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    CRÍTICA – Escolha ou Morra (2022, Toby Meakins)

    Escolha ou Morra é um longa original da Netflix e é o primeiro da carreira do cineasta Toby Meakins que estreia na direção. O filme conta com Asa Butterfield (Sex Education) no elenco principal.

    SINOPSE DE ESCOLHA OU MORRA

    Kayla (Iola Evans) é uma jovem com problemas financeiros e pessoais e que está lutando para resolver sua vida. Ela acaba encontrando um jogo misterioso chamado Curs>r que dá um prêmio grande em dinheiro, mas que tem um custo muito alto para entregar em troca.

    ANÁLISE

    Escolha ou Morra traz elementos de diversas obras como Escape Room e Jogos Mortais, misturando muitas referências desse formato.

    A premissa de um jogo que faz o jogador escolher entre sua vida ou ao sofrimento alheio não é inovadora, mas o modo de contar a história aqui sim, pois é utilizada a estética dos games oitentistas por parte de Toby Meakins e o roteirista Simon Allen.

    De positivo, temos um elenco engajado e que entrega boas atuações, com destaque aos protagonistas Iola Evans e Asa Buttefield que tem uma química envolvente e apresentam boas cenas, mesmo que o texto deles seja pobre em diversos momentos.

    A direção consegue ser um dos pontos fortes e fracos de Escolha ou Morra, uma vez que nos momentos dos jogos tão uma intensidade excelente e acontecimentos que nos deixam na ponta da cadeira, mas que em outros nos coloca em uma situação de tédio completo com tramas secundárias muito descartáveis. Em certos momentos, Meakins tem boas sacadas e, em outros, faz firulas que poderiam ter uma realização mais simples e objetiva, dando mais dinamismo ao filme.

    O terceiro ato pode dividir opiniões, visto que busca no sobrenatural as explicações do longa, mas para mim funcionou e tem uma intensa batalha que chacoalha o espectador com uma inventividade muito bacana.

    VEREDITO

    Escolha ou Morra é um entretenimento escapista e que tem momentos interessantes, mesmo que sua trama se perca no meio de decisões questionáveis de um roteiro raso e que tenta colar a trama intensa do jogo em momentos entediantes. A obra é curta e pelo menos diverte, algo que é muito importante para o baixo custo de produção.

    3,0/5,0

    Confira o trailer de Escolha ou Morra:

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    O Soldado Que Não Existiu: Quem é o elenco do filme da Netflix?

    O longa O Soldado Que Não Existiu (Operation Mincemeat, título original) não foi originalmente destinado para o streaming, mas por causa da pandemia e o fechamento dos cinemas a redor do mundo, a Netflix fechou um acordo com See-Saw e Cohen Media Group para distribuir o filme na América do Norte e na América Latina.

    Já a Warner Bros. International ficou responsável pela distribuição do filme para o Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

    Por aqui, O Soldado Que Não Existiu chega ao catálogo da gigante do streaming no dia 11 de maio.

    SINOPSE

    Para mudar o rumo da Segunda Guerra Mundial e salvar milhares de vidas, dois oficiais da inteligência tentam acabar com o domínio de Hitler na Europa com a ajuda de um agente secreto inusitado: um homem morto.

    ELENCO

    COLIN FIRTH como Ewen Montagu

    O ator vencedor do Oscar é um veterano do cinema, televisão e teatro, Colin Firth conta com uma impressionante experiência que abrange mais de três décadas. Ele apareceu em três filmes que ganharam o Oscar na categoria de Melhor Filme: O Paciente Inglês (1996), Shakespeare Apaixonado (1998) e O Discurso do Rei (2010).

    O desempenho de Firth como o Rei George VI em O Discurso do Rei lhe rendeu um Oscar, bem como um Globo de Ouro, Screen Actors Guild Award, British Independent Film Award, Critics Choice e seu segundo BAFTA consecutivo.

    O ator também pode ser visto em filmes como Kingsman: O Círculo Dourado (2017), Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo! (2018) e 1917 (2019).

    MATTHEW MACFADYEN como Charles Cholmondeley

    Atualmente filmando a terceira temporada de Succession, série indicada ao Emmy e ao Critics Choice, o ator Matthew Macfadyen recentemente estrelou o drama O Assistente (2020), mas extensos créditos cinematográficos de Macfadyen incluem trabalhos com os maiores cineastas, incluindo Ron Howard (Frost/Nixon, indicado ao SAG Award), Ridley Scott (Robin Hood) e Joe Wright (Orgulho e Preconceito).

