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    Inspiration4: Curiosidades sobre a primeira missão civil ao espaço

    Inspiration4 foi a primeira missão totalmente civil do mundo em órbita e foi comandada por Jared Isaacman, juntamente com Hayley ArceneauxChristopher Sembroski Sian Proctor.

    A missão foi nomeada em reconhecimento à tripulação de quatro pessoas que buscam aumentar a conscientização global e fundos para o Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude; este marco representa uma nova era para o voo espacial humano e a exploração.

    A Inspiration4 deixou a Terra do histórico Complexo 39A do Centro Espacial Kennedy, o ponto de embarque para as missões da Apollo e do Ônibus Espacial, e viajou por uma órbita inédita, acima da órbita da Estação Espacial Internacional durante 3 dias.

    OS 4 PILARES / TRIPULANTES

    A missão Inspiration4 e seus quatro assentos na nave Crew Dragon Resilience, operada pela SpaceX deveriam representar quatro importantes pilares:

    LIDERANÇA / Jared Isaacman

    Jared Isaacman é o fundador e CEO da Shift4 Payments, líder em soluções integradas de processamento de pagamentos. Ele começou a empresa em 1999 no porão da casa de sua família quando tinha apenas 16 anos e a transformou em uma empresa de tecnologia de pagamentos líder do setor, com mais de 1.200 funcionários.

    Isaacman é considerado um dos líderes de negócios mais influentes da indústria e foi apresentado por vários meios de comunicação e publicações, incluindo Forbes, The Today Show, Fox Business News, ABC News, Bloomberg, Businessweek, Inc. Magazine, Fast Company, entre outros.

    Um piloto de jato talentoso, Jared Isaacman está classificado para voar em aeronaves comerciais e militares e detém vários recordes mundiais, incluindo dois voos speed-around-the-world em 2008 e 2009 que arrecadaram dinheiro e conscientização para a Make-a-Wish Foundation. Ele voou em mais de 100 shows aéreos como parte da Equipe Black Diamond Jet, dedicando cada apresentação a causas beneficentes.

    Em 2011, Isaacman co-fundou o que se tornaria a maior força aérea privada do mundo, Draken International, para treinar pilotos para as Forças Armadas dos Estados Unidos.

    ESPERANÇA / Hayley Arceneaux

    Quando Hayley Arceneaux tinha 10 anos, um de seus joelhos começou a doer. Seu médico achou que era apenas uma entorse, mas alguns meses depois, os testes revelaram que Hayley sofria de osteossarcoma, um tipo de câncer ósseo.

    Sua família procurou o Hospital St. Jude Children’s Research para seu tratamento e cuidados, que incluíam quimioterapia e uma cirurgia para salvar um membro. Ela agora terminou o tratamento e está prosperando. Ela se formou em espanhol em 2014 e obteve seu diploma de assistente médico (PA) em 2016. Ela agora trabalha no St. Jude – o mesmo lugar que salvou sua vida – como assistente de saúde com pacientes com leucemia e linfoma.

    GENEROSIDADE / Chris Sembroski

    Chris Sembroski cresceu com uma curiosidade natural pelo espaço sideral. Observar as estrelas tarde da noite no telhado de sua escola e lançar modelos de foguetes de alta potência na faculdade cimentou essa paixão.

    Como conselheiro do Acampamento Espacial dos EUA, ele conduziu missões simuladas de ônibus espaciais e apoiou a educação baseada em STEM, projetada para inspirar mentes jovens a explorar essas áreas e encontrar suas paixões.

    Como um estudante universitário, Sembroski foi voluntário no ProSpace, um esforço de lobby de base que promoveu a legislação em Washington, DC, para ajudar a abrir as viagens espaciais e permitir que empresas como a SpaceX existam. Ele então serviu na Força Aérea dos Estados Unidos, mantendo uma frota de mísseis balísticos intercontinentais Minuteman III e implantando-se para o serviço no Iraque antes de deixar o serviço ativo em 2007.

