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Lovecraft Country: Episódio 7 – I Am | Análise e referências

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O episódio de número 7 de Lovecraft Country, intitulado I Am, estreou no último domingo (27/09) e trouxe como foco da trama a personagem Hippolyta (Aunjanue Ellis).

Além dela, alguns tópicos que estavam em aberto nos episódios anteriores foram respondidos, pavimentando um caminho que já comentamos em nossos outros recaps aqui no site.

O texto a seguir terá spoilers. Portanto, leia por sua conta e risco.

SINOPSE

A busca incessante de Hippolyta por respostas a leva em uma jornada multidimensional de auto descoberta.

LEIA TAMBÉM:

Lovecraft Country: Análise e referências

Episódio 6 Meet Me In Daegu 

Episódio 5 – Strange Case

Episódio 4 – A History of Violence

Episódio 3 – Holy Ghost

Episódio 2 – Whitey’s on the Moon

Episódio 1 – Sundown

ANÁLISE

Conforme já havia sido antecipado pela Misha Green, o episódio I Am teve como foco a história de Hippolyta a partir das descobertas que ela fez no episódio 4, A History of Violence.

Caso você não se recorde, no episódio 4, Hippolyta e Diana (Jada Harris) foram deixadas para trás por Tic (Jonathan Majors), Leti (Jurnee Smollett) e Montrose (Michael Kenneth Williams) durante a aventura no Museu de Boston. Após o acontecimento, ela resolve ir até Ardham para encontrar suas próprias respostas sobre a morte de George (Courtney B. Vance).

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Iniciamos o episódio com Hippolyta tentando entender como o planetário de ouro (que ela encontrou na casa Winthrop no episódio 3, Holy Ghost) funciona e para que serve. Ela acredita que possa existir alguma lógica para esse sistema ser diferente do sistema solar a que nós estamos acostumados. Por isso, ela tem feito cálculos e mais cálculos em busca de uma resposta.

Nesse momento, nós somos transportados para um flashback de três dias antes, quando ela finalmente chegou em Ardham e viu a hospedaria completamente destruída.

Lá, ela encontra um símbolo em uma madeira, que é muito similar ao símbolo no topo do planetário, além de um dos desenhos de Diana escondido no escombros. Esse fato alimenta ainda mais sua certeza de que aquele item está conectado com a morte de seu marido.

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Após certa frustração, ela resolve mudar os eixos dos planetas e, como mágica, o planetário passa a funcionar. Abrindo um compartimento em seu topo, vemos uma chave e algumas coordenadas geográficas, que levam para o local onde está o observatório Winthrop.

O observatório foi mencionado pela primeira vez no episódio 5, Strange Case, enquanto Ruby (Wunmi Mosaku) estava escondida no escritório de Lancaster (Mac Brandt).

Antes de pegar a estrada e ir atrás do observatório, temos um fechamento de arcos que foram abertos no episódio 5 e no 6, Meet Me In Daegu.

Cadáveres no porão

Primeiro vemos Ruby e Christina (Abbey Lee) conversando no porão da casa de Christina. Lá, está o corpo de William (Jordan Patrick Smith) e Dell (Jamie Neumann), que são utilizados como repositório para a poção de transformação utilizada por ambas.

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Nossa teoria de que ambos estariam no porão estava correta, confirmando também que é necessário o sangue de alguma pessoa para que a poção de metamorfose funcione.

Outra teoria – que já havíamos falado por aqui – é que William e Dell estariam mortos, e que Christina teria tomado a identidade de William para si como forma de frequentar determinados espaços.

De acordo com Christina, ela havia se aproximado de William e o seduzido para aprender mais sobre magia, já que seu pai a tratava terrivelmente. O motivo? Ter nascido mulher. Quanto mais ela aprendia com William, mais ela percebia que poderia ser muito mais importante do que seu próprio pai.

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Porém, Lancaster assassinou William, obrigando Christina a manter seu corpo guardado no porão, pois assim poderia utilizá-lo na poção de metamorfose. Ruby acaba dando um ultimato em Christina, querendo saber tudo o que está acontecendo. Então, Christina diz que a família de Ruby está envolvida em toda a situação.

