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    Control: Como desbloquear todas as habilidades de Objetos de Poder

    Control é tanto um dos games mais criativos dos últimos anos, como também um dos mais sem sentidos – isso se você decidir abandoná-lo antes do fim. Grande parte da criatividade do game vem tanto do tom sobrenatural, como a história de Jesse Faden. Os Objetos de Poder de Control são essencialmente objetos que te concederão habilidades que podem ser usadas ao longo do game.

    Levitar, Tomar e Lançar são algumas habilidades que poderão mudar o resultado de algum conflito. Obter todos os Objetos de Poder é absolutamente essencial para completar o game e todas as missões secundárias, mas você sabe onde ficam os Objetos de Poder?

    Alguns estão bloqueados e você só conseguirá ter contato com eles a partir de certo momento da história, mas outros são encontrados nas missões secundárias de Control, e você pode acabar perdendo algum. Aqui está a localização de todos os Objetos de Poder e como consegui-los.

    LANÇAMENTO

    A primeira habilidade que Jesse pode desbloquear é a de Lançamento, durante uma missão chamada Interlocutor Desconhecido. A missão se desenrola logo no começo do game, no Setor Executivo. O objeto em si, está na Sessão de Pneumáticos, uma vez que você tiver passado pelo Departamento de Comunicação. Essa parte da missão é autoexplicativa, mas uma vez que você estiver na sala, você precisará se esquivar de quem estiver te atacando.

    Uma vez que você conseguir atravessar e conseguir alcançar o objeto, você será lançada para o Plano Astral, onde você precisará completar um rápido tutorial, onde será necessário lançar blocos dourados nos encaixes para obter a habilidade. Complete a missão e você ganhará a primeira habilidade que é a de Lançamento, que te permite pegar objetos pelo cenário e lançá-los a uma longa distância.

    EVASÃO

    Objetos de Poder

    A próxima habilidade é a Evasão, que pode ser obtida durante a missão Override Diretorial. Essa missão se desenrolará na Sala do Zelador na Área de Manutenção, onde você precisa investigar uma estranha luz vermelha que pisca.

    Uma vez que você entrar no Plano Astral, você será incumbido de purificar um Cavalo de Carrossel, que é um Objeto de Poder. Você precisará correr atrás dele para purificá-lo em uma área com diversas plataformas. Uma vez que você purificá-lo, você precisará usar seu dash para fugir do plano e retornar para à Casa Antiga. você pode agora usar a Evasão para escapar das situações perigosas que Jesse encontrar, como as criaturas corrompidas.

    ESCUDO

    Essa é de longe a habilidade mais fácil de ser desbloqueada em Control. Os escudos permitem que Jesse controlem uma barreira extremamente poderosa de escombros que bloqueará facilmente os ataques inimigos.

    A habilidade poderá ser liberada durante a missão Uma Boa Defesa. Para dar início à missão, você precisa coletar um item na Sala de Controle da CSN. Isso desencadeará a missão Uma Boa Defesa. Para obter a habilidade, você precisará prosseguir até a área de treinamento, conforme as instruções da missão e dar início ao mesmo.

    As atividades do treinamento estão descritas abaixo:

    • Sala um e dois: Atire nos alvos com a Arma de Serviço da Jesse;
    • Sala três: Lance a caixa de eletricidade laranja no encaixe da parede;
    • Sala quatro: Lance duas caixas laranjas nos respectivos encaixes da parede;
    • Sala cinco: Atire em mais alvos com Arma de Serviço;
    • Sala seis: Preencha os dois encaixes com caixas para criar uma escada para Jesse;
    • Sala sete: corra pelas paredes enquanto elas tentam te impedir;
    • Sala Final: Lance objetos do ambiente no cofre.

    Uma vez que todas as missões tiverem sido concluídas, você poderá purificar o cofre e obter a Habilidade de Escudo. No Plano Astral, mantenha seu escudo ativado taticamente enquanto você esquiva dos ataques dos inimigos dourados e chega ao fim do trajeto do treinamento.

