótimas atuações de um forte elenco. 

    3,0 / 5,0 

    Assista ao trailer dublado:

    O Grande Ivan já está disponível no catálogo da Disney+.

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    CRÍTICA | WandaVision: S1E3 – Agora em Cores

    O terceiro episódio da temporada de WandaVision, intitulado Agora Em Cores, nos faz mergulhar de cabeça nas sitcoms dos anos 70. Fazendo uma referência clara tanto na abertura, quanto no cenário, à clássica série The Brady Bunch – no Brasil: A Família Brady.

    SINOPSE

    A gravidez de Wanda (Elizabeth Olsen) frita seus poderes enquanto ela e Visão (Paul Bettany) se preparam para um parto acelerado.

    ANÁLISE

    Neste episódio de WandaVision, as cores dão as caras na série, enquanto o roteiro faz referência à piadas ainda mais bobas do que nos episódios anteriores. Agora em Cores se difere dos anteriores em alguns elementos que serão citados ao longo desse texto.

    O primeiro deles é a claque, aquela risada de fundo a qual estamos bem familiarizados. Se você cresceu assistindo Friends, ou Um Maluco no Pedaço e até mesmo Seinfeld, logo reconhecerá o recurso. Sei que essas referências não são contemporâneas ao período abordado no terceiro episódio, mas foram citados apenas para fins de contexto.

    Em Agora em Cores descobrimos um pouco mais sobre o mundo em que Wanda e Visão estão imersos, assim como seus vizinhos, e vemos o desenrolar dos últimos minutos do segundo episódio.

    Além das piadas bobas e leves, Agora em Cores se mostra como o episódio mais fraco até então, apesar de nos trazer alguns vislumbres dos desdobramentos que estão por vir.

    CRÍTICA | WandaVision: S1E3 - Agora em Cores

    A aparição de Geraldine (Teyonah Parris) é de extrema importância no episódio e a coloca em confronto direto com a realidade de Wanda. O despertar dos personagens daquela vizinhança, enquanto a realidade começa a colapsar, mostra que eles estão cientes de que algo não está certo ali. Entretanto, além do medo, eles não possuem controle sobre nada do que está acontecendo naquele lugar.

    Agnes de Kathryn Hahn e Herb de David Payton evidenciam como aquela realidade faz mal àqueles que estão presos. A situação coloca Wanda como juíza, criadora e o mais poderoso ser vivo, que vê qualquer um que coloque seu mundo em risco como um inimigo – e não como alguém disposto a trazer um “despertar”.

    CRÍTICA | WandaVision: S1E3 - Agora em Cores

    Os dois filhos de Wanda e Visão nascem antes do esperado e enfim somos apresentados a Billy e Tommy, ou como vamos conhecê-los no futuro, respectivamente Wiccano e Célere.

    Enquanto a vida do casal que dá nome a série começa a ganhar elementos e fazer sentido, aqueles que os rodeiam parecem estar cada vez mais miseráveis, evitando qualquer confronto que coloque a realidade deles em perigo, como acontece com “Geraldine”, ou Monica Rambeau, quando ela é lançada para fora da redoma.

    A E.S.P.A.D.A. tem um importante papel nesse episódio, pois nos dá certeza de que Monica possui profundas ligações com a organização que quer, de alguma forma, ajudar as pessoas e descobrir quem realmente está causando as distorção na realidade de Westview.

    VEREDITO

    O terceiro episódio de WandaVision se mostra como o episódio mais fraco da série até esse momento. Apesar de contar com muitos floreios e revelações, ele parece não mover a história para frente. Nos deixando curiosos a respeito de como o diretor Matt Shakman fará Wanda voltar a ser a mulher independente que era até pouco antes da série ter início, quando retornou do estalar de dedos de Thanose tudo que havia sido estabelecido sobre a personagem desde que ela foi apresentada no Universo Cinematográfico Marvel há seis anos.

    Os três primeiros episódios de WandaVision estão disponíveis no Disney+.

    2,0 / 5,0

    Quer ficar por dentro da série WandaVison? Acesse nossa página especial com notícias, artigos, críticas dos últimos episódios, vídeos e muito conteúdo da primeira série da Marvel Studios no Disney+!

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    The King of Fighters XV: Trailer, enredo, data de lançamento e mais

    Os fãs do gênero de luta estão sempre esperando pelo próximo desafio e pelo próximo jogo, e parece que finalmente a SNK e sua franquia de longa data estão retornando com The King of Fighters XV.

    Os jogadores de KOF já esperaram o suficiente, e a SNK finalmente está nos dando mais informações sobre o próximo jogo. Os líderes de desenvolvimento do novo título começaram liberar de notícias e personagens que estarão presentes no game.

