Ano Zero é uma hq que aborda um apocalipse zumbi global e foi criada por Benjamin Percy e Ramon Rosanas. A distribuição é realizada pela Editora Skript no Brasil.
SINOPSEDE ANO ZERO
Cientistas acham um espécime congelado de um australopitecus que possui um vírus que devora gradualmente doenças, mas outras células do corpo. Eles passam as informações para um conglomerado de empresas da saúde e a epidemia se inicia em todo o mundo. Agora um grupo seleto de pessoas tenta sobreviver ao caos em diversos lugares do planeta.
ANÁLISE
Ano Zero poderia ser mais uma história comum de pandemia dos mortos-vivos. Entretanto, o que a diferencia é a riqueza de sua narrativa com personagens complexos e extremamente interessantes.
O texto dos autores é denso, assim como a qualidade dos traços é invejável, uma vez que há detalhes muito profundos de cada país e povo retratado aqui. Ao colocar um representante de cada lugar da Terra, somos apresentados à muitas culturas e histórias, que vão desde anos do início da humanidade a um presente devastador que traz discussões poderosas sobre identidade e religião.
Para se ter um exemplo disso, há uma protagonista afegã chamada Fatemah Shah que tem em sua história temas como feminismo, contra cultura e uma luta incrível por direitos humanos em um país no qual o fundamentalismo religioso destruiu sonhos e vidas. O apocalipse zumbi é apenas um pano de fundo para uma trama tão rica em qualidade de roteiro. Assim como Fatemah, outros personagens tem seus próprios objetivos como vinganças e até mesmo um lunático que vê no caos uma chance de ser mais normal do que antes.
VEREDITO
Ano Zero é densa, interessante e mostra muita qualidade em sua criação. Vemos aqui como se constrói uma história significativa em poucas páginas, abordando muito mais que vísceras expostas de uma sociedade doente.
5,0/5,0
Editora: Skript
Autores: Benjamin Percy e Ramon Rosanas
Páginas: 136
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Apesar do sucesso de bilheteria, o terceiro filme da trilogia de Sam Raimi é marcado por ter decepcionado muitos fãs do Homem-Aranha, seja pela quantidade de vilões, ou o desperdício de Gwen Stacy ou a memorável cena do “Peter Parker emo”, cena que virou um meme eterno.
O elenco conta com o retorno de Tobey Maguire, Kirsten Dunst e James Franco; além de Bryce Dallas Howard, Topher Grace e Thomas Haden Church.
SINOPSE
Peter Parker (Tobey Maguire) conseguiu encontrar um meio-termo entre seus deveres como o Homem-Aranha e seu relacionamento com Mary Jane (Kirsten Dunst). Porém o sucesso como herói e a bajulação dos fãs, entre eles Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard), faz com que Peter se torne autoconfiante demais e passe a negligenciar as pessoas que se importam com ele. Porém a situação muda quando ele precisa enfrentar Flint Marko (Thomas Haden Church), mais conhecido como o Homem-Areia, que possui ligações com a morte do seu tio Ben. Tendo que lidar com o sentimento de vingança, Peter passa a usar um estranho uniforme negro, que se adapta ao seu corpo.
ANÁLISE
Ok, eu sou um dos muitos que não curtiram tanto Homem-Aranha 3, mas depois de assistir ao ótimo Homem-Aranha (2002) e sua maravilhosa sequência Homem-Aranha 2 (2004), o voto de confiança dado ao Sam Raimi foi de olhos fechados.
O longa não é o melhor da trilogia, mas é importante para o vindouro Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, estrelado por Tom Holland e que introduzirá personagens da primeira trilogia no atual Universo Cinematográfico Marvel e seu multiverso.
Raimi pode não ter feito um bom trabalho em seu último longa do Amigão da Vizinhança e até ter ficado triste com a decepção dos fãs, mas não podemos esquecer o trabalho realizado anteriormente. Logo, nada mais justo que o diretor tenha mais um voto de confiança, agora com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura que chega aos cinemas em 25 de março de 2022.
Em entrevista ao Collider, Sam Raimi falou sobre o receio de voltar ao gênero depois de HA3:
“Tendo sido o diretor de Homem-Aranha 3, eu não sabia se poderia enfrentar esse desafio novamente [filmes de super-heróis]. O longa teve uma recepção horrível. A Internet estava ficando cada vez mais popular na época e as pessoas não gostaram do filme; e com certeza fiquei sabendo disso.“
VEREDITO
Aqui nós temos Venom, Homem-Areia e Harry Osborn como um “Duende Verde 2.0” o que tornava desafio de Raimi muito grande; afinal, era a oportunidade de ver pelo menos uma parte do Sexteto Sinistro nos cinema.
