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    CRÍTICA – Árvores da Paz (2022, Alanna Brown)

    Árvores da Paz é um filme independente, escrito e dirigido por Alanna Brown e distribuído pela Netflix. O longa aborda o Genocídio de Ruanda em 1994, através de uma história comovente sobre sobrevivência. No elenco estão Eliane Umuhire, Charmaine Bingwa, Ella Cannon e Bola Koleosho.

    SINOPSE

    Durante o Genocídio contra os Tutsis de 1994 em Ruanda, quatro mulheres de diferentes origens e crenças são presas e buscam esconderijo. A luta por sobrevivência une essas mulheres em uma irmandade inquebrável. Este filme explora o sofrimento e sobretudo, a resiliência dessas quatro mulheres presas durante este período sombrio da história humana.

    ANÁLISE

    Árvores da Paz é um filme de muitas camadas e cada qual expressa um sentimento diferente no espectador. O longa se passa em um momento horrível da história da humanidade, o Genocídio de Ruanda em 1994 foi uma massacre contra a etnia tutsis pela etnia hutus.  Durante cem dias, mais de 800 mil pessoas foram mortas no país, sem que a Organização das Nações Unidas (ONU) interviesse no conflito. 

    A perseguição aos Tutsis e aos Hutus moderados tomou o país, qualquer um que opusesse aos Hutus era morto, dessa forma muitas pessoas precisaram se esconder. O filme de Alanna Brown se passa durante o conflito, com Annick (Eliane Umanugire) grávida de cinco meses precisando se esconder na dispensa de sua cozinha. Junta-se a ela a freira Jeanette (Charmaine Bingwa), uma estadunidense voluntária no país Peyton (Ella Cannon) e a jovem Mutesi (Bola Koleosho). 

    Com o marido de Annick,  François (Tongayi Chirisa) indo até as mulheres esporadicamente e levando quando possível água e comida, elas passam cerca de 90 dias no esconderijo. É um filme potente que retrata um acontecimento que marcou para sempre Ruanda, mas que pouco se é falado em outros países. 

    Dessa forma, a diretora e roteirista têm o cuidado ao abordar o tema. Entre os diálogos das personagens, entendemos como a guerra civil na Ruanda foi criada a partir dos colonizadores que impuseram segregações entre as etnias do país. Há o debate étnico e colonizador, mas o filme se propõe a ir além.

    A partir das protagonistas, diferentes histórias de vida são contadas, cada qual com suas particularidades e ressentimentos do mundo, mas é justo na dor que essas personagens se encontram e conseguem conforto uma das outras. Durante o tempo que passam no quarto pequeno, elas fazem brincadeiras, aprendem novos idiomas e criam um laço de amizade, resiliência e sobrevivência. 

    Nesse sentido, a direção de Brown é  especialmente fascinante. Como o filme se passa inteiro em um pequeno quarto abaixo da casa, a diretora aposta em planos médios que no ambiente claustrofóbico denotam as personagens. O trabalho de som é o que dá peso ao filme, a diretora tem o cuidado de nunca mostrar demais e deixar que as reações das personagens sejam o norte do espectador, visto que, o esconderijo contém uma janela no nível da rua que traz os acontecimentos de fora para dentro. 

    O roteiro em discursos e diálogos demorados também engrandecem o filme à medida que vamos conhecendo mais daquelas mulheres que estão trancadas ali. Dessa maneira, Árvores da Paz pouco perde o seu ritmo, ainda que algumas cenas de time jump estejam mal encaixadas no decorrer do filme. 

    Sendo assim, este é um filme para compreender um pouco sobre o que foi as atrocidades cometidas em Ruanda em 1994 e como após os acontecimentos, as mulheres do país conseguiram restabelecer a nação através de uma campanha de paz. Atualmente, Ruanda tem mais mulheres ocupando cargos governamentais que qualquer outro país no mundo. 

    VEREDITO

    Um filme extremamente emocionante que nunca apela demais. É fato que atualmente filmes que tratam de resiliência e sororidade podem cair em certos clichês, mas Árvores da Paz sabe medir bem suas intenções e, ao contextualizar suas personagens em um fato histórico, dá peso à narrativa. 

