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    CRÍTICA – Um Príncipe em Nova York 2 (2021, Craig Brewer)

    Um Príncipe em Nova York 2 é um filme original da Amazon Prime Video, estrelado mais uma vez por Eddie Murphy e Arsenio Hall. O longa é dirigido por Craig Brewer (Meu Nome é Dolemite).

    O filme está disponível no catálogo da Amazon.

    SINOPSE

    Depois de muitos anos, Akeem (Eddie Murphy) finalmente se tornou o rei de Zamunda com sua adorável família real. Entretanto, o descobrimento de um filho perdido, chamado Lavelle (Jermaine Fowler), que mora Nova York pode mudar as estruturas do país. Será que Lavelle estará pronto para o desafio de ser da realeza?

    ANÁLISE

    Um Príncipe em Nova York 2 foi uma grata surpresa, pois é um dos clássicos dos anos 80 que cativou e divertiu ao mostrar uma jornada incomum de um príncipe em um país com tradições fortes que tentava viver uma via comum poderia ter uma sequência que mostrasse a vida de vários personagens de uma forma mais diferente em uma espécie de conto de fadas para Lisa (Shari Headley). 

    Contudo, seus trailers iniciais mostravam um tom mais galhofa, uma vez que a estrutura parecia ser bem diferente, com uma nova roupagem e proposta aos espectadores. 

    Assistindo à sequência, vi que a nova ideia é mais do que bem-vinda, pois agora temos um contexto muito diferente dos anos 80, com discussões mais significativas em um tom mais ácido e caricato. 

    https://www.youtube.com/watch?v=rPX9lVaRdKU&t=104s

    Um Príncipe em Nova York 2 nos entrega exatamente isso: muita diversão e uma catarse excelente em tempos tristes no nosso atual cenário mundial pandêmico.

    O roteiro entrega situações clichês e batidas que incomodam muito em alguns momentos, mas em outros, o filme consegue ser extremamente engraçado, apresentando um humor que mistura o constrangimento com a curiosidade do novo, colocando pessoas comuns em um cenário protocolar e cheio de cerimônias.

    A adição de Leslie Jones e Wesley Snipes ao estrelado elenco abrilhantam muito a obra, pois suas atuações são estereotipadas, contudo, no local certo, algo que somou muito na estrutura de Um príncipe em Nova York 2. O restante do elenco é funcional, incluindo Eddie Murphy e James Earl Jones, com uma pequena melhora para Shari Headley que era péssima no primeiro longa.

    A direção é eficaz e sabe usar muito bem os atributos de Zamunda, mostrando uma cultura rica, com roupas maravilhosas e apresentações de dança e musicais impressionantes. O filme é um deleite visual.

    PROBLEMAS DE UM PRÍNCIPE

    Como foi dito anteriormente, o roteiro traz clichês muito absurdos e que nos tiram demais do filme em alguns momentos. 

    As personagens femininas praticamente não tem nenhum desenvolvimento e muitos coadjuvantes servem mais como figurantes na trama.

    Além disso, o uso de CGI é desnecessário, pois as cenas não somam em nada na trama e, muitas vezes, estão ali para mostrar apenas que o filme tem um orçamento mais robusto. O filme poderia ser mais curto se alguns trechos que não acrescentam em nada fossem cortados. Entretanto, o longa consegue entreter, mesmo com alguns deslizes importantes.

    VEREDITO DE UM PRÍNCIPE EM NOVA YORK 2

    Um Príncipe em Nova York 2 é uma obra carismática que tem bons valores e sabe muito bem homenagear seu filme de origem, atualizando alguns conceitos e, infelizmente, não conseguindo ultrapassar outros. Com boas sacadas e um texto irreverente, o filme diverte e é uma boa escapada dos nossos problemas do cotidiano.

    Minha dica é: veja e dê boas risadas!

    4,0 / 5,0

    E vocês, gostaram do filme? Comentem abaixo!

    Veja o trailer de Um Príncipe em Nova York 2:

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    TBT #114 | Sicario: Terra de Ninguém (2015, Denis Villeneuve)

    Tá procurando aquela dica leve pra assistir tomando um chá, depois de um dia cansativo? Pode dar uma olhada nos outros TBTs, porque hoje não tem dessas não. Em Sicario: Terra de Ninguém, a tensão é do início ao fim e a ideia do filme vai ficar martelando na cabeça por algum tempo.

