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    CRÍTICA – Ruined King: A League of Legends Story (2021, Airship Syndicate)

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    Com uma parceria interessante entre a desenvolvedora Airship Syndicate e a distribuidora Riot Forge, Ruined King: A League of Legends Story, lançado em 16/11/2021, é um RPG baseado em turnos inspirado no universo do grande sucesso da Riot Games, League of Legends. Recebemos para esta avaliação sua versão para PS4, mas lembramos que ele está também disponível para PC, Xbox One e Nintendo Switch.

    A Riot neste último semestre de 2021 está se dedicando aos seus fãs (antigos e potenciais), entregando muito do que melhor sabe fazer: contar histórias. Um bom exemplo disto, que já chegou fazendo muito sucesso, é a série da Netflix, Arcane.

    Inclusive, o jogo lembra muito um outro sucesso, desta vez da Airship Syndicate, Battle Chasers: Nightwar. Só isto já é um excelente cartão de visitas, haja vista as boas avaliações que o referido game fez e ainda faz.

    Ruined King, assim como o outro título mencionado, notadamente possui nítidas inspirações que passam por conceitos bastante aprovados, como a jogabilidade isométrica de games no estilo Diablo (os famosos dungeon-crawlers) somado ao combate por turnos muito clássico em J-RPGs.

    História de Ruined King: A League of Legends Story

    Muitos dizem que a maior riqueza de League of Legends é o seu lore. Todo o universo criado pela Riot é muito rico, e poder explorar isto também fora do famoso MOBA é uma oportunidade muito empolgante.

    Em Ruined King temos a oportunidade de nos aprofundar na história de seis personagens de League of Legends (Miss Fortune, Illaoi, Braum, Ahri, Yasuo e Pyke), podendo escolher três deles para compor nossa party.

    Durante a gameplay podemos nos deparar não só com cenas de diálogo entre os personagens de sua party como também cartas e notas espalhadas pelo cenários que podemos usar para construir uma grande biblioteca com informações e referências muito divertidas para os devoradores de histórias.

    Eventos do jogo com maior peso ganham cinemáticas lindíssimas, o que já é expertise da Airship Syndicate, entregando dublagem e qualidade gráfica imensas.

    Trabalho de arte: gráficos e áudio

    Além da história, o trabalho artístico é absurdo. As cinemáticas e as animações do jogo (seja em visão isométrica ou nos combates) estão incríveis. Os gráficos com ares cartunescos tornam a experiência ainda mais visualmente agradável e divertida.

    O trabalho de dublagem é muito bom – e aqui aproveito para destacar a regionalização muito bem-feita. Provavelmente se deva ao fato da Riot Games já estar bem acostumada com o mercado brasileiro, mas ainda é um ponto que merece valorização. Tenho batido muito nesta tecla, e a Riot nunca falhou neste ponto.

    As músicas e ambientações são muito boas, porém rapidamente se tornam repetitivas, à exceção dos combates de “chefões”, que merecem destaque nas trilhas e permitem uma maior empolgação e imersão.

    Jogabilidade de Ruined King

    Neste ponto de análise, já aviso, teremos uma montanha russa. Vamos começar subindo.

    As mecânicas de combate são muito interessantes e seguem bastante a receita de Battle Chasers. Ruined King, tal qual seu antecessor, sai do meramente convencional e aposta em um combate por turnos que oferece a opção de rotas. Este fator abre o leque de oportunidades em um combate, tornando toda a decisão muito mais tática.

    Ruined King: A League of Legends Story é um game de RPG baseado em turnos desenvolvido pela Airship Syndicate em parceria com a Riot Forge.

    Dentro da timeline de combate, você poderá escolher entre a Rota Rápida, a Rota Normal e Rota de Poder. Nestas opções, as variações se dão em relação ao potencial de dano e velocidade aumentado ou reduzido, bem como a chance de adição de algum efeito de habilidade. Graças a este fator, o jogo ganha muito em entretenimento.

    E lá vamos nós

    Para aumentar a emoção de nossa montanha russa, vamos realizar uma descida.

