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    Pokémon BDSP: 19 Pokémon raros para achar no Grand Underground

    O Grand Underground é uma das adições mais importantes dos remakes Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl (BDSP). A área que ocupa todo o subterrâneo de Sinnoh já existia nas versões originais, Pokémon Diamond e Pearl, lançadas para o portátil Nintendo DS em 2006, assim como na versão Platinum (2008).

    A questão é que, nos jogos atuais para Nintendo Switch, há muito mais para ser explorado. Isso significa muito mais Pokémon para capturar. 465 monstrinhos, para ser mais exato.

    Para acessar o Grand Underground você deve conversar com um senhor chamado Underground Man, que está localizado em Eterna City, na casa ao lado do Centro Pokémon.

    Vale destacar que os spawns de Pokémon vão mudando conforme seu progresso no jogo. Os níveis dos monstros encontrados também se alteram para acompanhar o avanço da sua jornada.

    Ou seja, explorar o Grand Underground sempre será útil e poderá render boas surpresas!

    Abaixo, separamos 19 Pokémon raros para você procurar na sua exploração. Essa seleção não inclui Pokémon liberados somente após a obtenção da National Pokédex, nem raros originais de Sinnoh.

    Colocamos os biomas (também conhecidos como esconderijos / hideaways) onde cada Pokémon pode aparecer e também o requisito para que fique disponível na sua aventura em Brilliant Diamond ou Shining Pearl. A lista está organizada em ordem alfabética, não de raridade.

    Absol

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Grassland Cave, Dazzling Cave, Sunlit Cavern, Big Bluff Cavern, Stargleam Cavern

    Aipom

    Requisito: Ter o HM Defog

    Onde encontrar: Spacious Cave

    Duskull

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Dazzling Cave, Riverbank Cave, Stargleam Cavern


    Elekid (exclusivo Brilliant Diamond)

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Dazzling Cave, Whiteout Cave, Stargleam Cavern, Glacial Cavern


    Gligar (exclusivo Brilliant Diamond)

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Rocky Cave, Swampy Cave, Sunlit Cavern, Big Bluff Cavern, Bogsunk Cavern

    Confira os Pokémon mais raros de serem encontrados no Grand Underground de Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl (Pokémon BDSP) antes de obter a National Pokédex
    Mapa in-game do Grand Underground de Pokémon BDSP

    Houndoom

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Volcanic Cave, Dazzling Cave, Sandsear Cave, Stargleam Cavern, Typhlo Cavern


    Lickitung

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Fountainspring Cave, Swampy Cave, Riverbank Cave, Still-water Cavern, Bogsunk Cavern


    Magby (exclusivo Shining Pearl)

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Volcanic Cave, Sandsear Cave, Typhlo Cavern


    Magnemite

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Whiteout Cave, Whiteout Cave, Icy Cave, Glacial Cavern


    Munchlax

    Requisito: Ter o HM Defog

    Onde encontrar: Spacious Cave, Grassland Cave, Whiteout Cave, Riverbank Cave, Still-water Cavern

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA: Jogos inesquecíveis que queremos versões inéditas para Nintendo Switch


    Pinsir (exclusivo Shining Pearl)

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Grassland Cave, Riverbank Cave, Still-water Cavern, Sunlit Cavern, Big Bluff Cavern


    Ralts

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Fountainspring Cave, Dazzling Cave, Stargleam Cavern


    Rhyhorn

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Rocky Cave, Sandsear Cave, Sunlit Cavern, Big Bluff Cavern, Typhlo Cavern

    Scyther (exclusivo Brilliant Diamond)

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Grassland Cave, Riverbank Cave, Still-water Cavern, Sunlit Cavern, Big Bluff Cavern


    Smoochum

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Dazzling Cave, Icy Cave, Stargleam Cavern, Glacial Cavern

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA: 9 jogos gratuitos para Nintendo Switch que você precisa jogar


    Swablu

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Fountainspring Cave, Whiteout Cave, Icy Cave, Glacial Cavern


    Swinub

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Swampy Cave, Whiteout Cave, Whiteout Cave, Icy Cave, Glacial Cavern, Bogsunk Cavern


    Teddiursa (exclusivo Shining Pearl)

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Spacious Cave, Grassland Cave, Rocky Cave, Whiteout Cave, Icy Cave, Sunlit Cavern, Glacial Cavern


    Togepi

    Requisito: Nenhum

    Onde encontrar: Fountainspring Cave, Dazzling Cave

    Importante: Obter estátuas e colocá-las na sua Base Secreta (Secret Base) podem aumentar as chances dos Pokémon raros dessa lista aparecem. Isso porque o uso delas causa efeitos que aumentam as taxas de spawn por tipos.

