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    Espadas icônicas da cultura pop que você pode ter em casa

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    Poucas coisas são tão icônicas no cinema, na TV e até nos games quanto uma espada incrível. Seja de fantasia épicas à sci-fi, as espadas estão sempre presentes na cultura pop e com a chegada de A Casa do Dragão e O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, muitas espadas marcantes podem ser adicionadas ao hall das espadas icônicas, como por exemplo a Blackfyre, a espada da Casa Targaryen.

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    Elas possuem diversas formas, tamanhos – e até poderes mágicos -, mas nunca são menos do que memoráveis; e muitas vezes pensamos:

    Eu adoraria ter essa espada.”

    E você pode!

    Por isso, veja algumas das espadas mais marcantes da cultura pop que você pode comprar e decorar sua casa, seu cantinho geek ou até dar aquela “upada” no seu cosplay.

    Andúril (O Senhor dos Anéis)

    Particularmente, acho a mais bela das espadas da cultura pop; a Andúril, também chamada de Chama do Oeste e Espada Quebrada, foi a espada que foi reforjada dos fragmentos da espada Narsil, que era empunhada por Elendil e herdada por Isildur após a Guerra da Última Aliança contra Sauron.

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    Andúril foi reforjada em Valfenda, durante a Terceira Era e foi entregue para Aragorn II Elessar, herdeiro de Isildur por linhagem.

    A Andúril, ou pelo menos uma réplica da utilizada em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003), pode pode ser facilmente encontrada em diversas lojas e seu valor depende – obviamente – da qualidade da réplica.

    No Brasil, seu preço pode começar nos R$ 1.000,00 e pode chegar aos R$ 2.000,00.

    Sabres de Luz (Star Wars)

    Muito provavelmente este é o item com mais variedade e difícil de definir um preço, afinal, existem diversos sabres de luz icônicos na franquia criada por George Lucas. Em Star War temos inúmeros sabres que tiveram portadores memoráveis: Darth Vader, Luke Skywalker, Yoda, Obi-Wan, Darth Maul, Rey, entre outros; Estes sabres, além de diversos formados de empunhadura, possuem um laser que varia de cor de acordo com seu cristal Kyber, podendo ser branco, verde, azul, vermelho, roxo e até negro.

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    Sonho de consumo de muitos “padawans” (sejam Jedi ou Sith), qualquer fã da franquia que se preze gostaria de ter um sabre do seu personagem favorito. Neste caso, vou me aproveitar da nossa Lady Jedi do Feededigno, a Stephanie Espindola, que indicou o Star Wars Black Series – Sabre de luz do Luke Skywalker, da Hasbro e que pode ser encontrado em diversas lojas de brinquedos.

    Seu preço: na casa dos R$ 3.000,00.

    Espada do Clã MacLeod (Highlander)

    Seguindo a vibe dos filmes, essa espada é para os fãs mais coroas e foi indicação do nosso colaborador Ricardo dos Santos.

    Ser imortal não é possível, mas você pode ter a espada de um! E a espada imortalizada no filme Highlander: O Guerreiro Imortal (1986), empunhada por Connor MacLeod (Christopher Lambert), pode ser encontrada à venda (como sempre, vale lembrar: uma réplica, claro).

    Com 110cm, a Espada do Clã MacLeod é forjada com lâmina de aço inoxidável e fabricada pela Marto Swords, em Toledo (Espanha); além de ser uma réplica exata do filme, vem com um certificado de autenticidade.

    No Brasil pode ser comprada por pouco mais de R$ 900,00.

    Espadas da Escola do Lobo (The Witcher 3)

    Saindo dos filme e partindo para o mundo dos games, The Witcher 3: Wild Hunt foi uma obra-prima criada pela CD Projekt Red com base nos romances de Andrzej Sapkowski. O terceiro título da franquia de games foi lançado em 2015 e recebeu mais de 200 prêmios nos principais está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X, Xbox Series S e PC.

    The Witcher 3 foi o jogo mais premiado de todos os tempos até 2021, quando foi ultrapassado por The Last of Us – Parte II, que também foi outra obra-prima dos games. Até agosto de 2016, o game havia recebido, pasmem, mais de 800 prêmios!

    As Espadas da Escola do Lobo podem ser encontradas a partir de R$ 1.000,00 cada uma.