    TOMADA

    Objetos de Poder

    A próxima nova habilidade é uma das mais poderosas mas também tem início por meio de uma side quest que é extremamente fácil de deixar passar. Mais pro meio do meio da história do game, quando você tiver atingido o Setor de Pesquisa, você deve procurar pelo Marshall. Assim, você poderá alcançar ir da Parapsicologia para uma área com uma enorme escultura de cérebro que está dividido em pedaços. Próximo dali, deve haver um quadro branco com documentos que você pode coletar, que dará início à missão Uma Plateia Cativa. O game aponta o caminho para o Laboratório de Hipnose, que está atrás de você.

    Dentro da sala, você verá diversos agentes engravatados. Vá pela sua direita e você verá uma sala com diversos computadores, um deles, te permitirá interagir e você dará início à um puzzle. Interaja com ele e olhe para o fundo da sala, você verá alguns pedaços de papel colados na parede de vidro. O que você vê acima do monitor à direita é a solução.

    Copie a solução do pedaço de papel que você pode ver na imagem abaixo, e você abrirá a porta da caixa.

    Purifique-o, vá para o Plano Astral e derrote alguns inimigos e controle outros para te ajudar a derrotar inimigos invulneráveis. Essa habilidade pode ser aprimorada e no futuro te permitirá tomar controle de inimigos com armaduras também.

    LEVITAÇÃO

    Control não parece normal até Jesse receber a habilidade Levitar. Infelizmente, essa habilidade só pode ser desbloqueada na história principal. Você a terá quando chegar na sexta missão do modo História, e o game te permitirá alcançar o quarto andar do Panopticon no Setor de Contenção. A habilidade Levitar deixa a gameplay muito mais fluída e interessante e te permite alcançar áreas até então inacessíveis, e também nos dá uma enorme vantagem em relação aos nossos inimigos. Se você quiser completar todas as missões secundárias, melhore as habilidades de Jesse o máximo que você puder e encontre tudo antes de avançar muito na história.

    Qual dos Objetos de Poder você acha o mais interessante? E me conta, você já jogou Control?

    Control está disponível na Epic Games de graça esse mês! Basta clicar aqui para ir até a Epic Store e resgatar sua cópia! O game também está disponível para PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X.

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    Noites Sombrias #18 | Perfect Blue (1997, Setoshi Kon)

    Você, caro leitor de Noites Sombrias, prefere obras do gênero horror que mostram cenas totalmente grotescas ou aquelas que focam no terror psicológico? 

    Particularmente, prefiro aquelas que mexem com a mente, que causam uma sensação prolongada de perturbação. Por isso, a escolha dessa sexta-feira é a animação Perfect Blue, pegue seu café e me acompanha. 

    SINOPSE

    Mima Kirigoe é uma jovem cantora que trabalha com outras duas mulheres formando o grupo de música pop chamado CHAM! Apesar de possuir uma quantidade de fãs assíduos, não são tão famosas e não conseguem vender tantos discos. 

    Esse é um dos motivos que levam a Mima querer mudar de carreira, portanto, resolve se despedir do grupo e seguir na área de atuação aceitando um papel em um filme dramático, mesmo que seus fãs sejam totalmente contra a essa decisão.

    ANÁLISE

    Perfect Blue foi lançado no ano de 1997, essa animação japonesa conta com a direção do Satoshi Kon, que foi um escritor, diretor e roteirista, infelizmente seu currículo é breve devido a sua morte prematura. 

    Nessa produção somos levados por duas visões distintas, uma é do fã que nos deixa apreensivos e curiosos para sabermos até onde esse estranho fascínio vai.

    Com essa premissa que o filme se inicia, nos presenteando com leves incômodos, pois, sutilmente crítica até que ponto é apenas curiosidade e carinho de um fã e quando passa a ser uma obsessão utilizando da tecnologia para alimentá-la. 

