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    Alice Braga: Conheça a atriz e seus melhores trabalhos

    A deslumbrante Alice Braga Moraes é uma das maiores atrizes brasileiras, de 38 anos, que nasceu em São Paulo em uma família de atores. Tanto a mãe, Ana Braga, quanto sua tia, Sônia Braga, eram atrizes e levavam Alice ainda pequena para os estúdios e sets de filmagem. 

    Ela apareceu pela primeira vez em um comercial quando criança e mais tarde foi aclamada pela crítica por seu papel no filme Cidade de Deus (2002). A partir daí, a jovem atriz começa “sua dominação mundial” em forma de potência feminina que nos enche de orgulho a cada trabalho.

    Dependendo da localização geográfica em que se vive, é possível ter uma imagem completamente diferente de Alice Braga. Nos Estados Unidos, ela é a latina forte e decidida de Eu Sou a Lenda (2007) e Predadores (2010). Na América Latina, ela é a atriz delicada de filmes mais artísticos como Só Deus Sabe (2006). E por aqui, ela é figura essencial na conexão Brasil-Hollywood, ao lado Rodrigo Santoro e também de Wagner Moura, companheiro de elenco em Elysium (2013).

    História

    Alice foi criada por uma família católica. Além de sua mãe e tia fazerem parte do mundo artístico, seu pai, Ninho Moraes, é jornalista e sua irmã, Rita, é produtora de cinema. Antes de despontar como atriz, Alice Braga chegou a cursar o 1º ano de Comunicação das Artes do Corpo na PUC de São Paulo, e aos 19 anos começou a investir na carreira de atriz. 

    Início de carreira

    Quando ainda jovem, iniciou sua carreira em produções escolares e comerciais antes de buscar papéis na televisão e longa-metragem. Seu primeiro trabalho foi um curta-metragem: Trampolim (1998). Quatro anos depois, Alice foi aclamada por seu papel em Cidade de Deus (2002), onde interpretou a adorável e sedutora Angélica e foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação.

    Ela estudou por um tempo em uma universidade enquanto gravava o filme Cidade Baixa (2005) e Só Deus Sabe (2006). Com Cidade Baixa ganhou vários prêmios de Melhor Atriz em festivais importantes como Festival do Rio, Festival Internacional de Cinema de Verona e APCA.

    Na TV, atuou também em um episódio da série Carandiru, Outras Histórias, da Rede Globo.

    Sua estreia no primeiro filme estrangeiro foi ao lado de Brendan Fraser, Mos Def e Caralina Sandino Mereno em 12 Horas até o Amanhecer (2006), que foi lançado no Tribeca Film Festival.

    Após contracenar com Will Smith em Eu Sou A Lenda, participou do filme A Via Láctea de Lina Chamie (2007). Desde então, ela se tornou uma das estrelas mais célebres de Hollywood. No ano seguinte, ela teve papéis nos filmes Cinturão Vermelho (2008) e na adaptação cinematográfica do livro de José Saramago: o filme Ensaio Sobre a Cegueira (2008); no longa Julianne Moore e Mark Ruffalo atuam como personagens principais. 

    Alice Braga se mantém no estrelato e revezando entre filmes de ação e ficção científica, e desta vez ela participou de Repo Men – O Resgate de Órgãos (2010) e Predadores. No ano seguinte, ela atuou ao lado de nada mais nada menos, que Anthony Hopkins no filme de terror O Ritual (2011). 

    Seus créditos seguintes incluem o filme Na Estrada (2012), a série de TV brasileira As Brasileiras e apareceu no documentário Cidade de Deus – 10 Anos Depois (2012); No ano seguinte ela então estrelou ao lado de Matt Damon em Elysium (2013).

    Em 2016, a atriz inicia sua jornada de sucesso na série de TV em A Rainha do Sul, do canal USA Network, como protagonista esbanjando talento e conquistando milhares de fãs. Em 2020, a atriz também se dividiu em três trabalhos: Os Novos Mutantes, a animação Soul, da Disney e a série We Are Who We Are da HBO.

    Quebrando tudo, ela estrelou ao lado de Margot Robbie, Idris Elba e John Cena em O Esquadrão Suicida (2021) e seus trabalhos mais recentes foram a quinta e última temporada de A Rainha do Sul (2021) e o filme Eduardo e Mônica (2022).