    Ambas, assim como a Andúril, estão na minha lista pessoal de desejos, claro.

    Buster Sword (Final Fantasy 7)

    Qualquer gamer que se preze, pelo menos já ouviu falar de Final Fantasy e apenas os mais jovens associam a sigla FF à Free Fire, mas, se você já não é tão jovem assim e curte a longeva franquia da Square Enix, certamente deve saber que a franquia apesar de icônica, teve poucas espadas que ficaram gravadas na memória dos jogadores.

    Em Final Fantasy VII a mais marcante de todas é a Buster Sword, do protagonista Cloud, que é mais marcante apenas que a enorme espada Masamune do vilão Sephiroth. Por seu tamanho e formato robusto é difícil encontrar uma réplica em aço, sendo mais comum no Brasil sua versão em madeira.

    A Buster Sword possui preços à partir de R$ 600,00.

    Por seu preço “menos salgado” que as outras listadas anteriormente é muito comum vê-la nas mãos de cosplayers em eventos geek pelo país; sendo ainda mais comum ver a versão de papelão, feita no melhor estilo DIY.

    Espada Mestra (Zelda)

    Fechando as espadas de games, essa vem do portador que talvez seja o mais sofrido dos games. Conhecida como a “Espada do Zelda”, muitos gamers não familiarizados com a franquia da Nintendo não sabem que arma se chama Espada Mestra (Master Sword) e seu portador se chama Link. Pois é, acredite, ele não se chama “Zelda”.

    Recorrente na franquia, esta espada também é conhecida por outros nomes, como:

    • Espada Lendária;
    • Espada da Lenda;
    • Espada Mestra da Ressurreição;
    • Espada que Sela a Escuridão;
    • Espada Sagrada.

    Esta espada merece o título de icônica pois aparece em 11 games da franquia Zelda e em outros 14 games não canônicos e/ou crossovers.

    Assim como a maioria dos itens de desejo dos fãs de cultura pop, as réplicas da Espada Mestra também têm suas variações de tamanho, qualidade do material e consequentemente do preço.

    Uma réplica bem feita, com lâmina em aço, pode custar por volta dos R$ 500,00.

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    Espada dos Reis (Vikings)

    Na saudosa série de TV Vikings (2013-2020) a Espada dos Reis é uma relíquia detida pelo rei viking reinante durante o tempo de Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel). A idade e as origens da espada são desconhecidas, mas é um símbolo precioso do poder viking. O punho é adornado com joias e a lâmina, como um espelho polido, é gravada com runas viking que se traduzem em Espada dos Reis.

    A lendária espada do Rei Ragnar, pode ser encontrada no Brasil por aproximadamente R$ 1.800,00.

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    Garra Longa (Game of Thrones)

    Esta é possivelmente a espada de série de TV mais comprada pelos fãs; afinal de contas, Game of Thrones foi uma série arrasadora como uma grande baforada de dragão, mas entre suas muitas intrigas políticas pelo Trono de Ferro, dragões, lobos gigantes e outros personagens e criaturas, algumas espadas se fizeram marcantes, como por exemplo:

    • Gelo, de Ned Stark;
    • Agulha, de Arya Stark;
    • Lamento de Viúva, de Joffrey Baratheon;
    • Cumpridora de Promessas, de Jaime Lannister.

    E claro, Garra Longa, de John Snow.

    A The Game of Thrones Collection é uma série de armas colecionáveis e armaduras cuidadosamente reconstruída a partir dos adereços reais usados no épico da fantasia da HBO; e com 108cm de cumprimento, lâmina em aço inoxidável, punho em couro e placa de madeira com o lema da Patrulha da Noite.

    Pode ser encontrada no Brasil por R$ 750,00.

    Espada Justiceira (ThunderCats)

    Mais um item que brilha os olhos de qualquer “senhor de idade”, afinal de contas quem tem seus 30 e poucos anos certamente já brincou de gritar: “THUNDER… THUNDER… THUNDERCATS, OOOOOH!

    A Espada Justiceira é uma arma lendária e um grande tesouro cultural para os ThunderCats. É o oposto da e uma das mais poderosas armas para existem na Terceira Terra. Quando não estiver em combate, a espada com bainha é mantida dentro do Manopla Justiceira, uma luva que prende a pedra Espírito e atua como sua bainha, armadura e escudo. A espada é exercida pelo atual Senhor dos ThunderCats, Lion-O.

