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    CRÍTICA – Kao The Kangaroo (2022, Tate Multimedia)

    Kao the Kangaroo é o quinto jogo da franquia produzida pelo estúdio polonês Tate Multimedia, e nos apresenta uma espécie de reboot na história do simpático canguru. Tendo sido lançado originalmente em 2000, para o Dreamcast e o Game Boy Advance, o game se mostrou como platformer 3D de sucesso, e ganhou continuações nos anos seguintes.

    A ilha Hopalloo é um lugar pacífico, e lar de Kao, que após um pesadelo, decidi partir na missão de encontrar seu pai e sua irmã Kaia.

    SINOPSE

    Um canguru lutador chamado Kao parte em uma jornada à procura de sua irmã, Kaia, e descobre o segredo e seu pai. Para completar sua missão, ele precisa lutar contra “mestre lutadores” que são influenciados por um poder sombrio para derrotar o poderoso Guerreiro Eterno que ameaça o equilíbrio do mundo.

    ANÁLISE

    Kao the Kangaroo

    Kao foi lançado originalmente como uma tentativa de fazer frente à games como Crash Bandicoot, Spyro, Banjo-Kazooie e Super Mario 64. Mas mesmo tendo sido bem recebido em seu lançamento e nos anos seguintes, a franquia se manteve fora por tempo demais da geração 256-bit, mas isso mudou quando Kao the Kangaroo foi anunciado para 2022. Ainda que tenha em seu cerne a ingenuidade dos games do começo dos anos 2000 – como o próprio Crash the Bandicoot -, ele se faz diferente ao nos transportar por um mundo criativo, divertido em 3D.

    A riqueza de detalhes do mundo e as habilidades de Kao fazem do game um lindo respiro para a franquia nos dias atuais e mostra que a história do jovem Canguru ainda pode ter uma longa vida não apenas no PlayStation 5, mas além.

    O cuidado da Tate Multimedia ao desenvolver Kao the Kangaroo pode ser notado em muitos detalhes, não apenas no visual, mas na riqueza presente na gameplay. Com cerca de 5 mundos, com em média 5 fases em cada um e 4 poderes elementais, Kao precisa reunir forças para enfrentar uma vindoura ameaça. Os desafios presentes ao fim de cada um dos mundos se mostram inventivos e derrotar os bosses se torna ainda mais fácil após dominar cada um dos elementos que envolvem as luvas mágicas.

    JOGABILIDADE

    Kao the Kangaroo

    Não apenas pelo remake das habilidades de Kao, a gameplay se mostra amigável e muito mais recompensadora, nos permitindo sentir um feedback mais positivo e mais rápido, desde os saltos mais corriqueiros, até mesmo plataformas que despecam do ar.

    Ainda que a progressão e as recompensas por completar todos os objetivos ao longo dos mundos não se provem tão recompensadoras, o que podemos fazer enquanto jogamos é lançar nossas habilidades ao extremo. Os colecionáveis podem estar espalhados por qualquer lugar do mapa, até mesmo locais inesperados – como dentro de objetos que parecem meramente parte do cenário -, esses colecionáveis vão desde vidas extras, até mesmo Partes de Coração – o que mostra que Kao ainda parece beber muito de games 3D dos anos 90 e 2000, como os The Legend of Zelda para o Nintendo 64.

    As distintas habilidades de Kao são usadas em cada um dos mundos de maneira muito bem delimitadas. E essas habilidades estão diretamente ligadas à sua progressão, que só será possível se dominadas com maestria. Ainda que se provem únicas, sua combinação e seu desempenho serão testados, bem como suas habilidades de observação, pois suas interações com essas habilidades podem se dar em qualquer momento, você só precisa estar de olho.

    GRÁFICOS

    Os gráficos de Kao the Kangaroo nos lançam diretamente à uma época em que os gráficos não eram a parte mais importante da jogatina, mas sim a qualidade da gameplay. Mas não entenda com essa frase que Kao the Kangaroo é feio, o game é colorido e lindamente detalhado. O cuidado dos designers pode ser notado em cada um dos cantos escondidos que poucas pessoas pensariam em explorar, mas também em cenários megalomaníacos como a Ilha Hopalloo e também com árvores e cristais gigantes como a Selva Faminta.

    As peculiaridades de cada uma das áreas tem a função de destacar as habilidades obtidas, bem como estabelecer cada um dos aspectos da gameplay a partir do que foi conquistado assim que chegamos àquele mundo em um primeiro momento.

