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    Mano a Mano: Podcast de Mano Brown quer ampliar o debate de ideias diversas

    Mesmo que não costume escutar Rap, você já ouviu falar de Mano Brown, seja por seu trabalho nos Racionais MC’s, ou agora com seu podcast original no Spotify, chamado Mano a Mano.

    Na última terça-feira (24) tivemos a oportunidade de participar da coletiva de imprensa com o rapper, que divulgou seu novo projeto autoral.

    Para quem não conhece essa importante figura do Rap nacional, saiba que Mano Brown muito se absteve da mídia. Portanto, momentos como esse são raros. Veja a seguir nossas impressões e o que você pode esperar do Mano Brown como host de podcast.

    O legado de Mano Brown

    Para muitos, Racionais MC’s foi o primeiro contato com a cena do Rap. Mano Brown é conhecido por suas letras e atitudes que falam sobre ser negro, periférico, pobre, até mesmo sobre fé, autoestima e saúde mental.

    Portanto, não há corajoso que negue a influência que Mano Brown tem não apenas como rapper, como também por seu talento lírico e sem perder seu tão marcante flow.

    Mano Brown também é conhecido por sempre se opor à hipocrisia, à violência, à corrupção, também jogando luz sobre temas que dizem respeito àqueles que, muitas vezes, preenchem todos os requisitos do que é ser marginalizado pela sociedade brasileira.

    E, quando esse homem fala, devemos ouvir com bastante atenção e caderninho do lado. Foi essa ideia que pessoas (muito abençoadas) deram a Mano Brown: conceder para um público ainda maior a oportunidade de escutar suas opiniões e conhecimentos.

    Mano a Mano: Papo reto já na entrevista coletiva

    Na coletiva de Mano a Mano, o rapper explicou como o projeto começou a criar corpo com a pandemia. “Fui estudar sobre teologia, arqueologia, filosofia, ciência e coisas relacionadas à África e descobri coisas maravilhosas. E em todas as reuniões com amigos eu começava a falar muito disso e eles disseram: ‘Você deveria fazer um podcast pra contar essas histórias’. E a produtora apostou na ideia e em mim”, Mano Brown declarou.

    “Onde estão os negros da Bíblia?”

    Essa é uma das perguntas que o anfitrião de Mano a Mano contou que fez a um dos seus convidados: o notório pastor Henrique Vieira, que estará presente em um dos 16 episódios da primeira temporada.

    Sim, apesar de toda carga de experiências, histórias e conhecimento, Mano Brown faz questão de ter convidados porque quer ouvir o que os outros têm a dizer, mesmo que as opiniões difiram, como é o caso do político Fernando Holiday (Partido Novo).

    Ao ser questionado sobre o motivo de escolher entrevistar Holiday, o rapper afirmou: “Um cara que ninguém queria ouvir, eu quero ouvir. Ele é uma inteligência negra, emergente, embora esteja equivocado com o lado político dele  —  vou tomar o direito de falar isso, não concordo com o que ele pensa”.

    Mano Brown ainda completou: “Ele é uma inteligência negra em evidência, que discorda do que eu penso e que falava coisas erradas por não saber do que se tratava também. Ele expressou opiniões a respeito de Emicida, outras pessoas e tal, que eu não concordo, e provavelmente hoje em dia ele também não concorde mais”.

    Mano a Mano é um podcast original do Spotify Brasil comandado pelo rapper Mano Brown, que recebe convidados especiais semanalmente

    Mano a Mano também contará com participantes como Drauzio Varela, Vanderlei Luxemburgo e muitos outros, em programas que serão abordados assuntos como política, futebol e religião. Isso e muito mais é o que podemos esperar dessa nova experiência de escutá-lo no ônibus, metrô, no trabalho, enquanto faxina a casa… Muito mais mesmo.

    “Tá moscando?”

    Longe de mim reclamar do quanto esse notável paulista fala. Na verdade, eu poderia ficar por horas sabendo o que o anfitrião de Mano a Mano pensa.

    Felizmente, agora terei essa oportunidade e você também. Mano a Mano foi lançado na quinta-feira (26) no Spotify, e pode ser ouvido gratuitamente clicando aqui.

