Cinema Panopticum é o primeiro quadrinho de Thomas Ott a ser publicado no Brasil. Em seu prefácio, a professora Maria Clara Carneiro nos ambienta à história enquanto deixa claro que a história de Ott “mostra a dança da vida, mas a morte pontua a história” com altos e baixos. Apresentando aos leitores uma realidade pouco crível, mas que coisas fantásticas podem acontecer a qualquer momento.
O trabalho de Ott é único, pois parece fazer uso de “hachuras” para mostrar partes obscuras de nossos personagens e nos ambienta à um mundo sombrio sem pena. Mas só parece. O estilo de Ott vem da técnica conhecida como scratchboard (carte à gratter), algo semelhante às xilogravura brasileiras.
SINOPSE
Em Cinema Panopticum, os leitores são conduzidos por uma jovem menina e sua curiosidade até uma cabine escura repleta de caixas com pequenos filmes. Thomas se apropria da mágica dos cinetoscópios, considerado o primeiro equipamento a conseguir capturar imagens em movimento e nos leva as origens do seu cinema ilustrado. Uma narrativa gráfica cativante, bela e aterradora.
ANÁLISE
Uma das coisas que mais me chamaram atenção e despertaram a minha curiosidade em “ler” Cinema Panopticum, é de que o quadrinho não possui nenhum balão de diálogo. O quadrinho nos faz viajar por suas histórias apenas analisando seus quadros. Quadros esses que tem início com uma jovem menina que adentra um circo itinerante, mas ao chegar lá, percebe não possuir dinheiro para participar de nenhuma das atividades.
Para sua surpresa, a menina se depara com uma tenda com cinco cinetoscópios. Ao adentrar na tenda, a menina viaja por histórias que a levarão por mundos fantásticos, pelo luto, criaturas bizarras e muito mais. Tudo isso, por meio de histórias com um visual obscuro e sombrio.
Cinema Panopticum nos causa um incômodo em um primeiro momento pelo tipo de ilustração usado por Ott. As “hachuras” aplicam uma textura por vezes desagradáveis, proporcionando uma escuridão única que é necessária à trama que o autor conta. O segundo incômodo se dá pelas histórias que aquele mundo sombrio quer nos contar.
A escuridão da trama vem dos quadros muito bem posicionados e de cinco tramas distintas.
VEREDITO
A garota da trama ao adentrar na tenda com cinetoscópios e olhá-los parece abrir uma janela para mundos fantásticos, ligeiramente parecidos com o nosso. E não vê apenas aspectos sombrios da humanidade, vê também aspectos inerentes às convivências humanas e aos horrores que parecem habitar o canto dos nossos olhos, quase que como vislumbres sombrios.
As histórias de Ott funcionam como antologias, tramas soltas, como histórias de cautela, mas não só isso. As viradas de página da trama guardar surpresas tão sombrias quanto o estilo da arte de Thomas Ott, que te deixarão perturbados ao fim da história.
Ah, o Natal! Uma época de muitos presentes, decorações, reuniões de família, comidas gostosas e tradições festivas. Quem poderia imaginar que em muitos países também é uma época de receber visitas de bruxas, espantar demônios, fazer suas necessidades em um presépio… e comer KFC!
Se essa introdução não fez nenhum sentido para vocês, podem ficar sossegados que a equipe do Feededigno preparou um compilado com as celebrações natalinas mais bizarras e inusitadas ao redor do planeta.
Confira abaixo!
Krampus (Áustria)
Como se não ganhar presentes já não fosse ruim o suficiente, as crianças austríacas também precisam se preocupar com Krampus. Trata-se de uma fera peluda com chifres que sequestra crianças que não se comportaram e as coloca em sua cesta.
Segundo as lendas locais, o demônio seria uma espécie de executor, a serviço de São Nicolau. Muitas cidades da Áustria comemoram o Krampusnacht no dia 5 de dezembro, quando dezenas de homens vestidos como o demônio desfilam pelas ruas brandindo bastões e aterrorizando crianças.
Seriam as crianças austríacas as mais bem comportadas do mundo?
Por alguma razão inexplicável a região da Catalunha (e algumas regiões de países vizinhos) possuem duas tradições de Natal baseadas em, acredite se quiser, cocô! A primeira é o Caganer, que pode ser traduzido como ‘O cagador’: uma estatueta de um camponês sem calças atendendo ao “chamado da natureza” em presépios ao lado de Jesus, Maria e José.
