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    Indiana Jones 5: Filme definitivamente não será um reboot

    A presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy confirma que Indiana Jones 5 não será um reboot da franquia. Quando a Disney comprou a Lucasfilm em 2012, eles rapidamente decidiram desenvolver filmes ambientados no universo de Star Wars, que culminou com o lançamento de O Despertar da Força três anos depois. Entretanto, eles parecem ter deixado pra trás a franquia Indiana Jones, mesmo após assumir completamente o controle da Propriedade Intelectual que estava nas mãos da Paramount em 2013.

    Indiana Jones 5 foi oficialmente anunciado três anos depois – com Harrison Ford reprisando seu papel icônico e que Steven Spielberg retornaria para a direção – mas desde o anúncio, o foi filme atrasado duas vezes, e seria lançado originalmente em 2019.

    Com Ford ficando mais velho (ele fará 78 anos em Julho) e o roteiro de Indiana Jones tendo sido reescrito por diversas vezes, alguns fãs pensaram que o filme poderia acabar sendo um reboot. Mesmo em 2016, o CEO da Disney, Bob Iger sugeriu que o filme não seria uma continuação convencional como os filmes que o antecederam.

    Em uma entrevista à BBC no tapete vermelho do BAFTA, Kathleen Kennedy atualizou os fãs sobre o status de Indiana Jones 5, dizendo:

    “Nós estamos trabalhando; levando o roteiro para um lugar onde queremos ir, e então nós ficaremos prontos para seguir em frente.”

    Quando perguntada se o filme seria um reboot ou uma continuação, Kennedy confirmou que Harrison Ford retornará dizendo:

    “Não é um reboot, mas sim uma continuação.”

    Não é surpreendente ouvir que há planos para trazer Ford de volta com seu icônico chapéu e chicote. O ator pode estar chegando aos 80, mas ele continua mais ativo do que nunca, tendo sido o ator principal do filme O Chamado da Floresta. Ele parece ter ficado animado com Indiana Jones 5 apesar de seus atrasos, e parece ter ficado genuinamente feliz sobre a oportunidade de retornar à franquia.

    Claro, vale lembrar que não é segredo que Reino da Caveira de Cristal, de 2008, é considerado por muitos um dos piores filmes da franquia, especialmente após A Última Cruzada de 1989 aparentemente ter finalizado as histórias como Dr. Jones.

    Indiana Jones 5 tem o potencial para finalizar de forma brilhante a história de Harrison Ford na franquia, que é uma das maiores razões para ele, Spielberg e a Lucasfilm se manterem comprometidos em fazer uma continuação de algum tipo, ao invés de reiniciar toda a história.

    Apesar do filme ter passado por problemas de atraso, Spielberg e Ford devem começar a filmar Indiana Jones 5 esse ano como planejado. O que parece estar atrasando o filme agora é a história, com o roteiro já tendo passado nas mãos de diversos roteiristas. Mais recentemente, o colaborador de longa data de Steven Spielberg, David Koepp confirmou estar trabalhando no roteiro novamente, tendo se recusado a continuar no desenvolvimento do roteiro no passado. É especulado que ele e Spielberg estejam tentando criar um MacGuffin forte o suficiente para evitar o já batido plot usado em O Reino da Caveira de Cristal.

    Quando eles o fizerem, o filme deve estar pronto para entrar em produção, se eles não conseguirem, é provável que Indiana Jones 5 possa transformar o filme em um reboot afinal.



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    Aves de Rapina: Conheça Cassandra Cain

    Cassandra Cain que chega aos cinemas nesta semana com sua primeira adaptação live-action em Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, foi criada por Kelley Puckett e Damion Scott e sua primeira aparição foi em Batman #567 (Julho de 1999).

    ORIGEM

    Aves de Rapina: Conheça Cassandra CainCassandra é filha dos assassinos David Cain e Lady Shiva e para se tornar uma das maiores assassinas do mundo, ainda durante sua infância, foi privada de fala e contato humano. Ao crescer se tornou especialista em artes marciais e sendo “muda” desenvolveu habilidades sociais limitadas.

