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    CRÍTICA – The Voyeurs (2021, Michael Mohan)

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    The Voyeurs é o novo filme da Amazon Prime Video dirigido e escrito por Michael Mohan. No elenco estão Sydney Sweeney (Euphoria), Justice Smith (Detetive Pikachu), Ben Hardy (Esquadrão 6) e Natasha Liu Bordizzo (The Society).

    SINOPSE

    Pippa (Sydney Sweeney) e seu namorado Thomas (Justice Smith) acabam de se mudar para um lindo apartamento com excelente vista para o centro de Montreal e para uma residência do outro lado da rua. O que inicia como uma curiosidade inocente, logo se transforma em uma obsessão total quando eles começam a acompanhar cada vez mais a vida glamorosa e sexy do casal que mora a frente.

    ANÁLISE

    The Voyeurs não é um filme fácil de assistir, isso porque nos primeiros minutos o longa de Michael Mohan engana o espectador ao parecer que têm um grande potencial. A direção meticulosa com demasiados close-ups em retinas e uma intensa tensão sexual até faz de The Voyeurs um filme interessante, mas o roteiro pedante torna o longa apenas um thriller erótico sem conteúdo.

    Por isso, o grande problema de The Voyeurs é achar que consegue ludibriar o espectador de sua trama confusa e fraca com um inúmeras reviravoltas. Ao apresentar um jovem casal que em sua nova casa ficam consumidos pela vida dos vizinhos, com direito a binoculo de espionagem e vigias no escuro, não só é um tema batido dentro dos thriller, como acabamos de ver o mesmo plot com A Mulher na Janela.

    Ainda assim, no começo realmente parece que The Voyeurs têm algo a mais a mostrar. Talvez Mohan tenha descoberto um rumo diferente dos thrillers eróticos dos anos 90, nos quais certamente se inspirou para seu longa. Contudo, não é o caso, nem as insinuações a Janela Indiscreta de Hitchcock tornam o filme palpável. Isso é, não há nada pior do que um filme que se acha mais inteligente do que de fato é.

    CRÍTICA - The Voyeurs (2021, Michael Mohan)

    Sendo assim, o longa de quase duas horas tenta construir um certo suspense e drama com os personagens. Pippa (Sydney Sweeney) e seu namorado Thomas (Justice Smith) estão começando uma vida juntos, porém ela se sente entediada com ele. Por isso, quando Pippa fica obcecada pelo lindo e sexy casal vizinho, Sebastian (Ben Hardy) e Julia (Natasha Liu Bordizzo) e começa a interagir com eles de maneira totalmente suspeita, The Voyeurs perde o time de seu plot.

    Nesse sentido, ao segurar o máximo sua reviravolta o filme não apenas se torna desinteressante à medida que o tempo passa, como também revela como seu clímax é fraco.  Ainda assim, existe um esforço nas atuações do quarteto de personagens. Sydney Sweeney e Justice Smith constroem uma certa dinâmica que funciona, assim como, Ben Hardy e Natasha Liu Bordizzo são sedutores em seus papéis.

    CRÍTICA - The Voyeurs (2021, Michael Mohan)

    Porém, para o desapontamento do público, o diretor Mohan torna tudo tão óbvio e caótico que nos últimos momentos The Voyeurs perde total o seu real sentido. Logo, o filme fica no meio de várias maneiras, nunca assumindo ser um terror ou um suspense e nem tendo coragem o suficiente para ser excitante.

    VEREDITO

    The Voyeurs desperdiça um bom elenco e a oportunidade de ser ousado. Logo, o filme mostra mais uma história confusa sobre stalkers que foge total da realidade. Ainda assim, se as expectativas forem baixas, é possível tirar um certo prazer com o longa.

    2,5 / 5,0

    Assista o trailer:

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    CRÍTICA – Maligno (2021, James Wan)

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    Maligno é o novo filme de terror de James Wan (Invocação do Mal) e traz Annabelle Wallis (Anabelle) como a protagonista da história.