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer:

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    CRÍTICA – The Umbrella Academy (3ª temporada, 2022, Netflix)

    The Umbrella Academy chega em sua terceira temporada, chegando no dia 22/06 no catálogo da Netflix. A série conta com Elliot Page no elenco (Juno).

    SINOPSE DE THE UMBRELLA ACADEMY

    Após salvar o mundo do apocalipse, o nosso grupo de heróis viaja no tempo e acaba voltando ao presente. Contudo, as coisas estão diferentes, com o Sir Reginald Hargreeves vivo e pior, com um novo grupo chamado The Sparrow Academy.

    ANÁLISE

    The Umbrella Acdemy

    The Umbrella Academy é um título bastante peculiar em uma nova linha de adaptações de heróis. A série da Netflix, juntamente com The Boys, trouxe uma nova forma de fazer conteúdo no gênero, trazendo muita qualidade.

    Entretanto, o terceiro ano é o mais inconstante, uma vez que demora muito para entrar nos trilhos, ficando realmente boa em seu terço final, próximo ali do seu sétimo episódio.

    A trama que tenta trazer um ar de rivalidade entre os dois times montados pelo Senhor Hargreeves se torna cansativo já no terceiro episódio, visto que os problemas juvenis, o roteiro expositivo e os embates sonolentos entre eles é algo que nos faz até perder a paciência. Os poderes dos 14 personagens são muito interessantes, mas são mal utilizados pela direção. Fora um que outro momento criativos, falta objetividade em muitos outros, fazendo com que se pense que a série poderia ter uns quatro episódios a menos. A história não tem mais fôlego e The Umbrella Academy precisa se reinventar se quiser contar com mais uma nova temporada.

    Artigo relacionado – Sparrow Academy: Ranking dos membros mais poderosos do grupo

    O ponto mais alto da série é o show de atuação e de texto de Emmy Raver-Lampman, a Alisson, que tem o melhor arco. Sua indignação é legítima e o trabalho da atriz é excelente, ouso dizer que se ela for indicada a alguma premiação, não seria nenhum absurdo. O drama de Alisson é legítimo e é o melhor de ser acompanhando, com o espectador torcendo e entendendo cada passo dela.

    Outro destaque é o design de produção que reproduz de forma bastante fidedigna o caos que temos nas histórias de Gerard Way e do brasuca Gabriel Bá, contando com muitas referências e uma trilha sonora impecável, além de uma química incrível do elenco.

    VEREDITO

    Sparrow

    Em tom de despedida, The Umbrella Academy fecha vários arcos importantes de forma inteligente e satisfatória, mesmo que sua terceira temporada seja bastante irregular. Está nas mãos da Netflix agora uma improvável renovação.

    3,6/5,0

    Confira o trailer:

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    CRÍTICA – Mario Strikers: Battle League (2022, Nintendo)

    Mario Strikers: Battle League foi lançado para Nintendo Switch em 10 de junho de 2022. O game é o terceiro da série, que teve anteriormente Super Mario Strikers (2005), para GameCube, e Mario Strikers Charged (2007), para Wii.

    O novo jogo está totalmente geolocalizado para português do Brasil. Leia nosso review a seguir.

    SINOPSE

    Apresentamos o esporte Strike, um tipo de futebol de 5 contra 5 sem nenhuma regra! Vá para cima e tente marcar o máximo de gols usando seus itens, dando entradas nos adversários e superchutaços.

    Personagens clássicos da série Super Mario, como a Peach, Toad e Yoshi vão calçar as chuteiras, entrar em campo e fazer de tudo para marcar gols. Personalize o equipamento dos seus personagens para melhorar os atributos e o visual deles.

    Entre nessa batalha no modo online ou faça uma tabelinha com seus amigos no modo local – mas tome cuidado com o alambrado eletrificado!

    Faça parte de um clube online e lute para ele subir na classificação. Você pode se juntar com até 20 jogadores online e competir contra outros clubes por pontos.