    Após sua educação na Força Aérea, Chris Sembroski recebeu certificação em Aeronáutica Profissional pela Embry-Riddle Aeronautical University. Em sua carreira, Sembroski buscou métodos inovadores e revolucionários para monitorar e manter equipamentos mecânicos, tornando tudo, desde data centers a hospitais, mais eficientes. Ele agora mora em Seattle, WA, e trabalha na indústria aeroespacial.

    PROSPERIDADE / Dr. Sian Proctor

    A Dra Sian Proctor é geocientista, explorador e especialista em comunicação científica com uma paixão vitalícia pela exploração espacial. Ela nasceu em Guam enquanto seu pai trabalhava na estação de rastreamento da NASA durante as missões Apollo e manteve sua dedicação e interesse pelo espaço.

    Ela é uma astronauta analógica (uma pessoa que realiza atividades em condições espaciais simuladas) e completou quatro missões analógicas, incluindo a missão totalmente feminina Sensoria Mars 2020 no Habitat de Simulação e Analogia de Exploração Espacial do Havaí (HI-SEAS), bem como a missão a Marte de quatro meses financiada pela NASA em HI-SEAS para investigar estratégias alimentares para voos espaciais de longa duração.

    Seu lema é “Space2inspire”, e ela incentiva as pessoas a usarem suas forças e paixões únicas para inspirar outras pessoas. Ela usa seu Space2inpsire Art para encorajar conversas sobre a criação de um Espaço JEDI: um espaço Justo, Equitativo, Diverso e Inclusivo para toda a humanidade.

    A Dra. Proctor foi recentemente selecionada como Explorer’s Club 50: Fifty People Changing the World. Ela tem uma palestra TEDx chamada Eat Like a Martian e publicou o Meals for Mars Cookbook.

    A Dra. Sian Proctor foi finalista do Programa de Astronautas da NASA de 2009. Ela tem sua licença de piloto e adora geoexplorar nosso mundo. Ela é professora de geociências há mais de 20 anos no South Mountain Community College em Phoenix, Arizona, e atualmente está sendo reatribuída como coordenadora de recursos educacionais abertos para o distrito de Maricopa Community College.

    O VOO DO DRAGÃO

    Lançada em 16 de setembro, a Crew Dragon Resilience atingiu a órbita pretendida, com altitudes de até 590 quilômetros acima da superfície da Terra – voando mais longe do que qualquer vôo espacial humano desde as missões do Hubble.

    A nova cúpula de observação da cúpula da Dragon é a maior janela de espaço contígua já construída. Projetada, testada e qualificada para voar em seis meses, ela substituiu o mecanismo usado no voo anterior da Dragon para atracar autonomamente na Estação Espacial Internacional. A cúpula de observação de três camadas foi submetida a um extenso processo de qualificação, incluindo temperatura, vibração, ambientes estruturais e ciclo de vida para verificar sua capacidade.

    Com pouso bem sucedido em 18 de setembro, a missão tornou-se a primeira missão espacial com uma tripulação formada apenas por civis, a primeira mulher negra, a primeira pessoa com prótese e voo em maior orbita.

    GENEROSIDADE E PESQUISA

    A missão Inspiration4 superou sua meta de arrecadação de fundos e arrecadou mais de US$ 210 milhões, contando com o St. Jude Children’s Research Hospital para dar esperança a todas as crianças com câncer e outras doenças fatais.

    Durante sua jornada de vários dias em órbita, a tripulação da Inspiration4 conduziu pesquisas científicas destinadas a promover a saúde humana na Terra e durante futuros voos espaciais de longa duração.

    DOCUMENTÁRIO QUASE EM TEMPO REAL PELA NETFLIX

    Inspiration4: Viagem Estelar acompanha "quase em tempo real" o grande passo da humanidade na corrida espacial que acontecerá em 15 de setembroLançada em 6 de setembro, Inspiration4: Viagem Estelar é uma minissérie de 5 episódios que foi documentada desde 2020. Porém, a ambiciosa produção da Netflix continuou sendo filmada e editada até a conclusão da missão.