    Com informações do Polygon e do Austin John Plays.

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    CRÍTICA – Mestres do Universo: Salvando Eternia (Parte 2, 2021, Netflix)

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    A série de anime americano criada e produzida por Kevin Smith foi anunciada como uma sequência direta da série original de 1983, He-Man e os Mestres do Universo, mas na verdade se inspira em muitas continuidades diferentes, na linha clássica da franquia.

    Os primeiros cinco episódios de Mestres do Universo: Salvando Eternia (Master of the Universe: Revelation) que formam a Parte 1 foram lançados globalmente na Netflix em julho deste ano. A primeira parte da série recebeu críticas positivas e agora a segunda parte foi lançada na última terça (23).

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Mestres do Universo: Salvando Eternia (Parte 1, 2021, Netflix)

    O elenco de dublagem original conta com nomes como Mark Hamill, Lena Headey e Chris Wood.

    SINOPSE

    Depois que uma batalha catastrófica divide Eternia, Teela e uma aliança improvável precisam evitar o fim do universo nesta sequência do clássico dos anos 80.

    ANÁLISE

    Para os nostálgicos fãs de He-Man, a animação de Kevin Smith pode ser um divisor de águas – seja para águas turbulentas ou para calmas e vastas; explico. Mestres do Universo: Salvando Eternia é uma série sobre os Mestres do Universo e Smith utiliza de forma magistral ambas as temporadas para aprofundar a mitologia da franquia dando profundidade e sentido para cada personagem que compõe o cânone ao redor do querido protagonista, o que pode não agradar os fãs mais tradicionais.

    Aqui, o Príncipe Adam, como He-Man, ainda é o grande campeão da Feiticeira de Greyskull mas há muita história ao seu redor e a animação acerta ao apresentar aos fãs diversas facetas inéditas de personagens; sejam eles heróis ou vilões.

    Após Esqueleto finalmente empunhar a espada de Greyskull e proferir a frase icônica: “eu tenho a força“, tudo parece caminhar para o fim, mas contínua luta do bem contra o mal entre o protagonista e seu antagonista segue firme, porém é Teela, Maligna, Mentor e Feiticeira quem são melhor desenvolvidos e ganham mais protagonismo desta vez; e após muitos anos da série clássica, a continuação ousa e inova ao traçar um novo rumo para todos de Subeternia (uma espécie de Inferno), Eternia e Préternia (o paraíso)… e para todo o universo!

    LEIA TAMBÉM:

    Mestres do Universo: Salvando Eternia | Conheça os heróis e seus dubladores

    Mestres do Universo: Salvando Eternia | Conheça os vilões e seus dubladores

    VEREDITO

    Com MUITOS momentos inesperados, combates épicos e uma boa animação, Mestres do Universo: Salvando Eternia – Parte 2 pode não ser um anime como Castlevania ou uma obra-prima como Arcane, mas renova e abre novas possibilidades para a franquia.

    Ainda não foi confirmado, mas algo está por vir… uma Parte 3; ou… uma continuação de outro clássico.

    Selecione o o texto a seguir para ler o spoiler: Ver He-Man pistola “full rage mode on” foi tão surpreendente quanto ver Esqueleto empunhar a espada e assumir o poder de Grayskull, mas igualmente surpreendente foi ver a jornada de Maligna e Gorpo. Inesperado, emocionante e justo. Agora, que venha a She-ha. Fim do spoiler.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Mestres do Universo: Salvando Eternia já está disponível na Netflix.

