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    CRÍTICA – Desencanto (4ª temporada, 2022, Netflix)

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    Desencanto é uma animação original da Netflix criada por Matt Groening, a mente por trás dos Simpsons. A série está em seu quarto ano.

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    SINOPSE DE DESENCANTO

    Bean está em uma situação difícil após todas as reviravoltas de Dreamland, nas quais seu pai e seus amigos se meteram em uma grande enrascada.

    Agora, a jovem princesa deve derrotar sua mãe, Dagmar, e tentar colocar tudo nos eixos no reino.

    ANÁLISE

    Desencanto é o tipo de animação adulta que explora muito bem seus personagens e situações absurdas da Terra-Média, pois brinca com os costumes da Era Medieval, assim como satiriza os contos fantásticos.

    Em seu quarto ano, a série animada embarca no subconsciente de seus personagens e traz também resoluções a muitas questões que cada trama deles envolve.

    De forma muito intimista, Desencanto trabalha de forma incrível Bean, Elfo, Luci e Zog, apresentando ainda mais complexidade para cada um. Os protagonistas estão muito diferentes em suas atuais jornadas desde a primeira temporada.

    A construção de cada um deles é precisa, divertida e emocionante, todavia, há alguns gargalos no roteiro que tornam o quarto ano o mais fraco no seu cânone.

    De fato, ver Bean e companhia em mais uma trama de conspiração e de descobrimento é válido, mas maçante em alguns momentos, pois parece que alguns fatos são ciclos sem fim. Contudo, Desencanto continua extremamente engraçada e irreverente, sendo mais um grande acerto de Groening.

    VEREDITO

    Desencanto chega mais intimista, mas tão divertida como sempre. O desenvolvimento é o mote, todavia, é a faca de dois gumes que atravanca a trama. Com mais dinamismo, a série pode ser ainda melhor, uma vez que já é excelente dentro do catálogo da vermelhinha.

    4,0/5,0

    Confira o trailer da quarta temporada:

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    Charada: Saiba tudo sobre o vilão de The Batman

    O Charada é um dos vilões mais icônicos da galeria de inimigos do Batman, sendo um desafio intelectual do alter ego de Bruce Wayne. Neste artigo vamos te apresentar tudo sobre Edward Nygma.

    ORIGEM DO CHARADA

    O Charada apareceu pela primeira vez na HQ Detetive Comics #140, em 1948, sendo criado por Bill Finger e Dick Sprang. Em sua infância turbulenta a única coisa que o deixava feliz era resolver charadas, uma vez que conseguiu vencer uma competição desvendando o mistério em apenas 15 segundos.

    Já adulto, Edward se viu em um emprego sem sentido e em uma vida pacata, incapaz de fazê-lo ter motivos reais para seguir em frente. Ao ver o Homem-Morcego em ação, Nygma achou um desafio à altura, criando seu alter ego Charada, se tornando um dos grandes nomes do crime de Gotham. Sua principal característica era deixar enigmas quase indecifráveis para a polícia e para o Batman.

    DO CHARADA AO SILÊNCIO

    charada

    Um das histórias mais destacadas da história do Charada é a Batman: Silêncio. Um dos arcos mais importantes do vilão é o que ele contrai câncer e busca incessantemente por uma cura. Ele acaba procurando Ra’s Al Ghul e acessa ao Poço de Lázaro, pagando um alto preço por sua escolha.

    Suas habilidades aumentam, deixando-o mais poderoso e insano com um intelecto ainda maior. O Charada assume uma nova identidade, se tornando o Silêncio, sendo um adversário perigoso demais para o Batman, descobrindo até a verdadeira identidade do herói.

    PRINCIPAIS APARIÇÕES DO CHARADA EM OUTRAS MÍDIAS

    O personagem já teve diversas participações em séries, filmes e em outras mídias. Nas animações do Cavaleiro das Trevas, ele fora dublado por John Glover e Robert Englund. Já nos games, sua voz era de Wally Winger, na franquia Batman Arkham.