    SINOPSE

    Kate (Emily Blunt) é uma agente do FBI convidada para uma operação da CIA para prender o líder de um cartel e, também, chefe de Alejandro (Benicio del Toro) e Matt (Josh Brolin). Quando ela começa a questionar sobre a investigação, descobre que deve escolher entre os limites éticos e a própria vida.

    ANÁLISE

    Sicario convida o espectador a explorar o submundo do tráfico paulatinamente. Denis Villeneuve, diretor também do consagrado Incêndios (2011) e do esperado Duna (2021), é conhecido por tramas onde seus personagens não seguem um alinhamento único, tendendo a flutuar entre as variações possíveis.

    Neste longa, a pseudo-protagonista oscila entre cumprir o dever com ética, ou tentar resolver de maneira mais pragmática. Emily Blunt está muito bem ladeada pelas atuações incríveis de Josh Brolin e Benicio del Toro.

    Matt (Brolin) é um personagem que transborda arrogância e carece de escrúpulos. Alejandro (del Toro) é um completo enigma do início ao fim, com uma frieza que não permite a confiança.

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    Amparado por estes três complexos personagens, Sicario vai te levando, sem perceber, para o núcleo dos cartéis. A tensão permanente e as ações bruscas e violentas tornam o filme um desafio de resistência e curiosidade. Causa incômodo a indiferença com que vidas são ceifadas e todos os melindres da política por trás do tráfico. Mas apesar do sentimento de inconformidade, nos obrigamos a seguir na ponta do sofá querendo saber até onde tudo isso vai levar.

    Além das atuações e do enredo, merece também destaque a incrível fotografia. Enquadramentos precisos, tomadas aéreas geniais e uso de elementos visuais que nos fazem sentir ainda mais imersos na trama. Tudo milimetricamente encaixado, sem destoar ou tirar atenção do que importa (destaque aqui para Roger Deakins, que trabalha muito bem com Villeneuve, a exemplo de Os Suspeitos e Blade Runner 2049).

    A velocidade dos cortes e transições também colaboram pra tirar o ar de quem está assistindo. A edição de som, posicionando sensorialmente os objetos na tela e marcando os momentos chave é uma aula a parte.

    A trilha sonora cumpre com seu papel de maneira sutil e inteligente, com seus vários graves colaborando para o clima de suspense. Não toma conta das cenas, mas se encaixa pontualmente quando é necessária.

    VEREDITO

    Sicario: Terra de Ninguém é uma grande obra, bebendo da fonte de grandes thrillers policiais mais antigos e adicionando aquela pitada de Denis Villeneuve para deixar tudo mais caótico.

    Fãs das séries ao estilo Narcos vão curtir, já que Sicario aborda não só o cartel de Juarez como passeia pelo vasto mundo do tráfico. É um filme instigante e que realmente mexe com quem assiste. Agita, incomoda, surpreende.

    Se não estiver cansado ou com a ansiedade alta, vale a pena assistir esse belo trabalho do diretor, talvez até pra ver o que esperar do tão aguardado Duna.

    O filme está disponível via Telecine Play. Já conhece? Aproveita que tem 30 dias grátis e confere toda a gama de excelentes filmes que tem por lá.

    3,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

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    CRÍTICA – Nona: Se me molham, eu os queimo (2019, Camila José Donoso)

    Nona: Se me molham, eu os queimo é o primeiro filme da diretora chilena Camila José Donoso. O longa esteve no Festival do Rio 2019 e estreou no Brasil em 19 de fevereiro de 2021. No elenco estão Josefina Ramírez, Eduardo Moscovis e Paula Dinamarca.

    SINOPSE

    Aos 66 anos de idade, Nona (Josefina Ramirez) decide finalmente vingar-se de seu ex-amante e comete um atentado que a obriga a fugir para que não seja presa. Depois de finalmente se estabelecer em uma cidade costeira do Chile, um incêndio de grandes proporções obriga seus vizinhos a deixarem suas casas, mas estranhamente sua moradia é a única a não ser afetada.

    ANÁLISE

    A nova geração de cineastas estreita cada vez mais o laço entre o ficcional e o documental. Não à toa, a diretora Camila José Donoso é considerada uma das grandes revelações do novo cinema latino americano. Nessa perspectiva, “Nona: Se me molham, eu os queimo” entrega um visual contemporâneo com uma narrativa que remete ao tradicional.

    Isso porque, o longa conta a história da avó da diretora que fez parte da resistência anti-Pinochet, e se tornou uma especialista na produção de molotovs. Dessa forma, Donoso combina cenas de ficção com cenas reais. Logo, mostrando Nona abandonando a cidade de Santiago para se instalar na pequena cidade de Pichilemu. E mais tarde, passando por uma cirurgia no olho.

