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    CRÍTICA – Bounty Battle (2020, Dark Screen Games)

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    Bounty Battle é um jogo de luta desenvolvido pela Dark Screen Games e publicado pela Merge Games e lançado para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC.

    ANÁLISE

    Bounty Battle é um jogo de luta indie em 2D que reúne diversos heróis de jogos indie para lutarem um contra os outros. O jogo apresenta mais de 20 personagens e entre eles temos franquias que já são consagrados no mundo dos games como Guacamelee!, Dead Cells, Darkest Dungeon, Blasphemous e muitas outras.

    O jogo tem o mesmo estilo de jogos como Super Smash Bros. UltimateMarvel vs. Capcom e a proposta é de pôr diversos personagens de franquias diferente para “sair no braço”. O que torna a jogatina extremamente divertida ao ver esses personagens tão icônicos lutando entre si.

    Os personagens do jogo têm sua barra de vida. Se estiver quase morrendo, um pequeno alerta vai piscar. Quanto mais perto estiver da morte, mais seu personagem vai ficar “falhando”.

    • Barra de energia: Se não tiver energia para realizar uma ação, um pequeno aviso vai piscar em cima da cabeça do personagem;
    • Pontos de Prêmio: Derrote seu adversário para ganhar mais Pontos de Prêmio. Eles podem ser usados para desbloquear lacaios, que lutarão ao seu lado, e ataques poderosos, se tiverem sido desbloqueados;
    • Pontuação de Vitória: Dependendo do modo de jogo, você pode conseguir uma sequência de vitórias para provar que não é uma sequência de boa sorte;
    • Sequência de Combo: Faça combos em sequência para ganhar mais Pontos de Prêmio, mas se abusar de uma ação poderá perder pontos;
    • Ataque Supremo: Cada herói tem um ataque supremo diferente;
    • Ataque Especial: Cada herói tem um ataque especial exclusivo;

    Além disso, o game tem ótimos gráficos em 2D e cada arena apresenta um ambiente temático de cada herói. Um destaque para sua trilha sonora que é bastante frenética e dá aquela nostalgia de estar jogando em um fliperama.

    Certamente quem cresceu durante os anos 90 e 2000 sabe muito bem do que estou falando.

    Em relação a gameplay, Bounty Battle tem respostas rápidas e fluídas. Contundo, minha jogabilidade no Nintendo Switch não foi tão agradável, pois o hibrido da Nintendo não é adequado para jogos de luta. Devido seus joy con serem frágeis.

    Acredito que no Playstation 4, Xbox One e PC essa jogabilidade seja bem melhor.

    VEREDITO

    Por fim, Bounty Battle vai agradar gregos e troianos, por mais que os jogos de luta não estejam tão em alta como foram no passado vale a pena dar uma chance para esse jogo que é tão divertido.

    Assista ao trailer animado do game:

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    CRÍTICA | The Third Day: Episodio 1 – Friday – The Father

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    The Third Day é a nova minissérie de seis capítulos da HBO em parceria com a Sky Studios que vai ao ar toda segunda-feira, às 22 horas. A produção é uma criação do escritor e roteirista Dennis Kelly (Utopia) em parceria com Félix Barrett e direção de Marc Munden (Utopia). 

    A série é dividida em duas partes, Summer e Winter. No elenco Jude Law (Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald) e Naomie Harris (Moonlight: Sob a Luz do Luar) são os destaques, a produção ainda conta com Katherine Waterston (Animais Fantástico e Onde Habitam) e Emily Watson (Chernobyl). 

    SINOPSE

    Sam (Jude Law) é um pai em luto prestando uma homenagem ao filho morto em um lugar que parece estar ligado a tragédia. No entanto, ele presencia uma tentativa de suicídio que o leva até a misteriosa ilha de Osea no sudoeste da Inglaterra. No local, Sam conhece uma pequena e estranha comunidade que vive isolada, já que quando a maré sobe ninguém pode sair da ilha.

    ANÁLISE 

    The Third Day constrói uma premissa enigmática focando necessariamente nos conceitos de isolamento e luto para contar uma história de suspense.