    A produção original do Spotify conta com Karol Conká como primeira convidada, figura rejeitada na última edição do BBB, com cerca 99% de votos para sair da casa.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA: CRÍTICA – Paciente 63 (2021, Spotify Brasil)

    Sobre o Mano a Mano

    Salve rapa! Salve massa! Mano Brown vem para ampliar a visão e o debate trazendo diversidade de ideias e pensamentos com profundidade e respeito. Se prepare para ouvir assuntos importantes, interessantes, relatos inéditos e controversos com convidados amados ou odiados – você decide!

    Todas as quintas-feiras já estão reservadas para esse papo no melhor estilo Mano a Mano, um original Spotify.

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    CRÍTICA – Ted Lasso (1ª temporada, 2020, Apple TV+)

    Estrelada por Jason Sudeikis, Ted Lasso é a série do momento no Apple TV+. Lançada em 2020, a primeira temporada desse seriado de comédia caiu no gosto do público e da crítica especializada, garantindo à produção 20 indicações ao Emmy Awards 2021.

    Atualmente, Ted Lasso conta com 63 indicações a premiações e venceu 23 categorias. A confiança do streaming da Apple é tanta que a série foi renovada para a terceira temporada antes mesmo da segunda começar a ser gravada.

    A cerimônia do Emmy está prevista para acontecer em 19 de setembro de 2021, e poderá premiar amplamente a primeira temporada do seriado enquanto o segundo ano está sendo lançado semanalmente no Apple TV+.

    SINOPSE

    Jason Sudeikis é Ted Lasso, treinador de um pequeno time de futebol americano de faculdade da cidade de Kansas contratado para ser o técnico de um time de futebol profissional na Inglaterra, apesar da falta de experiência.

    ANÁLISE DA 1ª TEMPORADA DE TED LASSO

    Com 10 episódios com média de 35 minutos de duração, a primeira temporada de Ted Lasso apresenta uma história leve, sem enrolação e fácil de gerar identificação. Rapidamente o seriado apresenta o plot principal e o justifica de maneira convincente.

    Ted Lasso e seu fiel escudeiro Coach Beard (Brendan Hunt) formam uma improvável dupla de treinadores engraçados e com uma mentalidade nada tradicional no âmbito esportivo. Eles assumem a responsabilidade de treinar o fictício AFC Richmond, modesto clube que disputa a Premier League, primeira divisão do futebol inglês.

    O convite, igualmente improvável, foi feito pela nova dona do clube, Rebecca Welton (Hannah Waddingham). A personagem de Hannah Waddingham se mostra ambiciosa, mas ao mesmo tempo atormentada por problemas com seu ex-marido, Ruppert Mannion (Anthony Head).

    A história nada convencional é um importante trunfo de Ted Lasso. Entretanto, o que realmente faz o seriado ser atrativo (até para quem não gosta de futebol) são as atuações. Isso explica por que sete das 20 indicações ao Emmy 2021 são para atores e atrizes do elenco.

    Disponível no Apple TV+, a primeira temporada da série de comédia Ted Lasso é recordista em indicações ao Emmy 2021, com 20 nomeações
    Nathan, Beard, Rebecca, Ted, Roy (Brett Goldstein), Keeley e Higgins

    Jason Sudeikis dá vida a um Ted Lasso que não abre mão de ser otimista. O “otimismo acima de tudo” do personagem poderia ter um viés tóxico, mas cada fala de Sudeikis torna tudo leve.

    Embora não seja uma comédia que vá te fazer chorar de rir durante todo o episódio, o humor é inteligente e bem dosado. Isso é um grande mérito de Jason Sudeikis e Brendan Hunt, a dupla principal que também é roteirista do seriado. Eles contam ainda com Joe Kelly e Bill Lawrence na roteirização de todos os episódios, entre outros profissionais que roteirizaram capítulos pontuais.

    As personagens femininas também são marcantes e contribuem muito para a história. Além de Hannah Waddingham, é preciso destacar a brilhante atuação de Juno Temple como Keeley Jones, namorada do atleta-estrela Jamie Tartt (Phil Dunster).