    Desde seu nascimento foi treinada por Cain na leitura da linguagem corporal. Ela era capaz de ler os movimentos de seus oponentes e prever o que eles fariam. Aos oito anos, seu pai a levou para matar um homem de negócios. Quando o homem morreu, ela leu o que ele estava sentindo e percebeu que aquilo era errado e assim fugiu de seu pai.

    EQUIPES

    Seguindo as ordens do Batman, fez parte da Liga da Justiça de Elite disfarçada de Kasumi. Cassandra participou dos Titãs do Leste e batalhou contra a Supergirl. Também fez parte da Liga dos Assassinos, onde juntou evidências que indicavam que Lady Shiva era sua mãe. Ao ser deixada para trás pelo Batman, Cassandra Cain se juntou aos Jovens Titãs como Batgirl.

    RELACIONAMENTOS

    Em  Batgirl #39-41, escrita por Dylan Horrocks e desenhada por Adrian Sibar, Oráculo (Barbara Gordon) decide que ela e Cassandra Cain precisam tirar férias em um cruzeiro. Superboy – que também estava na viagem – luta ao lado da Batgirl contra um terrorista chamado Black Wind e ao final da luta Conner dá o seu número para Cassandra, que o beija.

    Por mais que Superboy tente, a “maldição dos super-heróis com problemas inevitáveis” ​​interrompe qualquer chance de bons momentos do novo casal. Logo depois disso, Superboy começa a namorar a Garota Maravilha.



    FRAQUEZA

    Por causa de seu treinamento que a possibilita ler e prever os movimentos de seus adversários, Cassandra desenvolveu um tipo de Dislexia Extrema que dificulta a sua leitura e escrita.

    PODERES, HABILIDADES E EQUIPAMENTOS

    Aves de Rapina: Conheça Cassandra CainCassandra Cain possui força, resistência, velocidade e agilidade de nível de pico comparáveis ​​ao melhor atleta humano. Tem um conhecimento de nível mestre de todas as artes de luta conhecidas e desconhecidas e continua a aprender com cada novo oponente que ela enfrenta. E criou duas técnicas de luta: Estilo Dragão Kung Fu e a técnica das Folhas Que Caem.

    Já usou várias vezes o uniforme da Batgirl juntamente com seu cinto de utilidades, bombas de fumaça e bat-rangs. E também é especialista com armas brancas.

    CURIOSIDADES

    Devido aos ferimentos infligidos por seu pai durante o treinamento da infância, Cassandra tem diversas cicatrizes no corpo; sua primeira palavra falada foi “pare” e seu primeiro primeiro beijo foi com Conner Kent. Além de Batgirl (primeira aparição em Legends of the Dark Knight #120, de Agosto de 1999), a personagem também já teve outros codinomes, como: Morcega Negra (primeira aparição em Batman, Inc. #6, de Maio de 2011) e Órfã (primeira aparição em Batman & Robin Eternal #26, de Março de 2016).



    APARIÇÕES

    Uma suposta garota apareceu no desenho Liga da Justiça em uma linha do tempo alternativa muito parecida com Cassandra Cain. Em Young Justice Outsiders como Órfã. Nos games ela apareceu como Batgirl no jogo Batman Dark Tomorrow. E nos cinemas a personagem ganhará sua primeira versão live-action no filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa onde será interpretada pela atriz Ella Jay Basco.

