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    CRÍTICA – Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022, Sam Raimi)

    Depois de quase 10 anos longe da cadeira de direção, Sam Raimi retorna para um dos projetos mais ambiciosos da Marvel. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura desponta como um dos filmes mais esperados do Universo Cinematográfico Marvel nos últimos tempos, pois se desenrola após os acontecimentos da adorada série WandaVision, mas não apenas isso.

    No Multiverso da Loucura dá aos espectadores uma maior profundidade ao multiverso “aberto” durante os acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Fiquem tranquilos, pois esse texto não contará com spoilers. Inclusive recomendo acompanhar as dicas contidas nesse texto a fim de não perder nada da experiência de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

    SINOPSE

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

    O aguardado filme trata da jornada do Doutor Estranho rumo ao desconhecido. Além de receber ajuda de novos aliados místicos e outros já conhecidos do público, o personagem atravessa as realidades alternativas incompreensíveis e perigosas do Multiverso para enfrentar um novo e misterioso adversário.

    ANÁLISE

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura não é apenas um dos filmes mais esperados da Marvel, mas também um dos mais ousados. Tenha em mente algumas coisas:

    • Você precisa ter assistido os filmes anteriores da Marvel, principalmente os dois últimos Vingadores;
    • Você precisa ter assistido WandaVision;
    • Ter assistido Loki para entender o conceito do Multiverso;
    • What If é opcional, mas recomendo assistir o episódio 1 e o 4 da série animada.

    Com um trabalho de síntese incrível, Sam Raimi não perde tempo explicando cada um dos elementos da história que irá te contar. Aproveitando tudo que foi estabelecido anteriormente – inclusive a série animada – o diretor nos faz mergulhar em meio à uma montanha-russa de emoções enquanto explora os mais diversos aspectos não apenas da personalidade de Stephen, mas também o dos personagens que o rodeiam.

    Muito distante de ter uma trama corrida, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se destaca por seu dinamismo.

    VOCÊ É FELIZ, STEPHEN?

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

    Uma pergunta feita algumas vezes ao longo do filme faz com que Stephen questione o papel que ser um herói tem em sua vida, mas não apenas isso. Como explicitado em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Doutor Estranho após o Blip perdeu o cargo de Mago Supremo, e agora atua apenas como um dos protetores daquele realidade universo.

    A pergunta que é o título desse parágrafo parece ecoar ao longo de todo o filme na cabeça de nosso protagonista, que não tem como intuito continuar sem uma resposta.

    As aventuras que o filme nos lança, nos fazem por vezes ficar na beirada da cadeira, e também nos assusta a cada curva. E uma coisa que eu preciso deixar clara para vocês que estão lendo: Sam Raimi consegue realizar dentro da Marvel um filme de terror. Não como seu filme, Uma Noite Alucinante de 1981, mas te garanto que Raimi sabe usar bem as ferramentas que têm na mão.

    DIREÇÃO

    Parecendo saber muito bem onde quer chegar, Sam Raimi nos encaminha por uma história de amor, de legado, de luto e de terror. De jumpscares e risadas. Sem o intuito de quebrar a tensão com tiradas cômicas, o diretor se mostra bem feliz nas suas escolhas criativas, bem como nos enquadramentos, efeitos práticos/especiais e os tons do filme. Você pode ter certeza de uma coisa: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é filme de quadrinhos e o puro suco do que a Marvel Studios vem construindo ao longo de seus 13 anos.

    Ver alguns elementos previamente estabelecidos pelo agora universo expandido das séries nas telonas, fizeram esse que vos escreve bem feliz. Bem como algumas aparições surpresas que não serão citadas nesse texto; Afinal porque eu tiraria de vocês a mesma alegria que senti assistindo e me surpreendendo?

    VEREDITO

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura nos permite entender que outros gêneros não só podem, como devem ser contados dentro do Universo Cinematográfico Marvel e esse mérito é todo de Sam Raimi.

