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    Mads Mikkelsen: Conheça o ator e seus melhores trabalhos

    Mads Mikkelsen nasceu no dia 22 de novembro de 1965, em Copenhague, na Dinamarca. Ele é irmão mais novo do também ator Lars Mikkelsen, com quem cresceu no distrito de Nørrebro. A princípio, Mikkelsen passou a juventude investindo no esporte e em seguida dança, após casar com a coreógrafa Hanne Jacobsen e se dedicar quase uma década à dança, seguiu com os estudos em Drama na Århus Theatre School, em 1996. 

    INÍCIO DE CARREIRA

    Mads Mikkelsen estudou na Århus Theatre School e logo após estreou no cinema com o filme Pusher (1996). Ao longo da sua carreira fez diversos sucessos do cinema dinamarquês como Blinkende Lygter (2000) e De Grønne Slagtere (2003).

    Teve seu primeiro sucesso em Hollywood como Tristan na produção Rei Arthur (2004), de Jerry Bruckheimer e logo em seguida viveu outro vilão famoso, o Le Chiffre de 007: Cassino Royale (2006). Ganhou, em 2012, o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes por seu desempenho em A Caça (2012).

    Também ganhou notoriedade na televisão americana ao estrelar a aclamada série Hannibal, como o célebre personagem literário, serial killer e canibal, Dr. Hannibal Lecter. Mikkelsen é considerado uma figura marcante da Dinamarca, sendo descrito pelo The New York Times como “uma estrela, um axioma, um rosto do cinema dinamarquês ressurgente”.

    Os melhores trabalhos de Mads Mikkelsen

    Corações Livres (2002)

    Corações Livres não é uma produção de grande orçamento, mas isso contribui para a proposta do filme. A obra não se volta para uma trama complexa ou visuais grandiosos, buscando ao invés disso se aprofundar em seus personagens. Através disso, a produção retrata as emoções humanas de maneira complexa e até brutal.

    A história nos apresenta a um casal que sofre um trágico acidente de carro. Em decorrência disso, Joachim (Nikolaj Lie Kaas) perde os movimentos das pernas. Durante o tratamento de seu marido, Cecilie (Sonja Richter) conhece o médico Niels (Mads Mikkelsen). Os dois começam a ter um caso, que deixa suas vidas ainda mais turbulentas.

    Rei Arthur (2004)

    Na história, Arthur (Clive Owen) é um líder relutante, que deseja deixar a Bretanha e retornar a Roma para viver em paz. Porém, antes que possa realizar esta viagem, ele parte em missão ao lado dos Cavaleiros da Távola Redonda, formado por Lancelot (Ioan Gruffudd), Galahad (Hugh Dancy), Bors (Ray Winstone), Tristan (Mads Mikkelsen) e Gawain (Joel Edgerton). Nesta missão Arthur toma consciência de que, quando Roma cair, a Bretanha precisará de alguém que guie a ilha aos novos tempos e a defenda das ameaças externas. Com a orientação de Merlin (Stephen Dillane) e o apoio da corajosa Guinevere (Keira Knightley) ao seu lado, Arthur decide permanecer no país para liderá-lo.

    007: Cassino Royale (2006)

    O filme é considerado um dos melhores da franquia 007, além de ser uma excelente obra de ação por si só. Além de bastante inteligente, a produção é cheia de estilo e garante um ótimo entretenimento.

    Na trama, o agente James Bond (Daniel Craig) vai para Madagascar, onde descobre ligações entre Le Chiffre (Mads Mikkelsen) e o financiamento de organizações terroristas. Após descobrir que o criminoso participaria de um jogo de pôquer de alto risco, Bond vai jogar contra ele, em uma arriscada aposta que visa derrubar a organização do vilão.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – TBT#84 | 007: Cassino Royale (2006, Martin Campbell)

    A Caça (2012)

    Um dos melhores filmes dos últimos anos é este drama dinamarquês estrelado por Mikkelsen, que trabalha em uma creche mas é acusado injustamente de assédio sexual por uma criança de 5 anos. Logo sabemos que a acusação é falsa, mas as consequências de uma declaração deste tamanho é irrevogável e afeta drasticamente a vida de uma pessoa para sempre. Um desses filmes chocantes e memoráveis. O longa rendeu 4 prêmios internacionais e foi alavancado pela crítica.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – A Caça (2012, Thomas Vinterberg)