    O desenho animado oitentista marcou toda uma geração e por mais que muitos hoje em dia não conheçam os ThunderCats, é inegável que esta espada é memorável por estar a frente de seu tempo: Possui poderes de visão além do alcance, aumento de tamanho, além de ser esteticamente incrível para a época e extremamente mortal nas mãos de Lion-O.

    Uma réplica em tamanho real, em aço da Espada Justiceira, no Brasil, você pode encontrar entre R$ 750,00 à R$ 1.000,00.

    Matadora de Dragões (Berserk)

    Não poderíamos terminar essa lista sem um mangá e/ou anime, né?

    A famosa série de dark fantasy Berserk, do mangaká Kentaro Miura, é indiscutivelmente melhor aproveitada na forma de mangá, mas a obra também conta com várias animações incríveis. Na trama, acompanhamos Guts, o principal protagonista, também conhecido como Espadachim Negro; Guts é um ex-mercenário e integrante do Bando do Falcão, atualmente um viajante com a Marca do Sacrifício infligida por Griffith e que viaja pelo mundo em constantes conflitos entre alcançar seus objetivos e zelar pelos próximos a ele.

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    A principal característica de Guts? De longe é sua gigantesca espada Matadora de Dragões (Dragonslayer), além da selvageria em combate. Não que Guts realmente mate dragões com esta arma, mas mesmo assim, sua poderosa espada é uma peça icônica da obra criada por Kentaro Miura.

    A Matadora de Dragões se tornou extremamente icônica na cultura pop, inspirando muitas outras armas que também se tornaram famosas, como a já mencionada Buster Sword, a espada empunhada por Cloud em Final Fantasy VII.

    Dificilmente encontrada no Brasil, a réplica mais aproximada da Matadora de Dragões do mangá e animes pode ser encontrada em Hong Kong, por aproximadamente HK$ 12.100,00 que convertendo para real com cotação da data desta publicação, ficaria em torno de R$ 7.800,00; sem o custo de frete e impostos.


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    CRÍTICA – Returnal (2021, Housemarque)

    A nossa existência basicamente gira em torno de ciclos, alguns se repetem apesar de estarem em uma configuração diferente do anterior e, a cada nova rodada, usamos o aprendizado adquirido para superar a próxima etapa e curiosamente a minha experiência de jogar Returnal, jogo exclusivo do PlayStation 5, me colocou sobre a reflexão nesta ideia.

    Sendo produzido pela Housemarque e lançado em abril de 2021, o game foi vencedor dos prêmios The Game Awards do mesmo ano na categoria Melhor Jogo de Ação, o D.I.C.E. Awards em Excelência em Composição Musical Original e Excelência em Design de Áudio, além do British Academy Games Awards nas categorias Melhor Música, Melhor Jogo e Melhor Performance em um Papel Principal para Jane Perry que interpretou a astronauta Selene Vassos.

    SINOPSE

    Após o pouso forçado num mundo que muda de forma, Selene deve pesquisar a paisagem árida de uma antiga civilização para escapar. Isolada e solitária, ela se vê lutando com unhas e dentes pela sua sobrevivência. Repetidas vezes ela é derrotada – forçada a reiniciar sua jornada sempre que morre.

    ANÁLISE

    Quando iniciei o texto comentando sobre a nossa existência de viver ciclos não me remetia apenas a nossa vida como um todo, mas da nossa protagonista Selene Vasso, brilhantemente interpretada por Jane Perry, e a sua jornada de um looping infinito no planeta Atropos, onde caímos durante um pouso forçado.

    No aspecto de jogabilidade, Returnal é muito simples em relação aos seus comandos e compreensão dos itens que estarão a nossa disposição, o que se torna fixo e o que se perde ao longo dos ciclos e exploração dos seis biomas existentes. O jogo além de ser no modo single player permite você realizar a exploração do cenário com outros jogadores em um modo online, tornando-se um game que pode ser aproveitado de outras formas a cada nova reentrada no planeta.

    Apesar de seguir os padrões do gênero roguelike – da repetição com mudança de configuração a cada nova tentativa – é possível jogar por longos períodos, porém para jogadores impacientes ou que não tenham familiaridade com o gênero, a sensação de retornar para o ponto de partida pode dar a sensação de não estar avançando no jogo.