    Alice Braga parece ser incansável com um trabalho após o outro, mostrando o que uma mulher determinada pode ser conquistando um lugar como membro na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Califórnia. Além de uma inspiração para muitas mulheres no que diz respeito à perseverança e persistência para se manter viva na jaula de leões que é Hollywood, Alice também é extremamente doce e que busca estar com sua família e amigos sempre que pode. Em uma entrevista à revista Rolling Stone a atriz fala sobre senso de normalidade e transitar em mundos tão diferentes que é Hollywood, Rio e São Paulo:

    Quando estou trabalhando, foco muito. Eu passei meus últimos dez anos perdendo todos os nascimentos e casamentos das minhas amigas, afilhados e sobrinhos. Mas valeu a pena. Mas acho que a gente tem de se organizar para poder viver as duas coisas bem.”

    Veja agora os melhores trabalhos da atriz:

    Cidade de Deus (2002)

    Sinopse: Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, o jovem acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

    Curiosidade: Além de ser o filme brasileiro mais visto por pessoas no exterior, Cidade de Deus se consagrou no segundo lugar dos filmes de língua não-inglesa mais vistos no mundo.

    Cidade Baixa (2005)

    TBT #171 | CRÍTICA - Cidade Baixa (2005, Sérgio Machado)

    Sinopse: Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura) se conhecem desde garotos, sendo difícil até mesmo falar em um sem se lembrar do outro. Eles ganham a vida fazendo fretes e aplicando pequenos golpes a bordo do Dany Boy, um barco a vapor que compraram em parceria. Um dia surge Karinna (Alice Braga), uma garota de programa que deseja arranjar um gringo endinheirado no carnaval de Salvador a quem a dupla dá uma carona.Aos poucos a atração entre eles cresce, criando a possibilidade de que levem uma vida a três.

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    Eu Sou a Lenda (2007)

    Sinopse: Um terrível vírus incurável, criado pelo homem, dizimou a população de Nova Iorque. Robert Neville (Will Smith) é um cientista brilhante que, sem saber como, tornou-se imune ao vírus. Há 3 anos ele percorre a cidade enviando mensagens de rádio, na esperança de encontrar algum sobrevivente. Robert é sempre acompanhado por vítimas mutantes do vírus, que aguardam o momento certo para atacá-lo. Paralelamente ele realiza testes com seu próprio sangue, buscando encontrar um meio de reverter os efeitos do vírus.

    Curiosidade: Originalmente seria realizado na década de 90, com Ridley Scott como diretor e Arnold Schwarzenegger como protagonista. Entretanto o orçamento cresceu tanto que ambos deixaram o projeto.

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    Predadores (2010)

    Sinopse: Royce (Adrien Brody), Isabelle (Alice Braga), Edwin (Topher Grace), Cuchillo (Danny Trejo), Stans (Walton Goggins), Nikolai (Oleg Taktarov), Hanzo (Ozawa Changchien) e Mombasa (Mahershalalhashbaz Ali) são jogados de pára-quedas em uma selva desconhecida, sem saberem o motivo. Eles não se conhecem, mas logo percebem que precisam se unir para sobreviver. Em busca de um meio de sair do local, o grupo descobre que está na verdade em outro planeta. Para piorar ainda mais a situação, eles logo percebem que estão sendo caçados por um ser alienígena altamente mortal.

    Curiosidade: A presença da brasileira Alice Braga dá continuidade à tradição da franquia de ter uma atriz latina no elenco, como aconteceu em Predador (1987), com Elpidia Carrillo, e também em O Predador 2 (1990), com Maria Conchita Alonso.

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    A Rainha do Sul (2016-2021)

    CRÍTICA – A Rainha do Sul (5ª temporada, 2021, USA Network)

    Sinopse: Nascida e criada no México, Teresa Mendoza (Alice Braga) aprendeu a se virar sozinha desde pequena, inclusive financeiramente. Esperta, perspicaz e observadora, ela está sempre atrás do melhor para sua vida, baseada em sua própria conduta moral. Então, quando seu namorado traficante é assassinado, ela parte como refugiada para os EUA, mas segue determinada a vencer ao seu modo – ainda que tenha de formar novas alianças, desbancar um criminoso influente e, assim, assumir a chefia de um poderoso cartel de drogas.

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    Os Novos Mutantes (2020)

    Sinopse: Cinco jovens mutantes (Maisie Williams, Blu Hunt, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton e Henry Zaga) descobrem o alcance de seus poderes e lidam com traumas do passado. No entanto, eles são mantidos presos contra a vontade em uma instituição controlada pela Dr. Cecilia Reyes (Alice Braga). Enquanto a médica promete controlar as habilidades do grupo, nada é o que parece.