    Infelizmente, a variação de níveis de dificuldade apenas interfere nos dados de quantidade de vida dos inimigos e no dano infligido por eles. Não existe uma interferência na inteligência artificial, deixando mais demorado ou rápido o combate, mas não necessariamente mais difícil ou fácil.

    Passarei brevemente por alguns pequenos problemas que encontrei que, sozinhos, não impactam na experiência, mas somados acabam incomodando. Encontrei alguns bugs de pathing, onde o personagem fica trancado em pontos que aparentemente não existem bloqueios ou obstruções. Outro pequeno detalhe são os NPCs que não possuem densidade e podem ser atravessados pelo seu personagem.

    Recursos inexistentes ou desnecessários

    A função de autosave, que o jogo instrui e repetidamente informa a respeito, até onde pude experimentar, não existe. Várias foram as vezes em que perdi grande progresso por achar (equivocadamente) que teria realizado algum salvamento automático.

    Duas outras características que parecem ter sido pinçadas de suas referências e simplesmente jogadas em Ruined King são a função correr/caminhar e o sistema de pesca. Por não haver resistência dos personagens no modo isométrico ou qualquer outro fator que impeça a corrida, tal qual em Diablo, não há motivo para querer caminhar. Já o sistema de pesca parece ter sido apenas um “copiar e colar” de Battle Chasers, pois não existe uma finalidade que agregue muito à experiência para isto.

    O jogo, em alguns momentos, parece se arrastar por fazer atravessar cenários sem um propósito claro, além da dificuldade de localização no mapa. Talvez esta seja uma escolha de level design, mas que acabou fazendo eu me perder constantemente, cortando um pouco a curiosidade em explorar e conhecer mais do cenário.

    Veredito

    Depois de tantos altos e baixos listados, qual seria o veredito? Sinceramente, Ruined King: A League of Legends Story, através da montanha russa apresentada, é sim um bom jogo. A Riot Games sabe como ninguém contar histórias e montar um enredo interessante. Seus personagens são apaixonantes e sempre nos fazem ansiar por suas novas façanhas.

    A dinâmica de combates variando intensidades é muito intrigante e nos faz buscar novos enfrentamentos para testar novos combos de nossa equipe. E o trabalho de arte… É, gente querida, isto é muito necessário de se destacar sempre que possível. Tal qual a imensa qualidade gráfica de Arcane, Ruined King não fica atrás, apesar de ter um estilo diferente.

    O combo de entregas para a base de fãs de League of Legends e seus derivados tem feito bastante sucesso, mas ainda precisamos lembrar que Ruined King não é perfeito em toda a sua execução. Apesar de oferecer um excelente entretenimento e várias horas de jogo, o valor cobrado para consoles é irreal. Se o jogo tivesse como padrão o valor cobrado por sua versão para PC (R$ 69,90), poderíamos dizer que não está barato, mas ainda assim, caso você seja bastante fã do mix de gêneros, ou da lore de League of Legends, é uma boa pedida.

    Ruined King é uma boa quando estiver em promoção

    No entanto, com a versão padrão do jogo sendo vendida para consoles por R$ 159,90, a recomendação é esperar uma boa promoção. Por figurar em uma faixa de preço superior à de jogos para consoles com complexidade semelhante (R$ 100,00 – R$ 110,00), Ruined King acaba cobrando alto por algo que não entrega. Ainda assim, se houver uma boa promoção, a recomendação é certa.

    3,5 / 5,0

    Confira o trailer de Ruined King: A League of Legends Story:

    E você, já jogou Ruined King: A League of Legends Story? O que achou? Deixa sua nota e comenta sobre suas impressões.

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    CRÍTICA – Acampamento Jurássico (4ª temporada, 2021, Netflix)

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    Parece que a franquia que começou lá em 1994 com o primeiro filme Jurassic Park ainda tem milhões de anos pela frente. Em Jurassic World: Acampamento Jurássico um grupo de adolescentes são escolhidos para vivenciarem uma experiência única em um novo acampamento na Ilha Nublar antes da inauguração do parque Jurassic World. Mas, quando os dinossauros começam a destruir a ilha, os campistas ficam sem contato algum com o mundo exterior e para se manterem vivos, eles precisam se unir.

