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    CRÍTICA | The Umbrella Academy – Vol. 1 (2020, Devir)

    The Umbrella Academy é uma HQ criada por Gerard Way e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá. No Brasil ela é distribuída pela Devir.

    ANÁLISE

    The Umbrella Academy

    A HQ inicial de The Umbrella Academy é uma confusão visual, pois tem uma ação desenfreada logo de cara.

    Com traços bastante caricatos, a HQ tem um formato diferente, uma vez que adota um estilo que busca o exagero como recurso narrativo.

    Os personagens são explorados irregularmente, pois seu muitos personagens têm tramas em segundo e terceiro planos.

    Como destaques positivos temos Alisson/Rumor e Klaus/Seance por terem uma personalidade forte e negativos Diego/Kraken, Cinco e Vanya por serem unidimensionais e cópias de outros protagonistas de outras editoras, por exemplo.

    Se na série o carisma dos sete membros da família é uma de suas virtudes, todavia, na HQ deixa um pouco a desejar.

    O texto possui uma boa fluidez, pois conta com diálogos interessantes e boa construção das tramas.

    Entretanto, temos o problema de uma pressa exacerbada em uma história de origem que parece picotada em alguns momentos, atrapalhando bastante quem tem um primeiro contato com o enredo.

    Contudo, a história consegue ser bastante divertida, pois aborda questões filosóficas e possui um sarcasmo que envolve o leitor, algo bastante positivo dentro do texto.

    VEREDITO DE THE UMBRELLA ACADEMY

    The Umbrella Academy

    Gerard Way e Gabriel Bá conseguem criar um universo divertido, mas com pouca coesão no seu início.

    Ao apresentar personagens que são exagerados e vilões megalomaníacos que são sem nenhuma profundidade, The Umbrella Academy aposta na caricatura para criar suas histórias, uma vez que tem como principal objetivo o puro entretenimento.

    Editora: Devir

    Autores: Gerard Way e Gabriel Bá.

    Páginas: 194

    E você, já leu de The Umbrella Academy? Deixe seus comentários e sua nota!



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    Reboot de Exorcista está em desenvolvimento para lançamento em 2021

    O Exorcista de 1973, um dos maiores clássicos de todos os tempos, terá um reboot para as telas de cinema em 2021. A notícia foi divulgada no site Deadline em um artigo sobre a produção da nova série da Amazon Prime, Dead Ringers com Rachel Weisz.

    Sem muitas explicações, o artigo relata que além de Dead Ringers, os produtores James G. Robinson, David Robinson e Barbara Wall do estúdio Morgan Creek Production estão produzindo o novo filme. Logo, não apenas o clássico terá um reboot, como também está previsto para o próximo ano

    O filme ainda não foi divulgado oficialmente, mas a Morgan Creek Production é uma grande conhecida da franquia. A mesma empresa produziu O Exorcista 3 (1990), O Exorcista: O Início (2004) e Domínio: Prequela do Exorcista (2005).

    A produção vem em um momento oportuno para clássicos do terror que estão ressuscitando dos mortos. Alguns exemplos são o remake de Hellraiser e a sequência de Halloween com, Halloween Kills. Outro ataque de oportunidade está no fato da franquia não ter um filme desde 2005, alguns fãs podem ficar animados.

    Por outro lado, O Exorcista é conhecido como um dos filmes mais assustadores já feito e um reboot pode acabar deturpando o filme original.

    Na história, a menina Regan é possuída por um demônio, sua mãe então pede a ajuda de padres.

    Seja como for, é pagar para ver.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – Martelada #11 | Filmes de terror e confrontos aleatórios



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    Warrior Nun é renovada pela Netflix para a 2ª temporada

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    Um dos sucessos surpresa da Netflix estará de volta para uma segunda temporada! Embora alguns projetos da gigante do streaming tenham sido cancelados nos últimos meses – muitos dos quais após apenas uma temporada -, o serviço de streaming está dobrando seus esforços com Warrior Nun.

    A série de ficção científica/ação inspirada na HQ homônima estreou em Julho e passou um bom tempo na lista dos Top 10 da Netflix.

    Na manhã de quarta-feira, a Netflix anunciou que Warrior Nun foi oficialmente renovada para uma segunda temporada.

    O anúncio foi feito na conta NX do Twitter da Netflix, que incluiu um vídeo do elenco principal descobrindo sobre a renovação pela primeira vez. No vídeo, o showrunner Simon Barry sentou-se com Alba Baptista e o resto das estrelas de Warrior Nun e os surpreendeu com a notícia.

    O tuíte diz:

    “Apenas no caso de você precisar de um pequeno raio de sol de positividade em seu dia: assista ao elenco do Warrior Nun receber a notícia de que a série foi renovada para uma segunda temporada.”