    A passagem do ficcional para o documental é sempre acompanhada de uma mudança visual. Logo, quando Donoso decide filmar os dias de sua avó na cidade do interior, a câmera adota um comportamento mais invasivo fazendo closes up. Da mesma forma, a edição utiliza técnicas para deixar a imagem deteriorada evocando um sentimento de passado.

    CRÍTICA - Nona: Se me molham, eu os queimo (2019, Camila José Donoso)

    Essa linha tênue entre o ficcional e o documental permeia o longa inteiro. Logo, indica que a diretora está mais interessada na filmagem e no filme em si, do que em rotular seu trabalho dentro de um gênero. Todavia, “Nona: Se me molham, eu os queimo” é um filme desafiador. Seja por sua construção diferente, ou por seu roteiro tedioso.

    O longa apresenta uma personagem da vida real que carrega um grande potencial para apresentar a história da ditadura chilena sob uma outra perspectiva. Contudo, peca em não apresentar uma narrativa palpável. Dessa forma, o filme se revela melhor quando Nona é entrevistada por sua neta evidenciando sua personalidade livre e nada tradicional. 

    VEREDITO

    Nona: Se me molham, eu os queimo mostra todo valor visual e contemporâneo da nova geração de cineastas. Camila José Donoso faz um recorte atemporal e íntimo de sua avó levando o espectador a presenciar uma forte mulher. Porém, o filme se perde em sua forma ficcional sendo por vezes exacerbado.

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer:

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    CRÍTICA | As Crônicas dos Quatro Cantos – A Pedra Negra (2020, T. H. Nolla)

    Uma obra de fantasia pertence ao gênero ficção, ao contrário daquelas que possuem uma explicação científica, a fantasia utiliza de fenômenos mágicos, sobrenaturais entre outros para narrar os acontecimentos. Utilizando desse tipo de gênero, o escritor paulista T. H. Nolla apresenta em As Crônicas dos Quatro Cantos, o jovem William Le Fay que tenta equilibrar seus estudos sem saber que está envolvido em algo muito maior e muito mais sombrio do que perder a hora da aula.

    Ficou curioso? Saiba mais sobre o primeiro livro das crônicas: A Pedra Negra.

    SINOPSE

    Will é um jovem órfão que tenta se concentrar nas aulas e não esquecer os compromissos com seus amigos Bryan e Jennifer.

    Até que descobre que diferente de muitos ele tem poderes que provavelmente vieram da sua mãe, a feiticeira mais poderosa que existe nos Quatro Cantos.

    ANÁLISE 

    Logo no início, a obra já nos apresenta o personagem central, William Le Fay que precisa equilibrar sua rotina de estudo dentro do Castelo Vermont, como plano de fundo entre uma aula e outra algum personagem sutilmente libera recortes da história de Jamieshaven.

    Ao longo da leitura pude perceber que Jamieshaven é uma província central dentro dos Quatro Cantos, porém, não fica muito claro, pois, mesmo a obra possuindo mais de trezentas páginas, não há nenhum mapa; o que dificulta um pouco a visualização onde fica cada província.

    Também torna-se um problema quando em meios as conversas falam sobre determinado lugar e não abre espaço para entendimento, já que não oferece muitos detalhes onde fica exatamente.

    AMBIENTAÇÃO

    Mesmo assim, o escritor consegue superar esse tipo de problema quando nos mostra detalhes de ambientes apenas usando uma excelente técnica de narração que não abre espaço para tédio.

    Como, por exemplo, nesse trecho:

    “Um tinteiro e uma pena de pavão verde-esmeralda estavam próximos a um grande rolo de pergaminho em branco; seu quadro-negro, preenchido por datas históricas, localizava-se à frente de uma estante completamente forrada de adornos excêntricos e variavam de cérebros feitos de cobre a hidras prateadas; de laelaps ornamentadas com ametistas e trestrálios cravejados de diamante.”

    Ao empregar a técnica de ambientação, o livro consegue acomodar o leitor dentro da história e ao longo do trajeto fazê-lo se sentir pertencente à produção.

    Logo me senti uma aluna correndo pelas escadarias do Castelo Vermont completamente preocupada em não me atrasar para a aula de Alquimia.

    DIÁLOGOS

    A princípio os diálogos não eram muito favoráveis, uma vez que eram fracos e sem muita informação ou totalmente relevantes, mas, conforme a história foi evoluindo os diálogos se tornaram igualmente bons.

