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    CRÍTICA – Aka (2022, Neowiz Games)

    Aka é um jogo desenvolvido pela Cosmo Gatto e distribuído pela Neowiz Games. Lançado em 14 de dezembro, o game está disponível para Nintendo Switch e PC.

    Confira abaixo nossa crítica para o Nintendo Switch.

    SINOPSE

    Encontre a paz interior num pequeno jogo de mundo aberto. Nestas ilhas cuidadosamente feitas à mão, você pode tirar uma soneca num monstro gigante, alimentar bebês dragões, cuidar da fauna e da flora… mas demônios do seu passado podem voltar para lembrar você de algo que prefere esquecer.

    ANÁLISE DE AKA

    Aka possui uma temática muito interessante: a busca por fazer as pazes com si mesmo e com o mundo após um momento de guerra. A personagem principal, um panda vermelho, viveu momentos terríveis durante a guerra e, agora, quer ajudar os espíritos a encontrarem seu caminho e se doar para construir um mundo melhor.

    Como uma ideia de simulação de vida e missões, Aka possui um mini mundo aberto a ser desbravado pelo jogador. Além da ilha onde Aka mora, há também outras três ilhas a serem exploradas e uma cidade com um mini centro comercial.

    Além das missões específicas, como ajudar alguma alma que está sofrendo, ou curar ferimentos dos animais que vivem na ilha, Aka também possui alguns mini games. Uma recorrência é o jogo de cartas, onde você joga contra algum fantasma. As cartas também são liberadas conforme você finaliza missões do game, dando mais oportunidades ao jogador de vencer as batalhas na mesa.

    Há também dinâmicas específicas, e muito inteligentes, em relação à plantação de alimentos e flores. Alguns itens precisam ser combinados para evitar que insetos ataquem a plantação, o que é algo bem diferente do que vemos normalmente em outros jogos do gênero. Você precisa plantar já levando em consideração essas situações, para impedir que seus alimentos sejam destroçados pelos insetos.

    A estética de Aka é muito linda e me chamou a atenção desde que o game foi mostrado pela primeira vez no Indie World da Nintendo. Eu amo jogos indie, principalmente aqueles que tem uma ideia de aventura, exploração e simulação.

    Aka, portanto, era um título que eu estava ansiosa para jogar e, apesar de toda a ideia e pontos positivos, a gameplay em si não foi o que eu estava esperando. Digo isso porque Aka simplesmente não funciona direito no Nintendo Switch.

    O game possui uma série de bugs que impedem o jogador de prosseguir com a história sem passar nervoso. Você abre o seu inventário para plantar alguma semente, por exemplo, e o personagem fica literalmente travado na mesma posição. A menos que você entre em algum cômodo ou vá em outra área, você fica nessa posição para sempre.

    Às vezes você guarda algo em seu armário, para liberar espaço na bolsa de inventário, e o item simplesmente não sai mais de lá quando você tenta tirar. Se você solta um item no chão sem querer, próximo ao armário que você mantém eles guardados, pode ser que o item simplesmente desapareça e você não consiga mais pegar.

    Há missões que carecem de explicação e, em vários momentos, você fica rodando pelas ilhas tentando entender qual deve ser seu próximo passo. Existe uma personagem com uma bola de cristal que pode te direcionar o caminho, mas a ajuda acaba apenas repetindo algo que você já sabe, o que deixa o caminho um pouco confuso.

    Outro ponto é a questão do craft. Existem itens que você simplesmente não consegue craftar e que são necessários para algumas missões. Por exemplo, tochas. Você tenta criar e ela simplesmente não aparece, então você não consegue progredir.

    A jogabilidade no Nintendo Switch, infelizmente, é bem ruim. É difícil controlar Aka em alguns momentos, principalmente em subidas de rampa. É algo que com o tempo você acostuma, mas obviamente poderia ser melhor trabalhado.

    Já foi informado pela desenvolvedora que existem patches a caminho para correção desses problemas citados, o que é um alívio e mostra que eles estão ouvindo a comunidade. É torcer que, após essas atualizações, Aka consiga alcançar seu potencial, pois é um jogo visualmente bonito e com uma história cativante.

    VEREDITO

    Aka é um jogo com gráficos lindos, dinâmicas de jogo criativas e uma história cativante. No Nintendo Switch, infelizmente, a jogabilidade não é boa e a série de bugs desmotiva bastante o jogador a seguir em frente na história. Após as correções, no entanto, pode ser que o jogo consiga alcançar o resultado esperado.

