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    Pinguim: Conheça um dos maiores vilões do Batman

    Oswald Chesterfield Cobblepot, também conhecido por Pinguim é um dos maiores antagonistas do Batman. Apesar da sua aparência inofensiva, ele é uma pessoa cheia de raiva e dotado de uma mente criminosa verdadeiramente sem escrúpulos. Com uma história de origem trágica e um império criminoso nas costas, o vilão pode parecer um inimigo fraco à primeira vista, mas é um rival à altura de Bruce Wayne.

    O vilão fez sua estreia na HQ Detective Comics #58, em 1941 e foi criado por Bill Finger e Bob Kane, os próprios criadores do Homem Morcego. Ele foi pensando em um personagem que consolidasse a corrupção e a criminalidade que consumia a cidade de Gotham por dentro. Com o passar dos anos, ele acabou se tornando um dos inimigos mais populares do Cavaleiro das Trevas.

    ORIGEM

    Oswald Chesterfield Cobblepot, membro de uma rica família de Gotham. No entanto, durante a infância, sofreu bullying por conta de sua baixa estatura, obesidade e seu nariz, parecido com um bico de pássaro.

    Quando ainda era criança, Oswald viu seu pai morrer de pneumonia após ficar encharcado durante uma tempestade. Por conta disso, sua mãe o forçava a carregar um guarda-chuva sempre que saia de casa, mesmo em dias ensolarados.

    A mãe do vilão também era dona de uma loja de pássaros. Como os animais foram seus únicos amigos na infância, ele desenvolveu uma obsessão muito grande por aves. Oswald Cobblepot até decidiu estudar ornitologia na faculdade, mas logo percebeu que sabia mais que seus professores.

    Então, ele resolveu que era melhor focar nos negócios e usou o dinheiro que possuía, já que a família era rica, para construir um lounge que recebia dos mais poderosos de Gotham.

    Com o nome de Iceberg Lounge, o ambiente passou a ser onde Pinguim fazia seus primeiros contatos com o crime. Por isso, ele passou a ser o inimigo do Cavaleiro das Trevas, já que tiveram vários embates.

    HABILIDADES

    Este é um dos vilões mais inteligentes que o Batman já defrontou. O Pinguim é excelente em planejar seus crimes e um ótimo líder, características que lhe concederam contatos por todo o mundo criminoso de Gotham. Mas sua inteligência não é a única arma que ele possui.

    Apesar da sua estatura, ele é um ótimo lutador de judô e boxe. Contudo, suas características atléticas eventualmente são alteradas nos quadrinhos, dependendo do autor.

    A sua arma preferida é o seu guarda-chuva, que usualmente esconde uma espada, mas em alguns quadrinhos esse seu acessório pode ser, na realidade, uma metralhadora ou até mesmo um lança-chamas.

    EQUIPES

    Oswald já participou de algumas equipes durante os seus 80 anos de história, se juntando aos grupos Liga da Injustiça, Sociedade Secreta dos Supervilões, Sindicato do Crime e até o Esquadrão Suicida.

    CURIOSIDADES

    No universo Terra Um, uma nova história de origem do Batman traz Oswald Cobblepott abandonando o manto de Pinguim e se tornando o prefeito de Gotham. A família Cobblepott tinha tanta fortuna e influência quanto à família Wayne; com os Cobblepotts servindo como empresários ou promotores públicos na cidade. Oswald planeja acabar com a competição com a família Wayne matando Thomas e Martha Wayne. No entanto, o casal foi assassinado em um assalto não relacionado em uma noite de eleição com o evento transformando Bruce Wayne em Batman. Bruce é mais tarde capturado pelo prefeito corrupto, mas quando sua identidade é comprometida, o leal mordomo de Bruce, Alfred, entra em cena e mata o Pinguim.

