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    CRÍTICA – O Último Destino (2021, Alexander Arnby)

    O Último Desejo (Exit Plan) é um thriller norueguês estrelado por Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) e que está disponível para compra e aluguel nas plataformas Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes, Apple TV, Google Play e YouTube.

    O longa dirigido por Jonas Alexander Arnby e roteirizado por Rasmus Birch conta a história de um homem que busca alternativas para finalizar a sua própria vida.

    SINOPSE

    Max (Nikolaj Coster-Waldau) é um analista de seguros de vida com um tumor cerebral e se encontra no meio de um mistério ao receber a notícia da morte de um cliente. A sua busca o leva ao hotel clandestino Aurora, uma instalação secreta especializada em fantasias elaboradas de suicídio assistido.

    A investigação resulta em uma perturbadora verdade que fará Max questionar até onde os hóspedes do hotel possuem vontade própria sobre as suas escolhas, a sua própria percepção de realidade e a natureza da vida e da morte.

    ANÁLISE

    O Último Desejo possui uma trama ancorada em questionamentos. Durante toda a história, acompanhamos a viagem de Max para um hotel estranho após descobrir estar com um tumor em fase terminal. Esse fato nunca é revelado totalmente para sua companheira, Laerke (Tuva Novotny), como forma de poupá-la da dor. Entretanto, o que fica por ser dito atormenta Max todos os dias.

    Nem todo o carisma e talento de Nikolaj consegue manter a nossa atenção na história de O Último Desejo. Preso entre a ficção e o drama, o longa de Jonas Alexander Arnby parece não querer se entregar por completo a nenhum dos dois gêneros. Mesmo as angústias de Max sendo claras, a escalada de acontecimentos é tão confusa e desproporcional que nada faz sentido nos segundo e terceiro atos da trama.

    Toda a ideia de um hotel para suicidas poderia ser melhor explorada não fosse a âncora de Laerke, que fica puxando o espectador para fora daquela realidade o tempo todo. Não conseguimos ficar imersos na realidade do lugar, tampouco aproveitar a dualidade entre os prazeres vividos por aquelas pessoas em seus últimos momentos de vida.

    CRÍTICA - O Último Destino (2021, Alexander Arnby)

    Um ponto positivo é certamente a beleza da paisagem em que o hotel macabro está inserido. Tanto o quarto onde Max fica hospedado, com janelas enormes que captam a beleza das montanhas, quanto a ambientação do hotel: tudo trabalha para tornar aqueles últimos momentos na terra algo “especial”. Até o ópio é liberado para os estranhos turistas.

    Porém, o roteiro de Rasmus Birch não ajuda. Os diálogos são fracos, com filosofias batidas e que em nada conseguem emocionar o espectador. O certo era ficarmos abalados pelo contexto da situação, mas a verdade é que não há nada que crie uma conexão entre o espectador e o destino fatídico de Max.

    O terceiro ato é certamente o ponto mais fraco do longa. Além de Arnby tentar acelerar o ritmo da produção durante o grande desfecho, a cena final propositalmente confusa acaba fazendo mais mal do que bem para a produção.

    VEREDITO

    Perdido no próprio conceito, O Último Desejo tem uma ótima ideia em mãos, mas não consegue executá-la de forma coerente e interessante.

    2,5/5,0

    Assista ao trailer:

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    Free Fire: Tudo sobre o famoso Battle Royale e dicas de como jogar bem!

    Não há como pensar em jogos para celular sem mencionar Free Fire. Desenvolvido pela empresa vietnamita 111dots Studios e publicado pela Garena, o jogo mobile de ação-aventura é muito conhecido em todo o mundo, especialmente entre crianças e adolescentes.

    Free Fire é bastante famoso por ser do gênero Battle Royale, que vem crescendo cada vez mais no meio gamer, além de estar disponível para smartphones que rodam os principais sistemas operacionais, Android e iOS, desde dezembro de 2017.

    Neste artigo compartilhamos informações sobre o jogo e tudo o que você precisa saber para jogar bem Free Fire! Você confere a seguir:

    • Modos de jogo disponíveis atualmente;
    • Características dos mapas;
    • Personagens e suas habilidades;
    • Armas e acessórios;
    • Dicas de como jogar bem Free Fire.