    E você, está animado para o filme das Aves de Rapina? o longa chega aos cinemas nesta semana (06), então aproveite para ler também as publicações relacionadas:

    Aves de Rapina: 5 HQs pra ler antes do filme

    Arlequina: Conheça a Princesa Palhaça do Crime

    Caçadora: Conheça Helena Bertinelli

    Canário Negro: Conheça Dinah Laurel Lance

    Máscara Negra: Conheça Roman Sionis



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    The Witcher: Henry Cavill tentou fazer a cena da banheira – igual no game

    Uma das imagens mais icônicas para algumas pessoas da primeira temporada de The Witcher foi Henry Cavill dentro da banheira de Yennefer, mas aparentemente, ele tentou fazer a série o mais próximo possível da cena vista no game da CD Projekt Red, The Witcher 3: Wild Hunt. A série mostrou a primeira temporada da maior obra de Andrzej Sapkowski, adaptando brevemente suas duas primeiras coleções de contos, O Último Desejo e Espada do Destino. Entretanto, muitos fãs foram apresentados ao mundo da série através do game que foi enormemente premiado nos anos subsequentes ao seu lançamento.

    Os livros, games e agora a série conta a história de Geralt de Rívia, Yennefer de Vengerberg, e da princesa Cirilla de Cintra enquanto eles confrontam a dura realidade da guerra, turbulência política, e do destino mágico e imperdoável do Continente. A série rapidamente se tornou uma das séries de mais sucesso da Netflix, e isso foi possível em grande parte pela habilidade da showrunner Lauren Schmidt Hissrich de saber trazer para a série os fãs dos livros e dos games. É claro que isso é muito fácil de conseguir quando você tem o Bruxo, Henry Cavill no centro de tudo isso.

    Em uma entrevista à BBC Radio 1, Cavill falou um pouco sobre o seu processo de criação de Geralt, e também da cena da banheira que muitos fãs esperavam e como eles reagiriam a ela. O ator explicou:

    “É um momento muito icônico e muitas pessoas estão atribuindo isso aos games e sim, os games, com certeza trouxeram esse momento aos holofotes e o tornaram icônico, mas ele também está nos livros, e eu não sabia quantas pessoas sabiam que aquele momento já havia ganho uma versão visual.”

    O ator então passou a discutir como ele estava se sentindo durante a cena:

    “Quando eu estava entrando na banheira, eu estava pensando, ‘Será que alguém sabia que essa cena em particular exploraria aquela cena?’ Eu estava tentando colocar meus pés para cima e não conseguia, a banheira tinha o formato errado, mas eu também pensei que isso poderia ter sido demais.”

    The Witcher

    Para aqueles que não estão familiarizados com a cena em particular, em The Witcher 3 o game começa com o flashback que mostra Geralt em uma banheira em uma posição relaxante, com seus pés para cima, que Henry Cavill tentou emular. A cena recebeu muita atenção quando o game foi lançado, e desde então ganhou vida própria fora do game como um meme. Para muitos, a primeira imagem que vem a mente em relação aos games, não são as sequências de luta de espadas ou as caçadas, mas sim a cena da banheira. Faz sentido que a série pensou em capitalizar na cena que se tornou um viral rapidamente na época do lançamento do game.

    Cavill é conhecido por seu amor pelos livros da série The Witcher e pelos games, e chegou a dizer que viver Geralt seria o papel dos seus sonhos. E nós, fãs da série temos sorte por ter um dos nossos dando vida ao personagem que tanto amamos. Ele é o ponto de ligação perfeito entre a personificação do personagem amado nos livros, games e série. O compromisso de Cavill ao dar vida ao personagem em formas que apresenta o que foi mostrado nos livros, e também nos games é definitivamente um ponto alto na série e que faz The Witcher ser tão interessante.

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    The Witcher: Pesadelo do Lobo | Anime será focado no jovem Vesemir

    Anteriormente, a Netflix tinha anunciado planos para um anime que seria lançado entre a primeira e a segunda temporada de The Witcher. Entretanto, parece que esse projeto se passará bem antes de Geralt se tornar um matador de monstros.

    Isso é porque o anime contará a história do mentor de Geralt, Vesemir. A descrição da animação foi revelada em um comunicado para a imprensa da Netflix:

    “Muito antes de se tornar o mentor de Geralt, Vesemir começou sua própria jornada como um bruxo após o misterioso Deglan o reinvindicar pela Lei da Surpresa.”