    SINOPSE

    Madison (Annabelle Wallis) é uma mulher que tem um passado sombrio. Após sofrer um ataque e ter seu marido abusivo morto, agora seu passado volta à tona e um caminho de mortes é trilhado pela protagonista.

    ANÁLISE

    James Wan possui uma técnica brilhante e isso sempre foi muito claro em todos os longas que fez, com Maligno, fica evidente que o diretor possui uma técnica apurada, uma vez que utiliza diversas habilidades que enchem as cenas. 

    Maligno é um filme slasher que traz elementos de longas de assombração e diversos plot-twists de diversas outras obras do gênero de terror e suspense. Infelizmente, Maligno se perde por não ter uma identidade própria por ser uma colcha de retalhos por conta dessa trama mirabolante.

    O roteiro, escrito por Akela Cooper e Ingrid Bisuu é muito confuso, uma vez que o ritmo é muito corrido, incluindo diversos conceitos científicos e sobrenaturais na trama. As mortes são rápidas e sangrentas, mas tão aceleradas, assim como sua história, que temos que acompanhar de forma muito atenta para não perdermos nada. 

    A direção de Wan é extremamente incrível, com boas cenas de ação e terror, sabendo utilizar os jump scares de forma muito orgânica nas cenas. Um dos destaque é uma cena na delegacia que tem movimentos espetaculares da atriz Marina Mazepa, que possui uma excelente imposição corporal. Os demais atores, infelizmente, são muito fracos, pois muitos deles não fazem parte do primeiro time de Hollywood, beirando a canastrice em algumas cenas. Com exceção de Annabelle Walis, nenhum deles teve algum papel marcante, por exemplo.

    VEREDITO

    O novo longa de James Wan é confuso, cansativo, mas com uma direção minuciosa que traz o melhor do cineasta. Por mais que todo o background e atores sejam um desastre, o longa se salva pelo excelente trabalho de seu talentoso diretor.

    2,5/5,0

    Confira o trailer de Maligno:

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    Brooklyn Nine-Nine: Relembre os vencedores dos Roubos de Halloween

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    A 7ª temporada de Brooklyn Nine-Nine chegará ao catálogo da Netflix amanhã (13) e algo que esperamos muito ver é o já tradicional Roubo de Halloween.

    Na primeira temporada tivemos os Jogos Jimmy Jabs, mas não vingou nas temporadas subsequentes, diferente do Roubo de Halloween, que se tornou um evento marcante para a delegacia

    Em todas as temporadas tem um episódio especial e dedicado, para marcar a competitividade deles; e está lista irá relembrar todos os momentos do Roubo de Halloween!

    A 8ª – e última – temporada estreou no dia 12 de agosto, nos EUA; e dia 9 deste mês, aqui no Brasil, na Warner Channel.

    S1E6 – Halloween

    Aqui é onde vemos pela primeira vez os detetives fantasiados e quando o roubo é iniciado. Após uma aposta entre Capitão Raymond Holt (Andre Braugher) e o Detetive Jake Peralta (Andy Samberg), onde o detetive teria até 00:00h para roubar um item do capitão e estar com o objeto ao fim do prazo definido.

    O roubo: A medalha por bravura do capitão.

    A aposta: Se Jake vencer, Holt deverá preencher toda a papelada de Jake dos casos bizarros ocorridos durante o Halloween e, claro, declarar publicamente aos colegas de delegacia que Jake é um “detetive incrível/gênio” pelo sucesso do roubo em questão.

    Se Jake não conseguir concluir o roubo, deverá trabalhar 5 finais de semana sem horas extras.

    E assim se iniciou uma grande tradição da série.

    O vencedor: Jake.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Brooklyn Nine-Nine: As 5 melhores cenas pré-abertua da 1ª temporada

    S2E4 – Halloween 2

    No segundo ano de Brooklyn Nine-Nine, a aposta da vez é o roubo do relógio que está no pulso do capitão Holt.

    É claro que, depois de ganhar no primeiro ano, o Jake já estava um pouco convencido de que seria o grande vencedor, mas não é bem assim que o episódio termina. Até por que toda equipe está engajada (a fazê-lo perder)!