    Depois de 3 temporadas parece que os campistas por mais que tentem fugir da Ilha Nublar, a Ilha Nublar “não sai deles” e a luta pela sobrevivência continua!

    O elenco de dublagem original conta com as vozes de Paul-Mikél Williams (Westworld), Jenna Ortega (Você), Ryan Potter (Titãs), Kausar Mohammed (Silicon Valley), Raini Rodriguez (Austin & Ally) e Sean Giambrone (The Goldbergs).

    Já a dublagem nacional conta com nomes como Arthur Valadares, Bia Menezes, Hugo Maya, Taís Feijó, Jéssica Vieira e Enzo Dannemann.

    Os dubladores, tanto originais quanto brasileiros, dublam os protagonistas Darius, Brooklynn, Kenji, Yazmina, Sammy e Ben, respectivamente.

    SINOPSE

    Após a tentativa de fuga da ilha em um barco, os campistas são surpreendidos no mar e acabam encalhando em um novo território, agora eles precisarem continuar lutando pela sobrevivência enquanto novos perigos surgem na jornada deles.

    ANÁLISE

    Na contagem regressiva para Jurassic World: Dominação (Jurassic World: Dominion) que chega aos cinemas em 2022, terceiro filme da segunda trilogia, muitos fãs se perguntam o que está por vir e muitos buscam na animação spin-off respostas para essas perguntas.

    Entretanto, a quarta temporada de Acampamento Jurássico parece caminhar para o futuro em que o seu percurso seguirá por novas tecnologias. Aqui, a manipulação de DNA é algo natural, que nem mesmo precisa ser relembrado ou citado; agora, drones, robôs e controle mental de dinossauros é o novo foco. E claro, depois da Indominus Rex (Jurassic World), a Indoraptor (Jurassic World: Reino Ameaçado) e a Scorpios Rex (Acampamento Jurássico) temos mais uma vez a busca de um novo híbrido que caia nas graças do público.

    A série que começou com 8 episódios agora conta com 11, um claro sinal de sucesso entre os jovens – e velhos – fãs, e nada melhor que trazer criaturas que marcaram a franquia como o temível Espinossauro, que aterrorizou a Ilha Sorna em Jurassic Park 3 (2001).

    VEREDITO

    A quarta temporada foca em apresentar os rostos por trás da empresa de bioengenharia e orientação genética Mantha Corp, mencionada na temporada anterior. Os objetivos cruéis da organização é apresentada de forma direta e seu líder é o grande plot-twist da season finale. Será que veremos a Mantha Corp no longa de 2022? Não há como saber, pelo menos por enquanto.

    Além dessa pergunta principal, a mais recente temporada deixa outras também sem respostas: No cânone da franquia, há duas ilhas habitadas por dinossauros, a Ilha Nublar e outra ilha menor, a Sorna, usada como suporte para a principal. Aqui, não fica claro se os jovens estão em uma delas ou uma terceira ilha. E se é uma das duas originais, como a InGen, organização responsável pelos dois parques não se deu conta de um complexo com vários biomas, diversos dinossauros, novos híbridos e até um Tigre Dente-de-Sabre?

    Infelizmente, pelo menos para essa mais recente temporada, a sensação que fica é que a produção se desviou do caminho e tentou espremer mais dólares da franquia.

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer:

    Para conhecer os personagens, a timeline da animação na franquia, figuras marcantes e vilões, leia:

    Jurassic World: Acampamento Jurássico | Tudo sobre a série animada

    A 4ª temporada de Jurassic World: Acampamento Jurássico já está disponível no catálogo da Netflix.

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    Noites Sombrias #43 | Chucky (1ª temporada, 2021, Star+)

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    Chucky recebeu uma série de tv que é transmitida no Brasil pela Star+ e tem o saudoso criador do Brinquedo Assassino, Don Mancini, como o showrunner. Brad Dourif volta a dublar o vilão, assim como temos os retornos de Jennifer Tilly (Tiffany), Fiona Dourif (Nica), Alex Vincent (Andy) e Catherine Hicks (Karen).