    The King of Fighters XV continua de onde KOF XIV parou; no trailer oficial de revelação da SNK, o produtor Yasuyuki Oda e o diretor criativo Eisuke Ogura falaram brevemente sobre seus planos de franquia e deixaram claro que Shun’ei, um novato na franquia, é o protagonista do novo título.

    Shun’ei tem a habilidade de manipular fogo e água. Esses poderes vêm de lados específicos de seu corpo na forma de garras gigantes. Seu lado direito controla o fogo, enquanto o esquerdo usa água. Em The King of Fighters XIV, os jogadores descobriram que seu poder de fogo vem do demônio Verse. Por causa de sua conexão com o ser maligno, Shun’ei foi abandonado por seus pais e encontrado por Tung Fu Rue.

    Tung Fu Rue é um mestre do estilo Hakkyokuseiken de artes marciais e faz parte dos jogos da SNK desde Fatal Fury: King of Fighters (1991). O treinamento de Tung Fu Rue ajuda Shun’ei a controlar seus poderes e é o que o leva a continuar seu treinamento. No entanto, ainda é um mistério quem deu a Shun’ei seus poderes de água.

    A franquia de The King of Fighters é sobre um torneio que abrange todos os jogos do SNK. Ele reúne cada herói e vilão para descobrir quem é o mais forte; e em The King of Fighters XV não será diferente e continuará a tradição de nomear um novo campeão.

    Orgura explica que KOF XV terá um combate acelerado enquanto tenta agitar um pouco as coisas. Seu slogan é “quebrar todas as expectativas”, o que deixa os jogadores com muito pouco para especular. Felizmente, o trailer do jogo deu aos jogadores alguns clipes dos personagens que podemos esperar para fazer um retorno. Infelizmente, Terry não era um deles, pelo menos até o momento.

    Kyo Kusanagi estará de volta ao jogo com Benimaru Nikaido, Leona, K e Mai Shiranui. Esses personagens aparecem em pleno combate durante o trailer, então isso confirma que eles serão jogáveis. A SNK postou um trailer de personagem de Shun’ei, então os jogadores podem esperar que outros personagens possivelmente terão seus trailers individuais.

    Assista ao trailer final:

    Atualização:

    Personagens confirmados: Shun’ei, Meitenkun, Iori Yagami, Joe Higashi, Chizuru Kagura, Andy Bogard, Yuri Sakazaki, Terry Bogard, Yashiro Nanakase, King, Shermie, Chris, Ryo Sakazaki, Robert GarciaLeona, Ralf, Clark, Blue MaryLuongVanessa, RamónKing of DinosaursAthena Asamiya, AntonovAsh Crimson, KukriIslaHeidern, DoloresWhip, Ángel, Krohnen (anteriormente, K9999), MaximaKula Diamond, Elisabeth BlanctorcheRock HowardGatoB. JenetGeese HowardBilly KaneRyuji Yamazaki.

    Fim da atualização.

    O sistema de equipe retornará em KOF XV, mas Eisuke Ogura não disse muito:

    “As equipes serão diferentes do The King of Fighters XIV.”

    O desenvolvimento na SNK está em seus estágios finais e Ogura também comentou sobre a previsão de lançamento:

    “Estamos focados em aprimorar os recursos e otimizar o jogo. A equipe espera alguns obstáculos de desenvolvimento, mas tem como objetivo uma data de lançamento de 2021.”

    Já se passaram cinco anos desde o lançamento de The King of Fighters XIV, que acaba de receber uma Ultimate Edition com todos os DLCs do jogo incluídos.

    The King of Fighters XV foi inicialmente definido para ser lançado em 2020, mas teve que ser adiado por causa da pandemia.

    Os fãs da SNK e suas franquias de jogos de luta não terão que esperar muito mais tempo. A equipe tem trabalhado arduamente e haverá novas informações chegando a cada semana.

    É certo que um novo campeão logo obterá o cinturão, mas a comunidade está curiosa para saber o que acontece a seguir na história.

    Desenvolvido pela SNK, The King of Fighters XV está agendado para lançamento em 2021. Infelizmente, uma data exata e quais plataformas não foram anunciadas até o momento.

    Atualização:

    Em junho de 2021, a SNK adiou novamente o lançamento, desta vez para o primeiro semestre de 2022.

    Em 25 de agosto, a data oficial foi finalmente revelada: 17/02/2022, junto com um trailer oficial que apresenta o retorno de antigos e novos personagens – ainda sem detalhes, mas que fica claro serem cruciais para a nova saga da franquia.

    Fim da atualização.

    Assista ao trailer oficializando a data de lançamento:

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    Disney promove bate-papo com Leandro Karnal sobre Soul

    Soul, o mais novo filme da Pixar, estreou no Disney+ no último dia 25 de dezembro e já conquistou o coração de muitos espectadores: o longa se tornou o filme mais visto da plataforma. Antes, previsto para ser lançado nos cinemas, a animação acabou chegando ao streaming e é um dos mais belos trabalhos do estúdio criador de Toy Story, Viva: A Vida É Uma Festa e muitos outros.