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    Blade: Conheça o vampiro mais letal da Marvel

    Blade é um dos personagens mais sombrios e letais da Casa das Ideias, conhecida por histórias mais alto astral e heróis que trazem o otimismo, esperança e leveza em seus arcos. Confira neste artigo um pouco da história dele:

    ORIGEM

    Criado por Marv Wolfman e Gene Colan, Blade apareceu pela primeira vez em The Tomb of Dracula #10, em Julho de 1973.

    Na época em que o anti-herói foi criado, o movimento blacksploitation estava no auge, todavia, Wolfman e Colan decidiram adaptar a história dele na Europa dos anos 20, mais precisamente em Londres, local de origem do personagem.

    Em sua primeira história em quadrinhos, Blade não tinha sido apresentado como vampiro, embora isso tenha ocorrido depois por conta do sucesso que ele conseguiu na editora.

    A história de Blade é a seguinte: sua mãe era uma prostituta londrina e acabou engravidando de um cliente. Contudo, as coisas pioraram e ela teve que dar à luz ao futuro caçador de vampiros na casa e que atendia, sendo atacada pelo médico, Deacon Frost, que era um vampiro. Após a mordida, ela acaba morrendo, mas as habilidades vampirescas vão para Blade, o tornando extremamente poderoso.

    PODERES DE BLADE

    O vampiro da Marvel tem como principais habilidades força sobre-humana, fator de cura mais rápido, maior longevidade e resistência. O grande diferencial de Blade para os demais vampiros é que ele não possui as fraquezas dos mesmos, podendo ter contato com a luz, alho, entre outras coisas.

    PRINCIPAIS VILÕES

    Assim como Deacon Frost, um de seus principais rivais, Blade possui rusgas com o próprio Conde Drácula, seu primeiro grande inimigo.

    Além disso, alguns outros nomes já tornaram a vida dele um inferno, são eles: Varnae, Lilith, Xarus, Lucas Cross e Draconis.

    Entretanto, um nome em comum com outro grande herói, o Homem-Aranha, chama a atenção: Morbius. O vilão do Teioso é uma pedra no sapato de Blade, aparecendo como algoz em diversas histórias do personagem, por exemplo. Será que teremos um futuro crossover entre Marvel e Sony com os dois se enfrentando?

    OUTRAS APARIÇÕES DE BLADE

    blade

    O anti-herói da Marvel não era muito famoso nos quadrinhos e por muito tempo fez parte do terceiro escalão.

    Contudo, em 1999, Wesley Snipes iniciou uma trilogia que fez os fãs delirarem com o longa Blade. Desde então, ele se tornou referência e agora temos um filme confirmado com Mahershala Ali dando vida ao Caçador de Vampiros mais brutal da Marvel.

    Além disso, o vampiro ganhou uma série que teve 12 episódios e foi cancelada com apenas uma temporada em 2006.

    E vocês, gostam de Blade? Comentem!

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    CRÍTICA – Deserto Particular (2021, Aly Muritiba)

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    Deserto Particular escrito e dirigido por Aly Muritiba (O Caso Evandro) foi o escolhido para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2022. No elenco estão Antônio Saboia e Pedro Fasanaro.

    SINOPSE

    Daniel (Antônio Saboia) é um policial exemplar, mas acaba cometendo um erro que coloca em risco sua carreira e sua honra. Quando nada mais parece o prender a Curitiba, ele parte em busca de Sara (Pedro Fasanaro), uma mulher com quem se relaciona virtualmente. Ele então mergulha em um intenso processo interno para aprender a lidar melhor com seus próprios afetos.

    ANÁLISE

    O filme escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil no Oscar 2022 fala sobre uma relação intrínseca. Deserto Particular confronta duas realidades completamente diferentes que ao se encontrarem provocam o âmago de seus protagonistas. É um filme paciente que sabe como quer contar sua história, tanto narrativamente, como visualmente. 

    Deserto Particular

    Pode parecer que Deserto Particular demora para acontecer, afinal, seu título só sobe em tela após meia hora de filme, quando o policial Daniel (Antônio Saboia) decide ir em busca de sua paixão virtual. Porém, é nesse tempo que o espectador passa com Daniel que entende-se o quanto esse personagem vive em um mundo apático. 

