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    Variantes do Loki: Conheça as versões do Deus Trapaçeiro

    O último episódio de Loki, série produzida pela Marvel Studios para o serviço de streaming Disney+, nos apresentou que no Universo Cinematográfico Marvel existem centenas de variantes e que a Autoridade de Variação Temporal tem o trabalho de manter a ordem do tempo, em termos gerais, e impedir qualquer eventual tentativa de mudar o que deve acontecer.

    O que são variantes?

    As variantes são “cópias” de determinadas pessoas e seres que habitam em outro universo ou mundo. Uma forma mais fácil de explicar sobre as variantes é o filme Homem-Aranha no Aranhaverso, a animação mostra outras versões do Homem-Aranha de diversas terras como o Porco-Aranha, Spider Gwen, Miles Morales e outros.

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    Variantes do Loki

    Loki Clássico

    O Loki Clássico fez a sua primeira aparição na cena pós créditos do episódio O Evento Nexus, já no quinto episódio – Jornada ao Mistério – ele conta que seu evento Nexus foi criar uma ilusão perfeita que enganou Thanos e após isso, ficou a deriva no espaço até que decidiu se isolar em um planeta por bastante tempo. Quando finalmente decidiu sair, foi pego pela AVT e enviado para este lugar vazio.

    Na série ele é interpretado pelo ator Richard E. Grant que celebrou no Twitter a repercussão do episódio dizendo:

    Impactado pela incrível resposta a Loki, no Disney+. Parabéns para Tom Hiddleston e Kate Herron. Canalizando Kermit.”

    Loki Jacaré

    Nos quadrinhos, não existe uma versão do Loki Jacaré, mas sim como um unicórnio. Na HQ Loki: Agente de Asgard #14 o personagem se transformou em um grande herói, de forma que ele não conseguia mentir, roubar, trair ou fazer qualquer tipo de “trapaça”. Dessa forma, o personagem conseguiu se transformar na forma mágica “mais pura de todas”: um unicórnio.

    O roteirista Michael Waldron disse que a proposta inicial era de trazer algo novo que causasse certo impacto, confira:

    Richard E. Grant em seus trajes verdes faz uma grande referência a roupa original de Loki. Nós apenas estávamos tentando escolher versões do personagem que se tornariam icônicas, como um jacaré.

    Boastful Loki

    De acordo com Boastful Loki, em sua realidade ele derrotou o Capitão América e o Homem de Ferro antes de obter todas as Joias do Infinito; depois disso, ele foi preso pela AVT e mais tarde podado e enviado para o vazio.

    Boastful Loki é interpretado pelo ator DeObia Oparei conhecido por seus papéis em Doom: A porta do Inferno (2005), Corrida Mortal 2 (2010) e Game of Thrones (2011-2019).

    Lady Loki

    Loki - A VarianteEssa variante do Loki não gosta de ser chamada assim e denomina Sylvie, ela foi tirada de Asgard pela TVA quando criança, mas ela tem a habilidade de encantar as pessoas, que é um poder que aprendeu sozinha.

    Sylvie é interpretada pela atriz Sophia Di Martino e muitos fãs acreditam que o evento Nexus de Sylvie era ser um Loki bom, que não tinha maldade e que provavelmente se tornaria uma heroína no futuro.

    Loki Presidente

    O Loki Presidente também é interpretado pelo ator Tom Hiddleston, a aparição do mesmo se tornou uma pequena decepção para os fãs que esperavam ver e conhecer mais sobre ele nas telinhas. Esta versão do personagem é uma referência clara à série de quadrinhos Vote Loki de 2016 que fez bastante sucesso entre os leitores e fãs do vilão.

    Kid Loki

    O Kid Loki foi uma das variantes que mais chamou a atenção dos telespectadores, isso porque no episódio mais recente lançado na última quarta-feira (7) o personagem relata que seu evento Nexus foi matar Thor, o Deus do Trovão, provavelmente quando ainda era criança.

    Kid Loki foi criado por Matt Fraction e Pasqual Ferry, e nas HQs ele é um personagem inocente que não lembra de nenhum dos esquemas das suas vidas passadas.