    VEREDITO

    Kao the Kangaroo

    Ainda que a história de Kao the Kangaroo se mantenha tão simplista e irrisória como em um game dos anos 2000, a gameplay é bem mais divertida do que no passado e bem mais recompensadora. Por isso, se você acabar passando mais de 4 horas em frente a tela vendo um canguru socar animais antropomórficos e saltar por entre as plataformas, não estranhe, pois Kao the Kangaroo é tão divertido quanto os trailers nos fazem acreditar.

    4,0 / 5,0

    Kao the Kangaroo será lançado no dia 27 de maio para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S, Nintendo Switch e PC via Epic Game Store.

    Confira o trailer:

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    Ray Liotta: Conheça os 10 melhores filmes do ator

    Ray Liotta, nascido em Newark, Nova Jersey faleceu aos 67 anos na República Dominicana enquanto gravava seu mais novo filme, “Dangerous Waters”. Por ter nascido em Newark, o ator pareceu sempre ter sentido à vontade ao dar vida à personagens que retratavam a história do lugar onde nasceu.

    Desde Bons Companheiros (1990), a até Os Muitos Santos de Newark (2019), o ator sempre ficou conhecido por seus papéis mais durões, mas inovou ao apresentar suas mais diferentes facetas.

    Ray Liotta marcou não apenas o cinema do gênero de máfia, mas também deixou um brilhante legado. Para marcar sua carreira e celebrar sua vida, trazemos aqui uma lista com os 10 melhores filmes da carreira do ator.

    Totalmente Selvagem (1986)

    A vida sem graça do empresário Charles Driggs muda quando ele conhece a selvagem Lulu. Ela o arrasta em uma viagem e o faz deixar para trás seus antigos valores. Mas o violento ex-marido de Lulu sai da prisão e deixa claro que a quer de volta.

    Disponível no Prime Video.

    Dominick e Eugene (1988)

    Ray Liotta

    Dominick (Nicky) e Eugene (Gino) são irmãos gêmeos não idênticos, órfãos de mãe e que moram longe do pai. Nicky é portador de transtorno mental, em virtude de um acidente sofrido quando era mais jovem. Ele vive à parte em um mundo criado por si próprio, o que não o impede de trabalhar o dia todo e ajudar a custear os estudos do irmão Gino.

    Gino, por sua vez, é um estudante de Medicina que tem a sua vida limitada por ter de cuidar do irmão, a quem é agradecido pelo seu esforço e cuja vida serve de motivação para ele se formar e se preocupar. A relação deles se torna conflitante quando Gino fica dividido entre se formar e seguir a sua própria vida ou continuar cuidando do irmão.

    Campo dos Sonhos (1989)

    Ray Liotta

    Ray, um agricultor em Iowa, ouve uma voz misteriosa durante à noite vinda do seu milharal dizendo: “Se você construir, ele virá”, e sente a necessidade de obedecer. Então, ele constrói um campo de beisebol, apoiado por sua mulher, Annie. Mais tarde, os fantasmas de grandes jogadores começam a aparecer para jogar, liderados por “Shoeless” Joe Jackson. Ray busca um autor recluso para entender essas mensagens e o verdadeiro propósito do campo que construiu.

    Disponível no Star+.

    Os Bons Companheiros (1990)

    Ray Liotta

    Um jovem cresce na máfia e trabalha arduamente para crescer entre seus companheiros. Ele gosta da vida de dinheiro e luxo, mas não liga para o horror que provoca. Infelizmente, a dependência de drogas e alguns erros finalmente destroem sua escalada até o topo. Baseado no livro Wiseguy por Nicholas Pileggi.

    Ray Liotta deixou um belo trabalho em vida e merece ser louvado por tudo que fez, e caso você nunca tenha visto nenhum filme do ator, recomendo fortemente fazê-lo.

    Disponível na HBO Max.

    Narc (2002)

    A história do policial de narcóticos Nick Tellis, que relutantemente volta para o trabalho para encontrar a verdade por trás do assassinato de um jovem policial morto no cumprimento do dever. Ele se reúne com Henry Oak, o parceiro da vítima, um policial desonesto que não mede esforços para vingar-se da morte de seu amigo. Enquanto Tellis e Oak tentam desvendam o caso, o lado sombrio do mundo de entorpecentes se revela de forma surpreendente.