    Ted Lasso é um verdadeiro time em tela

    A análise do seriado poderia ser apenas sobre os personagens. Isso porque o elenco de Ted Lasso é um verdadeiro time com espírito de equipe. Por mais que Sudeikis dê vida ao personagem principal, ele só consegue brilhar graças a todas as outras atuações.

    Todas mesmo.

    É incrível como personagens de apoio são divertidíssimos e cruciais para o andamento da história. O secretário de Rebecca, Higgins (Jeremy Swift); o roupeiro-faz-tudo, Nathan Shelley (Nick Mohammed); e jogadores coadjuvantes do time, como Sam Obisanya (Toheeb Jimoh) e Dani Rojas (Cristo Fernández), são ótimos exemplos disso.

    Disponível no Apple TV+, a primeira temporada da série de comédia Ted Lasso é recordista em indicações ao Emmy 2021, com 20 nomeações

    Atores e atrizes de Ted Lasso dão vida a personagens críveis e fáceis de se identificar, mesmo que você não tenha nenhum envolvimento com futebol. Isso porque o seriado é muito mais sobre relações humanas e espírito de equipe do que a respeito do esporte.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA: 5 séries imperdíveis do Emmy 2021 para você assistir!

    VEREDITO

    Ted Lasso é o seriado de futebol que conseguiu a proeza de agradar até mesmo quem não gosta do esporte.

    A comédia do Apple TV+ é realmente engraçada, inteligente e capaz de fazer a audiência refletir sobre temas importantes das relações humanas. Tudo isso com muita leveza e sem julgamentos.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer da primeira temporada de Ted Lasso:

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    Noites Sombrias #29 | Quem tem medo de Candyman?

    Quando em 1992 Candyman lançou nos cinemas, o filme despertou uma enorme curiosidade tanto dos críticos, como do público. Afinal, um slasher com um homem negro como o vilão, não só era surpreendente, como indicava que o filme de Bernard Rose tinha algo de diferente a dizer. Deste modo, Candyman se tornou um filme de estudo e mesmo após quase 30 anos, ainda é possível discutir as entrelinhas do longa. 

    A começar pela sua história de origem que se encontra em um conto escrito por Clive Barker em 1985 chamado “The Forbidden”. No livro, Daniel Robitaille é um escravo de uma plantação de New Orleans que acaba se envolvendo com a filha do dono das terras. Por isso, ele é torturado e sua mão é decepada, Daniel é amarrado e tem mel espalhado por todo seu corpo e rosto para ser atacado por abelhas.

    As pessoas começam a debochar de Daniel o chamando de Candyman por cinco vezes até ele morrer. Antes de sucumbir, ele então amaldiçoa todos ao seu redor. Agora, quem ousar pronunciar seu nome por cinco vezes em frente ao espelho traz de volta a lenda com um gancho no lugar da mão. 

    Do conto de Clive Barker para o filme de 1992 pouca coisa foi mudada. Apenas Candyman ganhou uma história mais rebuscada por trás de sua tragédia, no longa Daniel foi um filho de um ex escravo que ascendeu economicamente. Logo, tornou-se um rapaz culto, elegante e um artista. Um homem branco rico incumbe Daniel de pintar o retrato de sua filha, ambos acabam se apaixonando e o resto da história já se conhece. 

    Nesse mesmo contexto, a forma com a qual Candyman aparece e age foi inspirada em outros fatos. Em 1987, Ruthie Mae McCoy que vivia em conjunto habitacional ligou diversas vezes para a polícia relatando que “ouvia pessoas em suas paredes”. Os policiais que vieram não encontraram nada demais e não acreditaram em Ruthie por ela ser esquizofrênica. 

    Ainda assim, Ruthie foi assassinada com quatro tiros dentro de casa sem nenhum sinal de invasão, sua porta precisou ser arrombada para acharem o corpo. Os detetives fizeram novas buscas na casa e descobriram que existia uma passagem atrás do armário de remédios do banheiro. Assim nascia a lenda de Candyman nos cinemas.

    UM FILME RACISTA?

    Se Candyman foi um marco no cinema de horror ao apresentar o primeiro vilão negro no gênero de slasher, o filme também causou certa comoção ao mostrar questões étnicas raciais nas telas. Na história, a estudante Helen Lyle (Virginia Madsen) pesquisa sobre lendas urbanas, logo ela fica sabendo de Candyman (Tony Todd), um espírito que atormenta os moradores do conjunto habitacional Cabrini-Green em Chicago. 