    Já nos filmes, tivemos o icônico Jim Carrey dando vida ao vilão em Batman Eternamente, fazendo uma combinação letal com Tommy Lee Jones de Duas-Caras. No mundo das séries de TV, Frank Gorshin e John Astin foram os adversários de Adam West nos anos 60. Em 2014, Edward Nygma era um CSI, interpretado por Cory Michael Smith em Gotham. Atualmente, em The Batman, teremos o excelente Paul Dano fazendo o papel para a alegria dos fãs.

    E vocês, gostam do Charada? Qual é o vilão preferido da galeria do Homem-Morcego? Comentem!

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    CRÍTICA – Mães Paralelas (2022, Pedro Almodóvar)

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    A habilidade de Pedro Almodóvar de adentrar a mente humana e suas particulares não vem de hoje. Seus filmes sempre retrataram mulheres de maneiras únicas, quase sempre se destacando no que fez no passado. Mas ainda que únicas, elas representavam não só parte do público do diretor, como também mulheres anônimas espalhadas pela Espanha, e pelo mundo. Mães Paralelas é o primeiro filme do diretor espanhol em sua parceria com a Netflix.

    Tendo em sua galeria de filmes protagonistas quase que inteiramente femininos, o diretor as retrata de forma instigante, não fazendo uso exacerbado de cenas de sexo, nem as retratando a partir de um ponto de vista masculino.

    SINOPSE

    Duas mulheres, Janis e Ana, dividem o quarto de hospital onde vão dar à luz. As duas são solteiras e ficaram grávidas acidentalmente. Janis, de meia-idade, não se arrepende e nas horas prévias ao parto sente-se pletórica, a outra, Ana, é uma adolescente e está assustada, arrependida e traumatizada. Janis tenta animá-la enquanto passeiam como sonâmbulas pelo corredor do hospital. As poucas palavras que trocam nessas horas vão criar um vínculo muito profundo entre as duas, e esse acaso vai encarregar-se de desenvolver e complicar de forma tão retumbante que mudará a vida de ambas para sempre.

    ANÁLISE

    Mães Paralelas

    A história de Mães Paralelas se desenrola muito antes do momento em que o filme tem início. Janis (Penélope Cruz) se mostra como uma mulher interessada em acabar com a impunidade e os últimos traços de uma ditadura trazida pelo Golpe de Julho de 1936 e a ditadura de Franco.

    Após muitos anos, Janis que buscava desenterrar os corpos dos homens levados na noite do Golpe de 36 de uma cova rasa, vê durante o ensaio fotográfico de um investigador forense uma oportunidade.

    Almodóvar conduz o filme e nos leva por caminhos tão íntimos e contundentes quanto responsáveis. A habilidade do diretor em nos ambientar ao mundo em que somos lançados falando de temas que já são sua cara, não foge da sua habilidade de abordar temas que ainda expõe a ferida aberta que apenas a morte de grupos menos favorecidos e a ditadura Franquista foi capaz de fazê-lo.

    Sem ser leviano, a história criada pelo diretor espanhol nos apresenta a história de Janis e sua forma de viver, sem fazer qualquer tipo de juízo de caráter. Enquanto sua história se desenvolve, nossa protagonista passa a dividir seu tempo de tela com a jovem Ana (Milena Smit) enquanto suas histórias se cruzam na maternidade enquanto as duas esperam para dar a luz à seus filhos.

    Por meio de saltos temporais e sem fazer questão de nos localizar em qualquer período de tempo – a não ser no início do filme – o diretor é capaz de fazer com que nos localizemos sem muitos problemas, inclusive na história.

    Enquanto assistia, fui lançado em uma espiral de sentimentos que apenas Pedro Almodóvar é capaz de fazê-lo.

