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    TBT #162 | Poder Além da Vida (2006, Victor Salva)

    Todos temos aquele filme que, apesar de não ter sido muito aclamado pela crítica, tem um espaço em nossa memória. Poder Além da Vida (Peaceful Warrior), é um desses filmes que está guardado na minha.

    Inclusive, frequentemente me pego assistindo ele. Já perdi as contas de quanto revi, mas sempre colho algo novo. É como aquele livro que a gente adota como conselheiro e sempre recorre em busca de uma mensagem em momentos de necessidade.

    Hoje em dia, ele está disponível no Brasil através do serviço de streaming nacional Looke.

    SINOPSE

    Dan Millman (Scott Mechlowicz) é um talentoso ginasta com sonhos Olímpicos. Ele tem tudo: troféus, amigos, motos velozes, belas garotas e festas animais. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando conhece Sócrates (Nick Nolte), um homem estranho e misterioso capaz de entrar em contato com novos mundos de força e compreensão.

    ANÁLISE

    A história, em um primeiro momento, pode até parecer clichê. Tudo bem, talvez ela até seja. Mas a forma como a trama se desenrola sempre me pareceu muito bem pensada.

    O filme é baseado na obra Way of the Peaceful Warrior, um livro parte ficcional e parte autobiográfico, onde o próprio Dan Millman conta sobre sua história de aprendizado sobre o valor da jornada da vida.

    Desta forma, Dan Millman, interpretado por Scott Mechlowicz (EuroTrip), é retratado como um jovem bonito e promissor. Em dado momento, Dan passa a ser questionado por um estranho e por si mesmo se sua vida é realmente tão perfeita quanto ele projeta.

    Sócrates, o nome que Dan dá ao homem misterioso que o aconselha, interpreta um papel crucial. Com questionamento pontuais e uma retórica impecável, o personagem de Nick Nolte (Hulk e Hotel Ruanda) quebra toda a fantasia que Dan criou e o faz se reconectar consigo.

    Para isto, o personagem principal conta com a ajuda não só de seu misterioso mestre, mas de uma aprendiz do mesmo, Joy, interpretada por Amy Smart (Efeito Borboleta e Stargirl). A jovem tem bem menos tempo de cena do que os dois primeiros, mas sua participação é fundamental para a recuperação de Dan.

    VEREDITO

    Se tem algo que Poder Além da Vida nos ensina, é que o importante não é o final, mas sim a jornada. E a jornada pela qual o longa nos conduz é muito lúdica e satisfatória. Grandes críticos podem reprovar algumas obviedades, mas a grandeza do filme está além.

    Muitas das cenas mais rasas que o filme traz durante sua construção, com o tempo, fazem sentido e se justificam.

    Sempre há algo acontecendo, não existem momentos comuns, nada é banal.”

    Mas tudo isso são as minhas impressões sobre o filme. Você já assistiu? Se sim, o que achou? O que entendeu? Comenta aqui ou nos manda um direct na nossa página do Instagram. Se ainda não, deixo aqui o convite para assistir. Como já dizia o próprio Sócrates:

    Todos lhe dizem o que fazer e o que é bom pra você. Não querem que você encontre suas próprias respostas. Querem que você acredite nas respostas deles. Pare de escutar os outros e ouça o que tem no seu interior.”

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

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    CRÍTICA – Pam & Tommy (Minissérie, 2022, Star+)

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    Pam & Tommy é uma minissérie sobre um acontecimento real envolvendo a atriz Pamela Anderson e o baterista do Mötley Crüe, Tommy Lee. Após casados, o casal tem uma sex tape roubada de sua casa e divulgada sem autorização.

    Baseada em um artigo da Rolling Stone, Pam and Tommy: The Untold Story of the World’s Most Infamous Sex Tape, de Amanda Chicago Lewis, a série foi criada por Robert Siegel e D.V. DeVincentis. No elenco estão Lily James, Sebastian Stan e Seth Rogen. Os primeiros três episódios já estão disponíveis no Star+, com os cinco episódios restantes saindo semanalmente no streaming.