    Curiosidade: A maior parte do filme foi filmada em locações no Hospital Estadual de Medfield, em Massachusetts. Este hospital foi o primeiro asilo psiquiátrico do estado. Grande parte do elenco quanto da equipe de filmagens, ficavam desconfortáveis e com medo de filmar lá quando chegava a noite. Segundo Henry Zaga e Alice Braga, havia um “cheiro” no hospital que “entrava na sua alma antes mesmo de você pensar a respeito”.

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    Soul (2020)

    Sinopse: Em Soul, duas perguntas se destacam: Você já se perguntou de onde vêm sua paixão, seus sonhos e seus interesses? O que é que faz de você… Você? Joe Gardner é um professor de música do ensino médio que sempre sonhou em ser músico de jazz. Mas quando, finalmente, tem a chance de impressionar outros músicos durante um ensaio aberto, sofre um acidente que faz com que sua alma seja separada de seu corpo e transportada para um centro no qual as almas se desenvolvem e ganham paixões antes de serem enviadas para um recém-nascido. Joe deve trabalhar com 22, uma das almas em treinamento, que tem uma visão obscura da vida depois de ficar presa por anos no centro evitando seguir para a Terra.

    Curiosidade: O protagonista é inspirado em uma pessoa real. Peter Archer é um professor de música que se aposentou em junho de 2020, após lecionar 34 anos em uma escola em Nova Iorque. Os diretores da animação não só se inspiraram em Peter ao criar Joe Gardner, como tentaram mostrar a classe em que Archer trabalhou.

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    We Are Who We Are (2020)

    Sinopse: Em We Are Who We Are, os jovens Fraser (Jack Dylan Grazer) e Caitlin (Jordan Kristine Seamon) vivem com os pais numa base militar americana perto de Veneza, na Itália. O introvertido Fraser acaba de chegar ao local e sente falta dos amigos que deixou em Nova Iorque, sua cidade natal. A destemida Caitlin mora lá há anos e já domina o italiano. Juntos, eles enfrentam os dramas típicos da adolescência, como amizade, primeiros amores, construção de identidade e conflitos familiares.

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    O Esquadrão Suicida (2021)

    Sinopse: Liderados por Sanguinário (Idris Elba), Pacificador (John Cena), Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), e pela psicopata favorita de todos, Arlequina (Margot Robbie), o Esquadrão Suicida está disposto a fazer qualquer coisa para escapar da prisão. Armados até os dentes e rastreados pela equipe de Amanda Waller (Viola Davis), eles são jogados (literalmente) na remota ilha Corto Maltese, repleta de militantes adversários e forças de guerrilha. O grupo de super vilões busca destruição, mas basta um movimento errado para que acabem mortos.

    Curiosidade: Os cineastas aproveitaram a cena de Pensador com várias luzes piscando para transmitir uma mensagem em Código Morse. A equipe indicou “2-1960”, fevereiro de 1960, data da estreia de Starro nas HQs.

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    Eduardo e Mônica (2022)

    Eduardo e Mônica

    Sinopse: O romance entre uma estudante de medicina e um adolescente ainda no colegial pode dar certo? Adaptado da canção homônima de Renato Russo. Alice Braga e Gabriel Leone, dão vida ao casal que tem que superar as diferenças para viver um grande amor na Brasília dos anos 80.

    Curiosidade: O tempo em que se passa o filme é o ano de 1986, ano em que a Legião Urbana lançou o álbum “Dois”, do qual a música “Eduardo e Mônica” faz parte. Portanto, o espectador atento irá perceber diversas referências a esse ano ao longo do filme, como, por exemplo, o pôster de Malu Mader no quarto de Eduardo – uma das atrizes-queridinhas em ascensão no Brasil na época.

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    CRÍTICA – Vizinhos (2022, Roberto Santucci)

    Vizinhos é o mais novo filme da Netflix estrelado por Leandro Hassum, Maurício Manfrini e Júlia Rabello. O filme conta a história Walter (Leandro Hassum), que após um colapso mental, decide morar em um condomínio afastado da cidade, pois por recomendação médica precisa a todo custo evitar barulhos altos.

    Para sua surpresa, a vizinhança não é nada silenciosa. E as desventuras de Walter, sua esposa Joana (Júlia Rabello) na vizinhança mais barulhenta de todas pode colocar a saúde de Walter em risco.