    Warrior Nun é estrelada por Alba Baptista como a personagem principal Ava, Tristan Ulloa como o Padre Vincent, Kristina Tonteri-Young como a Irmã Beatrice, Lorena Andrea como a Irmã Lilith, Toya Turner como a Shotgun Mary e Thekla Reuten como Jillian Salvius.

    A série também conta com Sylvia De Fanti como Madre Superior, Emilio Sakraya como JC, Olivia Declan como Irmã Camila, Joaquim De Almeida como Cardeal Duretti, May Simon Lifschitz como Chanel, Dimitri Abold como Randall e Charlotte Vega como Zori.

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA – Warrior Nun (1ª temporada, 2020, Netflix)

    Warrior Nun: Diferenças entre a HQ e a série da Netflix



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    TBT #86 | Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984, John G. Avildsen)

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    Sem dúvida nos anos 80 tivemos inúmeros filmes inesquecíveis e para quem ainda era muito jovem na época, o programa Sessão da Tarde foi fundamental para moldar o cinéfilo que muitos se toraram, além de transformar esses filmes em memórias especiais; e obviamente Karatê Kid A Hora da Verdade está na lista.

    SINOPSE

    Daniel (Ralph Macchio) e sua mãe Lucille LaRusso (Randee Heller) recentemente se mudaram de Nova Jersey para o sul da Califórnia. Porém, Daniel não consegue se ambientar em sua nova morada, até que conhece Ali Mills (Elisabeth Shue), uma garota atraente que gosta dele. Porém, a situação de Daniel se complica quando o ex-namorado de Ali, Johnny Lawrence (William Zabka), e sua gangue começam a atormentá-lo. Um dia, quando é cercado pela gangue de Johnny, ele é salvo por um veterano japonês (Noriyuki “Pat” Morita) e descobre que este senhor é um mestre na arte do caratê. Disposto a ajudar Daniel, Miyagi resolve ensinar os ensinamentos do caratê, para que ele possa se defender.

    ANÁLISE

    No auge da cultura pop dos anos 1980, surge Karatê Kid A Hora da Verdade, um filme que, apesar de marcado por sua década de origem, ainda funciona em um nível dramático básico. Sem falar das três sequências e do remake que se seguiram, a simplicidade do filme de John Avildsen (Rocky: Um Lutador) vem de fórmulas já estabelecidas: o conto da maioridade, o adolescente que supera a adversidade, o garoto pobre e seu romance com a garota rica e, claro, o fraco vencendo o bad boy contra todas as probabilidades.

    Mesmo recheado de clichês, o longa segue ainda sendo o melhor da franquia, apresentando relações admiráveis ​​e verossímil entre os personagens.

    Aqui o caratê é o personagem principal, porém a amizade de Daniel LaRusso com o velho e humilde veterano de Okinawa, Sr. Miyagi, é parte intrínseca do longa.

    E ao contrário de uma montagem de treinamento rápida ou focando nas cenas de lutas coreografadas, o filme se aprofunda nas cenas de treinamento, construindo a amizade entre aluno e professor.

    Ao longo do treinamento, Daniel questiona suas aulas por que Miyagi o colocou para fazer trabalhos manuais – encerar carros, pintar cercas, lixar pisos de madeira – em vez de ensinar socos e chutes eficazes contra os alunos do dojo Cobra Kai, liderados por Jhonny. E obviamente a revelação da técnica do Mestre Miyagi continua fascinante como sempre (quem nunca imitou a técnica da garça, sem dúvidas não teve infância).

    Nos anos 80, basicamente todo filme tinha um forte laço com sua trilha sonora marcante, seja Top Gun – Ases Indomáveis com “Danger Zone” (Kenny Loggins) e “Take My Breath Away” (Berlin), ou o próprio Rocky 3: O Desafio Supremo com “Eye of the Tiger” (Survivor); porém se os clichês de Hollywood funcionam em Karatê Kid A Hora da Verdade, infelizmente não podemos dizer o mesmo de “You’re The Best Around” (Joe Esposito).

    PUBLICAÇÕES RELACIONADAS:

    TBT #15 | Rocky: Um Lutador (1976, John G. Avildsen)

    TBT #82 | Top Gun – Ases Indomáveis (1986, Tony Scott)

    VEREDITO

    Karatê Kid A Hora da Verdade se destaca como um drama comovente sobre os relacionamentos. Ralph Macchio e o saudoso Pat Morita oferecem performances incríveis em um filme que começou uma franquia cada vez pior à medida que as sequências subsequentes tentaram e não conseguiram alcançar o mesmo senso de clareza emocional deste primeiro filme que segue inesquecível (se você ainda é jovem, pense que é igual à Transformers).