Apesar de ser considerado por muitos como ruim, o longa tem muitas cenas marcantes, como a sequência da igreja onde Peter abre mão do simbionte e o alienígena encontra Eddie Brock (Topher Grace); Então, é justo dizer que HA3 não é de todo ruim, só não é o melhor dos três.
Outro ponto relevante é que infelizmente, o longa fecha o ciclo do melhor Peter Parker do cinema (o melhor Homem-Aranha na minha opinião é o do Andrew Garfield). #SaudadesPeterRaiz
3,0 / 5,0
Assista ao trailer legendado:
O filme está disponível para streaming na HBO Max e Oi Play.
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Encounter é o novo longa original da Amazon Prime Video. O filme dirigido por Michael Pearce, e protagonizado por Riz Ahmed (O Som do Silêncio), chega à plataforma no dia 10 de dezembro. Além de Ahmed, a produção conta também com a multipremiada Octavia Spencer (A Vida e a História de Madam C.J. Walker).
SINOPSE DE ENCOUNTER
Dois irmãos embarcam em uma viagem com seu pai, que está tentando protegê-los de uma ameaça alienígena.
ANÁLISE
Encounter é uma proposta ousada do diretor Michael Pearce. Com um roteiro criado por ele em parceria com Joe Barton, a produção é uma mistura de thriller e road trip, com uma pitada de sci-fi.
Malik Khan (Riz Ahmed) está em uma missão secreta para combater alienígenas que estão invadindo o planeta. Transmitidos por meio de hospedeiros, os parasitas se apoderam dos humanos e mudam seu comportamento.
Buscando salvar os filhos e levá-los para um lugar seguro, Malik inicia uma viagem de carro ao longo dos Estados Unidos, tentando chegar a uma base segura. Os pequenos Bobby (Aditya Geddada) e Jay (Lucian-River Chauhan) embarcam, então, em uma aventura perigosa em busca de sua sobrevivência.
A ideia de Encounter é até bacana, mas seus desdobramentos são difíceis de entender. A verdade é que Riz Ahmed é um grande ator, que transforma qualquer pequeno papel em algo grandioso, o que acaba ajudando muito nessa produção. Os dois atores mirins, que fazem parte do elenco de apoio, também são ótimos e juntos trabalham em grande sintonia.
Entretanto, Encounter não possui um ápice em nenhum momento da trama, e acaba repetindo acontecimentos utilizando locações diferentes. A trama principal não traz encanto nenhum para a obra e é difícil criar alguma conexão com o filme.
Talvez o que mais pesa para que Encounter não seja uma experiência tão satisfatória é o seu final. Ao tentar aplicar algo lúdico, a produção tenta se tornar mais séria e artística do que realmente aparenta, tornando o fechamento fraco, estranho e esquecível.
Os melhores momentos são, certamente, os diálogos entre Jay e Malik. São nesses momentos que Ahmed consegue mostrar sua ótima atuação, transitando entre a persona calma e confiável para o desequilíbrio completo. Desde o seu tom de voz, até a sua expressão corporal, tudo se altera conforme a tensão dos diálogos é amplificada, permitindo ao ator contribuir para a melhora de diversos ganchos da trama.
Ao não conseguir transitar efetivamente entre a ficção e o drama, Encounter se perde em suas próprias decisões, deixando na mão do elenco o difícil trabalho de manter o espectador entretido ao longo de sua duração. Entretanto, é interessante refletir que, se o longa se concentrasse apenas em um drama familiar em menor escala (mesmo que mantivesse os elementos de sci-fi), talvez tivéssemos um resultado não só satisfatório, como arrebatador.
VEREDITO
Encounter é uma vitrine para Riz Ahmedmostrar seu talento, provando que é um dos melhores atores de sua geração. Em uma escala menor, focado em diálogos e ilusões, a produção poderia ser um dos melhores sci-fi do ano. Entretanto, ao trazer diversos elementos e ampliar sua magnitude, peca em seu desenrolar, tornando a trama lenta e pouco envolvente.
2,8/5,0
Assista ao trailer de Encounter:
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La Casa de Papel é uma série de televisão criada por Álex Pina para o canal Antena 3, da Espanha. Lançada em maio de 2017 – originalmente em uma única temporada -, a série foi lançada em dezembro do mesmo ano no catálogo da Netflix – em duas partes -; e com o sucesso ao redor do mundo, a novas temporadas foram produzidas.
