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    CRÍTICA – Truth to Power (2021, Garin Hovannisian)

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    O músico e ativista armênio-estadunidense Serj Tankian, vocalista do System of a Down (SOAD), mostra ao mundo toda sua genialidade artística e sua história de ativismo através da música em seu novo documentário Truth to Power.

    Dirigido e roteirizado por Garin Hovannisian (I Am Not Alone), Truth to Power narra a trajetória político-artística de Serj Tankian desde os anos 1990, antes mesmo da criação do System of a Down, até 2019, quando foi um dos expoentes da Revolução de Veludo, mobilização popular pacífica que destituiu o então governo autocrático e corrupto da Armênia.

    SINOPSE

    Milhões lotam estádios em todo o mundo ao som de Serj Tankian, vocalista vencedor do Grammy pelo System of a Down.

    Com entrevistas exclusivas, aventuras e filmagens originais feitas pessoalmente por Serj, Truth to Power permite ao público acessar os bastidores de uma estrela do rock internacional cuja fé na música não só revolucionou o heavy metal, mas também eventos mundiais.

    Ao longo de sua vida, o músico buscou justiça social, aproveitando o poder de suas canções e de ser uma celebridade para promover uma mudança política real. Os governos o odeiam. As pessoas o amam.

    Saiba onde assistir a Truth to Power e mais detalhes do documentário no fim deste artigo.

    ANÁLISE

    Truth to Power inicia com a pergunta que conduz toda a narrativa, e que está presente na divulgação oficial do documentário: A música pode mudar o mundo? Tankian, então, respira fundo e contempla a câmera em silêncio por alguns segundos.

    A produção é rica e funciona para todos os públicos. Entretanto, é importante destacar que sim, esse é um documentário político. Eu digo isso porque em 2020 muitas pessoas se revoltaram ao perceberem que o System of a Down fala sobre política.

    Não tem problema se você gosta apenas das músicas do SOAD e da carreira solo de Serj Tankian, sem apreciar as visões políticas que as pautam. Se esse é o seu caso, talvez você não vá gostar de Truth to Power. Apesar disso, recomendo que assista, pois Serj faz uma analogia interessante sobre esse comportamento.

    O fato é que o documentário possui registros inéditos de músicas, vídeos, poesias e pinturas de diversas etapas da vida de Serj. Desde sua primeira banda, Forever Young, passando por Soil (banda com Serj Tankian e Daron Malakian, guitarrista do SOAD), System of a Down, álbuns solo de Tankian, o musical Prometheus Bound, sinfonias e trilhas sonoras originais para filmes.

    Tudo isso está contemplado e é um verdadeiro presente para os fãs de SOAD e Serj. Para completar, os registros antigos foram remasterizados.

    Truth to Power: a mensagem revolucionária de Serj Tankian, vocalista do System of a Down
    Serj Tankian em videoclipe gravado para sua primeira banda, Forever Young. Frame compartilhado pelo artista durante a produção do documentário, antes do material ser remasterizado. Créditos: @serjtankian

    Além disso, o vocalista relata diversas experiências pessoais em sua jornada. Muitas de alegria e redenção, mas algumas tensas que, conforme destaca, o amadureceram como artista.

    Esses relatos são muito interessantes, pois há situações que poucos fãs no mundo conheciam até então.

    Uma das histórias contadas por Serj comprova que ele é um ser humano muito fiel às causas que defende. Acredito que você vai ouvir o relato dele sobre reuniões com um CEO de uma famosa gravadora e perceber que, em um mundo repleto de celebridades que fingem se importar com diferentes causas, Serj Tankian certamente não faz parte desse grupo de hipocrisia.

    Truth to Power: The revolutionary message of System of a Down's Serj Tankian
    Créditos: Reprodução Truth to Power / Oscilloscope Laboratories

    Com 1h19min de duração, o documentário é objetivo e apresenta muito bem a carreira político-artística de Serj Tankian também para quem não o conhece a fundo.

    Amantes das mais variadas expressões artísticas – em especial do rock’n’roll e de gêneros similares – bem como entusiastas de assuntos políticos também ficarão satisfeitos por conhecer a história de um dos artistas mais polivalentes da atualidade.

    As entrevistas de Truth to Power

    Embora as pessoas entrevistadas sejam incríveis e tenham muito a dizer sobre Serj, a objetividade de Hovannisian também prevaleceu. O uso das entrevistas é pontual para complementar o que Tankian está dizendo, ou a contextualização histórica que é mostrada.