    KELLY MACDONALD como Jean Leslie

    Natural de Glasgow, Escócia, Kelly Macdonald é talvez mais conhecida como Margaret Schroeder na série Boardwalk Empire (2010-2014) e a voz de Merida na animação Valente (2012). Outros créditos cinematográficos de Macdonald também incluem Choke (2008) que recebeu o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Sundance.

    Na TV Kelly Macdonald estrela a sexta temporada do drama policial da BBC, Line of Duty, como a enigmática inspetora-chefe Joanne Davidson, uma policial cuja conduta não convencional em um caso de assassinato não resolvido levanta suspeitas.

    PENELOPE WILTON como Hester Leggett

    Penelope Wilton é uma das mais renomadas atrizes de teatro e cinema do Reino Unido. Mais conhecida por seu papel como Isobel Crawley em Downton Abbey, outros créditos de TV incluem The Borrowers e Doctor Who. Suas aparições em filmes incluem Garotas do Calendário (2002), Todo Mundo Quase Morto (2004), Orgulho e Preconceiro (2005), Fazendo História (2006), O Exótico Hotel Marigold (2011) e Beleza Eterna (2019).

    Penelope teve uma extensa carreira no palco, recebendo seis indicações ao Prêmio Olivier e vencendo em 2015 por sua performance em Taken at Midnight.

    JASON ISAACS como Almirante Godfrey

    Um ator premiado que teve inúmeras indicações, incluindo Globo de Ouro, BAFTA, Emmy, SAG Awards, Critics Choice, entre outros, Jason Isaacs conta com notáveis créditos cinematográficos que ​​incluem Armagedom (1998), O Patriota (2000), Cura de Bem-Estar (2016), A Morte de Stalin (2017), Não Olhe (2018), além da série de filmes Harry Potter, interpretando Lucius Malfoy.

    Na televisão, Jason estrelou séries como Awake, da NBC e Brotherhood, do Showtime e o ator também pode ser visto no sucesso da Netflix, The Oa e também como Capitão Lorca em Star Trek: Discovery da CBS All Access.

    JOHNNY FLYNN como Ian Fleming

    O músico britânico e ator aclamado pela crítica Johnny Flynn é indiscutivelmente mais conhecido por seu papel principal
    ao lado de Jessie Buckley no thriller psicológico indicado ao BAFTA, Beast (2017). Johnny estrelou como Mr Knightly ao lado de Anya Taylor-Joy na adaptação do clássico romance de 1815, Emma (2020).

    Flynn foi indicado ao Critics Choice como Melhor Ator Coadjuvante pelo papel do jovem Albert Einstein na antologia Genius (2017), da National Geographic. Outros papéis na televisão incluem a adaptação da BBC de Os Miseráveis (2018) e a comédia românica Lovesick (2014-2018).


    Assista ao trailer legendado:

    O Soldado Que Não Existiu estreia dia 11 de maio na Netflix.

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    A24: Veja os filmes mais aguardados da produtora para 2022

    A A24 tem sido uma das queridinhas dos filmes indies e, principalmente, para quem ama o gênero de terror.

    Com longas como A Lenda do Cavaleiro Verde, Minari e Hereditário, a produtora tem feito muito sucesso.

    Em 2022 temos alguns longas que tem recebido uma boa carga de entusiasmo por parte dos críticos, confira quais são:

    X

    a24

    Abrindo a lista temos X, um terror slasher que tem recebido muitos elogios e que tem uma premissa diferentona, algo que é corriqueiro dentro da A24.

    Na trama de X, um grupo de jovens cineastas busca um local no interior dos Estados Unidos para fazer um filme pornô. Eles chegam em uma fazenda e lá começam a ser caçados por uma figura assustadora.

    O longa tem Jenna Ortega, de Pânico 5 como uma das protagonistas e tem sido um sucesso de crítica na gringa. No Brasil, a previsão é de que o longa chegue no segundo semestre de 2022.

    EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE

    O segundo filme da lista é Everything Everywhere All At Once, que tem como principal estrela a atriz chinesa Michelle Yeoh, que recentemente fez Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis.