    Pense que enquanto as ações da SpaceX e dos futuros viajantes eram filmadas, entrevistas com familiares e profissionais envolvidos com a missão também aconteciam em paralelo. Além, é claro, de todo o processo de edição.

    O episódio final lançado no catálogo da gigante do streaming em 30 de setembro, 12 dias após o seu retorno à Terra.

    Assista ao trailer:

    E você, já assistiu ao documentário/minissérie da Netflix? Deixe seus comentários abaixo!

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    Y: The Last Man | Conheça a história e os personagens da série

    Inspirada na graphic novel de Brian K. Vaughan e Pia Guerra, Y: The Last Man conta a história de um mundo pós-apocalíptico no qual um evento cataclísmico dizima todos os primatas com cromossomo Y, menos Yorick Brown, um jovem ilusionista, cisgênero e seu macaco de estimação.

    ADAPTAÇÃO PARA O STREAMING

    A nova série do Star+ conta com 10 episódios, sendo que os 3 primeiros foram disponibilizados no dia 13 de setembro e toda segunda será lançado um episódio novo. Todos os episódios da temporada são dirigidos por mulheres, além da produção também contar com um time feminino de peso, incluindo as diretoras de fotografia, a designer de produção, a figurinista, a diretora de elenco, as editoras, a coordenadora de dublês/cenas de ação e muito mais.A série é produzida pela FX Productions e desenvolvida para televisão por Eliza Clark, que atua como showrunner e produtora executiva ao lado de Nina Jacobson, Brad Simpson, Mari Jo Winkler-Ioffreda, Brian K. Vaughan e Pia Guerra. Coleman Herbert é coprodutor executivo; e, Nellie Reed e Anna Beben são produtoras.

    ELENCO

    • Ben Schnetzer (O Trote e Warcraft) dá vida ao personagem principal Yorick Brown;
    • Diane Lane (Liga da Justiça e Infidelidade) vai interpretar uma congressista chamada Jennifer Brown;
    • Ashley Romans como Agente 355;
    • Olivia Thirlby como Hero Brown;
    • Amber Tamblym (Django Livre) como Kimberly Campbell Cunningham;
    • Marin Ireland (The Umbrella Academy) como Nora Brady;
    • Diana Bang (Away) como Dra. Alisson Mann;
    • Elliot Fletcher como Sam Jordan;
    • Juliana Canfield como Beth Deville.

    EFEITOS ESPECIAIS

    Ampersand, o macaco capuchinho de Yorick seria interpretado por Katie, a mesma macaca que deu vida ao famoso Marcel da série Friends. Contudo, a produção anunciou que iria usar CGI nas cenas com o macaco para não estressar nenhum animal durante as gravações.

    ADAPTAÇÕES

    O roteiro de Y: The Last Man sofreu algumas atualizações frente à graphic novel, trazendo discussões importantes sobre assuntos que não eram falados na época em que os quadrinhos foram publicados, nos anos 2000, como a diversidade de gêneros, por exemplo.