    ANÁLISE DE MARIO STRIKERS: BATTLE LEAGUE

    Mario Strikers: Battle League divide sua experiência em local (solo ou multiplayer) e online. Para curtir as opções pela internet é preciso assinar o Nintendo Switch Online. É importante saber disso porque, sem esse serviço, a experiência é consideravelmente reduzida.

    O novo título da série Strikers apresenta quatro modos: jogo rápido, copas, Clube Strikers e treino. Há ainda a seção de equipamentos, em que as moedas obtidas permitem que você equipe os personagens e melhore seus atributos de forma balanceada. Ou seja, você equipa um item que melhora uma característica e reduz outra – ou usa algum que eleva consideravelmente um atributo e reduz um ponto dos demais.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – Mario Strikers: Battle League | Conheça personagens e suas habilidades

    O primeiro passo é fazer o treinamento, embora não seja obrigatório. É bem importante treinar para conhecer os tutoriais ensinados pelo FutBot, um robô que descreve os comandos de modo objetivo e funcional. Existem seis treinos básicos e dois profissionais, além da opção de treino livre. Mario Strikers: Battle League é frenético e muito cheio de informações, então por mais que pareça um longo tutorial, ele é efetivo e muito necessário.

    A bola rola pra valer mesmo no modo jogo rápido. Nele, há as opções de amistoso contra CPU, adversário local ou online.

    As copas estão divididas em dois modos (normal e galáctico) e cada um possui seis torneios. A experiência aqui começa pelas de nível normal com cinco copas habilitadas: Canhão, Precisão, Turbo, Músculo e Habilidade. Cada uma traz equipes adversárias com atributos relacionados ao nome da copa melhorados. Na Copa Músculo, os jogadores tem mais atributos de força, por exemplo.

    Após vencer essas cinco, a Copa Campeão é habilitada. Ao superá-la, os créditos do jogo são exibidos, e o Modo Galáctico fica disponível. A diferença de dificuldade entre os modos é gritante, o que exige bastante estratégia na hora de equipar, pois não há um personagem OP por natureza, o que torna a gameplay equilibrada.

    Se você não tiver o Nintendo Switch Online, a experiência basicamente se encerra aqui. E isso é ruim.

    Assista a live de lançamento do jogo que fizemos na nossa Twitch.

    Mario Strikers: Battle League poderia ter se inspirado em jogos de esporte para trazer mais funcionalidades principalmente no modo offline, como por exemplo a possibilidade de criar torneios customizados. A curva de aprendizado é justificadamente longa por conta dos diversos comandos e das partidas frenéticas, mas ela é pouco recompensadora.

    Os únicos desbloqueios que acontecem offline é o do Modo Galáctico e de poucos equipamentos extras. Seria muito legal se fosse possível desbloquear personagens, estádios, mais equipamentos, modos de jogo ou algo colecionável.

    Outro ponto negativo são os replays. A duração das repetições é curta demais, basicamente mostra apenas o chute para o gol. Além disso, senti falta da possibilidade de salvá-los. É um pouco frustrante você querer rever um lance para melhorar sua gameplay, ou simplesmente porque você curtiu o gol, mas não poder salvar.

    Jogabilidade e qualidade gráfica

    Como falei antes, os tutoriais são muito importantes porque há uma série de comandos. Todos eles fazem sentido, mas é realmente necessário seguir o passo a passo para aprender com detalhes cada habilidade, especialmente se você não tem o costume de jogar games de esporte.

    A jogabilidade é o ponto mais forte de Mario Strikers: Battle League. As partidas de 5×5 são muito divertidas e rendem horas de diversão (e de competição, se você jogar online).

    O jogo esportivo Mario Strikers: Battle League foi lançado para o Nintendo Switch em 10 de junho de 2022. Confira nosso review.

    Tantos comandos e habilidades ao natural fariam do jogo algo muito divertido, mas a experiência fica ainda melhor (e mais frenética) com o uso de itens como cascos verde e vermelho, banana, bomba e estrela.

    Mesmo assim, ainda acredito que haja espaço para Mario Strikers: Battle League melhorar ainda mais, pois há itens clássicos da franquia que podem ser muito interessantes de ver em campo, como trovão e Bullet Bill. Tomara que as temporadas do Clube Strikers reservem modos de jogo sazonais insanos, tipo o que é feito no Rocket League.