    O roubo: Relógio de pulso de Holt.

    A aposta: Se Holt vencer, Jake trabalhará 5 semanas sem horas extras; no caso de Jake vencer, Holt deverá preencher toda a papelada de Jake por 1 semana. E claro, o anúncio do perdedor intitulando o vencedor como um “detetive incrível/gênio”.

    O vencedor: Holt.

    O título: Com a vitória de Holt o título passa a ser “capitão incrível/gênio”, ajustando-se a sua patente.

    S3E5 – Halloween Parte 3

    No terceiro ano da competição, as coisas ficaram mais sérias. E o desempate é uma necessidade para Holt e Paralta, onde ambos teriam que roubar o mesmo objeto e apenas um se tornaria o melhor detetive incrível/gênio.

    O roubo: Uma coroa.

    A aposta: Holt e Peralta combinam de montar duas equipes e cedem suas horas extras para seus companheiros de roubo e quem vencer teria um dia de folga, além de ser o “detetive incrível/gênio” do ano.

    As equipes: Holt escolhe Terry (Terry Crews), Gina (Chelsea Peretti) e Jake escolhe Charles (Joe Lo Truglio), Rosa (Stephanie Beatriz); e Amy (Melissa Fumero) foi deixada de lado, nenhum deles confiava nela para essa missão.

    Os atrapalhados Scully (Joel McKinnon Miller) e Hitchcock (Dirk Blocker) ficam de fora por motivos óbvios.

    A vencedora: Amy.

    S4E5 – Halloween IV

    Quando chegamos na quarta temporada, já temos três vencedores e esse será o ano onde cada um deles irá montar um time para competir. Querendo encontrar assim (de novo) o verdadeiro vencedor.

    O roubo: Uma placa de “detetive incrível/gênio”.

    A aposta: Qualquer ideia de ter uma vantagem “foi para as cucuias”; este ano ser o vencedor é o que importa.

    As equipes: Após a escolha de Terry por não participar da competição, a atual campeã Amy inicia a rodada de escolhas e forma dupla com Rosa; Holt escolhe Charles e Peralta forma dupla com Gina.

    Scully e Hitchcock ficam responsáveis por ficarem de olho em Terry.

    A vencedora: Gina.

    A atualização: Por ser uma civil, como vencedora do Roubo de Halloween, Gina institui que o título agora deve se chamar um “humano incrível/gênio”, substituindo a patente antes utilizada pelo vencedor.

    S5E4 – Roubo no Halloween

    No quinto ano a O Roubo de Halloween chegou em um nível superior, a competitividade afeta a todos. Até aos “perdedores”.

    Mas, o ápice do episódio é quando Jake pede a Santiago em casamento. Todo o “roubo” tinha essa finalidade. Peralta havia armado tudo para pedir sua amada em casamento e emocionar a todos.

    O roubo: Um cinturão (ou como Holt diz: uma faixa de campeonato) com os dizeres “humano incrível/gênio”.

    A aposta: Sim, já era aposta. O importante é vencer.

    As equipes: Este ano é cada um por si, com exceção de Charles, Rosa e Terry que se unem contra os vencedores dos anos anteriores e formam Os Manés.

    Os vencedores: Como todos estavam com o espírito competitivo à flor da pele, Jake surpreende a todos ao se aproveitar do Roubo de Halloween para fazer seu pedido de casamento para Amy. Não tivemos um vencedor, mas os ânimos foram aplacados graças a força do amor.

    S6E16 – Cinco de Maio

    Aqui, o Halloween foi comemorado em um outra data. Com alguns “acontecimentos trágicos” na data original, o roubo vai acontecer no dia 5 de Maio, com intuito de distrair o Sargento Terry Jeffords que iria prestar uma prova importante, na qual poderia torná-lo Tenente.

    A cada ano que passa, a competição fica mais louca e mais concorrida. Cada vez mais, os limites são ultrapassados!

    O roubo: A pulseira de identificação de Scully.