    QUADRINHOS

    A série de quadrinhos foi publicada pela editora Vertigo em setembro de 2002, seguindo uma sequência de sessenta edições e foram escritos pelo roteirista Brian K. Vaughan; nos desenhos temos os artistas Pia Guerra, Goran Sudzuka e Paul Chadwick.Aqui no Brasil os dois primeiros encadernados foram publicados pela Opera Graphica. Até início do primeiro semestre de 2009, os direitos de publicação da série pertenciam à Pixel Media, que iria lançá-la na revista Pixel Magazine. Contudo, desde o segundo semestre do mesmo ano, a editora Panini Comics anunciou que detinha os direitos de publicação total da linha Vertigo. Assim, a Panini lançou novamente o primeiro encadernado e completou a série inteira em 10 volumes. Em 2015 a editora começou a relançar a série em capa dura.Yorick é um jovem amador em fuga e um dos dois últimos homens no planeta Terra, preguiçoso e ao mesmo tempo um bom empreendedor, é formado em Inglês e sabe muito sobre cultura pop. Ampersand é o macaco de estimação do Yorick, o animal é muito inteligente e sabe fazer muitos truques que o próprio dono o ensinou. No passado, Ampersand passou por vários experimentos científicos chefiados pelo cientista Matsumori que usava macacos como ratos de laboratório, infectando-os com agentes químicos.Jennifer Brown é originalmente a Representante do 22º distrito de Ohio (que não existe mais) e mãe de Yorick e Hero Brown. Pelo diálogo da primeira edição, indica-se que ela está no primeiro mandato, ela é membro do Partido Democrata, mas é uma forte oponente do aborto.A Dra. Allison Mann é uma especialista em genética que busca descobrir a causa da praga e por que Yorick sobreviveu, ela é filha de Matsumori e mudou seu nome para irritar seu pai. Quando seu laboratório principal em Boston é incendiado, Yorick e 355 a acompanham ao laboratório reserva na Califórnia para que Mann possa recuperar suas anotações e ajudá-la a resolver o mistério da praga.Beth é a namorada de Yorick que estava envolvida no trabalho antropológico na Austrália quando o surto da peste começou. Por um tempo, ela fica presa no Outback, mas parte para Paris após uma alucinação que a convence de que Yorick está indo para lá.As referências contidas nos quadrinhos são inúmeras, além disso, é possível notar influências de O Último Homem da Terra, de Mary Shelley e também Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson.Vale ressaltar que em 2008 Y: O Último Homem recebeu o Eisner Award de Melhor Série Continuada.A série já está disponível no Star+, assista ao trailer:

    CRÍTICA – O Culpado (2021, Antoine Fuqua)

    O Culpado (The Guilty) é um novo filme da Netflix que em seu primeiro dia no streaming já figurou no Top 10 do Brasil. A produção estrelada por Jake Gyllenhaal (O Homem Duplicado) ocupou a 2ª posição entre as mais populares do momento, e tudo indica que permanecerá como uma das mais assistidas por um tempo.

    Dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) e roteirizado por Nic Pizzolatto (True Detective), O Culpado da Netflix é um remake do dinamarquês Culpa (Den skyldige), nomeado pela Dinamarca como representante do país no Oscar 2018. Apesar de ser destaque no país, o filme não ficou entre os cinco indicados à premiação.

    SINOPSE DE O CULPADO

    Um detetive rebaixado a operador de chamadas de emergência tenta salvar uma mulher desesperada em meio a um dia frenético cheio de revelações – e acertos de contas.

    ANÁLISE

    Fazer um remake é sempre um desafio. Se a produção original é aclamada ou possui algum reconhecimento positivo, a nova versão já nasce com a pressão de obter uma aceitação igualmente positiva.

    Por sua vez, se a obra que servirá como base foi mal recebida, o novo filme nascerá com uma imagem negativa, o que poderá resultar em resistência por parte de público e crítica especializada.

    É nesse contexto que O Culpado da Netflix se encontra, embora a pressão não seja tão grande quanto a que irá pairar sobre o vindouro remake do sucesso dinamarquês Druk – Mais uma Rodada (2020), vencedor da categoria Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2021.

    Com 1h31min de duração, O Culpado se passa em uma tumultuada noite em que queimadas estão tomando conta de regiões dos Estados Unidos. Joe Baylor (Jake Gyllenhaal) é um policial asmático que está sofrendo as consequências das queimadas, além de lutar contra seus próprios demônios.

    O Culpado é um filme da Netflix com Jake Gyllenhaal baseado na produção dinamarquesa Culpa (Den skyldige), indicada pelo país ao Oscar 2018.