    Vale destacar que mais uma vez a franquia Super Mario conta com ótimos gráficos. As ilustrações dos menus e, principalmente, das cutscenes dos superchutaços são incríveis!

    O modo online de Mario Strikers: Battle League é bom?

    Podemos dizer que o modo online de Mario Strikers: Battle League se divide em dois. Um para amistosos apenas por diversão, outro competitivo (Clube Strikers).

    Você pode criar seu próprio clube ou então fazer parte de um. Existem clubes abertos ao público e outros que precisam da aprovação do dono, e há uma série de filtros interessantes, entre eles a exigência de jogar em português.

    A primeira temporada do Clube Strikers começa apenas em 20 de junho de 2022. Na oportunidade, algumas novidades serão lançadas, como as divisões e os objetivos da temporada.

    Até lá, as partidas nesse modo contam como amistosos, com a diferença de que também dão prêmios que podem ser trocados por equipamentos por você, e por características do estádio se você for o administrador do clube. Caso não seja, poderá votar como forma de sugerir mudanças para o gestor do time.

    Com o que posso avaliar até aqui, consigo afirmar que o modo online é bom por causa dos pontos positivos da gameplay, que expliquei antes. No entanto, mesmo após pouco mais de duas semanas desde o teste com a demo – Mario Strikers: Battle League First Kick – os problemas de conexão persistem. O lag atrapalha demais a experiência, pois basta um segundo de atraso para que um erro fatal seja cometido.

    VEREDITO

    Mario Strikers: Battle League entrega uma experiência frenética com uma jogabilidade e gráficos incríveis. Tudo indica que o Clube Strikers será o coração do jogo, especialmente pela competitividade.

    No entanto, é um jogo incompleto em vários pontos, especialmente para quem não assina o Nintendo Switch Online. O lag também é um grave problema, e que infelizmente tem sido frequente até aqui.

    3,7 / 5,0

    Assista ao trailer em português do Brasil de Mario Strikers: Battle League

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    CRÍTICA – Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread (2022, MY.GAMES)

    Criado pelo estúdio russo Allods Team Arcade, pertencente a MY.GAMES, responsável também por títulos como Skyforge e Warface, Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread é um título tão longo quanto seu nome e tão divertido quanto o mesmo sugere.

    Este é um metroidvania um tanto incomum, inspirado em filmes de ação dos anos 1980 e 1990 e repleto do que mais fazia sucesso nos jogos de ação da mesma época: uma chuva de tiros.

    SINOPSE

    Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread é uma aventura metroidvania em 2D inspirada nos filmes de ação eletrizantes dos anos 1980. Explore e retorne num mundo colorido no estilo em quadrinhos, use suas habilidades de jogos de plataforma, resolva quebra-cabeças espertos e use um arsenal explosivo de armas e habilidades para salvar o mundo!

    ANÁLISE DE BLAST BRIGADE VS. THE EVIL LEGION OF DR. CREAD

    É interessante como um jogo tão claramente inspirado em títulos famosos consegue ser único ao seu modo. Por mais que vejamos claras referências de renomados metroidvanias e a presença marcante de semelhanças com títulos como Metal Slug, Blast Brigade consegue se destacar.

    Sua temática e as cores marcantes fazem deste um jogo incomum que, mesmo que difícil em certos momentos, acaba sendo uma opção relaxante e divertida.

    Gráficos e temática

    Estamos acostumados a certos padrões gráficos em jogos do gênero metroidvania. Nos estilos mais clássicos, temos paletas de cores com pouca variação e muitos tons escuros. Nos mais atuais, os tons escuros ainda se mantêm, mas contrastam com algumas cores mais vibrantes, nos casos de jogos como Ori e semelhantes.

    Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread é um metroidvania em 2D disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox One X|S e Nintendo Switch

    Blast Brigade foge desta “regra”, trazendo cores e personagens muito mais baseados em títulos como Metal Slug e Broforce. O estilo remetendo aos desenhos animados e a clara sátira aos modelos destemidos dos filmes de ação dos anos 1980 fazem com que o jogo brilhe.