    OUTRAS MÍDIAS

    O vilão apareceu em diversas animações, games e até na TV, sendo elas:

    ANIMAÇÃO

    • Super Amigos (1973);
    • Batman: A Série Animada (1992);
    • O Batman (2004);
    • Batman: Os Bravos e Os Destemidos (2011)
    • Batman: Ataque Ao Arkham (2014)
    • Batman e o Longo dia das Bruxas: Parte 1 e 2 (2021);

    PUBLICAÇÕES RELACIONADAS:

    CRÍTICA | Batman: O Longo Dia das Bruxas – Parte 1 (2021, Chris Palmer)

    CRÍTICA | Batman: O Longo Dia das Bruxas – Parte 2 (2021, Chris Palmer)

    GAMES

    • Batman Returns (1992);
    • The Adventures of Batman & Robin (1994);
    • Batman: Partners in Peril (1996);
    • Batman Chaos in Gotham (2001);
    • Batman Gotham Racer (2001);
    • Batman Justice Unbalanced (2004);
    • LEGO Batman The Videogame (2008);
    • DC Universe Online (2011);
    • Batman Arkham City (2011);
    • LEGO Batman 2 DC Super Heroes (2012);
    • Injustice (2013);
    • Scribblenauts DC Comics Adventure (2013);
    • Batman Arkham Origins (2013);
    • Batman Arkham Origins Blackgate (2013);
    • LEGO Batman 3 Beyond Gotham (2014);
    • Batman Arkham Knight (2015);
    • Batman: The Telltale Series (2016);
    • LEGO DC Super Villains (2018).

    CINEMA E TV

    O falecido Burgess Meredith se tornou o primeiro ator a interpretar Oswald em um projeto live-action. No entanto, suas adaptações mais famosas se deram no filme Batman: O Retorno (1992), onde foi interpretado por Danny DeVito, bem como na série Gotham (2014-2019), onde é um dos personagens principais e é vivido por Robin Lord Taylor.

    SUA PARTICIPAÇÃO EM THE BATMAN E SÉRIE SOLO

    Ainda não há mais detalhes confirmados sobre o projeto ou previsão de lançamento, mas tudo indica que a história da série de The Batman será inteiramente ambientada em Gotham e deverá contar toda a jornada de Oswald Chesterfield Cobblepot (Colin Farrel) até tornar-se o rei do crime da cidade.

    Além da série focada no vilão, o longa-metragem já tem outro programa derivado intitulado de Gotham P.D., apresentando a visão dos oficiais de polícia de Gotham sobre a cidade do crime, além de poder contar com o retorno de Jeffrey Wright como Comissário Gordon.

    Enquanto isso, The Batman é dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson. O elenco da produção ainda conta com Zoë Kravitz interpretando a Mulher-Gato, Jeffrey Wright como Jim Gordon, Paul Dano dando vida ao Charada, Colin Farrell como Pinguim entre alguns outros.

    The Batman irá estrear no dia 3 de março de 2022 nos cinemas.

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    Noites Sombrias #55 | A sobrevivência feminina em Yellowjackets (1ª temporada, 2022, Showtime)

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    O Noite Sombrias dessa semana faz uma análise completa da primeira temporada de Yellowjackets, série televisiva da Showtime. Criada por Ashley Lyle e Bart Nickerson,  a produção está disponível no Brasil pela Paramount Plus. No elenco estão Melanie Lynskey, Juliette Lewis, Tawny Cypress and Christina Ricci.

    SINOPSE DE YELLOWJACKETS

    Yellowjackets narra a jornada de um time de futebol feminino que, durante o ensino médio, sobreviveu a um acidente de avião no distante deserto de Ontário. Vince e cinco anos depois, acompanhamos uma equipe complicada mas talentosa se transformar em um clã selvagem, enquanto tentam reconstruir suas vidas como mulheres adultas.