    A aparição de Kid Loki na série abre novas teorias e a possibilidade de vermos os Jovens Vingadores no UCM, considerando as aparições de Wiccano e Célere em WandaVision e Elijah Bradley em Falcão e o Soldado Invernal; e também veremos Kate Bishop na série Gavião Arqueiro e Cassie Lang nos filmes do Homem-Formiga.

    Outras variantes não especificadas

    Também é possível notar no episódio A Variante outras versões de Loki que aparecem rapidamente em um holograma da AVT como: Loki Viking, Loki Gigante de Gelo, Loki Hulk, Loki Esportista e Loki Trapaceiro.

    A série é produzida pela Marvel Studios para a Disney+ e tem seus episódios lançados toda quarta-feira, afinal, nas quartas usamos verde!

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    CRÍTICA – Memórias de Verão (2021, Ozan Açiktan)

    Memórias de Verão (Geçen Yaz) é o novo filme turco original da Netflix. Dirigido por Ozan Açiktan e protagonizado por Fatih Şahin, o longa é mais uma adição internacional ao catálogo do streaming.

    SINOPSE

    Nesta história sobre amadurecimento e amores de verão, Deniz (Fatih Şahin) quer encontrar sua paixão de infância nas férias, mas acaba envolvido em um triângulo amoroso.

    ANÁLISE

    Memórias de Verão se passa nas belas paisagens da Turquia durante o ano de 1996. Deniz e sua irmã Ebru (Aslihan Malbora) estão na transição da adolescência para a fase adulta e, assim como todos os jovens, só pensam em curtir a vida o máximo possível.

    Durante as férias em família, Deniz reencontra sua antiga paixão: Asli (Ece Çesmioglu), a melhor amiga de sua irmã. Sem saber como demonstrar seu interesse, acompanhamos o personagem principal se meter em diferentes rolês aleatórios para tentar se aproximar da garota.

    O longa dirigido e roteirizado por Ozan Açiktan explora bastante o conceito de friendzone. Deniz tenta diversos movimentos tímidos de aproximação ao longo dos 101 minutos da produção. O vai e vem da trama acaba, em determinado ponto, se tornando monótono, pois parece que o engodo que envolve Deniz e Asli nunca terá fim.

    É curiosa a forma como Ozan opta por demonstrar essas cenas de interesse de Deniz por Asli. Se nós não soubéssemos o que o personagem pensa, seria quase impossível para uma pessoa de fora realmente perceber que ele está apaixonado por aquela garota. Não há emoção nas cenas, o que dificulta criarmos algum apreço pelos personagens.

    CRÍTICA - Memórias de Verão (2021, Ozan Açiktan)

    O elenco secundário raramente é desenvolvido e poucos são os momentos que conseguimos entender o que se passa na cabeça de Asli. É como se o único propósito do roteiro fosse manter o espectador esperando pelo momento em que Deniz pode, finalmente, conseguir o que quer. Esse momento é estimulado mesmo que Asli, constantemente, demonstre zero interesse por ele.

    Existem inúmeros filmes coming of age que apresentam histórias similares. O próprio Verão de 85 lançado esse ano é um exemplo desse tipo de abordagem. Entretanto, o que todos normalmente têm em comum é o sentimento de paixão e urgência que essa fase causa nos jovens, fator que é substancialmente nulo em Memórias de Verão.

    Ece Çesmioglu é provavelmente a melhor atriz do elenco. Sua atuação é segura e confiante, mas o roteiro falha em dar mais subsídio para a personagem crescer em tela. Apesar de não causar tanto impacto, Fatih Şahin é comprometido, com um sorriso largo que causa simpatia.

    O que mais chama atenção em Memórias de Verão é a sua parte técnica. A fotografia aproveita as belíssimas paisagens litorâneas, criando ótimos clipes inseridos entre um acontecimento e outro da trama. Ozan explora também alguns elementos interessantes na construção de suas cenas, como o uso da fumaça do escapamento dos caminhões para criar uma névoa por trás dos atores, ou a chuva de espuma que complementa um momento de fúria de Deniz.