    Conheça os modos de jogo de Free Fire

    Nesse jogo você encontra vários modos de partidas diferenciados, temos:

    • O Modo Clássico é o padrão e mais utilizado pelos jogadores para treinar antes de jogar o próximo modo, neste, o jogador não perde e não ganha pontos. Logo no início da partida, 50 jogadores caem de paraquedas em uma ilha com o objetivo de reunir suprimentos para eliminar os concorrentes e se tornar o único sobrevivente. É possível escolher entre quatro mapas diferentes para esse modo: Bermuda, Purgatório, Bermuda Remasterizado e Kalahari.
    • O Modo Ranqueado é o que envolve mais competição, já que ao final da partida o jogador poderá perder ou ganhar pontos de ranking de acordo com o seu desempenho. O objetivo é ganhar pontos para subir de patente e receber recompensas. No final da temporada, o jogador também é recompensado de acordo com a classificação mais alta que atingiu. As patentes começam no nível Bronze (o mais baixo), e passam por Prata, Ouro, Platina, Diamante, Mestre e Desafiante (o mais alto). O Modo Ranqueado é muito parecido com o Clássico, as diferenças notáveis são alguns equipamentos como o planador que só pode ser encontrado no Modo Clássico.
    • Outro modo interessante é o Contra Squad e o Contra Squad Ranqueado, esse modo é bem diferente dos outros e conta com uma partida 4×4 em que o objetivo é eliminar os inimigos da outra equipe. Os jogadores compram armamento antes de cada round, podendo distribuir entre os outros três companheiros de equipe. Nesse modo o jogador não precisa aterrissar de paraquedas e durante a fase de compra, é disponibilizada uma quantia determinada em casa partida para a compra dos equipamentos.
    • No Modo Hora do Rush o número de jogadores é reduzido a 20 e o tempo da partida é acelerado e dura cerca de 8 há 9 minutos. Esse modo é bem agitado e frenético, o objetivo é o mesmo dos outros (eliminar os inimigos e se tornar o último sobrevivente) logo, não é possível fica escondido por muito tempo.

    MAPAS

    Como citado antes, o Free Fire tem seus próprios mapas, o mais frequentado é o Bermuda pelo simples fato de ter sido o primeiro a ser criado. O Bermuda foi feito inspirado nas misteriosas ilhas da região do Caribe onde diversos casos de desaparecimento de embarcações e aviões aconteceram misteriosamente. O extenso mapa é mais plano que Purgatório e possui muitas construções industriais como fábricas e silos, de onde é possível ter boa visão do terreno e fazer abates à longa distância.

    O mapa possui muitas áreas de loots como: Metalúrgica, Cidade do Cabo, Fábrica e Ilha Sentosa que são muito procurados na hora da aterrissagem por oferecer uma boa quantidade de armamentos e itens para os jogadores.

    Purgatório, esse mapa é polêmico porque é conhecido por ser o mais largo em extensão e alta variabilidade topográfica e de obstáculos (montanhas, morros e árvores).

    Muitos jogadores adoram o mapa pelo fato de poderem jogar rushando ou campeando, adotar uma jogabilidade com embates rápidos ou cautelosamente.

    Esse é o segundo mapa do jogo e foi introduzido em 2018, ele também possui uma referência em homenagem à comunidade: Brasília, uma das áreas mais centralizadas em Purgatório. O local possui loots em abundância e com pouca cobertura, que o torna um dos pontos de maior rush em todo o mapa.

    O terceiro mapa se chama Kalahari, ele foi introduzido ao jogo em 2020 e seu nome foi inspirado no deserto africano de 900m², com sua maior parte compreendida no território de Botswana, no sul do continente. Seu nome origina de uma etnia local e significa “lugar vasto” – curiosamente, Kalahari é o menor dos três mapas do Free Fire.

    Isso permite que os combates sejam engajados em tempo mais curto, tornando-o um mapa muito dinâmico e cheio de ação. Os locais em Kalahari possuem temáticas envolvendo clássicas cenas de deserto, como o Cemitério de Elefantes, passando por estruturas de guerra abandonadas como Assentamento e Submarino, além das áreas de água como Porto Seguro e Pedra do Baú.