    A grande virtude de Returnal está na própria narrativa e sua metáfora que encontramos neste looping de Selene em busca da “sombra branca”, pois sua jornada de exploração acontece concomitantemente a vivência de traumas e perdas que teve durante a sua história de vida.

    O jogo por ser muito abstrato em relação aos fatos que apresenta, não ficando claro se a experiência da protagonista no planeta é algo real ou um delírio, porém o que pude perceber ao jogar Returnal é que vivemos através dos olhos, pensamentos e descobertas de Selene, que está em um processo de luto de uma mãe que tem questões de relacionamento com a sua própria mãe; consequentemente, nos mostrando que antes de Atropos, ela já estava dentro de um ciclo.

    Se tratando destes processos, a elaboração do luto tem alguns aspectos cíclicos, pois sempre relembramos de quem ou o que se foi, enquanto o mundo interno se reorganiza de forma a preencher aquele espaço que surgiu com a perda; e Selene em sua jornada a bordo da nave Hélios – que tem o mesmo nome de seu filho -, contempla este simbolismo.

    Em um dos finais do game encontrando diversas versões de Selene que chegaram até o bioma final e quando conhecemos a sua história trágica; ao mesmo tempo em que a protagonista emerge a superfície, significando que esta começando a seguir em frente.

    VEREDITO

    Returnal em diversos aspectos pode satisfazer os jogadores que decidirem embarcar nesta jornada confusa, porém muito intensa, uma narrativa que explora abertamente o aspecto da descoberta – seja sozinho ou com a companhia de outra versão da protagonista – proporcionando momentos surpreendentes.

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer de gameplay:

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    CRÍTICA – Hades (2020, Supergiant Games)

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    CRÍTICA – Men: Faces do Medo (2022, Alex Garland)

    Desde os primeiros os filmes de terror lançados, o gênero contava com um claro aspecto punitivo. Elencando quase sempre os horrores da época por meio de metáforas, ou símbolos quase sempre não tão claros, as personagens femininas quase sempre eram colocadas em um local de perigo. Mas isso mudou quando Sally (O Massacre da Serra Elétrica) e Laurie Strode (Halloween) chegaram aos cinemas.

    O horror foi atualizado e chegou os dias de hoje com diferentes subgêneros. Men: Faces do Medo dá um claro exemplo da nossa violenta sociedade que a cada dia mais, exacerba e explora os elementos cujas narrativas violentas colocam as mulheres quase sempre como seu foco, ou alvo.

    SINOPSE

    Na sequência de uma tragédia pessoal, Harper retira-se sozinha para uma zona rural inglesa, esperando ter encontrado um lugar onde possa recuperar. Mas alguém ou algo dos bosques circundantes parece persegui-la. O que começa como um pavor latente torna-se um pesadelo formado, habitado pelas suas memórias e medos.

    ANÁLISE

    Um dos elementos do mais novo filme da A24 que mais me deixaram curioso ao longo de seu trailer, foi o fato do ator Robert Kinnear (Penny Dreadful, 007 – Sem Tempo Para Morrer) dar vida à quase todos os personagens masculinos do filme, mas enquanto o longa se desenrola entendemos esse motivo.

    Estrelado por Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, A Filha Perdida) o filme nos leva por um trauma feminino, caracterizada pela violência sofrida diariamente – seja física ou psicológica -, a trama desenrola os perigos que as mulheres podem vir a sofrer a qualquer momento.

    Men

    Muito distante de se caracterizar como uma trama “feminista” como muitos portais têm apontado nas últimas semanas, o longa se caracteriza como um horror distante e quase incompreensível para homens – mesmo que esse horror seja causado exatamente por eles. Acredito que esse seja em seu cerne uma exploração da masculinidade tóxica enquanto explora arquétipos, clichês e os horrores enfrentados pelas mulheres de um modo geral.

    O uso de Robert Kinnear na trama é explicado para além de sua estranheza e seu talento, a forma como o ator representa as mais diversas facetas dos indivíduos da pequena Cotson. Exemplifica que os “cidadãos” de bem, ou “homens comuns” significam para as mulheres muito mais do que apenas pessoas normais, com quem podem conviver.