    Em plena pandemia de 2020, pode parecer proposital que Dennis Kelly queira falar sobre isolamento. Contudo, o criador da série já vinha tratando o tema desde 2013 com a série Utopia (que ganhou um remake para o Amazon Prime Video).

    Ao contrários de muitos escritores, Kelly prefere contar sobre coisas que estão lhe incomodando. Neste caso, quando começou a criar o universo de The Third Day quase nove anos atrás, o escritor já percebia o isolamento mental e físico no qual as pessoas se colocavam. Além disso, a questão do luto era algo interessante para Dennis Kelly, visto a dificuldade que as pessoas têm em lidar com morte e dor. 

    Sendo assim, The Third Day surge como uma obra totalmente autoral e poderosa nos tempos de hoje. Na história, Sam está passando por um momento de perda e muita dor; e aqui, é justo ressaltar a atuação de Jude Law que simula muitas emoções em um curto período de tempo. É através do turbilhão de sentimentos de Sam que passamos a conhecer aquela misteriosa e interessante ilha.

    Assim com Sam, estamos presenciando a dinâmica dos moradores de Osea e a medida que mais personagens entram em tela a sensação que fica é de desconfiança. Nesse sentido, a ilha de Osea atua quase como um personagem na trama, lembrando muito a ilha de Lost e seus inúmeros mistérios. Porém, Osea se esforça para passar um tom mais amistoso mesmo que os moradores e visitantes fiquem preso lá quando a maré sobe. 

    De forma geral, a sensação de segurança e aprisionamento é muita vezes confundida pelas pessoas. Algumas pequenas comunidades tanto nos Estados Unidos, como em menor número da Inglaterra tendem a sentirem seguras quando se isolam e criaram suas próprias tradições. Para os cosmopolitas, como Sam, a impressão é de total estranheza.

    Por isso, a série usa outras visitantes, como Jess (Emily Waterson) para fazer a ligação de Sam com aquele mundo. Jess já está a mais tempo no local e garante a Sam que as pessoas ali são boas.

    O tema bondade é constantemente abordado ao longo do episódio na maior parte pelo morador da ilha Mr. Martin (Paddy Considine) que insiste em dizer o quanto os ilhéus são boas pessoas, mesmo que eles não ajam de tal maneira.

    Se existe uma necessidade de afirmar que se é bom, talvez tenha algo errado. Dessa forma, The Third Day apresenta um verdadeiro enigma que pretende ser desvendado ao longo dos episódios.  

    Inconsequentemente, a série tem os ares de um novo gênero de terror que começa a se popularizar: O folk horror tão bem utilizado em Midsommar (2019). Logo, é impossível não associar The Third Day com o terror de Ari Aster, a imagética de que Osea é uma seita percorre o episódio inteiro construindo um suspense perturbador.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – Martelada #35 | Ari Aster ft. Jordan Peele: Terror psicológico referência 

    O que vem por aí 

    Neste primeiro episódio, Friday – The Father, a série opta por construir mais a atmosfera divergente da ilha do que apresentar um roteiro linear. A direção de fotografia aposta na saturação das cores verde e azul para construir a sensação de verão. Além disso, The Third Day abre uma caixa de mistérios deixando o espectador com a aquela pulga atrás da orelha.  

    Sem dúvida é mais uma das grandes apostas da HBO, já que a criação de Dennis Kelly não pretende ser convencional.

    Se na primeira parte, intitulado Summer acompanhamos Sam por três episódios, na segunda parte o personagem some para dar lugar a Helen (Harris) que conduz os últimos três episódios chamado Winter

    Essa quebra de narrativa pode vir a prejudicar a série, porém, tudo garante que será uma experiência única. Pois, os criadores previram um episódio adicional entre os dois trios.