    O ótimo cast de entrevistados inclui:

    • Shavo Odadjian e John Dolmayan (baixista e baterista do SOAD, respectivamente);
    • Tom Morello (Rage Against The Machine e parceiro de Serj no Axis of Justice);
    • Rick Rubin (lendário produtor musical parceiro do SOAD desde o primeiro álbum);
    • David “Beno” Benveniste (CEO da Velvet Hammer e manager da banda).

    Há mais pessoas entrevistadas, mas Daron Malakian não é uma delas.

    Isso me causou estranheza durante a divulgação, pois quem acompanha o System sabe que algumas divergências entre ele e Serj se tornaram públicas por meio de entrevistas de ambos nos últimos anos.

    Mas não se preocupe: Daron aparece à sua maneira, inclusive em um emocionante momento antes do histórico show da banda na Armênia em 2015. Ele apenas não se sentiu confortável para conceder entrevistas, eu acredito.

    VEREDITO

    Afinal, a música pode mudar o mundo?

    O trabalho de Hovannisian é proposital e bem executado. Fato é que a narrativa responde a pergunta. Cabe a Serj apenas dar seu toque de mestre ao respondê-la no começo do último ato, pois seu legado artístico e político não deixa dúvidas.

    Truth to Power é um documentário objetivo e bem contextualizado. O ótimo trabalho de mesclar imagens gravadas pelo próprio artista com registros recuperados de fitas cassete e VHS engrandece a produção, encanta os fãs de Serj Tankian e proporciona uma experiência emocionante e enriquecedora.

    5,0 / 5,0

    ONDE ASSISTIR A TRUTH TO POWER

    Truth to Power será lançado globalmente por aluguel digital no dia 19 de fevereiro de 2021.

    O primeiro documentário da carreira de Serj Tankian é um lançamento da Oscilloscope Laboratories produzido pela Live Nation em parceria com Serjical Strike Entertainment e Avalanche Entertainment.

    Truth to Power está disponível para aluguel em seu site oficial: www.truthtopowerfilm.com

    Você pode acessar diretamente a página para comprar Truth to Power clicando aqui. A produção estará disponível em inglês com as seguintes opções de legendas: português, alemão, armênio, espanhol, francês, japonês e russo.

    O documentário de Serj Tankian também será exibido no Brasil em parceria com a loja Disconcert Record Shop, em São Paulo.

    Endereço: Rua Vanderlei, 398 – Perdizes, São Paulo
    Contatos: (11) 3871-2544,
    página da Disconcert no Facebook e Instagram @disconcert_records.

    Assista ao trailer:

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    CRÍTICA – Nórdicos: Mitos e Sagas (2020, Pandorga)

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    Você que é recém chegado aqui no Feededigno, saiba que: existe uma parcela da equipe muito fã dos nórdicos, sua cultura, mitologia e as várias histórias que remontam a Era Viking. Falando nisso, sabia que viking na verdade é um verbo, e que acabou sendo atribuído à um povo por causa de sua principal característica?

    Viking, na verdade, era o ato de embarcar em uma exploração marítima em busca de terras e espólios. Quer saber mais? Segue lendo.

    Sobre a edição

    A Editora Pandorga trouxe para o Brasil uma compilação de contos de vários autores, entre eles Hans Christian Andersen e Snorri Sturluson. O primeiro, talvez o mais famoso escritor e poeta dinamarquês, responsável por inúmeras obras da literatura e muito conhecido por seus contos. Já o segundo foi um islandês que viveu no século XII, conhecido como um dos maiores historiadores e talvez o maior responsável pela perpetuação do pouco que se sabe sobre a cultura nórdica. Snorri foi responsável pela criação da chamada Edda em Prosa, a bibliografia mais completa escrita sobre as canções e lendas da cultura e mitologia nórdicas.

    A tradução e organização do material para o português brasileiro foram feitas com maestria por pessoas especialistas no assunto. A Juliana Garcia, por sinal, tem contato com a cultura do norte europeu desde seus 12 anos de idade e tem muita propriedade para explicar sobre as nuances das variações de idiomas.