    SINOPSE

    Em Vizinhos, Walter leva uma vida estressante por conta da rotina e trabalho excessivo na loja de instrumentos. À beira de um colapso nervoso, sua esposa, Joana, o leva ao médico, que diagnostica que eles precisam urgentemente se mudar do Rio de Janeiro para ter uma rotina mais tranquila e sem estresse, se não o caso de Walter pode piorar ainda mais.

    ANÁLISE

    Vizinhos

    Enquanto explora os absurdos de se viver em comunidade, a falta de respeito e empatia, o filme se aprofunda sem medo em aspectos que causam asco em alguns momentos. Enquanto nos faz rir pelo absurdo presente nas tramas do filme, conseguimos entender que o caminho tomado na direção por Roberto Santucci veio para tornar aspectos incômodos engraçados e tentarmos não ver apenas o lado negativo das coisas. Enquanto se propõe a ser leve, o filme parece ir só ladeira abaixo.

    Com 0 de tato, vemos acontecimentos que ficam cada vez piores e enquanto flertam com levar esses acontecimentos até a última consequência, o diretor parece optar por acalmar a trama, a levando para outro caminho.

    Com arcos confusos, o filme opta por nos causar um incômodo e não nos permite curtir a trama como algo leve, enquanto nos apresenta o humor do absurdo. A cada curva que a história toma, parece dar força ao vizinho que está errado, Toninho (Maurício Manfrini), o fazendo sempre sair por cima, causando no personagem um revés apenas no arco final.

    VEREDITO

    Muito diferente de Os Farofeiros (2018), em que damos gargalhadas, Vizinhos não parece nos permitir um minuto de paz sequer, nos fazendo tanto identificar com Walter, como sentir pena do mesmo.

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    Vizinhos está disponível na Netflix.

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    CRÍTICA | Ataque dos Titãs – Volume 5 (2021, Panini)

    O 5º Volume de Ataque dos Titãs tem um início incrível! Com um desfecho pós-descoberta de um titã dentro da muralhas, os mais diversos núcleos políticos das muralhas tem vontade de fazer algo a respeito do que pode posar como uma ameaça para eles.

    Ao fim do Volume 4, em que Eren fica enclausurado esperando julgamento, vários questionamentos são levantados, inclusive qual caminho o personagem tomará daqui para frente. Enquanto os arcos parecem se desenvolver mais livremente, temos uma surpresa inoportuna.

    SINOPSE

    O futuro de Eren é decidido em um conselho na Assembleia, onde a Divisão de Reconhecimento e a Polícia Militar debatem sobre sua existência. Após essa decisão, a Divisão recruta novos integrantes e tenta uma nova formação de batalha que poderá levá-los para além da muralha.

    ANÁLISE

    Com uma progressão em que a própria existência de Eren é questionada e debatida como se o personagem não tivesse voz sobre sua própria vida, vemos que a opção do personagem é bem simples: obedecer ou ser morto e estudado.

    Com questionamentos que variam desde sua importância para uma reviravolta na luta cuja vitória pende para os titãs, e até mesmo porque a humanidade questiona sua existência quando deveria apenas executá-lo, entendemos elemento que virão a tomar grande proporção no futuro do mangá e mudarão a história de Eren Yeager para sempre.

    Com a Divisão de Reconhecimento tomando um local central na trama que começa a se desenrolar, começamos a ver a importância e grandeza de personagens como Levi e Erwin na difícil empreitada de retomar a Muralha Maria e ir chegar até o porão da casa dos Yeager.

    VEREDITO

    Ataque dos Titãs – Volume 5 desponta dando proeminência à grandes personagens. Com uma história muito bem desenvolvida, Hajime Isayama nos apresenta minúcias daquele mundo e como a sociedade se organiza nas muralhas centrais – por meio da assembleia que firmemente julga Eren. Um dos aspectos em que Isayama leva vantagem em relação aos outros mangakas, é que o japonês não tem medo de mostrar os horrores da guerra por um viés alegórico.

    5,0 / 5,0

    Volume 5

    Autor: Hajime Isayama, Ryo Suzukaze, Satoshi Shiki, Thores Shibamoto

    Páginas: 192

    Ano de Publicação: 2021

    Editora: Panini

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    Noites Sombrias #83 | As melhores adaptações de H.P. Lovecraft

    As adaptações do universo de H.P. Lovecraft para o cinema sempre renderam obras fantásticas que vão além do terror clichê da indústria cinematográfica. Repletos de simbolismos, mistérios e elementos que desafiam nossa sanidade, o horror cósmico é um convite a vasculhar os confins da mente humana e pelo menos tentar compreender o incompreensível.