    Ver como o diretor soube passear por entre os núcleos da trama e o Multiverso da Loucura deixará você bem feliz, bem como entender que esse filme é a continuação da Fase 4 e muito diferente de Os Eternos; O novo longo do ex-Mago Supremo da Marvel abalarão os alicerces conhecidos e desconhecidos das múltiplas realidades do Universo Cinematográfico Marvel.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

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    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura: Conheça o elenco do filme

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é o mais novo longa do MCU e promete ser um dos maiores crossovers da história do cinema. Até o momento temos alguns personagens confirmados, mas a Marvel sempre nos faz diversas surpresas e esse filme deve contar com muitas participações especiais. Conheça agora o elenco confirmado até o momento do longa:

    Artigo relacionado: Dr. Estranho: 6 HQs para ler antes do Multiverso da Loucura

    BENEDICT CUMBERBATCH – STEPHEN STRANGE/DOUTOR ESTRANHO

    Benedict Cumberbatch é a estrela do show e dará vida novamente ao Mago Supremo nas telonas da Marvel, com diversas versões de Stephen Strange confirmadas no longa.

    O protagonista é o responsável direto pelo caos e destruição ocorridos em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura por conta de um erro em seu feitiço em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, causando muitos problemas aos heróis do Universo 616.

    BENEDICT WONG – WONG

    O atual Mago Supremo, Wong, volta aqui como um dos personagens secundários recorrentes da trama, sendo fundamental para o desenvolvimento de Strange ao longo dos filmes.

    Benedict Wong volta a dar vida ao herói.

    ELISABETH OLSEN – WANDA MAXIMOFF/FEITICEIRA ESCARLATE

    A mulher mais poderosa da Marvel está de volta em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Wanda Maximoff terá diversas versões e está sendo cotada como uma das vilãs do longa com seus poderes da Magia do Caos.

    Elisabeth Olsen volta mais uma vez para o papel icônico de sua carreira dentro do MCU.

    Elizabeth Olsen: Conheça a atriz e seus melhores trabalhos

    RACHEL MCADDAMS – CHRISTINE PALMER

    Rachel McAddams retorna como interesse amoroso do Doutor Stephen Strange na pele de Christine Palmer, a enfermeira terá um papel importante na história. Nos quadrinhos, ela é a ajudante Night Nurse, que já teve Rosario Dawson atuando nessa posição nas séries em parceria com a Netflix, mas aqui ela deve ser fundamental, juntamente com America Chavez, de acordo com os materiais promocionais.

    XOCHITL GOMEZ – AMERICA CHAVEZ/MISS AMÉRICA

    A novata da equipe, America Chavez já poderia ter aparecido em Homem-Aranha: Sem Volta para casa, mas foi guardada para o longa do Mago Supremo.

    A atriz latina Xochitl Gomez será a nossa Miss America, sendo mais uma membro dos Jovens Vingadores a chegar no MCU. Será que teremos o longa da equipe em breve? Esperamos que sim…

    ADAM HUGILL – RINTRAH

    Outro estreante é Adam Hugill que vai fazer com captura de movimentos o minotauro Rintrah, um ser mágico que faz parte das histórias do Doutor Estranho.

    Rintrah não deve ser um dos coadjuvante mais importantes, contudo, ele vem para consolidar ainda mais o universo místico da Marvel que está crescendo cada vez mais nas telas.

    JULIAN HILLIARD – BILLY MAXIMOFF/WICCANO

    Um dos membros importantes do crossover e que deve ter uma pequena participação é Jullian Hilliard, que fez o papel de Billy Maximoff, o Wiccano, um dos dois filhos de Wanda com Visão. O ator participou em WandaVision e roubou nossos corações com uma atuação segura e muito fofa. Pelos trailers, os garotos devem aparecer em flashbacks e em ilusões da Feiticeira Escarlate e ser o esteio da virada dela como vilã.

    JETT KLYNE – TOMMY MAXIMOFF/CÉLERE

    Como citado acima, teremos os irmãos Maximoff aparecendo em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Jett Klyne também reprisará o papel de Tommy Maximoff, o Célere, o filho velocista de Wanda, que possui poderes parecidos com o do seu tio Mercúrio.