    Sobre a encadernação e os detalhes

    Além da qualidade especializada na tradução do material, o primeiro impacto que Nórdicos: Mitos e Sagas causa é visual. O livro de capa dura tem texturas que imitam uma capa de couro, e possui um hot stamping dourado que ajuda na ideia de a capa aparentar algo rústico e antigo. Da mesma forma, a pintura dá um tom dourado também à lateral das páginas e ressalta a preciosidade que está contida em suas pouco mais de 300 páginas.

    Como se a impressão externa já não fosse suficiente, a obra está recheada de ilustrações lindíssimas alusivas à cultura nórdica, com detalhes riquíssimos e gravuras que ajudam a elucidar o que os contos e sagas nos trazem.

    Tivemos ainda o privilégio de receber a Edição Deluxe do livro, a qual veio acompanhada de um belíssimo card da obra A luta de Thor com os gigantes (1872) do pintor sueco Mårten Eskil Winge, e em seu verso uma ilustração recheada de símbolos nórdicos e de um marcador de páginas exclusivo do livro, com a mesma ilustração presente no verso do card.

    Agora, finalmente, deixarei de falar do que agrada aos olhos, e falarei à vocês do que apraz ao coração (de um fã dos nórdicos).

    Sobre o livro

    Particularmente, já tenho o costume de consumir alguns livros que abordam a mitologia, a cultura e os costumes nórdicos, tais como: Mitologia Nórdica de Neil Gaiman e as Crônicas Saxônicas e Crônicas de Arthur de Bernard Cornwell, além dos conteúdos presentes em jogos, filmes e outras mídias. No entanto, ainda que eu já possuísse algum conhecimento prévio, o livro ainda assim me surpreendeu e me ensinou muito.

    Ao invés de me aprofundar no conteúdo das páginas, trarei aqui um breve relato sobre os capítulos. E aqui também cabe um elogio (mais um) à organização dos mesmos. Podemos ver já no início, em seu sumário a magistralidade do trabalho com a justa divisão da obra.

    Ressalto, antes de que você comece a se deliciar pelos capítulos, que este não é um romance, mas um compilado de contos, história e muita informação.

    Explicado isto, sem mais delongas, mergulhemos na vastidão de conteúdos que os capítulos de Nórdicos: Mitos e Sagas nos traz (e cuidado para não esbarrar em Jormungandr).

    O (precioso) conteúdo

    • Os vikings: um capítulo que discorre sobre o povo em si, sua cultura, roupas, alimentação, organização da sociedade e muitas outras informações muito específicas e elucidativas que ajudam a compreender melhor até mesmos seus mitos e crenças;
    • Mitologia e imaginário: este capítulo nos traz um pouco sobre a cosmogonia nórdica e uma explicação sobre os seus nove reinos;
    • Os deuses e os mitos: o título deste é bastante autoexplicativo, e o capítulo comporta a maior parte do livro. Aqui temos histórias muito instrutivas não só sobre os principais deuses, mas também sobre muitas outras deidades do panteão nórdico;
    • As criaturas: brindando aos leitores com detalhes raramente vistos em outras obras, aqui o livro joga luz sobre muitas das criaturas tanto comentadas mas pouco explicadas, contando mais e melhor sobre o surgimento de gigantes, ogros, selkies, além de outras mais famosas como o Kraken, trazendo também a lenda de Beowulf;
    • Ragnarök: chegando ao fim do livro, temos um satisfatório detalhamento sobre o mitológico fim do mundo para os nórdicos, onde muitos batalham e poucos sobrevivem;
    • Sagas: neste capítulo somos apresentados à algumas sagas, que nada mais são do que contos e narrativas onde os escaldos misturavam história, mitologia e religião. Normalmente eram contadas sagas de reis, heróis, famílias ou lendas.
    • Outras curiosidades nórdicas: o título deste último capítulo talvez não capte sua atenção. No entanto, foi nele onde eu tive a sensação de que não era possível terminar de melhor forma uma obra de tamanha perfeição. Neste capítulo, podemos não só aprender sobre o surgimento de datas festivas e seus significados mas sobre as runas e os símbolos nórdicos. O minucioso trabalho sobre as runas, confesso, me deixou maravilhado.

    VEREDITO

    Em conclusão, acredito que vocês não esperem que eu avalie de forma negativa o primoroso trabalho da Editora Pandorga, não é mesmo? Nórdicos: Mitos e Sagas é um carinho aos admiradores da cultura nórdica. Seja você um profundo consumidor de conteúdos, nas mais variadas mídias, ou um novato que não sabe muito além do que Marvel conta (spoiler: eles mentem), o livro é uma forte recomendação para todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre esta antiga cultura que inspirou e inspira muitas obras da cultura pop.

