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    CRÍTICA – Licorice Pizza (2021, Paul Thomas Anderson)

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    O novo filme de Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma) chega aos cinemas no dia 17 de fevereiro. Licorice Pizza é escrito e dirigido por Anderson e conta com Alana Haim, Cooper Hoffman, Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela) e Sean Penn no elenco.

    O filme está concorrendo em três categorias no Oscar 2022: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.

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    SINOPSE

    Alana Kane (Alana Haim) e Gary Valentine (Cooper Hoffman) estão crescendo, correndo e se apaixonando pelo Vale de San Fernando, 1973. Os dois iniciam vários negócios, flertam, fingem que não se importam um com o outro e, inevitavelmente, se apaixonam por outras pessoas para evitar se apaixonarem um pelo outro. Mas há um detalhe entre os dois: ela tem 25 e ele 15. 

    ANÁLISE

    Licorice Pizza é tudo aquilo que já assistimos nos filmes de Paul Thomas Anderson, mas ao mesmo tempo, também é tudo o que ainda não vimos do diretor. Para além dos movimentos de câmera e da trilha sonora, marcas registradas de Anderson, existe algo de intimista que surpreende e encanta. 

    Não é para menos. O diretor e roteirista leva o espectador para a Los Angeles do anos 70, entre confusões políticas e uma juventude mais despreocupada com a vida. É nesse cenário que Alana e Gary se encontram; ela, com 25 anos, está ajudando no anuário da escola do rapaz; ele, com 15, joga todo seu charme e confiança para cima da amiga. 

    Nessa primeira cena, em que Alana Kane e Gary Valentine trocam palavras afiadas, Paul Thomas Anderson faz o seu incrível jogo de movimento de câmera cinética: primeiro, ele pesca nossa atenção com um plano fechado nos protagonistas enquanto eles caminham pelo corredor; segundo, a câmera se movimenta em torno deles e justamente com eles, o diretor deixa evidente que é são os protagonistas que conduzirão o filme; terceiro, quando o plano abre e adota uma câmera mais estática para Gary tirar sua foto do anuário, percebemos que já estamos completamente envoltos nessa história de amor juvenil.  

    Aos 25 anos, Alana ainda está descobrindo sobre quem ela é, o que gosta e o que deseja fazer da vida. Mas, ela não tem pressa, a jovem busca por novidades e o que mais se encaixa no momento para ela. Já Gary, é um ator mirim, um jovem encantador e arrogante, com uma inteligência que supera sua idade. Ambos, se tornam amigos e evitam a qualquer custo se apaixonar um pelo outro, ainda que os namoros a parte gerem ciúmes dos dois lados. 

    Licorice Pizza é o filme mais doce e suave de Anderson; como roteirista, ele utiliza sua habilidade dramática para dar tons de um humor bobo, um romance sutil e sequências de ação imprevisíveis. O fato da produção ser o mais diferente da carreira do diretor não é por acaso, Paul Thomas Anderson cresceu no Vale e mora até hoje no local, ele conhece cada esquina e faz do seu filme uma nostalgia pura.

    Sua parceria com o músico Jonny Greenwood, da banda Radiohead, para a trilha sonora do longa cria todo tipo de sentimento, em uma cena há tensão e um leve temor; em outra temos um senso de aventura e leveza. O que casa muito bem com as situações inusitadas de Licorice Pizza, o tornando um dos melhores filmes do ano.

    A relação de Alana e Gary não deixa de ter um tom lúdico, assim como o filme inteiro, nesta cidade de estrelas onde tudo parece possível e é por isso que o espectador pode gostar fácil dessa história. Como dito antes, os elementos de Anderson estão todos ali, o uso de cor e luz é sutil e acrescenta uma essência de Sonho de uma Noite de Verão, as músicas são marcantes e assistir Gary Valentine correndo por entre os carros parados pela falta de gasolina ao som de “Life on Mars?” ao fundo é certamente hipnotizante. 