    Apenas vinte jogadores participam das rodadas no mapa que tem muitas elevações, esse é um dos mapas mais bonitos e contém uma textura personalizada que imita a sombra das construções.

    Em agosto de 2020 foi anunciado mais um mapa, o Bermuda Remasterizado ele contém todas as construções do Bermuda, o que diferencia são os locais novos e as edições que deixam o mapa com uma cara nova, todo colorido e “vivo”.

    PERSONAGENS E SUAS HABILIDADES

    Adam e Eve são os dois personagens principais do jogo, eles são gratuitos e não possuem nenhuma habilidade especial;

    Misha sua habilidade se chama Pós Combustão, que consiste em aumentar a velocidade de condução, além de diminuir o dano causado quando estiver dentro dos veículos;

    Olivia tem a habilidade de aumentar em até 70 pontos de vida HP ao salvar seus aliados e o nome dessa habilidade é Toque de Cura;

    Nikita com sua habilidade Especialistas em Armas de Fogo, ela é capaz de aumentar a velocidade para recarregar balas de armas SMG (Sub Machine Gun);

    Miguel é o único personagem brasileiro, ele ganha EP por cada abate com a habilidade Assassino Louco;

    Paloma tem a habilidade Lidando com Armas que é capaz de transportar munições de AR sem ocupar espaço na mochila;

    Andrew possui uma habilidade especial, chamada de Especialista de Armadura, que possui a capacidade de diminuir a perda da durabilidade de colete;

    Ford tem a habilidade Vontade de Ferro que lhe permite sofrer menos dano na zona radioativa (famoso Gás) do que os outros personagens;

    Kla com a habilidade Assassino Louco, pode derrubar facilmente um adversário com apenas um soco na cabeça;

    Maxim pode comer Cogumelos ou usar Kits Médicos até 12% mais rápido com a sua habilidade Glutonaria;

    Kelly tem a habilidade Corredora, que a permite corre 6% mais rápido que os outros personagens;

    Caroline com a habilidade Agilidade consegue se movimentar 8% mais rápido se estiver empunhando uma espingarda;

    Antonio recebe até 35 de pontos de vida a mais na partida com a habilidade Espírito Gangster;

    Wukong utiliza a habilidade Camuflagem e se transforma em uma moita;

    Moco tem a habilidade Olho Hacker, que marca os inimigos atingidos por ela por no máximo 5 minutos;

    Hayato com a habilidade Bushido, tem a habilidade de dar mais dano no colete e capacete dos adversários;

    Laura tem a habilidade Atiradora Afiada, que consiste em ter uma maior precisão no disparo ao abrir a Mira da arma;

    Rafael pode atirar silenciosamente sem aparecer no minimapa do jogo com snipers e rifles de precisão, dificultando a percepção dos adversários com a habilidade Morte Silenciosa;

    A124 possui uma habilidade especial, chamada de Emoção da Batalha, que permite transformar vida EP (amarela) em HP;

    Joseph com a habilidade Movimento Nutty aumenta a velocidade de movimento temporariamente ao sofrer dano;

    Alok tem a habilidade Som na Caixa, que pode recuperar a vida de todos do seu squad que estiverem por perto, além disso, a velocidade é aumentada também;

    Alvaro possui a habilidade Arte da Demolição, que tem a função de dar mais dano com armas de explosões, como Granadas, Lança Granadas e Minas Terrestres. Além disso, o espaço de dano na explosão é maior;

    Notora recupera HP de si mesma e dos companheiros de equipe quando dentro de um veículo com a habilidade Cura Veloz;

    Shani com a habilidade Reciclagem de Armadura, recupera durabilidade de armadura depois de cada abate. Durabilidade extra pode melhorar sua armadura até o Level 3;

    Steffie tem a habilidade Abrigo de Tinta, que a permite criar um grafite que reduz o dano de explosivos e tiros em 5% por alguns segundos;