    O jogo não explora uma história muito profunda, sendo propositalmente simples e direto (tal qual os já referidos filmes). Temos um vilão maléfico super malvado (os excessos são também uma marca do jogo) e um protagonista brucutu, cheio de si, não muito inteligente e pronto para arrebentar tudo que estiver contra ele. Parece tosco, mas é muito divertido.

    Mecânicas e jogabilidade

    Ainda que seja um metroidvania, o jogo não é nem de perto maçante. A curva de dificuldade é lenta, mas muito satisfatória, não entregando habilidades características do gênero já de início (como pulo duplo ou pulo em paredes), o que torna a experiência diferente e te mostra de todas as formas que este não é um jogo tão comum.

    O escalonamento de habilidades, atrelado à construção da base com os mais variados tipos de recursos, e os recursos de fast travel e salvamento inteligentemente espalhados pelo mapa tornam a experiência leve e não cansativa, permitindo que a revisitação de partes do mapa não seja um tédio nem tome muito do seu tempo.

    Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread é um metroidvania em 2D disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox One X|S e Nintendo Switch

    A evolução das habilidades vai trazendo cada vez mais elementos a gameplay, permitindo ao jogador novas e divertidas formas de passar por desafios. O game oferece quatro personagens jogáveis que podem e devem ser alternados para suplantar desafios com suas habilidades características.

    Os personagens são: 

    • Jeff Jefferson, o redundante, bruto e divertido protagonista;
    • Shura, a destemida e ágil espiã soviética;
    • Galahad, o ruivo ciborgue escocês (?) e;
    • Vortex, uma jovem nativa da ilha.

    VEREDITO

    É muito interessante como Blast Brigade inova sem tanta inovação, bebendo do passado para ser vanguardista. As pelo menos 16 horas de história do game são muito bem dosadas, e o enredo direto permite que o jogo acabe quando tem que acabar. O jogo não força uma extensão desnecessária e conserva a diversão do início ao fim.

    Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread foi uma grata e divertida surpresa que me fará revisitar mais vezes a ilha paradisíaca, seus caricatos personagens e suas divertidas cutscenes.

    O jogo está disponível com legendas e menus em português para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox One X|S e Nintendo Switch.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer de Blast Brigade vs. the Evil Legion of Dr. Cread:

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    ‘Summer Game Fest’ e ‘Xbox & Bethesda Game Show’: Confira os maiores anúncios dos eventos

    Junho foi um mês repleto de anúncios e eventos. Não apenas o Summer Game Fest, mas também a Xbox & Bethesda Game Show anunciou games que eram esperados há muito tempo.

    Os primeiros grandes eventos que passaram a substituir a E3 tiveram início no dia 10/06. O primeiro evento foi a Summer Game Fest de Geoff Keighley, e no mesmo final de semana, tivemos a Xbox & Bethesda Game Show. Os eventos contaram com anúncios incríveis, e muito mais!

    Confira abaixo alguns dos anúncios da Summer Game Fest e da Xbox & Bethesda Game Show.

    Aliens: Dark Descent

    Durante a Summer Game Fest, vimos pela primeira vez o trailer de Aliens: Dark Descent. O game mostra uma equipe de fuzileiros que parecem bem preparados para encarar a ameaça Xenomorfa. Pelo trailer, fica claro que o game aparentemente balanceará o terror de ser seguido por um Xenomorfo e o terror. Aliens: Dark Descente será lançado em 2023 para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Ark 2

    Outro trailer de Ark 2 foi mostrado, mostrando mais do game sandbox pré-histórico. O game contará com a presença de Vin Diesel como um dos personagens que viverão no planeta Arat, e será lançado no Xbox em 2023.

    Call of Duty: Modern Warfare 2

    Ao longo da Summer Game Fest vimos pela primeira vez um trailer de gameplay de Call of Duty: Modern Warfare 2, a continuação do game de 2018 foi mostrado ao longo da missão intitulada “Dark Water”. O game mostrou alguns dos novos personagens que estarão presentes na trama e Keighley conversou com os responsáveis pelo game, que prometeram uma ação incessante em missões que você poderá salvar o mundo. Call of Duty: Modern Warfare 2 será lançado no dia 28 de outubro para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.