    O Lugar Onde Tudo Termina (2012)

    Luke Glanton é um motociclista muito famoso onde mora. Durante um torneio Luke recebe a visita da ex-namorada, Romina, e ele descobre que possui um filho. Mas Luke não consegue reprimir seu lado violento. E isso se torna um problema com seu parceiro de assaltos e tudo muda quando um policial em sua ronda diária bate de frente com Luke.

    Disponível na HBO Max.

    O Mensageiro (2014)

    Ray Liotta

    Baseado na história verídica do jornalista Gary Webb, ele expôs os laços da CIA com o mundo do narcotráfico e provou que a comunidade negra dos Estados Unidos foi inundada de cocaína por meio do tráfico de drogas, que foi projetado para fornecer dinheiro e armas para abastecer os rebeldes. Nicarágua na década de 1980. A cocaína chegou à Califórnia, transformada em crack e vendida em Los Angeles, levando à chamada “epidemia de crack”. Após a publicação de seu artigo The Dark Alliance, Gary Webb foi questionado por seus colegas jornalistas sobre a confiabilidade de suas fontes. Mais tarde marginalizado por seu jornal e pressionado por figuras influentes, ele acabou se demitindo.

    Disponível no Prime Video.

    Stretch (2014)

    Ray Liotta

    Stretch é um chofer de limusine em Los Angeles que se esforça para pagar suas dívidas e que tenta, sem sucesso, superar seu vício no jogo e na cocaína, deixar suas expectativas como ator e um romance falido para trás.

    Disponível no Prime Video.

    História de um Casamento (2019)

    Ray Liotta

    Nicole e seu marido Charlie estão passando por muitos problemas e decidem se divorciar. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação de Nora Fanshaw, especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – História de um Casamento (2019, Noah Baumbach)

    Disponível na Netflix.

    Nem um Passo em Falso (2021)

    Ray Liotta

    Nem um Passo em Falso acompanha um grupo de pequenos criminosos em Detroit na década de 1950. Eles são contratados por uma pessoa anônima para roubar um importante documento. Mas quando seu plano dá terrivelmente errado, o grupo descobre que se envolveu em uma rede de conspirações muito maior do que poderiam imaginar.

    Disponível na HBO Max.


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    Stranger Things: 5 teorias sobre a 1ª parte da 4ª temporada

    O último trailer de Stranger Things levantou várias questões e nos fez ficar ainda mais animados acerca da 1ª Parte da 4ª Temporada da série. Pudemos ver Victor Creel, Max levitando, flashbacks de uma Eleven bem mais nova, e também vemos Hopper no que parece ser o gulag.

    Algumas dessas teorias podem se provar reais no futuro, mas vocês estão preparados para elas, ou para o que os acontecimentos envolvidos nessas teorias podem acarretar? Vamos para a nossa lista e tudo mais que os textos e os detalhes da produção revelaram.

    MARTIN BRENNER ESTÁ VIVO?

    Stranger

    O Doutor Martin Brenner sempre surgiu na série como uma figura obscura e até impiedosa. Ele se aproveitou da sua figura de poder, e ascendeu ao cargo de “cientista maluco”, ao criar experimentos não apenas com Eleven, mas com outras crianças do projeto MK Ultra. Mas ao final da primeira temporada Brenner desapareceu, mas ainda que a série indicasse que o personagem de Matthew Modine estivesse morto, até então, não vimos seu corpo – como aconteceu ao final da segunda temporada, quando vimos o corpo de Bob Newby (Sean Astin) para comprovar que o personagem havia morrido.

    Brenner tinha um papel importante e uma ligação com Eleven, servindo como uma espécie de figura paterna deturpada. E uma das poucas palavras que a personagem de Millie Bobby Brown costumava dizer, era “Papa.”

    Quando a lista dos nomes dos episódios da primeira parte da 4ª temporada foi liberada, pudemos ver que o episódio 8 tem o título de “Papa”. Seria uma referência a Hopper, ou à Brenner? O último trailer lançado indica que Stranger Things em determinado momento contará com um flashback, possivelmente indicado o que aconteceu com Brenner ao final da primeira temporada.

    JOYCE LIBERTARÁ HOPPER DA PRISÃO

    Stranger

    Segundo os pôsteres de divulgação, podemos ver 5 diferentes locações. A Casa Creel, o Mundo Invertido, a prisão na Rússia, Califórnia e também Hawkins. Vale lembrar, que ao final da terceira temporada, Hopper se viu preso na Rússia, enquanto Joyce, Jonathan, Will e Eleven se mudaram de Hawkins para a Califórnia para evitar que novos problemas acontecessem. Mas uma boa parte do núcleo se manteve na cidade onde tudo teve início.