    2,7/ 5,0

    Assistir ao youtube:

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    CRÍTICA – Cinema Panopticum (2021, Darkside Books)

    Cinema Panopticum é o primeiro quadrinho de Thomas Ott a ser publicado no Brasil. Em seu prefácio, a professora Maria Clara Carneiro nos ambienta à história enquanto deixa claro que a história de Ott “mostra a dança da vida, mas a morte pontua a história” com altos e baixos. Apresentando aos leitores uma realidade pouco crível, mas que coisas fantásticas podem acontecer a qualquer momento.

    O trabalho de Ott é único, pois parece fazer uso de “hachuras” para mostrar partes obscuras de nossos personagens e nos ambienta à um mundo sombrio sem pena. Mas só parece. O estilo de Ott vem da técnica conhecida como scratchboard (carte à gratter), algo semelhante às xilogravura brasileiras.

    SINOPSE

    Em Cinema Panopticum, os leitores são conduzidos por uma jovem menina e sua curiosidade até uma cabine escura repleta de caixas com pequenos filmes. Thomas se apropria da mágica dos cinetoscópios, considerado o primeiro equipamento a conseguir capturar imagens em movimento e nos leva as origens do seu cinema ilustrado. Uma narrativa gráfica cativante, bela e aterradora.

    ANÁLISE

    Uma das coisas que mais me chamaram atenção e despertaram a minha curiosidade em “ler” Cinema Panopticum, é de que o quadrinho não possui nenhum balão de diálogo. O quadrinho nos faz viajar por suas histórias apenas analisando seus quadros. Quadros esses que tem início com uma jovem menina que adentra um circo itinerante, mas ao chegar lá, percebe não possuir dinheiro para participar de nenhuma das atividades.

    Para sua surpresa, a menina se depara com uma tenda com cinco cinetoscópios. Ao adentrar na tenda, a menina viaja por histórias que a levarão por mundos fantásticos, pelo luto, criaturas bizarras e muito mais. Tudo isso, por meio de histórias com um visual obscuro e sombrio.

    Cinema Panopticum nos causa um incômodo em um primeiro momento pelo tipo de ilustração usado por Ott. As “hachuras” aplicam uma textura por vezes desagradáveis, proporcionando uma escuridão única que é necessária à trama que o autor conta. O segundo incômodo se dá pelas histórias que aquele mundo sombrio quer nos contar.

    A escuridão da trama vem dos quadros muito bem posicionados e de cinco tramas distintas.

    VEREDITO

    A garota da trama ao adentrar na tenda com cinetoscópios e olhá-los parece abrir uma janela para mundos fantásticos, ligeiramente parecidos com o nosso. E não vê apenas aspectos sombrios da humanidade, vê também aspectos inerentes às convivências humanas e aos horrores que parecem habitar o canto dos nossos olhos, quase que como vislumbres sombrios.

    As histórias de Ott funcionam como antologias, tramas soltas, como histórias de cautela, mas não só isso. As viradas de página da trama guardar surpresas tão sombrias quanto o estilo da arte de Thomas Ott, que te deixarão perturbados ao fim da história.

    4,5 / 5,0

    Cinema Panopticum

    Editora: Darkside Books

    Autor: Thomas Ott

    Páginas: 112

    Ano de Publicação: 2021

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    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    Ah, o Natal! Uma época de muitos presentes, decorações, reuniões de família, comidas gostosas e tradições festivas. Quem poderia imaginar que em muitos países também é uma época de receber visitas de bruxas, espantar demônios, fazer suas necessidades em um presépio… e comer KFC!

    Se essa introdução não fez nenhum sentido para vocês, podem ficar sossegados que a equipe do Feededigno preparou um compilado com as celebrações natalinas mais bizarras e inusitadas ao redor do planeta.

    Confira abaixo!

    Krampus (Áustria)

    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    Como se não ganhar presentes já não fosse ruim o suficiente, as crianças austríacas também precisam se preocupar com Krampus. Trata-se de uma fera peluda com chifres que sequestra crianças que não se comportaram e as coloca em sua cesta.

    Segundo as lendas locais, o demônio seria uma espécie de executor, a serviço de São Nicolau. Muitas cidades da Áustria comemoram o Krampusnacht no dia 5 de dezembro, quando dezenas de homens vestidos como o demônio desfilam pelas ruas brandindo bastões e aterrorizando crianças.

    Seriam as crianças austríacas as mais bem comportadas do mundo?