    ANÁLISE

    O horror feminino sempre foi um prato cheio para o cinema, visto que, a partir de personagens jovens era possível criar todo tipo de estereótipo feminino nas telas. Os filmes e séries dos anos 90 de horror são a prova de que para algo fazer sucesso era preciso ter adolescentes morrendo em cena. Mas, eis que em 2021 surge Yellowkackets trazendo toda estética noventista para uma abordagem mais feminista, desta vez, as mulheres estão no comando da luta pela sobrevivencia. 

    Diga-se de passagem, é uma boa sacada dos produtores. Pois, a série não só traz aspectos nostálgicos dos anos 90 para cativar, como também têm a chance de ser melhor do que outras séries famosas do mesmo estilo. Um pouco de Pretty Little Liars, Gossip Girls e até mesmo, Lost fazem de Yellowjackets um enorme sucesso e a série perfeita para diferentes públicos. 

    Na trama, adolescentes de um time de futebol feminino de Nova Jersey sofrem um acidente de avião, após serem classificadas para as Nacionais em 1996. O avião acaba caindo no deserto de Ontário no Canadá, o que faz com que essas jovens precisem sobreviver em um lugar inóspito durante um ano e meio. 

    Após 25 anos do resgate das sobreviventes acompanhamos Shauna Sheridan ( Sophie Nélisse na versão adolescente e Melanie Lynskey na versão adulta), Taissa Turner (Tawny Cypress na versão adulta e Jasmin Savoy Brown na versão adolescente), Natalie (Juliette Lewis na versão adulta e Sophie Thatcher na versão adolescente) e Misty ( Christina  Ricci na versão adulta e Sammi  Hanratty na versão adolescente). Cada qual tentando levar uma vida normal, mas quando traumas do passado voltam para perturbá-las, é preciso um reencontro. 

     A série deixa indícios que existem outras sobreviventes, mas por hora, são Shauna, Taissa, Misty e Natalie que conduzem a trama no presente. Visto que, a série tem o conceito de ir e voltar no tempo para contar o que houve nas florestas 25 anos atrás e como isso afetou as personagens e suas ações no futuro. É um recurso interessante para a produção, ainda que, por vezes, nos atentamos mais aos mistérios da floresta de Yellowjackets do que o que está acontecendo atualmente. 

    Isso porque, toda a trama construída no isolamento das sobreviventes é simplesmente fascinante. A dinâmica que o time exercia muda com o acidente e colegas antes dispensáveis tornam-se importantes e vice-versa acontece. Jackie (Ella Purnell), a capitã do time é vista como fraca e irritante pelas amigas, já Lottie (Courtney Eaton), considerada esquisita, começa a ter um papel importante no grupo à medida que profetiza algumas situações. Logo, é interessante notar como as adolescentes vão aos poucos criando um sistema matriarcal, visto que, existem apenas três homens junto delas – o treinador Ben (Steven Krueger) que fica sem autoridade no grupo após seu ferimento, Travis (Kevin Alves) e Javi (Luciano Leroux), filhos de um dos treinadores que faleceu na queda. 

    Dessa forma, Yellowjackets deixa evidente que a sobrevivência é feminina, ainda mais, quando fatos estranhos começam acontecer na floresta. Com tons de sobrenatural a série também carrega o gore dos filmes de sobrevivência, acidentes acontecem, animais são mortos e sangue é jogado na tela. Porém, um dos maiores atrativos e também mistérios de Yellowjackets é uma seita que parece existir antes do grupo cair no local ou se formar a partir das garotas (ainda não sabemos).  

    Yellowjackets é uma história completamente rica em mistérios e reviravoltas, que certamente pode se perder como Lost, mas que até então, parece ter tudo amarrado. Algumas pistas são dadas desde o começo, como também, o que as sobreviventes precisarão fazer umas com as outras para não morrerem de fome em meio ao inverno canadense. 