    Em determinado momento do último trailer, Joyce é mostrada pilotando um helicóptero ao lado de Murray (Brett Gelman) na Rússia. Ainda que Murray funcionasse em grande parte como um investigador particular e um conspiracionista na série, esse trailer parece mostrar que o personagem possui algum tipo de treinamento, pois ele parece auxiliar Joyce em sua missão de libertar Hopper.

    Essa teoria é corroborada ainda no pôster citado no início dessa teoria, onde Joyce, Hopper e Murray podem ser vistos ao centro do pôster.

    O DESASTRE DE CHERNOBYL TERÁ UM PAPEL IMPORTANTE NA TEMPORADA

    Stranger

    Tendo ocorrido em 1986, o mesmo ano em que a temporada se passa, o acidente de Chernobyl mudou completamente a forma do mundo ver não apenas a Europa, mas também a União Soviética, que escondeu o incidente o quanto tempo, até ser tarde demais.

    A série da Netflix pode apresentar o trágico acidente de maneira lúdica, revelando que sua causa poderia estar ligada à experimentos com o Mundo Invertido, e como a partir daquele momento todo o mundo olharia para aquele lugar, uma história rapidamente foi criada para incobrir os experimentos.

    A CASA CREEL É A FONTE DO PODER DE VECNA

    Stranger

    Como citado no nosso vídeo em que falamos sobre o vilão da temporada, tudo indica que a casa Creel será um local de extrema importância para essa temporada. Não apenas pelo teaser contando sua história – uma história bem macabra por sinal. Mas também pelo ponto central de diversos momentos no trailer e materiais de divulgação, em que o relógio da casa, é sempre visto no centro de tudo.

    Como contamos em nosso vídeo, Vecna é uma criatura extremamente poderosa que se aproveita daqueles que tem o potencial de o libertar de sua prisão eterna.

    Ainda no vídeo, revelamos que a mão esquerda de Vecna e um de seus olhos, são seus únicos remanescentes físicos na Terra, e quem possuí-los não apenas ganhará um enorme poder, mas também se tornará uma marionete de Vecna. E essa teoria nos leva a próxima.

    MAX GANHARÁ PODERES SOMBRIOS

    Em alguns momentos do trailer, testemunhamos a Mad Max lembrando de seu irmão Billy e sua morte trágica. E em um desses momentos, em frente ao que parece ser o túmulo de seu irmão, Max é vista flutuando.

    Minha teoria é de que Vecna influenciará Max se passando por seu irmão Billy. Mas não para por aí, a influência de Vecna será tão poderosa em Max, que ela fará frente não só à Eleven, mas também à todos os núcleos presentes na história.

    Esses poderes de Max, a colocarão como a vilã primária da temporada, ou pelo menos quem dá início aos acontecimentos pós Casa Creel.

    Confira o trailer da quarta temporada:

    Não lembra de tudo que rolou nos anos anteriores? Confira nosso resumo clicando aqui.

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    Stranger Things: 5 obras que inspiraram a quarta temporada

    Stranger Things chegou em seu quarto ano bebendo de diversas fontes na construção de sua nova temporada. Confira cinco dessas obras que foram referenciadas:

    CARRIE: A ESTRANHA

    A nova empreitada de Eleven (Milly Bobby Brown) em Stranger Things remete muito à história de Carrie, pois se trata de uma garota inocente, mas com grandes poderes telepáticos.

    As duas possuem muitas semelhanças e algumas cenas do quarto ano da série fazem uma singela homenagem a alguns momentos marcantes do longa de 1976.

    IT: A COISA

    Mais uma vez Stephen King é referenciado aqui! Agora falemos um pouco de It: A Coisa, uma vez que temos uma atmosfera que lembra muito o longa de 2017, dirigido por Andy Muschietti.

    Há diversas semelhanças entre Derry e Hawkins, principalmente em relação a ser um lugar amaldiçoado por muitos horrores causados por monstros. A questão de adultos irresponsáveis e crianças super espertas, assim como um bully extremamente perigoso estão sempre presentes em Stranger Things e na quarta temporada há muito dessas coisas na história.

    A HORA DO PESADELO

    As homenagens ao longa A Hora do Pesadelo estão bem presentes na nova temporada, visto que até o eterno Robert Englund, que deu vida a Freddy Krueger por muitos anos está no casting.