    Artigo relacionado – OPINIÃO | WandaVision, o luto e a quarentena sem fim

    CHIWETEL EIJOFOR – BARÃO MORDO

    Um dos grandes nomes do elenco e que também tem um retorno triunfal é Chiwetel Eijofor que volta como Barão Mordo, o principal arquinimigo do protagonista. Ao que tudo indica, ele será um mensageiro ou membro dos Illuminati, grupo dos seres mais inteligentes da Terra, formado nos quadrinhos pelo Doutor Estranho, Homem de Ferro, Raio Negro, Pantera Negra, Namor, Senhor Fantástico e Professor Xavier.

    Ao que tudo indica, Mordo vai caçar Strange e tentar derrotá-lo, pois desde os eventos do primeiro filme solo do herói, o Barão está atrás de seres místicos, roubando a magia deles. Estamos curiosos pelo seu retorno!

    PATRICK STEWART – PROFESSOR XAVIER

    Por fim, mas não menos importante, uma retorno muito aguardado pelos fãs deve acontecer no longa: Patrick Stewart como Charles Xavier, o Professor X e mentor dos X-Men, confirmando a presença de mutantes no Universo Cinematográfico da Marvel.

    Nos trailers, quando Stephen for a julgamento com os Illuminati, o Professor será o responsável por recebê-lo no grupo. O filme deve fazer uma pequena adaptação ao contrário de Dinastia M, hq na qual a Feiticeira Escarlate extingue os mutantes da Terra com seus poderes. Em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, ela deve fazer o oposto, criando os homo superiores, assim como outros X-Men como o Wolverine de Hugh Jackman podem aparecer, unindo o universo de Bryan Singer ao 616.

    Confira o trailer de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura:

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    5 filmes imperdíveis da década de 50

    Sabemos que nas plataformas de streamings mais populares há poucos filmes da década de 50. Então, como os anos 1950, década na qual a televisão se popularizou e os estúdios buscavam atrativos para trazer o público de volta para as salas de exibição, resolvi fazer essa breve e importante lista.

    Vale lembrar que foi nessa década que passou a se usar com frequência a técnica de filmagem em widescreen, passando pelo Cinemascope, pelo VistaVision e pelo Cinerama, além de termos os primeiros trabalhos com a utilização do 3D com Museu de Cera (1953), o primeiro filme em três dimensões a cores e com som estéreo.

    Produções épicas, históricas ou fictícias passaram a ter muita popularidade, como os clássicos Os Dez Mandamentos (1956) e Ben-Hur (1959); a lista poderia ser bem maior, mas infelizmente tive que deixar de fora outros filmes igualmente importantes para a sétima arte.

    RASHOMON (1950)

    Rashomon é um clássico filme japonês dirigido pelo lendário diretor Akira Kurosawa lançado em 1950 e vencedor do Leão de Ouro em 1951.

    Rashomon, de Akira Kurasawa, recebeu o Leão de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Veneza em 1951. Além disso, foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte e ao BAFTA e por ser um filme não-hollywoodiano, abre essa lista dos filmes da década de 50.

    Com roteiro de Shinobu Hashimoto e do próprio diretor, o longa é baseado em dois contos do escritor Ryūnosuke Akutagawa (“Rashomon” e “Yabu no Naka“).

    No elenco estão Toshirō Mifune, Machiko Kyō, Masayuki Mori, Takashi Shimura, Minoru Chiaki e Kichijiro Ueda.

    SINOPSE

    Durante uma forte tempestade, um lenhador (Takashi Shimura), um sacerdote (Minoru Chiaki) e um camponês (Kichijiro Ueda) procuram refúgio nas ruínas de pedra do Portão de Rashomon. O sacerdote diz os detalhes de um julgamento com quatro testemunhos distintos. 

    Leia mais sobre Rashomon.

    A MALVADA (1950)

    TBT #13 | A Malvada (1950, Joseph L. Mankiewicz)

    Existe uma frase clichê no cinema que diz mais ou menos “um filme não vira clássico à toa”. Esse é exatamente o caso de A Malvada (All About Eve), uma obra prima do cinema mundial.

    Dirigido e roteirizado por. Joseph L. Mankiewicz e estrelado por Betty DavisAnne BaxterGeorgie Sanders e Gary Merrill. No elenco também temos Marilyn Monroe fazendo uma pequena participação.