    Especialista em transmitir mensagens tocantes sobre a vida e as relações humanas por meio de filmes infantis, o estúdio novamente arrancou lágrimas dos espectadores com a história do professor de música Joe Gardner.

    O protagonista possui um sonho familiar e até mesmo previsível: quer se tornar um músico bem sucedido de jazz. Quando está prestes a conseguir uma grande chance, ele cai em um buraco e vai para o “Pré-Vida”, o lugar onde as almas são formadas antes de irem para Terra. E aí começa a aventura inesperada do personagem.

    À convite da Disney, participamos de um webinário com o respeitado professor e historiador Leandro Karnal para analisar e refletir as questões filosóficas que são abordadas na animação. Durante a conferência, Karnal pautou vários fatores que são destaques extremamente importantes da trama. Confira quais são eles:

    Representatividade

    A animação é a primeira a ser protagonizada por um personagem negro. Joe Gardner, com a voz do ator Jamie Foxx (Django Livre). Além disso, o filme também é co-dirigido e co-escrito pelo cineasta negro Kemp Powers.

    Leandro Karnal comentou sobre a importância de introduzir uma comunidade negra em Nova Iorque. A ideia de incluir o máximo de espaços negros na trama, como a barbearia, ponto de encontro fundamental para a cultura do homem afro-americano. E aliás, vários artistas negros da própria Pixar contribuíram com as ideias. Este cuidado refletiu nos detalhes do filme: a variedade de cabelos, modos de vestir e personalidades diferentes, de modo que a cultura negra não se resumisse a uma única figura.

    Filosofia existencialista

    O historiador também comentou sobre a crise existencial em relação à animação. Soul é sensível e traz reflexões extremamente humanas sobre vários pontos ligados à vida, como propósitos, depressão, ansiedade, sonhos etc. Mas qual é o sentido do sonho? E o propósito que temos com ele? Até onde a nossa ambição pode nos levar para alcançarmos o nosso objetivo? E ter um objetivo é a única coisa que nos guia na vida?

    Evidenciando a análise que entrou em pauta, a existência não é algo que se possa meramente classificar ou mensurar, pois é um desdobramento ou acontecimento que não se deixa compreender a não ser sendo um indivíduo.

    Concluindo o raciocínio, no existencialismo, encontramo-nos em uma situação na qual o que somos não está predeterminado, mas é antes resultado das nossas ações. Coloca-se em questão, assim, o propósito do ser humano em um mundo que não é como deseja ou tenha escolhido.

    Excesso de positividade tóxica

    Karnal aproveitou o contexto social ressaltando que bloquear ou ignorar emoções “negativas” pode ter consequências. Resumindo que suprimir nossas emoções nos esgota mental e fisicamente. Não é saudável e nem sustentável a longo prazo. Não se trata de não ser positivo, mas de validar como nos sentimos a cada momento mesmo quando não estamos bem.

    No final de análise, tivemos a honra e a oportunidade de realizar uma pergunta a Leandro Karnal sobre o contexto da animação.

    Feededigno: Como é possível diferenciar missão de propósito, e ao mesmo tempo coloca-los em prática num mundo tão efêmero?

    Karnal:

    “Ambas as palavras podem ser definidas de diversas formas. Propósito é um tema muito mais contemporâneo, já missão tem o defeito de ter uma origem tanto militar, quanto religiosa. Podemos pensar que os dois conceitos são dados por nós mesmos, e não por terceiros a partir do pensamento existencialista. Mas independente da palavra selecionada, seja o sentido, a missão ou o propósito, todos eles são dados exclusivamente ao indivíduo, a partir de uma dimensão ética.”

    O webinário organizado pela Disney teve o intuito de refletir e destacar ainda mais a magistralidade da proposta oferecida em Soul com questões filosóficas e metafísicas, e com a participação ilustre de Leandro Karnal, o evento online não poderia ter sido melhor.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Soul (2021, Pete Docter)

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    Attack on Titan: Como os fãs podem prejudicar uma obra

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    Não é de hoje que existem discussões e atritos entre fãs e criadores de obras que ganham grande sucesso na mídia. O chamado “fandom” são muitas vezes comunidades participativas e calorosas, mas que podem chegar a influenciar o rumo de uma produção seja para o bem ou para o mal; e em Attack on Titan não é diferente.

    Recentemente o mundo dos animes está sendo abalado por alguns fãs de Attack on Titan que, episódio após episódio, insistem em atacar o estúdio Mappa nas redes sociais. O caso começou em maio do ano passado quando foi anunciado que o atual estúdio assumiria o anime.