    Com uma trama tão densa e cheia de possibilidades, o presente de Yellowkackets poderia parecer entediante se não fosse pelas quatro atrizes que dominam as cenas. Melanie Lynskey, Tawny Cypress, Juliette Lewis e Christina  Ricci são incríveis, cada qual carregando os três jeitos de suas personagens adolescentes. Suas perspectivas e empenho para que nada do que foi feito na floresta seja revelado para a mídia mostram o quão perturbador foi o tempo em que elas estiveram perdidas. 

    Além do característico suspense, a série carrega um tom cômico e sarcástico, seja no passado, como no presente. Esse esforço de tornar a série uniforme em todos os seus aspectos, seja episódio por episódio, ou na mudança de épocas é graças a produção de Yellowjackets que soube desde cedo estabelecer o rumo e ritmo da produção. 

    Não à toa, Yellowjackets tem sido um sucesso. Uma trama de mistério, terror, drama e tons de humor que leva um ótimo elenco feminino no prato principal. Ainda que existam mais perguntas do que resposta , a Yellowjackets é honesta com seu espectador: não entrega tudo na primeira temporada, mas deixa inúmeras pistas pelo caminho. 

    Além disso, a série toca em assuntos complexos para a humanidade, como: Vale tudo pela sobrevivência? Qual o limite do ser humano? E o que fazer quando seu avião cai no meio do nada? Perguntas que as Vespas podem nos responder na segunda temporada, com mais mistérios e suspenses para alegrar os fãs de boas histórias com final girls

    4,0/5,0

    Confira o trailer de Yellowjackets:

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    House of the Dragon: Conheça Canibal, o dragão selvagem

    Canibal era um dragão selvagem que vivia em Pedra do Dragão durante a Dança dos Dragões. Os plebeus de Pedra do Dragão o chamavam assim porque ele praticava o canibalismo, banqueteando-se com dragões mortos, dragões recém-nascidos e ovos de dragão. Ele era um dos três dragões completamente selvagens que habitavam Pedra do Dragão, junto com Roubovelha (Sheepstealer) e Fantasma Cinzento.

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    ORIGEM

    Não se sabe a idade exata de Canibal, mas dizem que o dragão selvagem Roubovelha nasceu no início do reinado de Jaehaerys I Targaryen, por volta de 48 d.C. (Depois da Conquista). Sendo que Canibal era o mais velho e maior dos três dragões selvagens e, portanto, era ainda mais velho que Roubovelha.

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    APARÊNCIA

    O maior e mais antigo dos dragões selvagens era negro como carvão, com olhos verdes ameaçadores.

    CAVALEIROS

    Nenhuma pessoa – louca ou sã -, conseguiu tomar o Canibal; os que tentaram, não voltaram para contar a história.

    FEITOS

    Antes da Dança dos Dragões, pretensos domadores de dragões tentaram montá-lo uma dúzia de vezes, e seu covil estava cheio de ossos. Em 129 d.C., quando o príncipe Jacaerys Velaryon convocou cavaleiros de dragão, nenhuma das sementes de dragão que tentaram domar os dragões selvagens foi tola o suficiente para perturbar o Canibal devido à sua reputação. No entanto, quando Silver Denys tentou dominar Roubovelha, o dragão arrancou seu braço. Enquanto seus companheiros lutavam para estancar o sangramento, Canibal desceu sobre eles, expulsou Roubovelha e devorou ​​Silver Denys e os demais.

    Em 130 d.C., quando a carcaça de Fantasma Cinzento foi descoberta na base do Dragonmont, queimada, dilacerada e parcialmente devorada, o castelão de Pedra do Dragão, Sor Robert Quince, foi rápido em nomear Canibal como o assassino (embora na verdade tenha sido Sunfyre, o Dourado). 

    Alguns pescadores começaram a temer que o dragão os atacasse também, e pediram a Sor Robert que enviasse cavaleiros para matar mais temido dos dragões selvagens; mas ele recusou, argumentando que se eles deixassem o dragão em paz, ele não os incomodaria e proibiu a pesca nas águas a leste do Dragonmont, onde o corpo de Fantasma Cinzento foi encontrado.