    O Amante da Rainha (2012)

    Outro título que se destaca na carreira de Mikkelsen é O Amante da Rainha. O filme é um drama histórico, baseado em fatos reais. Apesar de considerado lento por alguns, a produção tem uma trama interessante e atuações excelentes. Caroline Mathilde é uma jovem britânica que se torna rainha da Dinamarca após se casar com o insano rei Christian VII. Em viagem pela Europa, a saúde mental do monarca piora a cada dia e um acompanhamento médico torna-se necessário. O alemão Johann Struense é escolhido e rapidamente conquista a confiança do rei, tornando-se seu confidente e principal conselheiro.

    Hannibal (2013-2015)

    A série Hannibal é outra obra que não pode deixar de ser citada entre os melhores trabalhos de Mads Mikkelsen. Além de ser uma das produções que tornaram o ator mais conhecido pelo público, ela foi capaz de representar um personagem já conhecido de modo novo. O trabalho dele ao viver o serial killer também se destaca, principalmente por não deixar a desejar mesmo após outros grandes atores terem vivido o papel em outras obras.

    Na trama, Will Graham (Hugh Dancy) é um talentoso fornecedor de perfis criminosos que está em busca de um serial killer, com a ajuda do FBI. A forma única de Graham pensar dá a ele a habilidade de ter empatia com qualquer um – até mesmo psicopatas. Ele parece saber o que os afeta. Entretanto, a mente do homem procurado é muito complicada, até mesmo para Graham, portanto, ele busca pela ajuda do Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) – um dos maiores psiquiatras do país. Armado com o conhecimento do brilhante doutor, Will e Hannibal formam uma parceria brilhante, na qual nenhum vilão escapa. Mas Will não imagina os segredos sombrios escondidos pelo psiquiatra.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Noites Sombrias #12 | Os 10 serial killers mais icônicos do cinema

    A Salvação (2014)

    A Salvação não traz nada de revolucionário, contando com diversos clichês e cumprindo todas as expectativas que se tem para filmes western. Ainda assim, é uma obra com atuações excelentes, principalmente por parte do próprio Mads Mikkelsen, que tem o papel de protagonista.

    Em 1870, em meio a colonos e foras-da-lei, o imigrante dinamarquês Jon (Mikkelsen) esperou durante anos para trazer sua esposa e filho para os Estados Unidos. Quando finalmente consegue, logo depois que chegam, eles se tornam vítimas de um crime horrível. Traído e hostilizado pela comunidade, Jon, um pacífico fazendeiro, acaba se transformando em um vingador implacável, para salvar a cidade e encontrar a paz.

    Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

    Na trama, somos apresentados a Galen Erso (Mads Mikkelsen), um ex-cientista que se torna um dos principais responsáveis pela construção da Estrela da Morte contra sua vontade. Anos após ele ser separado de sua família, sua filha Jyn (Felicity Jones) se junta a um grupo que busca um meio de destruir a nova arma do Império. Assim, o grupo sai em uma missão para a Aliança Rebelde, tendo como objetivo roubar os planos da estação espacial.

    No Portal da Eternidade (2018)

    Willem Dafoe captura perfeitamente seu Van Gogh que é cansado, rígido e econômico nos movimentos. Quando dialoga, olha nos olhos de seus interlocutores (nós) e demonstra uma melancolia resignada, comparável à de Jesus Cristo no caminho ao Calvário (não à toa, a epifania do filme se dá numa conversa com um padre, brilhantemente interpretado por Mads Mikkelsen).

    O filme se passa nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise, onde Van Gogh se refugiou para escapar das pressões de Paris. Ali, o artista é tratado gentilmente por alguns e brutalmente por outros. Enquanto o também pintor Paul Gaugin se afasta do amigo devido à sua intensidade, seu irmão Theo continua inabalável em seu apoio, mas não consegue vender sequer uma obra de Van Gogh.