    Kamir recebe EP (pontos de energia) e os transforma em HP, essa habilidade se chama Lição Professor e pode ser compartilhada com os aliados do seu squad;

    Jai com a habilidade Recarga Furiosa, ele recarrega automaticamente o carregador da arma em 10% de sua capacidade máxima após derrubar um oponente. No nível máximo, ele recarrega automaticamente o cartucho em 25%;

    Luqueta tem a habilidade Goleada, que lhe permite subir o HP até 235 no nível máximo da habilidade a cada abate;

    Evelyn possui uma habilidade especial, chamada de Entregando o Ouro, que permite mostrar a posição de todos inimigos que não estejam agachados ou deitados;

    Wolfrahh com a habilidade Centro das Atenções tem o objetivo de reduzir o dano de tiros na cabeça, ao mesmo tempo em que o dano aos braços e pernas do inimigo aumenta;

    Kapella tem a habilidade Canção de Cura, que tem a função de aumentar os efeitos dos itens que dão HP, por exemplo o Kit Médico e a Pistola de Tratamento;

    Jota tem uma habilidade especial chamada Ataque Seguro que recupera HP a cada abate realizado com armas do tipo SMG (submetralhadoras) e SG (espingardas);

    Diana tem a habilidade Baladeira, que consiste em reduzir o dano e o tempo de recuperação de quedas;

    Chrono com a habilidade Escudo Tunado é capaz criar um campo de força que bloqueia o dano dos inimigos por no máximo 8 segundos no nível máximo da habilidade;

    Shiro tem a habilidade Delivery de Dano, que consiste em marcar um atirador que o atinja em até 80 metros, além disso, o adversário marcado terá dano adicional ao ser atingido pelo personagem;

    Xtrema aumenta seus danos a paredes de gel e escudos em 100% por 10 segundos, e recebe 80 HP ao ativar a habilidade Dano Radical;

    Maro tem a habilidade Ferida do Falcão, que aumenta o dano causado pelo personagem de acordo com a distância. Quanto maior for a distância, mais dano é causado por ele.

    Lembrando que cada personagem tem um nível de habilidade que é alcançado ao desbloquear os fragmentos de memórias deles nas partidas ou comprando na loja do jogo.

    ARMAS

    Na categoria armas temos os:

    • Rifles de precisão (M21, CG15, SKS, AWM, VSS, Kar98, M82B e Dragunov);
    • Fuzis de assalto (M4A1, M14, SCAR, AK, FAMAS, XM8, Groza, AN94, AUG e ParaFAL);
    • Submetralhadoras (MP5, UMP, MP40, P90, Thompson e Vector);
    • Escopetas (MAG7, M1887, M1014, M1873 e SPAS);
    • O jogo também conta com armas especiais como: (Kord, Metralhadora, M249, M79, CrossBow, M60, MGL140, Canhão de Mão e RGS50);
    • Pistolas (USP, G18, Desert Eagle e M500);
    • Armas corpo a corpo (Katana, Frigideira, Parang e Taco).

    As armas podem ser aprimoradas com acessórios que são eles:

    • Ponteira: diminui o recuo, dispersando a saída de gás;
    • Coronha ou grip: diminui o recuo, estabilizando a arma;
    • Carregador: aumenta a quantidade de munição por carregador;
    • Mira: facilita a pontaria, por ampliação do alvo;
    • Silenciador: suprime o barulho dos tiros, fazendo que sejam mais difíceis de detectar;
    • Bipé (bipod): diminui o recuo e melhora a precisão se atirar agachado ou deitado;
    • Mira Térmica: facilita a pontaria e a visualização do alvo.

    No Free Fire você pode usar minas terrestres e três tipos de granadas: Granadas Explosivas, Granadas de Luz e Granadas de Gelo também conhecidas como “Gel”.