    Logo cedo o filme explicita que Baylor não pertence ao local onde está trabalhando, pois o policial não demonstra ter capacidade e, principalmente, tranquilidade para lidar com as ligações que atende no 911, o centro de emergências da polícia do país.

    O Culpado é praticamente todo gravado em uma única locação: duas salas do mesmo andar em que Baylor está diante do computador atendendo ligações com seu headset e checando informações das vítimas e de possíveis criminosos nas telas à sua frente.

    Digo praticamente porque há algumas cenas em CGI para contextualizar os incêndios, e uma abordagem policial que fica sobreposta ao personagem de Gyllenhaal.

    Essa única locação potencializa um ponto positivo e viabiliza um negativo, de certa forma. O positivo é que a história se desenrola por meio de chamadas telefônicas. Os personagens com os quais Joe Baylor interage jamais aparecem. Atores e atrizes atuam muito bem apenas com a voz e contribuem para a construção de momentos de tensão.

    No entanto, há situações que seriam mais interessantes se fossem mostrados os cenários e os personagens envolvidos nas cenas, mesmo que a construção narrativa continuasse se baseando pelas conversas via telefone. Esse é o ponto negativo dessa escolha criativa.

    A história é muito boa, como você poderia esperar de uma produção baseada em outra que recebeu reconhecimento em seu país de origem. Ainda mais a Dinamarca, cujo cinema nacional tem se destacado muito nos últimos anos.

    Não só a história é boa, como a construção do suspense também é muito bem feita. No entanto, como se trata de um filme, espera-se que o visual faça a diferença. E aqui O Culpado peca, pois o que se vê em tela pouco acrescenta.

    As cenas que exigem uma entrega mais intensa de Jake Gyllenhaal deixam a desejar em alguns aspectos. Ele é um bom ator e atua com veracidade em momentos de explosão. Filmes como O Abutre, por exemplo, explicitam a qualidade técnica do ator. Apesar disso, nas cenas em que a emoção aperta, você sentirá falta de ver um choro genuíno correndo pelo rosto de Joe Baylor.

    VEREDITO

    O Culpado surge com a difícil missão de ser o remake de um filme dinamarquês com boa repercussão. Apesar da pressão, a produção original da Netflix se sai bem, pois é ancorada em uma boa história original repleta de suspense.

    Entretanto, acredito que talvez a experiência seja melhor se você der play usando o aplicativo da Netflix no seu celular e deixá-lo no bolso. Isso mesmo: O Culpado tinha tudo para ser um ótimo podcast, pois as atuações somente por vozes são o principal fator para a construção desse bom suspense, de modo que o que se vê em tela não apresenta nada de marcante.

    A produção da Netflix também tem potencial para suscitar a curiosidade de assistir à Culpa, obra original que serviu como base para O Culpado. Se isso ocorrer com você, saiba que o original dinamarquês atualmente está disponível na Amazon Prime Video.

    3,7 / 5,0

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    Noites Sombrias #33 | A Lenda de Candyman (2021, Nia DaCosta)

    A Lenda de Candyman é um filme que é dirigido pela cineasta Nia DaCosta e tem Jordan Peele (Nós) como um dos roteiristas. No Noites Sombrias de hoje, vamos fazer a crítica do longa que fez sucesso na crítica especializada.

    SINOPSE

    O artista Anthony McCoy (Yahya Abdul-Mateen III) está buscando inspiração para sua nova obra de arte, uma vez que quer participar da exposição realizada por sua namorada, Brianna Cartwright (Teyona Parris), uma diretora de uma galeria. 

    Para isso, ele vai até o novo Cabini Green, um extinto conjunto habitacional em que o Candyman (Tony Todd) assombrava suas vítimas e o artista acaba despertando o mal novamente. Será que eles conseguem sobreviver?