    SINOPSE DE CHUCKY

    Jake (Zackary Arthur) é um adolescente homossexual e sofre bullying por ser diferente. Entretanto, as coisas começam a mudar quando o jovem compra um boneco Chucky (Brad Dourif) que inicia uma carnificina na cidade de Hackensack.

    ANÁLISE

    Chucky sempre foi um sinônimo de galhofice, mas que tratava de temas delicados como homofobia e bullying. O primeiro longa de 1988 é um dos maiores clássicos slashers e seus sucessores tem qualidade bastante questionável.

    Todavia, a série de 2021 traz um frescor interessante, uma vez que vários filmes e um remake pavoroso em 2019 deixaram em cheque a franquia.

    As atuações do elenco são fracas, pois não se tratam de grandes atores. Os garotos se esforçam, mas ainda estão muito verdes para um trabalho que necessite mais qualidade técnica de entrega. Contudo, se falta maturação para eles, a direção consegue entregar um terror trash bastante divertido, uma vez que sabe utilizar seu baixo orçamento para usar efeitos práticos bem verossímeis, além de contar com muito carisma dos experientes Jenniffer Tilly e Brad Dourif, que com sua voz rouba a cena. Temos como destaque também a filha de Dourif, Fiona, que faz, inclusive, o papel de seu pai na juventude dando vida a Charles Lee Ray.

    A temática de bullying, trazendo jovens que estão se descobrindo é muito precisa e o gore é bem honesto. O roteiro é muito bem elaborado, visto que sabe usar os elementos de todos os longas de Chucky, além de trabalhar as tramas de todos os personagens e da própria cidade, incluindo flashbacks bizarros que encaixam como uma luva na psique do brinquedo assassino mais famoso do mundo. Há também uma subversão de quem pode ser o assassino, sendo um dos aspectos bem diferenciais do seriado, pois a todo o momento são apresentados potenciais parceiros do antagonista sarcástico.

    VEREDITO

    A série de Chucky é uma grata surpresa em 2021, reinventando o clássico e trazendo tudo de melhor que foi feito até então com a franquia. Para os apaixonados por títulos do cinema trash e de terror slasher, o seriado entrega muito entretenimento.

    4,5/5,0

    Confira o trailer de Chucky:

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    CRÍTICA – Você é a Cara da Morte: Contos de The Umbrella Academy (2021, Devir)

    Você é a Cara da Morte: Contos de The Umbrella Academy é a mais nova hq de Gerard Way e Gabriel Bá e é distribuída pela Devir no Brasil.

    SNIOPSE DE VOCÊ É A CARA DA MORTE: CONTOS DE THE UMBRELLA ACADEMY

    Klaus, o Número Quatro, mais conhecido com Seance, é um dos “heróis” do grupo The Umbrella Academy. O seu pai adotivo, Senhor Hargreeves é um homem mesquinho e o expulsa de casa, quando completa 18 anos, por conta das atitudes do rapaz.

    Agora Klaus vai parar em Hollywood com uma atriz veterana que esconde segredos bastante obscuros. Será que ele sai vivo dessa?

    ANÁLISE

    The Umbrella Academy sempre se destacou por suas bizarrices e seus títulos canônicos mostram muito bem isso. Com personagens bastante peculiares, o grupo sempre chamou muito a atenção, principalmente quando se trata de Klaus, dos membros mais queridos do time de heróis.

    Ao contar uma história protagonizada apenas por ele, Way e Bá acertam em cheio, pois além de aumentar ainda mais as esquisitices do protagonista, ainda conseguem fazer reflexões importantes sobre abandono, sobre a morte, além de criticar de forma bastante dura a indústria da sétima arte.

    Ao misturar um amplo entretenimento com questões profundas, Você é a Cara da Morte: Contos de The Umbrella Academy consegue ampliar os poderes e conceitos do que o Klaus significa para nós: um personagem complexo que se droga para entrar num mundo da fantasia no qual gosta daquelas pessoas. Os poderes do Número Quatro sempre foram um fardo para ele, pois falar com os mortos e absorver seus sentimentos, angústias, sonhos e medos, além de suas habilidades não é uma tarefa fácil para manter a sanidade mental. Ao abordar de forma sagaz como as pessoas podem se aproveitar disso para sanar seus ideais mais nefastos, vemos como pessoas fragilizadas emocionalmente podem ser usadas e humilhadas.