    Mas, muito antes do cinema adentrar neste espaço, Howard Phillips Lovecraft, mais conhecido como H.P. Lovecraft, criou uma literatura rica no imaginário cósmico. É fato que H.P Lovecraft revolucionou a fantasia e a ficção científica como conhecemos hoje em dia, suas histórias serviram de base para outros autores e cineastas que viriam a se consagrar no horror, como Edgar Allan Poe, Stephen King, John Carpenter e Guillermo del Toro.

    Contudo, é preciso conhecer o homem por trás do mito. Lovecraft era fruto do seu tempo, um homem extremamente antiquado e preconceituoso que muitas vezes representou em suas obras esses pensamentos atrasados. Atualmente, muitas adaptações do autor buscam desconstruir essas concepções problemáticas e enriquecem seus conteúdos com representações plurais. 

    Deste modo, vale lembrar também que o horror cósmico é toda ficção no qual a humanidade se sente inferior ou indefesa à vastidão do universo. O horror cósmico nasce da incapacidade do indivíduo em suportar algo que lhe é estranho, o que gera um grande impacto em sua sanidade mental. 

    Na lista a seguir separados seis obras que tratam do horror lovecraftiano e que irão fazer você questionar suas crenças:  

    O Enigma de Outro Mundo (1982) 

    Um dos clássicos do horror, O Enigma de Outro Mundo de John Carpenter tem inspiração no universo de Lovecraft justamente por trazer criaturas extraterrestres com aspectos estranhos para uma situação de puro suspense e terror. Estrelado por Kurt Russel, um grupo de cientistas americanos é perturbado em sua base quando um ser místico começa a tomar a forma dos humanos.

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    À Beira da Loucura (1995) 

    Outro filme de John Carpenter, À Beira da Loucura trabalha muito bem os elementos de insanidade e perda da realidade presentes na obra de Lovecraft. No enredo, um investigador é contratado para achar um escritor de histórias de terror que, após terminar seu último livro, misteriosamente desapareceu.

    Aniquilação (2018) 

    O filme de Alex Garland foca em um grupo de mulheres que ao saírem de uma expedição se depararam com uma série de acontecimentos bizarros que testam suas capacidades mentais e físicas. O horror cósmico presente em Aniquilação é uma mistura entre repulsa e fascínio. 

    A Cor que Caiu do Espaço (2019)

    Adaptação de um dos contos de H.P Lovecraft, A Cor que Caiu do Espaço vai a fundo no horror cósmico rendendo insanidade, body horror e uma viagem ao incompreensível. Dirigido por Richard Stanley, um homem e sua família lutam contra um organismo misterioso que infecta suas mentes e corpos.

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    O Farol (2019)

    CRÍTICA - O Farol (2019, Robert Eggers)

    Do aclamado diretor Robert Eggers, o longa O Farol tem diversos elementos do horror cósmico, como a perda da realidade ao contemplar algo incompreendido aos olhos humanos, tudo isso agravado pelo isolamento, outra característica das histórias de Lovecraft. No longa, dois marinheiros precisam conviver isolados em um farol.

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    Lovecraft Country (2020)

    Lovecraft Country: Episódio 2 – Whitey's on the Moon | Análise e referências

    A série da HBO criada por Misha Green merece menção na nossa lista por subverter o gênero de horror cósmico apresentando uma história com elementos lovecraftianos, mas que vai além ao trazer em seu enredo o horror da vivência afro-americana nos Estados Unidos da década de 50. Na história, um veterano do exército volta para a cidade a fim de encontrar seu pai desaparecido.

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    Maquiagem de Embelezamento no cinema

    Na hora produzir um filme, diversos elementos precisam ser considerados: roteiro, elenco, figurino, cenários e objetos. Para muitos, a beleza (cabelos e maquiagem) desempenha um papel igualmente importante, que além de ter o poder de refletir a sociedade daquele momento, pode até mesmo influenciar tendências futuras.

    No cinema um maquiador deve ser capaz de dominar as seguintes técnicas:

    • Maquiagem de Embelezamento;
    • Maquiagem Natural;
    • Maquiagem de Caracterização e
    • Maquiagem Artística.

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    Afinal, o estilo do cabelo e maquiagem tem a capacidade de definir a cena tanto quanto a roupa. Pense na beleza selvagem de Brooke Shield em A Lagoa Azul (1980) ou na máscara cuidadosamente construída de Chiyo em Memórias de uma Gueixa (2005).

    Veja alguns filmes que marcaram, também por sua maquiagem de embelezamento!