    Diablo IV

    Diablo IV finalmente recebeu uma janela de lançamento para Xbox e PC. Durante a apresentação da Xbox e Bethesda, a Blizzard apresentou que o game contará com capacidade co-op e apresentou a mais nova classe: Necromancer.

    Forza Motorsport

    O novo Forza Motorsport chegará as plataformas da Microsoft com o que foi chamado de “um novo nível de realismo”, com capacidade de ray-tracing do Xbox Series X. Algumas mudanças incluem mudanças da hora do dia, temperaturas, pneus e gerenciamento de combustível, bem como a “construção mais profunda do carro”, e muito mais.

    Goat Simulator 3

    A desenvolvedora do game utilizou um trailer bem antigo de Dead Island 2 e enganou muita gente em seus primeiros minutos. Ao apresentar bodes ao invés de zumbis, o game deixou claro que a sequência finalmente estava acontecendo. O 3 é porque a empresa não precisa produzir o 2 se ela quiser ir logo para o 3. O game será lançado ainda em 2022.

    Gotham Knights

    Durante a Summer Game Fest, grandes mecânicas cooperativas de Gotham Knights foram apresentadas. A apresentação focou no Asa Noturna, nos dando uma ideia da dívida que ele parece sentir que tem com Gotham, e suas habilidades que ele não hesitará em usar para derrotar os vilões. Além disso, o game contará com meios de transportes mais rápido, como um planador, os bastões clássicos do Asa Noturna e suas habilidades acrobáticas, permitindo que o herói possa trocar rapidamente de alvos em meio ao combate, fazendo-o ser capaz de derrubar até mesmo os maiores inimigos. Gotham Knights tem lançamento previsto para o dia 25 de Outubro para PS5, Xbox Series X|S e PC.

    Hollow Knight: Silksong

    Hollow Knight: Silksong é um dos games mais esperados, após ter sido anunciado em 2019, quase não se ouviu mais nenhum pronunciamento sobre quando o mesmo seria lançado. Ao longo da Xbox e Bethesda Showcase, ficamos sabendo que ele estará disponível no dia de seu lançamento no Xbox Game Pass. O trailer mostrou o belíssimo trabalho de level design já característico da franquia, mas não revelou uma data e lançamento oficial.

    Layers of Fear

    O universo Layers of Fear sempre foi adorado pelos fãs, e agora a Bloober Team retorna em sua glória, mas não em uma sequência. O mais novo Layers of Fear será um game reimaginado dos dois primeiros games lançados da franquia, incluindo uma DLC, o game foi desenvolvido na Unreal Engine 5. Layers of Fear chegará ao PS5, Xbox X|S e PC em 2023.

    Marvel’s Midnight Suns

    Após algumas atualizações no rost de heróis, testemunhamos a chegada do Homem-Aranha na equipe de heróis místicos do game. Ele se juntará a personagens como o Wolverine, e até mesmo Doutor Estranho. O game será um game de estratégia de turnos, e será lançado em outubro de 2022. Marvel’s Midnight Suns está sendo desenvolvido pela Faraxis, o mesmo estúdio por trás do game XCOM 2. O game estará disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC no dia 7 de outubro.

    Minecraft Legends

    Minecraft Legends foi apresentado como um game de ação e estratégia. O game é um spinoff e parece mostrar o mundo já conhecido da franquia por uma perspectiva top-down.

    Overwatch 2

    Overwatch 2 finalmente ganhou uma data de lançamento e será free-to-play. O game chegará em early-acess no dia 4 de Outubro e contará com novos heróis e vilões. A Blizzard marcou um evento para apresentar mais do game no dia 16 de Junho.

    Pentiment

    Pentiment conta com um estilo artístico único. O game narrativo é ambientado no século XVI na Bavária, e está sendo desenvolvido pela Obsidian, o mesmo estúdio responsável por desenvolver Fallout: New Vegas.