    Enquanto “brinca” com cerca de 8 ou 9 personagens, alguns deles completamente sem falas – e quase todos eles vividos por Robert Kinnear -, Alex Garland propõe uma trama sobre a violência sobre o corpo do outro, sem qualquer consequência, violência desmedida e caracterizada pela força de uma trama que apenas o diretor – também roteirista do filme -, consegue fazer seus atores brilharem.

    VEREDITO

    Com muito horror psicológico, violência gráfica e gore, o filme nos leva por uma trama atual que mostra sua significância em seus confusos atos. Mostrando ainda a propensão masculina à violência em relação ao corpo feminino, Garland nos mostra que invariavelmente, todo homem tem a mesma propensão à violência.

    Com arcos que não param de crescer, mesmo perto de seu final, Men: Faces do Medo exacerba sua violência e o que há de mais gráfico na empreitada de Harper de sobreviver diante da violência que insiste em cercá-la o tempo todo, e sem medo de colocar o horror diante de seus olhos, Alex Garland conta uma história que vai além da sutileza do início e passa uma mensagem clara em seu final.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    Men: Faces do Medo pode ser assistido em cinemas de todo o Brasil.

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    CRÍTICA – Hollyblood (2022, Jesús Font)

    Hollyblood é uma comédia de terror espanhola, com vampiros, histórias tão antigas quanto o tempo e por vezes, risadas forçadas. O cuidado da direção é quase nulo em relação à sua própria trama, mas ainda que os personagens não se levem a sério em momento algum, o filme funciona como uma sátira à filmes de vampiros nada amedrontadores como Crepúsculo e se deleita nesses detalhes.

    Ainda que não tenha sido muito bem recebido pela crítica, o longa se faz engraçado em sua proposta e grande parte de seus motes.

    SINOPSE

    Desesperado para conquistar uma garota, um adolescente tímido decide se passar por um vampiro. Mas mal sabe ele que um imortal de verdade está à espreita.

    ANÁLISE

    Hollyblood

    Estrelado por Óscar Casas (Instinto, Jaguar e Sempre Bruxa), o filme nos leva pelas aventuras da adolescência e se aprofunda nessa fase tão confusa. Com uma lenda de um vampiro que ronda a cidade em que o filme é ambientado, o longa engendra seus diversos personagens e núcleos enquanto os faz se confundir com a história de amor de Javi e Sara.

    Quando um jovem recém-chegado a cidade se apaixona por uma garota de sua nova escola, ele fará de tudo para que ela também se apaixone por ele. Até mesmo, se passar por um vampiro.

    Com diversos arquétipos de personagens já famosos nos filmes e sagas de vampiros, Hollyblood nos apresenta rapidamente o cotidiano da cidade. Com o filme ambientado quase que inteiramente dentro dos muros da escola, desde um flashback dos anos 80, em que um aluno morre após sofrer bullying e renasce como um vampiro, até os dias de hoje.

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    O papel do jovem misterioso, é subvertido, e ao invés de o termos como o verdadeiro epicentro de ocorrências paranormais, sua função na trama é contraposta com o esperado, e ele é quem dá início a tudo, inclusive ao retorno de um antigo vampiro.

    VEREDITO

    O fato do filme se debruçar em tramas já explorada à exaustão, a subversão do arco nos apresentam o que já foi visto antes, mas surpreende em diversos aspectos. Em seu último arco, o filme resolve por apenas dar espaço à todos os personagens apresentados colocando-os lado a lado em uma situação divertida, colocando-os contra uma ameaça maior do que eles mesmo.

    Hollyblood está disponível na Netflix.

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer do longa:

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    CRÍTICA: Cobra Kai (5ª temporada, 2022, Netflix)

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    Cobra Kai chega no seu quinto ano na Netflix e é uma das séries mais aguardadas pelos fãs da franquia que dá sequência a Karate Kid e que traz novamente Ralph Macchio e William Zabka como protagonistas reprisando os seus papéis como Daniel LaRusso e Johnny Lawrence.