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    Os “cagões” do Natal (Portugal, Espanha, Itália)

    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    Por alguma razão inexplicável a região da Catalunha (e algumas regiões de países vizinhos) possuem duas tradições de Natal baseadas em, acredite se quiser, cocô! A primeira é o Caganer, que pode ser traduzido como ‘O cagador’: uma estatueta de um camponês sem calças atendendo ao “chamado da natureza” em presépios ao lado de Jesus, Maria e José.

    Essa tradição supostamente começou no final do século XVII ou início do século XVIII. Desde então, crianças de todas as idades se divertem examinando os elaborados presépios para encontrar o garotinho cagão, porém ninguém sabe dizer ao certo o seu significado.

    A segunda é o caga tio, ou ‘tronco de cocô’, que é um pequeno tronco de madeira sorridente que mora na mesa de jantar. Durante o mês de dezembro ele deve ser “alimentado” todos os dias e mantido aquecido com um cobertor. Na véspera de Natal ele apanha com paus para “defecar” os presentes (na verdade, os pais colocam os presentes debaixo do cobertor enquanto as crianças estão ocupadas em outras atividades).

    Trolls natalinos (Islândia)

    Na Islândia o Papai Noel não é a única figura natalina existente. No folclore popular 13 trolls travessos, conhecidos como Yule Lads ou Jólasveinar vagam por todo o país na quinzena que antecede o Natal.

    Assim como os sete anões da Branca de Neve, cada um dos 13 trolls tem sua própria personalidade, e alguns nomes inusitados como: o Fareja-Portas (Doorway-Sniffer), o Lambe-Colher (Spoon-Licker), o Rouba-Vela (Candle-Stealer), o Come-Qualhada (Curd-Gobbler), sem falar no ameaçador Espia-Janelas (Window-Peeper).

    Cada um se reveza visitando as crianças que deixam sapatos na janela do quarto, deixando presentes para aqueles que se comportaram e batatas podres para os malcriados.

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    Mari Lwyd (País de Gales)

    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    A cultura galesa é bastante antiga, e seu folclore rico em superstições. Sendo assim, não é nenhuma surpresa que a população mais ao sul no País de Gales goste de desfilar um cavalo morto-vivo em suas aldeias para celebrar o Natal.

    Em uma exibição que remonta aos tempos dos Celtas, o Mari Lwyd envolve pendurar um lençol branco sobre um poste com um crânio de cavalo e bater nas portas dos habitantes da cidade. A comitiva que carrega a efígie mórbida então canta para os moradores uma canção tradicional pedindo permissão para entrar.

    Para “expulsar” a entidade, os moradores devem cantar de volta um série de insultos e ameaças, além de oferecer alguma comida ou bebida.

    Almoço de Natal com KFC (Japão)

    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    Conhecida como uma das campanhas de marketing natalina mais bem sucedidas desde a Coca-Cola, a tradição de se comer frango frito do KFC no almoço de Natal no Japão teve início na década de 1970. Como a quantidade de famílias cristãs no país é muito pequena, a celebração do nascimento de Jesus era praticamente ignorada.

    A rede de fast-food teve então a sacada de promover seu frango frito como um prato tradicional de Natal. A data é tão importante para o KFC que a receita das vendas de um único dia chegam a representar 5% do seu faturamento anual.

    As famílias japonesas que pretendem saborear um prato de frango frito nessa data precisam fazer seus pedidos com meses de antecedência.

    La Befana, a bruxa natalina (Itália)

    Na Itália, no dia 5 de janeiro as crianças desfrutam de uma visita pós-Natal de Befana, uma bruxa de bom coração. Ela é muito parecida com o Papai Noel: ela voa durante a noite em sua vassoura, entra pela chaminé e dá presentes para aqueles que se comportaram e carvão para os malcriados.

    Ao contrário do bom velhinho, a Befana prefere vinho e uma linguicinha em vez de leite e biscoitos. Porém, há um lado sombrio nessa história: diz a lenda que a Befana foi convidada a acompanhar os três reis magos ao encontro de Jesus, mas ela recusou porque estava ocupada limpando sua casa. Mais tarde, ela teria mudado de ideia e foi procurar o Messias, mas não conseguiu e estaria procurando-o desde então.

    A noite dos rabanetes (México)

    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    Todos os anos, na cidade mexicana de Oaxaca os dias que antecedem o Natal são marcados por um evento conhecido como La Noche de Rábanos (A Noite dos Rabanetes). Trata-se de uma competição onde centenas de artistas exibem suas esculturas em vegetais.