    Com rostos conhecidos de outros filmes do diretor como Rossy de Palma e Julieta Serrano, Almodóvar nos lança em uma trama que em determinado momento nos causa uma quebra de expectativas e muda completamente qualquer conceito pré-concebido de Janis, ou Ana.

    VEREDITO

    Fugindo de fazer juízo de caráter dos personagens da trama, a história que Almodóvar tem intenção de contar nos apresenta aquele mundo e a trama que se desenrola em segundo plano. Com muitos problemas referentes às personagens e seus sentimentos, sem ser leviano e sendo até mesmo profundo, vemos o quão linda aquela relação e a trama em que somos lançados nos faz ver desenrolar diante do nossos olhos.

    A forma como o diretor conta a história de maneira cuidadosa, nos mostra sua habilidade de adentrar e entender a alma feminina enquanto explicita que pessoas são tão falhas quanto peculiares, mesmo diante de tramas como as que testemunhamos e vemos se desenrolar.

    Ainda que Mães Paralelas seja genial no que se propõe e seja maravilhoso ver o novo momento da carreira de Almodóvar, não se compara a alguns dos melhores filmes do diretor como Má Educação e Volver.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:


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    TBT #165 | A Batalha do Chile: A Insurreição da Burguesia (1979, Patricio Guzmán)

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    O TBT dessa semana é dedicado a um dos melhores e mais essenciais documentários sobre a onda ditatorial que tomou conta da América Latina durante os anos 70. A Batalha do Chile do cineasta Patricio Guzmán é dividida em três partes – A Inssurreição da Burguesia, O Golpe de Estado e O Poder Popular. Porém, cabe neste texto analisar apenas o primeiro filme.

    SINOPSE

    À margem do caos civil e conchavos governamentais que precederam o golpe militar responsável pela derrubada do governo democrático de Salvador Allende, as camadas populares que apoiam o político socialista se organizam e põem em marcha uma série de exemplos de poder popular. São ações coletivas e espontâneas, como a criação de sindicatos, cooperativas e cordões industriais, que representam uma sociedade utópica. A força coletiva ecoa o lema criar, criar, poder popular” com a intenção de neutralizar o caos e superar a crise.

    ANÁLISE

    Antes de tudo, A Batalha do Chile trata-se do Golpe Militar de 1973 ocorrido no Chile que derrubou o governo democratico do presidente Salvador Allende. A tomada por militares da marinha e do exército chileno, apoiados e financiados pelo governo dos Estados Unidos e pela CIA, culminou no fim da mais longa democracia da América Latina na história, feito que os chilenos tanto se orgulhavam. 

    Dessa forma, o primeiro filme de Patricio Guzmán começa com um país que crescia durante a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Em meio às eleições para presidente no Chile, trabalhadores tomavam as ruas evocando gritos de apoio ao então candidato Salvador Allende, enquanto a oposição chilena, considerada a burguesia, acreditava que já haviam ganhado a votação para o então candidato de direita, Jorge Alessandri.

    No entanto, Allende se torna o presidente no Chile por uma votação acirrada que foi considerada pela classe alta do país como fraudulenta. A Batalha do Chile: A Inssurreição da Burguesia mostra como, aos poucos, o golpe contra o governo de Allende foi se arquitetando e os empenhos do povo chileno para frear as ações da oposição. 

    Guzmán cria uma obra bastante didática, emocionante e precisa quanto aos fatos que levaram ao regime militar. Os arquivos utilizados no documentário são na maioria das vezes de filmagens realizadas por canais televisivos que documentavam a movimentação da população tanto de esquerda, como de direita. Dessa forma, o filme foca na imagem do trabalhador e em como a classe proletária precisou lidar com os conflitos políticos no país. 

    Mas, A Inssurreição da Burguesia não se limita aos acontecimentos, como forma de debater a política, o filme levanta discussões profundas sobre ideologias e nações. Sobre o olhar de Guzmán, entende-se a influência norte-americana na América Latina e como isso culminou para o golpe de estado no Chile e em vários outros países vizinhos. 