    A audaciosa experiência terá uma transmissão ao vivo no dia 3 de Outubro com duração de 12 horas ininterruptas. O episódio em plano sequência pretende mostrar os acontecimentos na ilha de Osea entre a primeira parte a segunda com o nome de Autumn

    VEREDITO

    The Third Day é uma série muito promissora que reserva o primeiro episódio de forma sábia para a construção de atmosfera. Com atuações interessantes e uma narrativa enigmática, a série apresenta um novo gênero de terror para a TV.

    Assista ao trailer:

    E você, está assistindo The Third Day? Deixe seus comentários e sua avaliação. A série da HBO tem novos episódios toda segunda-feira, às 22 horas.



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    The Boys: Ouça a playlist de Hughie, criada por Jack Quaid

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    A estrela de The Boys, Jack Quaid – que interpreta Hughie Campbell – criou uma lista de reprodução para o personagem, que os fãs da aclamada sátira de super-heróis da Amazon Prime Videos podem ouvir no Spotify.

    Compartilhado por meio da conta oficial do Spotify da Prime Video, Quaid fez a lista de reprodução com 22 músicas como uma forma de explorar a personalidade de Hughie.

    O ator explica na descrição da playlist:

    “Eu crio uma lista de reprodução para cada personagem que interpreto. Aqui estão algumas músicas que me ajudaram a entrar na cabeça de Hughie durante as duas primeiras temporadas. Espero que gostem!”

    O amor do personagem por Billy Joel está em exibição com faixas como “Only the Good Die Young” e “Scenes from an Italian Restaurant“. Hughie também parece ter uma queda por faroestes, como evidenciado por canções como “Big Iron” de Marty Robbins, “Claudia’s Theme – Version Two” da trilha sonora do filme Os Imperdoáveis e até mesmo “Triggernometry” de Bill Elm e Woody Jackson trilha sonora de Red Dead Redemption.

    Baseado na série de quadrinhos de mesmo nome de Garth Ennis e Darick Robertson, The Boys segue o grupo homônimo de vigilantes enquanto eles tentam lutar contra super-heróis que abusam de seu poder e status – ou seja, a famosa equipe conhecida como Os Sete.



    A série estreou com toda a sua 1ª temporada no Amazon Prime Video em Julho de 2019, com a recém-estreada 2ª temporada seguindo um novo formato de lançamento semanal. The Boys já foi renovada para a 3ª temporada.

    Transmitindo agora no Amazon Prime Video, Ta série é estrelada por Karl Urban como Billy Bruto, Jack Quaid como Hughie, Laz Alonso como Leite Materno, Tomer Kapon como Francês, Karen Fukuhara como Kimiko, Erin Moriarty como Luz Estrela, Chace Crawford como Profundo, Antony Starr como Capitão Pátria e Aya Cash como Tempesta. Novos episódios da 2ª temporada chegam às sextas-feiras.

    LEIA TAMBÉM:

    Conheça Soldier Boy, personagem confirmado para a 3ª temporada

    Como Tempesta é diferente dos quadrinhos

    Promoção de games nas principais plataformas #17

    Gamers do meu coração. Mais um fim de semana que chega, mais uma lista com muita promoção pra vocês. Ofertas ótimas com textos de qualidade questionável proporcionados por este que vos fala.

    Seja você “consolista” ou “pecezista”, temos opções alegres e fofas para fazer um carinho na sua carteira (mas só se ela não estiver mais no seu bolso, porque eu corro risco de ser invasivo).

    Tem algum feedback? Não curtiu algum jogo? Acha que eu sou uma farsa? Ama as sugestões? Me diz, então, meu bem! Eu gosto de saber se o conteúdo agrada ou beira o “tanto faz”.

    Deixa um comentário ou manda um Direct no Instagram pra gente.

    Beijo na sua alma; e bora pra lista.

    NEED FOR SPEED
    Xbox One: R$ 19,75 (-75%)

    Se você, assim como o Maverick, personagem de Tom Cruise em Top Gun, “have the need; the need for speed“, esta pode ser uma boa pedida para embalar seu fim de semana.

    Algumas limitações que o jogo traz como ser apenas online ou alguns pequenos bugs fazem com que ele não valha tanto a pena em valor cheio. Porém, por menos de 20 mangos, a situação já muda.