    Os participantes são extraordinariamente criativos em suas composições: desde presépios e cenas bíblicas a monstros fantásticos e criaturas assustadoras. Todos os anos, o evento atrai milhares de visitantes a cidade para testemunhar a competição.

    Os rabanetes utilizados são cultivados especialmente para o evento, e as obras só podem ser exibidas por algumas horas antes que os vegetais comecem a murchar.

    Esconda sua vassoura! (Noruega)

    As celebrações de Natal mais bizarras e inusitadas do mundo

    Os noruegueses acreditam que a véspera de Natal coincide com a chegada de espíritos malignos e bruxas. Em uma tradição sazonal que supostamente remonta às superstições pagãs, a população esconde suas vassouras na véspera de Natal para que nenhuma bruxa travessa possa roubá-las e voar pela noite de inverno para fazer bruxarias. Porém, existem alguns buracos sérios nessa história: como as bruxas chegam à sua casa se não têm vassouras? E se elas já têm vassouras, o que vão fazer com uma segunda?

    “Um feliz Natal” do Pato Donald (Suécia)

    Na Suécia, nenhum Natal está completo sem uma mensagem televisionada do Pato Donald. Por volta das 3 da tarde, na véspera de Natal, toda a nação se reúne em torno das TVs para assistir “Kalle Anka och hans vänner önskar God Jul” (“Pato Donald e seus amigos desejam a você um feliz Natal”), uma coleção de desenhos animados da Disney dos anos 30, 40 e 50.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – TBT #99 | Disney Vintage (2020, Disney)

    Exibido pela primeira vez em 1959, o Kalle Anka deve sempre ser transmitido no mesmo horário e apresentado ao vivo. Apesar da mudança dos tempos, a tradição sueca continua a ganhar adeptos: em 2020, 4.5 milhões de pessoas sintonizaram, tornando-a a transmissão com maior audiência da história do país.


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    TBT #208 | O Grinch (2000, Ron Howard)

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    O TBT desta semana entra no clima de Natal e relembra um dos melhores filmes para assistir nesta época do ano. O Grinch lançado em 2000 com direção de Ron Howard e roteiro de Jeffrey Price é uma adaptação do livro infantil de Dr. Seuss, lançado em 1957.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Os 12 melhores filmes para assistir no Natal, segundo a equipe Feededigno

    No elenco estão nomes como Jim Carrey, Taylor Momsen, Jeffrey Tambor e Christine Baranski

    SINOPSE

    Um Grinch (Jim Carrey) que odeia o Natal resolve criar um plano para impedir que os habitantes da pequena cidade de Quemlândia possam comemorar a data festiva. Para tanto, na véspera do grande dia, o Grinch resolve invadir as casas das pessoas e, furtivamente, roubar delas tudo o que esteja relacionado ao Natal.

    ANÁLISE

    Chega dezembro e os filmes natalinos pipocam aos montes nos streamings e salas de cinema, contudo, é sempre bom revisar aqueles que marcaram nossa infância nesta data tão especial. E um desses filmes é O Grinch, o longa que foi lançado mais de 20 anos atrás e ainda encanta por sua narrativa divertida, direção de arte esplêndida e principalmente, pelo espírito natalino. 

    Ainda que na história falte ao personagem principal qualquer apreço pelo Natal é interessante embarcar nessa jornada e perceber como o Grinch vai sendo contagiado pela celebração. Vale lembrar que o longa é uma adaptação de um livro infantil pequeno e que ainda é feito em rimas, mas é fato que toda a essência que Dr. Seuss criou em sua obra foi transportada para a tela. 

    Isso também se deve pela ótima direção de Ron Howard que conseguiu emular muito bem os personagens de Quemlândia, um universo extremamente diferente e adorável. Além disso, o trabalho de produção feito na vila ficcional da vida a narrativa do filme; o mesmo acontece com a caverna do Grinch que ganha aspectos próprios de contrapartida às luzes e enfeites natalinos das casas de Quem.   

    Mas, o filme inteiro gira em torno da figura de Grinch. Interpretado maravilhosamente por Jim Carrey que não poupa caras, bocas e gestos exagerados para tornar o personagem o mais caricato possível e assim, também o mais único. Grinch odeia o Natal por justamente ter sido negado a ele todas as belezas da data e nem a inocente menina Cindy Lou Who (Taylor Momsen) parece ser capaz de tocar seu coração infeliz. 