    Klaus apenas quer ser amado e respeito, pois busca ajudar a todos, mortos ou não, sendo até bastante ingênuo em alguns momentos. Sua pureza é também sua fraqueza, pois o leva a vícios pesados.

    VEREDITO

    Com um texto marcante, muito divertimento e nonsense, Você é a Cara da Morte: Contos de The Umbrella Academy é um suco de Klaus e seus irmãos esquisitos.

    A proposta ousada e bastante interessante dessa história derivada pode trazer novos rumos para o título, uma vez que os irmãos Hargreeves tem muito a contar.

    4,8/5,0

    Editora: Devir

    Autores: Gerard Way e Gabriel Bá

    Páginas: 176

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    CRÍTICA | Gavião Arqueiro: S1E4 – Parceiros, Certo?

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    Parceiros, Certo? foi o quarto episódio de Gavião Arqueiro e trouxe uma participação aguardadíssima que já vem sendo construída dentro do MCU e que foi muito importante para o novo episódio do seriado.

    O texto abaixo contém spoilers, ou seja, leia por sua conta em risco!

    ANÁLISE

    O quarto episódio de Gavião Arqueiro serviu para preparar o terreno à season finale e, quem sabe, para os Jovens Vingadores surgirem com tudo dentro do Universo Cinematográfico da Marvel, o famoso MCU.

    Em Parceiros, Certo? vemos um desenvolvimento cada vez mais gradual de Clint Barton (Jeremy Renner) e Kate Bischop (Hailee Steinfield), uma vez que vemos as consequências dos atos deles no passado e no presente nesse episódio. Pelo lado de Kate, há uma base sólida no humor, pois mesmo que ela seja uma heroína promissora, possui as responsabilidades e deveres de uma filha e jovem comum, o que a deixa mais crível para quem assiste.

    Já Barton tem um arco mais sombrio, visto que seu passado de mortes e missões suicidas trouxeram à tona desafios muito maiores que a Gangue dos Casacos. O seu enfrentamento com Yelena Belova reforça a ideia de que o Gavião Arqueiro terá muitos problemas pela frente.

    Aliás, se tratando da aparição da nova Viúva Negra, esse sem dúvidas é o ponto mais alto do episódio, uma vez que a batalha no terraço foi de tirar o fôlego. Florence Pugh que dá vida à personagem já está mais que adaptada ao papel e mesmo sem dizer uma palavra sequer, já mostra que sabe o que está fazendo. Em poucos minutos de tela, já queremos ver mais dela no MCU. O episódio começou morno e terminou fervendo, pois seu desenvolvimento lento nos deixa com sono, mas o final entrega muito.

    VEREDITO

    Com a busca por aprimorar relações, o quarto episódio de Gabião Arqueiro, Parceiros, Certo? buscou aprofundar os personagens da série, mas também, apresentar novas problemáticas, algo positivo dentro da trama. Agora é aguardar os próximos capítulos para ver as consequências disso.

    3,8/5,0

    A série do Gavião Arqueiro vai ao ar todas as quartas no Disney Plus.

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    Gavião Arqueiro: Conheça Maya Lopez, a Eco

    Maya Lopez ou mais conhecida pelos fãs de quadrinhos como Eco (Echo, no original) é uma personagem da Marvel Comics, criada por David Mack e Joe Quesada. Sua primeira aparição foi na HQ Demolidor #9, em dezembro de 1999.

    ORIGEM

    Maya é filha de Willie “Cavalo Louco” Lincoln um criminoso que trabalhava para Wilson Fisk, mais conhecido como Rei do Crime. Ela era uma garota muito inteligente e não deixava com que sua deficiência auditiva a atrapalhasse de aprender o que crianças “normais” aprendiam. Sua vida não foi nada fácil e ela teve que lidar com a perda do seu pai assassinado por Fisk quando ainda era uma criança.