    VEREDITO

    Imerso em um emaranhado de ideias, Memórias de Verão possui uma parte técnica interessante, mas peca em um roteiro com pouca emoção. É uma produção para manter as expectativas baixas e aproveitar o entretenimento.

    2,5/5,0

    Assista ao trailer:

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    CRÍTICA – Viúva Negra (2021, Cate Shortland)

    Não é exagero dizer que esperamos esse filme por muito tempo e a sua chegada é mais que especial. Viúva Negra está tendo seu momento de glória tanto nos cinemas, quanto no Disney+, trazendo muita felicidade para os fãs ao redor do planeta.

    O filme se passa após os eventos de Capitão América: Guerra Civil e antes dos acontecimentos de Vingadores: Guerra Infinita, e traz a protagonista do filme Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) fugindo do General Ross (William Hurt), que pretende prendê-la pela violação no tratado de Sokovia.

    A crítica a seguir pode conter alguns spoilers da trama.

    SINOPSE

    Ao nascer, Natasha Romanoff é entregue à KGB, que a prepara para se tornar sua agente suprema. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, Natasha terá que lidar com sua antiga vida de espiã e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores.

    ANÁLISE

    Logo no início de Viúva Negra acompanhamos a pequena Natasha, interpretada por Ever Anderson, uma menina corajosa, preocupada e séria que cuida de sua irmã Yelena Belova (Violet McGraw), uma criança inocente, frágil e bastante alegre.

    É passada uma impressão de que eles são uma família feliz, mas tudo isso muda no momento que Alexei Shostakov (David Harbour) chega em casa e chama Melina Vostokoff (Rachel Weisz) para conversar. Aparentemente, Alexei havia concluído uma missão, e eles precisam entregar os resultados para Dreykov (Ray Winstone), um homem poderoso que fundou e comanda a Sala Vermelha.

    É nesse momento do filme que se iniciam os créditos, com uma sequência de imagens que mostram meninas sendo sequestradas pela Sala Vermelha. Vemos crianças treinadas para serem espiãs e a presença de agentes do programa de Dreykov em momentos históricos. A edição é embalada pelos gritos e choros das crianças mesclados ao cover de Malia J. para Smells Like Teen Spirit, um clássico do Nirvana.

    Após os créditos iniciais temos um salto no tempo, mostrando Natasha em fuga e descobrindo que a Sala Vermelha ainda está na ativa sob o comando de Dreykov. A informação lhe assusta, pois sua última missão antes de entrar para a S.H.I.E.L.D. teve como objetivo explodir um prédio de cinco andares e assassinar Dreykov e sua filha.

    Adiante na história, Natasha se encontra com Yelena, agora interpretada por Florence Pugh. A irmã lhe explica sobre as novas agentes que estão sendo quimicamente manipuladas para se tornarem assassinas sem pudores. Juntas, elas se unem para derrotar o grande vilão que está por trás disso tudo.

    CRÍTICA - Viúva Negra (2021, Cate Shortland)

    Acredito que a atuação da Scarlett Johansson, além de fundamental para Viúva Negra, foi excepcional e conseguiu dar um ótimo desfecho para a história de Natasha Romanoff após aquele acontecimento de Vingadores: Ultimato. Em nenhum momento senti que a personagem estivesse passando o seu manto para a Yelena, mas sim aproveitando o máximo de tempo possível com a sua irmã.

    O protagonismo da atriz foi emocionante, e todas suas cenas de combate são de arrepiar. Em certos momentos pensamos até que Natasha poderia morrer, tamanha a dificuldade enfrentada pela personagem. Entretanto, lembramos da timeline da franquia e logo percebemos que isso não é possível.

    A atuação da Florence Pugh chama atenção por sua personagem ser bem carismática e habilidosa, fora o seu modo sarcástico que transita para a seriedade em questão de segundos. As coreografias de lutas não só entre Natasha e Yelena, mas também contra as viúvas que permaneceram controladas pela Sala Vermelha me chamaram muita atenção, pois foram muito bem executadas.