    Os dias se tornam difíceis, entre os cuidados do pai e o afastamento da política devido a um excesso de violência. Sua única saída daquele universo tão sem cor, que fica expresso na escolha em representar uma Curitiba descolorida, é Sara, uma mulher com quem Daniel conversa virtualmente. 

    É na falta de Sara, que abruptamente para de responder Daniel, que o policial decide embarcar em uma viagem para o interior da Bahia atrás da amada. Dessa forma, Deserto Particular se inicia de forma despretensiosa e paciente, como roteirista Aly Muritiba apresenta personagens consistentes e transparentes. 

    Antônio Saboia como Daniel deixa de lado os estereótipos de policial, apesar do corpo másculo, apresenta um persona mais reservada, contida que sente dificuldades em se abrir completamente. Vide a cena, onde Daniel por não conseguir se expressar com seu pai acaba por quebrar o gesso do braço a duras batidas em uma pedra.

    Da mesma forma, o encontro com a mulher dos seus sonhos, Sara (Pedro Fasanaro), que é uma mulher transgênero, é um momento de desaprovação para os conceitos machistas de Daniel. Sara/Robson pergunta por vezes, “O que eu sou?” para Daniel, que mudo não consegue responder. É no silêncio e também na trilha sonora melancólica que Muritiba faz o espectador refletir sobre o impacto de diferentes vivências e especificamente, sobre os anseios dos indivíduos LGTBQIA+.

    Deserto Particular

    A estética queer aparece pouquíssimas vezes no longa, mais presentes nas boates que Daniel e Sara se encontram e dançam juntos. O que há de fato em Deserto Particular é a exploração dos tons típicos do deserto, como quem mostra uma realidade LGTBQIA+ muito diferente dos filmes coloridos, visto que, estamos no interior da Bahia. 

    Mas, de certa forma, Deserto Particular também quer atenuar a imagem de Daniel, o sensibilizá-lo e desfazer seu estereotipo de homem branco e hetero. Por isso, um breve deslumbre de uma cena de sexo entre dois homens, com a qual, o espectador pode finalmente se comover por Daniel.  

    Logo, o filme de Aly Muritiba é tão pouco objetivo, como subjetivo. Sua direção evidencia planos abertos de forma a complementar personagem e ambiente. Dessa maneira, existe em Deserto Particular uma singularidade difícil de desvendar, que por vezes pode incomodar por não evidenciar um rumo direito, mas que sem dúvida chega a sua totalidade. 

    VEREDITO

    Deserto Particular é um filme visualmente belo que sabe aproveitar bem seus personagens e não têm pressa em se desenvolver. É uma história de amor, mas com um certo drama que coloca o espectador para refletir sobre vivências, desventuras e o próprio indivíduo.

    4,0 /5,0

    Confira o trailer de Deserto Particular:

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    TBT #152 | A Hora do Espanto (1985, Tom Holland)

    Poucos filmes foram tão eficientes ao condensar a mitologia dos vampiros quanto o primeiro A Hora do Espanto (1985). Fruto de um período em que o horror era um gênero bastante popular entre adolescentes, a obra de estreia do diretor Tom Holland atualiza a história de Drácula para uma deliciosa e ingênua trama sobre um garoto que descobre que o vizinho devora mulheres no interior de sua morada.

    O elenco conta com William Ragsdale, Roddy McDowall, Amanda Bearse, Jonathan Stark, Art Evans, Chris Sarandon e Stephen Geoffreys.

    SINOPSE

    Charley Brewster (William Ragsdale) é um adolescente obcecado por filmes de monstros, cujo programa favorito é A Hora do Espanto, uma sessão de clássicos do gênero apresentado por Peter Vincent (Roddy McDowall), um ator decadente conhecido pelos papéis similares a Van Helsing, famoso caçador de vampiros criado por Bram Stoker. Como o personagem de James Stewart em Janela Indiscreta (1954), o jovem percebe um comportamento estranho vindo da casa ao lado. Desesperado, ele pede ajuda para Vincent, que inicialmente o ridiculariza, mas acaba convencido de que a ameaça é real.