    Druk – Mais Uma Rodada (2020)

    Mads Mikkelsen é protagonista do filme Druk – Mais Uma Rodada, que levou a estatueta de Melhor Filme Internacional na cerimônia do Oscar 2021. Uma tragicomédia sobre as crises de meia-idade, Druk é um filme dinamarquês que atingiu aclamação mundial por sua qualidade. Apesar de a premissa parecer bastante comum, a obra aborda as causas e efeitos do abuso de álcool de maneira bastante única.

    O foco da história são Martin (Mikkelsen), Tommy (Thomas Bo Larsen), Peter (Lars Ranthe) e Nikolaj (Magnus Millang), quatro amigos que são professores. Todos eles têm problemas com estudantes desmotivados e com suas próprias vidas, que veem como tediosas e paradas.

    Ao celebrar o aniversário de um deles, o grupo discute a teoria de um psiquiatra, de acordo com a qual ter uma determinada porcentagem de álcool no sangue deixa as pessoas mais criativas e relaxadas. Inicialmente, apenas Martin decide colocar a tese em teste, mas logo os outros três o acompanham em tentar verificar a veracidade da proposta.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Druk – Mais Uma Rodada (2020, Thomas Vinterberg)


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    CRÍTICA – 15 Minutes of Shame (2021, Max Joseph)

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    15 Minutes of Shame é um documentário produzido por Monica Lewinsky que se envolveu em um escândalo político em 1998, quando teve um caso com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

    SINOPSE DE 15 MINUTES OF SHAME

    Este documentário é uma imersão surpreendente, oportuna e reveladora no mundo da humilhação pública. Usando a narrativa documental e análise do comportamento social, este documentário apresenta indivíduos de todo os Estados Unidos que foram humilhados publicamente, enquanto aborda os agressores, espectadores, a mídia, psicólogos, políticos e especialistas.

    15 Minutes of Shame aborda uma das questões mais urgentes e não resolvidas da vida moderna, apresentada a você pelas pessoas que sofreram na pele a destruição de sua imagem.

    ANÁLISE

    15 minutes of Shame é um documentário que traz relatos de pessoas que sofreram cancelamento na internet e quais foram suas consequências após todo o constrangimento que passaram.

    O documentário é dirigido por Max Joseph que realiza um excelente estudo do surgimento da cultura do cancelamento e apresenta os dois lados da moeda, positivos e negativos.

    Diante disso, vale ressaltar que o documentário traz entrevistas de pessoas canceladas injustamente e outras que realmente mereceram tais consequências, com uma linha histórica dessa onda de ódio no mundo antes do surgimento da internet. Como exemplo, temos o caso de Max Colvin, que comprou 17 mil garrafas de álcool em gel e estocou os produtos, vendendo pelo dobro do preço durante a epidemia do coronavírus.

    Apesar dos inúmeros relatos que o documentário apresenta, o diretor não crava se a cultura do cancelamento é positiva ou negativa. É evidente que a exposição e destruição de reputações sempre esteve presente no mundo antes mesmo do surgimento da internet. Temos situações que podem cristalizar isso como o dos paparazzi que sempre estavam perseguindo e expondo celebridades em situações que são muitas vezes íntimas, como no caso da Princesa Diana e Britney Spears.

    Dito isso, 15 Minutes of Shame é um excelente estudo da cultura do cancelamento que deixa claro que muitas vezes os danos causados por isso podem ser em alguns casos irreversíveis.

    VEREDITO

    15 Minutes of Shame é surpreendente por trazer um tema que está ainda mais presente atualmente e pode ser uma excelente oportunidade para quem ainda não entende a cultura do cancelamento, seja para causas boas ou para pessoas que realmente mereceram tais consequências. O estudo feito pelos realizadores é interessante para avaliarmos nosso comportamento diário de julgamento sem conhecer a fundo as causas desses linchamentos. É hora de refletir um pouco…

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer:

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    Namora: Conheça a Rainha de Atlântida

    Reconhecida pelos Agentes de Atlas como sendo tão poderosa quanto Namor, o Príncipe Submarino, Namora já figurou em grandes eventos do Universo Marvel começando sua carreira no início dos anos 1940.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Namor: Conheça o Príncipe Submarino 

    Namora foi destaque durante a Idade de Ouro dos Quadrinhos e mais tarde reapareceu na Idade Moderna. Durante a Idade de Ouro, ela teve sua própria minissérie de 3 edições em 1948, e muitas aparições em outros títulos, especialmente Sub-Mariner, título de Namor, até 1955.