    MORTE

    Canibal foi um dos quatro dragões que sobreviveram a guerra civil Targaryen conhecida como Dança dos Dragões, mas desapareceu após a guerra. E não se sabe até qual idade ele viveu.

    Em 94 d.C., Balerion, o Terror Negro foi o único exemplo conhecido de um dragão morrendo de velhice, com pelo menos 208 anos de idade, no entanto, é difícil determinar se essa era uma expectativa de vida máxima típica para um dragão.

    LEIA TAMBÉM:

    House of the Dragon: Conheça os dragões Targaryen

    A série A Casa do Dragão, spin-off de Game of Thrones chega ao catálogo da HBO Max no dia 21 de agosto.

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    CRÍTICA – Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth (2021, Team Ladybug)

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    Lançado originalmente em 2020 para PC, Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth foi relançado em dezembro de 2021 para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X | S. Além disso, o game chegou ao Nintendo Switch em 28 de janeiro deste ano e, no mesmo mês, chegaram às lojas as versões em mídia física para os consoles mencionados.

    O título é uma versão em 2D de ação do mangá The Record of Lodoss War, que já vendeu mais de 10 milhões de cópias. Na história do game, a Alta Elfa Deedlit acorda em um lugar estranho e desconhecido. Enquanto explora os arredores, ela encontrará velhos amigos e inimigos; e contará com a ajuda dos espíritos elementais do vento e do fogo, Sylph e Salamander, respectivamente, enquanto vagueia pelo misterioso novo mundo em busca de respostas.

    Record of Lodoss War – Deedlit in Wonder Labyrinth é um jogo 2D de ação e exploração no estilo metroidvania criado sob a supervisão de Ryo Mizuno, autor dos monumentais romances de fantasia Crônicas das Guerras de Lodoss, retratando a história de Deedlit até os eventos da Diadema da Aliança. Tanto fãs do mangá, quanto do anime e até aqueles que desconhecem a obra irão se divertir com este jogo.

    SINOPSE

    Deedlit desperta de repente em um local desconhecido. “Que lugar é este? Por que estou aqui?” À sua volta há apenas o silêncio, sem ninguém para responder suas perguntas. Ela começa a explorar esse novo local, partindo em busca de respostas a cada desafio superado.

    ANÁLISE

    Primeira observação antes de começar a análise: o download. Que saudade de baixar jogos rapidamente! O game tem uns 200GB e baixei em aproximadamente 1min. Que maravilha! (risos). Lembro-me que o download de The Lost of Us – Parte 2, por exemplo, durou uma vida inteira. #SadButTrue

    GAMEPLAY

    É absolutamente impossível falar de Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth sem mencionar o clássico Castlevania: Symphony of the Night. O novo título que para os jovens gamers pode ser apenas mais um metroidvania, é sem dúvidas para muitos – já coroas – uma carta de amor aos fãs de Alucard na saga contra seu pai, Drácula, no clássico de 1997.

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    Toda movimentação da protagonista, combate, mapa e sons são baseados no título da Konami, mas diferente dos games Bloodstained: Curse of the Moon (2018) e Bloodstained: Ritual of the Night (2019), que foram desenvolvidos pelo ex-produtor de Symphony of the Night, Koji Igarashi, que tentou criar uma experiência inspirada no clássico mas não sem ser igual, aqui o objetivo é claro: ser praticamente igual, porém com pequenas melhorias e uma ambientação em Lodoss.

    Como a franquia é baseada em um universo D&D, monstros como goblins, trolls, harpias, mantícoras, elfos negros, dragões e todo tipo de criatura que qualquer fã de RPG medieval aprecia estão presentes e sem repetições com variação de cores, como é comum em jogos de fases; que somados a variedade armas brancas e arcos fazem com que o jogador siga empolgado a cada nova área concluída.

    Em relação as melhorias em comparação ao seu material de inspiração, vale ressaltar que o uso do arco e principalmente os puzzles são uma novidade que teria sido muito bem vinda no saudoso título da Konami.