    As equipes: Jake escolhe Terry, Holt escolhe Amy; Rosa não quer participar e Charles se junta a amiga, ou não. Já que Rosa é uma infiltrada de Holt.

    O vencedor: Terry, que agiu sozinho enganando a todos.

    A 8ª – e última – temporada de Brooklyn Nine-Nine estreou no dia 12 de agosto, nos EUA; e dia 9 deste mês, aqui no Brasil, na Warner Channel.

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    PlayStation Showcase: 3 jogos para você ficar de olho

    Nesta última quinta-feira (9), a Sony promoveu a nova edição do PlayStation Showcase, apresentação que contou com os futuros lançamentos da empresa para o PlayStation 5.

    A transmissão ao vivo ocorreu a partir das 17h, nos canais oficiais da marca no YouTube e Twitch.

    Além de títulos aguardados como God of War: RagnarokSpider-Man 2 e Horizon Forbidden West, o evento contou com algumas surpresas como Wolverine e alguns já anunciados anteriormente.

    Project Eve

    Desenvolvido pelo estúdio coreano Shift Up há pelo menos três anos, Project Eve é um jogo de ação hack n’ slash com combate inspirado em franquias como NierDevil May Cry e Bayonetta. Ainda sem data de lançamento, o game é protagonizado pela jovem Eve, que deve exterminar monstros em uma versão pós apocalíptica da Terra em um futuro não muito distante.

    O título está programado para sair para PS5Xbox Series X e PC.

    Forspoken

    Foram reveladas novidades de Project Athia, da Square Enix. O jogo tem um novo nome provisório, Forspoken, e sairá para PS5 e PC em 2022.

    Forspoken é um RPG de Ação no estilo isekai em que você joga como Frey Holland, uma mulher normal que deve aprender a usar poderes mágicos para sobreviver em um perigoso mundo de fantasia chamado Athia.

    Na pele de Frey, você vai embarcar em uma aventura emocionante e de outro mundo, encarando desafios traiçoeiros para desvendar o mistério por trás da terra desconhecida de Athia e acordar algo escondido em seu interior.

    Isekai é um gênero mais conhecido nos animes e mangás onde um/uma protagonista do mundo normal acaba parando em um mundo paralelo. O gênero ficou muito famoso nos últimos anos com obras como Sword Art OnlineReZero, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Digimon.

    Vampire: The Masquerade – Blood Hunt

    Produzido pelo estúdio Sharkmob Vampire: The Masquerade – Bloodhunt é jogo multiplayer baseado no popular RPG Vampiro: A Máscara, que será lançado ainda em 2021.

    O game é um battle royale que utiliza os elementos do universo vampiresco do Mundo das Trevas.

    Previsto para 2021, o jogo entrará em alfa fechado em breve, e jogadores poderão se inscrever no site oficial.

    Se você perdeu a transmissão do evento, pode assisti-lo abaixo:

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    CRÍTICA – Caça Invisível (2021, Thomas Sieben)

    Caça Invisível (Prey) é mais um filme em idioma não-inglês original da Netflix lançado em 2021. Dirigida e roteirizada por Thomas Sieben, a produção alemã chegou ao streaming nesta sexta-feira, 10 de setembro.

    O filme acompanha um grupo de amigos em uma aventura na natureza para curtir uma despedida de solteiro nada clichê. Estrelado por David Kross, o elenco principal também conta com Hanno Koffler, Robert Finster (Tribes of Europa), Yung Ngo e Klaus Steinbacher.

    SINOPSE DE CAÇA INVISÍVEL

    O que era para ser uma trilha na natureza, se transforma em uma tentativa desesperada de sobrevivência para cinco amigos na mira de um atirador misterioso.

    ANÁLISE

    Com 1h27min de duração, Caça Invisível é o que se espera: direto ao ponto. A contextualização de que o grupo de amigos está celebrando a despedida de solteiro de Roman (David Kross) é rápida e sem informações desnecessárias.