    Caso tenha se interessado e queira adquirir a obra, segue aqui o link para acessar a loja da Editora Pandorga e comprar o seu exemplar.

    5,0 / 5,0

    Quer saber mais sobre vikings?

    Assista nossa live no Instagram:

    Live de Pijama – Mitologia Nórdica – Parte 1

    Live de Pijama – Mitologia Nórdica – Parte 2

    Leia nossas críticas dos livros:

    O Último Reino (2005, Bernard Cornwell)

    O Evangelho de Loki (2016, Joanne M. Harris)

    Mitologia Nórdica (2017, Neil Gaiman)

    Ou assista nossas gameplays:

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    Lady Dimitrescu: Conheça a vilã de Resident Evil Village

    Lady Dimitrescu, um nome que faz o sangue de muitos jogadores ferver, pois ela traz um misto de medo e carisma em sua presença.

    Confira agora tudo que sabemos sobre a bela e mortal vilã de Resident Evil Village.

    ORIGEM

    Tomonori Takano, diretor de arte de Resident Evil Village afirmou em uma entrevista concedida ao IGN que a nova vilã da franquia tem inspiração em Mortícia, interpretada por Anjelica Huston no longa A Família Addams, por exemplo, além de uma figura histórica chamada Isabel Bathory, Condessa da Hungria que viveu no século XVI, e tinha uma reputação de ser violenta com seus subordinados.

    Entretanto, as inspirações não param por aí, pois Lady Dimitrescu também tem como base a lenda urbana japonesa Hasshaku-sama que teria incríveis oito metros de altura!

    CARACTERÍSTICAS

    Lady Dimitrescu

    Lady Dimitrescu é uma mulher de boa aparência, uma vez que está sempre bem vestida e maquiada. Ela possui olhos da cor âmbar, um rosto expressivo, entretanto, não se deixe enganar pela bela personagem, pois ela possui garras afiadas que podem cortar suas vítimas ao meio, além de uma vasta sede de sangue. Sua altura diferenciada a torna ainda mais imponente.

    Diferente de suas filhas que possuem uma aparência mais sombria, uma vez que estão com roupas escuras e lábios cheios de sangue, a matriarca é mais sutil em seus ataques. Contudo, Dimitrescu é muito mais mortal que suas sucessoras, visto que usa suas garras para esfaquear o jogador. Há indícios que a antagonista pode sofrer mutações e ficar ainda mais perigosa do que já é, algo muito normal em Resident Evil.

    CURIOSIDADES

    Lady Dimitrescu não foi confirmada ainda como vampira, visto que possui algumas características peculiares em relação aos monstros que estão no imaginário popular. A primeira delas é o reflexo no espelho, uma vez que ela possui, diferente dos vampiros tradicionais. Outro ponto importante é a utilização das garras como uma forma de ataque, e não os dentes nos pescoços alheios do vilarejo.

    Na demo intitulada The Maiden, existem evidências que a vilã está se alimentando do vilarejo que dá o título ao jogo de uma forma bastante brutal: colocando-os em barris para virar poças de sangue e serem servidos como bebida, sinistro demais!

    A personagem é a mais alta da história de Resident Evil, uma vez que Nemesis e Mister-X são mais baixos. As alturas são 2,90m, 2,20m e 2,21m respectivamente.

    E aí, estão preparados para enfrentar a vilã? Comentem e compartilhem! 

    Resident Evil Village será lançado para PS4, Xbox One, PC, PS5Xbox Series X|S em 7 de maio. No Brasil, o game terá opção de dublagem em português, algo inédito na franquia da Capcom.

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    Noites Sombrias #1 | A Cidade dos Amaldiçoados (1995, John Carpenter)

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    A Cidade dos Amaldiçoados, filme de 1995, dirigido por John Carpenter, é o conteúdo estreante do nosso novo projeto Noites Sombrias, que ocorrerá às sextas-feiras à noite.

    SINOPSE

    Numa cidade pacata dos Estados Unidos, Alan (Christopher Reeve) é um médico que luta contra crianças que tem poderes telepáticos. Agora ele deve salvar a população adulta de lá que está à mercê dos jovens habitantes, pois agora eles estão caçando seus semelhantes.