    Criada por Ken Bald e Syd Shores, sua primeira aparição foi na HQ Blonde Phantom #14 – Horror At Haunted Castle!, publicada pela Timely em maio de 1947.

    ORIGEM

    Seu nome original é Aquaria Nautica Neptunia, é filha de um homem atlante e uma mulher da superfície. Semelhante ao seu primo Namor, ela é uma híbrida: metade humana, metade atlante. Como resultado dessa natureza, ela tem uma composição genética mutante que concede habilidades muito maiores do que qualquer uma de suas linhagens genéticas puras. Ela, como seu primo, é uma mutante com um gene X.

    Quando seu pai foi morto por habitantes da superfície caçadores de tesouros, ela mudou completamente seu nome para Namora, o termo atlante para “Filha Vingadora”, já que Namor significa “Filho Vingador”.

    Evolução da Personagem

    Era de Ouro

    A Atlante teve sua própria série de quadrinhos: Namora, que decorreu de agosto à dezembro de 1948. Enquanto este título durou apenas três edições, ela apareceu regularmente com Namor na Marvel Mystery Comics e também na Sub-Mariner até que a série terminou em 1955.

    Idade de Prata

    A personagem não foi vista novamente por 16 anos até que ela fez uma breve aparição em flashback na série Sub-Mariner #33, publicada em janeiro de 1971. 

    Idade do Bronze

    Sua morte foi estabelecida em Sub-Mariner #50, publicada em junho de 1972, onde seu corpo congelado é mostrado a Namor e sua morte é retratada como flashback na edição seguinte.

    Era Moderna

    Namora fez seu retorno permanente na minissérie Agents of Atlas, iniciada em 2006, em uma história de realidade alternativa de What If?, iniciada em 1977. Ela continuou como membro da equipe Agentes de Atlas em seus sucessivos reinícios.

    Ela também aparece em Incredible Hulk #107 à #112 (2007), Giant-Size Marvel Adventures: Avengers #1 (2007), World War Hulk #2 (2007), Spider-Man Family #4 (2007) e Incredible Hercules #121 e #122 (2008).

    Ao longo da sua existência, a Namora esteve envolvida em todo o tipo de aventuras dentro e fora do mar. No entanto, é possível que a conquista mais importante da ‘vingadora’ tenha sido clonar a si mesma. Em uma das séries da Marvel antes dos anos sessenta; é até estabelecido que Namora é na verdade Namorita, o clone que ela fez passar por sua filha e que tomou seu lugar depois que Aquaria foi envenenada pela supervilã Llyra.

    PODERES E HABILIDADES

    De acordo com os quadrinhos, Namora tem vários poderes que a tornam uma ameaça potencial para seus inimigos, incluindo sua força sobre-humana, voo e pele dura o suficiente para suportar tiros. Além de Adaptação Fisiológica Anfíbia, Longevidade Estendida e Telepatia.

    EQUIPES

    Os eventos que levaram à Guerra Civil trariam Namora à tona em busca de vingança. Ela descobriu que seu clone Namorita havia sido assassinada em batalha. Este seria apenas o começo. Quando o Hulk começou seus ataques – mais tarde conhecido como “Guerra Mundial Hulk” – Namora se juntaria a Amadeus Cho e sua equipe, incluindo Anjo e Hércules para ajudar Hulk na batalha. Este grupo desorganizado seria conhecido como os Renegados.

    Posteriormente, Namora voltou à ação com a equipe Agente de Atlas de Jimmy Woo, por lealdade e respeito a Jimmy por resgatá-la. Ela os ajudou a enfrentar Norman Osborn durante seu Reinado Sombrio no comando da Segurança Nacional e, posteriormente, a combater algumas das várias operações da Atlas que cobrem o globo.