    SINOPSE DE PAM & TOMMY

    Baseada em uma história real, Pam & Tommy segue o turbulento relacionamento de Pamela Anderson (Lily James), atriz conhecida por seu trabalho na série Baywatch, e de Tommy Lee (Sebastian Stan), baterista da banda Mötley Crüe. Em 1996, o casal estampou tablóides do mundo inteiro com uma sex tape de sua lua de mel que acabou roubada e distribuída para o público pelo ex-ator pornô Michael Morrison (Nick Offerman) e seu amigo Rand Gauthier (Seth Rogen). 

    ANÁLISE

    Era final dos anos 1990, a televisão tinha acabado com o pudor, o rock and roll não era mais o mesmo e a internet começava a surgir. O término de uma era e o começo de outra foi visto em um acontecimento que sacudiu Hollywood e o mundo: o vazamento da sex tape de Pamela Anderson e Tommy Lee.

    A série Pam & Tommy, criada por Robert Siegel e D.V. DeVincentis, aborda o período do casamento da dupla em que o fato ocorreu, enquanto busca discutir os limites entre privacidade e fama. A produção que fica entre a linha tênue do drama e da comédia consegue criar curiosidade para que o público fique até o fim. 

    Em 1995, o carpinteiro Rand Gauthier é contratado pelo baterista Tommy para construir um quarto erótico em sua mansão. Após ser demitido por Tommy, sem receber por seu trabalho, Rand planeja se vingar e rouba o cofre do casal, que contem uma fita erótica caseira da lua de mel de Pam e Tommy. 

    Ele procura uma forma de vender o conteúdo com o produtor de filmes pornô Michael Morrison, ao perceber que ninguém irá vender a fita por causa dos direitos de imagem. Rand percebe que, através da internet, ele pode fazer seu negócio render e ainda estar no anonimato. Para Rand se trata de carma, uma vingança do destino contra Tommy, mas que passa a centímetros do astro – visto que o site anuncia o nome de Pam, e é justo ela quem leva a pior.

    Pam & Tommy conta a história dos impactos que o vazamento da sex tape de Pamela Anderson e Tommy Lee causaram na vida da atriz e do rockstar

    A série inicia acompanhando Rand, interpretado por Seth Rogen, que faz um personagem superficial, o que não significa ruim. Rand tem uma obsessão por Tommy, quem ele considera o pior tipo de pessoa, enquanto sua vida parece um caos. Mas, de fato, existe um humor inconfundível em Rogen que faz o personagem ser o tipo perfeito de vilão fajuto. 

    Enquanto os três primeiros episódios focam em Rand e seu plano “perfeito”, o diretor Craig Gillespie (Eu, Tonya) também abre, aos poucos, espaço para Pam e Tommy. O intuito é mostrar como todos viram o caso naquela época: uma piada sobre celebridades. Por isso, a série demora a explorar a relação do casal, o que pode não agradar ao público. 

    Dessa forma, Pam de Lily James começa com uma certa ingenuidade que é difícil de engolir, mas que faz parte de como Pamela Anderson aprendeu a lidar com aquele mundo que apenas deseja ver o seu corpo. Por sua vez, Tommy de Sebastian Stan é arrogante, o típico rock star, mas que no fundo é um sujeito legal. 

    É extremamente difícil tratar esse casal de famosos como pessoas reais e, sendo assim, a série faz questão de ir mais fundo no quarto episódio escrito por Sarah Gubbins e dirigido por Hannah Fidel, no qual envolvendo um depoimento pode-se finalmente ver e compreender Pamela Anderson. A estrela de Baywatch foi a mais afetada pelo vazamento da fita. Pam entende logo que as consequências serão diferentes para ela.

    Consequentemente, a série se aproveita disso para discutir como a Hollywood e a mídia trataram Pam de forma abusiva, fazendo uma espécie de reflexão para os dias atuais. Em entrevista ao programa do comediante Jay Leno, no qual as piadas sobre a sex tape se reservam somente a Pam, a atriz diz com todas as palavras o quanto foi invasivo ter o conteúdo divulgado e que não existe graça naquilo. 