    DICAS

    Como dito antes, o melhor modo para treinar no Free Fire é o Clássico e aqui vai algumas dicas para você arrasar quando for jogar no modo Competitivo:

    1. Escolha um bom lugar para aterrissar: Você pode escolher aterrissar em lugares mais movimentados e que geralmente pode conseguir mais itens, porém, o combate é constante e se você quer conseguir itens sem entrar em combate direto, escolha aterrissar em lugares mais distantes do meio observando a todos que estão a sua volta;
    2. Veículos: São o meio mais rápido de se locomover no mapa, porém, eles limitam sua habilidade de agir rápido e contra-atacar um inimigo. Qualquer transporte que dirigir poderá ser ouvido à distância, então, já é bom esperar ser a pessoa mais visada para uma emboscada, por exemplo;
    3. Fazer bom uso do espaço na mochila/inventário: Ao contrário de armaduras e algumas armas, é possível encontrar munição com certa facilidade (em corpos, construções e nas caixas de loot no início da partida). Por isso, gerencie sua bolsa de itens e priorize as coisas. Você pode coletar o que quiser, mas nunca fique sem um estoque seguro de munição e kits de cura;
    4. Tente se locomover ao máximo no mapa: Você está num campo de batalha e sua única opção para sobreviver é eliminar seu adversário. E esse é o objetivo principal de todos os outros jogadores. Portanto, ficar muito tempo parado num lugar é a pior das estratégias;
    5. O mini-mapa é a sua melhor arma: Jogando solo ou em equipe, o seu mini mapa é sua principal arma. Sempre que inimigos começarem a atirar próximo de onde estiver, você poderá ver o local do tiroteio no mini mapa marcado em vermelho e com uma seta indicando a direção do confronto. Isso te dará a chance de surpreender o adversário ou mesmo fugir.

    CONCLUSÃO

    Mesmo sendo um jogo de tiro super competitivo, o importante é se divertir e curtir tudo que o jogo tem a oferecer. É importante ressaltar que o Free Fire é um jogo um tanto violento e só é permitido para maiores de 14 anos na Google Play Store e na Apple App Store do Brasil e em muitos outros países.

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    CRÍTICA – Sweet Tooth (1ª temporada, 2021, Netflix)

    Sweet Tooth é a nova série da Netflix que estreia no dia 4 de junho. A história é baseada no quadrinho homônimo criado por Jeff Lemire e publicado pelo selo Vertigo, da DC Comics. O seriado traz Christian Convery no papel principal.

    Conheça mais sobre a obra original. Clique aqui e confira nossa crítica sobre o quadrinho.

    SINOPSE DE SWEET TOOTH

    Há dez anos, o Flagelo causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e os caçam.

    ANÁLISE

    É muito curioso assistir a uma produção pós-apocalíptica durante uma pandemia. Ver em tela uma narrativa sobre um vírus (Flagelo, The Sick em inglês) que lembra uma gripe e que acaba matando milhares de pessoas, enquanto você vive uma situação do tipo, pode ser um certo gatilho. Entretanto, se você conseguir passar por essa breve resistência, vai encontrar um cenário fantástico e extremamente rico.

    Sweet Tooth conta a história de Gus (Christian Convery), um híbrido muito especial que é metade humano, metade cervo. Junto com seu amigo Jepperd (Nonso Anozie), eles encaram inúmeras desventuras em busca de respostas sobre a vida do menino.

    A produção da Warner, que foi comprada pela Netflix, é muito prazerosa. Com episódios que duram em média 40 minutos, a produção possui todos os elementos maratonáveis que fazem o modelo Netflix tão popular. Com uma narrativa doce e sensível, acompanhamos cada descoberta do pequeno Gus, criando um grande laço com esse personagem.

    Christian é extremamente simpático e muito talentoso. Nonso Anozie cria para seu Jepp uma personalidade turrona, mas sensível ao mesmo tempo. Os dois possuem uma ótima química, fazendo com que a gente não se canse de nenhum momento em que ambos estão em tela.

    Além de Gus e Jepp, outros personagens como Aimee (Dania Ramirez), Aditya Singh (Adeel Akhtar), Wendy (Naledi Murray) e Rani Singh (Aliza Vellani) também são muito importantes para o desenrolar da trama e possuem um bom tempo de tela. Suas histórias são contadas paralelamente à narrativa principal, tendo seus destinos “cruzados” ao longo dos episódios.