    Vingadores

    Foi recentemente revelado que Namora foi um dos primeiros membros da Iniciativa Vingadores em 1959. Ela faz parte de uma equipe que foi recrutada por Nick Fury para uma missão envolvendo o Caveira Vermelha. Os outros membros da equipe incluem Sergei Kravinoff (seu namorado na época), Dente de Sabres, Dominic Fortune, Ernst Sablinova e Ulysses Bloodstone (pai de Elsa Bloodstone). As razões exatas para Fury reunir essa equipe não foram reveladas.

    CURIOSIDADES

    Existe uma Namora da Terra-2189 que na verdade é a contraparte de Namor nesse mundo, e tem as mesmas habilidades e antecedentes que ele. Esta não é uma versão alternativa de Namora.

    A segunda Namora apareceu pela primeira vez em Exiles #46, foi criada por Tony Bedard e Mizuki Sakakibara, foi associada aos viajantes multiversais chamados Exilados.

    OUTRAS MÍDIAS

    CINEMA

    Com a chegada de Namor ao Universo Cinematográfico Marvel em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022) abre as portas para a chegada de todos os tipos de personagens diretamente de Atlântida. No longa, Namora é interpretada por Mabel Cadena que fará sua estreia no UCM.

    Pantera Negra: Wakanda Para Sempre chegou hoje aos cinemas.

    LEIA TAMBÉM:

    Marvel Comics: Conheça outros personagens da editora


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    CRÍTICA – A Hora do Diabo (1ª temporada, 2022, Prime Video)

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    Lançada em 28 de outubro de 2022, A Hora do Diabo (The Devil’s Hour) é uma produção original da Amazon criada por Tom Moran. A série está disponível exclusivamente no Prime Video.

    Confira nossa análise sem spoilers da primeira temporada de A Hora do Diabo logo após a sinopse.

    SINOPSE DA 1ª TEMPORADA DE A HORA DO DIABO

    Peter Capaldi e Jessica Reine estrelam este emocionante thriller psicológico de seis episódios. Lucy (Jessica Reine) acorda toda noite exatamente às 3h33. Há muito tempo, nada na vida dela faz sentido e ela não entende por quê. Mas respostas estão lá, em algum lugar, no final de uma trilha de assassinatos brutais.

    ANÁLISE

    A Hora do Diabo é um ótimo thriller psicológico. Nessa primeira temporada, o enredo da trama é ambientado em Londres. No entanto, a série será bastante confusa para o público que não está familiarizado ao conceito de déjà vu.

    O primeiro episódio apresenta uma sequência narrativa em flashforward e logo após vai para flashback. Isso se mantém ao longo de todo o enredo.

    Apesar desse estilo de montagem ser de fácil entendimento para o público que já o conhece, a forma como foi feita em A Hora do Diabo é bastante confusa, visto que a série não estabelece uma edição coerente logo no início. Nessa parte, isso causa confusão também em quem já viu esse estilo de narração em outros filmes e séries.

    Apesar disso, a trama é interessante, mas trabalha de forma confusa o conceito de déjà vu. Contudo, todo o elenco desenvolve bem seus personagens. Todos tendo camadas interessantes em suas subtramas, mas sem perder o foco do enredo central.

    Aliás, o meu destaque vai para os atores Alex Ferns (Batman) e Jessica Raine (A Mulher de Preto). Ambos são amplamente cativantes em seus papéis. Ao contrário de Peter Capaldi (O Esquadrão Suicida) que apresenta um vilão cheio de caras e bocas e que não causa um pingo de ameaça, por conta de sua fraca atuação.

    Em relação à estética chuvosa e sombria de Londres, seja em ambientes urbanos ou em cenas no ambiente rural, essas escolhas contribuem de maneira positiva para o clima da série. Todo esse clima me agradou bastante, pois oferece uma experiência mais imersiva na história.

    Embora a série tenha uma proposta interessante e com ótimos momentos de suspense, A Hora do Diabo funciona como um bom entretenimento, mas que não cativa, seja por sua edição confusa ou mesmo na hora de contar uma história envolvendo o conceito de déjà vu.

    VEREDITO

    Em suma, essa primeira temporada de A Hora do Diabo é ótima, mas provavelmente não agradará muitos fãs do gênero thriller psicológico. Caso a série venha ser renovada para uma segunda temporada, espero que a edição seja melhorada, tornando a produção menos confusa e mais coerente com seu enredo.