O elenco conta com Álvaro Morte (Professor), Itziar Ituño (Lisboa), Darko Peric (Helsinki), Rodrigo de la Serna (Palermo), Belén Cuesta (Manila), Esther Acebo (Estocolmo), Jaime Lorente (Denver), Miguel Herrán (Rio), Luka Peros (Marsella), Hovik Keuchkerian (Bogotá), Pedro Alonso (Berlim), Najwa Nimri (Alicia Sierra), Fernando Cayo (Coronel Tamayo), José Manuel Seda (Comandante Sagasta) e Úrsula Corberó (Tóquio).
Os cinco episódio do Volume 2 chegaram ao catálogo da gigante do streaming na última sexta-feira (3), totalizando dez episódios para a Parte 5.
SINOPSE
Tóquio está morta. O inimigo ainda está à espreita no Banco Central da Espanha, ferido, mas tão perigoso quanto sempre. Chegou o momento de enfrentar o maior desafio até então. A gangue trama um plano ousado para retirar o ouro sem que ninguém perceba. Para piorar as coisas, o Professor comete o maior erro de sua vida.
ANÁLISE
Como muitos fãs já haviam previsto, o nascimento do bebê de Sierra seria um divisor de águas na história entre ela e o Professor. O líder da gangue ajudou a ex-policial a dar à luz e a dinâmica entre os dois foi a força motriz para essa reta final da série espanhola.
Apesar da Parte 4 ter sido um balde de água fria com a perda de uma das personagens mais carismáticas da série e depois, na Parte 5 – Vol. 1, termos a perda da que aparentemente era a protagonista principal; a Parte 5 – Vol. 2 parecia estar totalmente em aberto sem sabermos ao certo que rumo o assalto ao Banco Central da Espanha tomaria.
A despedida da série é inesperada e remete às grandes reviravoltas características da Parte 1, que conquistaram o público de todo o mundo, aqui nesta última parte, a sensação de urgência e palpável e as ligações entre os personagens são ainda mais fortes.
VEREDITO
La Casa de Papel foi uma grande série. Conquistou um público absurdamente grande, mostrou que não se tratava apenas de roubos e sim de amizades em situações inimagináveis, mas o ponto alto é obviamente o talento do elenco, tanto é que a grande maioria teve grandes oportunidades na TV e cinema.
Se anteriormente tivemos o brilho de Alba Flores (Nairobi) e depois Ursula Corberó (Tóquio), desta vez Najwa Nimri, com sua Alicia Sierra, é puro talento. A atriz que provocou a fanbase da série com sua personagem na Parte 4, mostra todo seu talento e consegue ofuscar uma atuação que já havia sido impecável mostrando um outro lado da policial fugitiva.
Professor e sua gangue de assaltantes se despediram em grande estilo.
5,0 / 5,0
Assista ao trailer:
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Amor, Sublime Amor (West Side Story) é um musical de sucesso da Broadway que em 1961 ganhou sua primeira adaptação para os cinemas com direção de Robert Wise e Jerome Robbins. Na época, o longa ganhou 10 Oscars, entre eles, de Melhor Filme, Direção e Atriz Coadjuvante.
A nova versão de Amor, Sublime Amor, que estreia no dia 9 de dezembro, é dirigida por Steven Spielberg (Jogador Número 1) e roteirizada por Tony Kushner (Lincoln).
No elenco estão Ansel Elgort, Rachel Zegler, Ariana DeBose, Mike Faist e Rita Moreno.
Na Nova York de 1957, as gangues Jets, estadunidenses brancos, e os Sharks, porto-riquenhos, são rivais que tentam controlar o bairro de Upper West Side. Maria (Rachel Zegler) acaba de chegar à cidade para seu casamento arranjado com Chino (Josh Andrés Rivera), algo ao qual ela não está muito animada. Quando em uma festa a jovem se apaixona por Tony (Ansel Elgort), ela precisará enfrentar um grande problema, pois ambos fazem parte de gangues rivais; Maria dos Sharks e Tony dos Jets.
ANÁLISE
Certamente, 2021 foi um ano surpreendente para os musicais no cinema. Com produções como In The Heights e Tick Tick.. Boom agraciando os fãs da Broadway, ou até mesmo, filmes como Querido Evan Hansen e Cinderela deixando a desejar, o fato é que o cinema foi bem servido pela cantoria e números de dança. Por isso, a nova adaptação de Amor, Sublime Amor cai em hall de estranheza: ao passo que é um musical, tenta também não ser.