    Melina, a personagem da atriz Rachel Weisz, foi fundamental para a trama. Sendo um elemento principal para um plot específico da história, a personagem foi muito bem inserida no universo Marvel.

    Por sua vez, Alexei traz alívio cômico em cenas que são tristes e melancólicas. O personagem de David Harbour é um bom coadjuvante, funcionando como um guia para preencher lacunas em aberto e compartilhar informações essenciais no desenvolvimento da história.

    CRÍTICA - Viúva Negra (2021, Cate Shortland)

    As cenas com o Treinador, vilão do filme, demonstram a habilidade do personagem em copiar e aperfeiçoar os movimentos e golpes de seus adversários. No decorrer da produção, podemos identificar que ele consegue imitar as táticas de luta dos Vingadores e seus apetrechos de combate.

    A atuação do ator O.T. Fagbenle trouxe certo ar de comédia para algumas cenas, além de uma tensão amorosa entre ele e Natasha. Não é confirmado que eles tinham algum relacionamento além de sua amizade, que aparentava ser duradoura.

    VEREDITO

    Viúva Negra é emocionante e tem várias cenas arrepiantes e de tirar o fôlego. Não só nos combates, mas nas interações entre os personagens durante seus diálogos, o longa proporciona diversas gargalhadas, aflições e aquele sentimento de medo do que está por vir.

    Acredito que a diretora Cate Shortland conseguiu transmitir toda sua emoção e suas ideias nesse filme, nos fazendo sentir como se a produção estivesse mesmo acontecendo na ordem cronológica do Universo Cinematográfico Marvel.

    Além de, é claro, passar a mensagem sobre empoderamento feminino, tanto pela atuação da Scarlett, quanto pela diversidade de atrizes que foram escaladas para os seus papéis.

    5,0/5,0

    Assista ao trailer:

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    Noites Sombrias #22 | Rua do Medo – 1978: Parte 2 (2021, Leigh Janiak)

    Rua do Medo – 1978: Parte 2 é a continuação de Rua do Medo – 1994: Parte 1 e tem em seu elenco Sadie Sink, a Maxine de Stranger Things. Os três longas do projeto são dirigidos por Leigh Janiak.

    SINOPSE

    C. Berman (Gillian Jacobs) é uma das poucas sobreviventes dos ataques realizados pela bruxa que assola a comunidade de Shadyside. Após receber a visita de Deena (Kiana Madeira) e Josh (Benjamin Flores Jr.), dois outros sobreviventes do ataque recente, Berman agora conta tudo que ocorreu no ano de 1978, no qual um massacre ocorreu em um acampamento, ceifando sua irmã.

    ANÁLISE

    Rua do Medo – 1978: Parte 2 é um longa que bebe, e muito, da fórmula dos filmes de terror de Jason Vorhees, pois traz um assassino voraz em um acampamento cheio de jovens.

    O seu primeiro ato é lento e pouco traz para a trama, tornando o filme sonolento em seus primeiros 45 minutos. O segundo e terceiro atos vão melhorando a medida que om vilão finalmente é revelado e os personagens deixam de ser apenas jovens pedantes e irritantes.

    A protagonista Cindy (Emily Rudd), assim como Deena (Kiana Madeira), são irritantes e difíceis de engolir, uma vez que destoam do restante do tom das duas obras. Entretanto, Cindy vai melhorando e se tornando uma personagem interessante, diferente de Deena.

    As atuações são boas aqui, com destaque para Sadie Sink que entrega ousadia e força, fugindo do estigma de mocinha em perigo, assim como Emily Rudd.

    VEREDITO

    Rua do Medo - 1978 Parte 2

    Por conta de seu primeiro ato moroso e alguns furos no que foi apresentado na história anterior, Rua do Medo – 1978: Parte 2 é um pouco inferior ao seu antecessor.

    Por mais que a trama apresente mais violência gráfica e sexo, por exemplo, o roteiro demora para entrar nos eixos, prejudicando o bom elenco.