    No fim, tudo se resume ao relacionamento de Alana e Gary. Só quando, verdadeiramente, vemos uma história de amor notamos o quanto estamos carente cinematograficamente de filmes assim. Licorice Pizza vem em boa hora e traz consigo duas estrelas em ascensão. Alana Haim e Cooper Hoffman são o que de melhor há no longa, cada um com uma capacidade incrível de se entregar a seus personagens.

    É comum querer que um filme não acabe, mas aqui isso vai além, queremos que toda euforia da corrida desenfreada de Alana Kane e Gary Valentine para se encontrarem permaneça para sempre em nossa memória, mesmo depois dos créditos subirem. 

    VEREDITO

    Licorice Pizza é um dos melhores, se não o melhor, filme da temporada de premiação deste ano. Paul Thoma Anderson, conhecido por criar personagens profundos e histórias sobre amadurecimento, faz o mesmo neste longa, mas de uma maneira sutil e simbólica.

    Sendo o filme mais intimista do diretor, Licorice Pizza é belo, esperto e cativante de uma maneira impressionante.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Licorice Pizza chega aos cinemas nesta quinta-feira, 17 de fevereiro.

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    O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder | Conheça os Maiar

    Os Maiar (Maia, no singular) eram espíritos primordiais criados para ajudar os Valar a moldar o mundo; eles eram numerosos, embora muitos não fossem nomeados. Seus líderes eram Eönwë, porta-estandarte e arauto de Manwë, Rei dos Valar e Ilmarë, a serva de Varda, Rainha dos Valar.

    Esses seres surgiram durante os Anos Valianos que duraram 5.000 Anos Valianos, ou 47.910 anos solares, na história de Arda, também conhecida como Terra, onde viviam todos os povos da Terra-Média e de Valinor.

    Os Anos Valianos terminaram com o primeiro nascer do Sol durante a Primeira Era, porém alguns Maiar estavam presentes na Terra-Média até os dias atuais.

    Os Maiar

    • Aiwendil (Radagast);
    • Alatar (Morinehtar);
    • Arien;
    • Curumo (Saruman);
    • Eönwë;
    • Gothmog;
    • Ilmarë;
    • Mairon (Sauron);
    • Maldição de Durin;
    • Melian;
    • Olórin (Gandalf);
    • Ossë;
    • Pallando (Rómestámo);
    • Salmar;
    • Tilion;
    • Uinen.

    Cinco desses espíritos, na Terceira Era, tornaram-se os Magos.

    Maiar e Valar

    Cada um dos Maiar estava associado a um ou mais Valar em particular, e era de origem semelhante, embora menos poderosos. Por exemplo, Ossë Uinen, como espíritos do mar, pertenciam a Ulmo, o Rei do Mar, enquanto Curumo (conhecido na Terra-Média como Saruman) pertencia a Aulë, o Ferreiro, assim como Mairon (originalmente também de Aulë, conhecido na Terra-Média como Sauron).

    Aiwendil (conhecido na Terra-Média como Radagast) pertencia a Yavanna, a Doadora de Frutos, e Olórin (conhecido pelos Elfos como Mithrandir, e pelos Homens como Gandalf) pertencia a Manwë, o Rei do VentoVarda, a Rainha das Estrelas.

    Alatar Pallando (conhecidos na Terra-Média como Morinehtar e Rómestámo), Arien, um espírito do fogo selecionado para guiar o Sol e Tilion, eram ligados a Oromë, o Senhor das Florestas.


    Em 2017, a Amazon fechou contrato para adaptar a história de J.R.R. Tolkien para a TV; o acordo diz que a empresa pode contar histórias da Segunda Era da Terra-Média, incluindo momentos como a ascensão de Sauron e a forja dos Anéis de Poder.

    Assista ao primeiro trailer:

    O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder estreia no dia 1 de setembro de 2022.

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    CRÍTICA | O Livro de Boba Fett – S1E7: In the Name of Honor

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    Confesso que o último episódio da temporada de O Livro de Boba Fett foi difícil de digerir por parte desse que vos escreve. Não apenas pelo conflito que escala rapidamente em meio à Mos Espa, mas pela forma como isso se dá.