Essa tradição supostamente começou no final do século XVII ou início do século XVIII. Desde então, crianças de todas as idades se divertem examinando os elaborados presépios para encontrar o garotinho cagão, porém ninguém sabe dizer ao certo o seu significado.
A segunda é o caga tio, ou ‘tronco de cocô’, que é um pequeno tronco de madeira sorridente que mora na mesa de jantar. Durante o mês de dezembro ele deve ser “alimentado” todos os dias e mantido aquecido com um cobertor. Na véspera de Natal ele apanha com paus para “defecar” os presentes (na verdade, os pais colocam os presentes debaixo do cobertor enquanto as crianças estão ocupadas em outras atividades).
Trolls natalinos (Islândia)
Na Islândia o Papai Noel não é a única figura natalina existente. No folclore popular 13 trolls travessos, conhecidos como Yule Ladsou Jólasveinar vagam por todo o país na quinzena que antecede o Natal.
Assim como os sete anões da Branca de Neve, cada um dos 13 trolls tem sua própria personalidade, e alguns nomes inusitados como: o Fareja-Portas (Doorway-Sniffer), o Lambe-Colher (Spoon-Licker), o Rouba-Vela (Candle-Stealer), o Come-Qualhada (Curd-Gobbler), sem falar no ameaçador Espia-Janelas (Window-Peeper).
Cada um se reveza visitando as crianças que deixam sapatos na janela do quarto, deixando presentes para aqueles que se comportaram e batatas podres para os malcriados.
A cultura galesa é bastante antiga, e seu folclore rico em superstições. Sendo assim, não é nenhuma surpresa que a população mais ao sul no País de Gales goste de desfilar um cavalo morto-vivo em suas aldeias para celebrar o Natal.
Em uma exibição que remonta aos tempos dos Celtas, o Mari Lwyd envolve pendurar um lençol branco sobre um poste com um crânio de cavalo e bater nas portas dos habitantes da cidade. A comitiva que carrega a efígie mórbida então canta para os moradores uma canção tradicional pedindo permissão para entrar.
Para “expulsar” a entidade, os moradores devem cantar de volta um série de insultos e ameaças, além de oferecer alguma comida ou bebida.
Almoço de Natal com KFC (Japão)
Conhecida como uma das campanhas de marketing natalina mais bem sucedidas desde a Coca-Cola, a tradição de se comer frango frito do KFC no almoço de Natal no Japão teve início na década de 1970. Como a quantidade de famílias cristãs no país é muito pequena, a celebração do nascimento de Jesus era praticamente ignorada.
A rede de fast-food teve então a sacada de promover seu frango frito como um prato tradicional de Natal. A data é tão importante para o KFC que a receita das vendas de um único dia chegam a representar 5% do seu faturamento anual.
As famílias japonesas que pretendem saborear um prato de frango frito nessa data precisam fazer seus pedidos com meses de antecedência.
La Befana, a bruxa natalina (Itália)
Na Itália, no dia 5 de janeiro as crianças desfrutam de uma visita pós-Natal de Befana, uma bruxa de bom coração. Ela é muito parecida com o Papai Noel: ela voa durante a noite em sua vassoura, entra pela chaminé e dá presentes para aqueles que se comportaram e carvão para os malcriados.
Ao contrário do bom velhinho, a Befana prefere vinho e uma linguicinha em vez de leite e biscoitos. Porém, há um lado sombrio nessa história: diz a lenda que a Befana foi convidada a acompanhar os três reis magos ao encontro de Jesus, mas ela recusou porque estava ocupada limpando sua casa. Mais tarde, ela teria mudado de ideia e foi procurar o Messias, mas não conseguiu e estaria procurando-o desde então.
A noite dos rabanetes (México)
Todos os anos, na cidade mexicana de Oaxaca os dias que antecedem o Natal são marcados por um evento conhecido como La Noche de Rábanos (A Noite dos Rabanetes). Trata-se de uma competição onde centenas de artistas exibem suas esculturas em vegetais.