    SINOPSE DE COBRA KAI

    Depois de perder o torneio para os lutadores do Cobra Kai, o Miyagi-Do deve fechar as portas, o que faz Daniel buscar medidas desesperadas para enfrentar seu novo arquinimigo Terry Silver (Thomas Ian Griffith). Agora com a ajuda do seus ex-adversário de tempos antigos, Chozen (Yuji Okumoto), o nosso herói desperta seu lado sombrio, enquanto Johnny tenta se reconectar com Miguel (Xolo Maridueña) e Robby (Tanner Buchanan).

    ANÁLISE

    Cobra Kai se iniciou como uma grande piada em How I Met Your Mother como se fosse uma espécie de What If…? mostrando o vilão de Karate Kid, Johnny Lawrence, como o protagonista e Daniel como o principal vilão da história. Por ser uma grande chacota, em seus primeiros anos a série abraçou sua galhofice e breguice, apelando para a nostalgia e todo um vasto background que foram apresentados em vários filmes.

    Trazendo personagens que tinham boas ideias, mas pouco desenvolvimento e nos apresentando arcos com outros tantos que foram nos ganhando com carisma, Cobra Kai foi angariando muitos fãs, chegando hoje em sua quinta temporada.

    Entretanto, se anteriormente o seriado funcionava por conta de todos os motivos citados acima, parece que o tempo foi passando, as ideias acabando e criatividade foi indo para o ralo, virando uma grande catástrofe narrativa, ao passo que a preguiça tomou conta do roteiro. As obviedades, explicações estapafúrdias, desenvolvimento pífio de personagens e cenas horríveis de luta e atuações constrangedoras tomaram conta da série que parece viver hoje no automático.

    Um exemplo disso está nos arcos de Miguel e Falcão (Jacob Bertrand), dois personagens complexos que hoje tem a profundidade de um pires, não por culpa dos atores que se esforçam, mas sim, de um texto tenebroso. O arco do México além de não servir para nada na trama ainda reforça um estereótipo preconceituoso da América Latina por parte dos estadunidenses que ainda acreditam que nossas nações são malandras e servem apenas para roubar os pobres norte americanos, fora o uso do famigerado filtro laranja.

    Uma série de decisões controversas vão empurrando a história para o seu ápice que mesmo com um excelente vilão como Terry Silver, consegue ser morno a ponto de entregar pouquíssimas cenas empolgantes ou de bom desenvolvimento. Não sabemos o que aconteceu, todavia, parece que a Netflix agora só apela para a nostalgia, sem um roteiro consistente, com personagens extremamente caricatos, porradas fofas e péssimo uso de bons atores, virando apenas uma sombra do que já foi anteriormente.

    Se utilizando de várias muletas de roteiro, Cobra Kai atira para todos os lados, mostrando que tudo se resolve na porrada. A proposta de dominação mundial por meio do caratê é tão absurda quanto um monte de adultos se quebrarem a pau com invasão de domicílio e praticamente nada acontecer. Pior que isso, empresários respeitados em brigas de quinta série, competições de tobogã e antagonistas que são tão maus que possuem bordões bregas, tudo isso e muito mais estão aqui.

    VEREDITO

    Com muita pobreza em sua execução, a quinta temporada de Cobra Kai se torna disparadamente a pior até agora, uma vez que com todos os problemas ficamos com a sensação de que, de fato, está na hora de finalizarmos a série antes que piore ainda mais. A falta de ideias está evidente e até mesmo o elenco parece desgastado de fazer parte do projeto.

    Netflix, chega de Cobra Kai! O show deve ser encerrado antes que seja tarde demais…

    1,5/5,0

    Confira o trailer:

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    Quem é Jack Russell, o lobisomem da Marvel?

    Com o primeiro trailer oficial de Lobisomem na Noite: Especial da Marvel (Werewolf By Night) durante a D23, evento anual da Disney, nada melhor que saber mais sobre Jack Russell, uma vítima de uma antiga maldição familiar, que lutou por anos com seu alter-ego bestial. Mas com o tempo conquistou seus demônios interiores e agora ele luta contra as forças das trevas que assolam nosso mundo como um executor da justiça, um vingador das sombras e um lobisomem à noite.

    O personagem criado por Gerry Conway e Mike Ploo teve sua primeira aparição na HQ Marvel Spotlight #2 – Werewolf by Night, publicada pela Marvel Comics em fevereiro de 1972.