    Antes de serem caçados por uma ameaça aparentemente invisível, a narrativa também já apresenta os laços que unem os personagens, bem como os backgrounds necessários para o desenrolar da história. Isso é bem positivo.

    Existem dois plots em Caça Invisível: um sobre a caçada em si, outro que apresenta um conflito entre personagens. Não entrarei em detalhes sobre ambos, pois o filme já é bem objetivo, então qualquer detalhe pode ser um spoiler.

    Um dos plots é interessante e seu desenrolar é capaz de arrancar reações intensas da audiência, pois há cenas surpreendentes. Essa parte da história prende atenção e é bem carregada de tensão.

    O outro desenrolar não é ruim, mas é previsível. Mesmo com a rápida contextualização dos personagens e flashbacks pontuais é possível entender o que se passa, esvaziando a possibilidade de surpresas com o fato.

    Caça Invisível é um suspense alemão da Netflix que conta a história de 5 amigos em apuros na floresta sob a mira de um atirador misterioso

    As atuações do elenco principal e de outras personagens são boas. Todas contribuem para o clima de suspense e tensão.

    No entanto, o grande problema de Caça Invisível é o final. O filme entrega um suspense interessante, mas se perde em si mesmo. Ou pior: o roteiro demonstra que, na verdade, não sabia para onde queria ir.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA: CRÍTICA – Interrompemos a Programação (2021, Jakub Piatek)

    Fico pensando se Sieben tentou usar a personalidade de Roman para transmitir uma mensagem enigmática ou alguma metáfora. Algo relacionado ao personagem ser um elo entre pessoas muito diferentes, até opostas, mas não ser capaz de se conectar ou curar, de alguma forma, determinados personagens.

    Se foi esse o caso, por a história ter apenas 1h27min, certamente teria espaço para desenvolver melhor o que ele tinha em mente, capaz de entregar um encerramento digno do suspense que criou nos atos anteriores.

    VEREDITO

    Com bons momentos de tensão, Caça Invisível é um suspense com uma narrativa interessante, mas que o final deixa a desejar e demonstra que o roteiro se perde. Ou pior: não sabia onde queria chegar.

    Avalio positivamente com uma nota um pouco acima da média por causa dos bons momentos de suspense e tensão que 2/3 do filme proporcionam.

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer de Caça Invisível:

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    Noites Sombrias #31 | Floresta de Sangue: Terror a Dentro – Mais uma obra bizarra de Sion Sono

    O diretor e roteirista japonês, Sion Sono, é conhecido por fazer filmes que criticam a sociedade, de uma forma bem diferente do normal, misturando cenas muito violentas e macabras com outros artifícios sexuais e, em vários momentos, até fetichistas, Floresta de Sangue sem dúvidas é um deles.

    Suas obras causam bastante comoção por ser tão polêmico, ao mesmo tempo, que apresentam uma ótima fotografia com tons e enquadramentos que aumentam o impacto do seu objetivo principal: o total horror.

    Para ter ideia da sua capacidade de ser polêmico, é o responsável pelo filme O Pacto (2001), que a trama gira em torno de um clube de alunas com aquele típico uniforme de colegial que planejam cometer suicídio juntas.

    SERÁ QUE VOCÊ AGUENTA ASSISTIR?

    Acho muito importante dar um alerta que o filme apresentado neste artigo é muito forte, considerado da categoria Ero Guro, onde junta cenas sexuais com extrema brutalidade.

    Não é uma obra para qualquer momento ou pessoa, não apenas por começar bastante lenta, como principalmente pelas cenas extremamente fortes.

    Sou uma pessoa que ama obras de terror e horror, acostumada a acompanhar o mais bizarro que esses gêneros podem trazer, porém, tive dificuldade em olhar para a tela por diversos momentos e quase passei mal.

    Portanto, se não está habituado, for sensível ou simplesmente não estar nos melhores dias: NÃO VEJA!

    SEJA PACIENTE

    Como mencionei, o filme requer paciência, porque é muito longo, contendo duas horas e trinta e um minutos de duração, e em seus primeiros 40 minutos tem ritmo lento.