    O fato do elenco ser bem diverso e plural é um grande acerto também. Mesmo o General Steven Abbot (Neil Sandilands) sendo o típico vilão caricato de histórias infantis, seu personagem se encaixa bem no contexto fantástico, não atrapalhando o resultado.

    Dentre os assuntos que Sweet Tooth aborda, fatores como amizade, o conceito de família, aceitar as diferenças e a responsabilidade com o nosso planeta estão entre as discussões preponderantes. As críticas à milícia e ao abuso de poder também encontram espaço, sendo uma obra que consegue abranger diversos temas importantes.

    CRÍTICA - Sweet Tooth (1ª temporada, 2021, Netflix)

    Essa produção provavelmente vai causar uma grande repercussão, visto que se trata da adaptação de um quadrinho extremamente popular e premiado. Normalmente, em casos como esse, há muita discussão sobre ser fiel ou não à obra original e se o cast coincide com o que foi estabelecido nas HQs. Entretanto, acredito que a reação possa ser bem positiva, principalmente com o público que não teve contato com o material base.

    Um ponto interessante a ser destacado está na quantidade de diretores e roteiristas da série. Em cada episódio temos nomes diferentes creditados, fato esse que não interfere em nada na unidade dos capítulos. Todos os arcos são bem desenvolvidos e a história se conecta perfeitamente, sem episódios que destoam entre si.

    A trilha sonora de Jeff Grace foi pensada para casar exatamente com cada situação da trama. Em vários momentos, as músicas complementam alguma descoberta de Gus, ou dão o tom durante as diversas decepções e percalços que a criança precisa superar.

    O que acredito ser o único ponto negativo de Sweet Tooth é, de fato, o uso dos efeitos especiais. Os animais criados em CGI parecem mal finalizados, e a maquiagem dos outros híbridos (que não são Gus e nem Wendy) são bem estranhas. Entretanto, não é nada que estrague a experiência.

    VEREDITO

    Sweet Tooth é uma gracinha. É o tipo de série leve e envolvente que pode ser assistida por toda família. Mesmo tendo como contexto uma situação pandêmica, a série consegue extrair momentos sensíveis e divertidos, entretendo o espectador do início ao fim.

    4,5/5,0

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    TBT #127 | O Auto da Compadecida (2000, Guel Arraes)

    O Auto da Compadecida é uma adaptação da obra de Adriano Suassuna e está disponível no catálogo do Telecine. O filme conta com Lima Duarte e Fernanda Montenegro em seu elenco.

    SINOPSE

    O covarde Chicó (Selton Mello) e esperto João Grilo (Matheus Nachtergaele) são dois trambiqueiros de mão cheia que vivem dando golpes em todos na cidade. Entretanto, após a chegada de Rosinha (Virgínia Cavendish) na cidade, Chicó tentará se endireitar. Será que ele consegue?

    ANÁLISE

    Para aqueles que são saudosos, O Auto da Compadecida sempre foi uma das melhores atrações da Sessão da Tarde, pois sempre era figura carimbada da programação da Globo

    O filme é extremamente divertido, contudo, traz discussões extremamente pertinentes sobre a nossa sociedade. O fato dos protagonistas serem trambiqueiros é de suma relevância, pois mostra as dificuldades enfrentadas por uma boa parte da população brasileira.

    Além disso, O Auto da Compadecida nos mostra também toda a capacidade de sermos fúteis e cruéis em vida, todavia, na hora de nossa morte, poderemos ser mais nobres do que já fomos. 

    As atuações são impecáveis, o elenco inteiro está excelente e a cena do tribunal é uma das mais icônicas de todos os tempos do cinema brasileiro. O longa merece todos os méritos possíveis e sempre estará na primeira prateleira em questão de qualidade.

    VEREDITO

    O Auto da Compadecida é um filme que mostra a qualidade real do cinema brasileiro. 

    Com um excelente roteiro, boas atuações e uma direção competente, a obra sempre ficará em nossa memória afetiva num bom lugar para recordar.

    5,0 / 5,0

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    Naomi McDuffie: Conheça a jovem heroína da DC Comics

    A jovem heroína da DC Comics foi criada pelos escritores Brian Michael Bendis, David F. Walker e pelo artista Jamal Campbell. A primeira aparição de Naomi McDuffie foi na HQ Naomi #1 em março de 2019.