    Ainda que o conflito venha sendo anunciado desde o primeiro episódio, enquanto a persona e a história por trás de como Boba Fett conseguiu escapar do poço do Sarlacc. Toda sua vida e seu desenvolvimento como personagem se deu em grande parte por sua convivência com os Tusken Raiders, e a perda de sua armadura de Beskar.

    SINOPSE

    Boba Fett e Fennec Shand enfrentam um conflito que só parece escalar.

    ANÁLISE

    Como citado em outro texto meu sobre a série, Boba Fett até o último episódio só servia para exaltar qualquer outro personagem que não o protagonista que dá nome à série, e a mesma só tinha ritmo quanto o clássico caçador de recompensas era tirado dos holofotes.

    Enquanto trouxe de volta personagens apresentados originalmente em O Mandaloriano, O Livro de Boba Fett fez mais uso de Din Djarin, do que de Fett. E preciso revelar que Din foi quem moveu a série para a frente, nos aproximando cada vez mais do conflito e revelando elementos importante que envolviam não apenas os personagens da trama, mas também ameaças recém-chegadas à Tatooine.

    O desenvolvimento de O Livro de Boba Fett ao meu ver foi sofrível e apenas os 3 últimos episódios contaram de fato como algo que leve o universo Star Wars na frente.

    Com a derrocada do Sindicato Pyke em sua empreitada de tomar Tatooine e enriquecer a base das Especiarias, a segurança e o controle ao território de Fett parece ter sido mantido em controle, com ajuda dos “Garotos Perdidos” de Mos Espa, Din Djarin e Grogu.

    VEREDITO

    Com o resultado do conflito em Mos Espa, The Mandalorian deve ser renovado para uma terceira temporada – ou pelo menos é o que eu torço para que aconteça.

    A história do último episódio usa tudo que parece ter sido deixado ao acaso desde o primeiro episódio. A participação de Din, Grogu, os “Garotos Perdidos de Tatooine”, e até mesmo o povo da Vila Livre têm um papel de extrema importância no conflito que chegou ao fim e parece ter dado fim à ameaça do Sindicato Pyke não apenas à Mos Espa, mas à toda Tatooine.

    Enquanto Boba Fett é considerado o daymio justo e o verdadeiro protetor de Mos Espa – como ele queria ser desde o início da série – os personagens que o cercam parecem entender o papel do ex-caçador de recompensas, que se distancia do controle de Jabba e Bib Fortuna.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    Sociedade da Justiça da América: Conheça os membros principais do supergrupo

    Sociedade da Justiça da América ou SJA é o primeiro supergrupo de heróis dos quadrinhos e foi criada em 1940, na HQ All-Star Comics #3.

    A equipe foi muito popular na época, pois juntou diversos personagens da DC Comics em histórias únicas, misturando membros criados na editora, assim como os adquiridos em outras empresas menores.

    Liderada pelo Lanterna Verde (Adam Scott) e Flash (Jay Garrick), a Sociedade da Justiça da América foi perdendo espaço a partir dos anos 60 com a chegada da Era de Prata com a Liga da Justiça como principal super equipe. Todavia, com a chegada de Stargirl e agora Adão Negro, eles voltaram com tudo e vamos apresentar um pouco dos membros dessa equipe, além de algumas outras informações importantes. Confira!

    LANTERNA VERDE (ADAM SCOTT)

    sociedade da justiça da américa

    O primeiro Lanterna Verde da Terra já foi um dos líderes da Sociedade da Justiça da América.

    Diferentemente dos outros Lanternas, Adam Scott não tem um anel que veio de OA, e sim, um artefato mágico que o fez adquirir os poderes.

    Na Era de Ouro, o misticismo estava em alta e Scott foi um dos beneficiados por isso, sendo um dos membros mais importantes da equipe.

    FLASH (JAY GARRICK)

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    O primeiro Flash e um dos mais queridos personagens da DC Comics, Jay Garrick é o coração da Sociedade da Justiça, da América.

    Garrick sofreu um acidente e inalou diversos produtos químicos, ganhando supervelocidade. Ele aparece de forma bastante recorrente em diversas histórias da DC, principalmente quando está envolvido o conceito de multiverso.