    O novo inimigo sobrenatural, Vecna, lembra muito o jardineiro assassino, uma vez que suas habilidades e aparência são muito semelhantes as do serial killer.

    O SILÊNCIO DOS INOCENTES

    Falando em Robert Englund, seu personagem, Victor Creel é uma mistura muito interessante de Hannibal Lecter e Ronald “Butch” DeFeo, o jovem que matou toda a sua família em Amitvylle.

    Em uma cena, duas personagens vão conversar com Creel, lembrando muito o primeiro encontro entre Clarice (Jodie Foster) e Hannibal (Anthony Hopkins) com uma cela escura separando os algozes.

    TERROR EM AMITYVILLE

    Por fim, temos também uma clara referência a série de filmes sobre o fato que ocorreu em Amitvylle, um crime no qual um jovem da família DeFeo assassinou brutalmente seus familiares com uma espingarda, alegando envolvimento da máfia com uma lenda sobrenatural de possessão.

    A trama dos Creel em Hawkins é muito semelhante, pois envolve uma tragédia com apenas um sobrevivente, acusado de matar seus parentes. A vida de Victor é triste e tensa, emulando diretamente o fato brutal dos anos 70.

    Artigo relacionado: PRIMEIRAS IMPRESSÕES | Stranger Things (4ª temporada, 2022, Netflix)

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    PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Stranger Things (4ª temporada, 2022, Netflix)

    Stranger Things entrou em seu quarto ano e a temporada será dividida em duas partes, com a primeira estreando no dia 27 de maio e a segunda no dia 01 de julho no catálogo da Netflix. Assistimos os seis primeiros episódios de nove e vamos passar as nossas impressões do que vimos. Confira!

    SINOPSE DE STRANGER THINGS

    Depois dos traumas ocorridos na temporada anterior, a nossa turma de jovens preferida agora lida com os problemas e anseios do ensino médio, enquanto tentam cicatrizar as feridas.

    Entretanto, a chegada de um novo inimigo do Mundo Invertido chamado Vecna vai aterrorizar a vida dos habitantes de Hawkins.

    ANÁLISE

    O quarto ano de Stranger Things veio com tudo, trazendo uma trama mais adulta que lida muito com a questão do luto e dos traumas causados pelas constantes perdas e ataques que o nosso grupo preferido sofreu. Com o elenco mais velho, as possibilidades de escalar o horror e os aspectos de terror foram amplificadas, deixando tudo mais sombrio.

    Os Irmãos Duffer beberam de muitas fontes para criar um conceito próprio. Alguns exemplos são Carrie: A Estranha no arco de Eleven (Milly Bobby Brown), It: A Coisa e A Hora do Pesadelo na trama do monstrengo assustador Vecna, que lembra em parte o terrível Freddy Krueger, uma singela homenagem a Rebert Englund, que faz parte do elenco. Aliás, a história de Victor Creel, personagem de Englund, remete muito a Amityville, uma vez que um massacre ocorreu em uma casa mal assombrada.

    Os novos personagens acrescentam algo para o enredo, mas sem muito brilho, exceto por Englund e, principalmente, Mason Dye que tem um papel fundamental que se baseia muito nos medos contemporâneos de uma sociedade enviesada pelas fake news e fantasmas que não existem. No aspecto cômico, temos uma boa atuação de Eduardo Franco como Argyle, que faz uma boa dupla com o chatíssimo Jonathan (Charlie Heaton). É inegável que a série é uma referência se tratando de trabalhar muito bem seus personagens, mesmo que sejam muitas histórias a serem apresentadas e contadas, construindo relevância até para quem tem papéis menores.

    Nos aspectos técnicos, as tramas estão ainda desencaixadas, todavia, o arco de Hawkins está sensacional. Os figurinos e trilha sonora oitentistas dão um ar muito nostálgico, mostrando o quão Stranger Things trabalha muito bem a sua estética, sendo uma espécie de túnel do tempo para quem não viveu aquela época.

    VEREDITO

    stranger things

    Stranger Things volta muito bem com uma trama mais pesada e que tem muito a contar, apesar d alguns arcos se tornarem desinteressantes ao longo dos episódios. Quem chegar esperando uma aventura familiar e com escolhas seguras vai se deparar com ousadia e um terror físico e psicológico dos bons como os clássicos dos anos 80.