    ANÁLISE

    A Cidade dos Amaldiçoados é um longa que contém diversas alegorias interessantes referentes ao seu tempo, uma vez que tem assuntos muito complexos em sua trama.

    Começando pela questão da gravidez indesejada, pois forçadamente as mulheres do vilarejo ficam gestantes de um dia para o outro. Além disso, há um quê de uma estrutura política ditatorial, uma vez que o governo intervém nas decisões dos cidadãos, dando um jeito de fazer estas mulheres terem essas crianças.

    O fato dos jovens serem frios e cruéis é um reflexo da sociedade na qual os pais são reféns das vontades de seus filhos. O ponto aqui é abordar a dificuldade da paternidade e a imposição da juventude, ainda mais que os pais falham miseravelmente, por exemplo.

    Sobre as atuações, Christopher Reeve é funcional, assim como o restante do elenco. A direção consegue utilizar muito bem os recursos técnicos, mesmo que o orçamento não fosse tão robusto. John Carpenter consegue chocar com muita violência em suas cenas.

    As problemáticas de uma dicotomia de jovens versus adultos é algo que chama bastante a atenção e é muito corajosa naquele contexto.

    VEREDITO

    A Cidade dos Amaldiçoados

    A Cidade dos Amaldiçoados é um longa forte e que traz diversas pautas para serem discutidas pelo público. Com uma direção competente, a obra é atemporal em muitos aspectos, sendo bastante divertida e que com certeza se tornou um clássico de terror dos anos 90.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer de A Cidade dos Amaldiçoados:

    https://www.youtube.com/watch?v=M2inVwL5dr4

    Já aproveita e dê uma força para esta obra-prima do terror que está vindo para o Brasil no formato de livro. Confira abaixo a matéria sobre o assunto.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Cidade dos Amaldiçoados: Livro chegará ao Brasil em 2021

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    CRÍTICA | WandaVision: S1E6 – Um Halloween Assustadoramente Inédito!

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    O episódio 6 de WandaVision foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2021, e é intitulado Um Halloween Assustadoramente Inédito!.

    O cuidado que Matt Shakman tem ao dirigir a série e levar o roteiro para lugares interessantes, nos deixa vidrados na tela, conduzindo a ação para lugares inesperados e nos incentivando a encontrar pistas por toda Westview.

    SINOPSE

    Perturbações no Halloween separam Wanda (Elizabeth Olsen) de Visão (Paul Bettany), que analisa estranhas atividades na cidade de Westview.

    ANÁLISE

    O episódio 6 de WandaVision, Um Halloween Assustadoramente Inédito!, tem início com uma abertura que faz homenagem à série dos anos 2000 Malcolm in the Middle, ou Malcolm como foi exibida no Brasil. A série contou com 7 temporadas e era estrelada por Frank Muniz e Bryan Cranston.

    Assim como em Malcolm, em que víamos os acontecimentos pelos olhos do protagonista, no episódio 6 de WandaVision o desenrolar da história se dá pelos olhos de Tommy (Jett Klyne) e Billy (Julian Hilliard).

    Há algum tempo, a “realidade” dentro do seriado tem mudado, pois Visão passou a suspeitar de que algo não está certo, principalmente após a chegada de Pietro (Evan Peters) à Westview. Com isso, algumas das sequências mais engraçadas do episódio vem da interação dos gêmeos e da dinâmica entre eles dentro desse novo contexto.

    WandaVision tem se aventurado nos mais diversos gêneros e até mesmo estilos de contar uma história. Começando nos anos 1960, homenageando as sitcoms clássicas, até chegar aos anos 2000. Ouso dizer que a série da Marvel Studios vá muito além, pois segundo algumas fontes afirmam, a série contará com um episódio inspirado em The Office.

    Pode parecer que no trecho seguinte deste texto, eu estarei “cagando regra”, mas a realidade é algo bem diferente.

    Algumas pessoas reclamam imensamente dos trilhas de risadas e não entendem que elas são colocadas ali por um motivo. Não para despertar em nós uma risada forçada, mas sim para causar um desconforto nas situações que, quem está assistindo, talvez não esteja percebendo. O recurso é uma forma de causar um estranhamento ao espectador durante todo o desenrolar da trama.

    Já em Um Halloween Assustadoramente Inédito!, a produção se distancia dos episódios anteriores ao abolir a trilha de risadas, deixando o estranhamento para os acontecimentos da trama, enquanto nos faz questionar tudo que acontece diante dos nossos olhos.