    Com um texto um pouco mais criativo e soluções mais inventivas, por exemplo, o segundo filme do projeto ousado da Netflix poderia ter sido melhor. Contudo, a experiência continua divertida e com certeza estarei na frente da tv para o ato final.

    3,5/5,0

    Confira o trailer de Rua do Medo – 1978: Parte 2:

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    CRÍTICA – Resident Evil: No Escuro Absoluto (2021, Netflix)

    Resident Evil: No Escuro Absoluto é uma série animada da Netflix e já está disponível no catálogo para visualização. O anime é uma adaptação dos famosos games da CAPCOM e faz parte do cânone dos jogos.

    SINOPSE

    Uma conspiração assola a Casa Branca, fazendo com que um país pequeno em conflito sofra as consequências de tudo que está acontecendo, uma vez que os interesses norte americanos estão voltados para um confronto iminente

    Após algumas armas biológicas serem enviadas ao local, Leon Kennedy é chamado para resolver a questão. Paralelo a isso, Claire Redfield investiga o caso por conta própria e tenta ajudar Leon no processo.

    ANÁLISE

    Resident Evil: No Escuro Absoluto é mais um de tantos projetos da franquia no ramo das animações. A série da Netflix traz um roteiro repleto de intrigas e muita política, por exemplo, além de temas da sociedade.

    O ódio é a principal força motriz da trama, pois os vilões não são os monstros, e sim, os políticos. O fato da soberania estadunidense se manter na base do medo é algo muito bem aproveitado pela história, uma vez que os Estados Unidos não é o grande salvador, mesmo que no final tenha um discurso piegas.

    A qualidade da animação é impressionante, visto que os personagens tem texturas extremamente realistas. Os episódios mais curtos fazem com que seja rápida a absorção, mas, ao mesmo tempo, a trama básica repleta de chavões e tudo que já vimos nos games e em outros longas da franquia nos deixa com aquela sensação de mais do mesmo.

    Embora Leon seja o destaque, o ponto negativo é a pouca utilização de Claire no roteiro, uma heroína essencial em Resident Evil. A personagem é uma coadjuvante de luxo, todavia, quase não aparecendo para a decepção dos fãs, uma pena por conta do carisma da irmã de Chris.

    VEREDITO

    Resident Evil: No Escuro Absoluto é uma série mediana, mas que tem bons pontos, principalmente para quem ainda não conhece a história completa da franquia.

    Com uma qualidade impressionante da animação, mas com uma história episódica, a série fica no meio do caminho, mesmo entregando algumas coisas importantes em seu roteiro.

    3,5/5,0

    Confira o trailer de Resident Evil: No Escuro Absoluto:

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    CRÍTICA – Clara Sola (2021, Nathalie Álvarez Mesén)

    Parte da Directors’ Fortnight no Festival de Cannes 2021, Clara Sola é um filme Sueco/Costarriquenho dirigido e roteirizado por Nathalie Álvarez Mesén. O longa estreou no festival no dia 8 de julho e é o debut de Nathalie como diretora.

    SINOPSE

    Clara (Wendy Chinchilla Araya), uma mulher de 40 anos, acredita ter uma ligação especial com Deus. Como “curandeira”, sustenta uma família e uma aldeia carente de esperança, enquanto encontra consolo na sua relação com o mundo natural.

    Depois de anos sendo controlada pelos cuidados repreensivos de sua mãe, os desejos sexuais de Clara são estimulados por sua atração pelo novo namorado de sua sobrinha. Essa força recém-despertada leva Clara para um território inexplorado, permitindo-lhe cruzar fronteiras, tanto físicas quanto místicas. Fortalecida por sua autodescoberta, Clara gradualmente se liberta de seu papel de “santa” e começa a se curar.

    ANÁLISE

    Explorando com sensibilidade os sentimentos humanos e a conexão com a espiritualidade, Clara Sola é um filme construído em torno de diversas descobertas. No longa acompanhamos a história de Clara, uma mulher que nunca teve controle sobre a própria vida. Sua mãe é conservadora, manda e desmanda o tempo todo, decidindo, inclusive, se ela pode ver televisão ou ter determinado tratamento médico.