    Helen é uma mulher branca que está decidida a entender a lenda de Candyman e para isso ela usa o conjunto habitacional como sua principal fonte de estudo. Ao chegar no local com sua amiga Bernadette Walsh (Kasi Lemmons), uma mulher negra, é como se Helen estivesse em uma espécie de safári. 

    Cabrini-Green é mostrada com os básicos estereótipos dos bairros negros, o local é perigoso, com homens mal encarados, corredores sujos e paredes pichadas. Helen, como a mulher branca salvadora, não se sente tão ameaçada. Já sua amiga, Bernadette, se sente incomodada e insiste diversas vezes para ir embora. 

    Nesse contexto do longa, existe uma espécie de apagamento da negritude de Bernadette. Ambas as personagens são universitárias e frequentam os mesmo ambientes predominantemente brancos. Logo, Bernadett só é vista como uma pessoa negra quando precisa morrer pelas mãos de Candyman, fora isso, ela somente é o estereótipo da amiga negra da protagonista. 

    Já a relação de Helen e Candyman é muito mais subjetiva e inspira diversas conclusões. Helen não só é o estereótipo do branco salvador, como Candyman é o estereótipo do homem negro “predador” de mulheres brancas. Enquanto o vilão ataca somente as pessoas negras de Cabrini-Green, ele também tenta seduzir Helen para se juntar a ele.  

    De fato, existe uma relação inter-racial em Candyman, mas seu contexto é tão cheio de estereótipos velados que qualquer interação entre Helen e Candyman é basicamente para elevar a protagonista. Nesse sentido, quando Helen se sacrifica por uma das crianças de Cabrini-Green, ela é vista pelos moradores como uma santa. E de certa forma, assim como Candyman, ela vira uma entidade. Mas, ao contrario de Candyman que é temido, Helen passa a ser cultuada pela população negra. 

    A cineasta negra Carissa Vieira refere-se a Candyman como “um filme de terror com negros” e não um “filme negro de terror”. Isso porque, Candyman não apresenta uma representatividade negra ou ao menos discute a negritude, o filme apenas reproduz visões brancas e distorcidas. 

    Contudo, isso não significa que não seja um bom filme ou que não mereça um olhar atento às suas nuances. Afinal de contas, Candyman ganhou uma nova adaptação em 2021 chamada “A Lenda de Candyman” com direção de Nia DaCosta e roteiro de Jordan Peele. O novo longa reconhece seu antecessor, mas acima de tudo discute o personagem Candyman como o racismo na América, algo que o filme de 92 não foi capaz de fazer. 

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    CRÍTICA – Zona de Confronto (2021, Frederik Louis Hviid e Anders Ølholm)

    O longa dinamarquês Zona de Confronto (Shorta), que foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2020, está disponível para compra e aluguel nas principais plataformas digitais. Dirigido pela dupla Frederik Louis Hviid (Bedrag) e Anders Ølholm (Garoto-Formiga), Zona de Confronto foi um dos três concorrentes à indicação da Dinamarca ao Oscar 2021.

    SINOPSE

    Durante uma operação policial em um bairro de imigrantes árabes, um jovem é ferido por oficiais. A comunidade fica indignada e clama por justiça. A polícia, preocupada com uma possível insurreição na cidade, aumenta o número de viaturas nas ruas para manter a ordem.

    Os policiais Jens (Simons Sears) e Mike (Jacob Hauberg Lohmann) acabam encurralados durante a patrulha, já que a violência escala após a revelação de novas e chocantes informações sobre a ação do dia anterior. Presos em um acerto de contas e envolvidos em uma guerra cultural, os dois precisam encontrar uma forma de sair daquele ambiente e permanecerem vivos.

    ANÁLISE

    Zona de Confronto explora diversos acontecimentos ao longo de 24 horas. A construção do roteiro de Anders Ølholm e Frederik Louis Hviid, que também são os diretores da produção, é objetiva, mas possui uma sequência de fatos que causam pouca surpresa.