    Assim, podemos compreender que conforme as decisões desse homem vão se tornando mais estranhas com a ajuda de uma tecnologia que nem eram tão avançadas – como hoje em dia – que essa obra se encaixaria perfeitamente como um episódio da Black Mirror.

    Porém, a maestria do Satoshi Kon vai além dessa série. Brincando com a nossa capacidade de entender os acontecimentos, nos mostra a visão de Mima que assim como qualquer jovem, está se descobrindo e mudando de carreira enquanto se sente perdida em suas próprias percepções da realidade. 

    Ao longo da trama com um excelente jogo de transições e alterações na linha do tempo, ficamos tão confusos sobre o que é  real ou não quanto a protagonista.

    Ficamos questionando sobre a sanidade, pois, o filme nos deixa tão intrigados e mergulhados nessa história que assim como a Mima vamos perdendo nossa certeza se estamos realmente entendo e se somos sadios psicologicamente.

    VEREDITO

    Perfect Blue é excelente, essa animação japonesa consegue tirar suspiros ao longo da narrativa, pois, causa um misto de sensações principalmente quando mostra o plot-twist. Você pensou que não teria? 

    Assim, como fez com Paprika, Setoshi Kon não fica satisfeito com apenas dois sentimentos, mas sim, buscou incessantemente causar uma enorme perplexidade com maestria. 

    Aliás, gostaria de finalizar esse artigo desejando que Setoshi Kon descanse paz e agradecendo por suas incríveis contribuições. 

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Perfect Blue:

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    Soccer Manager: 6 times emergentes para você fazer carreira

    Soccer Manager é um dos jogos “freemium” disponíveis para Android e iOS em suas plataformas de venda e downloads de aplicativos. O game é super intuitivo e possui uma interface muito próxima de Football Manager, que infelizmente não está disponível no Brasil por conta de problemas de licenciamento.

    Para quem curte esse tipo de gênero de simuladores de futebol, segue abaixo alguns desafios interessantes de comando de times para brincar e se divertir, confira:

    ARSENAL

    De cara, o mais polêmico da lista, pois já foi um dos grandes da Inglaterra, mas hoje figura como um dos times do meio da tabela da Premier League.

    O campeonato mais equilibrado e disputado da Europa conta com adversários difíceis como Chelsea, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Liverpool e Leicester, então o desafio pelo título será grande em sua carreira do Soccer Manager. 

    Com um bom orçamento inicial e nomes como Aubameyang, Partey e Lacazette no elenco, o Arsenal vai proporcionar um bom divertimento para quem é ainda meio “noob” como eu fui nas primeiras semanas de Soccer Manager.

    RB BRAGANTINO

    soccer manager

    Tem time brasileiro na lista! 

    O RB Bragantino é um dos clubes emergentes do futebol brasileiro e, assim como o Arsenal, tem diversos concorrentes fortes pelo Brasileirão e outras competições das quais o clube disputa. 

    Claudinho é o craque do time que ainda conta com jogadores médios. Para assumir o clube, o player vai ter que ser bom em contratações pontuais e montar esquemas que encaixem bem em jogos difíceis, pois serão vários contra diversas equipes. O RB Bragantino é um bom desafio para jogadores mais experientes de Soccer Manager!

    ATALANTA

    O clube italiano vem em ascensão por conta de boas gestões e excelentes jogadores contratados. Com competições fortes no calendário como o Campeonato Italiano e poderosa Liga dos Campeões, o Atalanta é uma excelente pedida para jogadores mais cascudos de Soccer Manager.

    Com um time competitivo e que busca um futebol reativo, de força e velocidade, o Atalanta pode ser sinônimo de diversão para quem escolher gerir o clube.

    MILLWALL

    Essa é para os jogadores mais raiz de Soccer Manager!