Em um primeiro momento, essa informação sobre a “família” poderia soar como algo relacionado aos ancestrais de Ruby. Porém, com o passar do episódio, fica no ar que a ida de Christina até a casa Winthrop foi o suficiente para que ela soubesse, antes mesmo de Leti, algo relacionado ao seu destino.

Aqui podemos perceber também que Ruby realmente tomará o lado dos “vilões” da história, se unindo a outra mulher extremamente ambiciosa para conseguir o que quer.

O Livro dos Nomes

Outro ponto que já havíamos mencionado por aqui é o fato da ancestral de Tic ter fugido da mansão Braithwhite com o Livro dos Nomes.

Em todas as suas aparições, a vemos fugindo pela porta da frente carregando o livro embaixo do braço. Neste episódio, Tic e Leti finalmente se dão conta disso, após ambos perceberem que tiveram sonhos muito parecidos e com a aparição de Hannah (Joaquina Kalukango).

Lovecraft Country: Episódio 5 – Strange Case | Análise e referências

A grande diferença no sonho de Leti para o sonho de Tic é que ela se vê grávida, assim como Hannah, antes de finalmente pegar fogo. A visão é, obviamente, um sinal de Hannah para Leti sobre seu filho ser um possível alvo dos Braithwhite – e ser a situação que Christina mencionou para Ruby.

Conforme conversam sobre o sonho, Leti menciona o livro que Hannah está carregando e logo ambos entendem que poderia ser o Livro dos Nomes. O acontecimento os leva até Montrose, pois eles buscam respostas de como ele descobriu sobre a família de Dora (Erica Tazel).

Tic e Leti chegam no apartamento de Montrose no momento que Sammy (Jon Hudson Odom) está indo embora após mais uma discussão. A cena desperta a fúria de Tic, pois Montrose sempre descontou suas frustrações – sobre sua vida e sexualidade – no próprio filho, quando o espancava diversas vezes para que ele não se tornasse “frouxo” (nas palavras do personagem).

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O acontecimento também traz luz ao fato de que Dora sabia que Montrose é gay, o que pode confirmar que Tic é filho de George. A relação de George e Dora pode ter iniciado ainda em Tulsa, onde ambas as famílias sobreviveram ao massacre ocorrido em 1921.

A cena toda é muito forte, não só pela necessidade de autoafirmação de Montrose como pai e autoridade, mas também por despertar todos os traumas que Tic adquiriu ao longo de sua vida.

Com todo o drama, Leti acaba tomando a frente e perguntando para Montrose sobre a família de Dora. Ela recebe a informação de que Tic poderia encontrar ajuda em St. Louis, cidade que fica a algumas horas de Chicago e onde uma amiga de sua prima – que também sobreviveu ao massacre de Tulsa – mora.

Essa, então, passa a ser a próxima missão dos nossos heróis.

O reencontro de Leti e Ruby

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Leti e Tic resolvem ir à casa de Hippolyta pedir o carro emprestado. Porém, encontram Hippolyta de saída para sua viagem ao observatório Winthrop. Quando contestada por Tic, sua tia usa como desculpa uma suposta viagem necessária para atualizar o Guia.

Sem a possibilidade de utilizar o carro, a dupla se divide. Tic pega um ônibus para St. Louis, enquanto Leti resolve ficar e acertar as coisas com Ruby – que ficou de babá da Diana.

As duas conversam, e Leti pede desculpas por não ter contado sobre o dinheiro que ela herdou da mãe. Aparentemente há uma trégua entre as irmãs, mas no fundo é de se esperar que Ruby tenha segundas intenções com essa aproximação – a mando de Christina.

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Enquanto Leti cuida das crianças, Ruby está fazendo a janta para todos. Ruby diz para Leti provar o molho e ela acaba tendo enjoos. Nessa hora, Ruby fala que talvez Leti esteja esperando um filho de Tic.