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer da primeira temporada de A Hora do Diabo:

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    TBT #202 | Missão Impossível (1996, Brian de Palma)

    Missão Impossível é uma das franquias com maior potencial destrutivo do cinema, não apenas pela forma como as tramas são apresentadas, mas também pela forma como as ameaças presentes nos longas tendem a colocar em risco não apenas determinados indivíduos. A IMF, ou melhor, Ethan Hunt (Tom Cruise) e suas equipes sempre enfrentam ameaças que podem colocar em risco não apenas os agentes, mas também todo o mundo.

    O filme de 1996 dirigido por Brian de Palma funciona como retrato de uma época, um período pós-queda do Muro de Berlim, onde limites estratégicos não estavam estabelecidos e algumas das maiores ameaças viriam a surgir.

    SINOPSE

    O agente do governo Ethan Hunt e seu mentor, Jim Phelps, embarcam em uma missão secreta que toma um rumo desastroso: Jim é morto e Ethan torna-se o principal suspeito do assassinato. Em fuga, Hunt recruta o brilhante Luther Stickell e o piloto Franz Krieger para ajudá-lo a entrar no prédio da CIA, fortemente vigiado, a fim de pegar um arquivo de computador confidencial que pode provar a sua inocência.

    ANÁLISE

    Missão Impossível

    Em um período em que ameaças, tecnologias e ameaças tecnológicas ainda estavam sendo definidas antes mesmo da virada do milênio, a ficção num geral, teve o papel de desenhar e elocubrar como o mundo pode vir a enfrentar esses desafios.

    Ainda que exista um movimento de colocar os norte-americanos como os salvadores do mundo em diversas ocasiões, poucas histórias os mostram como grandes ameaças. Mas um ponto em que a obra de Brian de Palma acerta, é neste. Enquanto nos apresenta um jovem e pouco experiente Ethan Hunt, o agente da IMF precisa sobreviver quando uma recompensa é colocada em sua cabeça pelo alto escalão da CIA, ele virá a descobrir que seus mentores e superiores podem considerá-lo descartável a qualquer momento.

    Em uma história cujos rumos mudam muito rapidamente, e tecnologias ainda estão começando a engatinhar, vemos como os filmes de espionagem à época imaginavam como seria esse futuro: com óculos que filmavam, comunicação de internet sem fios, e e-mails muito, muito primitivos, vemos a história liderada por Tom Cruise se desenrolar, mais tranquilamente do que no segundo filme da franquia Missão Impossível.

    VEREDITO

    Com uma história concisa, Missão Impossível nos faz viajar por tecnologias que viriam a ser criadas e algumas que foram assimiladas por outras. Enquanto nos permite dar risadas em alguns momentos com esses elementos, o longa alça o sarrafo à uma nova altura, e coloca a todo tempo uma arma na cabeça de Hunt, que fará de tudo para provar sua inocência, enquanto uma trama de mentiras precisa ser desvendada.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer:

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    CRÍTICA – Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022, Ryan Coogler)

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    Pantera Negra: Wakanda Para Sempre é o filme que fecha a Fase 4 da Marvel e que traz novos personagens, assim como a passagem de manto do Pantera Negra.

    SINOPSE DE PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE

    T’Challa (Chadwick Boseman) se foi e agora Wakanda vive o luto da morte de seu herói enquanto lida com a pressão de diversas nações que querem a todo custo a tecnologia do país com base no vibranium.

    Nessa busca, eles acabam chegando na população de Talocan, liderada por Namor (Tenoch Huerta) que ameaça os seres da superfície, começando pelo povo da Rainha Ramonda (Angela Bassett).

    ANÁLISE

    Pantera Negra: Wakanda Para Sempre é um filme que tem um peso diferente dos demais em toda a história da Marvel no cinema, uma vez que a sua carga emocional é gigantesca e isso foi determinante para esta análise.

    É inegável que a falta de Chadwick Boseman é sentida, principalmente pela forma dolorosa e repentina que perdemos nosso herói, um homem que lutou até o fim e tentou com todas as forças entregar o papel de sua vida para representar milhões de pessoas pretas que se enxergam agora no time principal de heróis populares.