    O Millwall é um clube mais conhecido por sua reputação fora dos gramados do que dentro, pois é uma das torcidas mais fanáticas e, infelizmente, uma das mais violentas do futebol. Os Hooligans do Millwall são extremamente conhecidos e temidos, sendo referenciados em diversas obras da cultura pop. 

    Por ser um time popstar nos ramos do cinema e literatura, o time está aqui na lista, além de ser um tremendo desafio que só os jogadores mais craques de Soccer Manager podem fazer ter muitas taças. Vá por sua conta em risco!

    SHAKHTAR DONETSK

    Um dos bons desafios em questão de títulos internacionais é o Shakhtar Donetsk, uma vez que o clube tem um orçamento interessante e bons jogadores no elenco, sendo mais que suficiente para vencer as ligas e copas nacionais.

    O desafio aqui é justamente ganhar as competições continentais como Liga dos Campeões e Liga Europa, visto que há adversários mais notáveis e difíceis de enfrentar. Vale a tentativa para quem é jogador intermediário de Soccer Manager.

    LANÚS

    Por fim, mas não menos importante, temos o Lanús, clube de bairro argentino.

    O Lanús é um time intermediário na Argentina, pois tem títulos importantes em sua história, todavia, não tem a mesma tradição de River Plate, Boca Juniors, Independiente, Racing e Estudiantes. Para quem ama o futebol argentino, ou o futebol em geral, a tentativa de fazer história é válida, pois o jogador vai ter que ser inventivo na gestão do clube com contratações pontuais e táticas ousadas.

    E claro, o seu time do coração também vale! Vocês acham que faltou algum? Comente aqui embaixo!

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    CRÍTICA – Memórias de um Amor (2021, Chad Hartigan)

    Memórias de um Amor (Little Fish) está disponível para compra e aluguel em todas as plataformas digitais. Dirigido por Chad Hartigan e protagonizado por Olivia Cooke e Jack O’Connell, o longa foi recebido positivamente pela mídia internacional.

    SINOPSE

    Um casal luta para manter seu relacionamento enquanto um vírus de perda de memória se espalha e ameaça apagar a história de seu amor e namoro.

    ANÁLISE

    Antes mesmo da COVID-19, produções sobre vírus e pandemias já estavam em alta dentre as produções mundiais. É o caso de Memórias de um Amor, longa que começou a ser produzido ainda em 2019.

    Usando como premissa um grande vírus chamado N.I.A, o filme conta a história de amor entre Emma (Cooke) e Jude (O’Connel), que lutam para manter suas memórias nesse momento tão conturbado. No roteiro, o N.I.A age como um Alzheimer ou demência, deteriorando a memória das pessoas de pouco em pouco tempo, até que elas não se lembram nem de si mesmas.

    Tudo em Memórias de um Amor funciona muito bem. O roteiro de Mattson Tomlin (The Batman), baseado no conto de Aja Gabel, é simples, mas bem amarrado, nos conduzindo satisfatoriamente na jornada com o casal principal, de modo que ansiamos por um final feliz. Não há grandes reviravoltas, nem nada do tipo, mas sua finalização é coerente e causa um bom impacto na trama como um todo.

    CRÍTICA - Memórias de um Amor (2021, Chad Hartigan)

    As atuações de Olivia Cooke e Jack O’Connel estão ótimas e conseguem passar a urgência da situação. Saber que, a qualquer momento, um dos dois pode ser apagado da vida do outro, torna toda a experiência angustiante. Porém, o laço entre o casal e a forma que revivemos suas memórias ao longo da trama conseguem balancear o drama com momentos contemplativos e de ternura.

    A direção de Chad Hartigan brinca com a nossa própria memória o tempo todo. Não de um jeito imersivo, mas com dinâmicas interessantes entre Jude e Emma. Com jogos de perguntas e respostas, revivemos situações da trama com cenários, roupas e luzes diferentes, colocando os próprios espectadores a se questionarem sobre o que é verdade ou não na história.