    O anúncio deixou muitos fãs preocupados já que o anime estava a três anos com o WIT Studio. Contudo, após um primeiro trailer emocionante os ânimos se acalmaram e grande parte da comunidade percebeu que a temporada final estaria em boas mãos. Entretanto, não demorou muito para que o fandom se sentisse incomodado com a animação e até mesmo com a trilha sonora feita pelo Mappa.

    Com cinco episódios já lançados, a comunidade de Attack on Titan se encontra dividida na internet. De um lado, críticos do atual estúdio foram tão impertinentes que Teruyuki Omine, diretor da quarta temporada, disse adeus ao Twitter.

    Aparentemente, centenas de fãs o criticaram pela música que ele escolheu para a cena da transformação de Eren, argumentando que “não era a certa”, como o fã abaixo:

    Outras reclamações são devido a qualidade da animação. O estúdio Mappa está utilizando animação em 3D especialmente nas cenas de lutas, o que não agradou aos fãs que preferem a boa e velha animação 2D. Mas, o que poucos se atentaram é o fato de o Mappa estar levando o anime adiante, quando o WIT Studios já havia abandonado a produção devido ao curto prazo entre o fim do mangá e o anime.

    Nesse sentido, Omine e sua equipe estão fazendo um grande esforço para que o fim do anime aconteça em tempo hábil. Apesar de uma pandemia, o Mappa conseguiu superar as expectativas com a série, o que foi notado pela base de fãs que nas últimas semanas subiram a hashtag #ThankYouMappa (Obrigado, Mappa).

    A forma de agradecimento é uma maneira de encorajar o estúdio e pôr fim aos comentários rudes.

    O problema do fandom

    Não é de hoje que a comunidade otaku é extremamente crítica quanto ao caminho criativo dos animes. Dessa forma, fandoms podem acabar sendo tóxicos quando tentam salvar ou proteger uma obra. Apesar de serem uma minoria barulhenta, por muitas vezes, eles se sentem donos daquela produção e acabam por estragar o show para o grande público.

    De fato, é frustrante quando uma obra não atende as expectativas dos fãs, mas nada justifica atacar os envolvidos na produção. No caso de Attack on Titan, o diretor Teruyuki Omine chegou a receber ameaças de morte.

    Com certeza existe um limite até onde um fã deve ir e isso não implica que deve se contentar com uma produção ruim, mas entender que nada está acima do bom senso.

    Porém, fandoms tóxicos não estão apenas nos animes. Um exemplo é o caso de assédio sofrido por Kelly Marie Tran devido a sua personagem não ter agradado aos fãs de Star Wars, a situação a levou a sair das redes sociais. Nesse sentido, quando uma pessoa deixa as redes sociais por pressão dos fãs é um grande aviso de que algo está errado na comunidade.

    Além disso, fandoms tóxicos tendem a depreciar a obra e levar a debandada do público geral. Já que, ao se encontrar em um novo mundo, as pessoas esperam encontrar semelhantes com quem discutir e não uma enxurrada de críticas negativas.

    Outro fato é que os ataques causam um grande terror em atores e diretores que não se encontram mais motivados para continuar na obra.

    Consequentemente, cabe ao outro lado do fandom colocar a mão na consciência e ser empático com a produção. Sendo assim, Attack on Titan caminha para ser um dos maiores animes de todos os tempos com um tema bastante profundo que busca dar voz a todos os lados de uma mesma moeda. Logo, os fãs que não conseguem entender os esforços do estúdio Mappa não merecem o anime. 

    https://twitter.com/erenhaslice/status/1350911097352675328

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    Resident Evil Village: Game terá dublagem brasileira!

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    Nesta quinta-feira, a Capcom confirmou que Resident Evil Village receberá dublagem em português do Brasil. A informação foi revelada no programa Multiverso, que faz parte da programação do canal de TV aberta Loading pelo produtor Peter Fabiano.

    Ainda não há informação sobre quem será escalado para fazer as vozes dos personagens, uma vez que não temos muita informação sobre o novo game da franquia.

    Anteriormente houve um vazamento de informações da Capcom, pois a empresa foi hackeada em 2020, no final do ano.

    Por enquanto foi confirmado que a demo do jogo já está disponível nas plataformas digitais para degustação.

    Resident Evil Village tem data de estreia marcada para o dia 07 de maio de 2021 e estará disponível para PlayStation 5. A distribuidora do jogo fará um evento fechado beta no dia 21 de janeiro para trazer novidades.

    O jogo contará com a volta misteriosa de Chris Redfield, protagonista de Resident Evil, Resident Evil 5 e Resident Evil 6.

    Enquanto o game não chega, confira nossa lista dos cinco melhores da franquia clicando aqui.

    Confira o trailer:

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