    Assista ao trailer legendado:

    CONTINUAÇÃO

    Vale lembrar que 34 anos depois do lançamento de Karatê Kid temos a série original do YouTube Red que é um spin-off do longa original.

    Cobra Kai é a continuação da história de rivalidade de DanielJhonny e suas duas temporadas chegam na próxima sexta-feira (28) à Netflix. Que já renovou para uma 3ª temporada.

    E você, já assistiu Karatê Kid A Hora da Verdade? Deixe sua avaliação e seus comentários. E lembre-se de ver as indicações anteriores do TBT do Feededigno.


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    CRÍTICA – Emília 100 Anos (2020, Skript)

    Certamente você já teve contato com a obra Sítio do Picapau Amarelo, a mais famosa do autor Monteiro Lobato. Seja com os livros ou com alguma das versões da série de TV (1977 ou 2001, ambas exibidas pela Rede Globo), é impossível que você nunca tenha ouvido falar da Emília.

    Cada personagem do Sítio do Picapau Amarelo tem suas características e peculiaridades, mas entre todos eles, a que ganha mais destaque é a boneca de pano. Emília é carismática e cheia de vida e sempre envolve a turma em altas confusões.

    Sendo assim, a editora Skript reuniu 20 mulheres para dar uma repaginada em algumas histórias e comemorar os 100 anos dessa personagem tão querida da literatura nacional.

    ANÁLISE

    Em Emília 100 Anos temos uma antologia que reúne 20 quadrinista mulheres para reimaginar essa personagem tão querida da literatura brasileira. Cada artista apresenta uma história curta da Emília, a envolvendo em diversas situações, sejam elas engraçadas e ou que abordem críticas sociais.

    Com relação ao roteiro temos a protagonista inserida em contextos que envolvem pensar no próximo ou em problemas como a desigualdade racial e social – que estão, cada vez mais, sendo tratados com a devida importância, principalmente após o assassinato de George Floyd em Minneapolis, EUA.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Martelada #33 | Racismo na cultura pop e nossas experiências

    Quanto ao traço que cada artista apresenta ao longo da obra, podemos defini-los como um festival de doçura e charme. Eu nunca havia visto outras obras visuais, com personagens de Monteiro Lobato, tão bonitas quanto essas.

    O mais interessante nessa adaptação é que a Emília não fica apenas com aquele visual de boneca branca que todos têm em mente, sendo retratada de forma diversificada em cada capítulo. Isso torna a obra ainda mais formidável.

    VEREDITO

    Emília 100 Anos é uma obra extremamente recomendável e agradável de ser lida por qualquer pessoa, principalmente para crianças que estão conhecendo a obra de Monteiro Lobato.

    É sempre animador termos novas versões de personagens clássicos para os novos leitores que estão surgindo, principalmente quando essas novas obras traçam paralelos com temas da nossa realidade – o que ajuda na formação e educação de um cidadão.

    Editora: Skript

    Autor: Carol Pimentel e outras

    Páginas: 100

    Você pode apoiar essa HQ na campanha no Catarse. Confira o vídeo abaixo e saiba mais:

    https://youtu.be/cg8uB3wIYjQ

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    CRÍTICA – 3% (4ª temporada, 2020, Netflix)

    A quarta e última temporada da série brasileira 3% estreou na Netflix dia 14/08. A criação é de Pedro Aguilera e traz no elenco principal os atores Bianca Comparato, Vaneza Oliveira, Rodolfo Valente e Rafael Lozano.

    SINOPSE

    CRÍTICA - 3% (4ª temporada, 2020, Netflix)Na luta final por recursos e uma chance de acabar com o Processo de vez, Joana (Vaneza Oliveira), Rafael (Rodolfo Valente), Marco (Rafael Lozano), Elisa (Thaís Lago) e Natália (Amanda Magalhães) partem para o Mar Alto para uma falsa missão diplomática. Enquanto isso, na Concha, Michelle (Bianca Comparato) traça um jeito do plano funcionar e no Mar Alto, seu irmão André (Bruno Fagundes) deseja iniciar o Processo mais violento do Continente. 

    ANÁLISE

    CRÍTICA - 3% (4ª temporada, 2020, Netflix)Em 2016 a Netflix lançou a primeira série original brasileira e não demorou muito para 3% ser um sucesso em outros países. A produção chegou a ficar em primeiro lugar como a série de língua não inglesa mais assistida nos Estados Unidos.

    De 2016 para 2020 o mundo inteiro mudou, porém, temas recorrentes em 3% como desigualdade social e mérito continuam sendo problemas atuais. Logo, em quatro temporadas, a série surpreende por falar de um futuro pós-apocalíptico que retrata uma atual realidade brasileira.