    SINOPSE

    Na noite de entrega do prêmio Sarah Siddons, todas as atenções se voltam para Eve Harrington (Anne Baxter). Utilizando o flashback, a vida de Eve é revelada, desde quando conheceu e foi contratada como secretária de Margo Channing (Bette Davis), uma grande estrela da Broadway, até ela mesma alcançar o estrelato.

    Leia mais sobre A Malvada.

    SINDICATO DE LADRÕES (1954)

    TBT #14 | Sindicato de Ladrões (1954, Elia Kazan)

    Lançado em um período turbulento para a cultura dos Estados Unidos, o filme Sindicato de Ladrões (On The Waterfront) foi vencedor de 8 Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Ator (Marlon Brando); o longa que é dirigido pelo controverso Elia Kazan, é um marco importantíssimo ao discutir os direitos fundamentais do homem e a luta para fazer o que é certo sendo tratados de um ângulo ainda pouco explorado, a corrupção nos sindicatos.

    SINOPSE

    Terry Malloy (Marlon Brando), um ex-boxeador que era considerado promissor mas por conta de alguns imprevistos, teve a sua carreira comprometida ao entrar para a gangue exploradora de Johnny Friendly (Lee J. Cobb).

    Leia mais sobre Sindicato de Ladrões.

    O SÉTIMO SELO (1957)

    TBT #28 | O Sétimo Selo (1957, Ingmar Bergman)

    A década de 1950 testemunhou o renascimento do cinema nórdico, que esteve na vanguarda das realizações cinematográficas durante a era dos filmes mudos; e durante sua trajetória, o diretor Ingmar Bergman passou por fases românticas e melancólicas, até chegar as suas outras características mostrando um lado mais alegórico e existencial em O Sétimo Selo.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Cinema Mudo: 10 filmes essenciais para conhecer o gênero

    SINOPSE

    Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.

    Leia mais sobre O Sétimo Selo.

    UM CORPO QUE CAI (1958)

    A única forma de me livrar de meus medos é fazer filmes sobre eles.“, foi com esse pensamento que Alfred Hitchcock criou o filme Um Corpo que Cai (Vertigo) durante sua famosa entrevista-ensaio com o cineasta e crítico de cinema François Truffaut. Pode parecer uma ideia radical, mesmo saindo da mente fértil do maior aficionado pelo suspense do cinema, mas a verdade é que se trata de um dos filmes mais corajosos de Hitchcock, por uma série de razões e por isso finaliza nossa lista dos filmes da década de 50.

    PULBLICAÇÃO RELACIONADA | Alfred Hitchcock: Conheça o diretor e seus 10 melhores filmes

    SINOPSE

    Em São Francisco, o detetive aposentado John ‘Scottie’ Ferguson (James Stewart) sofre de um terrível medo de alturas. Certo dia, encontra com um antigo conhecido, dos tempos de faculdade, que pede que ele siga sua esposa, Madeleine Elster (Kim Novak). John aceita a tarefa e fica encarregado da mulher, seguindo-a por toda a cidade. Ela demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. Ele começa a acreditar que a mulher é louca, com possíveis tendências suicidas, quando algo estranho acontece nesta missão.

    Leia mais sobre Um Corpo Que Cai.


    Se você é fã de filmes antigos como os da década de 50, leia também nossa lista com filmes da década de 40:

    4 filmes imperdíveis da década de 40

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    PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Iluminadas (1ª temporada, 2022, Apple TV+) 

    Os três primeiros episódios de Iluminadas (Shining Girls), nova série de suspense da Apple TV+, já estão disponíveis na plataforma. A produção é uma adaptação do livro de romance homônimo de Lauren Beukes

    Em desenvolvimento há sete anos, a série conta com Silka Luis (Strange Angel) como showrunner, ela também atua como roteirista ao lado de Beukes e produtora junto com Elisabeth Moss e Leonardo DiCaprio. Na direção estão Daina Reid, Moss e Michelle MacLaren. Já o elenco principal apresenta Moss no papel principal, Wagner Moura, Jamie Bell e Phillipa Soo

    SINOPSE DE ILUMINADAS

    Kirby (Elisabeth Moss) é uma jovem com um futuro promissor vivendo em Chicago na década de 1980. Um dia, ela é atacada por Harper (Jamie Bell), um homem misterioso culpado pelo desaparecimento e morte de inúmeras mulheres. Diferente das outras vítimas, Kirby sobrevive e decide caçá-lo. Na busca por respostas, ela recebe a ajuda de Dan (Wagner Moura), um jornalista tentando desvendar o mistério por trás da morte das outras vítimas de Harper. 