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA: CRÍTICA – The Witcher (1ª temporada, 2019, Netflix)

    Apesar de Vesemir não aparecer na série live-action da Netflix, nós ouvimos sua voz no último episódio da primeira temporada. Se ela te pareceu familiar, isso é porque é a voz do ator de Anjos da Noite: Underworld e Divergente, Theo James. James parece ter uma boa relação com a Netflix já que ele dublou o personagem Hector no anime Castlevania, e Rek’yr em The Dark Crystal: Age of Resistance.

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    CRÍTICA – Marvel 1602 (2017, Panini Comics)

    E se os heróis e os vilões viessem a existir cerca de 300 anos antes da hora? Em Marvel 1602, somos apresentados pela incrível mente de Neil Gaiman a uma época em que a Inquisição Espanhola estava em seu auge, e assim como a era Elisabetana chegava o fim, a era Jacobina tinha início na Inglaterra.

    O roteirista dos icônicos Sandman, Good Omens, The Books of Magic e Deuses Americanos lançou a HQ originalmente entre 2003 e 2004 nos Estados Unidos e foi enfim lançada em uma versão única aqui no Brasil pela Panini em Setembro de 2007. O arco ganhou uma incrível edição em capa dura com verniz, com cada “tomo” ou capítulo, sendo dividido pela incrível arte das capas criadas por Scott McKowen, em 2017.

    A Rainha Elizabeth I da Inglaterra teve um reinado estável por quase 44 anos. Mas tudo mudou quando as preocupações acerca de estranhas anomalias surgiram ao redor do mundo, tendo início na costa da Ilha de Roanoke, e incumbiu Stephen Strange de resolver esse mistério. Com a ajuda de seu Espião-Mestre, Sir Nicholas Fury, a Rainha Elizabeth pediu que um antigo poderoso artefato Templário fosse trazido para seus domínios, a fim de evitar que a poderosa arma caísse nas mãos de outras facções que pudessem fazer mal uso da mesma.

    Nicholas Fury acredita que suas habilidades deviam ser passadas adiante, e seu jovem aprendiz — ou garoto de recados — era Peter Parquagh. As habilidades passadas de Sir Fury para o jovem órfão não foram passadas em vão.

    Com uma possibilidade de um futuro violento, uma perturbação e o possível colapso da realidade segundo o “médico” Stephen Strange acredita, somos apresentados aos mais diversos personagens do já estabelecido Universo Marvel, entre ele Petros (Mercúrio), Wanda (Feiticeira Escarlate) e Enrique (Magneto), o Alto Inquisidor. Os três são responsáveis por grande parte dos conflitos e intrigas entre os reinos da Inglaterra e da Escócia, com Petros servindo como uma espécie de “leva e traz”.

    Todos os acontecimentos daquele universo são testemunhados por Uatu, o já conhecido Vigia que é responsável por testemunhar os acontecimentos daqueles que habitam e protegem a Terra, sem poder interferir neles. Ao nos apresentar também um personagem vindo do futuro – se olharmos do ponto de vista daqueles personagens que habitam o século XVII —, somos surpreendidos com cada curva que o roteiro de Gaiman faz.

    As artes de miolo de Andy Kubert nos deixam de boca aberta, por serem elaboradas, bem diagramadas e de tirar o fôlego, em que as capas facilmente poderiam se passar por artes do fim da Era Elisabetana.

    Marvel 1602

    Ao levar os personagens com poderes e habilidades conhecidas para o século XVII, o roteiro de Neil Gaiman dá espaço para arcos que acabam por estabelecer os heróis – e vilões – que não tiveram tanto holofote no one-shot. 1602: Os Quatro do Fantásticko, Homem-Aranha 1602 e 1602: Novo Mundo nos apresentou com ainda mais profundidade as relações iniciadas em Marvel 1602.