    ESMAGA ÁTOMO

    sociedade da justiça da américa

    Albert Rothstein é afilhado de All Pratt, um dos vários personagens que assumiram o manto de Eléktron. O herói recebeu o nome Esmaga Átomo do próprio Superman e sua família tem um passado obscuro, uma vez que Albert é neto de Cyclotron, um vilão que possui os poderes de ficar gigante, que foram passados de geração em geração em seu DNA.

    O Esmaga Átomo é um membro regular da Sociedade da Justiça da América e estará em Adão Negro, sendo interpretado por Noah Centineo (Para Todos os Garotos Que Amei).

    SENHOR DESTINO

    Sociedade da Justiça da América (6)

    Kent Nelson é um homem que possui o Elmo de Nabu, que dá poderes místicos e usa a alcunha de Senhor Destino, um dos magos mais poderosos de todos os tempos.

    Ele é o principal responsável por deter as ameaças sobrenaturais da Terra e suas habilidades são ímpares, todavia, se não houver um controle forte do receptáculo do Elmo de Nabu, o usuário pode ser corrompido de vez.

    Assim como o Esmaga Átomo, o Senhor Destino aparecerá em Adão Negro, com o eterno 007, Pierce Brosnan, dando vida à Kent Nelson.

    GAVIÃO NEGRO E MULHER-GAVIÃO

    O casal que vive em todas as eras é extremamente importante para a formação da Sociedade da Justiça da América.

    Os mais famosos são Shayera e Carter Hall que já tiveram muitas origens, visto que já foram desde antigos faraós egípcios até alienígenas de Thanagar, um planeta com muita força militar.

    Os dois estão destinados a sempre se encontrarem, se apaixonarem e morrerem, mas sempre tentam dar um destino diferente para suas histórias. O Gavião Negro é um dos membros fundadores da SJA e também terá uma aparição em Adão Negro, sendo vivido por Aldis Hodge (Uma Noite em Miami).

    STARGIRL

    Uma das mais novas queridinhas do público, a Stargirl é a caçula do grupo, chegando depois para substituir o Starman.

    Courtney Whitmore é uma jovem que usa um cajado que dá superpoderes. Ela é destemida e começou desde cedo, sendo uma ajudante mirim da Sociedade da Justiça da América.

    A Stargirl tem uma série própria no canal CW com duas temporadas.

    HOMEM-HORA

    Um dos líderes da SJA é Rex Tyler, o Homem-Hora. Ele é um cientista que inventou um soro que o deixa com superforça e resistente por uma hora.

    O legado de Tyler passou adiante com seu filho Rick que assumiu o manto e também integrou a Sociedade da Justiça da América.

    CICLONE

    Maxine Hunkel é a neta de Abigail Mathilda, ex-membro da SJA e mais conhecida como Tornado Vermelho.

    Com a mesma vocação de sua avó, Maxine saia pela vizinhança caçando bandidos, usando uma traje nada comum e seus poderes de rajadas de vento. Por conta deles, ela acabou adotando a alcunha de Ciclone e se tornou uma das heroínas principais da SJA.

    A Ciclone será uma das heroínas que também estará em Adão Negro, sendo interpretada pela atriz Quintessa Swindell (Voyagers).

    PANTERA

    Sociedade da Justiça da América (11)

    Ted Grant, o Pantera, é um dos heróis mais conhecidos do grupo, uma vez que treinou nada mais, nada menos que a Canário Negro e até mesmo o Batman!

    O vigilante é um exímio combatente, pois conhece como ninguém as artes marciais e já desceu a porrada na bandidagem com a SJA.

    DOUTOR MEIA-NOITE

    O Doutor Meia-Noite é um título que foi utilizado por diversos heróis, com Charles McNider e Beth Chapel sendo os mais populares.

    O herói enxerga no escuro com seus equipamentos e possui habilidades de combate espetaculares, sendo próximo do Batman nesse quesito.

    CANÁRIO NEGRO (DINAH LANCE)

    Dinah Lance, filha de Dinah Drake Lance, é uma heroína badass que faz parte da SJA.