    ORIGEM

    Herança divina

    A história dos lobisomens começa com o antigo Deus/Demônio Lobo, que se acredita ser um dos Elderspawn, um descendente dos Deuses Anciões. Milhões, possivelmente bilhões, de anos atrás, o Demônio Lobo gerou uma raça de lobisomem que guerreou com outros Elderspawn, como as Mulheres-Pássaro, Harpias, Homens-Morcegos, Demônios, Goblins, Homens-Serpentes, etc. Algumas dessas raças escravizaram os humanos em desenvolvimento, mas por volta de 20.000 a.C., a maioria dos Elderspawns haviam sido massacrados ou levados a reclusão, brevemente reaparecendo para desafiar sociedades como Valusia e Atlantis.

    Os Homens-Lobos podiam assumir a forma humana, e os humanos arranhados ou mordidos por eles se tornavam o que conhecemos como lobisomem. Eles podiam sobreviver à maioria dos ferimentos, mas eram vulneráveis ​​à prata e ao fogo. Muitos Lobisomens morreram no Grande Cataclismo de 18.000 a.C., e seu destino final é desconhecido.

    O poder da genêtica

    Após o Cataclismo, os colonizadores do planeta Arcturus vieram à Terra para investigar o destino da Terra Selvagem, que havia sido criada pelo alienígena Nuwali para os enigmáticos Beyonders. Entre muitas outras atividades, eles criaram a encarnação moderna de lobisomens: combinando ciência avançada de reengenharia genética com magia nascida na terra (aparentemente aproveitando o poder do Demônio Lobo), eles ligaram o espírito e o DNA do lobo capturado em um humanoide. Este híbrido, mais tarde conhecido como Greysire, espalhou este presente para a humanidade através de arranhões e mordidas; e depois por hereditariedade.

    A raça resultante era conhecida como Irmãos pelos lobos e lobisomens da humanidade, mas o dom se tornou uma maldição quando o homem caiu em desarmonia com seu eu primitivo.

    Os relatos de licantropia (tornar-se um lobisomem) remontam a muitos séculos, mas a primeira manifestação confirmada é a de Grigori Russoff, em 1795. Drácula matou a esposa de Grigori, Louisa, depois que ele se recusou a reconhecer a primazia de Drácula em seu retorno à Transilvânia. Grigori Russoff então emboscou e derrotou Drácula, mas foi transformado em lobisomem por Lydia, uma lobisomem anteriormente presa pelo Conde vampiro.

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    Toques de magia

    Grigori teve uma segunda esposa, mas os relatos variam sobre por que a licantropia não passou para seus descendentes. Algum tempo antes de 1930, o descendente de Grigori Russoff, Gregor, obteve pergaminhos do lendário Darkhold, encadernando-os de volta em forma de livro. Ler as origens da licantropia no Darkhold sob a lua cheia desencadeou a maldição adormecida, transformando Gregor em um lobisomem.

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    Talvez buscando uma cura, Gregor vendeu parte de sua propriedade – incluindo Wundagore Mountain – para Jonathan Drew, que a compartilhou com o parceiro Herbert Wyndham (o futuro Alto Evolucionário). O lobisomem Russoff matou a esposa de Jonathon, Merriem, e Wyndham projetou uma armadura revestida de prata para se proteger, permitindo a captura de Russoff.

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    Gregor Russoff ficou com o Alto Evolucionário, que manteve o lobisomem contido em segurança por décadas. Russoff eventualmente usou o Darkhold para convocar Chthon para curá-lo, e o Deus Ancião quase rompeu o plano terrestre; mas o feiticeiro Magnus forçou Russoff a banir Chthon, que atacou com uma explosão que matou Gregor. Apesar de relatos contrários, Gregor Russoff que ficou com o Alto Evolucionário parece ter sido o avô (ou bisavô) de Jack Russell.

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    Linhagem

    Décadas depois, um descendente de Gregor Russoff, que também herdou seu nome, casou-se com Laura e Jacob (mais tarde Jack) nasceu logo depois, e Laura estava grávida de Lissa dois anos depois do casamento; no entanto, quando um raio durante a lua cheia atingiu o castelo de Russoff, na Transilvânia, o lobisomem da linhagem Russoff ressurgiu e começou a atacar os aldeões, que rastrearam e mataram Gregor Russoff com balas de prata.