    Algumas das partes mais fofinhas do episódio vem do fato de Billy e Tommy vestirem trajes que fazem referência às contrapartes deles nos quadrinhos, assim como a manifestação de seus poderes.

    Apesar de Shakman sair pela tangente, sem indicar a que os elementos realmente fazem referência, ver o traje de Wanda, Pietro e Visão bem parecido com dos quadrinhos nos fazem dar algumas boas risadas e é uma bela surpresa.

    CRÍTICA | WandaVision: S1E6 - Um Halloween Assustadoramente Inédito!

    Algumas teorias acerca de Agnes a apontam como Agatha Harkness, uma feiticeira imensamente poderosa do Universo Marvel e responsável por ensinar Wanda a controlar grande parte dos seus poderes nos quadrinhos. E aqui parece que temos confirmação dessa suspeita, já que Agnes aparece vestida como uma bruxa.

    VEREDITO

    A história de WandaVision parece se expandir com o final do episódio Um Halloween Assustadoramente Inédito!, em que somos pegos de surpresa pelos acontecimentos repentinos.

    Ainda que o episódio anterior tenha sido o melhor da temporada até então, em Um Halloween Assustadoramente Inédito! vislumbramos o caminho que a série quer seguir.

    Sem revelar quase nada, e deixando muitos pontos de interrogação em nossa mente, WandaVision cria o caminho para a possível chegada da família mais antiga da Marvel ao Universo Cinematográfico Marvel, enquanto prepara o terreno para algumas revelações que, com certeza, nos deixarão de boca aberta.

    3,5 / 5,0

    Quer ficar por dentro da série WandaVison? Acesse nossa página especial com notícias, artigos, críticas dos últimos episódios, vídeos e muito conteúdo da primeira série da Marvel Studios no Disney+!

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    CRÍTICA – Ponto Vermelho (2021, Alain Darborg)

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    Ponto Vermelho (Red Dot) é um thriller de ação sueco, que chegou ontem ao catálogo da Netflix, cuja história decorre nas montanhas suecas e segue um casal, que está passando por dificuldades no casamento. Quando ela engravida, ambos tentam reacender a paixão na relação e decidem viajar até ao magnífico e extenso norte da Suécia para um passeio de ski.

    O filme é protagonizado por Anastasios Soulis, Nanna Blondell, Johannes Kuhnke, Kalled Mustonen e Tomas Bergström.

    SINOPSE

    David (Anastasios Soulis) e Nadja (Nanna Blondell) tentam reavivar o seu relacionamento numa caminhada romântica no norte da Suécia. A viagem rapidamente se transforma num pesadelo quando um ponto laser vermelho aparece na sua tenda, e eles são forçados a fugir para o frio implacável perseguidos por um atirador desconhecido.

    ANÁLISE

    Com 1h26min, Ponto Vermelho é o mais novo filme de “pessoas sendo caçadas”, apesar do tema ser algo nada inédito, a Netflix segue acertando ao dar espaço para produções fora de Hollywood.

    Com filmes e séries de todo canto da Europa e Ásia, este provavelmente é o maior ponto positivo da gigante do streaming.

    O longa de Alain Darborg não foge muito do padrão, e mesmo acertando a mão no plot twist; peca no desenvolvimento da trama.

    VEREDITO

    Se você pular para os 26min finais de Ponto Vermelho fique tranquilo e aproveite, pois não terá perdido muita coisa.

    Infelizmente a primeira hora do longa é apenas para apresentar nossos protagonistas, sua breve relação que justifique uma viagem para o norte e a inserção de suspeitos de caça-los. Tudo seguindo a “cartilha de filmes de caçada”.

    O filme é ruim? Não. Tem um final mind-blowing? Sim. Mas certamente você pode assistir outros lançamentos da Netflix como: o romântico Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, os aguardados Relatos do Mundo e Malcolm & Marie ou a série nacional Cidade Invisível; ou até mesmo de séries sobre organização e decoração à curtas-metragens.

    PUBLICAÇÕES RELACIONADAS:

    Netflix: 8 séries sobre organização e decoração

    5 curtas-metragens originais da Netflix para você aproveitar

    Mas na falta de opções dê o play sem expectativas.

    2,5 / 5,0

    Assista ao trailer dublado:

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