    Redfall

    Redfall é o mais novo game exclusivo do Xbox. O game cooperativo é um fps que permitirá que os jogadores enfrentem vampiros na cidade fictícia de Redfall, Massachusetts. Redfall é desenvolvido pelo mesmo estúdio responsável por Dishnored, a Arkane Studios. O game será lançado em 2023.

    Saints Row

    Saints Row ganhará um reboot em breve, mas uma demo já foi liberada para todas as plataformas. Intitulada “Boss Factory”, a demo te permitirá criar seu próprio personagem antes mesmo do game ser lançado. A “Boss Factory” te permitirá mexer em muitos detalhes de seus personagens. A personalização te permite criar personagens humanos e até mesmo bizarros. Saints Row será lançado no dia 23 de Agosto para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.

    Starfield

    Finalmente tivemos uma atualização do novo game da Bethesda. Starfield nos apresentou a criação de personagens e a capacidade de criar naves dentro do game. Starfield está sendo desenvolvido desde 2018. O mais novo game da Bethesda de exploração espacial também apresentou um parte do trailer de gameplay, o que fez muitos jogadores apontarem comparações entre o game da Bethesda e No Man’s Sky. O game será exclusivo das plataformas Microsoft.

    Stormgate

    O mais novo game de estratégia em tempo real, Stormgate é desenvolvido por uma equipe de ex-developers da Blizzard. Stormgate foi apresentado por meio de um trailer de Computação Gráfica, e conta a história de agentes que precisam descobrir a origem de uma misteriores tecnologia. O beta de Stormgate será lançado em 2023. O game será free-to-play e contará com opção de gameplay cooperativa para até 3 jogadores.

    Street Fighter 6

    O Street Fighter 6 foi apresentado pela primeira vez durante a State of Play do PlayStation, no começo desse mês. Mas foi durante a Summer Game Fest que descobrimos mais detalhes sobre o game e vimos pela primeira vez o trailer de gameplay intitulado ‘America’s Hero’, que apresentou o retorno de Guile. Street Fighter 6 está sendo desenvolvido na RE Engine, engine de Resident Evil e está incrível. O game será lançado em 2023 para PS4, PS5, Xbox Series X|S e PC.

    The Callisto Protocol

    Durante a Summer Game Fest, testemunhamos pela primeira vez uma sequência de gameplay de The Callisto Protocol. O game nos apresenta algumas das armas disponíveis e até mesmo as habilidades de nosso personagem. O game desenvolvido pelo mesmo estúdio de Dead Spacce. The Callisto Protocol será lançado no dia 2 de Dezembro para PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X|S e PC.

    Witchfire

    Witchfire parece ser uma interessante combinação entre games de fps e fantasia. O game parece apelar para uma estética que nos remete a mundos fantásticos tomados por criaturas sobrenaturais. Na gameplay, ficou claro que nossos inimigos não hesitarão em nos derrubar usando tudo que estiver a seu alcance, até mesmo o que parece ser magia negra. Mas não é nada que nosso rifle não possa resolver. O game chegará em early access em breve na Epic Games Store. Mas ainda não tem uma data definitiva.

    Zenless Zone Zero

    Zenless Zone Zero, é o mais novo game da desenvolvedora de Genshin Impact. O game foi apresentado pela primeira vez durante o Summer Game Fest, e mostrou um visual único que parece misturar estilos espaciais e urbanos. O game é assim como Genshin Impact, um hack-and-slash, que conta com combate de incríveis inimigos mechas. Se o game for free-to-play, tem tudo para ser um sucesso como Genshin Impact é.

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    CRÍTICA – O Verão Que Mudou Minha Vida (1ª temporada, 2022, Prime Video)

    O Verão Que Mudou Minha Vida (The Summer I Turned Pretty) é uma série da Prime Video baseada no primeiro livro de uma trilogia de romance escrita por Jenny Han. A autora também é responsável pela famosa série de livros Para Todos os Garotos que já Amei, que recentemente virou uma trilogia de filmes na Netflix.   