    Pam & Tommy é necessariamente sobre Pam, mas é um caminho longo para chegar nela. Logo, a minissérie também busca ser sobre perda de privacidade, um roubo por vingança, o descobrimento da internet e como a indústria pornográfica pode lucrar nesse mundo virtual e acima de tudo, uma história trágica sobre um jovem casal que caiu em desgraça. Se a série consegue ser bem sucedida em todas as suas questões, depende do quanto o público acredita nesses personagens da vida real. 

    VEREDITO

    Pam & Tommy tem a nostalgia dos anos 1990, com roupas e cabelos que marcaram a época e, ainda, uma caracterização absurda de atores – Lily James e Sebastian Stan estão irreconhecíveis. A trilha sonora noventista traz um tom animado e dinâmico à produção. 

    Com uma história e uma fita que ficou conhecida no mundo inteiro, a minissérie poderia ser mais sucinta e reafirmar alguns discursos que ficam pela metade. Mas se falta consistência, têm de sobra um humor de tragédia anunciada, que diverte e sensibiliza no final de contas.

    3,5 / 5,0

    Assista ao trailer de Pam & Tommy:

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    CRÍTICA – All of Us Are Dead (1ª temporada, 2022, Netflix)

    All of Us Are Dead é a mais nova série de zumbi da Netflix. A série sul-coreana foi lançada no dia 28 de Janeiro na plataforma vermelha e no dia de publicação deste texto, ela estrela na posição #1 do Top 10 Brasil.

    A série nos apresenta um revival no gênero de zumbi e apresenta uma visão interessante da onda que teve início nos anos 60 com George Romero.

    SINOPSE

    Uma escola secundária se torna o ponto zero para um surto de vírus zumbi. Os estudantes presos devem lutar para sair ou tornar-se um dos infectados raivosamente.

    ANÁLISE

    All of Us Are Dead

    Quando a onda de zumbis teve um retorno no início dos anos 2000, o mercado cinematográfico foi inundado pelo gênero. Rendendo pérolas como Resident Evil (2002) e House of the Dead (2003), o gênero também nos trouxe ótimos filmes, como Madrugada dos Mortos (2004), Rec (2007) e Extermínio (2002). Ainda que alguns anos depois o gênero pareça ter sido esquecido, o cinema japonês e sul-coreano têm brilhado imensamente ao transpor a temática zumbi.

    Após Invasão Zumbi (2016), Kingdom (2019) e Alive (2020), a mais nova pérola sul-coreana é All of Us Are Dead. Em meio a uma epidemia zumbi, uma escola se torna o marco zero de uma onda de ataques que tem o potencial de destruir todo o mundo.

    Enquanto somos lançados em meio ao mundo da série, aprendemos mais sobre como os dias da Escola Elementar Hyosan são, ao longo do primeiro episódio. Não apenas diretamente, mas também indiretamente, aprendemos mais sobre os grupos e sobre os personagens que nos acompanharão na trama. Assim como aqueles que se colocarão como grande ameaças aos núcleos que acompanhamos do início ao fim da trama.

    Rostos recorrentes em meio às tramas da Netflix, são comuns. O rosto de Lee Yoo-Mi, é um deles. A atriz que deu vida à número 240 em Round 6, dá vida à Lee Na-yeon.

    Ao nos aprofundarmos na história, vemos os conflitos e as minúcias daquela trama. Cercados dos mais horríveis dos sentimentos e do legítimo pavor, os acontecimentos de All of Us Are Dead não são meramente ocasionais. Nenhum desenvolver de trama da série é jogado e deixado para lá.

    Ao longo dos 12 episódios, a trama se mostra efetiva e pode facilmente se fechar sobre si. Não necessitando de uma continuação. Ainda que o desenvolvimento se faça de maneira condizente com aquele mundo, a série deixa alguns arcos em aberto, mesmo que tentando dar a eles alguns fins forçados, movendo os personagens sobreviventes para a frente.