Os participantes são extraordinariamente criativos em suas composições: desde presépios e cenas bíblicas a monstros fantásticos e criaturas assustadoras. Todos os anos, o evento atrai milhares de visitantes a cidade para testemunhar a competição.
Os rabanetes utilizados são cultivados especialmente para o evento, e as obras só podem ser exibidas por algumas horas antes que os vegetais comecem a murchar.
Esconda sua vassoura! (Noruega)
Os noruegueses acreditam que a véspera de Natal coincide com a chegada de espíritos malignos e bruxas. Em uma tradição sazonal que supostamente remonta às superstições pagãs, a população esconde suas vassouras na véspera de Natal para que nenhuma bruxa travessa possa roubá-las e voar pela noite de inverno para fazer bruxarias. Porém, existem alguns buracos sérios nessa história: como as bruxas chegam à sua casa se não têm vassouras? E se elas já têm vassouras, o que vão fazer com uma segunda?
“Um feliz Natal” do Pato Donald (Suécia)
Na Suécia, nenhum Natal está completo sem uma mensagem televisionada do Pato Donald. Por volta das 3 da tarde, na véspera de Natal, toda a nação se reúne em torno das TVs para assistir “Kalle Anka och hans vänner önskar God Jul” (“Pato Donald e seus amigos desejam a você um feliz Natal”), uma coleção de desenhos animados da Disney dos anos 30, 40 e 50.
Exibido pela primeira vez em 1959, o Kalle Anka deve sempre ser transmitido no mesmo horário e apresentado ao vivo. Apesar da mudança dos tempos, a tradição sueca continua a ganhar adeptos: em 2020, 4.5 milhões de pessoas sintonizaram, tornando-a a transmissão com maior audiência da história do país.
O TBT desta semana entra no clima de Natal e relembra um dos melhores filmes para assistir nesta época do ano. O Grinch lançado em 2000 com direção de Ron Howard e roteiro de Jeffrey Price é uma adaptação do livro infantil de Dr. Seuss, lançado em 1957.
No elenco estão nomes como Jim Carrey, Taylor Momsen, Jeffrey Tambor e Christine Baranski.
SINOPSE
Um Grinch (Jim Carrey) que odeia o Natal resolve criar um plano para impedir que os habitantes da pequena cidade de Quemlândia possam comemorar a data festiva. Para tanto, na véspera do grande dia, o Grinch resolve invadir as casas das pessoas e, furtivamente, roubar delas tudo o que esteja relacionado ao Natal.
ANÁLISE
Chega dezembro e os filmes natalinos pipocam aos montes nos streamings e salas de cinema, contudo, é sempre bom revisar aqueles que marcaram nossa infância nesta data tão especial. E um desses filmes é O Grinch, o longa que foi lançado mais de 20 anos atrás e ainda encanta por sua narrativa divertida, direção de arte esplêndida e principalmente, pelo espírito natalino.
Ainda que na história falte ao personagem principal qualquer apreço pelo Natal é interessante embarcar nessa jornada e perceber como o Grinch vai sendo contagiado pela celebração. Vale lembrar que o longa é uma adaptação de um livro infantil pequeno e que ainda é feito em rimas, mas é fato que toda a essência que Dr. Seuss criou em sua obra foi transportada para a tela.
Isso também se deve pela ótima direção de Ron Howard que conseguiu emular muito bem os personagens de Quemlândia, um universo extremamente diferente e adorável. Além disso, o trabalho de produção feito na vila ficcional da vida a narrativa do filme; o mesmo acontece com a caverna do Grinch que ganha aspectos próprios de contrapartida às luzes e enfeites natalinos das casas de Quem.
Mas, o filme inteiro gira em torno da figura de Grinch. Interpretado maravilhosamente por Jim Carrey que não poupa caras, bocas e gestos exagerados para tornar o personagem o mais caricato possível e assim, também o mais único. Grinch odeia o Natal por justamente ter sido negado a ele todas as belezas da data e nem a inocente menina Cindy Lou Who (Taylor Momsen) parece ser capaz de tocar seu coração infeliz.
Além disso, a vila inteira também não se lembrava mais do verdadeiro significado do Natal e estavam sendo supérfluos com a data. Por isso, ao roubar todos os presentes dos Quem, tanto a comunidade, como o próprio Grinch perceberem qual é o verdadeiro significado do Natal: a união e harmonia.