    Também nas cenas iniciais toda a sua capacidade visual não é apresentada, enquanto não é uma história linear usando o recurso do flashback.

    Outra característica das obras do Sion Sono, e claro que não poderia faltar em Floresta de Sangue, é deixar a impressão de amadorismo na produção, de propósito, com exageros nas emoções e atitudes.

    ENFIM, AQUI ESTÁ A SINOPSE DE FLORESTA DE SANGUE

    Floresta de Sangue

    Jovens cineastas amadores decidem produzir um filme baseado na história e o comportamento de um homem, mais velho e incomum, conhecido por aplicar golpes em várias mulheres.

    Assim, recebem ajuda de duas vítimas com menos de 30 anos, que apresentam diversos indícios de traumas passados no tempo em que estudavam juntas.

    ANÁLISE

    O filme acompanha os traumas e o triângulo amoroso entre Mitsuko (Eri Kamataki), a ninfomaníaca Taeko (Kyoko Hinami) e a falecida Romeo (Natsuki Kawamura), enquanto seguem fielmente as ordens abusivas do Joe Murata (Kippei Shiina).

    Um homem bem mais velho que utiliza do seu comportamento carismático para se aproximar mais da vida das mulheres e suas famílias, e aplicar golpes.

    Assim, como o psicopata Charles Manson, o egocêntrico Joe é extremamente violento e usa do seu poder de persuadir para convencer jovens a segui-lo, acatar suas ordens, e nunca suja diretamente suas mãos, sempre suas “vítimas” para cometer os atos mais macabros possíveis.

    Enquanto mostra a ideia absurda e bizarra dos cineastas amadores, Shin e Jay de gravar toda essa relação esquisita com o Joe, por desconfiarem que ele é o assassino em série que tanto os jornais noticiam os seus crimes.

    Nos primeiros minutos da trama, o horror são as atitudes sexuais fetichistas em público, as mulheres que brigam pela atenção do Joe e a necessidade que Shin e Jay tem de ficar perto enquanto o mais sensato seria fugir.

    Porém, Sion Sono faz o seu nome quando mostra o lado mais agressivo e sem escrúpulos do psicopata Murata, neste clímax que contém as cenas mais macabras que eu nunca tinha visto antes em toda a minha história com horror.

    São cenas tão pesadas que foi quase impossível olhar para a tela, precisei pausar para beber água e certificar que não iria passar mal.

    Aquela lentidão, o costume de voltar o tempo todo para o passado e a sensação de filme com baixa produção é descartada, para dar espaço a cenas com enquadramentos e edições tão boas que te deixam totalmente chocado.

    Enquanto, a qualidade do roteiro só melhora entregando plot-twists incríveis, com o peso da crítica da sociedade violenta em que vivemos escondida atrás de falsas aparências, conservadorismo e roupas caras.

    Baseado em Fatos Reais

    Floresta de Sangue foi produzido com base em casos de assassinato reais que aconteceram no Japão, em que os culpados foram julgados em 2002.

    Em minhas pesquisas, não encontrei exatamente os nomes reais dos criminosos ou mais informações sobre esses acontecimentos terríveis, porém, os fofoqueiros da internet teorizam que pode ser o caso do Futoshi Matsunaga e Junko Ogata.

    VEREDITO

    Confesso que entendo em alguns momentos, o diretor e roteirista Sino Sono de usar a sexualidade em seus filmes, porém, em outros fico incomodada com o tanto de mulheres colegiais, referência a sadomasoquismo e relações lésbicas.

    Pois, tenho receio qual seria a melhor forma de abordagem para que não amplie misticismos ou estereótipos de relações sexuais entre mulheres.

    Pode-se entender que usa estes pontos como elemento inicial e depois mostrar todo o seu trabalho ou para aumentar o desconforto de quem esteja vendo.

    Porém, a escalação de atores, o roteiro, a direção, e todos os aspectos visuais são tão incríveis e macabros que precisarei me recuperar deste impacto para pensar em rever esta obra.

    4,7/5,0

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