    Ver o cinema cheio, com um público em sua maioria negro é emocionante e a carga dramática que o filme traz faz a diferença, mesmo que também seja o calcanhar de Aquiles, pois uma certeza é de que ninguém do projeto estava preparado para a partida do nosso eterno Pantera Negra.

    Começando pela montagem, o longa é bem confuso, visto que várias vezes temos a sensação e que Pantera Negra: Wakanda Para Sempre começa pelo fim, depois vai para o meio, voltando para o início, com cenas de ação perdidas ali dentro das longas e inexplicáveis quase 3h de duração.

    O fato da obra abraçar o luto prejudica alguns arcos mais super-heróicos e que necessitavam de um pouco mais de leveza, assim como pareciam desencaixados dentro da estrutura da trama. O arco que mais sente isso é o da Riri Williams (Domonique Thorne) que é uma boa coadjuvante, mas que parece fora do filme, sendo apresentada apressadamente para novos projetos da Marvel no futuro como Armor Wars. Outro que está sobrando aqui é Everett Ross (Martin Freeman) que não diz em nenhum momento a que veio.

    O roteiro acaba se enrolando para conseguir desenvolver tantas tramas em paralelo à sucessão do Pantera Negra, tendo que explicar o que houve com Nakia (Lupita Nyong’o), trabalhar Shuri (Letitia Wright), Ramonda, Riri e Namor, tudo ao mesmo tempo em que homenageia e tenta dar dinâmica à história.

    A direção de Coogler melhorou muito em relação a efeitos visuais, ficando muito mais orgânicos e vistosos, além de mais uma vez conseguir entregar uma carga dramática excelente e tirar o melhor do elenco em atuação, com muitos destaques, com um brilho assombroso de Letitia Wright que entrega cenas incríveis com diversos personagens. A sinergia de Wright e Huerta é maravilhosa e com certeza vê-los trabalhando juntos é algo que eu com certeza gostaria de ver no futuro.

    Contudo, mais uma vez o diretor se perde nas cenas de ação que são picotadas, com cortes imprecisos, além de serem completamente anticlimáticas em alguns momentos. Todavia, os figurinos e a grandiosidade de tudo, juntamente com as homenagens maravilhosas a Boseman dão um toque incrível ao filme.

    Por fim, mas não menos importante, temos o antagonista Namor, que é uma excelente adição ao MCU. O vilão tem uma proposta muito parecida com a de Killmonger (Michael B. Jordan) e é uma ameaça realmente impactante por sua força e poderes formidáveis. Huerta entrega uma atuação segura e a jornada do Príncipe Submarino com a excelente escolha de trazer Talocan ao invés de Atlântida tornam o personagem marcante com todo o seu background que o deixa imponente.

    Sobre a escolha do novo Pantera Negra, achei que foi justa. Os personagens de Wakanda são tão sensacionais que qualquer um deles tem boas razões para receber esse legado. Coogler nos entrega de forma surpreendente uma nova representante, respeitando a história do herói nos quadrinhos e até mesmo nos cinemas, pois Chadwick será para sempre o nosso T’Challa, o Pantera Negra que merecemos.

    VEREDITO

    Emocionante, poderoso, mas prejudicado por uma grande perda, Pantera Negra: Wakanda Para Sempre é o filme que podíamos receber depois de um golpe tão duro. É evidente que tudo seria diferente se Boseman estivesse entre nós, mas o sentimento que fica ao final é de gratidão e a equipe nos entregou momentos marcantes, mesmo que o todo seja confuso e montado às pressas. Por fim, muito obrigado a todos por nos fazer heróis e cultivarmos nossas raízes como uma erva coração.

    3,5/5,0

    Leia também:

    Pantera Negra: Wakanda Para Sempre | Quem é quem no elenco do filme

    Shuri: Conheça a Princesa de Wakanda

    M’Baku: Conheça o Homem Gorila

    Conheça Riri Williams, a Coração de Ferro da Marvel Comics

    Namor: Saiba tudo sobre o Príncipe Submarino da Marvel

    Confira o trailer:

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