Com uma iminente crise de pânico, ela entra no quarto de Hippolyta – procurando uma janela para pegar um ar e respirar melhor – e acaba encontrando o planetário de ouro que Christina procurava.

Ela liga para Tic (que a essa altura já está em St. Louis jantando com a senhorinha amiga de sua prima) e passa as coordenadas encontradas no planetário. Ruby escuta tudo pela porta e, provavelmente, irá repassar as informações para Christina.

Hippolyta e o observatório

Enquanto tudo isso acontece, Hippolyta está em sua jornada para o observatório Winthrop.

Nós não sabemos se os acontecimentos – ela chegar no observatório, Leti descobrir o paradeiro dela e passar para Tic – acontecem na sequência em que são mostrados em tela, portanto, podemos entender algumas conclusões como possíveis dentro do que o roteiro se propõe.

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Em sua descoberta, o planetário mostrou as coordenadas 39.805499 -95.159492, Mayfield. Com o mapa que aparece na tela enquanto Hippolyta dirige seu carro, temos a certeza que se trata de Mayfield, no Kansas. Hippolyta sai durante o dia e chega ao local durante a noite.

Após entrar no observatório, ela encontra o que parece ser um centro de controle muito similar à lógica do planetário. Há várias esferas giratórias que devem ser alinhadas para a abertura do portal – não é apenas conectar a chave no centro de controle.

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Durante horas, Hippolyta faz cálculos e mais cálculos para entender quais devem ser as coordenadas que ligarão a máquina do tempo – na verdade, ela não sabe que se trata de uma. Quando ela está prestes a colocar a máquina para funcionar, policiais mandados por Lancaster aparecem, colocando Hippolyta em perigo.

É nesse momento que Tic chega ao local e salva Hippolyta. Durante a luta, Hippolyta assassina um policial, e a máquina abre um portal atrás dela e de Tic. Ambos são sugados pelos diversos universos que aparecem ali, mas cada um é levado em uma viagem distinta.

Hippolyta acaba viajando exatamente para as mesmas coordenadas anteriores (39.805499, -95.159492) mas em outro período de tempo e em outra dimensão. O que parece ser um período de tempo – ainda não temos certeza sobre isso – aparece na tela como 67.265749.

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Ela interage com duas criaturas gigantes e robóticas que a levam para uma espaçonave. A partir daqui as coordenadas que aparecem em tela são: 85.264793, 74.694721 e o tempo se modifica entre 33.281947, 34.971465, 35.842368, 37.149785 e 41.942574. Cada nova troca de tempo significa uma descoberta de Hippolyta dentro da espaçonave.

Hippolyta acorda em uma cama e repara que em seus pulsos estão conectadas o que parecem ser placas de energia – como se seu corpo tivesse sido modificado.

Ela encontra uma “alien” chamada Beyond C’est que, ao ser confrontada sobre seu nome, responde que ela apenas “é” e que a espaçonave não é uma prisão. Hippolyta permanece no local durante muito tempo até que, em nova tentativa de fuga, encontra novamente com a criatura.

Quando Beyond pergunta à Hippolyta quem ela gostaria de ser ou onde ela gostaria de estar, a tia de Tic responde que gostaria de estar dançando em um palco em Paris com Josephine Baker (Carra Patterson). Na mesma hora, seu corpo é desintegrado, e ela aparece no palco em que gostaria de estar.

Ao chegar em Paris, as coordenadas alteram para 52.263231, -49.988712 e ela permanece nessa realidade nos seguintes períodos de tempo: 65.941543, 67.429781, 69.529827, 72.329827 e 83.945463.

Mesmo que a gente não entenda completamente o cálculo de tempo desse multiverso de Lovecraft Country, é possível perceber que a quantidade de tempo gasto nessa realidade é bem maior que a anterior.

Durante o intervalo em Paris, Hippolyta não só se torna uma grande bailarina, como percebe tudo o que poderia ter sido se não fossem as amarras invisíveis da sociedade, que a prenderam até aquele momento.