    Após a morte de Gregor, Laura encontrou Philip, irmão mais novo de Gregor – que havia se mudado para Los Angeles , anglicizando seu nome para Russell – e eles se casaram depois de um ano; aproximadamente quinze anos depois, o Comitê Criminal soube da maldição de Gregor e chantageou Philip, ameaçando revelar seus segredos. Para proteger o nome de Laura, Philip os pagou, mas teve dúvidas e cancelou o pagamento, fazendo com que o Comitê enviasse Max Grant para matar Laura.

    No aniversário de 18 anos de Jack Russell, gravemente ferida em um acidente de carro, Laura mal teve tempo de contar a Jack sobre seu verdadeiro pai e a maldição do lobisomem, fazendo Jack prometer não machucar Philip, antes de morrer. Tendo herdado a licantropia, Jack matou Grant, mas também culpou erroneamente Philip por algum tempo.

    PODERES E HABILIDADES

    Jack Russell tem o poder da licantropia, a maldição do lobisomem. Como tal, seu poder é afetado, mas não totalmente controlado pela lua. Quanto mais cheia a lua no céu noturno, mais lobo Jack se torna. Em seu estado transformado, ele tem sua força, destreza e agilidade aumentadas. Ele também possui sentidos aguçados e fator de cura. Além de garras e dentes afiados, característicos de um lobisomem.

    Sua visão aprimorada se estende às faixas ultravioleta e infravermelha, permitindo que ele examine o estado físico e mental de outros indivíduos. Ele é praticamente impossível de matar, recuperando-se de ferimentos não fatais dez vezes mais rápido que um humano normal.

    Jack também pode optar por infectar outras pessoas com licantropia por meio de uma mordida ou arranhão. Por um longo tempo, isso não era uma escolha, todos atacados por Jack tinham dois destinos: morrer ou se sobreviesse, se tornaria um lobisomem. No entanto, após anos de treinamento e controle, Jack agora pode escolher quem se junta a ele como uma criatura das trevas.

    Em sua forma humana, Jack tem a força física e aptidões de um humano normal, apesar de já ter conseguido se curar de uma bala em poucos minutos nesta forma.

    EQUIPES

    Legião dos Monstros com Morbius, Jack Russell, Homem-Coisa e Satana Hellstrom.

    Como lobisomem e principalmente depois de conseguir controlar seus poderes, Jack já lutou contra grandes nomes como Capitão América, Homem-Aranha, Cavaleiro da Lua e muitos outros heróis; e já atuou em grupos como Filhos da Meia-Noite, Legião dos Monstros e além da A.R.M.O.R. (Alternate Reality Monitoring and Operational Response), que assim como a S.H.I.E.L.D. foi estabelecida para a segurança global e a S.W.O.R.D. para a segurança extraterrestre, a A.R.M.O.R. foi estabelecida como uma força de segurança extradimensional para proteger contra contaminação e conflito de realidades alternativas.

    CURIOSIDADES

    Depois de lutar contra o Hulk, Jack contatou o espírito de seu pai para curar sua licantropia, mas foi informado de que morreria a menos que aceitasse sua besta. Durante a batalha que se seguiu com o fanático religioso Adaga de Prata e os Comedores de Cérebros, um culto de lobisomens transformados no passado por Jack; ele enfim aceita totalmente seu eu-lobo, concedendo-lhe controle total e o melhor de ambos.

    Como lobisomem, Jack Russel foi capaz de derrotar o mutante Dente de Sabre, famoso por sua força e selvageria.

    OUTRAS MÍDIAS

    GAMES

    O personagem está presente em poucos games da Marvel, sendo eles:

    • Marvel Avengers Academy;
    • Marvel Super Hero Squad Online;
    • Marvel vs. Capcom 3.

    Em Marvel vs. Capcom 3, o lobisomem é um dos monstros que aparece no final de Jill Valentine.

    TV

    Já na TV Jack Russel aparece em:

    • The Super Hero Squad Show;
    • Ultimate Spider-Man;
    • Hulk and the Agents of SMASH.

    E este ano o personagem terá sua primeira versão live action no Universo Cinematográfico Marvel quando chegar ao catálogo do Disney+ com o lançamento de Lobisomem na Noite: Especial da Marvel. Com data de lançamento para 7 de outubro a série trará Gael Garcia Bernal como Jack Russell.


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