    A sua mãe foi a primeira Canário Negro e fazia parte da equipe formada por Jay Garrick e Alan Scott, sendo uma inspiração para sua filha. Rodeada por diversos superseres, ela acabou despertando o heroísmo que se concretizou quando Dinah descobriu que tinha superpoderes de grito sônico.

    A sua mãe não gostava da ideia de Dinah combater o crime, contudo, secretamente, a garota começou a treinar com o Pantera e se tronou a segunda Canário, sendo a mais famosa dentro da DC Comics. Posteriormente, Dinah teria um relacionamento com Oliver Queen, o Arqueiro Verde, em outras histórias, além de fazer parte de grupos como as Aves de Rapina e a Liga da Justiça.

    E vocês, gostam da Sociedade da Justiça da América? De qual personagem gostam mais? Comentem!

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    CRÍTICA | Pacificador – S1E7: O Que Os Olhos Não Veem, O Dragão Não Sente

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    Pacificador está chegando em sua reta final e o sétimo episódio, O Que Os Olhos Não Veem, o Dragão Não Sente é o título do novo capítulo.

    ANÁLISE DE PACIFICADOR O QUE OS OLHOS NÃO VEEM, O DRAGÃO NÃO SENTE

    Quando a DC Comics em parceria com a HBO Max confirmou uma série do Pacificador, muitos de nós imaginávamos um conteúdo galhofa e cafona, com muita violência e humor bastante ácido.

    Além disso tudo ser confirmado, o seriado protagonizado por John Cena nos entregou muito mais, pois a cada capítulo tivemos uma construção precisa de um personagem bastante complexo.

    O sétimo e penúltimo episódio entrega uma filosofia interessante sobre os corpos nos armários de quem tem pais abusivos. Murn é uma figura paterna para sua equipe, assim como Amanda Waller (Viola Davis) e Auggie Smith (Robert Patrick) são péssimos pais para seus filhos Adebayo (Danielle Brooks) e Chris.

    Adebayo e Chris são reflexos de uma vida de traumas, principalmente o segundo que teve apenas desprezo de um homem sem escrúpulos, que acredita em uma ideologia monstruosa e que quer o extermínio de quem não é digno. Essa sanha pela violência por parte de Auggie fez com que seu filho mais jovem matasse o próprio irmão em um momento bastante chocante. A dor e culpa de Chris convivem com ele desde então e seu desejo era apenas ter o perdão do pai.

    O mais incrível é que as alegorias do episódio mostram que o Pacificador se liberta de forma brilhante, matando seu pai com uma arma típica dos nazista, acabando com sua dor.

    Por fim, sobre as questões técnicas, o sétimo episódio entregou tudo: cenas de ação incríveis, humor na medida certa e drama envolvente. Pacificador fica cada vez melhor a cada episódio.

    VEREDITO

    Com um roteiro, atuações e direção impecável em O Que Os Olhos Não Veem, o Dragão Não Sente, Pacificador entrega até agora o seu melhor episódio. Tudo indica que teremos uma season finale grandiosa e as expectativas são boas para o fim de uma das séries mais divertidas de todos os tempos. Vamos aguardar e ter nossos refrescos!

    5,0/5,0

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    CRÍTICA – Nobody Saves the World (2022, DrinkBox Studios)

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    E começamos o ano com a energia aqui oh: lá em cima (imaginem o Renan do Choque de Cultura). Nobody Saves the World, ou em tradução literal Ninguém Salva o Mundo, é um jogo magnífico que me conquistou desde antes do lançamento e só me surpreendeu. O game foi lançado no dia 18 de janeiro deste ano para Xbox One, Xbox Series X e PC.

    Produzido pela DrinkBox Studios, um estúdio independente canadense também responsável pelo brilhante Guacamelee (2014), Nobody Saves the World é mais uma obra-prima feita usando os mesmos ingredientes. Com isto, não digo que seja uma cópia ou repetição de outro jogo, mas que este é um game recheado de desafios divertidos, momentos engraçados e muita ação.