Isto é, as músicas compostas por Leonard Bernstein e pelo letrista Stephen Sondheim (falecido em novembro) estão todas ali e provocam certo impacto à medida que o espectador se envolve com a trama. Mas, o diretor Steven Spielberg apela para um lado muito mais dramático em Amor, Sublime Amor. De forma a criar uma história nua e crua, com pouco espaço para o balé e o efeito musical.
Talvez, Amor, Sublime Amor não seja um musical completo pelo fato de ser o primeiro dirigido pelo grande diretor que, ao longo de sua carreira, sempre se desafiou nos mais diversos gêneros. Ou, talvez, a condução do roteirista Tony Kushner, que já trabalhou duas vezes com Spielberg, seja amena demais e sem grandes momentos significantes para os personagens principais.
Dessa forma, não existe um fator certo que evidencie o porquê dessa nova adaptação ser insossa. Para criar grandes musicais no cinema, não precisa necessariamente ser um grande fã da Broadway, mas precisa minimamente estar interessado em fazer isso. Creio ser o que falta para a versão de Spielberg e Kushner.
Dito isso, é imprescindível o quanto tecnicamente Amor, Sublime Amor tem a oferecer ao público. O trabalho de design de produção de Adam Stockhausen recria uma Nova York do final da década de 50, suja e decadente. De forma a tornar o cenário um palco para os atores, onde passos de dança levantam poeiras de escombros e números musicais são feitos nas escadas de incêndio dos prédios.
Sendo assim, quando o roteiro permite que os números musicais efervescem a tela e criem legítimas cenas de dança e música hipnotizantes, sem dúvida são os melhores momentos do filme. Vide a cena do baile, onde os ritmos porto-riquenhos dominam a atmosfera e garantem uma bela performance.
Os destaques
Muito se falou sobre a verdadeira necessidade de uma nova adaptação de Amor, Sublime Amor. Visto que, o filme de 1961 entregava tudo que esse musical poderia querer no cinema. Contudo, talvez mais do que a própria história, a nova versão busque fazer uma leitura adequada para o século XXI.
Na trama, suas gangues rivais de Nova York lutam pela oportunidade de dominar o território. Os Jets, norte-americanos fracassados e podres; e os Sharks, os imigrantes porto-riquenhos que vieram tentar uma nova vida no país. Acima dessa rixa – já que para os Jets, os porto-riquenhos estão roubando sua cidade -, existe o Estado.
Não é de hoje que a gentrificação existe em Nova York e o filme aborda o momento em que as comunidades foram expulsas para a construção do Lincoln Center, um complexo que funciona como sede de companhias artísticas. Em um fala, Riff (Mike Faist), líder dos Jets, diz que não conhece mais a cidade e nem as pessoas que moram nela.
O filme também trata, de forma sútil, sobre a xenofobia com os imigrantes latinos – na cena inicial, os Jets destroem a bandeira de Porto Rico exposta em um muro. Dessa forma, existe um debate sobre imigração, gentrificação, machismo e xenofobia no longa que se acentua com a representação dos personagens.
No primeiro filme de 1961, a personagem Maria, que é porto-riquenha, foi vivida por Natalie Wood, que é de origem russa e a única personagem de fato com descendência latina era Rita Moreno como Anita – e que nessa nova adaptação vive Valentina. Logo, essa nova adaptação se faz extremamente essencial para reformular esses papéis de forma apropriada.
Por isso, temos uma nova Maria tão intensamente vivida por Rachel Zegler, cuja mãe é de origem colombiana; o irmão de Maria e líder dos Sharks, Bernardo, vivido por David Alvarez é de origem de cubana; e a nova Anita incrivelmente vivida por Ariana DeBose é filha de um imigrante de Porto Rico.
Sendo assim, este é um elenco que representa o verdadeiro significado dessa história. Não à toa, a mescla entre o inglês e o espanhol no filme funciona, e a produção optou até mesmo por não legendar as partes em espanhol.
Por último, sobre os atores, Rachel Zegler e Ariana DeBose brilham tanto juntas, como separadas ao longo da história; em uma cena em conjunto a dupla integra um belo dueto. Já Mike Faist como Riff é sem dúvida o coração no filme, ainda mais que Ansel Elgort integra um Tony apático.