    Jens e Mike são dois oficiais que precisam trabalhar juntos após os acontecimentos que causaram a morte do adolescente Talib Ben Hassi. Sem explicitar a forma como o adolescente foi torturado, o longa nos conduz pelos pormenores corruptos que mantêm o silêncio e a proteção dos policiais frente à tragédia ocorrida.

    Mike é o estereótipo do policial corrupto e bruto, ao passo que Jens é um oficial sério, dedicado e que quer proteger a população. A união dos dois em um bairro sitiado, fugindo da violência das manifestações, expõem diversos pontos de vista sobre o impasse entre policiais e civis.

    Em determinado momento da trama, a adição de Amos (Tarek Zayat) na jornada acaba funcionando como um “personagem guia”, explicando pontos que possam facilitar no desenrolar dos acontecimentos. Entretanto, a dinâmica entre os três personagens, que acabam angariando outros coadjuvantes em sua peregrinação pela cidade, acaba tornando a condução da história vagarosa.

    CRÍTICA - Zona de Confronto (2021, Frederik Louis Hviid e Anders Ølholm)

    Toda a tensão que o thriller deveria propor fica em segundo plano, dando mais espaço para dramas existenciais e possíveis redenções. A ameaça dos grupos de civis não causa tanto impacto, e é difícil ter alguma empatia até mesmo pelo policial “bonzinho”. Com esses atrasos na condução da metade final do filme, o desfecho fica aquém do esperado.

    As atuações de Simons Sears, Jacob Hauberg Lohmann e do jovem Tarek Zayat são boas e bem conduzidas. Entretanto, as cenas de luta deixam muito a desejar, e é perceptível alguns truques de movimento entre um soco e outro.

    VEREDITO

    Zona de Confronto possui uma ideia criativa, mas peca em alguns pontos de seu desenvolvimento. Mesmo assim, é um bom entretenimento.

    3,0/5,0

    Assista ao trailer de Zona de Confronto:

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    CRÍTICA | João de Deus – Cura e Crime (1ª temporada, 2021, Netflix)

    Um dos casos mais impactantes em nível global, envolvendo assédio sexual e abuso da fé alheia, acaba de ser pauta de uma série documental original da Netflix. A primeira temporada de João de Deus – Cura e Crime chegou ao streaming em 25 de agosto de 2021.

    O documentário em formato de série relata a história de ascensão e queda do império religioso criado pelo médium João Teixeira de Faria em Abadiânia, município no Interior de Goiás. Desenvolvida em parceria com a Grifa Filmes, a produção possui 4 episódios com média de 50 minutos de duração.

    João de Deus – Cura e Crime conta com uma série de depoimentos de fontes importantes para conhecer bem o caso. Entre elas: vítimas que denunciaram formalmente os abusos, advogadas, promotores de Justiça, moradoras e moradores de Abadiânia, voluntários do hospital de cura criado por João de Deus, além de amigos e familiares do médium.

    SINOPSE

    Nesta série documental, vamos mergulhar, por meio de entrevistas exclusivas e materiais inéditos, na tenebrosa trajetória de João de Deus, o líder de cirurgias espirituais e dono de um império econômico que se tornou protagonista do maior escândalo de assédio sexual do Brasil.

    ANÁLISE DE JOÃO DE DEUS – CURA E CRIME

    Antes de começar a análise eu reforço a mensagem exibida no começo de cada episódio, alertando sobre o quão impactante o conteúdo pode ser para algumas pessoas.

    Há imagens explícitas de cirurgias não-convencionais, inclusive envolvendo o uso de uma serra elétrica enferrujada, além dos relatos realmente pesados das vítimas.

    Então, se você não está em um bom dia, ou sabe que registros visuais explícitos e relatos de abuso sexual podem lhe causar gatilhos emocionais difíceis de lidar, não assista à produção.

    Se você ou alguém que você conhece sofre com violência e abuso e precisa de ajuda para encontrar recursos de apoio, acesse www.wannatalkaboutit.com

    Dito isso, vamos à análise.

    A Netflix expande seus documentários originais de crimes cometidos no Brasil que transcenderam nosso país. Depois de Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime, também lançado em 2021, agora com João de Deus – Cura e Crime a gigante do streaming contribui para trazer à tona fatos e registros inéditos.

    E novamente faz isso muito bem.