    Nesse sentido, mesmo depois de quase cinco anos, 3% pode até ser subestimada pela maioria das pessoas. Afinal, é extremamente difícil sair das sombras das novelas brasileiras sem ser taxada de caricata ou ruim.

    Contudo, 3% entende seu papel no entretenimento nacional: o de não ser mais uma produção com apenas representações sem discutir, de fato, o necessário. Ao longo de quatro temporadas é refletido o Brasil de forma nua e crua, mostrando que enquanto alguns têm de demais, outros têm de menos. 

    Dessa forma, surge no Continente o retrato do Brasil miserável, sem perspectiva de futuro naquele ambiente. Já no Mar Alto está a chance de qualquer um mudar de vida. É nesse local que as pessoas pregam a “meritocracia”.

    Não importa de onde você vem ou quem você é, se passar no Processo é porque “você é o criador do seu próprio mérito” e melhor que os outros. É o típico discurso elitista disseminado pelos ricos, onde quem tem tudo acha que é só questão de força de vontade. 

    Em 3% o conceito de mérito além de estampar o Mar Alto, a elite, também tem grande reflexo no Continente. Visto que, como as pessoas foram levadas a acreditar que o Processo é a única solução para uma vida melhor e também para autorrealização, quem não passa acaba por se contentar com uma vida miserável. 

    E como julgar essas pessoas? Quanto mais refletimos como a hierarquização de 3% funciona, mais a frase de Paulo Freire faz sentido:

    “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.”

    No Continente não existe uma consciência crítica do mal estar a sociedade que o Mar Alto causa. É como se estivesse tudo bem em ser oprimido, porque quem sabe um dia talvez possa virar opressor.

    Por isso, os personagens centrais de 3% são tão interessantes, pois eles acabam por abranger o debate e dar mais força a trama de um mundo que já é discutível por si só.

    Nessa medida, acompanhamos no começo Michele e Rafael que são infiltrados da Causa, uma organização contra o Mar Alto; Joana que é uma fugitiva e só deseja passar no Processo para escapar; Fernando que foi criado para acreditar na bondade do Mar Alto e Marco que acredita ser da elite, pois seus familiares sempre passam.

    “O passado é uma roupa que não nos serve mais.”

    Assim como esses cinco personagens iniciam com convicções e acreditam em seus próprios ideias, assistimos ao longo das temporadas tomadas de decisões que impulsionam e desafiam essas personas.

    Dessa forma, 3% consegue desenvolver seus personagens sem perder a essência deles. Ou seja, seus principais ideais ainda estão ali, mas vemos pessoas que reconhecem e tentam aprender com seus erros.   

    Da mesma maneira, a quarta temporada também busca ser palpável. Ao olhar para trás e ver toda sua trajetória, a produção entende onde pecou e cria um final sem grandes rodeios, mas de uma sensibilidade incrível. A temporada inteira acontece em sete capítulos, misturando flashbacks de semanas ou anos antes para dar profundidade e contexto a trama atual.

    CRÍTICA - 3% (4ª temporada, 2020, Netflix)

    Logo, ao mostrar alguns personagens crianças, ou em momentos importantes de suas vidas, é reforçado na trama a ligação de quatro anos que nós tivemos com eles.

    Passamos a acreditar neles, a nos importarmos e querermos que eles ganhem. Afinal, por ser uma série que reflete a realidade brasileira, até nós parecemos um pouco com esses personagens: seja nas ambições, nos desafios ou nas lutas, cada brasileiro tem um pouco dos 3%.

    Para além da narrativa, a série mais uma vez incrementa sua ambientação. O figurino único de 3% consegue transmitir qual tipo de lugar é o Continente, o Mar Alto e a Concha. Com isso, a produção dá vida a um mundo pós-apocalíptico. A direção se alinha a montagem de forma a provocar a curiosidade e o interesse, o que é um ótimo caminho para um final de série.

    Sendo assim, 3% fica eternizado não só como a primeira produção brasileira da Netflix, mas como a série que buscou e ousou debater um Brasil ignorado e invisibilizado. Não de forma a apontar culpados ou vítimas, 3% se propôs a falar de sociedades corrompidas, de tudo ou nada, de hipocrisia e de liberdade. 

    VEREDITO

    CRÍTICA - 3% (4ª temporada, 2020, Netflix)A quarta e última temporada de 3% da Netflix consegue ser dinâmica sem perder a sua narrativa. A série põe o fim necessário a cada personagem, de forma a elevar alguns e redimir outros. E mesmo com algumas manobras um tanto discutíveis para resolver conflitos, vemos uma série que não teve medo de ousar. 

    Assista ao trailer:

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