    É uma obra completa em questões fílmicas e narrativas. Em uma cena um repórter na rua pergunta ao povo quem eles acham que irá vencer as eleições, em outra, o repórter está em uma fábrica falando com trabalhadores que estão em greve. Esses momentos em que o documentário evidencia tanto a esperança, como as preocupações do povo chileno vão de encontro às filmagens governamentais em lugares como o Parlamento e o Palácio de La Moneda. São imagens que engrandecem o filme e permeiam não só a primeira parte, como as outras duas partes de A Batalha do Chile. 

    Ainda assim, um dos momentos mais marcantes e significativos do documentário é a morte do jornalista e cinegrafista argentino Leonardo Henrichsen, alvejado por um tiro de pistola de um dos militares que estava no comboio que tentou o primeiro ataque do golpe militar. Henrichsen filmou sua própria morte, enquanto cobria os conflitos no Chile, a cena em questão fecha tristemente e revoltosamente o primeiro filme da trilogia de Patricio Guzmán. 

    VEREDITO

    A Batalha do Chile: A Inssurreição da Burguesia é um retrato fiel dos acontecimentos que sucederam ao Golpe Militar no Chile em 74. O documentário evidencia toda a manipulação e desonestidade da direita e burguesia chilena para manter o país sob seu controle, enquanto expõe a participação dos Estados Unidos no regime ditatorial que durou 17 anos. Porém, o mais louvável é o esforço e luta dos trabalhadores chilenos para salvar o país das mãos dos fascistas.

    É um filme emocionalmente, revoltante e reflexivo, visto que, mesmo após anos dos golpes militares na América Latina, nossa democracia permanece frágil e em constante ameaça. 

    5,0 / 5,0

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    CRÍTICA – Um de Nós Está Mentindo (1ª temporada, 2021, Netflix)

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    Um de Nós Está Mentindo é a mais nova série da Netflix. A série adapta a clássica trama de séries e filmes como Pânico, Eu Sei o que vocês Fizeram no Verão Passado e até mesmo Riverdale. Rodeada em suspense e muito mistério, Um de Nós Está Mentindo é uma adaptação do livro homônimo escrito por Karen McManus.

    A série conta a história de um grupo de cinco jovens que são colocados na detenção, mas apenas quatro deles saem de lá vivos. A sinopse do livro original revela que a trama é uma mistura de O Clube dos Cinco e Pretty Little Liars.

    SINOPSE

    A detenção reúne cinco estudantes extremamente diferentes. Mas um assassinato e muitos segredos vão manter esse grupo unido até que o mistério seja desvendado.

    ANÁLISE

    Um de Nós Está Mentindo

    Quando um jovem sem muitos amigos na escola resolve criar um aplicativo para expôr seus desafetos e os maiores segredos de sua escola, tudo parece mudar, assim como a hierarquia de poder dos grupos quando segredos são trazidos à tona.

    Ainda que a muitos rostos presentes na série sejam familiares aos espectadores das séries da Netflix, Um de Nós Está Mentindo acerta em muitos poucos aspectos e falta inovação no que se refere à trama que já parece ter sido vista anteriormente.

    A adaptação do livro de Karen McManus acerta em diversos aspectos e não deixa de fora grupos ou individualidades usadas no passado como alívio cômico, como a sexualidade, e o bullying, adaptando-os e abordando corretamente a dinâmica das relações dentro de uma escola nos dias de hoje.

    As mais diversas tramas que nos levam à história principal se passam quase que inteiramente antes do momento em que a série tem início, mas o fato, a morte de um dos cinco se dá antes mesmo do primeiro episódio chegar ao fim.

    A fim de mostrar a que veio, a série da Netflix explicita como o “Clube do Assassinato” ganhou esse nome e como seu desenvolvimento se faz de maneira nem um pouco rápida, sendo deveras lenta no que diz respeito a introdução da personalidade de nossos personagens e como suas tramas se engedram e peremeiam o caminho não apenas dos quatro sobreviventes, mas de toda a escola de Bayville.