    Cleópatra (1945)

    Atriz: Elizabeth Taylor

    Papel: Cleópatra

    Maquiadora: a própria

    Sinopse: O filme narra a ascensão e o declínio de Cleópatra (Elizabeth Taylor), rainha do Egito, sua luta para defender o império das ambições políticas e territoriais de Roma, e seu relacionamento com Júlio César (Rex Harrison) e Marco Antônio (Richard Burton).

    A maquiagem: A responsável pela maquiagem é a própria Elizabeth Taylor, porque o maquiador italiano Alberto Rossi ficou com receio de aplicar a ideia criada pela atriz. Liz tinha estudado as referências e técnicas necessárias e assumiu o makeup.

    Destaque: O lápis de olho preto é usado nas sobrancelhas e no desenho do delineado para formar as asas. 

    Os olhos são o grande destaque aqui, pois são bem delineados, tanto na parte de cima quanto debaixo. Além disso, a sombra é bem destacada, preenchendo toda a pálpebra, até chegar na linha das sobrancelhas. E para finalizar, os cantinhos dos olhos com um toque iluminado.

    O Pecado Mora ao Lado (1955)

    Atriz: Marylin Monroe

    Papel: A garota

    Maquiador: Allan Snyder

    Sinopse: No meio de uma onda de calor, o nova-iorquino Richard Sherman (Tom Ewell) aproveita que uma vida sem cobranças, já que sua mulher (Evelyn Keyes) e o filho foram passar as férias no Maine. Sozinho para trabalhar em Manhattan, Richard conhece uma linda modelo (Marilyn Monroe) que se mudou para o apartamento do andar superior.

    A maquiagem: O responsável pela produção da atriz foi o maquiador e seu amigo pessoal, Allan Snyder. Ele usava vaselina aplicada como primer para dar viço à pele; dois tons de batons vermelho (mais escuro para contorno dos lábios e o mais claro para preenchimento); lápis marrom e preto para os olhos; cílios postiços cortados ao meio e colados apenas nos cantos externos.

    Bonequinha de Luxo (1961)

    Atriz: Audrey Hepburn

    Papel: Holly Golightly

    Equipe de maquiagem: Nellie Manley e Wally Westmore

    Sinopse: Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a se casar com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany’s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante, que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

    A maquiagem: O delineado tradicional da personagem chamava a atenção para os olhos de Audrey Hepburn e era equilibrado com uma make mais leve e natural. 

    A maquiagem varia de intensidade dependendo da cena, mas a fórmula se mantém: pele perfeita, blush claro, batom cor de boca rosado, sombra quase do tom da pele e sem brilho, delineado nude na linha d’água dos olhos.

    Destaque: As cenas noturnas ganharam olhos com um suave esfumado nos cantos externos.

    Arabesco (1966)

    Atriz: Sophia Loren

    Papel: Yasminz Azir

    Maquiador: W.T. Partleton

    Sinopse: Quando um complô contra um político proeminente do Oriente Médio é descoberto, David Pollock (Gregory Peck), professor de hieróglifos antigos da Universidade de Oxford, é recrutado para ajudar a expor o esquema. Pollock deve encontrar informações que se acredita estarem em código hieroglífico e também deve enfrentar um homem misterioso chamado Beshraavi (Alan Badel). Enquanto isso, a bela amante de Beshraavi, Yasmin Azir (Sophia Loren), parece disposta a ajudar Pollock – mas ela está realmente do lado dele?

    A maquiagem: Ela mesma era expert no traçado no canto dos olhos, superdramático, geométrico, pesadão mesmo. Seu segredo? Muitas camadas de máscara para cílios para dar toda a atenção que seus grandes olhos verdes merecem. Sophia também usava lápis nude na linha d’água inferior para abrir o olhar. As sobrancelhas da moda eram arqueadas. Os lábios, volumosos, mas raramente com batom vermelho. A musa preferia batons nude ou rosados com um leve brilho bem no centro dos lábios, para dar ainda mais volume e W.T. Partleton seguiu a risca todas as exigências de Sophia Loren que fazia questão de exibir em todos os seus filmes, tornando-se sua “marca registrada”.

    Scarface (1983)

    Atriz: Michelle Pfeiffer

    Papel: Elvira Hancock

    Maquiadora: Barbara Guedel

    Sinopse: Década de 80. Centenas de imigrantes cubanos aportam na costa da Flórida, durante uma breve abertura da ilha por Fidel Castro, em uma manobra para se livrar do excesso de presos nas cadeias cubanas. Em meio à massa de miseráveis, chega Tony Montana (Al Pacino), bandido de pouco nome e muita bravata, disposto a conquistar o mundo do tráfico.