    ANÁLISE

    O que se segue é um raro exemplo onde elementos de humor e terror caminham em perfeita harmonia. O filme diverte, mas também assusta quando precisa. E enquanto cada cena parece ter sido calculada para ser inesquecível, a ótima trilha sonora embala tudo daquele jeitinho especial que os filmes da década de 1980 sabiam fazer tão bem.

    William Ragsdale e Amanda Bearse estão adoráveis no papel do casal Charley e Amy. Até mesmo coadjuvantes como Jonathan Stark, que interpreta Billy Cole, e Art Evans no papel do detetive Lennox, ganham momentos de destaque. Chris Sarandon entrega um dos vampiros mais marcantes do cinema, com uma atuação cheia de cinismo e trejeitos que homenageia os grandes clássicos do terror gótico da produtora inglesa Hammer.

    Roddy McDowall segue a mesma linha no papel do elegante matador de vampiros Peter Vincent; e Stephen Geoffreys protagoniza algumas das cenas mais impactantes do filme, como aquela em que tem a testa queimada por um crucifixo e uma outra em que se transforma em lobo. Aliás, esse momento chega a ser emocionante, tamanho o empenho do elenco e a criatividade dos efeitos práticos.

    A química entre Peter Vincent e Charley Brewster é tão boa que foi repetida em A Hora do Espanto – Parte 2 (1988), realizado sem a participação de Holland, que estava ocupado com Brinquedo Assassino (1988). A dupla ainda seria vista em uma série de histórias em quadrinhos, publicadas até o início da década seguinte. A popularidade do título ainda rendeu jogos de videogames e duas refilmagens (a sequência do filme de 2011 é, na verdade, uma nova interpretação do roteiro original de 1985).

    VEREDITO

    Mas ao contrário do que acontece com os filmes sobre vampiros atuais, o grande acerto de A Hora do Espanto é não tentar reinventar a roda. O roteiro do também diretor Tom Holland (que mais tarde nos entregaria outro clássico, Brinquedo Assassino) transporta o mito para os tempos modernos, mas mantém todas as suas características clássicas intactas. Eles se transformam em morcegos, em lobo e em névoa, eles dormem em caixões, têm medo de crucifixo e não têm reflexo no espelho.

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer original (sem legenda):

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    CRÍTICA – Casa Gucci (2021, Ridley Scott)

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    Casa Gucci (House of Gucci) é um cinebiografia da família Gucci e sua famosa marca de acessórios de grife. O longa é baseado no livro The House of Gucci: A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed, escrito por Sara Gay Forden.

    O roteiro é de Becky Johnston com direção e produção de Ridley Scott.

    No elenco estão Lady Gaga (Nasce Uma Estrela), Adam Driver (Star Wars), Al Pacino (Hunters), Jared Leto (Morbius) e Jeremy Irons (Watchmen).

    O longa chega aos cinemas amanhã (25).

    SINOPSE

    Casa Gucci é baseado na história de Patrizia Reggiani, ex-mulher de Maurizio Gucci, membro da família fundadora da marca italiana Gucci. Patrizia conspirou para matar o marido em 1995, contratando um matador de aluguel. Quase 3 décadas de amor, traição, decadência, vingança e assassinato, o filme revela a importância e poder que o nome Gucci carrega.

    ANÁLISE

    Não há nada mais catártico do que uma família rica que vira motivo de escárnio. Afinal, existe um certo prazer quando é revelado que os poderosos não passam de pessoas mesquinhas e ambiciosas demais (Succession da HBO que o diga). Dessa forma, Ridley Scott entende que as audaciosas intrigas familiares é fio condutor de Casa Gucci, pelo menos na primeira metade do filme. 

    Já nas primeiras cenas o espectador é apresentado a dinâmica do casal Patrizia Reggiani e Maurizio Gucci, interpretados respectivamente por Lady Gaga e Adam Driver. A dupla exala sintonia e Scott sabe que o melhor do seu filme está nessa relação. Por isso, a introdução do longa é praticamente envolta desse romance, a montagem dinâmica e embalada por um trilha sonora divertida dá o tom do que parece ser um casamento perfeito. 