É uma mensagem muito válida quando refletimos sobre o ano que se passou, o Natal é um momento mágico que traz renovação e novas possibilidades. O Grinch trata muito bem dessas questões, sem deixar de lado os momentos cômicos e divertidos do longa.
VEREDITO
O Grinch é um filme ideal para se apreciar na época de Natal, com um texto simples, mas bastante cativante para crianças e adultos. É importante ressaltar que o filme recebeu o Oscar de Melhor Maquiagem pelo trabalho impecável feito em Jim Carrey para se transformar no ser peludo e verde.
E mais uma coisa, a dublagem brasileira com Guilherme Briggs fazendo o personagem principal é simplesmente sensacional, vale a pena dar uma chance!
5,0 / 5,0
Assista ao trailer legendado:
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A série Recruta conta a história do jovem Owen Hendricks (Noah Centineo), um advogado que, após se juntar a CIA, se vê envolto em uma trama que vai além da já “tradicional” espionagem em estilo Guerra Fria.
Após o sucesso de Wandinha, que estrelou por muitas semanas o Top 1 da Netflix, Recruta desbancou a série dos Addams. A série nos lança por diversas tramas que por muitas vezes tentam romantizar a relação que a CIA tem com muitos governos pelo mundo, tratando-os os por vezes como descartáveis quando os colocamos sobre uma ótica imperialista.
SINOPSE
Recém-contratado pela CIA, um advogado se envolve em um mundo de espionagem internacional quando uma ex-colaboradora ameaça expor os segredos da agência.
ANÁLISE
A série nos lança por tramas que o cinema de espionagem já utilizou à exaustão, bem como outras mídias. Recruta permeia toda sua trama por jargões enquanto “brinca” com derrubar governos da América Latina, ou países do Leste Europeu – o que historicamente falando, aconteceu diversas vezes no passado.
O primeiro trabalho de Noah Centineo que tive a oportunidade de assistir, foi Adão Negro, no qual o ator acabou por falhar ao atuar como alívio cômico. O roteiro colocou um personagem tão poderoso quanto o Esmaga-Átomo como uma piada e o ator pareceu preferir chafurdar neste detalhe, limitando sua profundidade e sua história a quase nada.
Algo muito semelhante foi feito na série da Netflix. Mas não no sentido ligado ao alívio cômico da trama, mas sim na falta de profundidade do ator.
Hendricks é algo próximo do 007 de Daniel Craig, pelo menos no primeiro filme do personagem em Casino Royale. Uma espécie de personagem irresistível às mulheres e inexperiência elevada à enésima potência.
Enquanto o elenco de apoio da série – Laura Haddock, Aarti Mann e Colton Dunn – tente dar uma maior profundidade à trama, a série se mostra infeliz tanto na escolha do elenco, como no roteiro raso e infeliz em suas escolhas narrativas.
VEREDITO
Para além de um romantismo exagerado, Recruta não funciona nem mesmo como uma “comédia dramática” – categoria essa que a Netflix parece colocar a série com orgulho. A série parece optar por queimar todas as pontes que considera “nociva” – de acordo com a visão imperialista dos Estados Unidos -, e talvez nos permita até “criar um bingo”, citando Cuba, Bielorrúsia, Rússia, México e muitos outros países.
O cuidado da trama é quase zero, e a série não parece se importar em regurgitar os mais diversos clichês de espionagem atuais e mais antigos que a roda. Elementos que datam desde a Guerra Fria, como se houvesse um perigo iminente, que tentasse causar o fim dos Estados Unidos a qualquer momento.
A primeira temporada da série está disponível na Netflix.
1,5 / 5,0
Confira o trailer da série:
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Lembra daqueles jovens solteiros cujas vidas sexuais eram ditadas por um cone falante chamado Lana? Sim, bem, um novo lote quentinho acabou de chegar ao retiro – e eles estão prontos para a festa. Na quarta temporada de Brincando Com Fogo (Too Hot to Handle), 10 competidores chegam pensando que fazem parte de um reality show de namoro chamado Wild Love.
Todas as temporadas têm a mesma dinâmica de roteiro: todos ali estão juntos por um único objetivo que é criar conexões emocionais e aprenderem a lidar com ela participando de workshops e seguindo as regras impostas pela assistente virtual, Lana. Ah! e regras quebras são descontadas do valor do prêmio final!