    Na trama, Evelyn (Michelle Yeoh) é uma mulher que está passando pro algumas dificuldades financeiras e que só quer pagar seus impostos de forma tranquila. Todavia, ela descobre que existe um multiverso e agora se torna uma heroína improvável em uma jornada com muita ação e diversas versões dela em vidas completamente diferentes.

    O novo longa da A24 está com incríveis 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, algo que é bastante promissor para uma obra de baixo orçamento e que está nas categorias indie. Everything Everywhere All At Once já é um sucesso na gringa e nós brasileiros estamos ansiosos para que chegue logo aqui nas nossas terras tupiniquins.

    MEN

    O terceiro filme da lista é Men, que tem uma trama peculiar e que deve explodir cabeças ao seu final.

    Harper (Jessie Buckley) é uma jovem viúva que acabou de passar por um luto traumático com a morte misteriosa de seu noivo (Paapa Essiedu).

    Ela faz uma viagem para arejar a mente, todavia, um homem estranho começa a lhe atormentar. Agora ele está em toda parte e Harper tem que lutar pela sua sobrevivência.

    Contando com Jessie Buckley (A Filha Perdida) como protagonista, o longa tem previsão de estreia em maio de 2022 nos Estados Unidos e promete ser um dos melhores do ano.

    BODIES, BODIES, BODIES

    Fechando a lista de filmes mais aguardados da A24 temos Bodies, Bodies, Bodies, que tem previsão de chegada no Brasil no segundo semestre do ano.

    A história do filme é a seguinte: um grupo de jovens adultos decide se divertir e fazer algumas brincadeiras perigosas. As coisas dão errado e um assassinato acontece, tornando todos que estão ali suspeitos. Agora, eles devem descobrir qual deles é um assassino num jogo de gato e rato cheio de intrigas.

    Ao melhor estilo Pânico e Entre Facas e Segredos, Bodies, Bodies, Bodies promete muita diversão, algo que não é tão usual nos longas da A24 que tem sempre um viés mais aterrorizante ou contemplativo. O primeiro slasher galhofa da produtora tem tudo para dar certo e estamos torcendo para que venha logo para cá sem adiamentos.

    Confira nossa lista em vídeo também:

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    CRÍTICA – Adam by Eve: A Live in Animation (2022, Nobutaka Yoda)

    Dirigido por Nobutaka Yoda, Adam by Eve: A Live in Animation é um filme japonês original da Netflix com produção do cantor e compositor Eve.

    SINOPSE DE ADAM BY EVE: A LIVE IN ANIMATION

    O cantor e compositor Eve usa sua força criativa para unir anime e live action em uma experiência musical inspirada em Adão e Eva.

    ANÁLISE

    Adam by Eve se desenvolve pela ótica de Aki, uma estudante que se sente excluída da sociedade. Entretanto, esse sentimento é amenizado devido à companhia de sua melhor amiga, Taki.

    Após relatar um sonho bastante incomum, a adolescente Taki desaparece misteriosamente, deixando a sua companheira Aki em constante procura.

    Posso começar a dizer com ênfase que, se a produção utilizasse desse enredo que descrevi para trabalhar seu filme, poderia sair algo realmente bom, mas decidiram por fazer algo experimental, o que não há nenhum problema. A questão é quando pecam na dosagem.

    Existem outras obras que misturam a experiência cinematográfica com a magia da musicalidade, seus instrumentos, notas e ritmos, assim, como foi muito bem realizado na animação Fantasia, da Disney, que se tornou um clássico. Ou até mesmo na Netflix podemos ver com alegria a excelência de ANIMA (2019), um curta musical onde capta o talento de Tom Yorke, vocalista do Radiohead, e o diretor Paul Thomas Anderson.

    Mas, diferentemente dessas obras citadas, Adam by Eve: A Live in Animation não conseguiu harmonizar o ato de mesclar live action com música e animação de forma que nos cative, devido à sua grande confusão.

    O filme passa mais uma sensação de que não souberam dosar o experimento, tornando tudo bastante confuso. Apesar de se agarrar ao apelo de qualidade de fotografia e animação, isso acaba não sendo o suficiente para ser algo querido.

    VEREDITO

    Apesar da descrição do filme relatar que é inspirada em Adão e Eva, sua linguagem com as referências são poucas e bem destoantes. Levemente pode-se observar alguns detalhes que remetem à história bíblica.