    Patrizia Reggiani (Lady Gaga) e Maurizio Gucci (Adam Driver).

    Nem mesmo, as suspeitas do pai de Maurizio Gucci, Rodolfo Gucci interpretado impetuosamente por Jeremy Irons, de que Patrizia poderia estar apenas interessada no dinheiro da família dão um tom amargo a obra. A Patrizia de Gaga se configura como uma mulher fiel ao marido, mais especificamente fiel a Casa Gucci. E por ser uma mulher ambiciosa que Patrizia decide tomar decisões e arquitetar planos para que Maurizio seja o sócio majoritário da marca da família. 

    Dessa forma, o filme apresenta um primeiro ato irretocável, onde o público fica interessado na vida do casal e nas relações conturbadas da família rica. Porém, é quando o filme percebe seu curto tempo de tela que tem-se uma ruptura na essência de Casa Gucci. Já no meio, Ridley Scott abandona por completo a estética camp que vinha trazendo até o momento, os aspectos exagerados e exacerbados, típicos dos ricos, para dar lugar a um melodrama que parece se perder do meio para o seu fim. 

    Como a adaptação de um livro, a sensação que fica é que o longa tinha muito material para apresentar e na hora de concluir a história, faltou sutileza. Basta observar o desenvolvimento de personagens:

    • Patrizia pode não ser uma interesseira, mas sua pose de menina cai logo que ela se envolve nos negócios da família, dessa forma, há uma progressão da personagem;
    • Maurizio anda muito pouco na trama, a não ser pela caracterização de personagem, não há um momento significativo que vemos sua evolução. Este aparece em cena de forma abrupta e toma forma em roteiro, onde o personagem precisa verbalizar que está pedindo o divorcio para ser compreendido. Logo, com a separação do casal, Casa Gucci toma outros rumos que não são suficientes para convencer o espectador.

    Família Gucci 

    Além de Lady Gaga e Adam Driver, há em Casa Gucci outros astros do cinema que com algumas ressalvas cumprem seu papel. A começar por Al Pacino como Aldo Gucci, que entrega um personagem condizente com a trama. Dessa forma, os melhores momentos são quando o ator faz dupla com Jared Leto, interpretando seu filho Paolo Gucci. Leto está irreconhecível com tamanha maquiagem que junto do sotaque galhofa garante um bom alívio cômico. 

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    Dessa forma, para apreciar o longa é preciso deixar de lado algumas semelhanças com a realidade. O sotaque dos atores, por exemplo, caem no vale da estranheza à medida que cada um reproduz algo diferente. Dessa forma, os acontecimentos ao longo do filme que levam ao assassinato de Maurizio parecem forçados demais, a medida que não tem uma construção equivalente ao inicio do filme.

    Ridley Scott corre contra o tempo para contar o máximo de informações possíveis sobre o que parece ser três décadas da família Gucci. Isso também não está tão evidente, visto que, o filme não se esforça muito para datar seus acontecimentos. Logo, no meio para o final há uma sensação de perda de história, como se algo que mudasse o rumo do filme tivesse escapado ao espectador. Como por exemplo, a saída de Lady Gaga de cena; quando ela é quem deveria conduzir a trama. Desanimador. 

    Da mesma maneira, o interesse por apresentar o significado da marca Gucci, seus por menores e o que ela representa de fato para o mundo cai por terra e fica reservado a poucas passagens, onde se vê falsificações de bolsa e ações sendo vendidas e compradas.

    Casa Gucci se torna um filme apressado. Mas, ainda assim, muito potente e atraente a medida que se embarca nas tramas, dramas e traições dessa família rica.

    VEREDITO

    Por último, vale destacar, o design de produção de Casa Gucci e a caracterização dos personagens está incomparável. Ridley Scott aproveita muito bem os ambientes do longa, as grandes mansões, os acessórios Gucci e o estilo italiano para deixar o espectador vidrado e sem dúvida querendo mais. 

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    O longa chega aos cinemas amanhã (25).

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