    Além disso, a vila inteira também não se lembrava mais do verdadeiro significado do Natal e estavam sendo supérfluos com a data. Por isso, ao roubar todos os presentes dos Quem, tanto a comunidade, como o próprio Grinch perceberem qual é o verdadeiro significado do Natal: a união e harmonia. 

    É uma mensagem muito válida quando refletimos sobre o ano que se passou, o Natal é um momento mágico que traz renovação e novas possibilidades. O Grinch trata muito bem dessas questões, sem deixar de lado os momentos cômicos e divertidos do longa.

    VEREDITO

    O Grinch é um filme ideal para se apreciar na época de Natal, com um texto simples, mas bastante cativante para crianças e adultos. É importante ressaltar que o filme recebeu o Oscar de Melhor Maquiagem pelo trabalho impecável feito em Jim Carrey para se transformar no ser peludo e verde.

    E mais uma coisa, a dublagem brasileira com Guilherme Briggs fazendo o personagem principal é simplesmente sensacional, vale a pena dar uma chance!

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Conheças outras produções dirigidas por Ron Howard:

    CRÍTICA – Era Uma Vez Um Sonho (2020, Ron Howard)

    TBT #134 | A Mosca (1986, David Cronenberg)

    TBT #173 | Willow: Na Terra da Magia (1988, Ron Howard)

    CRÍTICA – Treze Vidas: O Resgate (2022, Ron Howard)

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    CRÍTICA – Recruta (1ª temporada, 2022, Netflix)

    A série Recruta conta a história do jovem Owen Hendricks (Noah Centineo), um advogado que, após se juntar a CIA, se vê envolto em uma trama que vai além da já “tradicional” espionagem em estilo Guerra Fria.

    Após o sucesso de Wandinha, que estrelou por muitas semanas o Top 1 da Netflix, Recruta desbancou a série dos Addams. A série nos lança por diversas tramas que por muitas vezes tentam romantizar a relação que a CIA tem com muitos governos pelo mundo, tratando-os os por vezes como descartáveis quando os colocamos sobre uma ótica imperialista.

    SINOPSE

    Recém-contratado pela CIA, um advogado se envolve em um mundo de espionagem internacional quando uma ex-colaboradora ameaça expor os segredos da agência.

    ANÁLISE

    Recruta

    A série nos lança por tramas que o cinema de espionagem já utilizou à exaustão, bem como outras mídias. Recruta permeia toda sua trama por jargões enquanto “brinca” com derrubar governos da América Latina, ou países do Leste Europeu – o que historicamente falando, aconteceu diversas vezes no passado.

    O primeiro trabalho de Noah Centineo que tive a oportunidade de assistir, foi Adão Negro, no qual o ator acabou por falhar ao atuar como alívio cômico. O roteiro colocou um personagem tão poderoso quanto o Esmaga-Átomo como uma piada e o ator pareceu preferir chafurdar neste detalhe, limitando sua profundidade e sua história a quase nada.

    PUBLICAÇÕES RELACIONADAS:

    CRÍTICA – Adão Negro (2022, Jaume Collet-Serra)

    Conheça Albert Julian Rothstein, o Esmaga-Átomo

    Algo muito semelhante foi feito na série da Netflix. Mas não no sentido ligado ao alívio cômico da trama, mas sim na falta de profundidade do ator.

    Hendricks é algo próximo do 007 de Daniel Craig, pelo menos no primeiro filme do personagem em Casino Royale. Uma espécie de personagem irresistível às mulheres e inexperiência elevada à enésima potência.

    Enquanto o elenco de apoio da série – Laura Haddock, Aarti Mann e Colton Dunn – tente dar uma maior profundidade à trama, a série se mostra infeliz tanto na escolha do elenco, como no roteiro raso e infeliz em suas escolhas narrativas.

    VEREDITO

    Para além de um romantismo exagerado, Recruta não funciona nem mesmo como uma “comédia dramática” – categoria essa que a Netflix parece colocar a série com orgulho. A série parece optar por queimar todas as pontes que considera “nociva” – de acordo com a visão imperialista dos Estados Unidos -, e talvez nos permita até “criar um bingo”, citando Cuba, Bielorrúsia, Rússia, México e muitos outros países.

    O cuidado da trama é quase zero, e a série não parece se importar em regurgitar os mais diversos clichês de espionagem atuais e mais antigos que a roda. Elementos que datam desde a Guerra Fria, como se houvesse um perigo iminente, que tentasse causar o fim dos Estados Unidos a qualquer momento.