    VEREDITO

    Um de Nós Está Mentindo

    Ao se aprofundar, a série tenta não enrolar no que diz respeito à trama, mas falha miseravelmente. Com aspectos que são até mesmo indicadores e nos dão um foreshadowing do que está por vir, a série entra em relações que nada tem a ver com a revelação final, e por vezes atuam como um caminho sem saída.

    Ao nos dar diversas pistas erradas por inúmeras vezes, a revelação do assassino é anticlimática e nos faz questionar a necessidade de 8 episódios para desenvolver personagens à exaustão sem necessidade.

    Enquanto testemunhamos a curva de crescimento de alguns personagens deveras interessantes, a quebra de padrões como a que acontece apenas ao final de Clube dos Cinco se dá antes do fim da série. A série da Netflix nos permite testemunhar não apenas uma série de mistério adolescente, mas também uma quebra nos padrões e arquétipos repetidos no cinema à exaustão.

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    Kristen Stewart: Conheça a atriz e seus 10 melhores trabalhos

    Kristen Jaymes Stewart, conhecida como Kristen Stewart, se tornou um ícone teen com seu papel de Isabela “Bella” Swan em Crepúsculo (2008), a atriz que iniciou no palco da escola primária teve altos e baixos até chegar à sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz em Spencer (2022).

    História

    Kristen tem trabalhado como atriz desde seus primeiros anos em Los Angeles, Califórnia. Seus pais, John Stewart e Jules Stewart, trabalham no cinema e na televisão, o que explica a paixão da filha pela atuação.

    Início de carreira

    Depois que um caçador de talentos assistiu sua performance na escola primária em uma peça, aos oito anos de idade, Stewart conseguiu um pequeno papel no filme O Terceiro Ano (1999) do Disney Channel; porém seu primeiro papel significativo veio quando ela foi escalada como Sam Jennings em Encontros do Destino (2001).

    A grande chance da atriz surgiu quando ela foi escalada como protagonista do drama de sucesso Quarto do Pânico (2002), com os veteranos de tela Jodie Foster, Forest Whitaker e Jared Leto. O papel de Kristen Stewart como a adolescente diabética e problemática chamou a atenção dos críticos, que elogiaram seu desempenho discreto e sólido; o filme arrecadou respeitáveis ​​US$ 95 milhões nas bilheterias.

    Elogiada por sua atuação em Quarto do Pânico, passou a integrar o elenco de Garganta do Diabo (2003) como filha de Dennis Quaid e Sharon Stone. Embora o filme não tenha saído bem nas bilheterias, ela recebeu outra indicação ao Young Artist Award.

    A partir da sua indicação ao prêmio, Kristen foi agregando papéis cada vez mais significativos para sua carreira. Afinal, quem é visto é lembrado, não é mesmo?

    Fincando seus pés cada vez mais em Hollywood

    Kristen Stewart no filme Zathura: Uma Aventura Espacial.

    Stewart mostrou sua versatilidade com sua performance em O Silêncio de Melinda (2005), sobre uma adolescente que para de falar após uma agressão sexual e também apareceu no filme de ficção científica Zathura: Uma Aventura Espacial (2005), seguido pelo drama Sociedade Feroz (2006).

    Depois de aparecer em vários sucessos de bilheteria mais leves, Kristen Stewart conseguiu o papel de uma moradora de uma comunidade adolescente no filme biográfico aclamado pela crítica Na Natureza Selvagem (2007) levando a atriz a uma terceira indicação ao Young Artist Award que resultou em uma vitória. O papel trouxe Kristen de volta aos holofotes, onde vimos a atriz também em Doces Encontros (2007), de Mary Stuart Masterson.