Em um monólogo incrível com Josephine, sentimos todo o ressentimento de Hippolyta não só ao povo branco, que a mantém presa mesmo sendo uma pessoa livre, como também ao seu marido.

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A raiva sentida por Hippolyta é tanta que ela se transporta para outro lugar, um local de guerra. As coordenadas do planeta são -25.164754, 52.021799 e remetem ao período em que as Ahosi, guerreiras do Reino Africano de Daomé, existiram. Nessa realidade alternativa, as Ahosi combatem soldados que, por suas vestimentas, parecem ser os confederados americanos.

Nesta terra, Hippolyta passa o tempo necessário para se tornar a guerreira principal do regimento militar. Os períodos que vemos em tela são: 12.365684, 14.742656, 17.945463, 20.347881, 22.941242, 25.469562, 26.469562, 29.74812 e 35.518776.

Após ela vencer uma grande batalha contra os confederados e liberar toda sua raiva, ela escolhe retornar para a sua vida com George, buscando consertar situações e sentimentos que ficaram em aberto após a morte do marido. As coordenadas dessa terra são 88.649896, -78.226541, e o período de tempo é 98.659971.

Revemos a cena do primeiro episódio da série, Sundown, em que Hippolyta acorda ao lado de George, antes de Tic retornar para as suas vidas. Porém, o desenrolar da cena é completamente diferente.

Hippolyta explica para George tudo que aconteceu desde então, e eles têm uma conversa franca e transparente sobre como ela se sentiu pequena ao longo dos anos, e como ele contribuiu para esse sentimento.

Essa cena é extremamente importante e intimista, mudando completamente o tom do episódio até aqui. Lovecraft Country consegue transitar entre o drama, suspense e ação em um mesmo episódio, sem soar estranho ou confuso.

Após a conversa, ambos começam a desbravar um universo baseado na HQ escrita por Diana. Nas coordenadas 48.377481, 99.549847, tempo 36.632478; e -66.99146, 69.349514, tempo 27.647146, eles viajam com a espaçonave woody por planetas e conhecem novas formas de vida, em aventuras e descobertas que Hippolyta sempre sonhou.

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Ao término de mais essa jornada, Hippolyta reencontra a figura mística, agora com completo conhecimento de quem ela pode ser e de tudo que pode alcançar. Beyond C’est diz a ela que estão prontos para recebê-la como parte de sua nação, mas Hippolyta sabe que precisa voltar para casa e ficar com Diana.

Ainda não sabemos para onde Hippolyta foi. Provavelmente retornou para Chicago, para encontrar Diana. Entretanto, o final dessa conversa deixa em aberto, tanto sobre a mudança física de Hippolyta – com as placas de energia em seus pulsos – quanto a possibilidade de retornar para esses mundos.

Tic e as consequências

Apesar de não sabermos o que aconteceu com Hippolyta, vemos Tic retornar pelo portal que estava aberto no observatório Winthrop. Sem encontrar a sua tia, e com a ameaça iminente dos policiais, Tic desliga todo o aparelho de forma brusca e retira a chave do compartimento.

Ao retornar pelo portal, Tic segura um livro de Lovecraft Country escrito por seu tio George. Provavelmente, durante sua viagem pelos diversos planetas em busca de respostas (sobre o Livro dos Nomes, sua origem e ancestrais), ele encontrou uma realidade paralela em que tio George é escritor. Tomara que ele tenha escrito o desfecho da série, né?

Mesmo achando que levou tudo do local antes de fugir, ele não percebe que a HQ desenhada e assinada por Diana ficou para trás, deixando pistas para que Lancaster encontre sua família e cause o caos no próximo episódio.

Apesar de toda a evolução da história no arco do Tic, e que provavelmente saberemos mais no próximo episódio, é um sentimento muito triste perceber como ele não consegue saber de onde veio, a história de sua família e nem encontrar documentos importantes devido à interferência dos homens brancos.