    A maquiagem: Tirando os holofotes do delineado, a técnica que brilhou nos olhos de Michele Pfeiffer foi a smokey eye, com cílios destacados e lápis nude na linha d’água. Pele sempre fresh e iluminada, base de cobertura leve, natural e cremosa, blush marcado (estamos falando dos anos 1980, né?), com direito a contorno.

    Elvira: A Rainha das Trevas (1988)

    Atriz: Cassandra Peterson

    Papel: Elvira

    Maquiadora: Pamela S. Westmore

    Sinopse: Elvira (Cassandra Peterson) é a anfitriã de um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror, mas tudo pode mudar quando ela herda da tia Morgana (Cassandra Peterson) uma velha mansão em Fallwell, Massachusetts, uma pequena cidade com apenas 1313 habitantes.

    A maquiagem: A personagem criada nos anos 1980 une a maquiagem, o cabelo e até um figurino bastante peculiar para um visual sombrio, porém sensual. O vestido preto inspirado em Mortícia Addams, a peruca volumosa, além da imagem das pin-ups, são coroados por um olhar marcante que vai além do delineado gatinho, unhas compridas quase vampirescas e pretas. Segundo a atriz Cassandra Peterson, a maquiagem do rosto foi inspirada no teatro japonês kabuki, com cores como vermelho e rosa no rosto bem pálido.

    Maria Antonieta (2006)

    Atriz: Kirsten Dunst

    Papel: Maria Antonieta

    Maquiadora: Pascale Bouquière

    Sinopse: A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o Príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versalles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir.

    A maquiagem: Pele alva, blush forte e bem marcado, esses são os elementos principais da maquiagem de Kristen Dunst como Maria Antonieta. O batom combinava com o blush para um visual monocromático. Os olhos tinham sombra marrom discreta, só pra dar profundidade, sem máscara de cílios.

    Malévola (2014)

    Atriz: Angelina Jolie

    Papel: Malévola

    Maquiadora: Toni G

    Sinopse: Após aceitar se casar com o Príncipe Phillip (Harris Dickinson), Aurora (Elle Fanning) é imediatamente acolhida pela rainha, sua futura sogra (Michelle Pfeiffer), como se fosse sua própria filha. Revoltada, Malévola (Angelina Jolie) se opõe ao reino e reúne novos aliados para proteger as terras mágicas que compartilham.

    A maquiagem: Nenhum visual estaria completo sem a bela maquiagem, e é aí que entra Toni G, a maquiadora pessoal de Angelina Jolie. Para começar o processo de desenho da maquiagem de Malévola, Toni G buscou inspiração na natureza.

    Ela explica:

    A história tem muito a ver com natureza e isso com certeza deflagrou um visual mais ligado à natureza e aos tons marrons. Com a paleta, nós queríamos uma combinação de cores que pudesse ser usada em variações, tais como concreto, marrom-acinzentado, para dar um contorno mais natural e um marrom mais escuro (terra) e preto (carbono) para acrescentar um toque dramático aos olhos, com um pouco de dourado para iluminar, que complementaria o amarelo das lentes de contato.”

    Como os lábios vermelhos faziam parte do desenho clássico de Malévola, foi um elemento importante de reter nesse visual no personagem live action e a maquiadora finaliza:

    Nós experimentamos muitos vermelhos; queríamos um vermelho muito vivo, mas também precisava ter a uniformidade certa e ser totalmente pigmentado com um toque de brilho. Adorei a cor que acabamos escolhendo, é muito dramática!

    A Bruxa do Amor (2016)

    Atriz: Samantha Robinson

    Papel: Elaine

    Maquiadora: Emma Willis

    Sinopse: Elaine (Samantha Robinson) é uma jovem bruxa que está determinada a encontrar o homem de sua vida. Ela leva homens para sua casa e faz magias e poções a fim de seduzi-los. Tudo funciona bem, mas ela acaba com uma série de vítimas infelizes. Quando ela finalmente encontra o homem de seus sonhos, seu desespero para ser amada a torna insana.

    A maquiagem: Aqui a associação entre maquiagem ousada e maldade é representada – ainda que de forma mais lúdica. No entanto, embora o uso das sombras coloridas – principalmente azul e verde – tenham se tornado moda na década de 1930, a maquiagem da personagem de Samantha Robinson também reflete algumas tendências de maquiagem da década de 1950, como os lábios de cores fortes e sobrancelhas arqueadas; já sua sombra de cores vivas que se baseia na moda de maquiagem dos anos 1960 e 1970.