    Atendendo ao último desejo de Willie, Fisk adotou Maya Lopez e a criou como sua própria filha. No decorrer do crescimento da menina, o Rei do Crime escondeu a verdadeira natureza de seus negócios e a fez acreditar que ele é um homem bom.

    Quando Maya ainda era bem jovem, ela foi enviada a uma escola para jovens com problemas de aprendizado; por ter um processo de aprendizagem diferente por conta de sua surdez, Fisk acreditou que a menina era deficiente mental. Para surpresa de todos na instituição, Maya Lopez se mostrou o oposto e até conseguiu replicar uma música perfeitamente no piano, ela foi enviada para outra escola, mas desta vez se tratava de uma instituição para prodígios. Pouco antes de morrer, Willie Lincoln acaba tocando o rosto de Maya e deixando uma marca de sangue com o formato de sua mão no rosto da menina.

    Anos mais tarde, quando ela assume a identidade de Eco, Maya pinta uma mão branca em seu rosto, similar à marca deixada pelo maior trauma de sua vida: a perda de seu pai.

    PODERES E HABILIDADES

    Maya Lopez é uma atleta olímpica que possui “reflexos fotográficos” ou a incrível capacidade de copiar perfeitamente os movimentos de outras pessoas, essa habilidade é bem semelhante a que o Treinador utiliza em combate. Ela se tornou uma pianista de nível de concerto, uma forte artista marcial, uma acrobata altamente habilidosa e uma bailarina talentosa.

    Eco é capaz de ler os lábios das pessoas até mesmo se estiverem usando algum tipo de máscara fina, ela pode entender qualquer idioma e se comunicar em diferentes idiomas por meio da linguagem de sinais.

    EQUIPES

    Eco quase matou o Demolidor após ser influenciada pelo Rei do Crime de que ele havia matado seu pai. Quando estava prestes a matar Matt Murdock, ela descobre sua identidade e desiste de tudo. Murdock revela a verdade sobre Fisk e Maya busca vingança pelo pai biológico.

    Tentando se recuperar do trauma vivido durante a vingança contra Wilson Fisk, Maya parte em uma viagem para encontrar paz e fazer as pazes com seu passado. Nesse percurso, ela conhece o Wolverine, que a ajuda a se recuperar e ainda a ensina sobre a cultura e o crime organizado japonês.

    Ao voltar aos Estados Unidos, Eco recebe um convite para fazer parte dos Novos Vingadores, mas Maya estava passando por uma crise de ansiedade e recusa o convite. Ao assumir o manto de Ronin, Maya Lopez se junta aos Vingadores e os ajudam a combater o Samurai Prateado no Japão.

    Novamente como Eco ela se junta aos Novos Vingadores e os ajuda a combater os Skrulls.

    CURIOSIDADE

    No crossover Enter the Phoenix, Eco acaba sendo escolhida pela Força Fênix como sua nova portadora. Maya se liga por completo à entidade e passa a usar o nome de Thunderbird. Neste momento, ela é contatada telepaticamente pela voz de Jean Grey, hospedeira anterior da Fênix. Jean a parabeniza e lhe dá conselhos de como lidar com o seu novo poder.

    Como Fênix, Maya ainda lutou outras vezes ao lado dos Vingadores.

    OUTRAS MÍDIAS

    GAMES

    Eco era uma chefe de fase no game Daredevil baseado no filme de 2003;

    Em Marvel: Ultimate Alliance para PSP a personagem é uma personagem jogável;

    A personagem também está presente no game mobile de cartas Marvel: War of Heroes;

    E também marca presença em Lego Marvel´s Avenger.

    TV

    Na série Gavião Arqueiro da Marvel Studios para o serviço de streaming Disney+, a atriz Alaqua Cox foi escalada para interpretar a Maya Lopez.

    A série estréia um novo episódio todas as quartas-feiras na Disney+.

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA | Gavião Arqueiro – S1E3: Ecos

    PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Gavião Arqueiro (S1E1 e E2, 2021, Disney+)

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