    A trilha sonora de Keegan DeWitt traduz muito bem a atmosfera do filme, dando peso para as descobertas dos personagens principais e criando o tom de melancolia necessário ao percebermos que não há outra forma dessa trama ser resolvida.

    O grande destaque de Memórias de um Amor é sua mensagem principal. Mesmo existindo um vírus que possa apagar nossas memórias, será que nossos sentimentos também serão afetados na mesma proporção?

    Quantas vezes você escolheria o mesmo caminho se não se lembrasse de ter feito anteriormente?

    O que pode nos manter conectado em meio a uma pandemia?

    E, nesses pontos, o longa de Hartigan se sai muito bem.

    CRÍTICA - Memórias de um Amor (2021, Chad Hartigan)

    É uma pena que o lançamento desta produção tenha sido limitado, chegando diretamente para compra. Provavelmente ele causaria um grande impacto em uma plataforma de streaming, se tornando um dos queridinhos do ano.

    VEREDITO

    Memórias de um Amor é uma produção que funciona em todas as frentes: direção, atuação, roteiro, edição e trilha. É um filme bonito e bem desenvolvido, sendo assim uma ótima dica para curtir no final de semana.

    3,5/5,0

    Assistir ao trailer

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    TBT #128 | O Bebê de Rosemary (1968, Roman Polanski)

    Numa época que o cinema de terror era visto como um gênero menor, ou marginalizado por boa parte da crítica especializada, Roman Polanski decide adaptar o livro de Ira Levin, O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby).

    Para dar mais respaldo a produção, Polanski trouxe Mia Farrow e John Cassavetes. O filme inclusive acabou com o casamento de Mia com o lendário Frank Sinatra, após a atriz recusar a participação em um filme do marido para filmar com Roman Polanski. A decisão profissional foi acertada visto que o longa de terror impulsionou a carreira da atriz e rendeu elogios.

    O filme que está disponível no Telecine já tem mais de 50 anos de história e se consolidou como um clássico do terror que não perdeu suas virtudes.

    SINOPSE

    Nada tão cotidiano quanto um casal jovem que se muda para um apartamento em Nova Iorque e decide ter um filho, entre vizinhos estranhos e solícitos demais e um marido capaz de tudo para triunfar como ator. A história começa quando Rosemary (Mia Farrow), depois de um pesadelo, fica grávida e passa a suspeitar de que uma terrível ameaça paira sobre ela e o bebê que espera.

    ANÁLISE 

    Polanski (que também escreveu o roteiro, seguindo de perto o romance de Levin) está interessado em criar uma sensação arrepiante de mal-estar fazendo tudo parecer plausível. Quase todos os incidentes sobrenaturais na trama podem ser interpretados como um sonho que a protagonista está tendo, exacerbado por suas preocupações comuns: Um marido insensível que está sempre se esquivando por motivos suspeitos, sobre vizinhos intrusivos que não têm vergonha de compartilhar suas opiniões e sobre médicos com todos os tipos de conselhos estranhos e não confirmados sobre dieta e saúde para mulheres grávidas.

    Também é importante que tudo isso esteja acontecendo em Nova Iorque, uma cidade já cheia de personagens excêntricos e prédios antigos com suas próprias histórias distorcidas. E também interessante que esteja ocorrendo em meados dos anos 60, quando Farrow fica entre uma geração de donas de casa que se espera que sejam submissas e uma geração de feministas. Uma metáfora contundente para os horrores do patriarcado na América.

    Vale reforçar que este foi o primeiro projeto de Mia Farrow como protagonista e é fascinante acompanhar a transformação física e psicológica dela em cena, em como ela torna tudo ainda mais convincente. Sua feição de espanto ao final é simplesmente memorável, se consolidando como uma das cenas mais marcantes na história do cinema.

    Apesar da atuação triunfal, curiosamente, quem saiu vencedora do Oscar no mesmo ano foi a coadjuvante Ruth Gordon, que está ótima, mas nada que justifique tal prêmio. Já John Cassavetes surge carismático e cumpre bem o papel.