Amor, Sublime Amor é um filme atualizado, seja pelos personagens de origem latina ou pela inclusão de um artista não binário, Isis Iris Menas para viver o garoto Anybodys. Dessa maneira, representa uma leitura contemporânea que se interessa muito mais pelo drama Romeu e Julieta da obra, do que pela sua parte musical. Contudo, é uma grande experiência cinematográfica que de certa forma, faz o espectador ficar colado na cadeira e atento a cada detalhe.
VEREDITO
Amor, Sublime Amor é deixar o encanto musical para dar espaço a um drama mais realista, sendo uma grande produção que reformula um dos maiores musicais da Broadway e um filme que levou 10 Oscar. Uma tarefa nada fácil, mas que ganha certa notoriedade e singularidade quando pensado como uma obra de Steven Spielberg.
4,0 / 5,0
Assista ao trailer
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A Fita Cassete (Mixtape) é o novo filme original da Netflix. Estrelado por Gemma Brooke Allen e Julie Bowen (Modern Family), a dramédia conta a história de uma jovem que quer saber mais sobre vida e personalidade de seus pais.
A produção é dirigida por Valerie Weiss e roteirizada por Stacey Menear.
SINOPSE DE A FITA CASSETE
A órfã Beverly Moody (Gemma Brooke Allen), de 12 anos, encontra uma fita quebrada gravada pelos pais adolescentes. Beverly vê a fita como uma chance de finalmente saber mais sobre sua família.
ANÁLISE
Que armadilha é A Fita Cassete. Ao assistir ao trailer tive a sensação de que o longa seria uma comédia adolescente e que renderia muitas risadas. Porém, se trata de uma dramédia muito bem construída, com mensagens positivas e inspiradoras.
Beverly, ou apenas “Bev”, é uma menina órfã que mora com sua avó Gail (Julie Bowen). Gail é muito jovem para ser avó, mas também era muito jovem quando se tornou mãe. Devido a um acidente de carro, Gail perdeu sua filha e seu genro, se tornando responsável pela criação de Bev.
Conforme a menina vai crescendo, ela passa a ter dúvidas e querer entender melhor quem foram seus pais. Será que eles gostariam dela? Será que eles teriam algo em comum? Como era o som das suas vozes?
O longa se passa bem na época do finado Bug do Milênio, na virada de 1999 para os anos 2000. Os traumas de Gail, devido à perda prematura de sua filha, criam uma obsessão pelo evento que está por vir, fazendo com que ela trabalhe sem parar em busca de dinheiro para pagar seguros e estocar comida. Seus traumas criam também uma barreira entre ela e Bev, dificultando que a criança encontre na avó um local para tirar as suas dúvidas.
Quando Bev encontra uma fita cassete com uma mixtape feita por seus pais, ela acredita que esse seja um sinal deixado por eles. A garota, então, parte em uma quest para “coletar” essas músicas e entender mais sobre seus pais.
A Fita Cassete é uma gracinha, e o elenco mirim faz seu trabalho para transformar a trama em algo ainda mais especial. Com suas amigas Ellen (Audrey Hsieh) e Nicky (Olga Petsa), Bev embarca nessa jornada musical, servindo uma playlist recheada do melhor do rock underground.
O longa me lembra um pouco outra produção original da Netflix. Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta possui uma proposta similar da perspectiva da música, principalmente com sua ótima trilha sonora. A verdade é que o punk rock nunca vai sair de moda – e amém por isso.
Apesar de possuir uma montagem duvidosa em alguns momentos, com acontecimentos que não se explicam completamente ou passam muito rápido, A Fita Cassete consegue entregar uma boa trama em sua curta duração (o longa tem apenas uma hora e 37 minutos). Uma deliciosa e emotiva jornada, que deixa seu coração quentinho ao final da exibição.
Vale ressaltar que a atriz mirim Gemma Brooke Allen está muito bem no papel. Na verdade, todo o elenco está em grande sintonia graças a ótima direção de Valerie Weiss. Senti falta de mais momentos para Julie Bowen mostrar seu talento, mas entendo que a trama era sobre Bev, e não tanto sobre Gail.
VEREDITO
A Fita Cassete é um ótimo filme sobre como lidar com traumas e entender a sua família. Embalado por uma trilha sonora inspiradíssima e recheado de momentos fofos, o longa da Netflix é um pequeno achado no meio do vasto catálogo.
3,8/5,0
Assista ao trailer de A Fita Cassete:
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