    SINOPSE DE NOBODY SAVES THE WORLD

    Transforme-se de um ninguém sem características em lesma, fantasma, dragoa e muito mais nesta nova leitura dos RPGs de Ação, dos criadores de Guacamelee!

    Conclua missões para descobrir e trocar entre mais de 15 formas únicas e variadas. Troque e misture habilidades de formas inesperadas para desbloquear e concluir missões ainda mais desafiadoras. Explore um mundo aberto enorme (solo ou com um amigo online) em busca de masmorras mutáveis. O objetivo final: deter a Calamidade e salvar o mundo!

    ANÁLISE

    Nobody Saves the World é um jogo para você se orgulhar de ser Ninguém. Ninguém é o personagem principal aqui. E, sendo Ninguém, você pode se transformar em muitas outras coisas. A proposta de Nobody Saves de World, sendo um RPG de ação com calabouços (dungeons) gerados proceduralmente, poderia cair na mesmice. Mas não é o que acontece.

    Se o início do jogo parece raso, sem uma trama ou alguma linha lógica a ser seguida, não demora muito para percebermos a gama de histórias dentre todos os personagens. Este pano de fundo que se constitui a partir de cada nova trama vai complementando muito bem a diversão da história principal. Diversão, inclusive, é um ponto alto do jogo e ela é fomentada por vários outros aspectos do jogo.

    Nobody Saves the World é um jogo para você se orgulhar de ser Ninguém. É um RPG de ação muito divertido que está disponível para Xbox e PC.

    Breve apresentação da trama

    Você acorda em uma cabana sem saber quem você é nem onde está. Você é Ninguém. Em seguida, Ninguém descobre sobre o sequestro de Nostramagus, um poderoso (e bastante egocêntrico) mago. Sem querer, Ninguém encontra a varinha do mago e é convocado a descobrir quem o raptou. A varinha dá a ele poderes de se transformar. E é a partir desta premissa que tudo se desenrola.

    Áudio

    Toda a trilha sonora é composta pelo canadense Jim Guthrie, um incrível compositor. Guthrie ficou bastante conhecido no mundo dos jogos após suas trilhas originais, ou ainda, por sua participação fundamental na composição de jogos como Superbrothers: Sword & Sworcery e Below.

    Além da excelente trilha, que proporciona a ambientação e a energia do jogo, a sonorização dá o toque final para que nossos ouvidos nos auxiliem na imersão. O estilo medieval e fantástico, misturado com a batida agitada clássica dos 16 bits, conversa muito bem com o que os olhos percebem, compondo o combo de imersão e diversão.

    Gráfico

    Como mencionei, não existe uma introdução muito longa no jogo. Acredito então que em razão disto, aliado à qualidade artística do jogo, é que desde o início o que mais impacta são as experiências sensoriais.

    Os gráficos são muito bonitos. O jogo oferece sprites e cenários desenhados à mão num estilo cartunizado que lembra várias obras marcantes. Apesar de não ter identificado a inspiração exata do estilo de arte, é possível que muitos jogadores brasileiros (e um pouco mais velhos) identifiquem as semelhanças com a animação Fudêncio, da MTV. As semelhanças acabam não sendo só no traço, mas na sátira e no estilo grotesco.

    O jogo oferece sprites e cenários desenhados à mão num estilo cartunizado que lembra várias obras marcantes.

    Além disto, identifiquei algumas outras semelhanças, talvez um pouco para além dos gráficos, com os jogos de South Park (misturados com os Zelda clássicos). As provocações reflexivas regadas a escárnio e um humor ácido dão o tom tanto das animações quanto da trama do jogo, trazendo alguns diálogos bastante específicos. Mas isto não pesa, porque com a soma do colorido do jogo e a trilha sonora, a experiência acaba fluindo relaxada e divertidamente.

    Jogabilidade

    O tom de sátira provoca uma influência precisa no jogo. O jogo tem como foco a exploração de calabouços (é um dungeon-crawler) e o desbloqueio e uso das várias transformações que o game oferece. Cada nova forma exige que a forma anterior na árvore de transformações atinja um determinado nível para ser desbloqueada.