    As conversas ficaram cada vez mais interessantes, como se tivessem se aquecendo aos poucos, até chegar no momento que fiquei ávida para alguém falar, o que foi totalmente alimentado com perspicácia capaz de me deixar curiosa para o próximo capítulo.

    VEREDITO DE AS CRÔNICAS DOS QUATRO CANTOS

    É possível enxergar a habilidade do escritor e também como a saga – se continuar no mesmo ritmo que o primeiro livro – terá um grande futuro.

    Diante dos meus olhos um novo mundo com classes e raças dignas de descrição de RPG foi criado com qualidade incrível, apesar de alguns problemas.

    Com uma grande carga de referências sobre pedras preciosas, fábulas e outros universos de fantasia, As Crônicas dos Quatro Cantos é uma magnífica e envolvente criação de fantasia.

    Surpreendemente o livro foi capaz de me envolver de tal forma que espero ansiosamente o lançamento da continuação.

    4,5 / 5,0

    CRÍTICA | As Crônicas dos Quatro Cantos - A Pedra Negra (2020, T. H. Nolla)Autor: T. H. Nolla

    Editora: Viseu

    Páginas: 328

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    PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Círculo de Fogo: The Black (1ª temporada, 2021, Netflix)

    Assisti aos três primeiros episódios de Círculo de Fogo: The Black (Pacific Rim: The Black), anime ambientado no universo de Círculo de Fogo (2013) criado por Guillermo del Toro.

    A trama mostrará os Kaiju (sim, o plural é sem S, igual Pokémon) novamente emergindo do mar e dessa vez invadindo a Austrália, colocando dois irmãos em busca da sobrevivência e na busca pelos pais desaparecidos.

    O anime estreia amanhã (04/03), na Netflix.

    SINOPSE

    A humanidade derrotou os Kaiju há muito tempo; Mas eles retornaram e agora a Austrália está sendo evacuada. Nesse continente cheio de perigos, dois irmãos batalham pela sobrevivência em seu velho Jaeger enquanto buscam por seus pais desaparecidos.

    ANÁLISE

    Círculo de Fogo: The Black foi anunciado em julho de 2018 e é inspirado no filme de Guillermo del Toro; que chegou aos cinemas em 2013 com um orçamento de US$ 190 milhões e arrecadou US$ 411 milhões no mundo.

    Agradando a crítica e o público, a produção ganhou uma sequência, Círculo de Fogo: A Revolta, em 2018, estrelada por John Boyega. Infelizmente, mesmo com os novos Kaiju e Jaegers a continuação não teve a mesma recepção de seu antecessor.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Círculo de Fogo: A Revolta – Conheça os novos Jaegers!

    Voltando à batalha épica de Kaiju e Jaegers, esta série original de anime desenvolverá a história dos dois primeiros filmes live action ao seguir dois irmãos: Taylor, um adolescente idealista e sua ingênua irmã mais nova, Hayley, que são forçados a pilotar o Atlas Destroyer, um Jaeger abandonado, através um ambiente hostil em uma tentativa desesperada de encontrar seus pais desaparecidos.

    A produção conta com Craig Kyle (Thor: Ragnarok) e Greg Johnson (X-Men: Evolution) como showrunners, além da produção da Legendary Entertainment.

    VEREDITO

    Os episódios: Desabrigados (28min), Rumo ao desconhecido (22min) e Bogan (20min) deixam claro que a nova produção da gigante do streaming busca caminhar com as próprias pernas sem ter como muletas personagens já conhecidos nos filmes live action; então não espere rever o Jaeger Gipsy Danger ou sua versão 2.0, Gipsy Avenger e nem os humanos Mako (Rinko Kikuchi), Dr. Newton Geiszler (Charlie Day) ou o Dr. Hermann Gottlieb (Burn Gorman).

    Círculo de Fogo: The Black acerta ao buscar sua própria identidade sem contar com flashbacks para explicar o que já foi contado em dois filmes para o cinema e principalmente no tempo de duração de cada episódio, tornando fácil de ser assistido em maratona.

    Com novos Kaijus dos diversos tipos, novos Jaegers cheios de armas – ou não – e personagens carismáticos, a série parece seguir no caminho certo para agradar aos fãs do kaijuverse.

    Já na questão visual, o novo título da Netflix poderia ter sido mais ousado e ter apresentado algum tipo de inovação que brilhasse aos olhos dos fãs; mas, infelizmente, o visual 2D com cenas de combate em 3D torna-se mais do mesmo como já visto em outras produções do próprio catálogo, como por exemplo: O Príncipe Dragão e Dragon’s Dogma.