    Com bonitos gráficos (todo o jogo se passa à noite) e uma personalização bem detalhada do carro, tanto estética quanto em performance.

    O jogo lembra bastante o antigo Need for Speed Underground em vários sentidos. Então, caso você seja um amante da série, ou apenas um saudosista dos seus velhos tempos de PS2, pode ser que a promoção valha bastante.

    Fica disponível só até o dia 20/09.

    SKATE 3
    Xbox One: R$ 19,75 (-75%)

    Ficou no hype com o Tony Hawk 1 + 2 mas anda sem a famosa verba pra poder adquirir? Não tenho promoção pra ele ou cupom de desconto, mas pelo menos tenho o concorrente que acaba dando uma experiência similar.

    Há quem diga que é um melhor simulador de skate do que a franquia da Activision, mas eu não vim aqui criar polêmicas. Vim tentar trazer soluções. Se achar válido, fique à vontade, mas não perca tempo.

    O desconto simpático está disponível só até o dia 20/09.

    SLIME RANCHER
    Steam: R$ 12,94 (-65%)

    Gamers hardcore. Sosseguem. Este não é um jogo pra ficar tenso e zerar freneticamente (ok, até pode ser, mas não é bem esse o objetivo).

    Como o nome já diz, este single-player é um “jogo de fazendinha” onde precisamos gerenciar slimes por currais, coletar, “plantar”… enfim.

    O que deixa as coisas um pouco estranhas é a “arma”, e por ser um FPS. Mas a mecânica é simples, as cores são agradáveis, a música é agradável.

    Sabe aquele jogo pra relaxar e deixar fluir até um pouco sua criatividade. Acho que vale conferir, se anda estressado com a pandemia.

    A recomendação é esta, e a promoção fica disponível até o dia 21/09.

    SOUTH PARK THE STICK OF TRUTH
    Steam: R$ 22,49 (-75%)

    promoção south park

    Degenerados do meu Brasil. Fãs de uma das animações mais socialmente questionáveis já vistas. Vos trago um jogo já antiguinho mas que jamais perderá sua venerabilidade.

    Já trouxe ele nesta lista em outra oportunidade, e trago outra vez porque ele é muito divertido e tem mecânicas muito bacanas.

    Não precisa curtir jogos por turnos, RPG ou jogos cartunescos. Basta curtir South Park, que a satisfação já é garantida (mesmo que o jogo contenha os elementos recém citados).

    Esta belíssima (e sutilmente profana) promoção ficará disponível até o 21/09.

    WATCH DOGS 2
    Epic Store: R$ 0,00 (-100%)

    Um jogão que já passou aqui pelo site algumas vezes. A Epic não está de brincadeira com o Epic Vault e libera nesta semana mais uma bomba da Ubisoft.

    Melhor que o primeiro jogo da franquia, Watch Dogs 2 te convida à mergulhar no mundo aberto dos hackers (e aberto em vários sentidos) com o belo cenário da Baía de São Francisco ilustrando a aventura.

    O jogo está grátis. Não preciso falar muito. Aproveita a promoção porque não vai além de 24/09.

    STICK IT TO THE MAN
    Epic Store: R$ 0,00 (-100%)

    Pensa num jogo bem viajado. Pensou? Agora faz um esforçinho mais, que talvez consiga chegar perto do absurdo que é Stick It To The Man.

    Acha exagero? O personagem principal era um piloto de testes que de tanto bater a cabeça, criou um braço que sai do cérebro. As habilidades que ele ganha são tão estranhas quanto a temática.

    A arte é muito bonita, representando personagens e o cenário como montagens e recortes em papel. Um game de plataforma divertido, com alguns puzzles, de graça, pra você, na Epic, amada.

    A promoção acaba em 24/09. Vai! Pega lá!

    GONNER
    PS4: R$ 24,90 (-40%)

    Vós, criatura jovem há mais tempo que os pequenos pirilampos nascidos pós década de 90. Por acaso se recorda do jogo Contra? Lembra do quão fácil era aquela experiência? Pois então.