    Falando em subir de nível, estes são divididos em dois tipos. Nível do personagem e nível de forma. O nível de personagem é o que influencia diretamente os atributos gerais do seu personagem, como vida, força e afins. Já o nível de forma é o que cadencia a descoberta de novas habilidades e novos espaços de habilidade.

    As habilidades

    As habilidades do jogo são divididas em 3 tipos: habilidade de assinatura, habilidade ativa e as passivas. No nível mais básico de cada forma, as habilidades que ele possui são a habilidade de assinatura e a primeira passiva. A de assinatura é a primeira aprendida capaz de infligir dano, e é exclusiva de cada forma.

    As habilidades ativas são todas as habilidades aprendidas após o aumento de nível de cada forma. As habilidades podem ter efeitos de veneno, atordoamento, corte e lentidão. Existem também algumas habilidades passivas que podem atribuir aos seus ataques alguns efeitos também. No geral, os três tipos de habilidades são bem variados e oferecem uma complexidade interessante ao jogo.

    As habilidades em Nobody Saves the World são divididas em 3 tipos: habilidade de assinatura, habilidade ativa e as passivas.

    Após avançar na exploração, podemos encontrar um NPC que permite que todas as habilidades, exceto habilidades de assinatura, sejam compartilhadas e usadas por qualquer forma. Desta forma, podemos ter um ovo que deixe um rastro de lesma e cuspa bolas de fogo. O poder que Ninguém obtém é incomparável.

    VEREDITO

    Desde o início da experiência, é inegável a capacidade de surpreender que Nobody Saves the World possui. O incentivo à exploração e a dificuldade de acessar certos locais no início por não ter a habilidade instigam a vontade de aumentar de nível e descobrir novas soluções.

    A descoberta de cada nova forma e seu set de habilidades é muito divertido e agrega muito ao longo do jogo, servindo tanto a jogadores casuais quanto aos mais hardcore. A dificuldade do game se dá apenas conforme a vontade de cada jogador de se provar. Nada é impossível. Ninguém tem todas as habilidades necessárias. Basta montar o conjunto certo de habilidades e forma para ter sucesso.

    Entender a proposta é fundamental para curtir

    Por não ter uma linearidade, o jogo pode por vezes se tornar vazio, genérico ou repetitivo. Talvez soe contraditório, mas todas as impressões dependem de como cada um encara o jogo. Entender que a base do jogo são as formas e as habilidades é o primeiro passo. Existem desafios que nem o mais PRO dos jogadores conseguirá passar se não tiver determinada habilidade.

    São mais de 15 formas únicas e variadas em Nobody Saves the World

    Isso pode frustrar por não indicar especificamente o motivo da falha. No entanto, entendendo que o jogo não é focado na dificuldade, se assemelhando mais a um quebra-cabeças do que a um desafio de habilidade, se deduz que ou não temos a habilidade necessária, ou não temos nível. Baseado nisto, algumas missões se tornam bastante inusitadas e engraçadas. Cada forma possui missões específicas, permitindo que sua exploração tenha mais uma motivação.

    Mais um acerto da DrinkBox Studios

    Ainda que jogadores identifiquem alguns problemas, eu só consegui me divertir jogando Nobody Saves the World. Não houve um momento em que eu não estivesse rindo ou buscando avançar para conseguir resolver uma missão secundária ou atravessar um local inacessível pelas formas liberadas.

    Honestamente, este é um jogo com um grande potencial de replay, por sua diversão ou pelas possibilidades. A ideia de poder jogar ele com muita dedicação ou apenas pela diversão também fomenta isto. O valor do jogo para PC está acessível e adequado, estando também disponível através do Xbox Game Pass.

    Ou seja, é um jogo divertido, indie, acessível e que não vai te decepcionar. Eu comentava nas minhas primeiras impressões na live da Twitch que ele concorreria a Jogo do Ano. Talvez tenha sido um pouco exagerado ou precipitado da minha parte. Mas não se surpreendam, porque ele realmente me agradou muito e certamente estará no meu Top 10 do ano.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer de Nobody Saves The World:

    E você, já jogou Nobody Saves The World? O que achou? Deixa sua nota e comenta sobre suas impressões.

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