    Stewart não fazia ideia do quanto essa fase seria importante para a vida e carreira dela. Depois de atuar ao lado de Robert De Niro em Fora de Controle (2008), deu início à saga Crepúsculo (2008-2012) que contou com cinco filmes baseados nos livros de Stephanie Meyer, sendo a personagem principal. Premiada com o MTV Movie Award de Melhor Performance Feminina.

    Atuando ao lado de Robert Pattinson, a atriz levou seu romance da ficção para vida real.

    Aliás, só um adendo: Kristen Stewart foi a atriz mais bem paga em 2011 e 2012.

    Cancelamento ou bênção?

    Kristen com seu prêmio Cesar de Melhor Atriz Coadjuvante.

    Próximo do fim da saga Crepúsculo, a atriz acabou “cancelada” pelos próprios fãs após ter sido fotografada traindo Pattinson com o ator Rupert Sanders, diretor de Branca de Neve e o Caçador (2012).

    Kristen que vinha com uma carreira bem-sucedida com produções independentes no início da carreira, ganhou ainda mais destaque após a projeção do “cancelamento”, voltando fortificada e apostando em produções europeias, como o longa Acima das Nuvens (2014), onde sua atuação ao lado de Juliette Binoche lhe garantiu o prêmio Cesar, o “Oscar Francês”, e fez dela a primeira atriz americana a conquistar o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante na premiação.

    Desde 2010, Stewart procurava se desvencilhar de sua imagem de “atriz de um personagem só”, e buscou atuar trabalhando em vários projetos indies, incluindo Corações Perdidos (2010) e também em filmes de maior complexidade como The Runaways: Garotas do Rock (2010) e Na Estrada (2011), do diretor brasileiro Walter Salles.

    Kristen Stewart recebeu elogios por sua atuação e performances musicais e mais tarde ganhou o prêmio BAFTA Rising Star e na categoria de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de Milão por Corações Perdidos (2010).

    Até chegar em Spencer, Kristen fez escolhas certas e erradas em muitas produções porém sem perder sua essência e ousadia. Com uma atuação aclamada ao lado da vencedora do Oscar Julianne Moore, chamou a atenção em Para Sempre Alice (2014); concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes por Personal Shopper (2016); atuou com Woody Allen em Café Society (2016); além de atuar em papéis principais em filmes sobre figuras históricas, incluindo Lizzie (2018) e Seberg Contra Todos (2019), e encarou a superprodução hollywoodiana com As Panteras (2019).

    Finalmente a atriz perdeu a fama de “em sal” ao estrelar o longa natalino gay Alguém Avisa? (2020) e assumiu o posto de “a garota descolada” e a mais ousada embaixadora da grife francesa Chanel.

    Indicação ao Oscar

    Com sua indicação de Melhor Atriz ao Oscar 2022 pela atuação em Spencer, ela completa sua jornada e chega ao que é, para a tradicional indústria cinematográfica o ápice da carreira de uma atriz em sua melhor fase.

    Será que Kristen Stewart desbancará – com todo o respeito – a veterana e dona de uma prateleira cheia de estatuetas douradas, Olivia Colman? Acredito que definitivamente Hollywood transformou o potencial da jovem atriz em potência, então tudo poderá acontecer.

    Os 10 melhores trabalhos de Kristen Stewart

    Quarto do Pânico (2002)

    Sinopse: Meg Altman (Jodie Foster) é uma mulher recém-separada que é surpreendida com a invasão de sua casa por três homens estranhos. Logo ela e sua filha Sarah (Kristen Stewart) vão para um quarto secreto, construído especialmente para situações de emergência. De dentro do quarto Meg espiona o que está ocorrendo em sua casa através de um circuito fechado de TV, mas logo ela passa a enfrentar pequenos problemas dentro e fora de seu refúgio, principalmente porque aquilo que os homens estão procurando está justamente no quarto onde Meg e Sarah estão.