    ORIGEM

    Naomi nasceu em uma Terra alternativa no multiverso que sofreu vários danos após a degradação da Camada de Ozônio, onde a superfície da terrestre foi atingida por um tipo de radiação até então desconhecida, que fez com que 29 pessoas aleatórias ao redor do planeta pudessem desenvolver super poderes divinos. Muitas pessoas se acharam no dever de governar o planeta por causa de seus poderes e isso resultou em uma guerra contra os que se opuseram a isso, o que levou a uma guerra cataclísmica entre esses metahumanos.

    Os pais de Naomi eram contra esses radicais dominadores e foram o único casal capaz de procriar, logo, Naomi foi a primeira “sangue puro” dentre todos os outros. O mais perverso dos 29 metahumanos originais, um homem conhecido como Zumbado, tentou matar a criança Naomi, então seus pais a enviaram para a Terra-0 para sua segurança, mas eles foram mortos em batalha fazendo isso. A criança foi adotada por um ex-soldado ranniano que assumiu o nome de Greg McDuffie e sua esposa humana Jen McDuffie.

    Naomi McDuffie viveu uma vida bastante comum em uma pequena cidade, até o dia em que Superman invadiu a cidade em uma batalha com Mongul, o que fez os cidadãos falarem sobre os rumores da última vez que sua cidade teve um encontro com seres de outro mundo. Ao saber que a data daquele incidente era o dia em que ela foi adotada, Naomi começou a questionar se ela tinha uma conexão com super-heróis e começou a investigar suas origens.

    Greg então revelou suas próprias origens para Naomi McDuffie antes de contar a ela sobre sua chegada na Terra-0. Ele então deu a Naomi um dispositivo que apareceu com ela, que continha uma mensagem de sua mãe biológica e despertou seus superpoderes.

    PODERES E HABILIDADES

    Naomi McDuffie acabou de descobrir os seus poderes e isso é como uma fraqueza para ela, já que ela não tem controle sobre eles.

    Naomi pode se transformar em uma forma superpoderosa usando seu poder, enquanto está nesta superforma ela usa uma espécie de armadura dourada e ganha algumas habilidades sobre-humanas.

    Ela é capaz de gerar uma onda de energia que envolve seu corpo inteiro. Naomi McDuffie também pode utilizar a energia de seu corpo para vários fins, incluindo: Golpe reforçado de energia e explosão de energia.

    Naomi além de sua armadura de energia, também pode voar.

    EQUIPES

    Assim que Naomi McDuffie ativou seus poderes, Zumbado chegou e a levou de volta ao seu mundo original, que agora estava devastado sob o governo do vilãol. Naomi lutou com Zumbado para vingar seus pais biológicos e com a ajuda de Akira, uma velha amiga dos seus pais, conseguiu escapar de volta para à Terra-0.

    No mesmo instante que Naomi McDuffie voltou, Zumbado abre um portal e tenta puxar a garota, ela então usufruindo de seus poderes, o golpeia e o manda de volta para o outro planeta.

    Mais tarde Naomi conhece o Batman e o Superman em Metrópolis e se junta a recém-reformada Justiça Jovem. Após os eventos de Dark Nights: Death Metal, Naomi McDuffie começa a fazer parte da Liga da Justiça.

    OUTRAS MÍDIAS

    Foi anunciado em dezembro de 2020 que a The CW estaria produzindo um primeiro episódio para uma futura série da Naomi, caso o episódio piloto seja aprovado. É possível ver no primeiro pôster da série o visual de Naomi McDuffie interpretada pela atriz Kaci Walfall.

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    CRÍTICA – Dom (1ª temporada, 2021, Amazon Prime Video)

    Dom é a nova série brasileira da Amazon Prime Video. Criada por Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco), a produção é baseada na história real de Pedro Dom, um dos bandidos mais famosos do Rio de Janeiro durante os anos 2000.

    Protagonizada por Gabriel Leone e Flávio Tolezani, o seriado possui oito episódios com média de uma hora de duração cada.