    GRÁFICOS

    Seja nas animações ou nos games, tenho dito: qualidade gráfica não é tudo. Por aqui já passaram diversos exemplos de boas obras que não ficam atrás de grandes e belíssimas produções. Se Akira (1988) e Viagem ao Topo da Terra (2022) não ficam atrás de Arcane (2021), por exemplo; Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth não fica atrás do já mencionado TLOU 2 e Horizon: Forbidden West. Eu sei, você pode me chamar de louco, mas quero dizer que apenas gráficos impressionantes não tornam uma obra inesquecível.

    Aqui a pixel art e o level design estão simplesmente perfeitos.

    NOSTALGIA

    O que as equipes da Team Ladybug, Why So Serius e PLAYISM fizeram ao nos entregar este game foi uma verdadeira experiência nostálgica e divertida; só tenho a agradecer por essa experiência incrível.

    VEREDITO

    Nem tudo são flores no Labirinto Maravilha. A narrativa do game conta com muitos diálogos rasos, fazendo com que seu background fique apenas subentendido; porém, será possível o jogador compreender a trama, mas – para os que não conhecem a incrível obra de Ryo Mizuno – dificilmente irá cativá-los a consumir o material original. Outro ponto negativo é a falta de uma trilha sonora marcante como em sua fonte de inspiração, mas é difícil chegar ao nível alcançado pelo clássico Castlevania: Shymphony of the Night.

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    Ainda assim, Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth é uma grata e divertida surpresa tanto para os fãs de Castlevania: Shymphony of the Night quanto The Record of Lodoss War que aquece o coração do fã “órfão”.

    Resumidamente, o título é um game breve e simples; porém bonito, cativante, com desafios balanceados e feito com muito esmero.

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer de lançamento:

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    PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Achilles: Legends Untold (2022, Dark Point Games)

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    Tivemos acesso antecipado ao beta de Achilles: Legends Untold e vamos compartilhar um pouco de nossas impressões do jogo que está previsto para ser lançado no segundo trimestre de 2022.

    Dark Point Games, o estúdio indie polonês responsável pelo game, apesar de novo, é composto por quatro nomes de relevante experiência, com passagens pela THQ Nordic (de Biomutant e Destroy All Humans) e CI Games (da série Sniper Ghost, Tails of Iron e Lords of the Fallen).

    SINOPSE

    Participe da jornada de Achilles, que está no meio de um conflito de séculos entre Hades e Ares. O jovem herói está sendo enviado para lutar contra o filho do Deus da Guerra – Phobos. Sua jornada vai levar ele a muitos cantos diferentes de terras mitológicas, onde obterá artefatos poderosos que o ajudarão em sua busca. Aquiles não está sozinho, pois Hefesto – o Deus dos ferreiros – está sempre pronto para fabricar novas armas em troca de materiais.

    ANÁLISE DE ACHILLES: LEGENDS UNTOLD

    Antes de fazer qualquer consideração sobre o jogo em si, preciso ressaltar o interesse do estúdio e da distribuidora em colher feedbacks de usuários com este beta. Ao contrário de outras situações com versões prévias, no beta de Achilles: Legends Untold senti a todo momento que existia o real interesse em saber se algum bug ou falha havia sido experienciado.

    Além disto, testando o sistema de comunicação de falhas, me surpreendi com a simplicidade e funcionalidade do formulário. Era nítido o objetivo de fazer com que os usuários conseguissem reportar suas insatisfações facilmente, sem maiores burocracias ou impeditivos.

    Conheça nossas impressões sobre Achilles: Legends Untold e saiba mais sobre esta elaborada trama que retrata um conflito entre Hades e Ares.

    Semelhanças e boas inspirações

    Ao jogar Achilles: Legends Untold pude notar certas semelhanças com os primeiros God of War, obviamente, mas sobretudo com Spartan: Total Warrior (2005) e o antigo jogo King Arthur (2004), baseado no filme homônimo contemporâneo. O estilo hack and slash embebido em cultura greco-romana certamente ajuda na identificação.