    ANÁLISE

    Em 1992 O Mistério de Candyman vinha como uma nova proposta de filmes de terror slasher, pois trazia um assassino sobrenatural e discutia as questões raciais, mesmo que pela perspectiva de uma mulher branca como protagonista e as lentes de um diretor também caucasiano.

    Eis que em 2021, Jordan Peele renovou o longa e trouxe uma diretora afiada para o projeto, um alívio para termos um novo filme em mãos.

    A Lenda de Candyman possui diversos aspectos muito interessantes em sua ideia. O primeiro deles é a perspectiva por eles negros, visto que o lugar de fala é respeitado aqui. O segundo é toda a metalinguagem da questão do pertencimento. Em diversos momentos, o filme deixa na entrelinha que os negros não pertencem à elite, e isso incomoda, gera desconforto, todavia, nos faz refletir.

    No aspecto do terror, há uma subjetividade, uma vez que o antagonista Candyman aparece nas sombras, no fundo, com uma excelente sacada da direção que dá um ar fantasmagórico ao personagem. Entretanto, o terror aqui não tem sustos, o que pode incomodar quem busca algo mais tradicional e que foi feito na década de 90 no primeiro filme.

    VEREDITO

    Com uma ideia de terror mais social e que traz boas reflexões, A Lenda de Candyman é um excelente filme para quem busca um material de qualidade. 

    Com boas atuações, uma direção e fotografia inspirados e um roteiro bem desenvolvido, o longa é uma das boas opções de obras apresentadas em 2021. Assista quando puder!

    4,5/5,0

    Confira o trailer de A Lenda de Candyman:

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    CRÍTICA | Ataque dos Titãs – Volume 2 (2021, Panini)

    Como o fim do primeiro Volume mostrava o começo da queda da muralha Rose, no Volume 2, uma nova onda parece favorecer os habitantes das muralhas quando uma nova possível esperança surge de onde eles menos esperam.

    Quando Eren é comido por um Titã em uma tentativa de salvar Armin, Mikasa toma todo o protagonismo para si. E enquanto descobrimos mais sobre o passado da personagem “vinda de um lugar que no passado chamavam de Oriente”, vemos o desenrolar da segunda invasão das muralhas que protegem a última linha de defesa da humanidade.

    Post relacionado: CRÍTICA | Ataque dos Titãs – Volume 1 (2021, Panini Comics)

    SINOPSE

    Depois de cem anos de paz, eles conseguiram destruir a Muralha Maria e, agora, estão tentando transpor a Muralha Rose! Mesmo com tantas perdas, Mikasa ainda tenta reunir forças para seguir em frente!

    ANÁLISE

    Volume 2

    Um dos arcos mais brilhantes da Segunda Fase de Ataque dos Titãs se dá no volume 2 do mangá. Com a descoberta da história de Mikasa, uma maior profundidade sobre a vida do doutor Grisha Yeager e de seu filho Eren, nos fazem entender o vínculo que uma das mais poderosas e proeminentes desenvolve com os membros daquela família.

    A forma como Hajime Isayama desenrola os eventos da história, mostram a força de alguns personagens, enquanto trás à tona o que há de pior em outros.

    Com quadros tão assustadores quanto humanos, o mangaká mostra o quão longe o terror da guerra pode levar até mesmo aqueles que são os ditos “protetores” da humanidade.

    A recém-formada 104ª Unidade, é quase que completamente dizimada ao enfrentar os Titãs pela primeira vez em meio ao ataque à Muralha Rose.

    Com apenas 9 dos 10 melhores cadetes aparentemente vivos, os últimos membros do esquadrão precisam fazer de tudo para impedir que mais titãs adentrem ainda mais na cidade e consumam ainda mais membros das outras divisões.

    Com poucos ou nenhum comandante na linha de frente, a unidade 104 é a única que pode agir a fim de garantir a sobrevivência daqueles ainda dentro da Muralha Rose. Mas para obter êxito e conseguir completar o que os foi ensinado, precisam de suprimentos como cilindros de gás para seus aparelhos de locomoção 3D e lâminas para destruir ainda mais inimigos.