    A série documental retoma toda a trajetória do médium João Teixeira de Faria, iniciada na década de 1970, até acontecimentos recentes ocorridos em março de 2021. Os registros em fotos e vídeos, inclusive com materiais inéditos, são um importante diferencial, mas não são o grande mérito da produção.

    A série documental João de Deus - Cura e Crime retrata a história do império de curas e crimes realizados pelo médium João Teixeira de Faria

    As qualidades que mais merecem reconhecimento são a relevância das fontes ouvidas e como cada pessoa entrevistada realmente contribui para o desenrolar dos fatos. Ninguém está ali à toa, e a equipe documentarista consegue fazer com que cada um e cada uma relate algo que faça a narrativa avançar.

    A condução dos episódios também conta com vídeos das coberturas midiáticas de diferentes épocas, todas sinalizadas de modo simples e objetivo a partir da exibição de imagens aéreas das cidades, a fim de mostrar onde e quando se passa o que será mostrado a seguir.

    Não há nenhuma locução por parte da equipe documentarista de João de Deus – Cura e Crime. Isso só foi possível graças ao êxito das entrevistas e da excelente montagem.

    A série documental situa a audiência muito bem, de modo que até quem nunca acompanhou o caso conseguirá perceber as curas promovidas pelo médium João Teixeira de Faria e suas entidades, facilitando o entendimento sobre a importância que a figura de João de Deus conquistou no Brasil e no mundo.

    Da mesma forma, isso também facilita entender como João Teixeira de Faria praticou os abusos, relatados de modo consistente pelas vítimas sobreviventes entrevistadas pelo documentário.

    Como diz uma fonte, cujo registro inclusive está no trailer: O tanto que existe de luz e de fenômeno, existe a sombra também. Os registros audiovisuais e os relatos – tanto das vítimas, como de quem foi curado – comprovam que essa dualidade é real.

    VEREDITO

    João de Deus – Cura e Crime é uma excelente série documental perturbadora do início ao fim.

    Dos registros históricos à importância de cada relato das fontes, a produção da Netflix e da Grifa Filmes acertou em todas suas decisões. Tudo isso foi coroado com uma montagem simples, objetiva e que pode servir como referência para outros documentários de true crime.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer de João de Deus – Cura e Crime:

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    Despero: Conheça tudo sobre o novo vilão de The Flash

    Despero foi confirmado como o vilão da oitava temporada de The Flash e será interpretado por Tony Curran, ator britânico que já fez parte de uma série de heróis, só que na Marvel, sendo um dos irmãos russos de Demolidor na Netflix.

    ORIGEM

    Criado por Gardner Fox e Mike Sekowsky, Despero teve sua primeira aparição em Liga da Justiça da América #1, sendo o antagonista da equipe.

    O ditador de Kalanor, um planeta interdimensional, o vilão deu muito trabalho para a Liga, sendo um adversário formidável, pois tem poderes incríveis.

    Sua principal característica são sua aparência humanoide, na qual ele possui barbatanas e um terceiro olho em sua testa.

     Ele já esteve dos dois lados da moeda, já foi herói, mas normalmente é o antagonista das histórias.

    PODERES

    Despero possui diversos poderes que o tornam extremamente perigoso, pois são uma combinação letal de habilidades.

    Dentre eles, temos a hipnose, rajadas de energia, super força e intelecto acima do normal, por exemplo. 

    AFILIAÇÕES

    O personagem já fez parte da Liga da Injustiça, Sociedade Secreta dos Super-Vilões e dos Ladrões do Tempo.

    Curiosamente, embora seja um antagonista, Despero também já fez parte da Liga da Justiça, sendo liderado algumas vezes por nada mais, nada menos que Mulher-Maravilha.

    APARIÇÕES DE DESPERO

    Além da nova temporada de The Flash, Despero já deu as caras em algumas animações da DC Comics.

    O vilão já apareceu em Liga da Justiça Sem Limites, famoso desenho animado dos anos 2000, Justiça Jovem e Batman: Bravos e Destemidos. Além disso, ele tem uma ponta no longa Superman e Batman: Inimigos Públicos, por exemplo, e na hq de Injustiça: Deuses Entre Nós, sendo morto por Sinestro.

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