    Mesmo com boa qualidade de animação e fotografia, ambas não foram usadas de forma correta, se tornando um exagero de situações que são jogadas em tela.

    A parte musical é o ponto mais fraco dessa produção porque não se comunica com o restante do enredo, nem segue nenhuma harmonia e ou gera conexão com o restante da obra.

    Adam by Eve: A Live in Animation é um abuso de vários recursos que, infelizmente, juntos não conseguem passar algo bom que consiga nos encantar.

    2,0 / 5,0

    Assista ao trailer de Adam by Eve:

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    CRÍTICA – Cidade Pequenina (2021, Pipoca & Nanquim)

    Cidade Pequenina é um quadrinho nacional escrito e desenhado pelos irmãos Aldo e Camilo Solano. A obra foi publicada pelo selo original Pipoca & Nanquim em 2021.

    SINOPSE DE CIDADE PEQUENINA

    Nesta publicação do selo original Pipoca & Nanquim, os irmãos Aldo e Camilo Solano nos apresentam histórias e “causos” de uma cidadezinha do interior do Brasil.

    Tendo como referência o trabalho de Will Eisner em Nova York, Cidade Pequenina reúne crônicas de uma vida simples que os autores presenciaram ou ouviram contar, com o intuito de resgatar e preservar memórias. Um registro dos costumes e das diversas maneiras de pensar e enxergar o mundo, pelas mãos de dois dos principais nomes dos quadrinhos nacionais desta geração.

    Em 19 histórias são abordados diversos temas, momentos e situações inusitadas que aconteceram com os moradores de São Manuel (SP). Mas, apesar dos curiosos e vívidos personagens que povoam as páginas, o verdadeiro protagonista do livro é a própria cidade, que, devido à atmosfera e particularidades completamente inusitadas, transborda de humor e graça.

    ANÁLISE

    Para quem vive ou viveu em alguma cidade do interior do Brasil sabe que as coisas são sempre pacatas e repletas de histórias hilárias ou de pessoas que acabam sendo conhecidas como loucas por alguma peculiaridade, e por isso se tornam personagens da cidade.

    Dito isso, Cidade Pequenina conta pequenas histórias cômicas e inusitadas de pessoas que vivem em cidades do interior do Brasil, em especial na cidade de São Manuel, no interior de São Paulo.

    De maneira bastante agradável, esses pequenos contos são contados de forma criativa. Em alguns contos será inevitável o leitor não comparar com algum cidadão de sua cidade. Todos os contos são notáveis em Cidade Pequenina, mas meu destaque vai para Butina, Caminhão de Banha e Briga de Família. Todas as histórias em destaque são ótimas. 

    O traço do quadrinho é bastante bonito e remete ao estilo cartum, o que deixa os contos bastante engraçados com a expressão exagerada de cada personagem. Além disso, a colorização remete à nostalgia dos anos 1980 e 1990 e à simplicidade de viver em uma cidade pequena durante esse tempo.

    Cidade Pequenina é um ótimo quadrinho que narra de maneira cômica a vida das pessoas que vivem em uma cidade pequena sem a tecnologia e as redes sociais que nos conectam nos dias de hoje.

    Em contrapartida, a obra pode acabar não sendo tão interessante para quem espera que a trama fosse ser desenvolvida em diversas cidades do interior do Brasil, pois nesse ponto alguns contos podem acabar não sendo tão engraçados ou causar alguma familiaridade.

    VEREDITO

    Em suma, Cidade Pequenina é um quadrinho divertido que mostra os aspectos culturais de viver no interior, mas que pode acabar não sendo interessante aos leitores que esperavam algo com mais desenvolvimento. Mesmo assim, tem seu mérito por ser um ótimo quadrinho nacional.

    3,0 / 5,0

    Publicado pela Pipoca & Nanquim, Cidade Pequenina é um quadrinho brasileiro escrito e desenhado pelos irmãos Aldo e Camilo Solano.

    Autor: Aldo Solano e Camilo Solano

    Editora: Pipoca & Nanquim

    Páginas: 252

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    Noites Sombrias #62 | Fantasmas do Passado (2022, Mariama Diallo)

    A mais nova produção original da Amazon Prime Video, Fantasmas do Passado (Master, título original) traz um tema de terror sobrenatural e social que vem dividindo muitas opiniões desde a sua estreia. Mas não é de hoje que os filmes intitulados terror trazem subgêneros que fogem desse padrão e tem apresentado roteiros muito interessantes e temas atuais.