    VEREDITO

    All of Us Are Dead

    Enquanto se desenrola, sabendo claramente onde quer chegar, All of Us Are Dead toma todo o tempo necessário para contar a história que ela se propôs desde seu primeiro episódio. Ao deixar pistas de seu desenvolvimento desde seu primeiro momento, a série entrega muito mais do que era esperado ao longo de seus 12 episódios.

    Com acontecimentos que nos remetem às sequências de grandes filmes de zumbi, All of Us Are Dead se encaixa em um local destacado de quase tudo que foi produzido do gênero, e que foi visto até aqui.

    A liberdade criativa contida na produção sul-coreana da Netflix, dá à grande parte do público – não apenas ao brasileiro, mas do mundo – um pouco de luz sobre a cultura coreana e seus relacionamentos. Os vínculos, os laços, o desenvolvimento e o crescimento dos personagens se dão de maneira tão orgânica quanto possível. E nos levam a um lugar inesperado, com consequências e sequências de tirar o fôlego.

    All of Us Are Dead foi lançada no dia 28 de Janeiro de 2022 na Netflix.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    House of the Dragon: Conheça Mercúrio, o dragão de Aenys I Targaryen

    Mercúrio (Quicksilver) foi o dragão do Rei Aenys I Targaryen e seu filho, Aegon Targaryen. Ele morreu durante a Batalha no Olho de Deus.

    ORIGEM

    O nascimento de Mercúrio ocorreu em Pedra do Dragão, mas a data exata não é mencionada nos livros de George R.R. Martin, mas por ter sido um dragão recém chocado quando Aenys I ainda era um uma criança, então acredita-se que o dragão branco tenha eclodido de seu ovo poucos anos depois de 37 d.C. (Depois da Conquista).

    APARÊNCIA

    Em 43 d.C., Mercúrio não era um dragão muito grande, sendo um quarto do tamanho de Balerion, o Terror Negro; Suas chamas eram de cor branca assim como suas escamas.

    CAVALEIROS

    As únicas pessoas que montaram Mercúrio foram:

    • Rei Aenys I Targaryen;
    • Principe Aegon Targaryen.

    FEITOS

    Como um filhote recém chocado do ovo, Mercúrio era muito ligado ao o Príncipe Aenys Targaryen, primogênito do Rei Aegon I Targaryen. Os rumores de que Príncipe Aenys era um bastardo chegou ao fim quando a condição de Aenys, que tinha sido doentia desde o nascimento, melhorou rapidamente depois de Mercúrio ser chocado, o que fez com que o jovem herdeiro adquirisse mais força e segurança.

    Em 23 d.C., Aenys voou sobre Mercúrio até Lançassolar em Dorne para participar da festa realizada para comemorar o décimo aniversário da paz entre Dorne e o Trono de Ferro; durante todo o reinado tranquilo de seu pai, o jovem príncipe e seu jovem dragão não precisaram se provar em batalha.

    Em 37 d.C., Aenys estava em Jardim de Cima e voou sobre seu dragão para assistir ao funeral de seu pai; no mesmo ano o jovem herdeiro sucedeu Aegon I Targaryen como rei. 

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Conheça a linha de sucessão Targaryen

    No mesmo ano em que se tornou rei, Aenys I Targaryen estava com Mercúrio em Correrrio quando a rebelião estourou. Quando chegou a notícia de que Harren, o Vermelho, havia matado Lorde Gargon de Harrenhal e reivindicado o castelo para si mesmo, Lorde Tully pediu que o Rei Aenys I montasse em seu dragão e descesse sobre Harrenhal, como seu pai tinha feito durante a Conquista. Mas, Aenys I que era propício à paz ao invés da guerra, recusou.