Descubra agora quem são os participantes dispostos a quebrarem todas as regras sendo impulsionados por seus desejos carnais.
Brittan
Idade: 22 anos
Origem: Havaí
Nascida e criada no Havaí, a modelo Brittan está em êxtase por estar cercada de boys incríveis e sol no retiro. Uma autoproclamada filhinha do papai, Brittan acha que conhece todos os homens – e está pronta para conseguir exatamente o que quer.
Creed
Idade: 24 anos
Origem: Austrália
Empresário, Creed está acostumado a ter todos os olhos voltados para ele quando entra em uma sala e não espera menos do que isso no retiro. Ele frequentemente manda DM, namora e abandona uma infinidade de mulheres sem consequências.
Dominique
Idade: 23 anos
Origem: Colorado
Dominique é uma estudante de ciência da computação do Colorado que usa sua beleza e inteligência a seu favor. Quando ela não está codificando ou lendo cartas de tarô para amigos e familiares, ela está manifestando seu próximo romance.
James
Idade: 23 anos
Origem: Havaí
Festeiro, engraçado e charmoso, o fisioterapeuta James tira o máximo proveito de seu status de solteiro. Um fanático por basquete baseado no Havaí, o atletismo e a aparência de James lhe valem pontos dentro e fora da quadra.
Jawahir
Idade: 22 anos
Origem: Amsterdã
Jawahir, que mora em Amsterdã, é modelo e atriz que mal pode esperar para fazer uma tempestade no retiro. Com apenas um relacionamento em seu currículo, Jawahir não está acostumada a ter seus avanços restringidos por ninguém – e este retiro não é exceção.
Kayla
Idade: 22 anos
Origem: Los Angeles
A modelo sedutora de LA Kayla diz que os caras tendem a “ficar um pouco obcecados” por ela. Kayla, que se considera uma destruidora de corações e uma jogadora, nunca carece de atenção e não tem problemas em pisar no pé se estiver de olho em alguém.
Nick
Idade: 28 anos
Origem: Michigan
Um cara de uma cidade pequena de Michigan, o artista e praticante de iogua Nick sempre soube que estava destinado a mais. Ele viajou ao redor do mundo, ficando com mulheres em todos os países que visita. Um veterano com pelo menos 10 relacionamentos, Nick não é estranho ao amor e à luxúria.
Nigel
Idade: 29 anos
Origem: Nova Jersey
O falador manso de Nova Jersey, Nigel, está prestes a conquistar a todos com sua sagacidade e frases curtas. O modelo e empreendedor segue o lema “mantenha a diversão rolando” e pode ser apenas o tônico de que todos precisam quando Lana definir o tom para a vida em retiro.
Seb
Idade: 24 anos
Origem: Glasgow, Escócia
Um piloto de corrida de Glasgow, Seb vive a vida na pista rápida. Com seus olhos azuis penetrantes e modos de playboy, ele regularmente chuta as mulheres para o meio-fio na manhã seguinte. Seb entrega seus impulsos o tempo todo: ele nunca diz não a nada – na vida ou no quarto.
Sophie
Idade: 22 anos
Origem: Inglaterra
A impressionante gerente de eventos Sophie teve apenas um relacionamento de longo prazo – e se recusou a se comprometer com qualquer pessoa desde então. A nativa do Reino Unido tem padrões altíssimos: quando alguém não está pronto para o desafio, ela vai para o próximo.
Todas as 4 temporadas de Brincando Com Fogo estão disponíveis na Netflix.
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Emancipation – Uma História de Liberdade é o mais novo filme de Will Smith. O longa surge glorioso enquanto se propõe a contar a história de uma das mais icônicas e poderosas fotos sobre a escravidão. Ambientado em 1863, o filme conta a história de Peter (Will Smith), um escravizado que é tomado pelo exército confederado de uma fazenda para ser usado como mão de obra para a construção de uma ferrovia.
O longa nos apresenta um dos mais perversos aspectos da história humana, que sobrepujou diversos povos, destruiu suas histórias e os diminuiu em mais maneiras do que imaginamos. Peter é o símbolo de um povo resiliente, que não se quebrou mesmo quando tudo os forçava a fazê-lo. Um povo que sonhou com a liberdade e que até hoje testemunhamos resquícios relacionados a escravidão.