    Ao nos apresentar o não-fim da colônia de Roanoke, como o nascimento e morte da jovem Virginia Dare, a primeira criança inglesa nascida nas Américas, e as lendas acerca do fim da recém-criada colônia de Roanoke em 1580, Gaiman acerta ao acrescentar seus tons brilhantes às cores cinzas da morte prematura daqueles colonos recém-chegados no inverno. Sem saber como sobreviver àquele clima, e o problemático embate com os nativos, Neil Gaiman dá algumas camadas a mais, ao nos apresentar elementos fantásticos que apenas as lendas contadas naquela época eram capazes de criar.

    Gaiman, Kubert e McKowen se destacam ao nos fazer entender de forma clara e nos maravilhar ao ambientar o panorama repleto de conflitos de uma Inglaterra do Século XVII, assim como a história de um Rei da Escócia a fim de conquistar novos territórios.

    Já teve a chance de conferir Marvel 1602? Conta pra gente o que você achou do quadrinho e qual o melhor arco na sua opinião? Dê sua nota e não se esqueça de comentar abaixo!



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    CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

    Joias Brutas é, com toda a certeza, um dos filmes mais surpreendentes de 2019. Com Adam Sandler no papel principal, o thriller dirigido pelos irmãos Benny e Josh Safdie é uma produção de tirar o fôlego e deixar o telespectador agarrado na cadeira durante seus 135 minutos.

    O longa conta a história de Howard Ratner (Sandler), o dono de uma loja de joias em Nova Iorque. O estabelecimento recebe artistas e celebridades de todos os tipos, sendo o local ideal para trapaças e esquemas ilícitos. Ratner está cheio de dívidas e, buscando uma forma de manter seu negócio – e a renda de suas duas famílias -, encomenda uma pedra preciosa diretamente da Etiópia. O propósito da compra é revender a pedra em um leilão, garantindo, assim, a verba necessária para quitar suas pendências com apostas e agiotas.

    CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

    Ao receber a encomenda, Ratner mostra a pedra para Kevin Garnett, um astro da NBA, que instantaneamente acredita que a joia possui poderes especiais e está conectada a ele. Como forma de ganhar a confiança do jogador – e possível comprador da peça – Ratner entrega a pedra para que Kevin a utilize antes de um grande jogo. É a partir desse ponto que o longa dos Safdie entra em uma espiral de acontecimentos em ritmo frenético.

    O longa talvez seja uma das maiores injustiças do ano na temporada de premiações junto com O Farol – ambas produções da A24. O roteiro dos Safdie em parceria com Ronald Bronstein é envolvente, tragicômico e extremamente surpreendente. A cada novo golpe que Howard Ratner tenta aplicar, ficamos cada vez mais agarrados à poltrona do cinema, desejando que aquela agonia toda acabe.

    CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

    Adam Sandler é, obviamente, o ponto alto de Joias Brutas, pois o foco de todos os acontecimentos está concentrado em sua atuação. O ator consegue entregar a imagem de um homem perturbado e, ao mesmo tempo, muito carismático; que não aparenta ser inteligente, mas que consegue enganar e persuadir a todos a sua volta. Esse é provavelmente o melhor trabalho de sua carreira e merecia um reconhecimento muito maior da Academia.

    Lakeith Stanfield, como sempre, entrega uma ótima atuação. Mesmo sem tanto protagonismo, Demany (Lakeith Stanfield) auxilia na condução da trama, tornando as situações ainda mais difíceis para Ratner. A esperteza dos diálogos, e o jeito sorrateiro com que Sandler fala com Stanfield, traz simpatia para a dupla que possui uma química perfeita em cena.

    CRÍTICA – Joias Brutas (2019, Benny Safdie e Josh Safdie)

    Como um grande jogo de gato e rato que chega a um beco sem saída, o desfecho de Joias Brutas é uma catarse tão grande quanto absurda. Os últimos minutos são imersivos e sufocantes. Quando toda a histeria acaba e há um fio de esperança no ar, o que sobra é o suficiente para ser aplaudido de pé.

    Joias Brutas já está disponível na Netflix! Confira o trailer:

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