    Cruella (2021)

    Atriz: Emma Stone

    Papel: Cruella/Stella

    Maquiadora: Nadia Stacey

    Sinopse: Inteligente, criativa e determinada, Estella (Emma Stone) quer fazer um nome para si através de seus designs e acaba chamando a atenção da Baronesa Von Hellman (Emma Thompson). Entretanto, o relacionamento delas desencadeia um curso de eventos e revelações que fazem com que Estella abrace seu lado rebelde e se torne a Cruella, uma pessoa má, elegante e voltada para a vingança.

    A maquiagem: Seguindo uma estética punk, em Londres de 1970, a produção tem um cuidado encantador com todos os detalhes, desde construção da narrativa da personagem até nas cores utilizadas, e claro, isso impacta também na beleza de Cruella. Esse último foi um dos pontos que mais chamou a nossa atenção, e de várias outras pessoas, que já foram até a maquiadora responsável, Nadia Stacey, para saber mais sobre essa estética punk e ao mesmo tempo fashionista da personagem de Emma Stone.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Cruella (2021, Craig Gillespie)


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    CRÍTICA – Barry (3ª temporada, 2022, HBO)

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    Barry entrou em seu terceiro ano e é uma das séries sensação do Emmy de 2022. O programa faz parte da HBO e HBO Max e foi criada por Alec Berg e Bill Hader, que é o protagonista.

    SINOPSE DE BARRY

    Depois de uma pilha de corpos e um surto de raiva, Barry (Bill Hader) agora retoma sua carreira de assassino de aluguel. Enquanto isso, Sally (Sarah Goldberg) trabalha em sua série chamada Joplin e Gene (Henry Winkler) tenta lidar com os problemas causados pelo seu ex-aluno.

    ANÁLISE

    Barry é o tipo de série que possui uma premissa bastante peculiar em que num primeiro momento não parece se conectar, uma vez que temos um assassino de aluguel tentando largar sua vida de mortes e tentar virar um ator, algo totalmente fora da caixa.

    O humor ácido da série saiu de cena na terceira temporada, se tornando uma dramédia poderosa e cheia de momentos de alta intensidade, coroados com uma atuação fantástica de Bill Hader que é um camaleão. Barry, o personagem principal, passa por uma crise de identidade absurda, não sabendo mais quem é, tentando descobrir se, de fato, é um monstro ou se é apenas um bom homem tentando acertar por suas linhas tortas.

    Um dos aspectos mais positivos do seriado é trazer de forma humorada os danos causados por uma guerra, além de mostrar traços característicos dos seres humanos. Barry gosta de matar, mas isso o consome por dentro, criando uma dualidade de pensamentos. Sarah Goldberg, que faz a namorada do protagonista, Sally, dá também um show na terceira temporada, mostrando todo o seu egoísmo, tentando se esconder em uma máscara criada por ela mesma no ano anterior. As cenas mais intensas de Hader e Goldberg mostram uma excelente fisicalidade dos dois.

    Outro destaque em questão de atuação vai para o maravilhoso Anthony Carrigan, que dá vida ao coadjuvante mais divertido e peculiar de Barry, NoHo Hank. Com momentos bobalhões e uma cena específica de drama puro, o ator consegue trazer diversas facetas para seu já complexo personagem, sendo a cereja do bolo de um elenco tão talentoso.

    A direção e texto continuam afiados, trazendo momentos de leveza inusitados dentro de uma tensão absurda criada por situação claustrofóbicas no que se refere a uma escalada de erros e problemas. O uso de planos abertos, closes nos rostos dos atores para tirar atuações genuínas e planos sequências, principalmente nas cenas de ação, criando uma fluidez orgânica nas lutas corporais, perseguições e tiroteios.

    Como aspecto negativo, temos algumas facilitações e armaduras de roteiro que tornam algumas decisões artificiais, no entanto, nada que atrapalhe a experiência de quem assiste.

    VEREDITO

    Mais afiada do que nunca e com ótimos personagens e desfechos, Barry entrega sua temporada mais sombria, se tornando muito mais um drama do que uma comédia diferente, algo que ocorria em seus dois primeiros anos. Com boas propostas, a série tem tudo para ser uma das melhores dos últimos anos, pois seus produtores e showrunners sabem muito bem aonde querem chegar.

    4,5/5,0

    Confira o trailer de Barry:

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