    Na Natureza Selvagem (2007)

    Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

    Fora de Controle (2008)

    Sinopse: Ben (Robert De Niro) é um produtor de cinema que precisa resolver uma série de problemas todos os dias, tanto profissionais quanto de ordem pessoal. Ao mesmo tempo em que precisa negociar com o chefe de um grande estúdio para que seu novo filme seja exibido no Festival de Cannes, ele precisa lidar com os caprichos de atores e o ego de diretores. Paralelamente, Ben ainda precisa lidar com os problemas da adolescência de sua filha Zoe (Kristen Stewart) e a acusação da esposa (Robin Wright) de que tem uma amante.

    Crepúsculo (2008)

    Sinopse: Isabella Swan (Kristen Stewart) e seu pai, Charlie (Billy Burke), mudaram-se recentemente. No novo colégio ela logo conhece Edward Cullen (Robert Pattinson), um jovem admirado por todas as garotas locais e que mantém uma aura de mistério em torno de si. Eles aos poucos se apaixonam, mas Edward sabe que isto põe a vida de Isabella em risco.

    Corações Perdidos (2010)

    Sinopse: Doug (James Gandolfini) e Lois (Melissa Leo) tiveram o casamento abalado devido a uma tragédia familiar, ocorrida anos atrás. Com o tempo, eles se distanciaram cada vez mais. Um dia Doug vai a Nova Orleans para participar de uma conferência e lá conhece Mallory (Kristen Stewart), uma jovem que trabalha em casas de striptease. Decidido a ajudá-la, Doug permanece na cidade. A situação logo provoca estranheza em Lois, que decide ir à cidade para encontrar o marido.

    The Runaways: Garotas do Rock (2010)

    Sinopse: Los Angeles, 1975. Joan Jett (Kristen Stewart) tinha o sonho de montar uma banda de rock, formada apenas por mulheres. Ela encontra apoio em Cherrie Currie (Dakota Fanning), que integra a banda, e no empresário Kim Fowley (Michael Shannon). Com ele as integrantes da banda The Runaways levam uma vida desajustada e, apesar de apresentarem um som cru, alcançam o sucesso graças ao talento de Joan e o visual sensual de Cherie.

    Acima das Nuvens (2014)

    Sinopse: Maria Enders (Juliette Binoche) é uma famosa atriz que fica perturbada com o fato de que Joann (Chloë Moretz), jovem estrela de Hollywood, irá interpretar o papel que a fez famosa há vinte anos. Convidada a dividir o palco com a novata, uma insegura Enders viaja até os Alpes para ensaiar e conta com o apoio de sua assistente Valentine (Kristen Stewart) no confrontamento com seu passado.

    As Panteras (2019)

    CRÍTICA - As Panteras (2019, Elizabeth Banks)

    Sinopse: Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Naomi Scott (Elena Houghlin) são três Panteras que precisam deixar as diferenças de lado quando embarcam em uma aventura internacional junto com sua à nova Bosley (Elizabeth Banks) e com a cientista Elena Houghlin (Naomi Scott). Elas precisam impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para a humanidade e descobrir quem está por trás de um plano tão maligno.

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    Alguém Avisa? (2020)

    Sinopse: Encontrar a família da sua namorada pela primeira vez pode ser difícil. Planejar pedir casamento no jantar de Natal da família dela – até você perceber que eles nem sabem que ela é gay – é ainda mais difícil. Abby (Kristen Stewart), uma mulher que descobre que Harper (Mackenzie Davis), sua namorada, manteve o relacionamento amoroso entre elas em segredo. Por conta disso, Abby começa a questionar a sua amada, a pessoa ela tanto pensava que conhecia.

    Spencer (2022)

    CRÍTICA - Spencer (2022, Pablo Larraín)

    Sinopse: Durante suas férias de Natal com a Família Real na propriedade de Sandringham em Norfolk, na Inglaterra, Diana Spencer (Kristen Stewart), lutando com problemas de saúde mental, decide terminar seu casamento de uma década com o príncipe Charles (Jack Farthing).

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