    Além de características culturais, nota-se muito a inspiração no gênero soulslike. No combate e na sua forma de reprodução, com inimigos separados em grupos de 3 ou 4 e foco em estudo de movimentos e danos punitivos. Some estas características ao level design com áreas desafiadoras e boss fights pontuais e bem demarcadas.

    A árvore de habilidades, ainda incipiente em termos de variedade, lembra muito a proposta vista em Skyrim. A representação de constelações simbolizando as várias habilidades e status que podem ser aprimorados leva o jogador imediatamente para essa lembrança. A ainda pequena variedade de melhoramentos certamente pode ser creditada ao fato de ainda não ser a versão final do jogo.

    Proposta conservadora, mas promissora

    Conheça nossas impressões sobre Achilles: Legends Untold e saiba mais sobre esta elaborada trama que retrata um conflito entre Hades e Ares.

    É claro que é arriscado criar um jogo com uma temática parecida a de tantos outros. Ainda mais arriscando a semelhança com uma franquia gigante como God of War. Mas Achilles: Legends Untold não se intimida. O jogo oferece mecânicas desafiadoras e uma proposta um pouco menos fantasiosa em comparação à saga do filho de Zeus e Calisto.

    O esforço de um jogo indie entregar um beta acessível e com a intenção de fazer melhor é muito louvável. Com o pouco que pude experimentar até agora, posso dizer que estou ansioso. Quero logo saber quais as novas mecânicas e habilidades que Achilles poderá aprender e quais os novos inimigos que teremos para enfrentar. Aguardo, com esperança, o segundo trimestre deste ano para poder explorar ainda melhor os bonitos cenários de Achilles: Legends Untold e penetrar na boa trama que o jogo promete.

    Confira o trailer de Achilles: Legends Untold:

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    CRÍTICA – Desencanto (4ª temporada, 2022, Netflix)

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    Desencanto é uma animação original da Netflix criada por Matt Groening, a mente por trás dos Simpsons. A série está em seu quarto ano.

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    SINOPSE DE DESENCANTO

    Bean está em uma situação difícil após todas as reviravoltas de Dreamland, nas quais seu pai e seus amigos se meteram em uma grande enrascada.

    Agora, a jovem princesa deve derrotar sua mãe, Dagmar, e tentar colocar tudo nos eixos no reino.

    ANÁLISE

    Desencanto é o tipo de animação adulta que explora muito bem seus personagens e situações absurdas da Terra-Média, pois brinca com os costumes da Era Medieval, assim como satiriza os contos fantásticos.

    Em seu quarto ano, a série animada embarca no subconsciente de seus personagens e traz também resoluções a muitas questões que cada trama deles envolve.

    De forma muito intimista, Desencanto trabalha de forma incrível Bean, Elfo, Luci e Zog, apresentando ainda mais complexidade para cada um. Os protagonistas estão muito diferentes em suas atuais jornadas desde a primeira temporada.

    A construção de cada um deles é precisa, divertida e emocionante, todavia, há alguns gargalos no roteiro que tornam o quarto ano o mais fraco no seu cânone.

    De fato, ver Bean e companhia em mais uma trama de conspiração e de descobrimento é válido, mas maçante em alguns momentos, pois parece que alguns fatos são ciclos sem fim. Contudo, Desencanto continua extremamente engraçada e irreverente, sendo mais um grande acerto de Groening.

    VEREDITO

    Desencanto chega mais intimista, mas tão divertida como sempre. O desenvolvimento é o mote, todavia, é a faca de dois gumes que atravanca a trama. Com mais dinamismo, a série pode ser ainda melhor, uma vez que já é excelente dentro do catálogo da vermelhinha.

    4,0/5,0

    Confira o trailer da quarta temporada:

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