    O elenco conta com Regina Hall, Zoe Renee, Amber Gray, Ella Hunt e Joel de la Fuente.

    SINOPSE DE FANTASMAS DO PASSADO

    Três mulheres lutam para encontrar seu lugar em uma prestigiada universidade da Nova Inglaterra, cuja gélida elite parece esconder algo ainda mais sinistro. A professora Gail Bishop (Regina Hall) foi recentemente promovida a mestre de um alojamento, a primeira vez na Universidade Ancaster em que uma mulher negra recebeu essa função. Determinada a balançar tradições com séculos de duração, Gail logo se encontra presa nos julgamentos e tribulações de Jasmin Moore (Zoe Renee), uma enérgica e otimista caloura negra.

    O tempo de Jasmine em Ancaster logo é ameaçado quando ela é apontara para um dormitório que, dizem, é assombrado. As coisas pioram quando Jasmine entra em conflito com Liv Beckman (Amber Gray), uma professora no meio da sua própria revisão de uma jornada racialmente conflituosa. Conforme Gail tenta manter a ordem e cumprir suas missões como mestra, rachaduras começam a surgir na antes imaculada fachada de Ancaster. Após uma carreira lutando para entrar no círculo interno da universidade, Gail é confrontada com a horrível noção do que está abaixo, passando a se perguntar não o quê é assombrado, mas quem.

    ANÁLISE

    Fantasmas do Passado é um filme atual, sobrenatural e, contudo, fugindo do óbvio que a maioria dos filmes do gênero terror nos apresenta. O longa está diretamente ligado ao drama, com perfis de personagens iguais mas que não se conectam em contexto.

    A trama se desenvolve quando Gail é promovida a tutora ou mestre. Ela é a primeira mulher negra a ocupar o corpo docente da renomada faculdade da Nova Inglaterra a chamada Ancaster College, onde traz a nata da elite predominantemente branca e sua promoção desencadeia uma série de encontros crescentes entre ela, uma colega professora chamada Liv e Jasmine, uma caloura recém chegada ao campus.

    A roteirista-diretora Mariama Diallo centraliza seu roteiro no trauma psicológico de ser negro em uma prestigiosa faculdade, articulando as ansiedades corrosivas que expõem os terrores às vezes simples, às vezes complexos, mas sempre duradouros da discórdia racial na América.

    Por outro lado tem Jasmine, a nova aluna a se juntar ao campus, sendo a oitava discente negra passa por situações racistas extremamente desconfortáveis e ao mesmo tempo em que luta para conquistar suas notas excelentes como uma ótima aluna e premiada no ensino médio, ela tenta se camuflar e não chamar a atenção com seu jeito tímido e amável.

    Acredito que o longa traga divisão de opiniões pois os elementos que caracteriza o gênero não são de criaturas horrendas e com ferramentas assassinas, mas nos apresenta de forma sim sobrenatural, porém social.

    Como todo filme tem seu lado bom e seu lado ruim, com Fantasmas do Passado não seria diferente. A construção dos personagens são bem construídos, no entanto deixam muitas pontas soltas e elementos desnecessários ao decorrer da trama. O primeiro e segundo ato acontecem de forma mais lenta, mas Diallo traz um terceiro ato muito importante deixando os espectadores em uma atmosfera assustadora e chocante, e ao mesmo tempo com muitas dúvidas e arcos que foram mostrados ao longo da trama, sem absolutamente nenhuma explicação, mas que não compromete o entretenimento.

    VEREDITO

    Não podemos deixar de falar sobre a fotografia de Charlotte Hornsby, que apresenta planos médios ou fechados e uma iluminação em vermelho, caracterizando cenas em que a personagem Jasmine Moore se vê em crises. Tudo isso ajuda na imersão, pavor e incômodo que Mariama Diallo busca constantemente passar em uma transição entre o terror sobrenatural sendo manifestado e quando o filme retoma para o drama.

    De fato, Fantasmas do Passado funciona e ganha força relatando o racismo enraizado e velado contra duas mulheres prestes a alcançarem um novo capítulo em suas trajetórias e que merece ser assistido. O longa é uma produção original e está disponível na Amazon Prime Video.

    3,5/5,0

    Assista ao trailer oficial:

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