    GoNNER é um game quase tão fácil quanto. Ao contrário do antigo jogo recém citado, este é um roguelite de plataforma com geração procedural de mapa.

    Além de todo o caos que é a jogabilidade, existe uma linda história de amizade entre Ikk, a morte e Sally, uma baleia “diferente”.

    Bonitinho, muito difícil e com uma história bacana. Por um preço justo.

    Disponível até 01/10. Aproveita a promoção, bem.

    DOOM
    PS4: R$21,45 (-70%)

    Já assistiu GDLK, a série documentário da Netflix? Se ainda não assistiu, tem crítica aqui no site. Mas por que eu falei de GLDK? Porque lá, eles falam sobre a criação de Doom e o estouro que foi a criação de um dos primeiros FPS banhados em muito gore e tudo o que metaleiros gostam.

    Demônios, armas, música alta, explosões. Tudo isso com uma movimentação bastante fluída e uma jogabilidade muito bacana, e aquele multiplayer bacaninha pra você se divertir.

    Numa promoção do balacobaco da PSN, e que fica disponível até o dia 01/10. Tem bastante tempo pra decidir, né?



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    CRÍTICA – Beleza Eterna (2020, Craig Roberts)

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    Beleza Eterna é um filme dirigido e roteirizado por Craig Roberts (Submarino) e estrelado por Sally Hawkins (A Forma da Água) e está disponível on demand.

    SINOPSE

    Beleza Eterna

    Jane (Sally Hawkins) é uma mulher que quando jovem foi abandonada no altar. Atualmente ela convive com a depressão e a esquizofrenia, vivendo de uma forma difícil.

    Todavia, com a chegada de Mike (David Thewlis), um músico falido, sua vida muda por conta deste novo amor.

    ANÁLISE

    Beleza Eterna

    Afinal de contas, o que é felicidade? Ou melhor, o que é ser normal? Beleza Eterna nos dá uma perspectiva de como responder estas duas questões.

    Ao abordar de forma cruel e tragicômica todas as peripécias de Jane, o longa tem o intuito de apresentar de uma forma bastante agridoce a vida de uma pessoa entregue à depressão.

    Logo no começo temos a protagonista em sua juventude realizando o seu sonho de vida, uma vez que ela irá se casar com seu grande amor. No entanto, logo temos uma quebra de expectativa, mostrando a humilhação da família, principalmente da mãe que sentiu tanto quanto Jane e da própria noiva que mesmo sendo humilhada, tenta ligar para o seu ex-noivo o perdoando, cortando nossos corações com uma cena tocante.

    A atuação de Morfydd Clark é incrível, pois nos traz angústia e pena pela versão jovem de Jane. Sua fala é cortante e nos dá vontade de abraçá-la e confortá-la em um momento tão catastrófico de sua vida.

    O longa aborda questões duras de uma forma bizarra e até mesmo sádica em alguns momentos, visto que a protagonista sofre nas mãos de uma família relapsa e sem o mínimo afeto. 

    Suas irmãs são quebradas por dentro e sua mãe é cruel. Seu pai é omisso e seus amores não são correspondidos, além de seus amigos não se importarem de verdade com Jane.

    DIREÇÃO E ATUAÇÕES

    A direção e roteiro de Craig Robinson são precisas, apresentando o que há de pior em pessoas que sofrem de doenças mentais de uma forma palatável, uma vez que há um certo “charme” em suas alegorias da história.

    Alguns exemplos são os delírios de Jane em diversos momentos ou até mesmo lembranças distorcidas de um passado e até mesmo presente que parecem fantasiosos, uma vez que a personagem tende a ter alucinações por conta de sua condição.

    A fotografia e figurino ajudam muito, pois há uma paleta de cores que representa cada momento. O azul é calmaria, o branco, melancolia, o vermelho, raiva, principalmente nos trajes da irmã mais velha Alice (Alice Lowe) – amargurada pela sua vida infeliz e sofrimento na adolescência – e verde representa a felicidade e, porque não, um certo ar de provocação pela irmã mais jovem, Nicola (Billie Piper).