    SURGE UMA NOVA LINHA DE DEFESA

    Volume 2

    Quando todos pensavam que não havia nenhuma saída, um novo Titã surge em meio ao cerco e pela primeira vez em 100 anos, um titã que luta contra outros de seu tipo surge, dando esperança aos humanos. Com personagens mostrando já no volume 2 a importância que eles terão não apenas para o Esquadrão de Reconhecimento, como também na história dos Eldianos que habitam a Ilha Paradis.

    Com Armin assumindo um papel de estrategista da equipe e Mikasa atuando como a imponente tomadora de decisões que ela tem o potencial de ser, o time obtém êxito e faz uso da sua mais nova arma para derrotar os últimos Titãs inimigos dentro da Muralha Rose e retomam o Paiol de armas.

    O volume 2 do mangá chega ao fim com uma assustadora revelação, enquanto coloca os sobreviventes em caminho de colisão com enormes e importantes descobertas que representam um maior crescimento não apenas do povo, como também tecnológico e cultural daquele povo.

    5,0 / 5,0

    O mangá está sendo reimpresso no Brasil pela Panini Comics. O Volume 2 conta com as edições 6 até a 10.

    Autor: Hajime Isayama, Ryo Suzukaze, Satoshi Shiki, Thores Shibamoto

    Páginas: 200

    Ano de Publicação: 2021

    Editora: Panini

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    CRÍTICA – Ninguém Sai Vivo (2021, Santiago Menghini)

    Ninguém Sai Vivo é um filme de terror sobrenatural original da Netflix e conta com a direção de Santiago Menghini e o roteiro de Jon Croker e Fernanda Coppel.

    SINOPSE

    Uma imigrante ilegal mexicana se muda para uma pensão decadente dos Estados Unidos, mas o que ela não sabe é que coisas macabras acontecem nas sombras desse lugar horripilante.

    ANÁLISE

    Ninguém Sai Vivo é um filme que apresenta uma linha narrativa focada em um drama pessoal, vivido pela protagonista Ambar, interpretada pela atriz Cristina Rodlo e o outro no aspecto fantasmagórico e sobrenatural.

    No que tange à problemática de Ambar, o longa foca nas questões da imigração e foge muito da proposta de ser uma obra assustadora, pois vemos a personagem sofrer, mostrando mais aspectos de drama. De fato, o foco aqui é mostrar a fragilidade de um sistema injusto e como essas pessoas que buscam uma vida melhor sofrem nas mãos de pessoas ruins. A ingenuidade dela é algo que até incomoda, mesmo que Ambar seja uma final girl.

    Já no ponto do terror, de positivo, temos a fisicalidade e o gore bem forte. A violência é bem proeminente e isso faz com que as cenas sejam bem impactantes, gerando aquela agonia que queremos ver em longas do gênero. Todavia, a quantidade grande de jump scares e alucinações nos tira bastante do filme, uma vez que são recursos baratos para esconder falhas no aspecto de gerar tensão.

    Um dos acertos está na composição dos vilões que são bastante ameaçadores, seja por sua força, seja por sua aparência horrenda e que vai trazer pesadelos para os mais sensíveis. Há aqui uma alegoria de que os mais necessitados são invisíveis e descartáveis e isso é uma boa questão para se refletir em Ninguém Sai Vivo.

    VEREDITO

    Ninguém Sai Vivo é um filme de terror que apresenta uma mistura de gêneros, mas que por conta disso mostra uma trama quase desconectada. Os sustos são genuínos, mas a quantidade de técnicas que forçam isso puxam um pouco para baixo a experiência. Contudo, mesmo que seja um pouco maçante, o novo longa da Netflix tem pontos interessantes para agradar os fãs do gênero.

    3,0/5,0

    Confira o trailer de Ninguém Sai Vivo:

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