    A primeira temporada da série está disponível na Netflix.

    1,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    Brincando Com Fogo: Quem são os solteiros da 4ª temporada?

    Lembra daqueles jovens solteiros cujas vidas sexuais eram ditadas por um cone falante chamado Lana? Sim, bem, um novo lote quentinho acabou de chegar ao retiro – e eles estão prontos para a festa. Na quarta temporada de Brincando Com Fogo (Too Hot to Handle), 10 competidores chegam pensando que fazem parte de um reality show de namoro chamado Wild Love

    Todas as temporadas têm a mesma dinâmica de roteiro: todos ali estão juntos por um único objetivo que é criar conexões emocionais e aprenderem a lidar com ela participando de workshops e seguindo as regras impostas pela assistente virtual, Lana. Ah! e regras quebras são descontadas do valor do prêmio final!

    Descubra agora quem são os participantes dispostos a quebrarem todas as regras sendo impulsionados por seus desejos carnais.

    Brittan

    Idade: 22 anos

    Origem: Havaí

    Nascida e criada no Havaí, a modelo Brittan está em êxtase por estar cercada de boys incríveis e sol no retiro. Uma autoproclamada filhinha do papai, Brittan acha que conhece todos os homens – e está pronta para conseguir exatamente o que quer. 

    Creed

    Idade: 24 anos

    Origem: Austrália

    Empresário, Creed está acostumado a ter todos os olhos voltados para ele quando entra em uma sala e não espera menos do que isso no retiro. Ele frequentemente manda DM, namora e abandona uma infinidade de mulheres sem consequências.

    Dominique

    Idade: 23 anos

    Origem: Colorado

    Dominique é uma estudante de ciência da computação do Colorado que usa sua beleza e inteligência a seu favor. Quando ela não está codificando ou lendo cartas de tarô para amigos e familiares, ela está manifestando seu próximo romance.

    James

    Idade: 23 anos

    Origem: Havaí

    Festeiro, engraçado e charmoso, o fisioterapeuta James tira o máximo proveito de seu status de solteiro. Um fanático por basquete baseado no Havaí, o atletismo e a aparência de James lhe valem pontos dentro e fora da quadra.

    Jawahir

    Idade: 22 anos

    Origem: Amsterdã

    Jawahir, que mora em Amsterdã, é modelo e atriz que mal pode esperar para fazer uma tempestade no retiro. Com apenas um relacionamento em seu currículo, Jawahir não está acostumada a ter seus avanços restringidos por ninguém – e este retiro não é exceção.

    Kayla

    Idade: 22 anos

    Origem: Los Angeles

    A modelo sedutora de LA Kayla diz que os caras tendem a “ficar um pouco obcecados” por ela. Kayla, que se considera uma destruidora de corações e uma jogadora, nunca carece de atenção e não tem problemas em pisar no pé se estiver de olho em alguém.

    Nick

    Idade: 28 anos

    Origem: Michigan

    Um cara de uma cidade pequena de Michigan, o artista e praticante de iogua Nick sempre soube que estava destinado a mais. Ele viajou ao redor do mundo, ficando com mulheres em todos os países que visita. Um veterano com pelo menos 10 relacionamentos, Nick não é estranho ao amor e à luxúria.

    Nigel

    Idade: 29 anos

    Origem: Nova Jersey

    O falador manso de Nova Jersey, Nigel, está prestes a conquistar a todos com sua sagacidade e frases curtas. O modelo e empreendedor segue o lema “mantenha a diversão rolando” e pode ser apenas o tônico de que todos precisam quando Lana definir o tom para a vida em retiro.

    Seb

    Idade: 24 anos

    Origem: Glasgow, Escócia

    Um piloto de corrida de Glasgow, Seb vive a vida na pista rápida. Com seus olhos azuis penetrantes e modos de playboy, ele regularmente chuta as mulheres para o meio-fio na manhã seguinte. Seb entrega seus impulsos o tempo todo: ele nunca diz não a nada – na vida ou no quarto.

    Sophie

    Idade: 22 anos

    Origem: Inglaterra

    A impressionante gerente de eventos Sophie teve apenas um relacionamento de longo prazo – e se recusou a se comprometer com qualquer pessoa desde então. A nativa do Reino Unido tem padrões altíssimos: quando alguém não está pronto para o desafio, ela vai para o próximo.


    Todas as 4 temporadas de Brincando Com Fogo estão disponíveis na Netflix.

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