    MORTE

    Em 42 d.C., o Rei Aneys I faleceu e Mercúrio foi reivindicado como uma montaria por seu filho mais velho, o Príncipe Aegon, conhecido como Aegon Sem Coroa, dentro dos poucos meses que se seguiram. Apesar do status do Príncipe Aegon como herdeiro do falecido Rei Aenys I, o segundo filho do Rei Aegon I, Maegor reivindicou o Trono de Ferro.

    Em 43 d.C., Aegon tentou reconquistar o trono que, por direito, era dele, mas tanto Mercúrio quanto Aegon morreram lutando contra Maegor em seu dragão Balerion durante a Batalha no Olho de Deus.

    Balerion agarrou a garganta de Mercúrio em suas mandíbulas, depois arrancou uma das asas de Mercúrio de seu corpo em pleno ar, fazendo com que o jovem dragão branco caísse para a morte, junto com o jovem Príncipe Aegon.

    LEIA TAMBÉM:

    House of the Dragon: Conheça os dragões Targaryen

    A série A Casa do Dragão, spin-off de Game of Thrones chega ao catálogo da HBO Max no dia 21 de agosto.

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    CRÍTICA | O Livro de Boba Fett – S1E6 From the Desert Comes a Stranger

    O sexto episódio de O Livro de Boba Fett está entre nós. Intitulado From the Desert Comes a Stranger nos apresenta o quão poderosa e o quão séria é a ameaça dos Pyke à Tatooine em busca de especiarias. Continuando o episódio da semana passada, a presença de Din Djarin se estende na série pelo segundo episódio seguido.

    Em meio ao conflito que começa a dar as caras, vemos rostos familiares, e a promessa de um futuro melhor do que a trilogia de J.J. Abrams foi para o Universo Star Wars.

    SINOPSE

    Mistérios são explorados e Boba Fett descobre novas informações.

    ANÁLISE

    From the Desert Comes a Stranger

    Enquanto a série que leva o nome de um dos mais famosos caçadores de recompensa da Cultura Pop, O Livro de Boba Fett só se mostra interessante e efetiva quando o personagem é tirado de cena. Enquanto Din Djarin resume sua história – continuando seu arco do episódio passado -, ele é mostrado ao lado de um Boba Fett cuja força e controle de Mos Espa estão ameaçados.

    Enquanto o Sindicato Pyke mostra as mais diversas facetas de seu poder, a série lança nossos personagens em direção a um conflito direto com um dos mais poderosos sindicatos da galáxia, que quando não compra seu controle de determinada região, o toma a força.

    O retorno de rostos conhecidos emocionou esse que vos escreve e nos causa uma nostalgia não apenas por mostrar o desenvolvimento de personagens que vimos pela última vez em The Mandalorian, mas também por ver arcos que se repetem, se fecham e se adaptam para os públicos mais jovens.

    O que foi visto ao longo das animações de Star Wars comandadas por Dave Filoni, podem ser vistos ao longo do episódio From the Desert Comes a Stranger. O brilhantismo e a paixão de um nerd que sabe o que está fazendo enquanto explora o universo live-action, nos dão noção do amor de Filoni pela franquia.

    VEREDITO

    O verdadeiro ponto positivo do episódio From the Desert Comes a Stranger e de O Livro de Boba Fett, é tirar Boba Fett de cena. Ao mover a série para a frente, o que o showrunner vinha fazendo antes do episódio 5 era dar três passos para trás e um para a frente, nos deixando sempre no limiar do que é interessante e em meio aqueles momentos que são o ápice da história.

    Caso você queira saber quem é o personagem das animações, selecione as palavras em branco: Cade Bane.

    Desde The Mandalorian, a série têm um jeito cativante de terminar seus episódios, com um cliffhanger, ou um plot twist que nos deixa na beirada do assento. Esse momento acontece no episódio 6 pouco antes de seu fim, deixando para o final do episódio o que ficou aberto da vida de Grogu e Din Djarin.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    CRÍTICA – Spencer (2022, Pablo Larraín)

    Spencer é a nova produção do diretor Pablo Larraín (Jackie) e estreou nos cinemas de todo o Brasil no dia 27 de janeiro. O longa baseado na história da Princesa Diana traz Kristen Stewart no papel principal.