    As atuações são muito boas, principalmente de Sally Hawkins e Penelope Wilton (Downton Abbey), além de, é claro, Morfydd Clark.

    VEREDITO

    Beleza Eterna é uma trama dura, forte e que nos ensina de forma melancólica uma lição sobre depressão, amor, liberdade e perdão. O filme de Craig Robinson tem muita qualidade, mesmo que sua história seja contada de forma um pouco bizarra e creep em diversos momentos, mesmo assim, vale demais ser assistida.

    Confira o trailer de Beleza Eterna:

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    CRÍTICA | Pathfinder: Kingmaker – Definitive Edition (2020, Owlcat Games)

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    Pathfinder: Kingmaker é um RPG isométrico desenvolvido pela Owlcat Games e publicado pela Deep Silver para PlayStation 4, Xbox One e PC.

    O título é o primeiro CRPG isométrico ambientando no mundo do RPG de D&D mais vendido da Paizo. Sendo um tributo a clássicos como Baldur’s Gate e Neverwinter Nights, ele traz de volta memórias de amadas mecânicas de jogo e embarca o jogador em uma aventura feita à mão baseado em uma história.

    Seja apresentado ao rico universo do Pathfinder como um recém-chegado ou explore locais famosos e familiares a qualquer fã do jogo de mesa original.

    Percorra o seu caminho pelas lendárias Terras Roubadas e encontre personagens icônicos, prontos para acompanha-lo em sua jornada árdua.

    Reúna o grupo perfeito, mergulhe em uma grande variedade de masmorras e derrote algumas das criaturas mais mortais que este mundo já viu. Testemunhe como suas decisões afetam o meio ambiente e as pessoas que o habitam.

    ANÁLISE

    Em Pathfinder: Kingmaker você terá uma ótima experiência em um CRPG isométrico com estilo de clássicos RPGs como Fallout, Diablo e claro ao clássico RPG de mesa. O que certamente vai agradar aos fãs desse estilo; que continua atemporal.

    No game é possível criar seu personagem do zero ou pode optar pela escolha de uma classe/raça que vai desde Guerreiro, Paladino, Elfo e Anão. Aqui temos uma variação imensa de classes e subclasses.

    Além disso você pode distribuir pontuações de habilidades conforme for criando seu personagem.

    Dependendo do jogador que você for, realizar essa distribuição de pontuação o que pode levar um tempo na criação do seu personagem e exigir um pouco de paciência.

    A distribuição de pontuação tem bastante semelhança com algum dos jogos da franquia Soulsborne, pois apresenta aquelas típicas “planilhas de Excel“.

    Com relação ao gameplay Pathfinder: Kingmaker acabou não me agradando, pois ele apresenta uma jogabilidade bastante arcaica. Toda vez que você for entrar em batalha o game pausa para que você selecione o tipo de ataque e assim os personagens entram em ação. Algo é típico de JRPGs.

    Apesar do game da Owlcat Games ser um primo distante de Diablo pode acabar não agradando a jogadores que esperam um gameplay fluido e sem enrolação. Por mais que o foco do jogo seja emular os clássicos RPG de mesa pode acabar não agradando a todos que procuram apenas algumas horas de diversão.

    VEREDITO

    Por fim, Pathfinder: Kingmaker captura toda essência de uma ótima aventura divertida e muito interessante.

    Contundo o jogo definitivamente pode acabar não agradando a todos que não estão familiarizados com os moldes clássicos de RPG de mesa.

    Essa versão lançada nos consoles é a Definitive Edition e conta com todos os DLCs:

    • The Wildcards;
    • Varnhold’s Lot;
    • Beneath The Stolen Lands;
    • Bloody Mess;
    • Arcane Unleashed e
    • Royal Ascension.

    Assista ao trailer de lançamento game em sua versão Definitive Edition:

    E você, já jogou Pathfinder Kingmaker? Deixe seus comentários e sua avaliação!



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