    Todo esse controle possui uma fonte: o fato de Clara ser milagrosa. Distribuindo bênçãos entre a população de seu vilarejo na Costa Rica, ela é uma fonte inesgotável de esperança para todos à sua volta. Entretanto, sua eterna doação e privação de liberdade a mantém sufocada e solitária.

    A visão que temos de Clara é que sua família a trata como uma pessoa incapacitada. Devido à sua conexão com a natureza e com os animais, ela passa a maior parte do tempo em sintonia com esses seres, não conseguindo realmente se conectar com os humanos que a cercam. A situação muda quando sua sobrinha arranja um namorado, e os desejos sexuais de Clara começam a despertar.

    O longa de Nathalie mostra a transição da personagem principal para uma fase de maturidade e descobrimento do próprio corpo depois dos 40 anos. Ao mesmo tempo que entendemos essa dualidade entre a mulher humana e a sua representação como virgem santa, o roteiro retrata o pensamento machista e patriarcal enraizado no modo de pensar das mulheres que vivem com Clara.

    CRÍTICA - Clara Sola (Nathalie Álvarez Mesén, 2021)

    É impressionante que Wendy Araya esteja em seu debut como atriz. A premiada dançarina costarriquenha está excepcional como Clara, dando vida a uma personagem sensível, mas forte e empoderada. Sua atuação é composta basicamente por suas expressões faciais e corporais, sendo um papel extremamente desafiador.

    Suas cenas com Daniel Castañeda Rincón, que interpreta Santiago, passam uma constante sensação de curiosidade e desejo, instigando o espectador a entender o que pode acontecer durante a conexão de duas pessoas tão diferentes.

    As locações de Clara Sola são simples, se passando basicamente no sítio da família principal e com poucas cenas fora daquele espaço. Entretanto, a produção não é monótona, tampouco cansativa, sabendo extrair acontecimentos interessantes e significativos da rotina de Clara e de sua família, pavimentando as decisões tomadas pela personagem principal ao longo da trama.

    CRÍTICA - Clara Sola (Nathalie Álvarez Mesén, 2021)

    O fator mais interessante do longa, que se distingue de outros filmes coming of age, é a espiritualidade. O fato de Clara ser abençoada com um dom e ajudar muitas pessoas, mas ter sua autonomia negada, é algo doloroso e injusto. Nathalie consegue explorar a situação com grande habilidade, dirigindo belíssimas cenas de Clara em sintonia com seu corpo e com a natureza.

    VEREDITO

    Clara Sola é um belíssimo filme. Sensível, intrigante e complexo, o longa de Nathalie Álvarez Mesén traz um ótimo estudo de personagem, explorando o gênero do realismo mágico em contraste com a realidade patriarcal e misógina em que vivemos.

    4,0/5,0

    Saiba mais sobre a diretora

    Nathalie Álvarez Mesén é uma roteirista e diretora costarriquenha-sueca. Ela começou sua carreira no teatro na Costa Rica antes de cursar licenciatura em Mime Acting na Universidade de Artes de Estocolmo na Suécia. Nathalie possui também Pós-Graduação em Cinema na Universidade de Columbia em Nova York.

    Aluna da Berlinale Talents, TIFF Filmmaker Lab e NYFF Artist Academy, Nathalie teve seus curtas exibidos em festivais de cinema em todo o mundo. Seu curta FILIP ganhou o prêmio de Melhor Filme com menos de 15 minutos no Palm Springs Shortfest de 2016. Já o curta ASUNDER foi exibido em 2016 no Telluride Film Festival. Ela também participou da roteirização de Entre Tú y Milagros, vencedor do Prêmio Orizzonti de Melhor Curta no Festival de Cinema de Veneza 2020.

    Atualmente, Nathalie está desenvolvendo seu segundo longa-metragem chamado “The Wolf Will Tear Your Immaculate Hands”.

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