    Como fã da franquia criada por del Toro, torço para que a produção agrade aos fãs, para ter uma segunda temporada; para que assim possa corrigir os problemas de sua temporada de estreia.

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Círculo de Fogo: The Black estreia amanhã, dia 4 de março, na Netflix.

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    CRÍTICA – Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta (2021, Amy Poehler)

    Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta é a adaptação original da Netflix do livro homônimo de Jennifer Mathieu lançado em 2018. Dirigida por Amy Poehler e protagonizada por Hadley Robinson, a produção estreia na plataforma no dia 3 de março.

    SINOPSE

    Inspirada pelo passado rebelde da mãe e por uma nova amizade, uma adolescente tímida publica um texto anônimo que denuncia o machismo em sua escola.

    ANÁLISE

    O longa Moxie conta a história de Vivian (Hadley Robinson), uma jovem introspectiva que vive ouvindo sua mãe, Lisa (Amy Poehler), falar sobre seus tempos de protestos e lutas contra o patriarcado com as Riot Grrrls.

    Sem entender a importância de ter uma causa pela qual se importar e lutar, a garota passa seus dias conversando apenas com sua melhor amiga Claudia (Lauren Tsai) e sonhando com a faculdade.

    Tudo muda com a chegada de uma nova aluna chamada Lucy (Alycia Pascual-Pena). Sem levar desaforo pra casa, a garota não tem medo de se impor contra o garoto mais popular da escola, o capitão do time de futebol Mitchell Wilson (Patrick Schwarzenegger).

    Cansada de ser invisibilizada e se sentindo inspirada pelas atitudes de Lucy, Vivian resolve fabricar um fanzine anônimo chamado Moxie. Com isso, acaba criando um grande movimento feminista em sua escola, pois muitas garotas se interessaram pela publicação e se identificaram com os abusos denunciados por ela.

    Com 111 minutos de duração, o longa roteirizado por Tamara Chestna e Dylan Meyer conduz o espectador pela deliciosa fase da adolescência em que queremos mudar o mundo, mas não sabemos ao certo como fazê-lo.

    Pontuando situações rotineiras no âmbito escolar, como bullying e assédios, a produção usa exemplos diretos e simples para fazer valer seus pontos: não podemos nos calar perante injustiças e, claro, que nós mulheres somos imparáveis.

    Por mais que o longa traga a personagem Vivian como a principal, é entendível que existe um co-protagonismo entre ela e Lucy dentro do Moxie, o que avalio como algo positivo para o andamento da trama. Assim, a produção não cai na ideia de promover uma white savior.

    A escolha do elenco diverso é outro ponto valioso, principalmente quando vemos todas unidas em prol de um mesmo ideal, com apoio mútuo e crescendo juntas.

    Moxie: Quando as Garotas vão à Luta (2021, Amy Poehler)

    Por se tratar de um filme adolescente, obviamente não há um grande aprofundamento na raiz do movimento feminista, tampouco os termos usados por Lisa em seus monólogos são explicados para a audiência. A escolha é compreensível, principalmente quando colocamos na balança quem é o público-alvo.

    Em alguns momentos da trama as situações acabam se estendendo mais do que o necessário, forçando acontecimentos que poderiam ser enxugados. Temos vários diálogos clichês, mas que, sendo bem franca, se encaixam na realidade daqueles personagens.

    Quando falamos da direção de Poehler, é fácil destacar as boas cenas de romance e de união feminina. Porém, quando o núcleo precisa entregar algo mais profundo e dramático, as limitações são visíveis, causando um pouco de desconforto.

    Mesmo com algumas derrapadas, Moxie possui ótimos momentos, uma boa montagem, personagens divertidos, trilha sonora marcante e aquele espírito clássico da Sessão da Tarde que a gente tanto gosta. É claramente um filme que eu gostaria de ter assistido quando jovem e que poderia ter causado um impacto positivo na minha vida.

    VEREDITO

    Buscando não cair nas armadilhas de um texto excessivamente problematizador, Moxie dosa bem o uso do feminismo, da rebeldia e do empoderamento feminimo para entregar uma trama divertida e motivadora.

    Em tempos sombrios como os que estamos vivendo, toda a mídia que incentiva a união entre mulheres e respeito à diversidade é muito bem-vinda e necessária.

    3,5/5,0

    Assista ao trailer:

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