    A série da Prime Vídeo tem Han e Sarah Kucserka como showrunners, já no elenco estão Lola Tung, Jackie Chung, Rachel Blanchard, Christopher Briney, Gavin Casalegno e Sean Kaufman.

    O Verão Que Mudou Minha Vida estreia dia 17 de junho na Amazon Prime Video. Confira nossa crítica da série.

    SINOPSE

    Belly (Lola Tung) é uma jovem que tem a vida medida pelas férias de verão. Para Belly, tudo de bom e melhor acontece quando ela passa os meses de julho e agosto na casa de Susannah (Rachel Blanchard), a melhor amiga de sua mãe, Susannah tem dois filhos, Jeremiah (Gavin Casalegno) e Conrad (Christopher Briney). Assim, na véspera do aniversário de 16 anos de Belly começa o início do que pode ser o último verão onde todos estarão reunidos em Cousins Beach.

    ANÁLISE

    Pense em todos os filmes e séries sobre romances adolescentes, em lindas casas de praia, com jovens curtindo o verão e se apaixonando. Pois então, é uma premissa que já se encontra batida, ainda mais na era dos streaming, onde a cada semana uma nova adolescente se apaixona e cai em diversas situações. Contudo, O Verão Que Mudou Minha Vida têm um diferencial, ainda que não pareça na primeira impressão. 

    Baseada em uma trilogia que fez um enorme sucesso entre as adolescentes e jovens adultos, O Verão Que Mudou Minha Vida é uma série divertida e romântica, mas madura quando necessário. 

    Na história, Belly, vivida pela estreante Lola Tung, é uma jovem de 16 anos que desde os dez anos é apaixonada pelo filho da melhor amiga de sua mãe, Conrad (Christopher Briney). A relação entre eles parece ter sido mais calorosa no passado, sendo assim, Belly começa a repensar seu sentimento pelo amigo, quando ele parece se afastar por problemas maiores. 

    Todo o ano, Belly, sua mãe Laurel (Jackie Chung) e irmão Steven (Sean Kaufman) passa as férias de verão na casa litorânea de Susannah Fisher (Rachel Blanchard), junto de seus filhos Jeremiah (Gavin Casalegno) e Conrad. 

    Nos primeiros episódios, a série já constrói uma relação de carinho e amizade entre as famílias. A estética de verão é constante, com ótimas cenas internas e externas, como na casa de Susannah e no clube da cidade. O tom de romance adolescente permeia boa parte dos primeiros episódios ao passo que vemos Belly explorando novas relações e também sua própria identidade. 

    Logo, em um primeiro momento, tudo em O Verão Que Mudou Minha Vida parece tão perfeito que chega a ser simplório. Belly acaba se envolvendo com Jeremiah, seu melhor amigo e irmão de Conrad. Não demora muito para um triângulo amoroso se formar, o que rende boas interações entre o trio. Mas, ainda assim, custa para a série andar e entregar algo que pareça original. 

    Dessa forma, é no quarto episódio que a produção assume um olhar mais centrado e dramático. Neste ponto, fica nítido que nem só de verões ensolarados vivem essas famílias e os problemas começam a aparecer. Tanto para Belly que precisa administrar as expectativas de sua mãe, e também as responsabilidades da idade, como para Jeremiah e Conrad que precisam lidar com problemas familiares.      

    É interessante ressaltar que a série aposta bastante na relação entre os personagens, ainda que, em alguns momentos pareça clichê demais, é uma forma de dar contextualização e desenvolvimento a história. Temas como amizade, abandono parental e o luto permeiam a série, ainda que, nunca sejam totalmente aprofundados. 

    Nesse sentido, O Verão Que Mudou Minha Vida surpreende por ir além do básico romance adolescente e dar a esses personagens pesos dramáticos, mesmo que tarde demais. De qualquer forma, o amor de verão está ali, assim como as confusões e alegrias da adolescência. 

    VEREDITO

    O Verão Que Mudou Minha Vida têm uma direção apática com muitos flashbacks desnecessários e uma narração em off descartável, sendo os cenários responsáveis pela estética visual da série. Já o roteiro é simples, mas funciona devido às boas atuações do elenco. 

    3,0/5,0

    Assista ao trailer:

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