    Se você quiser saber mais sobre a produção, além da história por trás do projeto, recomendo a leitura deste nosso artigo sobre Dom.

    SINOPSE DE DOM

    Dom conta a história de um belo rapaz da classe média carioca que foi apresentado à cocaína na adolescência, colocando-o no caminho para se tornar o líder de uma gangue criminosa.

    Alternando entre ação, aventura e drama, Dom também acompanha o pai de Pedro, Victor Dantas (Tolezani), que, na adolescência, faz uma descoberta no fundo do mar, denuncia às autoridades e acaba ingressando no serviço de inteligência da polícia.

    ANÁLISE

    Dom é um projeto brasileiro extremamente ambicioso. Filmado em mais de 160 locações, a série de Breno Silveira possui um visual incrível, fator que fortalece e muito o storytelling da trama. É o tipo de produção que te encanta pelos detalhes e pela quantidade de informações organizadas pela trama.

    Breno Silveira, além de criador do seriado, roteirizou os episódios junto com Fábio Mendes, Higia Ikeda, Carolina Neves e Marcelo Vindicatto, e dividiu a direção com Vicente Kubrusly. Para criar a série, a equipe usou como base mais de 50 entrevistas, os livros de Tony Bellotto e Victor Lomba (pai de Dom), além de relatos do próprio Victor que não estão documentados em fontes públicas.

    O carinho de Breno pela produção é perceptível. Seja pela forma como ele fala do projeto, que levou mais de 10 anos para ser executado, ou em como Pedro e Victor são representados em tela. O ótimo resultado comprova que o longo tempo de desenvolvimento foi muito positivo para o seriado, e a possibilidade de distribuí-lo em um streaming como o Prime Video indica que esse era o momento certo para a produção ganhar vida.

    CRÍTICA - Dom (1ª temporada, 2021, Amazon Prime Video)

    Dom é uma série envolvente e que consegue transitar tranquilamente entre um thriller policial e um grande drama. Gabriel Leone cativa o espectador com seu sorriso largo, dando vida a um Pedro alegre e ao mesmo tempo sombrio. O personagem possui diversas camadas que necessitam de um ator competente para executá-las, e Leone faz isso muito bem.

    Victor Dantas, interpretado por Tolezani, além de fazer parte da narrativa do filho, também possui aventuras próprias. Seu núcleo é composto pelas histórias mais criativas e nos faz ter vontade de saber mais sobre ele. Seu personagem quando jovem, interpretado por Filipe Bragança, conduz o arco mais angustiante e interessante de todos os episódios, trabalhando muito bem o passado do personagem e sua trajetória até a integrar a Polícia Civil.

    Apesar de acompanharmos vários personagens na série, a trama de Silveira foca inevitavelmente no laço entre Pedro e Victor. O amor e companheirismo entre pai e filho é bonito e, ao mesmo tempo, doloroso, pois colocam ambos os personagens como antagonistas dentro de suas convicções.

    CRÍTICA - Dom (1ª temporada, 2021, Amazon Prime Video)

    Além da relação entre pai e filho, o roteiro encontra espaço para desenvolver questões como o vício em drogas e suas consequências para as famílias, inclusive mostrando como os métodos para tratar a dependência evoluíram ao longo dos anos.

    Silveira soube trabalhar muito bem os flashbacks da trama, usando determinados episódios para se aprofundar no passado dos personagens principais. A série faz ligações entre os anos de 1970 e 2000, casando acontecimentos com inteligência. Apesar de, em um primeiro momento, esses episódios parecerem fillers, os capítulos são importantes para a condução da trama.

    O que mais pesa em Dom é a duração de seus episódios. Com média de uma hora de duração, alguns capítulos se tornam um pouco lentos, principalmente pela repetição de acontecimentos na vida de Pedro. Entretanto, nada disso atrapalha a obra, que tem tudo para ser um grande sucesso não só no Brasil, como também internacionalmente.

    VEREDITO

    Dom é uma grata surpresa. Com um ótimo elenco e uma história instigante, a produção da Amazon Prime Video tem tudo para se tornar um hit.

    4,0/5,0

    Assista ao trailer:

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