    Há cada nova cena somos apresentados a uma nova pista que nos faz duvidar junto com ela. O medo da obra vem justamente desta incerteza, desta possibilidade de existir ou não um ritual macabro e de que os pesadelos que surgem na mente da protagonista podem não ser apenas alucinações. Os dois lados são possíveis e é brilhante como o filme consegue manter este suspense boa parte da trama. Sentimos a tensão porque não sabemos o que há do lado de fora daquele apartamento, porque não sabemos o que de ruim pode acontecer com aquela mulher ou com seu filho.

    O sobrenatural também jamais habita o apartamento dos Woodhouse, permanecendo apenas no universo onírico, utilizado com agradável parcimônia pela história. Nem por isso, o filme se transforma em um marasmo. Roman Polanski sabe como introduzir a paranoia com seu ritmo cadenciado, fotografia escurecida de William Fraker e trilha sonora ora delicada ora intensa de Christopher Komeda. O ambiente, enfim, é propício ao susto, mas as situações só tornam-se mais tensas no terço final do longa.

    VEREDITO

    Extremamente bem conduzido, de forma a gerar pensamentos ambíguos em cada espectador, O Bebê de Rosemary revela-se um excelente filme de terror que não utiliza cenas violentas como forma de assustar o espectador.

    Polanski cria uma situação aterrorizante, capaz de causar pânico sem a necessidade de utilizar recursos artificiais como a trilha sonora para isto. É a situação em que os personagens estão envolvidos que causa temor, o que é muito mais interessante.

    A dúvida gerada em torno dos pensamentos e visões de Rosemary e a ambiguidade de sua atitude final elevam ainda mais a qualidade da obra.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer

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    CRÍTICA | Loki – S1E1: Glorioso Propósito

    Glorioso Propósito é o primeiro episódio da série solo do Deus da Trapaça, Loki, interpretado mais uma vez por Tom Hiddleston. O seriado está disponível no serviço de streaming da Disney, Disney+.

    SINOPSE

    Loki (Tom Hiddleston) consegue fugir dos Vingadores em uma linha do tempo criada pelos Heróis Mais Poderosos da Terra no enfrentamento contra Thanos. Entretanto, um grupo chamado AVT (Autoridade de Variação Temporal) acaba prendendo o vilão, pois busca corrigir a linha do tempo.

    ANÁLISE

    Glorioso Propósito foi um episódio que trouxe boas novas ao já imenso Universo Cinematográfico Marvel, pois traz elementos riquíssimos para novas histórias.

    O fato de existir um grupo poderoso o suficiente que trabalha fora da linha do tempo é algo extremamente interessante e apresenta possibilidades infinitas dentro de um já saturado gênero como o de super-heróis. 

    O primeiro episódio foi expositivo propositadamente, uma vez que tivemos bastante conteúdo jogado em tela, usando Loki como um personagem ouvido, já que se trata de um “novo-velho” Deus da Trapaça.

    Entretanto, isso também se mostra um tiro no pé, pois o desenvolvimento é deveras rápido, colocando o protagonista quase em pé de igualdade com sua versão original, algo que eu acreditava que seria mais lento e gradual.

    Além disso, a cadência excessiva dos acontecimento, com diálogos longos, também pode ser algo que incomoda os espectadores mais ávidos por algo mais equilibrado, como Falcão e o Soldado Invernal fez, mas, de fato, a proposta de Loki é muito mais próxima de WandaVision do que a série do nosso novo Capitão América.

    VEREDITO

    Loki traz um novo universo com uma proposta divertida e irreverente. O cartão de visitas mostra que há a possibilidade de ter um Doctor Who do UCM com uma série que já é um sucesso antes mesmo de nascer.

    3,5 / 5,0

    Confira o trailer de Loki:

    A nova série da Marvel Studios vai ao ar todas as quartas-feiras na Disney+.

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