    Confira o trailer da quarta temporada:

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    TBT #178 | Drácula (1931, Tod Browning)

    O TBT desta semana é em especial aos 125 anos da maior lenda da cultura pop, o vampiro Conde Drácula. Em 1897, o escritor Bram Stoker lançou seu icônico romance Drácula

    Com algumas adaptações não diretas acontecendo tanto no cinema, como em peças teatrais, em 1931, a Universal Pictures resolveu lançar o primeiro filme originalmente inspirado na história de Stoker. Para o papel principal, o húngaro Bela Lugosi foi a mais apropriada, visto que o ator já interpretava o papel na Broadway.

    Na direção, o longa ficou nas mãos do cineasta Tod Browning e o elenco contava também com Helen Chandler, David Manners e Edward Van Sloan.

    SINOPSE

    Conde Drácula (Bela Lugosi) é um vampiro que aterroriza Londres matando inocentes. Após transformar uma jovem em vampira ele concentra suas atenções em uma amiga dela, mas o professor Van Helsing (Edward Van Sloan), um cientista holandês especialista em vampiros, pode acabar com seu reinado de terror.

    ANÁLISE

    TBT #178 | Drácula (1931, Tod Browning)

    É impossível ouvir o nome Drácula sem lembrar das características marcantes que o ator Bela Lugosi criou para o personagem no longa de 1931. Desde do olhar hipnotizante e sedutor à icônica capa e um belo cabelo preto, o Conde vampiro de Lugosi vive e se mantém presente na cultura pop como um ícone irretocável. 

    Não é atoa que os atores que vieram depois de Lugosi também tentaram resgatar alguns aspectos da personalidade do primeiro Drácula.  Christopher Lee, por exemplo, utiliza o mesmo  penteado e também uma capa, em O Vampiro da Noite (1958), ainda que seja uma adaptação inglesa. 

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – Noites Sombrias #66 | Drácula: As mais marcantes adaptações no cinema

    Contudo, o longa de 1931 também não foge de suas referências. O longa de Tod Browning utiliza alguns aspectos cinematográficos, como direção e cenografia, muito semelhantes a Nosferatu (1922). Mas, de fato, a maior inspiração saiu justamente da peça teatral de Hamilton Deane e John L. Balderston, a qual tinha Lugosi como protagonista.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – TBT #170 | Nosferatu (1922, Friedrich Wilhelm)

    Logo, foi fácil para o ator dar vida ao personagem em frente às telas, como o primeiro filme falado do vampiro, o sotaque de Lugosi e sua linguagem corporal marcaram para sempre o Conde Drácula. Não só o personagem era envolvente e carismático, como a história tem um charme gótico que denota a criação do horror nos cinemas. 

    Após décadas na Transilvânia, Drácula chega a Londres querendo sangue jovem. Com alguma inspiração no Jack, O Estripador, o vampiro mata jovens inocentes que são facilmente manipulados por seus poderes mentais. No entanto, ele deseja tornar sua próxima vítima Mina (Helen Chandler), alguém igual a ele. 

    Seus planos são frustrados pelo professor Van Helsing, o arqui-inimigo de Drácula que descobre sua verdadeira origem. É interessante notar como esses personagens são dispostos ao longo do filme, Van Helsing assume a contrapartida, alguém que não se rende facilmente aos dons psíquicos do vampiro e está preparado para derrotá-lo. 

    Enquanto Mina simboliza a pureza e a inocência, Drácula surge como um ser maligno pronto para corromper a jovem. Ainda que nunca mostrado em cena, ele a obriga a beber seu sangue, uma conexão instintiva se forma, que pode ser lida como a perda da virgindade e/ou alma da jovem.

    Há também uma leitura religiosa, visto que Drácula como a personificação do anticristo se afasta sempre que surge um crucifixo. 

    Além de um elenco e história marcante, a produção de Drácula também se destaca. A fotografia opta por planos detalhes, seja no rosto imovel e aterrorizante do Conde vampiro, ou na gota de sangue de um ferimento no dedo. A falta de trilha sonora gera ainda mais tensão em cada cena que contribui com os cenários fantasmagóricos e exuberantes do longa.

    VEREDITO

    Drácula de 1931 se tornou um enorme sucesso pela atuação marcante de Bela Lugosi e também um marco para o cinema de horror. Um clássico que vale sempre ser revisitado.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer dublado:

    Para comemorar o aniversário do Drácula, leia também:

    CRÍTICA – Drácula (2019, Editora Pandorga)

    Drácula: Dissecando a criatura mais popular da cultura pop

    Drácula: As mais marcantes adaptações nos games

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