    ANÁLISE

    A narrativa arrastada e a revelação do assassino no primeiro episódio de Iluminadas pode até enganar alguns espectadores que esperavam uma série de crimes para desvendar mistérios. Mas, o fato é que a nova série da Apple TV+ protagonizada por Elisabeth Moss pretende ser mais profunda e intensa que a simples premissa do “Quem matou?”. 

    Com tantas produções sobre serial killers reciclando velhas fórmulas para prender o público, Iluminadas mostra-se uma série intrínseca e original na medida que traz novos ares ao gênero. O assassino, as mortes, a investigação ainda estão ali, mas o suspense toma nova forma à medida que a série busca focar na vida conturbada de Kirby, vivida genuinamente por Moss. 

    Nos anos 90, após sofrer uma tentativa de assassinato, a jovem passa a ter lapsos de memoria e começa a se perder na propria realidade. Kirby que trabalha como arquivista em um jornal em Chicago conhece Dan, interpretado por um Wagner Moura com aspecto cansado, um jornalista que está investigando sobre um crime parecido com o qual Kirby sofreu. 

    É óbvio que os dois juntam forças para desvendar o tal assassino, ainda que o público saiba desde o primeiro episódio de quem se trata. Sendo, um recurso corajoso, Harper é um homem misterioso que tem uma ligação além do tempo e espaço com suas vítimas, Jamie Bell consegue causar medo e desconforto apenas com sua presença em cena. 

    Ainda que seja um pouco fora do comum, Iluminadas apresenta um teor sobrenatural, mas que em nenhum momento é visto com maus olhos ou bengala de roteiro. Quando Iluminadas precisa, seus mínimos detalhes fazem total sentido. Isso pode ser visto na falta de percepção de realidade de Kirby, um dia ela descobre que tem um cachorro e não um gato e ainda que mora com o marido e não com sua mãe. A confusão que assola a personagem é extremamente caótica, o que leva o próprio espectador a duvidar de tudo que gira em torno da jovem. 

    Já, a essência noventista e o roteiro desenvolvido aos poucos tornam essa série um pouco fora do ritmo das produções atuais. O que pode ser um ponto positivo ou negativo, dependendo do espectador, visto que é preciso engajar na série e aceitar suas características peculiares. Mas, também chama atenção que Iluminadas traga a figura da investigação jornalística e não policial para uma série de suspense, algo que estava em desuso nas produções televisivas pode ser um grande chamariz a essa série. 

    Acerca da produção, Lauren Beukes e Silka Luis como roteiristas são excepcionais construindo uma narrativa que dá espaço para Moss brilhar e seus companheiros de tela, Moss e Bell crescerem. A direção também é sucinta e aposta em características da época com roupas, aparelhos e lugares muito bem datados. Dessa forma, é fácil se prender em Iluminadas, ainda que haja dúvidas acerca de suas intenções, é uma série que caminha a passos lentos para conclusões grandes. 

    iluminadas

    Os primeiros episódios de Iluminadas mostra que esta é uma série atípica sobre serial killers. Com o assassino sendo revelado desde o começo, a série busca trazer o suspense nas investigações e buscas por Harper. Outro ponto a ressaltar são as incríveis atuações do elenco principal, com destaque para Elisabeth Moss que com certeza está no seu melhor momento. 

    Confira o trailer de Iluminadas:

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    CRÍTICA – Tokyo Vice (1ª temporada, 2022, HBO Max)

    Tokyo Vice é a mais nova série da HBO Max produzida e dirigida por Michael Mann que estreou no dia 07 de abril e encerrou sua 1ª Temporada no dia 29 de abril, totalizando 08 episódios.