    O filme de Larraín traz um olhar profundo e intimista de um dos ícones da história moderna, uma figura que foi recentemente revisitada na quarta temporada de The Crown.

    SINOPSE DE SPENCER

    Durante suas férias de Natal com a Família Real na propriedade de Sandringham em Norfolk, na Inglaterra, Diana Spencer (Kristen Stewart), lutando com problemas de saúde mental, decide terminar seu casamento de uma década com o príncipe Charles (Jack Farthing).

    ANÁLISE

    Trabalhar a figura de Diana não é tarefa fácil, e trazer uma atriz como Kristen Stewart neste papel poderia ser, para muitos, um grande erro. Hoje, analisando as primeiras reações sobre Spencer e a escalação de Kristen, podemos perceber que os receios eram puramente ilusórios.

    A atriz está na melhor atuação de sua carreira. Spencer vem como uma forma de marcar o nome de Kristen na indústria, colocando-a no momento mais alto de sua jornada em Hollywood. Para aqueles que ainda cogitam que ela é apenas a menina de Crepúsculo, está na hora de conhecer mais de sua filmografia.

    É quase impossível não dedicar boa parte deste texto a Kristen, pois o filme por completo gira em torno de sua figura. A câmera de Larraín escancara momentos de angústia, solidão e tristeza, explorando o olhar tímido e repleto de lágrimas oferecido pela atriz durante as suas cenas. Atrelada à ótima trilha de Jonny Greenwood, a produção cria uma ambientação sufocante e insuportável, bem como a vida da princesa do povo na história real.

    Diana é uma figura muito viva no nosso imaginário. Todas as adaptações que mencionam a princesa rendem muito, principalmente quando se fala da caracterização. Desde seus vestidos clássicos, até o corte de cabelo: tudo o que envolve Diana é popular e, portanto, muito debatido. A caracterização de Kristen está no ponto e, mesmo que ela não possua semelhança física, seus trejeitos e sotaques conseguem sustentar muito bem a adaptação.

    CRÍTICA - Spencer (2022, Pablo Larraín)

    A escolha de manter a Família Real longe do que é retratado para focar apenas em Diana é uma boa opção do roteiro. Sua visão melancólica sobre a família de seu marido, seu lugar no jogo do poder, as paranoias, a relação com os seus filhos e a saudade dos pais. A fábula de Larraín permite que a personagem brilhe sozinha, dando todo o espaço para Kristen aproveitar o palco e entregar um grande trabalho.

    A força da atuação de Kristen não está no texto de Steven Knight, mas no olhar e no sentimento transmitido por ela em meio ao sofrimento de Diana. Ao longo dos três dias de evento com a Família Real, conseguimos perceber o quão controlada e sem liberdade a personagem se sente. Mesmo em momentos de silêncio, a fotografia proposta por Claire Mathon, atrelada à ótima condução de Larraín, consegue impactar o público com todo o significado contido nas cenas.

    O recorte feito pela produção, apresentando apenas os dias com Diana antes dela decidir se separar de Charles, é extremamente agridoce. Por sabermos o que acontece na vida real, é difícil não se sentir emocionado com a possibilidade dessa fábula cinematográfica ter um final feliz, que difere do conturbado fim que conhecemos. A escolha é certeira e traz um ótimo fechamento para a produção.

    VEREDITO

    Em uma breve passagem da produção, Diana se questiona como será lembrada na posteridade. Citando outros grandes nomes da realeza e seus respectivos apelidos (Guilherme “O Conquistador”, Elizabeth “A Virgem”), a personagem sugere que seria lembrada como “a insana”.

    A verdade é que a história da princesa ecoa até hoje, servindo de inspiração para filmes e séries. Seu retrato no ótimo Spencer é de sensibilidade e amor, sendo perfeitamente executado pela magnífica atuação de Kristen Stewart.

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer:

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