SINOPSE
Emancipation conta a triunfante história de um homem escravizado que foge e atravessa os pântanos da Louisiana, nos Estados Unidos, em uma jornada tortuosa para escapar dos proprietários de plantações que quase o mataram. Peter é o homem em busca da sua liberdade, que escapa da escravidão confiando em sua inteligência, fé inabalável e profundo amor por sua família, fazendo o impossível para se livrar dos caçadores de sangue frio nos implacáveis pântanos da Louisiana.
ANÁLISE
O filme nos leva pela Louisiana do século XIX em uma viagem dura, cansativa de um passado vergonhoso na história mundial. Enquanto acompanhamos a história de Peter, Emancipation nos apresenta o perturbador horror que era para pessoas negras viverem naquela época. Em um mundo tomado pela perversidade, o Ato de Emancipação outorgado por Abraham Lincoln colocava todos os indivíduos em par de igualdade, ou era o que muitos pensaram.
Sem direitos igualitários, os escravizados agora emancipados, se viam obrigados a continuar na condição de serventes dos indivíduos brancos – para garantir a produção de bens que alimentariam a máquina de guerra liderada por Lincoln e pelos legalistas da União no Norte -, ou atuar como bucha de canhão da Guerra Civil.
O longa traz à tona as mais perversas facetas humanas, e coloca não apenas no principal antagonista do filme vivido por Ben Foster os horrores que o racismo e a escravidão – até então um elemento quase de senso comum -, em destaque. Explicitando quase sempre que a escravidão não se deu por causa de indivíduos poderosos e malvados, mas em grande parte, por conivência de pessoas comuns.
EMANCIPATION E O MELHOR TRABALHO DE WILL SMITH
Emancipation é duro, como a realidade foi. Ainda que pensemos que o filme exagere em suas sequências, ele nos faz testemunhar os absurdos presentes na brutalidade que apenas um ato nefasto como a escravidão possui. Bem como as facetas dos indivíduos que eram coniventes com isso.
As condições subumanas às quais aquelas pessoas eram expostas são mostradas sem dó. Sem pena ou sem pegar na mão dos espectadores. Antoine Fuqua não espera te educar, espera te fazer entender a razão de haver uma dívida histórica que nunca será paga. E se nada daquilo te faz entender o problema e sentir desespero e piedade, você só pode estar morto por dentro
O filme nos apresenta um dos mais incríveis trabalhos de Will Smith e lança o ator por uma transformação corporal diferente de tudo que ele já passou em sua carreira. Forçando-o a perder massa muscular, Smith fica quase irreconhecível em algumas sequências.
Um elemento importante no longa é entender o fato dele ser rodado daquela forma. Deixando a saturação das cores quase 0, o filme acaba por tirar toda a beleza que aquela história poderia ter, tirando o foco das belezas da Louisiana, e lançando-o por sobre as sequências duras e impiedosas, as provações que Peter precisou transpassar a fim de sobreviver, apenas usando como força o amor por sua família e sua fé inabalável.
VEREDITO
Emancipation – Uma História de Liberdade joga luz de maneira romantizada à história de Peter. Um dos muitos que precisaram fazer o que parecia impossível para salvar sua vida. A foto que rodou o mundo e foi copiada mais de 100.000 vezes à época, tinha como intuito chocar as pessoas ao mostrar para elas os horrores da escravidão. A foto tirada por McPherson e Oliver ficou conhecida como “Whipped Peter“, ou em tradução livre “Peter açoitado.”
O filme é poderoso em tudo que se propõe e nos leva por uma viagem contundente, que nos faz querer desistir, fechar os olhos, mas mentir para si mesmo e ignorar que os horrores da escravidão existiram, é ser de certa forma conivente com um passado não tão distante. Negar isso, é mentir que possuímos uma dívida histórica que está muito longe de ser paga.
O Feededigno foi convidado à participar de uma pré-estreia do filme em uma sessão de cinema que foi emocionante, para dizer o mínimo.
Emancipation – Uma História de Liberdade foi lançado na Apple TV e será exibido em poucos cinemas pelo Brasil. O longa é um dos favoritos da janela de premiações.
5,0 / 5,0
Confira o trailer do filme:
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