    SINOPSE DE TOKYO VICE

    Inspirado no relato de Jake Adelstein (Ansel Elgort), este drama criminal acompanha o jovem jornalista americano enquanto ele mergulha no submundo do final dos anos 90 em Tóquio, onde nada e ninguém é o que parece.

    ANÁLISE

    Tokyo Vice é uma série baseada no livro homônimo, escrito pelo jornalista Jake Adelstein originalmente em 2009 e foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras, em 2011.

    Com isso em mente, a série conta com a direção e produção do diretor americano Michael Mann, que dirigindo apenas o piloto. Em Tokyo Vice acompanhamos o jornalista americano Jake Adelstein entrando para a redação de um jornal japonês e assim fazendo parte da coluna investigativa.

    Dessa forma, Jake passa a explorar o submundo criminoso do Japão que envolve uma conspiração com a Yakuza, a máfia japonesa. Contudo, ao longo de sua jornada descobrirá que para ser jornalista investigativo terá que suportar a xenofobia do país. Tokyo Vice é uma série excepcional que vai agradar a todos que estavam com saudades de um novo trabalho de Michael Mann que não dirigia nada desde 2015.

    O ritmo da série é lento, mas foca no desenvolvimento profundo dos personagens de modo excelente. Dando tempo para o espectador entender as motivações de cada um, apresentando tudo ao longo dos 08 episódios. Além disso, a série tem uma estética neo noir, se passando nos anos 90, o que torna tudo maravilhoso e que acaba tornando tudo grandioso sob a estética japonesa.

    Todo o elenco apresenta excelentes atuações, mas o meu destaque vai para o ator Ansel Elgort que é fluente em japonês. Além de passar a essência de um jornalista inquieto que está disposto a fazer qualquer coisa para conseguir sua grande reportagem.

    Outro destaque vai para Ken Watanabe, que interpreta o detetive Hiroto Katagiri, da polícia de Tokyo de forma brilhante, misteriosa e carismática. Seu personagem foi inspirado em um detetive real que influenciou o jornalista Jake Adelstein a escrever o livro Tokyo Vice.

    Por fim, Tokyo Vice é uma série que constrói de forma satisfatória e intensa um thriller que vai ganhando várias camadas no desenvolvimento de seus personagens e de sua trama sombria e que tem um grande potencial para uma futura 2ª temporada.

    VEREDITO

    O novo show da HBO Max tem tudo para estar na lista de muitos entres as melhores séries de 2022. Estou ansioso para um novo ano! Tokyo Vice é intensa e sabe contar uma história de suspense como ninguém.

    4,0/5,0

    Confira o trailer:

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    CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (2ª temporada, 2022, Prime Video)

    The Wilds: Vidas Selvagens retorna ao Prime Video dois anos após o lançamento da primeira temporada. Nessa nova trama, a produção inicia seus acontecimentos a partir do gancho deixado na última temporada, introduzindo um novo grupo de adolescentes na história.

    The Wilds é criada e produzida por Sarah Streicher ao lado da showrunner e produtora executiva Amy Harris. Nós tivemos a oportunidade de assistir aos oito episódios antecipadamente e trazemos nossa crítica sem spoilers sobre a produção. A segunda temporada estreia no dia 6 de maio.

    SINOPSE DA SEGUNDA TEMPORADA

    A sobrevivência está em jogo para um grupo de adolescentes presas em uma ilha deserta, após a descoberta explosiva de que o que está acontecendo com elas é um elaborado experimento social. A segunda temporada aumenta o drama e mantém você curioso, com a introdução de mais cobaias – uma nova ilha de adolescentes – que também devem lutar pela sobrevivência sob o olhar atento do mestre de marionetes do experimento.

    ANÁLISE

    The Wilds retorna em seu segundo ano com uma proposta mais ampla, abrangendo não só o grupo feminino de adolescentes (apresentado na primeira temporada) como, também, um grupo de meninos.

    Kirin (Charles Alexander), Rafael (Zack Calderon), Josh (Nicholas Coombe), Seth (Alex Fitzalan), Ivan (Miles Gutierrez-Riley), Henry (Aidan Laprete), Bo (Tanner Rook) e Scotty (Reed Shannon) são os azarados que caem no experimento da ilha deserta. Assim como na primeira temporada, a trama cria seus ganchos para manter o espectador interessado no plot dramático ocorrido na ilha durante as semanas em que o grupo permanece no local.

    CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (2ª temporada, 2022, Prime Video)

    Se no primeiro ano The Wilds tirou o tempo necessário para explorar e se aprofundar nos traumas de seu grupo principal, agora a produção peca pelo excesso. Ao manter mais de uma linha cronológica que desenvolve histórias paralelas de 15 personagens, o seriado se enrola em seus acontecimentos, perdendo a profundidade criada no ano um.

    Na temporada inaugural, a estrutura de The Wilds era simples, mas eficaz: o público teve a oportunidade de conhecer cada personagem em um episódio específico, acompanhando paralelamente o que aconteceu na ilha e os depoimentos delas no tempo presente.

    Nessa nova temporada, por outro lado, tudo é multiplicado. A trama precisa apresentar cada um dos oito novos personagens, desenvolver os acontecimentos em aberto da ilha das meninas, mostrar a situação da ilha dos meninos e apresentar os acontecimentos no tempo presente.

    Nesse meio tempo, a série de Sarah Streicher ainda encontra espaço para explorar um pouco mais dos devaneios de Gretchen (Rachel Griffiths) e seus assistentes Daniel (David Sullivan) e Dean (Troy Winbush).

    Os roteiros dos episódios, que possuem em seus créditos os nomes de Streicher, Harris, Leon Chills, A. Rey Pamatmat, Melissa Blake e Franklin Hardy, começam a acelerar os acontecimentos a partir do meio da temporada, tentando encaixar as diversas pontas soltas existentes. Todo esse esforço só entrega uma trama pouco inspirada e, de certa forma, vazia, mesmo com alguns momentos corajosos e desafiadores.

    Confesso que a primeira temporada me surpreendeu positivamente, pois trouxe além do ímpeto pela sobrevivência, um estudo aprofundado de cada uma das personagens. Nesse ano, por outro lado, poucas são as histórias do grupo masculino que você consegue realmente se conectar. Destaco os personagens Kirin, Seth e Ivan como os que trouxeram debates interessantes e, por vezes, polêmicos. Foram também as atuações que mais me chamaram a atenção. Josh e Rafael também são bem relevantes, mas o restante acaba passando despercebido.

    CRÍTICA – The Wilds: Vidas Selvagens (2ª temporada, 2022, Prime Video)

    Os melhores momentos da segunda temporada são, de fato, quando a trama se volta para o núcleo feminino. Os arcos de Shelby (Mia Haley), Toni (Erana James) e Rachel (Reign Edwards) são os mais sentimentais e profundos deste ano.

    Entretanto, assim como o grupo masculino sofreu com o restrito tempo de tela, Dot (Shannon Berry), Fatin (Sophia Ali) e Martha (Jenna Claue) também ficaram em segundo plano. Sarah Pigeon segue sendo o grande fio condutor de The Wilds, mantendo seu protagonismo intacto.

    É fato que nos conectamos mais com essas personagens porque, além de conhecermos suas histórias e entendermos seus traumas e características, realmente nos importamos com o que irá acontecer a cada uma delas durante o experimento. Queremos saber se elas vão descobrir a verdade, se encontrarão suas famílias novamente e se conseguirão seguir em frente apesar de todo o terror da ilha.

    De fato, é muito triste ver o declínio dessa narrativa, pois o seriado era realmente cativante e instigante. As personagens tinham motivações reais, a história fazia sentido e a season finale do primeiro ano trouxe momentos eletrizantes. É difícil encontrar séries adolescentes que sejam diferentes e consigam mesclar estilos e ideias realmente criativas, e The Wilds era realmente uma exceção nesse sentido.

    VEREDITO

    Com um início interessante, mas um desenrolar apressado, a segunda temporada de The Wilds deixa muito a desejar. Em comparação ao seu ano anterior, a produção criada por Sarah Streicher peca pelo excesso não só de personagens, mas de situações vazias.

    2,9/5,0

    Assista ao trailer da segunda temporada de The Wilds:

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