O genocídio de seus ancestrais ao longo de séculos de repressão e tortura resultam em uma “caça ao tesouro” em relação a coisas simples, que deveriam ser acessíveis a todos. Esse paralelo pode ser construído também com a história de Angela em Watchmen, alimentando ainda mais as teorias de que as séries poderiam viver em um mesmo universo.

Uma das coisas mais legais de Lovecraft Country, e que nós repetimos em quase todas as análises, é que a série consegue manter um pé na realidade, mesmo viajando por diversos estilos de ficção e aventura. As consequências da interferência do homem branco na vida desses personagens é palpável e dolorosa, mesmo que ela não seja referenciada literalmente a todo momento.

O arco de Hippolyta foi tão rico e interessante quanto o de Ji-Ah (Jamie Chung) no episódio anterior. Os capítulos dedicados têm aberto espaço para que os atores possam brilhar e mostrar todo o seu potencial e nuances. Uma série magistralmente desenvolvida e que merece toda a atenção que vem recebendo.



REFERÊNCIAS

Esse episódio também não possui muitos livros que possam desenvolver grandes referências. Entretanto, vários acontecimentos podem ter passado por você ao longo do desenvolvimento da trama. E são eles que vamos elencar aqui.

A primeira diz respeito a Emmett Till. Nós já falamos sobre ele em nossa análise de Holy Ghost, quando ele aparece pela primeira vez jogando com as crianças no porão da casa. Após essa aparição, vemos Bobo (como era chamado por sua família), brincando com Diana na casa de Hippolyta no episódio A History of Violence.

Agora em I Am, as crianças estão jogando cartas com Leti na casa de Hippolyta. Uma delas pergunta quando Bobo voltará de viagem. Essa seria uma referência direta à viagem feita por Emmett para o Mississipi, quando ele foi brutalmente assassinado por homens brancos.

O próximo episódio se chama Jig-A-Bobo. Façam suas apostas sobre o que podemos ver pela frente.

Ao que parece, temos uma referência ao Brasil em I Am. O aplicativo HBO Extras exibiu uma informação sobre o episódio 7 a respeito da criação estética da personagem Beyond C’est. De acordo com o aplicativo, Elza Soares e o estilo afro-futurista do videoclipe Mulher do Fim do Mundo serviram de inspiração para as cores e composição da personagem. Tudo!

A revolucionária Bessie Stringfield também foi referenciada em I Am.

A motociclista foi a primeira mulher negra americana a andar sozinha pelas estradas dos Estados Unidos. Sua aparição ocorre no momento que Hippolyta está dirigindo a caminho do observatório Winthrop.

Frida Kahlo também aparece nesse episódio!

Durante a cena em que Hippolyta conversa com Josephine (Carra Patterson), podemos ver Frida fazendo um grande discurso nas escadas e sendo ovacionada pelo público.

Aliás, Josephine é outra mulher incrível e uma grande referência para esse episódio.

A cantora, dançarina e ativista quebrou barreiras e marcou seu nome na história da cultura mundial. A cantora, nascida nos Estados Unidos, sofria extremo preconceito em seu país natal na época de Jim Crow, mas foi recebida de braços abertos na França – onde passou a viver e se tornou um ícone.

Para finalizar, precisamos falar da marca que Tic tem nas costas. Com todas essas citações de Adão, Eva, Jardim do Éden e tudo mais, seria possível que a marca carregada por sua prima e por ele seja a marca de Caim?



VEREDITO

Em um episódio repleto de referências, dramas, aventuras e afrofuturismo, I Am é um dos melhores episódios dessa temporada. Quem sabe até o melhor! Aunjanue Ellis entrega uma atuação delicada e, ao mesmo tempo, extremamente poderosa, colocando seu nome entre uma das possíveis indicações ao Emmy 2021.

Poucas séries são capazes de, em um mesmo episódio, explorarem tantas possibilidades como acontece em Lovecraft Country. Isso sem deixar, em nenhum momento, de desenvolver arcos de sua narrativa e manter os pés no chão com a realidade da América dos anos 1950.

Nossa nota

4,5/5,0

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